sábado, 28 de julho de 2018

A INTELIGÊNCIA ESPERADA - ENSAIO


DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR
Subsérie: Estudos filosóficos do existir humano.

O SER E O EXISTIR
Capítulo 32

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A INTELIGÊNCIA ESPERADA


(Caput) No princípio era o nada absoluto concentrado no ponto infinitesimal da singularidade (no princípio era o vazio). Num átimo de um não tempo tudo que estava concentrado na singularidade devido à descomunal soma de todas as atrações gravitacionais existentes num universo já decaído transforma-se numa ante-gravidade de um valor inconcebível expandindo toda a energia do universo concentrado na singularidade em forma de uma sopa cósmica, em que; na medida que se expandia em altíssima velocidade transformava-se em matéria. Inicialmente em hidrogênio, que se transformava em hélio, que se transformava em lítio,..depois de  noventa e três transformações naturais estava formado nosso UNIVERSO ATUAL   Na realidade toda matéria existente no Universo é composta por somente três  partículas a saber: o quark up e o quark down que formam prótons, nêutrons e os pentaquarks altamente estáveis, e o elétron,  partícula de grande estabilidade. Portanto a matéria é formada por três partículas básicas. É a trindade universal.

A GRANDE QUESTÃO

1* Este é o capítulo da indagação maior! Quem somos? Qual é a nossa origem? O que fazemos aqui? Neste bendito planeta azul! Qual é o nosso destino? As respostas a estas perquirições um dia nos serão reveladas. O maior segredo um dia terá que ser desvendado, onde está o nosso outro lado? Onde está realmente o nosso oposto? O que é o nosso oposto? Ora! Se tudo no universo tem o seu oposto é natural que procuremos o nosso também. As indagações e as perquirições não respondidas um dia nos levarão inevitavelmente até as respostas universais da origem do “SER E DO EXISTIR”. Como são questões que requerem no mínimo um pouco de posicionamento filosófico, a grande maioria do corpo da humanidade vive alheia a estes questionamentos, por sorte! Senão o mundo seria um imenso hospício, se não o é! Todos os seres humanos quando ainda jovens, se encontram, isto é, se dão conta que estão vivos, e que se acham presentes aqui no planeta. Isto ocorre entre a idade de quatro e sete anos, a maioria aos sete, pois é nesta fase que é feita pela primeira vez a pergunta “O QUE ESTOU FAZENDO AQUI” como não deixa de ser natural esta pergunta sempre fica sem resposta, os espíritos mais evoluídos depois já na fase adulta continuam a questionar, “poucos encontram esta resposta”. Não sei se é sorte ou azar da humanidade, dos quase sete bilhões de seres existentes hoje no planeta, nem 10.000.000 (dez milhões) procuram esta resposta, talvez a façam, mas não a procuram com afinco, esta resposta está dentro do seu próprio "eu". Embora seja uma crueza dizer isto, mesmo sendo a mais absoluta verdade, a maioria da humanidade vive e não sabe que existe. Dizem que só dez em cada cem pessoas que passaram pelas Universidades de todo o mundo e que possuam graduação, possuem consciência mais aprofundada de como seja nosso Universo, indo da intimidade mais profunda do interior dos átomos até a consciência do que seja o que os astrofísicos chamam de campo profundo, ou seja, poucos conseguem se posicionar como seres pensantes perante a matéria que os cerca. Imaginem perante o mundo espiritual?  Do que deduz-se! Esta é sem sombra de dúvida a dificuldade maior da evolução espiritual desta humanidade atual. Este é o ponto e o contraponto do “Existir”.

2* Para sabermos quem somos é antes de tudo, necessário conhecer o espaço que ocupamos no Universo, principalmente, no sentido espiritual. Outro problema de importância capital no estudo do “humano” a ser levado em conta é o porquê da demora que os falantes tiveram para registrar a fala. Nas cavernas de Lascaux ou de Altamira não deixaram o registro nem de um grunhido, nem um ai, este foi o grande pecado capital da sociedade dos homens pintores, nunca compreendi, como mentes maravilhosas e desenvolvidas como as dos pintores rupestres daquela época não conseguiram registrar nem um grito? Não será para se admitir que os seres de CAPELA só chegassem realmente aqui no planeta por volta destes últimos dez mil anos? E não como apregoam alguns até a 300.000 (trezentos mil) atrás! Como querem outros! Dá para pensar, bem que dá!  Analisando a bestialidade da humanidade do passado e da atual, dá para entender por simples similitude, que existe tons de verdade na estória de Capela, considerando que esta mesma humanidade teve seu desenvolvimento com base numa humanidade que até foi expulsa de seu meio, por um inadequado comportamento perante outra humanidade sua contemporânea mais evoluída, aí então, levando tudo isto em consideração compreenderemos porque só conseguimos evoluir  através da destruição do próprio homem, a verdade é que só evoluímos fazendo guerra, e o pior é que até hoje o homem continua mantendo o mesmo comportamento, todos os países do mundo possuem maiores ou menores arsenais militares, é uma tristeza!
3* Os caminhos que a humanidade tem percorrido nos deixam muitas indagações, porque tanta espiritualidade na antiga Índia e porque tanta materialidade no mundo ocidental até nos dias de hoje. Temos que considerar um fato inegável, a maioria da religiosidade atual segue os preceitos da superficialidade, 100 % buscam fins (resultados) financeiros, quando não há este caráter de religiosidade vazia há um profundo fanatismo religioso, Não gosto de dar minha opinião sobre assuntos tão complexos!

4* Mas, (tudo me leva a crer) que ainda estamos nos primórdios do nosso desenvolvimento espiritual, isto é, as grandes revelações ainda estão por vir. Aguardemos o desenrolar dos futuros milênios. Não acredito em imediatismo. Não vejo o porquê de o tempo de feitura de nossa casa seja de 4,6 (quatro bilhões e seiscentos milhões de anos) e nós cheguemos aqui (como inteligências) e resolvamos tudo em 10 mil anos ou pouco menos disso. Não vejo lógica nisto. O que dificulta uma análise das religiões do passado é o fato de se ter que iniciar este estudo por uma análise da psicologia do homem dentro de sua época, isto é dentro de sua sociedade, o que nem sempre é possível. A abordagem dos fatos religiosos de um passado mais remoto sempre foi feita com conotação fantasiosa, devido ao pouco desenvolvimento da sociedade que conviveu com os escritores religiosos, sendo estes escritos dirigidos naturalmente aos seus contemporâneos não é de estranhar a forma metafórica dos seus relatos.
5* Não trato aqui somente das escrituras cristãs. O enfoque Chinês e Indiano dado ao assunto, os princípios religiosos hindus e chineses são cridos por mais de três quartos da humanidade, portanto foram os que mais se difundiram no mundo, e mais ricos deste enfoque metafórico. Verificamos que os mais antigos são os que mais trazem esta característica metafórica, ou os mais fortes traços de simbolismo lendário e religioso, próprios de cada época. Haja vista a maneira inusitada (de dentro de uma batalha) que o Senhor Krhisna escolheu para transmitir a Arjuna os seus ensinamentos espirituais. A despeito do ambiente! Quanta sabedoria nestes ensinamentos! A metáfora foi o que motivou o surgimento de uma miríade de religiões e seitas na Índia. A metáfora é pródiga em sua prole. Sendo em vias disto, uma ótima parideira. Nos últimos quinhentos anos a religião Cristã vem sofrendo deste mal, cada qual se agarra a sua metáfora e cria sua própria seita a que chamam de religião. Talvez herdado dos Sumérios as religiões filhas do Pentateuco são riquíssimas deste simbolismo metafórico. No século XIX uma Mulher predestinada e de imenso desenvolvimento espiritual, visitou o Oriente, especificamente a Índia e o Tibet, adquirindo conhecimentos de inestimável valor e completamente desconhecidos do ocidente. Legando-nos várias obras de soberba sabedoria, o ocidental que passar por esta vida e não conhecer a obra de Helena Petrovna Blavatsk, não sabe e nem pode aquilatar o que perdeu! Uma mente só será realmente grande quando conseguir abarcar de forma geral o conhecimento conceitual do Universo, o que não é de maneira nenhuma impossível. Na área espiritual os dois últimos séculos foram pródigos para a humanidade, os séculos futuros os reconhecerão, Allan Kardec, Helena Petrovna Blavatsky, Jiddu Krishnamurti e Pietro Ubaldi, são luminares da história do desenvolvimento espiritual da humanidade.


O SER E O EXISTIR
Capítulo 32

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Edimilson Santos Silva Movér
Setembro de 2005

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