sexta-feira, 27 de julho de 2018

A TEORIA DA MATRIX - COMENTÁRIO



DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR
Subsérie: Comentários sobre a teoria da Matrix

                                                 A TEORIA DA MATRIX
                                                    e outras lagartixas...


 Ou, o reconhecimento da existência de uma inteligência no universo que tudo arquitetou, e a que todos nós chamamos de Deus.

Por Edimilson Santos Silva Movér

INTRODUÇÃO
1* Este arrazoado que ora faço sobre esta inusitada proposição da existência real da MATRIX, feita por um diretor da NASA, o faço com a visão já voltada para o fato, de que no Universo, nada, absolutamente nada, está definitivamente resolvido, nem pela filosofia nem pela ciência, muito menos pela metafísica. Pois, o que mais possuímos é “desconhecimento”. Portanto, com base neste raciocínio, temos que admitir que na análise do desconhecido todas as “proposições” por mais absurdas que possam parecer, serão sempre “proposições” válidas, mas, antes de sua comprovação pela ciência, nenhuma proposição pode ser tomada como uma verdade axiomática. Tomemos como exemplo: o caso da teoria do geocentrismo de Cláudio Ptolomeu (90-168 dC.), com seus sete céus, com toda complexidade dos irreais “equantes”, “epicíclos” e “deferentes”, mesmo assim, a sua teoria foi aceita, e ele glorificado como o suprassumo da sabedoria de sua época! Em oposição ao que aconteceu no lado oposto desta visão de mundo, no caso da teoria do héliocentrismo de Nicolau Copérnico, (1473-1543), defendida por Galileo Galilei (1564-1642) e Giordano Bruno (1548-1600), ambos amargando a infâmia e o último a fogueira. Assim! Creio que: Toda proposição, por mais estapafúrdia que possa parecer, deve ser devidamente e racionalmente analisada. No entanto, temos que entender que, dentro do paradigma cosmológico da época de Copérnico e de seus seguidores, séculos (XVI e XVII), não havia nada mais amalucado que a teoria heliocêntrica. Salvo naturalmente, a burrice da Igreja de Roma... Pela eternidade a fora, não haverá desculpa ou justificativa para a monstruosidade que praticaram com Galileo Galilei e principalmente com Giordano Bruno. Mesmo que a igreja e sua teologia tente justificar por um trilhão de anos, não o conseguirá, pois, perante à consciência do mundo, sempre terá sido um inominável crime.

        VAMOS À ANÁLISE DA TEORIA DA MATRIX
2* Aqui farei uma discreta e singela análise sobre a afirmação de um diretor da NASA, Dr. Richard Terrile, de que podemos ser (a humanidade atual), o resultado de uma programação computacional, semelhante ao que foi proposto na trilogia “A MATRIX”. Posso garantir que esta análise não é com certeza um prolegômenos e, muito menos a exegese desta teoria, assim, neste ensaio “dou uma simples olhadela”, mas também, não é uma exegese das ideias de seu propugnante o Dr. Richard Terrile ou das ideias do seu apologista o Dr. Nick Bostrom, diretor do (Instituto do futuro da humanidade), da Universidade de Oxford.

ANTES, RECORDEMOS O DUALISMO DE SCHOPENHAUER
3* O homem desde os primórdios, quando adquiriu consciência, o que o transformou num “Ser” pensante, mas, que nem sempre pensa com acerto! Isto, desde seu alvorecer como espécie: “homo sapiens”, coisa que se supõe ter ocorrido entre os 300.000 e os 250.000 anos (aC.). Desde o alvorecer desta ocorrência que a subespécie “homo sapiens sapiens” vem acumulando “conhecimentos”, principalmente “conhecimentos” sobre o mundo que o cerca, ou seja, “conhecimentos” sobre o seu mundo exterior, e sobre o seu Universo imediato, aqui incluindo seu organismo material, (corpo físico) e, sobretudo “conhecimentos” sobre o seu Universo próximo e distante. E mesmo assim, as limitações são enormes. Então nos perguntamos! Que dizer de nosso mundo “interior”?  
4* AGORA ENTÃO! VAMOS A  SCHOPENHAUER
Arthur Schopenhauer, é aqui, observado somente como filósofo, ele nos propõe na sua obra “O Livre Arbítrio” de 1839 o seguinte:
[... – A consciência, bem o sabemos, não é senão uma parte restrita do nosso intelecto, o qual, obscuro no seu interior, volta-se para o mundo exterior com todas as energias de que dispõe. Todos os seus conhecimentos perfeitamente seguros, digamos certos a priori, dizem respeito somente ao mundo exterior, podendo-o ainda em tal campo, aplicando-se certas leis de caráter geral, que tem em si mesmas o próprio fundamento, de distinguir de um modo infalível o que é possível e impossível, fora, o que é necessário e o que é supérfluo. Foi assim que ficaram estabelecidas as matemáticas puras, a lógica pura e também as bases da ciência natural, todas a priori. Em seguida, à aplicação dessas formas conhecidas a priori aos dados fornecidos pela percepção sensível, depara-lhe o acesso ao mundo visível ou real, tornando-lhe, ao mesmo tempo, possível a experiência: mais tarde, a aplicação da lógica e a faculdade de pensar, que constitui a base, neste mundo exterior revelado pelos sentidos, fornecer-lhe-á os conceitos, abrirá às suas atividades o mundo das ideias, permitindo, consequentemente nascimento às ciências e frutificação, por sua vez, aos seus resultados. É, portanto, no mundo exterior que a inteligência vê diante de si a luz mais fulgurante. Todavia, no interior tudo é sombra, como em um telescópio bem enegrecido: nenhum princípio a priori iluminará a noite do nosso fórum interior; são faróis que reverberam unicamente para Fora...] –

 5* No meu ensaio: “Antitratado de Genealogia”, este mesmo ponto de vista acima, do Schopenhauer (1788-1860) foi exposto. Na realidade esta dicotomia está contida nas Meditações Metafísicas (1641) de Reneé Descartes (1596-1650), este dualismo já era proposto por Platão, e até mesmo pelos pré-socráticos. Temos ao mesmo tempo, no entanto, que observar a “priori”, o nível de conhecimento que o humano adquiriu sobre o seu mundo interior! Sobre o que ele é! Do que seria feito o seu “Eu” interior, sua consciência ou enteléquia! Este conhecimento, com certeza é (zero). Digam o que disserem filósofos e cientistas, e religiosos, inclusive o que possa dizer os homens “comuns” sobre o assunto, onde ali me incluo. Mesmo, a despeito do que todos até hoje já disseram no passado, ou dizem no presente, sobre o tema “consciência”, a verdade é que nada sabemos sobre a origem ou temos uma explicação plausível e racional para a existência da nossa essência, ou seja, da consciência ou enteléquia da subespécie pensante: que Carolus Linnaeus classificou de “homo sapiens sapiens”. Desconhecemos absolutamente tudo sobre nossa consciência ou enteléquia. Se ouvirdes ou lerdes qualquer fala ou matéria escrita a respeito, onde se propugna saber, ou ter descoberto o que seja a essência, a consciência, a enteléquia do “Ser”. Tenhais certeza:

6* Quem o disse ou escreveu isto, foi um tolo, um parvo, que tenta enganar a si próprio, e a todos. Portanto, vos afastai da sua obra, e principalmente dele!

7* Deixo claro, que aqui não me refiro ao Dr. Rich Terrile, nem a sua teoria ou ao Dr. Nick Bostrom. Mesmo por que, a teoria do Dr. Richard Terrile não se propõe a descobrir o que seja a essência do “Ser”, aqui ele se propõe a descobrir algo muito mais complexo, na sua teoria ele pretende descobrir e explicitar o que seja a vida planetária em toda sua amplitude e complexidade. Pois temos como certo que a vida como um todo, seja indissociável da “vitae universalis” assim, esta teoria da MATRIX, aborda e abrange a vida inteligente como um “todo” no planeta, e mesmo como algo “uno” no Universo como um “todo”.     

A REPORTAGEM SOBRE A TEORIA:
Vejamos na íntegra, como “introito” ao assunto, a reportagem divulgada pelo Yahoo com o Título:
(PODEMOS ESTAR VIVENDO DENTRO DE UMA MATRIX - e quem diz isso é um diretor da NASA).
Por Redação Yahoo! Brasil | Yahoo Notícias – segunda-feira, 25 de maio de 2015 Compartilhar 6492

O INÍCIO DA REPORTAGEM:

8* Toda uma espécie vivendo dentro de um simulador controlado por uma espécie de programador. Lembra e muito a trilogia Matrix, sucesso de bilheteria no final dos anos 2000, mas que pode ser a situação da raça humana. E quem faz tal proposição, de que vivemos em um Universo simulado, é simplesmente um dos cientistas mais renomados da NASA, Dr. Rich Terrile.

9* Diretor do Centro de Computação Evolucionária e Design Automotivo no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, Terrile acredita e prega, que podemos estar vivendo em uma simulação, na qual o responsável pelo controle seria uma espécie que vive no futuro — e, inclusive, pode ser a própria raça humana.
A teoria é complexa e cita a Lei de Moore, na qual se acredita que a evolução no processamento das máquinas permite que em algum momento da história, seja capaz de criar um simulador desse tipo.

10* Diz ele: - “Encontro uma grande inspiração nessa teoria e vou contar o porquê: ela me diz que estamos a beira de construir um Universo simulado e que ele pode se tornar algo vivo dentro de uma simulação. E nossas simulações podem criar simulações. O intrigante é que, se existe um criador para nosso mundo no futuro e ele será nós, significa que há um criador para nosso mundo e ele também é composto por nós. Isso significa que somos tanto Deus quanto servos de Deus”, afirma o cientista em entrevista ao site VICE. - Para Terrile, a consciência é algo tão bem arquitetado e “mágico” que só pode ser fruto de uma simulação de computador. De acordo com ele, a consciência inclusive pode ser passada para uma máquina em até 30 anos através de engenharia reversa em nosso cérebro ou fazendo com que circuitos sejam evoluídos a ponto de chegarem em nossa velocidade de sinapse. (está obscuro este raciocínio do repórter). Caso essas teorias se confirmem, segundo ele, “Terrile” a “Matrix” real é uma possibilidade que cresce.

11* Apesar de parecer totalmente maluca, a teoria da “Matrix” real é corroborada por gente importante dentro do mundo acadêmico. Nick Bostrom, chefe do Oxford University Future of Humanity Institute, no Reino Unido, é um dos que levantam a bandeira proposta por Terrile. 

12* Para o cientista da NASA, o simulador em questão cria a nossa realidade e simula o curso da humanidade por diversos motivos, “desde pura diversão até mesmo para recriar momentos históricos”. A máquina seria tão evoluída que é capaz de controlar todos os bilhões de pessoas que vivem no mundo sem que estas pessoas percebam. FIM DA REPORTAGEM DO YAHOO.

VEJAMOS O QUE É A LEI DE MOORE:
13* Até meados de 1965 não havia nenhuma previsão real sobre o futuro do hardware, quando o então presidente da Intel, Gordon E. Moore fez sua profecia, na qual o número de transistores dos chips teria um aumento de 100%, pelo mesmo custo, a cada período de 18 meses. Essa profecia tornou-se realidade e acabou ganhando o nome de Lei de Moore. Na realidade, a lei de Moore não é nem uma teoria, muito menos uma lei.

QUEM SÃO ESTES DOIS CIENTISTAS?
14* Vamos ver agora o que podemos deduzir e pensar sobre o conteúdo da reportagem acima! E a coisa tornar-se-á bastante simples.
Primeiro: - Para melhor avaliarmos a dimensão da teoria da MATRIX torna-se necessário saber quem são os Senhores Dr. Rich Terrile, e o Dr. Nick Bostrom.
Segundo: - Pois, somente assim poderemos dar o devido valor e a devida credibilidade a teoria da Matrix proposta por eles, Matrix esta em que viveríamos, e que seria controlada pelos humanos num futuro não especificado!.
Terceiro: - O raciocínio do Dr. Terrile nos permite recorrer a um raciocínio que nos leva a um questionamento antiquíssimo! Ora! Se a nossa consciência (como matrixianos), é algo tão bem arquitetado e “mágico” que só pode ser fruto de uma simulação de computador. E o que dizer da consciência da humanidade do futuro, que criou a MATRIX? Para mim este raciocínio não possui lógica, nem sustentação racional. Quem criou a consciência desta humanidade do futuro?

EIS A BIOGRAFIA DOS DOIS CIENTISTAS:
15* O Dr. Richard J. Terrile (nascido em 1951) é um astrônomo estadunidense e foi um dos cientistas que participou do projeto da sonda Voyager, projeto este, que descobriu várias luas de Saturno, Urano, e Netuno. Ele atualmente trabalha no “Jet Propulsion Laboratory da NASA. Portanto vemos que não se trata de uma pessoa qualquer.
Já o Dr. Nick Bostrom é um filósofo e transhumanista de Oxford. Ali, ele examina o futuro da humanidade e questiona se poderíamos alterar a própria essência da humanidade para solucionar nossos problemas intrínsecos.
Nick Bostrom (nascido Niklas Boström, em 10 de março de 1973). Ele  é um sueco e filósofo da Universidade de Oxford, conhecido por seu trabalho em risco existencial , o princípio antrópico ,   realce humano,  ética, superinteligência, riscos, etc. incluindo o teste de reversão , e o consequencialismo . Ele tem um PhD pela “London School of Economics (2000). Em 2011, ele fundou o Programa de Martin Oxford sobre os impactos da “Tecnologia Futura”, é atualmente o diretor e fundador do “Future of Humanity Institute  na Universidade de Oxford. Ele é o autor de mais de 200 publicações, [4] incluindo Superinteligência: Caminhos, perigos, Estratégias ,  “New York Times” um bestselller  antrópico.  Ele foi agraciado com o Prêmio Eugene R. Gannon que foi publicado em “Política Externa Top 100” e em “Pensadores Globalistas”. O trabalho de Bostrom em superinteligência influenciou tanto Elon Musk's, quanto Bill Gates por suas preocupações com os riscos existenciais que a humanidade enfrentará nos próximos séculos. Vemos, portanto, que a bagagem curricular do Dr. V Nick Bostrom, é deveras ampla e respeitável.

ANTELÓQUIO AOS COMENTÁRIOS:
16* Como a história paleontológica, arqueológica e antropológica do homem está irremediavelmente ligada a história dos primatas seus antecessores, pois, os fósseis dos primatas, em suas diversas idades arqueológicas, nos levam aos hominídeos e também aos antepassados destes mesmos hominídeos, portanto, aos antepassados do homem. Então arrazoemos...

A)      INÍCIO DOS MEUS SINGELOS COMENTÁRIOS:
17* Como a história do “homo sapiens sapiens” é rastreada através dos fósseis até aos pré-hominídeos, deduz-se que esta MATRIX seja recorrente e também deva ser rastreada até ao período em que existiu nosso antepassado hominídeo mais remoto, que foi o “homo australopithecus afarensis”, 3.4 milhões de anos (aC). Vamos aqui, somente até esta data, não recuaremos até o início do plioceno, (5,2 milhões de anos a.C.), onde já existia vestígios fósseis de  pré-hominídeos. Ora! Se os australopithecus são nossos antepassados! (ramidus, anamensis, afarensis, etc. ou mesmo o naledi, até  chegar ao nosso avô mais recente o “homo erectus”).  Que mal há, em nomeá-lo “homo ardipithecus ramidus”? Mesmo porque, sendo um dos meus avôs mais antigos! Nomino-o como melhor me aprouver... arre!

B)      A DÚVIDA:
Ora! Se vivemos numa MATRIX, é de se supor que esta MATRIX se estenda para o passado até o tempo em que viveu o mais antigo “australopithecus”! E talvez até mesmo ao nosso avô mais antigo, o “ardipithecus ramidus, há 4,4 milhões de anos”. Salvo se os fósseis dos nossos antepassados fossem postos ali, por um Deus, somente para nos confundir, como o dizem e pregam alguns teólogos desinformados. (Como sempre o são!).

C) RACIOCINEMOS:
Como uma sociedade com tecnologia tão avançada existente num tempo futuro, que chegasse a criar uma MATRIX desta magnitude, faria uma MATRIX para funcionar no passado? Para consumir quase toda a reserva da matéria prima e toda a energia fóssil existente num tempo pretérito (pretérito em relação ao homem criador da MATRIX no futuro), do planeta Terra? Seria uma burrice inominável e sem fim... Mas, com começo! Começo na burrice de quem a propôs.

D) O DESPERDÍCIO:
Complementando! Criar uma MATRIX agindo no passado! Seria um imenso desperdício de tempo, energia, matéria prima e de tecnologia, e uma imensa falta de lógica e de uso da razão. Seria um suicídio antecipado. Coisa que uma sociedade avançada no futuro não faria de forma nenhuma. Pois, o que a ciência atual, através dos próprios cientistas, nos propõe e nos faz crer e ver cruelmente, para o futuro do planeta! É a escassez de energia e de matéria prima. E somos nós os matrixianos, (segundo a teoria), que estamos fazendo esta farra com a matéria prima e com a energia fóssil. Deste quadro podemos alinhavar uma visão dantesca e apocalíptica... Sem matéria prima e com escassez de energia teremos desemprego global, peste, e a morte do capitalismo! Daí, virá o CAOS! Daí a fome generalizada! O que resultaria em nenhuma guerra, pois, a experiência nos diz que: soldados famintos não se sustentaram “de pé” no passado! Muito menos com o peso de seus equipamentos, e nem mesmo com o peso de um fuzil. 

E)      A BURRICE:
Como uma sociedade com tecnologia tão avançada existente num tempo futuro, que chegasse a criar uma MATRIX desta magnitude, faria uma MATRIX para consumir toda matéria prima e quase toda a energia fóssil existente no planeta num tempo pretérito? Seria uma burrice sem fim... Aqui! Fica entendido que estou admitindo que: A MATRIX do Dr. Terrile, seria como a MATRIX da trilogia que só afetava a mente dos humanos! Deixando o planeta fisicamente intacto! Mesmo porque, disto a trilogia não trata!

F)       A SAPIÊNCIA:
Podemos sabiamente, ver e entender “por menos que peque a criação de uma MATRIX por uma sociedade no futuro, para destruir o planeta no passado, seria o ato mais insensato, burro e estúpido praticado pelo próprio Universo desde o Big-Bang- Aqui, considero o homem como sendo o próprio Universo, pois o homem nada mais é que isto! (O homem! é o Universo tomando conhecimento de si próprio). Não sei quem criou este axioma, mas, que é de uma sabedoria infinita. Isto o é!

G)      A PERGUNTA:
Neste curto arrazoado, faço aos ilustres Doutores citados acima, “autor e apologista”, da teoria da MATRIX, esta singela pergunta! Estão com medo de quê, ou de quem? Por que não confessam logo que existe um CRIADOR!

H)      A BUSCA:
Pois, o que buscam estes nobres Doutores, é tão somente um CRIADOR para o Universo. Universo este, que naturalmente e logicamente engloba tudo.

I)       DEFINITIVAMENTE:
 Eles não buscam somente um CRIADOR para a sociedade humana, não faz sentido! Mas sim! Para todo o universo.

J)       A CRENÇA:
Por mais que os atos do Deus dos hebreus sejam contrários à lógica e à razão, e neles não possa crer! Não consigo deixar de acreditar na existência de um “Grande Arquiteto Do Universo”. Ou seja! Uma inteligência primordial e transcendente ao próprio universo.

A CONFISSÃO:
 Confesso humildemente que os Doutores acima citados possuem um quintilhão de vezes mais conhecimento sobre a “episteme humana” que esta pequena, insignificante e desprezível pessoa que escreveu este arrazoado em forma de ensaio.

K)      A LÓGICA E A RAZÃO:
Contudo, deixo o julgamento deste meu arrazoado aos meus leitores, principalmente a quem se dispuser a usar as duas ferramentas tão bem definidas pelos filósofos, que são: A LÓGICA E A RAZÃO...

L)       A EXPRESSÃO:
 Sim! Gosto sim! Gosto da expressão “episteme humana”, eu não entenderia, por mais que me esforçasse, a expressão “episteme dos cavalos”, e não venham me dizer que os cavalos não possuem “conhecimentos”! Senão! Como reconheceriam seus donos? Ou como reconheceriam as éguas mais vistosas no pasto? Ou mesmo os jóqueis que os acicatam! O verbete reconhecer é assim definido nos dicionários: Reconhecer: Conhecer novamente (por certas particularidades), um fato, pessoa, ou coisa como sendo a mesma que noutro tempo nos foi conhecida. Portanto, se um cavalo reconhece seu dono, umas éguas vistosas no pasto, o plural é por conta de que: (cavalo é polígamo), reconhece o jóquei que o acicata! Ele, o “cavalo”, possui e guarda algum tipo de conhecimento adquirido anteriormente.

M)     O NÃO ENTENDIMENTO:
Mas, mesmo assim, eu não entenderia a expressão “episteme dos cavalos”. Este último parágrafo, da “episteme dos cavalos” faz parte de uma espécie de briga que mantenho com os meus fantasmas, mesmo depois de enterrados. Fantasmas são assim mesmo! Irascíveis, teimosos e recalcitrantes. Eu, como bom Correia que sou! Devolvo a dose...

N)     A COISA OCULTA:
Como o que se passa dentro da cabeça de “gente” e de “cavalo”, é como o que se passou com o universo antes do Big-Bang! Ninguém sabe, e obviamente, parece, que nunca vai saber! Em vias de que! Bem que o conteúdo do item (M) A EXPRESSÃO, ainda vai ser tomado como a exegese do comportamento de dois animais. Um que já foi chamado de bípede implume por um sábio num antigo Império, e o outro, que já foi nomeado Senador por um idiota, de outro antigo Império! Mas, não se trata de uma exegese, trata-se de uma rixa mesmo, rixa que mantenho com os meus já enterrados fantasmas. Se duvidarem, cliquem no buscador do Google, a frase: CONVITE PARA O ENTERRO DOS MEUS FANTASMAS. E leiam o ensaio sobre o motivo e o porquê, de eu ter me decidido a fazer o enterro dos meus fantasmas...

O)     A RELAÇÃO:
Ora! Algum sábio de plantão e desavisado, pode querer questionar, dizendo que a espécie “equus caballus” nada tem a ver com a espécie “homo sapiens”, nem com a MATRIX, mas tem sim! Pois vivemos todos no mesmo mundo! São da mesma “CLASSE”. Da classe “mamallia”. Assim! No mínimo temos a mesma origem... Se você observar bem, verá que temos muitas semelhanças: As duas espécies possuem: Uma cabeça! Um pescoço! Uma isso, e uma aquilo! Dois membros anteriores e dois posteriores! Um tronco! Dois olhos, duas orelhas para ouvir as vozes da natureza! Coisa que o “homo sapiens deixou de fazer” faz um bom tempo! Alguns, “homos” possuem as orelhas do mesmo tamanho que os “equus”, ás vezes, até maiores! Mamamos quando novos! E alguns, quando já velhos também!!!... Não me diga que não! Corremos! Damos coices! Relinchamos! Escute a música pop brasileira da atualidade! E ainda várias e pequenas particularidades, de desnecessária citação... Arre!!!...

P) A PERCEPÇÃO:
Depois de alguns comentários que ouvi no beco, estou me dando conta que alguns dos leitores, podem não ter a mínima ideia do que seja realmente a Matrix proposta na trilogia The Matrix,  (1999) – The Matrix Reloaded, (2003) – The  Matrix Revolutions, (2003). Nem todos veem estes tipos de filmes.
R) A TRILOGIA:
A proposta contida nesta trilogia é de que, viveríamos dentro de uma realidade virtual, criada por supercomputadores num mundo altamente tecnológico. Onde no filme, um pequeno grupo de humanos conseguem tomar conhecimento desta cruel realidade, de que vivem num mundo de simulação, eles se abrigam num bunker, e tentam penetrar e tomar o controle da máquina que cria a chamada MATRIX, para retornar á vida real, para tomar conta de seus próprios narizes e destinos. Retirando suas mentes do controle da MATRIX. No filme a MATRIX somente nosso entendimento é virtual, o mundo não, aquele é o nosso mundo real, material. Neste item (A), sob a lógica do meu ângulo de visão, eu proponho que a MATRIX deveria cobrir um espaço de tempo até os 3,4 milhões de anos (aC), indo até o tempo em que existiu no planeta o “australopithecus afarensis”. Sob outra visão ou outro ângulo, creio que o mundo simulado da MATRIX, seria mais lógico se, se só retornasse até o período da invenção da escrita, milênios VI ou VII (aC). Isto, devido a pouca, ou a falta total de informações pra se criar uma simulação, no mínimo próxima de uma realidade plausível de um passado anterior aos registros feitos pela escrita, registros da vida humana no particular, e do planeta no geral. Isto, tomando como certa a impossibilidade de se voltar ao passado, mesmo por esta tal de sociedade do futuro, montadora da MATRIX em que supostamente vivemos na atualidade. Segundo a física torna-se impossível uma viagem ao passado, devido, entre outros, ao paradoxo do avô.

S) VIAGENS NO TEMPO
    Embora, seja matematicamente possível viajar para o futuro. Mas, somente por um tempo bem curto! Devido a impossibilidade e a dificuldade de se conseguir velocidades próximas da luz! Pois, para levar uma nave comum (foguete espacial), até próximo a velocidade da luz, despenderia energia tal, que inexiste no planeta, e mesmo no restante do sistema solar! À exceção do Sol. Ora! Então deduzimos logicamente que nenhuma sociedade tecnológica do passado viajou para o futuro, para de lá criar a MATRIX. E não me venham com esta de: wormhole, dobras espaciais, máquinas do tempo, que isto é pura ficção. Então, a sociedade em referência viajou para o futuro pelo tempo normal, e obviamente consumiu em sua passagem pelo planeta toda reserva de combustíveis fósseis, com origem no período devoniano, como então, encontramos esta imensa reserva de combustíveis fósseis? Se agora vivemos no passado que no momento é o tempo presente? Tempo presente este! Que nada mais é, que um tempo passado para a sociedade do futuro, criadora e fabricante da MATRIX? A explicação mais plausível que encontro para a existência desta teoria da MATRIX é a seguinte: A mecânica quântica está dando um nó (feio), no entendimento dos físicos quânticos atuais... E não é o nó górdio, pois este, qualquer espada, mesmo que não seja a de Alexandre, desata! Ao que vemos a celeuma tem origem no campo da MQ, (Mecânica Quântica). Onde não há consenso no âmago de algumas teorias, (e não é numa só!). A mais em voga e citada é a teoria do campo reticulado, onde o X da questão está na limitação de algumas energias potenciais, como a do laser e dos raios cósmicos quando analisados pela (Teoria do Campo Reticulado) esta teoria é contrária à noção de espaço/tempo “continuum” comum na física ortodoxa, de nossas quatro dimensões! Mas, isto é questão de tempo! No momento em que um físico teórico ou mesmo o LHC (se for capaz e possível), mostrar o caminho para resolver a questão, a teoria da MATRIX cai por terra num piscar de olhos...

T) A ESPERANÇA:
Os físicos quânticos, (a classe em geral), estão há um bom tempo no ócio, procurando o que fazer... Daí advém estas teorias desconcertantes. Mas, como disse, tudo deve ser analisado pelos métodos científicos. O problema é saber se a ciência atual possui ferramentas para tal análise? A física quântica e relativista, (principalmente a quântica), estão praticamente paradas no nível de seus alicerces, não subiu um andar sequer! É o que nos diz as publicações especializadas. (O modelo padrão da física está parado há 45 anos). Embora o Modelo Padrão tivesse um grande sucesso ao explicar os resultados experimentais, ele nunca foi aceito como uma teoria completa da física fundamental, por ter dois grandes defeitos:  Primeiro defeito: O modelo contém 19 parâmetros livres, em que as massas das partículas devem ser determinadas experimentalmente, (e mais outros 10 para as massas dos neutrinos). Estes 29 parâmetros não podem ser calculados independentemente. Segundo defeito: O modelo não descreve a interação gravitacional, (com as outras três forças fundamentais).
Cabe aos físicos teóricos, (os do nó), ou ao LHC coligir tais dados para sanar estes dois defeitos e montar um novo Modelo Padrão, para que a física “no geral” tome novo impulso.

U) MAIS ESPERANÇA:
A esperança depositada pelos físicos quânticos está na maior máquina já construída pelo homem! O LHC do CERN, em Genebra na Suíça. Sendo o maior e mais poderoso acelerador de partículas do mundo, o “Large Hadron Collider” (LHC) “Grande Colisor de Hadrons”, está retornando! Com uma energia de 13 TeV, (Tera eletrons Volts). Ele voltou a funcionar há alguns dias (05/04/2015) depois de ficar uns dois anos em manutenção.  Está trazendo de volta a esperança de novas descobertas. Passou dois anos em reparos, estando fora da mídia já há algum tempo! O que era uma péssima notícia para o físico teórico e o físico experimental. O certo é que no momento não há respostas concludentes para a teoria da MATRIX, do Dr. Nick Terrile.

V) PARA ENCERRAR DEFINITIVAMENTE:
Richard Feynman (1918-1988),um dos maiores expoentes da mecânica quântica, escreveu:
Houve uma época em que os jornais diziam que só havia doze pessoas no mundo que entendiam a teoria da relatividade. Acho que esta época nunca existiu. Pode ter havido uma época em que só uma pessoa entendia, porque foi o primeiro a intuir a coisa e ainda não havia formulado a teoria. Mas depois que as pessoas leram o trabalho, muitas entenderam a teoria da relatividade, de uma maneira ou de outra; certamente mais de doze. Por outro lado, acho que posso dizer sem medo de errar que ninguém entende a mecânica quântica. – “jamais me cansarei de repetir declarações inteligentes e marcantes como esta de Feynman”, Movér.

X) A ORAÇÃO:
Meu Padim! Meu Padim Ciço! livrai-nos da MATRIX que os homens fizeram no “futuro” para nos “abilolar” no “passado”, passado este, que é o “presente”, mas, que já foi o passado” do homem do “futuro” fazedor da MATRIX... Vixe meu Padim! Quanta confusão nos arrumaram!

Y) O SONO DO HOMEM MATRIXIANO:
Durma matrixiano com um barulho deste! E acorde acreditando que está tudo, “tudinho mesmo”, dentro da velha e santíssima normalidade... Vixe! Por um nadinha de nada, eu tinha conseguido o parágrafo Z...

Edimilson Santos Silva Movér
Camaçari-Bahia, 1º de junho de 2015 - ás 03,44 hs.
Atualizado e revisado em 31 de julho de 2015
Já em Conquista.
77-9197 9768

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