segunda-feira, 30 de julho de 2018

A ROSA DOS MENINOS - POESIA



A ROSA DOS MENINOS                                              
Pensem nas crianças mudas telepáticas
Pensem nas meninas cegas inexatas,
Vinícius de Moraes

Esqueceram as crianças que morrem de fome?
Esqueçam os malucos governos insanos!
Que o filho do morro por si mesmo se dane?
Mandantes covardes governos tiranos!

Deixaram a menina rota mal vestida!
Vivendo na rua sem ter esperanças,
Trocando seu corpo por uma comida?
E eles nos salões, a encherem as panças!

Dólares em cuecas, reais nas suas malas,
Presídios lotados e mortes sem fim...
Escolas invadidas em todas suas salas,
Nunca vi nada igual e, tão triste assim!

Pobreza inaudita, só ataca aos mais dóceis.
Por culpa dos ricos, avaros e ignóbeis.
Guerras terríveis o futuro nos traçam
Falanges e gangues que nos ameaçam.

Vi lá do alto, a Rosa de Hiroxima
Qual nuvem imensa cobrindo a cidade
Matando a esperança e a doce menina,
Sucumbe o planeta sem a sua mocidade.

Mil dores, mil sentires, mil chorares,
Inda vejo o poeta do Condor dos ares...  
Livros, à mão cheia anuncia o Castro!
Vi no horizonte o fulgor do astro
E o rugir medonho do fragor da luta,
Eis que a guerra maldita e a dura disputa
Virá acabar com a vida dos meus pequeninos,
Instantes últimos, da insanidade humana!
Ruirá então, a única esperança dos meninos.

 

Vitória da Conquista. 08/10/06

 Edimilson Santos Silva Mover


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