segunda-feira, 30 de julho de 2018

A EXPERIÊNCIA DO ESPECTRO - ENSAIO



DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR
Subsérie: Ficção de “Os Três Insights”


A EXPERIÊNCIA DO ESPECTRO, A VISÃO DA TERRA E DO COSMOS E SUAS IMAGENS SOBREPOSTAS.

1* Em 20/10/99, novamente pela madrugada, numa nova visão, pude perceber que estava a fazer uma experiência idealizada da análise espectral da luz oriunda de corpos emissores, que já estavam no limite exterior do Universo de corpos massivos, eu simplesmente vivia a experiência, o resultado da experiência; eu não lia no espectrômetro; tudo era vivido dentro da minha mente, ao vivo. Era impressionante ir aos confins do Universo, observar todos os eventos e voltar instantaneamente ao nosso SC, (Sistema Coordenado). Podemos ver, pelo conteúdo desta experiência idealizada, descrita no capítulo “A IDÉIA E SUA ORIGEM”, à pág. dez, na teoria do Universo Reverso, que os resultados não são coerentes com o que nos ensina a ciência oficial. Para penetrarmos nos segredos do Universo, o melhor instrumento continua sendo a mente humana. Nenhum instrumento, por mais aperfeiçoado que seja jamais penetrará nas profundezas descomunais do Cosmos, mesmo porque existem várias leis físicas impedindo tal penetração. A ciência desenvolvida pelo homem tem, logicamente, a mesma dimensão do homem. Como não consegue ver nada além de 12,5 bilhões de anos-luz com seus instrumentos, estabelece, comodamente, que este é o valor do raio do Universo que o cerca. Estas tímidas avaliações somente comprovam a pequenez humana. Na mesma madrugada de 20/10/99, tive uma outra visão, que me perturbou até o dia 20/05/00, quando finalmente compreendi a visão que tanto me deixava inquieto! Naquela madrugada, me vi fora do Cosmos. Enxergando todo o Cosmos contra uma imagem translúcida da Terra, eu via uma imagem sobreposta à outra imagem; só muito depois, então, compreendi a mensagem: a imagem da Terra translúcida deixava ver claramente os dois núcleos, o manto e a litosfera. Fiz, assim, a relação entre as dimensões da física interna terrestre com as dimensões das três esferas do Universo da "Grande Bolha". Logo no início do enfoque observei que a proposição do “eu exterior” tomava o diâmetro da Terra como igual ao valor do seu raio, ou seja, na escala em que eu visualizava as duas imagens, nosso globo tinha seu diâmetro reduzido à metade; isto estava implícito na imagem, embora não questionasse isso, ele me fez ver que a dimensão da imagem não alterava a realidade, antes a aproximava. Neste momento, pude entender o quanto o Universo podia ser grande e compreender o quanto a ciência do homem acompanhava “pari passu” sua insignificância, ao analisar e tentar desvendar a magnificência do Universo.



             OS JATOS DE FOGO, A ESFERA DE LUZ.
2* Em 20/12/99, em Itacaré, novamente tive uma série de visões espetaculares e perturbadoras. Na madrugada desse dia, as formas que meu cérebro ou entendimento via ou criava me perturbavam, pois não podia, de imediato, compreendê-las. Uma das visões era de uma esfera imensa; desta vez, eu me encontrava dentro desta esfera, e não fora, como da vez anterior. Desta visão alucinante o que não pude esquecer foi de uma infinidade de jatos de fogo, todos se dirigindo de forma concêntrica para o centro da esfera e, para meu desespero, eu me sentia dentro de um destes jatos. Passados alguns dias, tudo se tornou compreensível: o que eu tinha visto era, na realidade, toda a calota do Universo de corpos massivos em forma de energia, convergindo na direção do centro da primeira esfera “vazia” para atingir o que os Astrofísicos chamam de singularidade. Desta vez pude compreender a magnitude e a extensão da palavra “eternidade”... Este “insight” foi o mais difícil e incompreensível de todos, o meu “eu exterior” me fez viver a experiência quase que sozinho, foi desesperador, as imagens eram espetaculares, a visão do aniquilamento do Universo é de enlouquecer! Não sei por que, embora não o sentisse dessa vez, também  não conseguí sentir seu pensamento, achei que ele estava sorrindo, tive medo e, quase pedi para sair do “insight”.  Desta vez quase não houve diálogo, talvez para compensar a dificuldade da compreensão dos fatos inenarráveis, as imagens eram de uma clareza sem fim. Tenho a certeza de que este “insight” durou somente uns poucos segundos, no entanto, pela manhã quando me vi lúcido e acordado, tive a nítida impressão que o “insight” tinha durado uma eternidade; os fatos ocorridos naquele “insight“, de forma alguma podiam ter se passado em um tão curto espaço de tempo, procurei explicação para o fato durante um bom tempo, e tive que desistir, já me levantei  perguntando que dia era aquele! Só a imagem da inversão da gravidade durou bastante tempo. Imagine, você flutuando dentro de uma chuva, a uma grande altura do solo, as gotas passarão por você na direção dos seus pés, se você inverter a posição do seu corpo, estas mesmas gotas, sem mudar de direção, virão da direção dos seus pés, como se tivessem subindo, isto é o que senti, quando me foi mostrada a inversão gravitacional; não posso precisar, mas o que senti foi como se o Universo tivesse virado pelo avesso. Deste “insight” restou-me esta certeza: a singularidade, ou seja, o aniquilamento total do Universo, inverte a seta gravitacional e o Big-Bang a “re-inverte”. Esta visão está gravada para sempre em minha mente; o nosso Universo é imensurável! Nosso universo tem a forma esférica, é uma esfera com o seu interior completamente escuro sem nenhuma luz, a superfície desta esfera é recoberta por uma fina calota ou capa luminosa; isto não me sai da mente!

              A RESPOSTA INCOMPREENSÍVEL E O PRIMEIRO   
             QUESTIONAMENTO.
3* Ao inquirir quanto tempo durava a contração obtive uma resposta que até hoje não consegui compreender! A resposta enigmática foi textualmente esta: Para a vida, a mesma duração da expansão, e um bilionésimo do seu tempo para a matéria inerte. Esta resposta incompreensível está gravada em minha mente; tenho procurado decifrá-la todos os dias, e nunca o consegui; cheguei a pensar que tinha resolvido o enigma dando esta interpretação: no Universo, o tempo está estreitamente ligado à vida, daí quando a vida fosse extinta pelo aniquilamento, o tempo deixaria de existir, nos padrões por nós reconhecidos. Esta é mais uma resposta da entidade cósmica que ficou sem a correspondente interpretação, talvez devido à minha limitação na área da temporalidade fenomenológica cósmica. Isto em minhas mentalizações ou vivências dentro dos “insight”. Esta certeza se instalou em meu “eu” interior: para a ciência humana, o que hoje é tido como verdade absoluta, amanhã não passa de  um conceito ultrapassado e isto é parte do cotidiano desta mesma ciência. As equações matemáticas que nos revelam o comportamento da matéria já formada de forma alguma interpretarão esta mesma matéria em sua fase de formação. Na matemática do homem não há equação que consiga traduzir a grandiosidade do evento da formação do Universo. O mais é somente elucubração da mente humana. Alguns pretensiosos até tentam! O que julgo ser um direito.

       A VISITA AO BURACO-NEGRO!
       QUE NÃO ERA UM BURACO-NEGRO.
4* Ainda no terceiro “insight”, talvez procurando dar vazão à minha curiosidade, vi de forma majestosa e impressionante que no centro da Via Láctea realmente tem um buraco-negro e, para minha surpresa, ele está ligeiramente inclinado em relação ao plano transversal ao eixo menor da Via Láctea. Devido a este fato, a galáxia bamboleia ligeiramente no espaço em conjunto com o seu movimento de rotação; é como o movimento de precessão da Terra, só que proporcionalmente muito mais lento.  Ao não entender o porquê daquela inclinação do buraco-negro, esta resposta se fez presente - A atração da galáxia maior provoca esta inclinação -­­ em nova mudança de escala, vi as duas galáxias, Andrômeda, um pouco acima, e, ao lado, a Via Láctea. Não sei como! Voltei para o interior da galáxia. (Naturalmente que isto se passava dentro da minha mente). Aproximei-me do buraco-negro e, mentalmente, o atravessei de ponta a ponta; ele tem a forma de um parafuso, e, incrível, é completamente sólido; foi o que pude deduzir. Se não for sólido, é formado de uma espécie de plasma bastante denso. (Tem hora em que eu não acredito em nada daquilo que se passou comigo). O objeto absorve matéria em forma de energia pelas bordas das extremidades do cilindro longilíneo ou topos. Das laterais do corpo do parafuso negro cilíndrico há uma forte, intensa e constante emissão de uma energia que me pareceu ser uma nuvem de um fino plasma e que é absorvida pela matéria circundante. Não posso precisar a distância; bem acima dos horizontes de eventos há uma zona como se fora um prato colorido, e bota colorido nisso; parecia um bailado de cores! Pareceu-me que a absorção de matéria nos dois horizontes de eventos e a emissão desta energia no corpo do parafuso negro são partes de um circuito fechado. Talvez devido a isto este buraco-negro não tenha ainda devorado nossa galáxia, pois, pelo volume de matéria absorvida, de muito a Via Láctea já seria pura energia. Pude observar com nitidez o tamanho aproximado do buraco-negro. Como já sabia que o eixo menor da galáxia tem dez mil anos-luz, pude então avaliar suas dimensões aproximadas, que são de uns quatro mil anos-luz de comprimento, por uns trezentos anos-luz de diâmetro. Esta é a minha avaliação sob a distância e o enfoque que eu o via. Ao observar a galáxia sob outra escala, o buraco-negro pareceu-me muito menor, relativamente menor, principalmente quanto ao diâmetro, não conseguindo ver um limite físico para a entidade, tendo sua parte externa o formato de um parafuso com rosca de fio duplo, rosca esta com profundidade de uns dez por cento do diâmetro; é das arestas destes fios de rosca que flui a energia desconhecida em grande intensidade. Esta energia só me faz pensar na sexta força; as dimensões eu as deduzi dias depois da visão. Para um melhor entendimento destas roscas, pareceu-me que cada uma tem sua origem em cada extremidade, ou próximo às extremidades do parafuso. No princípio, pensei que esta rosca tinha um movimento helicoidal; depois, percebi que eram as imensas quantidades de energia, percorrendo os fios de rosca, que criavam esta ilusão. Pelo que pude perceber, o buraco-negro é um corpo supostamente ou aparentemente sólido, e não vazado como o seu nome o indica; dá-nos a entender que seja. Sendo um buraco, por que não é vazado? Naturalmente que a denominação  “buraco-negro” é devido ao fato de que um corpo com a propriedade de absorver tudo à sua volta seria para um observador distante como um ponto negro no espaço, ausente de qualquer vestígio de luz, sendo, portanto, um “black hole” no espaço. Ou, em português, um “buraco-negro”. Podia ser chamado de pino negro ou mesmo de parafuso negro, mas nunca de buraco-negro. Pena que este buraco-negro esteja fora do alcance dos nossos instrumentos! O corpo desta entidade cósmica é bem visível, os dois horizontes de eventos em suas extremidades é que não emitem luz, e, sim absorvem. O acima relatado é tão-somente uma visão fugaz que tive num “insight”! Não entendo o homem! (Quando Einstein quis dar uma conotação espiritual à sua nascente teoria relativista, ao não concordar com Niels Bohr e Werner Heisenberg, declarando que DEUS não jogava dados (o que até hoje é motivo de chiste, por parte dos senhores da ciência dos humanos), ele já previa que no futuro a proposição de Heisenberg seria questionada, não somente a lei da incerteza, mas toda a física quântica. Sabemos que o questionamento parte dos próprios físicos quânticos). Sei que o princípio da incerteza é que dá sustentação à Mecânica Quântica, e que sem a Física Quântica não haveria a microeletrônica. Mas no futuro a ciência ainda conseguirá determinar, simultaneamente, estas duas propriedades das partículas (posição e velocidade ou energia), e aí então veremos que Einstein tinha razão e que realmente Deus não joga dados. Quem se habilitará a contestar com argumentos sólidos, os gênios de Copenhague? Donde vinha a certeza de Einstein de que a incerteza era uma real incerteza? Einstein morreu em 1955 passando 35 anos de sua vida contestando a física quântica. Estes raciocínios me foram transmitidos quando observava o buraco-negro. Quando “florescer” a nova física quântica; aí então teremos o início da verdadeira tecnologia do futuro. Então já teremos a “grande unificação” de todas as forças fundamentais e, assim, seremos capazes de tudo resolver, até mesmo irmos às estrelas.   

             A BIFURCAÇÃO E OS CINCO EVENTOS
5* No segundo “insight”, quando o "eu exterior” onisciente pôs em xeque a ciência humana (era assim que ele a chamava), perguntei: onde a nossa ciência havia errado? Veja a resposta! - A ciência nasce una, depois se bifurca num ipsilon e volta a ser una. Devido à acelerada evolução tecnológica e ao acentuado orgulho humano, sua ciência não se bifurcou. - A ciência humana faz lembrar a metáfora do laçador de Runnds.­-  Esta resposta é mais uma que não consegui entender; e só passei a conhecer a metáfora no terceiro ” insight”, suponho que a bifurcação tenha algo a ver com a espiritualidade. De todas as sociedades inteligentes do Universo, a humanidade deste planeta é uma das que mais rapidamente desenvolveu sua tecnologia e este fato é extremamente danoso, por acontecer sem a correspondente evolução espiritual ou moral. Se nossa evolução espiritual ou moral tivesse acompanhado nosso desenvolvimento tecnológico, seríamos outra humanidade, com outro comportamento. Infelizmente, nossa evolução espiritual só alcançará “os nossos desenvolvimentos tecnológicos” três mil e quinhentos anos após termos alcançado a estabilização do crescimento demográfico, o que ocorrerá no ano 2075, com uma população de aproximadamente 14 bilhões de seres. No decurso destes 3575 anos, até alcançarmos nosso pleno desenvolvimento tecnológico e plena evolução espiritual ou moral, o destino da humanidade será decidido sob a égide dos Céus, pois estamos sujeitos a no mínimo cinco eventos apocalípticos!!! Este período de 3500 anos, a contar da estabilização do crescimento demográfico, terá início no ano de 2075 e é proposição do meu ”eu exterior” onisciente.  A partir do primeiro “insight”, todos os dados revelados pela entidade ficaram impregnados em minha memória. 

        “AS ESPADAS” DE DÂMOCLES
   6* (Primeira espada) Estamos sob a ameaça de uma hecatombe nuclear global, cujos resultados são de uma imprevisibilidade total (isto quanto à permanência ou não da espécie humana no planeta), e a única certeza é que a humanidade não será beneficiada com um evento deste tipo.

7* (Segunda espada) Se os dirigentes maiores do planeta tiverem o bom-senso de nos salvar do primeiro evento, não estaremos livres de algum dirigente menor provocar uma pandemia global, iniciando uma guerra bacteriológica, também de consequências imprevisíveis.

8* (Terceira espada) A lei das probabilidades é que nos proporcionou todo o desenvolvimento atual. Sem a aplicação desta lei ao mundo quântico, ainda estaríamos no mundo mecanicista, ou seja, em pleno século dezenove. Esta mesma lei nos diz que no futuro ainda seremos visitados por um novo desastre cósmico e se tal desastre for da mesma magnitude do ocorrido no golfo de Yucatlan no México há 65 milhões de anos, coitada da humanidade!

9* (Quarta espada) Uma erupção vulcânica de proporção nunca d´antes acontecida no planeta é esperada para a área do parque de Yellowstone, na terra do Tio Sam. Por isso... Há muito americano rico e bem informado comprando cavernas e construindo verdadeiros refúgios tecnológicos. Modelos desta erupção testados em supercomputadores indicam que uma nuvem de pó cobrirá o planeta por mais de três anos, extinguindo toda a sua cobertura verde. Já imaginaram o resultado de um evento deste? Nem quero pensar!

10* (Quinta espada) O último evento apocalíptico é cíclico e deste o planeta não escapa: trata-se da próxima glaciação. A única esperança é que nessa época já tenhamos nos mudado para novos exoplanetas! Tomara!

11* Conclusões de acurados estudos paleo/geológicos levados a termo nos gelos das calotas polares nos levam a crer que nas glaciações o gelo chega a ultrapassar os trópicos, chegando até bem perto do equador. Se assim acontecer, 90% das terras cultiváveis dos dois hemisférios ficarão sob o gelo.  Se a glaciação tiver início no fim ou próximo ao fim do período de (3575) anos, nossa tecnologia, já bastante avançada, poderá enfrentá-la e, assim, a humanidade pouco sofrerá. No entanto se tal evento vier a ocorrer logo no início deste período de (3575) a humanidade no mínimo sofrerá um novo gargalo (em sua sofrida existência), semelhante ao ocorrido há 74 mil anos. Este período de 3575 anos tem sua contagem iniciada no ano de 2000. Decorridos estes (3575) anos, já estaremos no ano (5575) dC. Então já poderemos enfrentar com desenvoltura qualquer evento deste porte, inclusive nos mudando do planeta, isto com toda a humanidade, mesmo sendo 14 bilhões de habitantes. Estas cinco espadas de Dâmocles, embora pareçam, não são profecias, e, sim, dados científicos atuais, considerados como prováveis pelo meu ”eu exterior”. Estes (3575) anos estão dentro da previsão de J. Richard Gott, da duração mínima futura da humanidade, conforme o argumento de 95% do seu princípio copernicano.

Edimilson Santos Silva Movér
Salvador, outubro de 1999

0 comentários:

Postar um comentário