terça-feira, 31 de julho de 2018

DEDICATÓRIA DOS “TRÊS INSIGHTS” - AVULSO



DEDICATÓRIA DA OBRA  “TRÊS INSIGHTS”;

AO POVO DO MEU CORAÇÃO:

Estes “rabiscos” são dedicados aos meus pais
sem os quais esta obra não seria possível.
Onedino Santos Melo e Odília Maria da Silva (Dilinha).
Aos meus irmãos: Edilson, Carlos Aldi, Élio e Luiz Humberto.
À  minha esposa e mãe de meus filhos: Ieda.
Aos meus filhos: Eduardo, Hobert, Sibele, Edimilson e Edilson,
e às minhas noras/filhas: Marisa, Íris Mayer, Arethia, Simone e Paulinha mãe de Laila.
E especialmente aos meus netos,
Hobert, Laila, Theo, Melina, Bianca, Valéria,
 e aos netos
(Edimilson Neto. Levi, Luna e Katarina), que chegaram depois desta dedicatória.
 
 Aos profundos sentimentos que nos unem: 
 Como os,  ("Paternais", “filharais”, "norais", “sograis”, "netais" e "avoengais).
 As minhas mais profundas e amorosas saudações.

Embora, nesta data, nenhum de meus netos possa ainda entender o raciocínio aqui exposto, no futuro ainda discutiremos este assunto.
Das complexidades que inundam o Cosmos, a mais complexa é o “Homo sapiens sapiens”, e a melhor definição do homem, sem sombra de dúvida, é esta: “O HOMEM É A PRÓPRIA NATUREZA TOMANDO CONHECIMENTO DE SI PRÓPRIA”. O que torna o homem tão complexo e não analisável é o meio de comunicação de que ele dispõe na atualidade (a fala e a escrita escondem inescapavelmente o pensamento do seu dono). Assim, nunca chegaremos verdadeiramente a nos conhecer. Então, entre avô e neto, um conhecimento profundo nunca acontecerá. Mesmo entre pai e filho, nunca haverá um real conhecimento. Logo, esta obra que vocês vão ler, não retrata nem um átomo de uma molécula do canto da unha do meu dedão do pé. A atual fase de evolução espiritual da humanidade nos obriga a conviver com o paradoxo de termos intimidade, sem sermos íntimos, sermos conhecidos, sem realmente conhecermo-nos. De forma ampla e global, o fato de o homem esconder o que pensa atrás da fala e da escrita é o motivo maior de tanto desentendimento no planeta.  Assim, a única saída que ainda resta à humanidade é continuar tentando, humilde e amorosamente, se entender. A humildade nivela os homens, o amor os aproxima e os tornam melhores, e mais confiáveis.

   Salvador, 07 de setembro de 2004
  Filho, irmão, esposo, pai, sogro e avô apaixonado por todos.

                                       Sendo, mais meus amigos que meus familiares.
                                       Em verdade, muito tenho recebido de todos.   
                                       E com certeza, mais ainda dos netos que ainda virão.
                                                             Edimilson Santos Silva

SÍNTESE DE UM SONHO - PROSA POÉTICA




 SÍNTESE DE UM SONHO 
Prosa poética

Este poema é dedicado aos poetas da paixão desenfreada...
Aquela que consome e mata os corações de forma dolorida...
Aos loucos poetas que amam de forma total e desarrazoada...
Nada lhes restando do seu amor, na fatal e triste despedida...


Oi!
Dulcíssima Janete
Faz mais de um século que não nos falamos...
Talvez mais!
Onde estavas?
Que não mais te fizeste presente no meu e-mail.
Nem na minha vida!
Por onde andastes?
Não consigo me esquecer de ti,
Nem da tua imagem que desconheço desde sempre,
Nem da tua sombra!
Que jamais andou junto à minha sombra.
Lembranças antigas e saudades imensas,
Fazem com que eu sempre me lembre de ti!
Ainda que não acredites continuo o mesmo,
Sou aquele sonhador de sempre!
Por mais que o tempo passe,
Não consigo me esquecer de nossos encontros virtuais.
Talvez nos encontremos ainda!
Noutros mundos ou noutras esferas,
Ou mesmo noutros universos paralelos...
Como vai tua cidadezinha acolhedora e familiar!
Com que tens sonhado ultimamente?
Com os anjos do céu?
Com as ninfas do parnaso?
Ou com paraísos coloridos pelo amor?
Ou mesmo, com os mesmos sonhos da tua infância?
Normalmente os anjos sonham com os anjos!
E os poetas com os amores desfeitos pela brisa do destino.
Espero te encontrar, inda que noutra encarnação...
Para te cantar loas e versos encantados,
Contendo mil estribilhos de amor...
Já no pairar das coisas,
Já no sumir das lembranças,
Já no perder das esperanças!
Já nos últimos contar dos dias!
Lembrar-me-ei de ti! E da tua silhueta holográfica,
A bailar nos espaços diáfanos da minha memória virtual,
Sois a minha Rosa que não desabrochou,
E que se despetalou inda em botão...
Fostes o meu único amor! Que não aconteceu...
Pois, de mim ele fugiu na transparência da
Prometida primavera que se aproximava...
Deixou-me no rigor do inverno da minha amada terra!
E nunca mais se fez presente,
A vida é como um oceano imenso
Em que, nem todas suas águas tocam na alvura das praias,
Eu sou como as águas das profundezas abissais
Nunca vou ver a luz dos teus olhos,
Nem o frescor do teu amor,
Nem o teu suspirar,
Nem o leve roçar da tua pele,
Nem o teu doce e meigo olhar...
Pois, moras na superfície dos mares,
Onde moram e cantam as sereias.
Sentirei eternamente a ausência do teu perfume!
Que nunca inalei...
Sois, portanto, o sonho dos meus sonhos...
O que mais me magoa é nunca ter visto o teu sorriso,
Nem o teu olhar puro de náiade vaporosa!
A bailar nas fontes da tua terra,
Nem a tua já saudosa e translúcida imagem! Que nunca vi...
Este poema eu dedico aos teus sentimentos mais puros,
Aos teus sonhos mais fugazes,
Aos teus amores não acontecidos,
E à memória do teu pai que há tão pouco tempo se foi,
Serás eternamente a minha doce e saudosa Janete Piva virtual...

Do teu amor que não aconteceu...
Que é um nome! Diante de tantas vicissitudes da vida?


Em homenagem a uma poetisa desconhecida!

Vitória da Conquista, Bahia, terça-feira,
8 de junho de 2010, 08:34:59hs
Edimilson Santos Silva Movér
O poeta dos sonhos e dos amores impossíveis


VOLTEI - POESIA


VOLTEI 
Premonição!     
                                               
Em homenagem a enfermeirinha do elevador!.


Um gosto forte e amargo de anestesia na boca,
Uma visão esbranquiçada do ambiente eu via em volta,
Vultos verdes na minha frente,
E um túnel de luz intensa a me chamar a atenção,
No meu íntimo a vontade era de nele entrar!
Ao longe, na boca do túnel! Uma multidão!
Os via, alegres e sorridentes,
Embora inda não distinguisse os rostos,
Tinha certeza que eram os meus parentes,
Que há muito já tinham partido!
Coisa diferente e linda era aquele túnel!
Ao longe e ainda distante! Via o túnel de luz,
Vindo sempre na minha direção!
Nele havia calma e luz, uma grande atração!
Era o túnel de luz que só à paz conduz
O que me fascinava e prendia a atenção!
Era aquela luz!
Que luz bonita! E como me seduzia!
Já quase saindo do corpo,
Para onde virasse a cabeça o lindo túnel ia!
Logo pude distinguir bem os vultos verdes,
Eram os médicos bondosos do hospital,
Agora entristecidos!
Que perdiam a batalha pra morte fatal,
Saí do corpo!
Flutuando no ar subi ao teto devagarzinho,
Vi de um lado uma enfermeira chorando,
Vi em cima de um armário um livro preto,
Em volta daquele livro! Vi uns anjinhos cantando!
O que me chamou muito a atenção
Foi descobrir que era uma velha Bíblia
Que alguns pediam para uma oração,
Tinha na capa o nome de um médico,
Naturalmente, este era um médico cristão,
E dentro do túnel as pessoas acenando,
A bíblia se abriu eu não sei como!
Li uns versículos que já não me lembro quais.
Senti um forte choque no peito!
O túnel sumiu! Vi os médicos sorrindo...
O que vier pra mim depois! São coisas banais,
Foi uma grande lição!
Credes em Deus! E d`Ele não se afastem jamais...


Vitória da Conquista, Ba. - 04 de março de 2007
Edimilson Santos Silva Movér

ALUCINAÇÕES - POESIA



              ALUCINAÇÕES 

                                     
Ao ouvirdes os lancinantes gritos das almas bestiais!
Voando sobre os penhascos abissais!
Tudo se finda ali, não retornarás jamais!
Chegando nas portas do maldito inferno de Dante!
Deixai “cá fora” toda a esperança, ó vós que entrais!


Campinas ao longe
Sinuosas e verdejantes!
Espíritos loucos como as Harpias de Dante
Perseguem-me sempre em vôos rasantes.
Para defender-me, faço um esforço imenso
Para voar acima dos altos muros das heras
A nos separar!
Multidões loucas a gritar quais feras!
Visões do inferno de Dante a me atormentar!
Sonhos infernais!
Lobos vorazes a uivar distante,
Harpias malditas a voar zunindo
De mim vos afastais!
Visões loucas de Zaratustra
Sempre sorrindo!
Não me atormentais...
Carregando um morto, para não o enterrar!
Dizia Nietzsche! Os poetas mentem em demasia!
Não! Só isso, Nietzsche, os poetas são sonhadores,
Loucos, e inconsequentes contumazes,
Pois vivem exclusivamente de amores!
Na minha louca visão, plena de fantasia,
Sempre perseguido por monstros vorazes,
Visões trementes no voar tronante pelos despenhadeiros,
Monstros que escancaram as bocas pra me estraçalhar!
Esforço imenso para subir aos cimos derradeiros,
Asas em fogo a me encurralar!
Passar entre muros apertados, asfixiantes,
Odores de pólvora, fogo, enxofre, fedor inaudito e imundo,
A me sufocar!
Tentem! Fugir do abismo!
Fujam deste inferno almas penadas, pois já não consigo escapar...
Rezai! O catecismo...
Não vejo mais as minhas campinas,
Campinas distantes, sinuosas e verdejantes!
Já não as alcanço mais...
Peço em prantos, loucas visões minhas, não perdurais...
Ora é uma campina plana, ora são fossas abissais!
Harpias malditas, não me esquartejais...
Loucos sonhos meus! 
Nestes espaços infernais!
O inferno de Dante é um festival
Se com o meu inferno, vós o comparais!


Loucas fantasias dos loucos sonhos meus!

Vitória da Conquista, Ba.  - 25 de fevereiro de 2007
Edimilson Santos Silva Movér

QUEM SOU? - POESIA


QUEM SOU?

O Ser mergulha no mais profundo do seu eu e pergunta! Quem sou?
Ao começar a entender a simplicidade contida na complexidade da existência,  ele encontra dentro de si, algumas sutis respostas!

Nunca perguntaste a ti mesmo! Quem sois?
Se com o teu “eu” tu não te importas!
Arriscas a nunca ser nada e,
Nunca a ti mesmo encontrar!
Indo viver qual vegetal!
Se a ti não conhecer
Viverás como um animal,
Sem nunca a vida entender!
Ou como a espuma do mar
Que existe sem se conservar!
Eu pergunto e não me esmoreço,
E de mais coisas vou indagar
Pelo que sou eu tenho apreço!
Assim!
Eis o que creio que sou!
Sou a centelha divina,
Sou minúscula parte da vida,
Sou uma usina pequenina,
Sou a fímbria do infinito,
Sou a orla do absurdo,
Sou ao nascer! O grito,
Sou o “Ser” mais complexo que há!
Sou o nada absoluto,
Sou as helicoides do meu DNA
Sou oriundo dos cromossomos,
Sou a soma de dois seres,
Sou o universo a caminhar,
Sou muitos trilhões de átomos,
Sou um “Ser” finito e infinito,
Sou um “Ser” uno, duo e trino a um só tempo,
Sou um “Ser” a viver contrito,
Sou o monge do convento,
Sou feito da água do rio!
Sou feito do que contém o granito,
Sou o tudo e sou o nada!
Sou filho do Deus da vida,
Sou feito do pó do chão!
Sou feito disso e não me esqueço não!
Sou este mundão sem fim,
Sou a árvore na floresta.
Sou o grilo lá no jardim,
Sou o escorpião lá no canto,
Sou o pasto na campina,
Sou o pirilampo no campo,
Sou mais uma criação divina,
Sou um poeta de improviso,
Sou invisível, pois sou a ilusão,
Sou quem nunca perde o siso,
Sou filho do fogo!
Sou de Deus a benção!
Sou filho de Gaia
Sou feito de sua energia!
Sou o real e sou o maya
Sou filho do gelo,
Sou a pura harmonia,
Sou filho do trovão,
Sou a pura rebeldia,
Sou as asas lá nos céus,
Sou as pernas aqui na terra
Sou as guelras no oceano,
Sou o que Deus criou de mais belo
Sou filho do homem! Amém,
Sou a vida que tudo encerra,
Nasci no ano da guerra,
Sou filho de Onedino Santos Melo,
E de Odília Maria da Silva,
Sendo deles descendente,
Trago comigo a inteligência
Com que Deus os dotou,
Vivo e obedeço às leis,
Que a divindade criou,
Devido a rotação da terra,
Passo meus dias na luz,
E as noites na escuridão,
E por ser filho da energia
Quem me mantém vivo é a eletricidade!
Que faz bater meu coração,
No final de tudo isso!
Simplesmente eu nada seria...
Principalmente sem Deus
Ou mesmo sem a razão!
Acredito num Deus Cósmico
Sendo único, e impessoal,
Sem o qual nada existiria!
Meu Deus é transcendental,
Sem Ele! Eu aqui não estaria
Mas eu aqui estou!
Por isso pergunto e digo! Quem sou...

Vitória da Conquista - Ba. 2007
Edimilson Santos Silva Movér


A FORMAÇAO DO UNIVERSO -- ENSAIO


DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR
Subsérie: Divagações na forma de uma ficção cosmológica.


Capítulo 05 da Obra “O Ser e o Existir”

A FORMAÇAO DO UNIVERSO
(UMA CRIATIVA E DIVERTIDA ABSTRAÇÃO MENTAL)

A CERTEZA DA EXPANSÃO ATUAL
GERANDO A DÚVIDA SOBRE UMA CONTRAÇÃO FUTURA
(NUMA ANÁLISE METAFÍSICA)

1* A única certeza que temos sobre a formação do universo é de que pela eternidade a fora a maneira de como se formou o universo sempre será uma hipótese. A ciência cosmológica desenvolvida e ensinada por todas as universidades do planeta, portanto de todos os povos e países evoluídos, onde, principalmente, todos os institutos afetos à cosmologia, têm como verdade definitiva o evento da singularidade que gerou o Big-Bang. Esta certeza advém da comprovação experimental do estado de expansão do universo, comprovação confirmada pela certeza matemática de que os grandes grupos de galáxias do universo estão em expansão. (Uns em relação aos outros), e não as galáxias isoladamente umas em relação as outras dentro dos grupos. Então, através de simples dedução lógica, chega-se à certeza cosmológica de que retroagindo esta expansão ao início desta mesma expansão leva-nos a um universo num estado de singularidade e consequentemente a um posterior Big-Bang. Mas, a única certeza comprovada por observações astronômicas é o estado de expansão, o mais, é a mais pura especulação matemática, sendo uma abstração e elucubração das mentes dos cosmólogos! Qualquer pessoa com inteligência mediana pode criar vários modelos de universos em expansão sem que os mesmos necessariamente atinjam o estado de singularidade e sem o alardeado Big-Bang. Posso imaginar este nosso Universo como tendo a forma de um imensurável campo de forças (campo eletromagnético de Maxwell). Tendo este campo a forma de um túbulo na forma de um toroide longilíneo ou de um túbulo com formato externo elipsóidico.

2* Numa das extremidades deste campo, este universo estaria em expansão e na outra extremidade estaria em contração! Conforme se no polo positivo ou negativo do campo. Se os corpos massivos deste universo num momento qualquer, estiverem saindo (se afastando de um dos pólos), os grupos de galáxias estarão em expansão, obviamente todos se afastando uns dos outros. Conforme a sua posição neste campo você estaria em uma ou noutra situação, digamos, na parte externa do campo estaria num universo com movimento linear tendendo para o movimento elipsóidico.  e com movimento em sentido oposto aos corpos que estivessem passando pela parte interna do campo. Embora de minha parte tenha preferência pelo modelo do universo atemporal e cíclico, (Em elucubrações mentais pelos insights ou caminhadas pelo cosmos pude observar que o fator criador do cosmos tem preferência pelo fator gerador do absurdo), motivo que me induz “no momento” a optar pelo modelo do universo com formação atemporal.

3* A teoria da formação do universo criada pela ciência cosmológica, é impermanente, (é como o próprio universo, em que a única permanência existente é a impermanência), a teoria mais aceita inclui inevitavelmente um estado atemporal contido dentro da própria singularidade. A aceitação do principio de que o tempo só pode existir na presença do movimento da matéria inserida ou contida num ambiente espacial é que me levou até a proposição do universo atemporal do quarto “insight” esta concepção é de uma lógica arrasadora. A análise de uma concepção racional de um modelo de universo com uma singularidade levou-me até a esta dúvida! Como poderemos ter absoluta certeza de que a eternidade seja realmente eterna neste tipo de universo! Só consegui encontrar e visualizar a eternidade no modelo de universos-de-universos. Restando-me a beleza e a lógica do modelo de um universos-de-universos que estaria contido dentro de uma inevitável eternidade. A descrição do modelo de universo-de-universos está transcrita “ipsis litteris” no capítulo de nº 03 da obra "Os Três Insights".

A CONCEPÇÃO METAFÍSICA DA SINGULARIDADE
4* Voltemos ao nosso universo singularizante. Naturalmente que o caminho para se formar uma concepção de uma fase anterior à singularidade, só nos é possível no campo da conjectura metafísica, a ciência só tem uma única certeza, é que o universo está em expansão, com comprovação matemática contida na análise do "redshift" da luz oriunda de galáxias distantes. A astronomia Confirmou que os grupos de galáxias estão se afastando uns dos outros, portanto a contração e a resultante singularidade não passa de uma simples conjectura dedutiva. Então só com a análise metafísica chegaremos a um Universo em contração. O que proponho é uma síntese de um evento que só ocorre em oposição ao conceito de expansão. Ao considerar a contração do universo para um único ponto estamos admitindo, (sendo este corpo esférico ou não), como sendo esta uma contração radial.
Utilizando um conceito da física de Newton (lei da atração universal) podemos admitir que quanto mais próximo do centro radial, mais velocidade o corpo viajante possui, considerando que esta contração iniciou-se quando toda a massa já possuía tinha um raio de 20 bilhões de anos luz, ao atingir um raio de singelos 380 mil anos (considerando que a expansão fosse = a "c" podemos admitir que a descomunal massa contida nesta esfera de raio de 380 mil anos já tenha alcançado um estado físico semelhante a um plasma de altíssima densidade onde não há nenhum vazio entre as partículas que compõem esta esfera. E de que a massa em deslocamento na direção do centro radial já tenha alcançado uma velocidade com um número infinito de vezes maior que a velocidade da luz. Ora! Se não há nenhum vazio também não há nenhum espaço intra-atômico. Se não há nenhum espaço intra-atômico, também não há qualquer movimento. Onde não há movimento, não existe o tempo, pois o tempo é considerado com lógica como resultante do movimento da matéria. Assim proponho o evento do fim/início do Universo como um evento atemporal. Este estado em que a esfera do não tempo com um raio de 380 mil anos se contrai na velocidade = a "c", até a dimensão zero. E volta a se expandir com a mesma velocidade até o raio de 380 mil anos luz do início do não tempo, é este um estado de um Universo atemporal. Neste estado a matemática temporal dos físicos não tem nenhum poder “equacional”, fator e motivo, pelo qual os físicos não podem emitir pareceres matemáticos sobre quaisquer fases deste evento anterior ao Big-Bang. Ali está o imponderável não “matematizável”, o não detectável por nossos métodos e instrumentos atuais. Matematicamente é nesse estado físico atingido aos 380 mil anos distantes da singularidade e é nessa fase de expansão que a matemática dos cosmólogos prevê o surgimento das primeiras partículas de prótons e elétrons a se ligarem formando os átomos do hidrogênio eletricamente neutro, esta é a famosa e tão falada fase da 1ª recombinação da matéria no cosmos em formação. Coisa nem tão difícil de se compreender, mesmo por uma mente comum como a nossa, minha e de meus leitores. 

A ETERNIDADE NO UNIVERSO EXTERNO
5* O que tento demonstrar de maneira lógica e racional é que dentro deste evento nada se pode conjecturar, e de que o decaimento desta esfera de plasma em contração até o estado de singularidade com dimensão zero foi precedido de um ante Big-Bang, e de que até chegar a 380 mil anos luz de distância até o ponto zero em que ocorre a singularidade, não houve então nenhum Big-Bang na singularidade, o que houve na verdade foi a inversão da força de gravidade e de que o Big-Bang ocorreu no momento em que a esfera de plasma alcançou novamente o raio de 380 mil anos luz em sua desabalada expansão. É muito difícil descrever um evento ocorrido na ausência do tempo. Nosso ser, nossa linguagem, nosso poder de entendimento e de descrição e percepção está por demais ligado aos nossos sentidos afeitos a estados fenomênicos temporais, dificultando a descrição de um evento que “é” absolutamente atemporal. Meu mestre Stephen W. Hawking observou embora tardiamente, que a seta do tempo nunca se inverte, mas até hoje não disse nada a respeito da inversão da gravidade. Este evento a que denomino de Universo no estado atemporal, é o mesmo universo em que Hawking chegou logicamente à conclusão de que o tempo nunca se inverte mesmo na condição de um universo em contração e eu concluo de que ele, o “tempo”, se anula na completa ausência de espaço. Uma das principais condições válidas e inerente a um “não espaço” é de que a matéria seja ausente de movimento em numa condição quântica completamente ausente de vazios! Mesmo na escala de 10-48cm muito abaixo da escala de Calabi-Yau de 10-33cm. A ausência de espaço até mesmo nessa escala estaria impossibilitando o movimento das partículas sub-atômicas.

6* Considerando o nosso Universo inserido num universo-de-universos, o tempo não deixou de existir no espaço externo à esfera de plasma do universo atemporal, a que chamamos de singularidade. E este fato nos leva a compreender que após o início do evento da anulação do tempo que provocou a expansão, a matéria surgida nas bordas desta esfera em expansão mergulhará dentro do tempo circundante a esta esfera. Este é o tempo do universo-de-universos a que chamo de “eternidade”. Somente assim conseguimos debilmente conceber e identificar um vislumbre da única e real “eternidade”. Eternidade esta externa ao nosso universo cíclico do eterno retorno, Anterior a tudo e a todos, vem a concepção do universo do eterno retorno de Sócrates e de Platão. Todos conhecem o “niilisíssimo” filosófico, princípio que algumas escolas de filosofia defendem até nos dias atuais. Embora o admire, não comungo com os raciocínios pessimistas de Nietzsche perante o existir do Ser! Saudemo-lo, no entanto, quanto à sua clareza de raciocínio e à sua retomada da antiga visão do universo do eterno retorno cosmológico dos gregos.  

FINALIZANDO
7* Compreendamos a dificuldade e o quão sutil é a percepção dos físicos teóricos ao analisarem um universo em formação, todas as condições a serem submetidas à sua análise e a força de suas equações são à priori, condicionadas por argumentos de terceiros, antes tidos por estes mesmos físicos teóricos, como argumentos inconsistentes, a física abre caminho por entre brechas apertadas, e sempre sai adiante sob pena da "estaticidade" ou da regressão ou do recuo, nunca do avanço. A imensidão de argumentos, passíveis de analises matemáticas lhes proporcionam, quase sempre soluções e resultados inesperados, e isto em um tempo brevíssimo, em 1900 o conceito de pedaço de energia não era bem compreendido nem mesmo pelo próprio Max Planck, e sem o conceito de “quanta” a física não ultrapassaria os grilhões da física newtoniana e seu tempo absoluto, Ainda havia a falta da compreensão da interrelação existente entre o magnetismo e a eletricidade. Mesmo a física relativista einsteiniana sucumbiria não fossem os esforços de Maxwell, “matematizando” o conceito de “campo eletromagnético” com suas celebres quatro equações. A ciência do homem parece-me com uma escada infinita, cada mente por sua vez, e de “per-se” constrói o seu próprio degrau, os diversos ramos desta ciência se comportam como vigas e pilares de um único e imenso edifício, eis o que na realidade é a ciência como um todo. A totalidade da argamassa deste imenso edifício foi amalgamada no cadinho da sopa cósmica do início do Universo. É interessante observar algo curioso, embora todos construam seu degrau sobre os degraus de outrens, todos, via de regra: agem heurísticamente. O grupo de Copenhague quando se deparava com problemas insolúveis, (o que era frequente), diziam, (as bases da solução já foram estabelecidas, a questão é encontrá-las).  O que queriam dizer é que era impossível achar a solução para um problema inexistente, ou ainda não criado. Antes mesmo de Einstein expor em 1916 sua teoria geral da relatividade a base da física quântica estava estabelecida pelo grupo de Copenhague, mesmo sem ter estabelecido a estrutura completa do átomo (ainda faltava o próton que só deu as cara com Rutherford por volta de 1919, o  nêutron outro fujão que só veio conhecer a face do inglês Chadwick  em  1932.  Só em 1965 Murray Gell Man e George Zweig receberam a visita de alguns quarks de baixa energia, os outros, travessos corredores de picula, sumiram, por isso, Murray Gell Man e Zweig não conseguiram conceber de imediato, matematicamente, todos os seis quarks. A física teórica tem a função de “ponta de lança avançada” penetrando fundo no território inimigo, no caso a (natureza), mandando informações para a retaguarda, (cérebros dos físicos experimentais nos laboratórios). No campo “laico” quem executa esta função é a ficção científica.

8* Compreendo e sei que a matemática utilizada para estabelecer os valores e o tempo em que decorreram as diversas etapas da formação do Universo, tem como ferramenta de cálculo o conceito de “tempo”. utilizada no decaimento de diversos materiais como: o rênio-187 com uma meia idade de 40 bilhões de anos, sendo o rênio-187 um isóbaro. Usa-se também o urânio  (U238), com vida média de 4,5 bilhões de anos, ou o tório (Th232), com vida média de 14 bilhões de anos. As análises da idade do universo conseguidas com estes diversos elementos está em torno dos 14 bilhões de anos, coerentes portanto com os "redshifts" da luz oriundas do campo profundo.   Estas análises nos oferecem resultados, (para a maioria das pessoas, sendo na maioria das vezes incompreensíveis), mesmo o físico que lida com os resultados destes cálculos matemáticos, não possuem órgãos fisiológicos que permitam a percepção de tais lapsos de tempo, assim estes conceitos físicos são de difícil compreensão. O erro dos físicos é tentarem extrair resultados convincentes de suas elucubrações matemáticas utilizando o parâmetro “tempo”, quando utilizam este parâmetro advém a inconsistência. Isto, considerando que a massa de todo o Universo tenha sido condensada e comprimida em um espaço menor que o de um núcleo de um átomo. Ora! Teremos que considerar que esta massa em forma de energia, em seu retorno a um novo Universo de matéria, neste caso, a energia não se comportaria como os físicos o supõem, isto devido a um fato elementar meu caro Watson! A energia contida na singularidade se expande por 380.000 anos sem abrir espaço para formar as partículas, a partir desta "era" ocorre a formação das primeiras partícula, elétrons e prótons carregados que se uniram para formar os primeiros átomos de hidrogênio de carga neutra, esta fase é chamada pelos físicos de era da primeira recombinação, embora inacreditável, mas é assim! Ora! O tempo é uma resultante do movimento da matéria contida em um espaço e, como não foi formado espaço nem matéria durante esta fase de expansão, deduz-se até estes 380.000 (trezentos e oitenta mil anos) de expansão tenha sido somente um evento dimensional, pois, não houve tempo algum, motivo pelo qual, as equações dos físicos não funcionam para este intervalo, observe o diagrama que propomos no quarto “Insight” na obra “Os Três Insights”


             FIM               [ 0 ]                       [0]              INÍCIO
               
Fim do tempo
- 380 mil anos da física cosmológica
+380 mil anos da física cosmológica
Reinício do tempo
Gravidade normal
Hiper    gravidade      atrativa
Hiper     gravidade    repulsiva
Gravidade normal
Contração normal
Hiper              contração
Hiper                     inflação
Expansão normal
Tempo normal
(Singul
Não Tempo       
aridade)
Não Tempo       
Tempo normal
     -----> 0 <-----                                     <-----  0   ----->      


ESTADO PRIMORDIAL DE UM UNIVERSO COM UMA FASE ATEMPORAL
As setas acima, são as setas do tempo

        TEMPO NORMAL        0        Não Tempo        0      Não Tempo     0      TEMPO NORMAL

Observe que as duas setas no sentido do passado só são permissíveis dentro do não tempo. Que segundo a cosmologia durou 380.000 anos, ora se não havia espaço no universo! Como existiria tempo nessa fase de expansão? Já na fase da contração final, ela se inverte, e na fase da hiper inflação, ela estranhamente torna a inverter o sentido esperado e natural.  É como se fosse uma fuga. Aqui, temos que entender que a singularidade, só tem a duração de um trilionésimo de segundo do nosso tempo normal.

O PRIMEIRO 0 (ZERO), ENTRE AS SETAS A ESQUERDA SERIA A PRIMEIRA ANTIRENORMALIZAÇÃO.
O SEGUNDO 0 (ZERO), ENTRE AS SETAS A DIREITA SERIA A PRIMEIRA RENORMALIZAÇÃO.
(O conceito de antirenormalização para mim, é não "raciocinável e obscuro"). Pois, seria o início do não espaço, obviamente o início do não tempo. Se não o posso mentalmente racionalizar! como calculá-lo?

Espero ter conseguido pelo menos facilitar ao caro e inteligente leitor, uma melhor compreensão do quanto é difícil uma conjetura dos primórdios do Universo em formação, num ambiente atemporal. Sem um mínimo de entendimento da relatividade einsteiniana na área da cosmologia, não vejo como perceber e mentalizar as elucubrações e proposições aqui apresentadas, o entendimento do efeito quântico pode ser nulo, somente prótons e elétrons do hidrogênio neutro se formaram na 1ª recombinação. A medida que o universo expandia e resfriava, paulatinamente os demais elementos iam se formando... 

Vitória da Conquista, Bahia
Setembro de 2006
Revisto no outono de 2012, 
pela alma penada de
Edimilson Santos Silva Movér
moversol@yahoo.com.br