sábado, 28 de julho de 2018

A COMPLEXIDADE DO “SER” - ENSAIO (52)


DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR

Subsérie: Singelo estudo em busca de um melhor entendimento da essência do animal que chamamos de humano, que via de regra se considera, o centro do mundo e principal motivo da existência do universo.

 

Pobres filósofos!

Ainda falam em essências!

 Diderot. 

                        A COMPLEXIDADE DO “SER”


O homem sob o enfoque da dignidade:

Kant sob este aspecto via o homem assim: - Por mais simples e singela que seja uma abordagem do “Ser humano”, inevitavelmente ela será um tema complexo e polêmico. Em qualquer abordagem que se faça sobre o ser humano, o complexo e o polêmico estará inevitavelmente presente. Immanuel Kant foi um dos primeiros filósofos a propor e a reconhecer que não podemos atribuir um valor (preço) ao homem. Sendo o homem um fim em si mesmo, e não um meio. Ele nos diz que: - “No reino dos fins tudo tem um preço ou uma dignidade. Quando uma coisa tem um preço, pode-se pôr em vez dela qualquer outra como equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço, portanto, não permite equivalente, então ela tem dignidade”. – Immanuel Kant, em “Fundamentação da Metafísica dos Costumes”. 1797 

O homem sob o enfoque do egoísmo:

Schopenhauer sob este aspecto via o homem assim: - Por natureza, o egoísmo é ilimitado: o homem quer conservar a sua existência utilizando qualquer meio ao seu alcance, quer ficar totalmente livre das dores que também incluem a falta e a privação, quer a maior quantidade possível de bem-estar e todo prazer de que for capaz, e chega até mesmo a tentar desenvolver em si mesmo, quando possível, novas capacidades de deleite. Tudo o que se opõe ao ímpeto de seu egoísmo provoca o seu mau humor, a sua ira e o seu ódio: ele tentará aniquilá-lo como seu inimigo. Quer possivelmente desfrutar de tudo e possuir tudo; mas, comum isso é impossível, quer, pelo menos, dominar tudo: “Tudo para mim e nada para os outros” é o seu lema. O egoísmo é gigantesco: ele rege o mundo -”.  Arthur Schopenhauer, em “A Arte de Insultar”. 1860 

O homem sob o enfoque do ser espiritual:

Hegel assim, via o homem diante da natureza: - O homem surge após a criação da natureza e constitui o oposto ao mundo natural. É o ser que sobe ao segundo mundo. Temos em nossa consciência universal dos dois reinos, o da natureza e do espírito. O reino do espírito é aquele criado junto com o homem. Podemos forjar todos os tipos de representações sobre o que é o reino de Deus. Deve ser sempre um reino do espírito, que deve ser realizado no homem e estabelecido na existência. (Hegel). 

INTRODUÇÃO

Para facilitar a abordagem do tema, onde priorizo o estudo da complexidade do Ser humano, prefiro fazê-lo sob o prisma de uma visão heurística. Este ensaio é dedicado a uma pessoa especial, o amigo e jornalista, Renato Sena. (Renato Eufrásio Leal Sena), grande figura humana, soube a pouco, que o mesmo vive atualmente numa sua propriedade rural às margens do açude do município da cidade de Tremedal na Bahia, “tangerindo” suas “miunças”, suas “graunças” e pescando. Vous en faire bon usage de votre temps, sendo o que todos procuramos. Trabalhamos juntos, na mesma empresa em Salvador na Bahia, no princípio da década de 90. Dele, sempre admirei a retidão de caráter, sua postura como cidadão e como jornalista. Muito aprendi com o mesmo. O meu eterno reconhecimento pelos seus ensinamentos e exemplos. Na época, ele fazia (à noite), a tradução para o vernáculo, de Sagesse, de Verlainne, uma das melhores obras, (pelo menos para mim), e, fazia isto, como aprendizado, mas, com extrema “sabedoria”. Coisa comum aos dois senhores.

PEQUENO E DESPRETENCIOSO ESTUDO DAS FUNÇÕES 

SIMBIÓTICAS E INTERRELACIONAIS DOS SERES

1)ACDS). Toda a complexidade do “Ser” advém da sua “soma”, (ver o marcador de leitura 8)ACDS). Sua “soma” contém um número “quase” infinito de simplicidades, inerentes também ao “ser” material. Observe que no estudo do “Ser” imaterial os números não são significativos, assim, não fazem sentido algum. No “ser” material sua “soma” é feita exclusivamente de simplicidades, que ao interagirem com o meio neuronal “interior” cerebral, que as confinam, se refletem como atos do “Ser” dual, personalidade e espírito, ou “eu” e “consciência”. Alcançando então, este “Ser” dual o estado de um “Ser” altamente complexo. São bilhões de interações simbióticas ocorrendo entre personalidade ou una/simplicidade do “ser” material, e a una/simplicidade do “Ser” espiritual, ou sua consciência. Atente para o fato de que em meus ensaios, grafo estes entes, da seguinte forma: o ente principal trino e imaterial como “Ser”, o “eu” como ente material é grafado como “ser”, e de que o verbo ser é grafado como ser, sem as aspas, “”. 

UMA ANÁLISE DO “SER” (UNO-DUAL-TRINO), NUMA LONGA ESCALA DE TEMPO DE 70.000.000 MILHÕES DE ANOS

2)ACDS). O primata “Purgatorius” viveu há setenta milhões de anos atrás, depois de evoluir numa série de espécies, chegando à espécie Pithecus, que existiu há 4,4 milhões de anos deu origem ao bipedalismo da espécie, chegando à espécie “homo erectus” que existiu em torno de 2,4 milhões de anos) atrás, e este mesmo “homo erectus”, se bifurcou há 700 mil anos atrás dando origem às duas espécies hominídeas:  “Neanderthal” e “Cro-Magnon”, este último deu origem ao “homo sapiens” já pensante e nômade há 300 mil anos, e este ao “homo sapiens sapiens” já falante em data ainda não bem determinada, este foi o mesmo homem pintor de 40 a 30 mil anos, sendo que como nômade existiu até inventar a lavoura há 12.000 (doze mil anos) atrás, quando abandonou o nomadismo adotando o sedentarismo, até chegar ao homem tecnológico atual, que podemos chamar de “homo digitalis”. O homem em sua essência é uma entidade trina. Existindo profundas interações e relações entre os três entes que o formam: 1) o espírito ou “Ser”, espiritual, e 2) o “eu”, facilmente identificável, tratando-se de nossa personalidade, e 3) o “ser” ou o ente físico “neuronal cerebral e falante”. Repetindo: Observe que o verbo ser é grafado como ser, sem as “” aspas. Partindo de qualquer vértice do triângulo humano, estas interações complexas do “Ser” trino geram o mais perfeito "consortismo" de toda a natureza. Neste caso e momento, não estou tratando das relações do “Ser” material com o ambiente externo físico que o cerca. Mas sim, da simbiose interrelacional entre os três “seres”, dois exteriores e imateriais, personalidade e “consciência ou espírito”, ditos “unos duais” e o outro “ser”, que é formado nas interrelações do sistema neuronal de nosso cérebro. Esta tríplice relação, é que forma o “Ser” trino proposto nesse ensaio.  O “Ser” trino, embora nele se inclua o ente material. O ente material, no caso, o cérebro, que se comparado com o “Ser” espiritual, na realidade é um ente extremamente díspar e estranho ao espiritual devida a sua condição imaterial. O “ser” resultante dessa trindade é composto por uma infinidade de energias simples, que são próprias dos dois entes imateriais, “Ser” trino. Quanto à complexidade do “ser” material, esta, advém da relação de seus componentes. Que embora, em sua essência seja um “ser” simples), ao interagir com os dois seres imateriais se torna complexo. Isto devido ao “continuum” dos bilhões de interações entre a tríade de “entes”, a personalidade, o espírito e o sistema neuronal. Estas interações estão em oposição à simplicidade do “ser” “dito material” e sistema neuronal do cérebro. Na realidade, o consideramos como um “ser” “material”, mas, numa análise profunda da sua essência físico/quântica, ele não é material, o que não vem ao caso no momento.

4)ACDS). Repetindo, a complexidade, do “Ser” trino, já imaterial), advém da sua “soma” representada por um número “quase” infinito de simplicidades. O “Ser” dual imaterial (espirito e personalidade) interage com o “ser” material refletindo-se neste, como o “Ser” que observa e analisa, e disso extrai conclusões, que são resultantes dessa interação, já como “Ser” trino, expondo todas suas complexidades, isto deverá ser entendido não como uma ambiguidade, mas sim, como a mais absoluta unicidade dos três “seres”, ser material, organismo, personalidade, e “Ser” espiritual. Devemos compreender que estes dois últimos “seres” só interagem com o ambiente material que os confinam de forma “una”. Disto advém a negação das pessoas não versadas em assuntos espirituais, da existência do “Ser” energético que as religiões chamam de “espírito”. Estas interações conforme creio e afirmo só ocorrem no nível quântico, mesmo as interações signicas da semiótica de Peirce são sempre no nível quântico da mente. Ora! Se só conseguimos interagir com o meio ambiente de forma “una” (agora me refiro ao ambiente externo ao “ser”). Isto se dará através do “ser” material, extremamente complexo, seria natural que estas interações expusessem suas faces refletindo a “soma” das complexidades do “ser” material. Como o número de todas estas interações que ocorrem continuamente entre os dois “seres”, no nível quântico, provocando no “ser” a percepção do ambiente externo, criando o “Ser” senciente que indigita o infinito, inquirindo, de onde e para onde flui o acúmulo da sua complexidade interior, em sua interação com o meio que o circunda, esta inquirição do ente ôntico equivale ao: (De onde vim? Quem sou? Onde estou? Para onde vou?), e outras lagartixas e etc. Aqui naturalmente, não incluo nem me refiro as ações que são oriundas do “Ser” ontológico e sua essência. Agora me refiro ao meio ambiente ecológico “biodiverso” externo ao “ser” na sua relação com o meio interior inerente ao “ser” material e suas complexidades neuronais, essa relação interage com todas as simplicidades do “Ser” imaterial. Estas interações resultam na ‘‘soma” dessas complexidades, temos que entender que tudo é resultado das interações entre estes dois seres. Embora o “Ser” espiritual seja um “Ser” simples, este, não tem como interagir com um “ser” complexo de forma simples, tornando-se inescapavelmente um “Ser” complexo. Atentar para a rubrica de “soma” abaixo explicitada em 8)ACDS). 

5)ACDS). As formas em que se processam estas interações são em um número “quase infinito”, que são simples energias pontuais e componentes do “Ser” espiritual, e que podem ser reduzidas a uma única forma, a que denomino de vontade, ou o ato de (autodeterminação potencial), ato este, cuja única função seria provocar o “devir”, no decorrer da vida. Nem Kant ou Schopenhauer, muito menos Heráclito ou Parmênides, que falavam das mesmas coisas, pois, ora! Se o que é, é, e mesmo o passar é para sempre, e o que passa, passa e embora tenha sido não mais é! Nenhum dos quatro pensadores negariam tal assertiva. A “estaticidade” da “não vida” corrobora este raciocínio diante do dinamismo da vontade, (in vitae), no devenir do “Ser” cuja origem são estas simplicidades, ou seja, estas contínuas relações que precedem as atuais (do agora), relações do hoje, que resultam em todas as futuras relações do (devir), relações oriundas da vontade, como disse (in vitae), gerando um “continuum” nas interrelações dos “Seres” duais. Parece uma incoerência, mas não é, pois todos os outros atos próprios do espírito são frutos e oriundos de sua vontade ou de sua (autodeterminação) e estes atos possuem valores contínuos (pontuais e não eternos). E não trato só da sua relação, mas também da sua interação a “priori” e “necessária”, (no sentido kantiano das duas expressões), com as duas relações/interações do “ser” material, isto, nos dois sentidos, uma com o espírito, outra com a personalidade ou sua vontade, que é a expressão de seu “eu” ao se exteriorizar, que a psicologia nomina de consciente. 

AS INTERELAÇÕES TRINAS E A MEMÓRIA

6)ACDS). Devido a importância do conceito dessas interrelações! Vou repeti-las, para que melhor se observe e note este fato importantíssimo nas relações entre os três “seres”, que são as relações que precederam as relações atuais, do agora, e que são os fatores constituintes da nossa memória ou mnemosyne, base fundamental de nossa personalidade). Já as interações entre os dois “seres” imateriais resultam nas relações entre o “devir” ou “devenir”, que tudo transforma e o “Vitae”, com o existir propriamente dito. Espero que tenha conseguido deixar claro que o “ser” material embora seja um “ser” dinâmico não possui potencialidade para modificar ou alterar sua interação com o “Ser” espiritual. Onde ocorre o contrário, o “Ser” espiritual ou “vitae” é que possui potência ou energia para modificar o “ser” material no seu “devir”. As alterações que dependam de interações cabem exclusivamente ao “Ser” espiritual. Aos doutos em filosofia faço lembrar que a vontade de que trato aqui não se trata da “vontade e representação” de Schopenhauer e Kant, não trato portanto, de filosofia tão complexa, onde as representações chegariam segundo Schopenhauer a constituir o “vir-a-ser” ou a “coisa-em-si” (não é um trocadilho). Sempre entendi a “coisa-em-si” a que se refere Kant, simplesmente como a plenitude do “Ser” em todas suas conotações, inter-relações e potencialidades existenciais.

 

 O “EU”, OS SIGNOS, E A SEMIÓTICA

7)ACDS). O “eu”, nesse caso em particular, como a nossa personalidade, e a semiótica ou a ciência dos signos. Tentemos entendê-la de forma mais abrangente, aqui compreendendo sua relação com os “seres” viventes ou não, isto é, “seres” estáticos ou dinâmicos. Você pode contra argumentar que nossa personalidade não tem, ou que não existe, ou mesmo que não é possível uma inter-relação com um “ser” ou objeto estático! Mas há sim! Por exemplo: todos nós temos profunda inter-relação com o nosso lar, ou com os objetos que nos são caros. Ou como descobriu, nos propôs e nos fez ver Charles Sanders Peirce, que temos acentuada interação com os signos, principalmente com os  mais usuais, que em grande parte são estáticos e materiais. Isto é fácil de se perceber, deixe em casa ao sair para a rua, teu relógio, mas leve teu celular que também possui um relógio, você continuará sentindo a falta do relógio de pulso, ou mesmo deixando nossa pulseira de bijuteria, sentiremos sua falta. Agora, faça uma experiência mais forte! Saia de casa sem camisa e verás que tua personalidade estará profundamente modificada. Isto reflete a profunda inter-relação que possuís com tua camisa, e te sentirás incompleto. Esta inter-relação é tão forte que se reflete nos teus semelhantes, ou “seres” falantes, estes, te julgarão incompleto, no mínimo, acharão que deixaste teu juízo em casa, e não a tua camisa. Então, estes objetos físicos são tomados pelos próprios interpretantes desses signos como partes de si mesmos. Vale lembrar que as tricotomias dos signos numa visão peirceana levou às dez classes signicas: 1 quali-signo, icônico; 2 Sin-signo, temático; 3 sin-signo, indicativo, remático; 4 Sin-signo, indicativo, dicente; 5 Legi-sígno, icônico, remático; 6 Legi-signo, indicativo, remático; 7 Legi-signo, indicativo, dicente; 8 Legi-signo, simbólico, argumental; 9 Legi-signo, simbólico, dicente; 10 Legi-signo, simbólico, argumental. Os signos se referem a uma coisa abstrata ou a um objeto material, e em referência a este objeto, pode ser um ícone, um índice ou um símbolo. Um signo se faz signo através das suas relações com ele mesmo, com o objeto e com o interpretante. Sanders Peirce tornou sua proposta do sistema sígnico de um entendimento extremamente simples, e que nominou de semiótica.

Anotações:

8)ACDS). Aqui nesse ensaio estou emparelhando as duas preocupações maiores dos dois filósofos alemães, mas, sem conotação dissecativa. O “Ser” e suas complexidades. Movér. 

Não confundir (soma adição) com “soma”.

Houais, “Soma” – Rubrica: psicologia, medicina: somática, o organismo considerado fisicamente, em detrimento de suas funções psíquicas.

Houais, “simbiótico” adjetivo: relativo à simbiose, interação entre dois seres.

O MAIS MARCANTE PODER DO “SER” DUAL

(Resulta de sua complexidade)

9)ACDS). Mesmo no existir da natureza como um todo, pode-se observar a lei da predominância dos “seres” mais complexos sobre os menos complexos. Embora o oposto ocorra casualmente. Conforme o enfoque que se faça da interação do dualismo do “Ser”, podemos considerar o modelo das funções inter-relacionais inerentes a dualidade dos “Seres” como uma das mais inteligentes proezas do existir, sua consequência mais notável é a marcante predominância da simplicidade do “Ser” espiritual sobre a complexidade do “ser” material. (Entendido aqui a complexidade, como a componente maior do “ser” material como “ser” interorgânico, e sua simplicidade como o resultado das suas interações com o “Ser” imaterial, enquanto este funcionar como espírito ou “Ser”). Ou melhor, enquanto estiver vivo. Sendo que esta complexidade do “ser” é gerada na potencialidade da materialidade de si mesmo, embora seja um “ser” simples. Compreendamos o “Ser” imaterial como sendo nossa personalidade ou “eu”, fazendo parte de um conjunto trino existente extremamente simples, mas, de difícil percepção, este “Ser” seria a soma de nossa personalidade ou nosso “eu”, mais a nossa enteléquia ou nossa mente cognitiva, estes dois somados ao nosso espírito, o que resulta num conjunto ou “Ser” trino, que gera o mesmo cogito utilizado na frase: (cogito ergo sum) de Descartes, e nada mais. 

10)ACDS). Quanto a simplicidade-complexidade. Na espécie “sapiens” em sua natureza física “una” é justamente o contrário, o comum são os “seres” mais complexos possuírem ascendência sobre os “seres” menos complexos ou mais simples. Observemos o comportamento do reino vegetal onde os “seres” mais evoluídos na escala biológica, geralmente se fazendo notar (se expressando) por meio do porte, sempre predominando sobre os “seres” menos evoluídos, ou seja, menos complexos e com menos porte. No reino animal o melhor exemplo é o próprio homem, já neste caso desprezando a influência do porte, isto, devido ao potencial da mente, os homens, há 12 mil anos no limite da última glaciação, com talvez 70 quilos de massa corpórea exterminaram imensas manadas de animais de porte como os mamutes! Elevando sua predominância ao máximo como o fator mais relevante na sua complexidade comportamental. Na natureza podemos observar: que nas relações entre os “seres” com o mesmo grau de complexidade ou “evolução” não há predominância de diferença física entre si, todos se igualam, é o caso das manadas, onde um “Ser” sobressaindo já é suficiente para orientar e garantir a existência da manada. (O que não ocorre no reino vegetal), no entanto nos “seres” superiores com diferentes graus de evolução ou “complexidades” existe naturalmente a predominância dos “seres” mais complexos ou simplesmente mais evoluídos, o que faz gerar a aparente incoerência do raciocínio. Deduz-se assim! Que: às vezes, em algumas espécies, porte, complexidade e evolução não possuem simultaneamente, relações de valores nem equivalência, em si, principalmente, no que se refere a sua complexidade/evolutiva. Evolução que não parou! E que não parará! O homem do futuro, com certeza, não será o mesmo homem de hoje.

O ESCUDO PROTETOR DO “SER” NO SEU EXISTIR COMO ANTROPOIDE AO LONGO DO TEMPO.

(Num duplo enfoque, mecanicista/espiritualista)

11)ACDS). Uma miríade de atitudes e comportamentos oriundos da complexidade do “Ser” dual (que agora podemos chamar de mente e matéria) mas, com um corpo material ainda sem completa evolução! Evolução esta, que deve ser compreendida como o desenvolvimento gradual das interconexões neuronais a nível quântico, e nada mais! Pois, só nos referimos aqui dos “seres” em suas relações. Estas funções relacionais serviram como paredes ou escudos que o protegeram ao longo de sua evolução no tempo. Nesta altura inevitavelmente já abordando o “Ser” dual sob a visão da semiótica peirceana, isto a partir de certa altura de seu desenvolvimento como “Ser” senciente, assim o analisaremos mais como um “ser” “ôntico” e “sígnico”, em seu passado não muito remoto. Sendo quase impossível traçar uma rota no devir deste “Ser” composto de três seres, só o podendo analisar como um “ser” “uno” comparando-o com seus semelhantes (espécies) que ficaram no caminho do evoluir, tomando como exemplo os mais variados ramos dos primatas que pararam de evoluir (por extinção), tornando-se simples fósseis. Observemos que várias espécies realmente, e a paleoantropologia comprovadamente nos diz, que pararam no caminho do existir. O melhor e mais simples exemplo encontramos na espécie “homo erectus”, que há 700 “setecentos” anos evoluiu pra as espécies: Neanderthal e a Cro-Magnon, tendo os Neanderthais desaparecido há 30 (trinta) mil anos, ainda com pouca evolução. Somente o Cro-Magnon a partir de 300 (trezentos) mil anos permaneceu evoluindo chegando até ao homem de hoje, ele primeiro evoluiu para o “homo Sapiens”, e este para o “homo sapiens sapiens”. Sendo esta, uma verdade indiscutível. 

A UTILIZAÇÃO DA RADIOMETRIA

12)ACDS). Para alcançarmos ou termos como pretendemos ter, uma visão do “Ser” dual, no que diz respeito a sua representatividade como “Ser” espiritual, só o podemos fazer, em curta escala de tempo, só podendo adotar em última instância, um modelo metafísico de análise. Já para termos uma visão do “ser” “uno” material pode-se utilizar da experiência e do desenvolvimento no campo da antropologia e da paleontologia, por ser bem mais simples e inteligível, no que tange aos registros fósseis, num tempo muito antigo, lógico, com o apoio da moderna radiometria, não somente nos fósseis, mas, utilizada também nas pinturas rupestres, nos fornecendo as datas da feitura destas pinturas, e os últimos descobrimentos e conhecimentos na atividade do estudo dos fósseis, nas mais variadas datas, enriquecendo estes dois ramos da ciência.

O CÉREBRO DOS HOMENS PINTORES

13)ACDS).  Tratemos primeiro do “ser” material, (adiante cuidaremos de tentar analisar o “Ser” espiritual). Sendo interessante observar que a interação entre estes dois “Seres” cria um terceiro “Ser”, embora já tenhamos discorrido sobre este “Ser” trino, adiante trataremos mais detalhadamente sobre fatos ocorridos há 30 a 40 mil anos atrás, portanto, estaremos falando do “homo pictorem” quando deixou os primeiros vestígios de que já possuía um cérebro com 100 bilhões de neurônios. Portanto, já com um cérebro desenvolvido suficientemente para se igualar ao homem tecnológico atual. 

14)ACDS). Voltemos ao “ser” material! Segundo os mais recentes valores reconhecidos como conceitos tidos como válidos, por terem sidos descobertos pela paleontologia e pela antropologia, (ocorrido em torno do ano de 1877), nesta data encontraram-se os primeiros fósseis com sinais dos primeiros ancestrais dos primatas dos quais descendemos, que datam de mais de 70.000.000 (setenta milhões) de anos, remontando ao final do (Cretáceo) no mesozoico. Sendo, portanto, (cinco milhões de anos) anterior ao desaparecimento dos dinossauros, ficando assim, estabelecido que nossa origem venha de uma espécie de primata de um passado mais remoto do que imaginávamos. Sendo este primata contemporâneo dos dinossauros, e por bastante tempo! (5 milhões de anos é uma eternidade). Estes primatas receberam o nome científico de Purgatorius, [o que justificaria nossas atribulações atuais]. Estes animais eram diminutos, menores que um mussaranho, (do porte de um rato). É bom que fique bem explicitado! Esta denominação adveio do nome do sitio onde primeiro o encontraram, nas Colinas do Purgatório, ou (purgatorius hill), nas Montanhas Rochosas nos Estados Unidos. Os antropólogos supõem que devido ao seu tamanho reduzido tenha escapado em pequenos nichos subterrâneos de sobrevivência, da destruição em massa do meteoro de Chicxulub que dizimou os dinossauros há sessenta e cinco milhões de anos passados. 

AS CIÊNCIAS E A EVOLUÇÃO NO FUTURO

15)ACDS). A paleontologia admite que cada período de evolução biológica dos animais, transformando-os em outra espécie, inclusive os primatas, não tenha duração de mais do que dois milhões e meio de anos, deduzimos assim que já passamos, desde o “purgatorius” por uma média de vinte e oito fases evolutivas ou espécies, e continuamos a evoluir. A partir de 300 mil anos atrás passamos a evoluir, já por dois fatores, o biológico e o espiritual, e logo, logo, no futuro a evolução biológica será auxiliada por novas conquistas tecnológicas, que em marcha acelerada estão vindo por aí, a neurociência, e a nova genética, que denominam de Biotecnologia, a Nanotecnologia, a Computação Quântica, e a Inteligência Artificial. A crer no que nos diz e promete a ciência da paleoantropologia, que nos informa essa ciência, é que evoluímos muito lentamente no passado! O que que se espera destas ciências citadas, algumas ainda aflorando, é que nossa espécie vá evoluir no futuro, biologicamente e tecnologicamente, de forma rápida e exponencial. (Abstraindo algumas fases desconhecidas, farei adiante, no próximo marcador de leitura, uma descrição sucinta das fases conhecidas da nossa evolução, desde o purgatorius, primata que viveu há 70 milhões de anos). 

16)ACDS). Assim já fomos o, ou descendemos do Purgatorius, o que dá no mesmo, ele existiu em torno de 70 (setenta) milhões de anos atrás, no fim do período cretáceo (145-65) milhões de anos, último período da era mesozoica. O Purgatorius teve seu habitat nas Montanhas Rochosas nos Estados Unidos, tendo sido descrito por: L. Van Valen e R. E. Sloan em 1965, seu fóssil foi encontrado em McCone Country em Montana. Sendo um primata, e não um antropoide, claro! Depois vieram os Plesiadapis, prováveis descendentes do Purgatorius. Seus fósseis, (estudados), datam de sessenta milhões de anos. (Era terciária, pleno período Paleoceno e Eoceno 65-55 milhões de anos, aparecendo simultaneamente, no novo mundo, (América), e no velho continente, (Europa) inclusive na Ásia, o que nos leva a um paradoxo sem precedentes. Ora! Sendo o Plesiadapis um descendente do Purgatorius que viveu há setenta milhões de anos, portanto, (5 milhões de anos) antes do fim do período Cretáceo (144 a 65 milhões de anos). Ora! há 70 milhões de anos, os continentes já estavam completamente separados, isto é, o continente da Pangeia já havia desaparecido, como pôde um descendente do Purgatorius aparecer simultaneamente nos três continentes há setenta milhões de anos atrás? O único caminho viável e que permitiria que eles aparecessem nos três continentes, seria pelo estreito de Bering, que se manteve seco nalgum período de tempo, ou o fundo do estreito só sofreu o rebaixamento do leito próximo ao fim do cretáceo! E antes a Ásia e a América eram unidos? O fóssil do Plesiadapis foi encontrado no Estado de Montana, em 1965, sendo antes identificados em 1877 na França, próximo a Paris e em Reims na Chanpagne.  Assim, 10 (dez) milhões de anos depois um descendente do purgatorius, chamado de Plesiadapis, sendo este, descrito primeiro por P. Gervais, (François Louis Paul Gervais, 1816-1879, e depois pelo padre jesuíta, teólogo e paleontólogo Pierre Teilhard de Chardin, esta identificação foi confirmada por paleontólogos e antropólogos atuais. Fica aí a pergunta como pôde duas espécies tão bem descritas aparecer em dois continentes, então já separados há mais de 50 milhões de anos, pela deriva dos continentes? Como é que este descendente do purgatorius chegou a Eurásia? Este Plesiadapis é incontestavelmente meio misterioso. Não há como saber como este descendente do purgatorius chegou a Europa? E à Ásia? o mais antigo primata é o purgatorius, datado de 70 milhões de anos. O Plesiadapis, seu descendente é datado de 60 milhões de anos, ora, se na data de 120 milhões de anos atrás o continente de Pangeia já tinha desaparecido? Então apresentei o problema para o amigo e geofísico Rui Bruno Bacelar no fim do século passado, debatemos o assunto por algum tempo, e não encontramos uma explicação para a questão, geologicamente não havia coerência no fato, o Rui brincalhão como sempre, propôs sorrindo! Eles cavaram um túnel sob o atlântico.

17)ACDS). Na mesma época do Plesiadapis em pleno Eoceno (56 a 34 milhões de anos) surgem vestígios fósseis dos Adapídeos e dos Omomídeos, novamente animais extremamente pequenos, não maiores que um esquilo, eles aparecem nos continentes já separados do Setentrião. Como ninguém conhece o clima destas eras passadas, todos se calam, na esperança de que houvesse uma ligação terrestre e de que o clima no estreito de Bering fosse ameno o suficiente para uma migração entre as Américas e a Eurásia! Dos Adapídeos descritos e encontrados na América, o melhor descrito é o Northarcus, Marsh o identificou como um primata em 1872, já os Omomídeos surgidos em parelha com os Adapídeos, estão, segundo uma corrente da antropologia, mais aparentados com os futuros antropoides, nossos reais “tataravôs”. Temos que observar, no entanto, que os primeiros vestígios fósseis dos Prossímios foram encontrados somente a partir de 40 milhões de anos. Sendo a ordem dos Prossímios a fonte mais aceita como a origem dos Símios, e de que estes deram origem aos antropoides (estes últimos, realmente nossos avôs). Olhe que atrás e acima trato dos primatas, e não dos antropoides. Os símios foram os primeiros primatas sem cauda. 

18)ACDS). Hoje em dia a ciência da paleoantropologia definiu como o berço e a origem dos antropoides como sendo a Àfrica, e não a América, como queriam alguns Paleoantropólogos, (se não me engano), americanos e ingleses. O Oligopiteco surgiu em torno do oligoceno (40-30 milhões de anos), é um catarríneo, isto é, com as narinas frontais, daí dizer-se que ele seja o primeiro primata realmente antropoide, fósseis deste Antropoide foram encontrados em Fayum no Egito, portanto no nordeste da África. 

19)ACDS). Também existiu um catarríneo, o Propliopiteco que viveu próximo aos dois períodos, o plioceno e o oligoceno de 36 a 25 milhões de anos, foi quando apareceu o ramo descendente do Oligopiteco, a espécie Propliopiteco, que já possuía as características morfológicas de um futuro bipedalista.  

20)ACDS). O Egiptopiteco viveu entre (29 e 22 milhões de anos), na mesma região de Fayum no Egito, também é considerado como um dos primeiros representantes da família da qual pertence o homem atual, é um catarríneo em que primeiro nota-se o aumento do depósito do crânio e da verticalização da testa. Embora com caixa craniana ainda diminuta, nele iniciou este importante fator anatômico que nos difere dos primatas comuns descendentes dos Símios. Solange minha amada esposa (evangélica que é), não pode ver um macaco na televisão que exclama! Olha teu avô! Movér!

21)ACDS). Todos os descendentes do Propliopiteco davam alguns passos, ou pelo menos ficavam de pé por alguns momentos, (talvez na vigília), seu próximo descendente iniciou o “antropoidismo” com o sucessivo crescimento da caixa craniana. O Driopteco foi identificado como o antepassado dos pongídeos e dos hominídeos, o fóssil do Driopiteco ou procônsul foi identificado na África, no início do miocênio (Terciário) em torno de 22 milhões de anos. Descobertas recentes, (ainda sob estudos), identificaram um primata com vestígios antropoides de 28 milhões de anos, aguardemos os resultados destes estudos.

22)ACDS). Dois fatores primordiais levaram os hominídeos a se transformarem várias vezes até chegar no homem moderno. O primeiro fator foi o abandono da vida nas árvores, tendo como consequência a completa postura erecta, adotando o bipedalismo, e a liberação dos membros superiores atuais, transformando as antigas patas posteriores em mãos e muito depois com a oposição do polegar, facilitando e permitindo a habilidade manual, levando-o à caça, enriquecendo sua alimentação com mais proteínas animais, o que levou ao segundo fator da contínua “cerebralizaçao” dos hominídios com o início da aquisição do córtex e dos neurônios no (homo erectus), até chegar hoje ao homem sapiens, neste ínterim passa-se pelo Pithecanthropus Anamensis, pelo Pithecanthropus Afarensis, 4 a 3,5 milhões de anos), pelo “homo erectus”, 1,8 milhão a 300 mil anos passando pelo (Cro-Magnon), pelo (Homo sapiens, 250 a 150 mil anos), e pelo (Homo sapiens sapiens, a partir de 125 mil anos atrás), pelo (Homo pictorem), há 30 mil anos) e pelo (Homo scriptor), a aproximadamente 6 ou 7 mil anos atrás). Há 50 anos iniciou-se a era do “homo digitalis”, ou seja, a era do homem informatizado. Este é o homem que utiliza o dedo para sobreviver. E para apontar as mazelas do mundo! 

DESCENDEMOS DOS ANTROPOIDES,

23)ACDS). Um número muito grande de primatas parou no meio da evolução tornando-se simples fósseis, pois somente dois ramos descendentes dos primatas chegaram até ao fim da era quaternária. Talvez 3 (três), existe a polêmica ainda não resolvida do homem de Denisovo, guardem este nome! No final, descobrimos e confirmamos a validade do axioma da predominância sutil do “Ser” mais simples ou de menor porte, embora a aparência diga o contrário, via de regra, estes “seres” são os responsáveis pelos atos mais notáveis entre os antropoides (são os chamados especialistas), senão vejamos! Existe um imenso número de espécies que pararam de evoluir, hoje seus fósseis comprovam esta assertiva, a espécie de Lucy, Australopithecus Afarensis, foi uma das quais descendemos.  (Lucy mal passava de um metro). Ao compararmos os primatas com outras espécies animais de maior porte, vemos que somos uma com pouco porte físico, no entanto, predominamos sobre todas as outras. Entre milhares, as únicas espécies de hominídeos que evoluíram até os dias de hoje foram o “Neanderthal e o Cro-Magnon” que formaram uma única raça, atualmente existente no planeta. A subespécie “Homo sapiens sapiens”. Daí, a falência e a burrice da teoria eugênica ariana dos alemães da década de 1930. A Eugenia de Galton, foi a maior burrice acontecida no planeta no último milênio. Eugenia significa “bem nascido”, mas, que resultou em “mal morrido”. O homem moderno possui 97% de sua herança genética com origem no Cro-Magnon, e 3% restantes herdamos do Neanderthal.

O “SER” ESPIRITUAL SOB A ÓTICA DEÍSTICA

24)ACDS). Vamos agora a inconcebível, inalcançável, dificílima e quase impossível tarefa de analisar o “Ser” espiritual, chego a me arrepiar. Fato é, que ninguém nunca o conseguiu, em função do que, já me confesso derrotado. Como princípio confesso e exponho minha fragilidade e pequenez ao enfrentar esta tarefa, só tentada pelos expoentes da filosofia. Tanto é que, o que virá adiante, será tão somente, singelas proposições e elucubrações da mais diminuta de todas as mentes que ora habitam o planeta. Sou pequeno, por escolha própria, prefiro ser pequeno com possibilidade de crescer, que o contrário!

           SÍNTESE DA DISTINÇÃO ENTRE O ‘“SER” DUAL E O “SER” TRINO

25)ACDS). Como foi dito, o “ser” dual é composto de personalidade e espírito, as inter-relações entre estes dois “seres” através do sistema neuronal nos mostra a existência de um terceiro “Ser”, que chamamos de consciência ou enteléquia. Assim, este terceiro “Ser” aparece como resultado das interações entre o espírito e o sistema neuronal, no entanto, ele por si, existe independente do “ser” dual, o “Ser” trino possui uma componente a mais que o “Ser” dual, a que a ciência chama também de “eu” ou consciência, é o que chamamos de trindade do Homem. É necessário notar que estes três seres existem de forma independente. Não tendo nenhuma ligação entre eles, como seres, salvo as interações. Veja a interpretação da “mente” feita por eles! Os cépticos, Schopenhauer a analisou e a denominou de “vontade”, e deu a pista para Freud da sua existência, Freud e Jung a chamou de “consciente” e a dividiu em Id, Ego e Superego. O Id que é representado pelos instintos e pelas ainda não bem compreendidas essências das pessoas, o Id é responsável pela função da descarga das tensões emocionais e biológicas geradas e reguladas pelos neurotransmissores, a nível quântico, mas, (internas), do “Ser”, isto, no sistema neuronal e glial do cérebro dos animais, sendo mais notável no homem, (internas), do “Ser”, correspondendo segundo Freud, ao mesmo que a alma concupiscente de Platão. O Id contém a força do desejo e os impulsos que geram a perpetuação da espécie. O Id é integrante da “mente”. O Ego é o lado consciente e regulador dos atos do “Ser” (enquanto id), é o fiscal do Sarney, da moral e da personalidade. É a função inteligente que no adulto regula e limita os seus atos, impondo limites aos atos prazerosos do existir, limitando os impulsos perversos ou não, sem impedir as funções que perpetuam a vida. O Ego é parte integrante da “mente”. O Superego é o pai dos fiscais do Sarney puxando constantemente as orelhas do Id e do Ego fazendo a vida comportamental do “Ser” fluir dentro dos limites do bom senso ou pelo menos, do razoável. O Superego é parte integrante da “mente”. Veja a interpretação que dou ao “Ser”! O “Ser” tem três componentes. A “mente”, ou a “personalidade”, e o “espírito”. Sei que meu amigo e psiquiatra Tolentino vai puxar minhas orelhas. Lembrar que aqui estou me referindo ao meu cérebro, a minha personalidade, ao meu sistema neuronal, ao meu Id, ao meu Ego e ao meu Superego, e não aos deles, psicólogos filósofos, psicanalistas, psiquiatras e outras lagartixas.

 26)ACDS). A “mente” é a transdução resultante da interação de energias do Espírito (ou da centelha divina) com as energias do cérebro do “ser” material. Tendo como resultante a personalidade do “Ser” “encarnado” ou mais simplificadamente, a individuação do “Ser”, do “eu”, entendendo-o como um “ser” individuado, senciente e falante dentro da grande família humana, mas, um “ser” material. A mente é o que chamamos de “vitae”, o que nos vivifica e nos diferencia dos “seres” (embora vivos), mas, inanimados. A personalidade não é herdada, ela é adquirida e moldada, assim, ela desaparece com a morte. Sendo fruto do aprendizado, da educação e das interações com o meio em que vivemos. O espírito é a energia que nos dá inteligência e nos diferencia de nossos irmãos irracionais, para falar do espírito um livro só não bastaria! Imagine um simples ensaio! O mais, que se disser, são puras “Terttulias Placidas”, é puro comércio, são bilhões gastos nos divãs dos psicólogos e dos psicanalistas. Agora, creio que o puxão de orelha vai doer pra valer.

                                            A SOCIEDADE DOS LOUCOS

(Uma análise da visão espiritual da cura dos males da alma)

Quando enfocamos o homem inserido numa sociedade

 mística e pouco evoluída.

A PSICOLOGIA TRANSPESSOAL E A LEI DO

PLANTIO E DA COLHEITA

27)ACDS). Ora! As chamadas doenças do espírito são resolvidas, (a maioria) com regressões à vida atual ou a outras vidas passadas, esta é a ciência iniciada por Stanislav Grof: Com cidadania Tchecoslováquia e Estadunidense, psicólogo, psiquiatra, escritor, médico acadêmico e professor universitário na Universidade Johns Hopkins. (Esalen Institute). Com formação na Universidade da Carolina de Praga na Checoslováquia. Não posso compreender de onde surgiram ou andaram essas “transpessoalidades” do “Ser”! Senão dessa, ou de outras encarnações. Quando uma doença psíquica é tratada com uma regressão às vidas passadas, o que se consegue, simplesmente é adiar o cumprimento da lei de “causa e efeito”, conhecida na teosofia universal como lei (do plantio e da colheita), geradora daquela velha e conhecida lei do “carma” e nada mais. O fato de postergarmos um ato irrevogável de maneira nenhuma o elimina como um ato a ser cumprido, isto em função da lei de “causa e efeito”. Eis que estamos tão somente adiando-o para as encarnações futuras. Assim a psiquiatria ou a psicologia transpessoal, ou não. Então, veremos que nesses casos somos forçados a admitir, que não só as seções psicológicas, mas, as seções mediúnicas também o estão fazendo. Todos estes atos estão unicamente adiando o cumprimento da lei do “Karma”, Aqui estou somente alertando para o fato que existe a possibilidade de estarmos adiando os Karmas. Admitindo este fato como uma verdade, estou alertando os responsáveis, para esta dura realidade podemos deduzir que estamos criando no planeta, para as gerações futuras, uma sociedade de loucos e de desequilibrados, pelo não cumprimento de seus antigos Karmas. Tomem esta proposição somente como um alerta, não como uma assertiva. 

O “SER” EM SUA FORMA DE CONSCIÊNCIA TRÍPLICE

28)ACDS). O “Ser” trino em sua “representatividade” mesmo como o “eu” da nossa personalidade permanece abstrato e uno. Embora trino, ele se apresenta somente como um “Ser” uno. Mesmo quando visto e tratado como “Ser” espiritual assumindo a forma da consciência tríplice, que denominamos de mente, personalidade e espírito, que é o nosso proposto “Ser” trino, ele só se apresenta como “Ser” uno. Eis porque não nos sentimos como tríplices pessoas. A mente ou a energia vital, é a parte do espírito que tem a tripla função de “Ser” geradora, mantenedora e portadora da vida do “ser” material, incluindo aí, sua personalidade, sendo esta, no entanto isolada do espírito. A personalidade, nada tem a ver com o “ser” material, nem com o “Ser” imaterial, ou espírito, mas, somente com a mente.

29)ACDS). A personalidade embora sendo isolada, é uma parte concomitante, mas, não integrante do espírito, sendo resultante do aprendizado do existir, enquanto o “Ser” estiver na condição de “Ser” trino e praticando uma relação com o nosso ente neuronal material, esta personalidade desaparece com a morte. A principal função da personalidade é o aprendizado, só transmitindo ao espírito o aprendizado que leva à evolução espiritual. Temos que entender que não é a personalidade que só transmite evolução ao espírito. É o espírito que não pode “involuir”! Daí, o eterno evoluir do espírito, não havendo assim involução espiritual.

30)ACDS). O Espírito é a transubstanciação da centelha divina em “vitae”, isto é, nós mesmos como consciência, e sobre tudo como nossa memória. Nossa memória é o local onde se forma e armazena nossa personalidade, o que nos permite agir como indivíduos, como entidades e como força vivificadora da matéria. Como “seres” materiais, sem a memória não temos como perceber o “tempo”, assim, não perceberíamos o passado, nem o presente, nem o futuro, ou seja, não existiríamos como seres que percebem e analisam dentro do tempo! Na ausência do Espírito, que é nossa caixa de memória, a personalidade tem morte súbita, no entanto a mente mantém o corpo material vivo, mas inconsciente. Em função do que podemos afirmar que a “mente” não tem nenhuma conexão com o Espírito, embora seja parte do mesmo. O Espírito é o único responsável pelos atos “bons ou maus” da personalidade do “Ser”, isto sem conotação maniqueísta. Se o Espírito não os controlar com certeza em vidas futuras redimirá tais atos na forma de Karma, pela força da lei de “causa e efeito”. Estudiosos da mente humana como: Josef Breuer, Carl Jung, Alfred Adler, Viktor Frankl, Otto Rank, Karl von Hartman, Franz Brentano e sobretudo Sigmund Freud e Jung. Todos estes magníficos pesquisadores da mente humana se mais humildemente estudassem uma simples regressão às “vidas passadas”, com certeza teriam atingido um grau maior de acerto em suas pesquisas das “coisas da alma”. O poder do materialismo de “cataratizar” a mente dos pesquisadores é inconcebível. Somente quem enveredou pelo caminho da regressão foi Breuer, mas seus estudos foram obscurecidos pela maciça oposição de outros ateus, estudiosos da mente humana, somente no último quarto do século XX, Stanislav Grof retomou a pesquisa de Breuer. Nós a conhecemos e a utilizamos agora, como Psicologia Transpessoal, nas maiores universidades do planeta.

31)ACDS). O verdadeiro “descobridor” e iniciador da psicanálise foi Josef Breuer que a apresentou a Sigmund Freud e a Jung, Breuer a iniciou com a regressão da memória ou processo cognitivo, pelo motivo exposto acima não houve progresso na área até na segunda metade do século XX, quando Stanislav Grof notou a extrapolação do “Ser” no campo do “eu” pessoal em suas pesquisas. Estava aberto para a ciência toda a potencialidade do “Ser” Espiritual e sua comunhão com o Universo, aos interessados ver a obra de Grof “O Jogo Cósmico, Ed. Atheneu”. Graças a Stanislav Grof a Doutrina Espírita não precisa mais apregoar aos quatro ventos a verdade da reencarnação, a ciência agora é que cuida disto. As maiores Universidades do mundo é que apregoam e divulgam esta realidade universal através de suas aulas da moderna psicologia transpessoal.

32)ACDS). Espero não ter emitido raciocínios incoerentes com a lei maior do existir, que se traduz no “vitae”. E na incompreensível lógica existente dentro de uma célula, mesmo em uma célula eucarionte, ou mesmo, em uma procarionte, ou na grandiosidade da harmonia existente no Cosmos. A lógica e [ess1] a simplicidade “complexa” existente no DNA confunde, machuca e fere o orgulho dos cientistas ateus. Em nossas religiões ocidentais! Seus Teólogos não concordaram com (Seus mestres maiores) com as proposições dos gigantes do Pentateuco, compreensivelmente não concordarão com este ensaio, não concordância estas, fruto da temporalidade e da visão do existir a que seus contemporâneos (contemporâneos dos mestres do pentateuco) estiveram sujeitos). Não o compare (o ensaio), com os fundamentos sagrados dos mesmos, vais perder tempo. Se por ventura o fizerdes, faça-o, compreendendo que esta é simplesmente uma abordagem metafísica do “Ser” do “ser” e, do (EXISTIR). Quanto ao vernáculo, simplesmente não sou filólogo, confesso, a Fina Flor do Lácio nunca foi o meu forte, nem o meu fraco. Todo processo é mutável, assim as proposições de cada processo estarão eternamente referidas a seu tempo. Tenho um amigo em B. Horizonte. (engº e físico teórico, um gênio) que criou uma nova maneira de compreender e abordar a física quântica iniciada por Planck e a física relativista de Einstein, este amigo é o Geraldo Antunes Cacique, alguns físicos o apoiam, no entanto, a maioria da comunidade científica não o compreende ou o apoia, devido a “cataratização” provocada pelo academicismo. Quem gostar de física, faça uma visita ao site do Geraldo; e  “Emerveillez-vous”.
 www.deducoeslogicas.com/

33)ACDS). Prezados leitores deste Blog, não tomem este singelo ensaio como um tratado filosófico, pois, ele não passa de um ponto de vista de um aprendiz da filosofia, e nada mais, sendo este o capítulo de nº 47 de um total de 100 capítulos da Obra. Digo, rabiscos, a que denominei de “O “SER E O EXISTIR”, os donos do “saber” não darão um centavo furado por este ensaio. Creio que eles estão com a razão furada. A visão da caverna de Platão sempre me persegue, deve ser mania.

Este ensaio foi atualizado em outubro de 2008, eu o tenho, como um exercício de aprendizado, e não como um exercício filosófico, ou mesmo escatológico. Pois, o estudo do “fim último” do homem, não cabe a mim.

Edimilson Santos Silva Mover 
Vitória da Conquista – Bahia,

10 de maio de 2006

Atualizado em fevereiro de 2021

moversol@yahoo.com.br


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