sábado, 10 de abril de 2021

O ESPÍRITO - ENSAIO (175)oks

DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR

Subsérie: Neste ensaio cuidaremos da verdade da existência do espírito de forma imparcial, a bem da verdade, trataremos especificamente do “Espírito” e do “estado d’alma” do homem ou de seu “espiritualismo”. Vagamente e sem profundidade trataremos do seu oposto o anteespiritualismo. Não creio que essa discussão nos leve a um consenso, sendo pura perda de tempo. Unicamente por isso, faremos somente singelas apreciações sobre essa proposição da inexistência do espírito. 

 

O ESPÍRITO

 

Sapere aude:

Immanuel Kant.

 

INTRODUÇÃO

Nesse ou em qualquer outro estudo sobre o “Espírito”, só é possível fazer uma singela apreciação do que possa ser essa essência dos seres falantes e pensantes, que orgulhosamente e vaidosamente se consideram como tendo atingido o máximo, o píncaro, o suprassumo de toda sabedoria e inteligência existente no universo. O que considero normal e natural numa espécie que começa a dar os primeiros passos na direção da evolução tecnológica, biológica e espiritual. Em primeiro lugar: Se olharmos para o tempo decorrido desde o passado, quando se iniciou a aquisição do espírito pelo homem. Conforme o que nos diz a visão “científica” paleoantropológica, veremos que faz somente 300 mil anos que começamos a esboçar os primeiros sinais de inteligência ao iniciar a pensar. Em segundo lugar: E por outro lado, se olharmos para o estado atual da nossa moderna ciência, veremos que temos somente 500 anos que iniciamos nosso desenvolvimento científico, podendo-se dizer nossa evolução tecnológica, com o avanço nas áreas de matemática pura; de química; de física newtoniana; de astronomia moderna; mais recentemente, adquirimos conhecimentos em cosmologia; observe bem, que somente em 1924 descobrimos as galáxias, foi no início do século passado que passamos a conhecer a física quântica e a relativista. Em terceiro lugar: Se observarmos criteriosamente e sem paixão, o quanto já alcançamos na nossa evolução biológica, veremos que em “algumas áreas” nós estamos menos evoluídos que muitas outras espécies animais. Em quarto lugar: Mesmo se compararmos os “Savants”, com os “homem comuns”, que representam mais de 99,9% da humanidade, veremos que os homens comuns pouco utilizam os potenciais de seus cérebros, veremos que a maioria da humanidade ou 99,9% ainda está com pouca evolução neurobiológica, isso é fácil de ver quando estudamos seu desenvolvimento cognitivo. Quanto ao nosso organismo físico, o homem atual não possui nenhuma defesa às doenças autoimunes, estas, são quase meia centena e todas ainda prejudicam a espécie “sapiens”, a medicina nos diz que ainda existem muitas imunodeficiências, a maioria congênitas. Somos pouco evoluídos na área da comunicação, ainda utilizamos o primitivo meio de comunicação dos nossos antepassados, de 250 mil anos atrás, que é a fala, e o pior temos no planeta quase 7 mil línguas diversas e uns seis alfabetos mais utilizados, e completamente diferenciados. Já podíamos estar nos comunicando por telepatia, alguns animais já o fazem! Como por exemplo: Os pequenos e grandes rebanhos de pássaros e de peixes, voam e nadam como se fosse um único organismo, com um perfeito sincronismo de um balé. O certo é que nossa evolução tecnológica, biológica e, principalmente a espiritual não estão completas, ainda praticamos o mal em larga escala. Sendo isso, uma realidade vivencial da espécie. (Escapamos da morte quantas vezes for preciso, mas da vida nunca nos livraremos: Chico Xavier).

 

Nesta frase acima, do Chico Xavier ele nos diz de maneira simples, como ele mesmo sempre foi! Que como espíritos somos eternamente vivos, portanto, não existe morte para o espírito.

 

PRIMEIRO EMBATE

“As mentes medíocres”.

(A). [“Grandes espíritos sempre encontraram violenta oposição de mentes medíocres. A mente medíocre é incapaz de compreender o homem que se recusa a se curvar cegamente aos preconceitos convencionais e escolhe expressar suas opiniões com coragem e honestidade.”].  Albert Einstein, 1879-1955

 

SEGUNDO EMBATE

“Conhecimento, Sabedoria e Verdade”.

(B). [“Mentes superficiais têm opiniões sobre quase todos os assuntos. Aquele que possui pouco conhecimento finge para si mesmo que sabe tudo. Quanto menos uma pessoa busca a verdade, mais ela pode pensar que seu conhecimento é vasto, e sua sabedoria - enorme. A “opinião pessoal” é usada como desculpa por quem não quer aprender. A pose de sabe-tudo esconde a preguiça mental. A ignorância é tímida e se esconde sob a aparência de opinião. Por outro lado, aqueles que buscam a verdade percebem a enormidade do que ignoram”]. Helena Blavatsky, 1831-1891

 

TERCEIRO EMBATE

“A verdade é viva, dinâmica, alerta e acesa”.

(C). [“Você não pode encontrar a verdade por meio de outra pessoa. Como você pode? Certamente, a verdade não é alguma coisa estática; ela não tem nenhum domicílio fixo; não é um fim, um objetivo. Ao contrário, ela é viva, dinâmica, alerta, acesa. Como ela pode ser um fim? Se a verdade for um ponto fixo, não é mais a verdade; é então uma mera opinião. A verdade é o desconhecido, e uma mente que está buscando a verdade jamais a encontrará. Pois a mente é feita do conhecido, e é o resultado do passado, o resultado do tempo – que você pode observar por si mesmo. A mente é o instrumento do conhecido, portanto, não pode encontrar o desconhecido. Ela pode apenas mover-se do conhecido para o conhecido. Quando a mente busca a verdade, a verdade que leu em livros, essa “verdade” é autoprojetada, pois então a mente está meramente na caça ao conhecido, um conhecido mais satisfatório que o previu. Quando a mente procura a verdade, ela está buscando a sua própria “autoprojeção”, não a verdade”]. Jiddu Krishnamurti, 1895-1986

 

O FUNDADAMENTO DA ANÁLISE DOS LEITORES

1”OE”. Peço humildemente, que se meus inteligentes leitores leigos estiverem de acordo e o quiserem fazer, que analisem essa questão com foco na ambiguidade dos textos (A). e (B)., também, atentem para o conteúdo que foi expresso não somente nos dois textos iniciais, mas, também no terceiro, onde o filósofo Krishnamurti nos diz que a verdade é viva, dinâmica, alerta e acesa, a verdade que se apresentar como o oposto disso, seria somente uma simples opinião sem fundamento e não a verdade, o filósofo indiano também nos alerta para a verdade de que a verdade é o desconhecido, e que a mente somente percebe o conhecido, e só se move dentro do conhecido. Essa verdade referida por Krishnamurti seria a verdade dos homens ou a verdade transcendental e universal? Analisem o texto e a resposta aflorará diante de vós.

 

A ESSÊNCIA DOS TEXTOS ACIMA: (A). (B). e (C).

NUMA SÍNTESE ANALÍTICA

2”OE”. Em (A). Albert Einstein nos diz que: O homem deve expressar suas “opiniões” com coragem e honestidade. Sendo que em (B). Helena Blavatsky nos diz que: A “opinião pessoal” é usada como desculpa por quem não quer aprender. Em (C). Krishnamurti nos diz que não encontraremos a verdade por meio de outro homem. Porque quando a mente procura a verdade, ela está buscando a sua própria “autoprojeção”, não a verdade, e como ficamos? Como compreender essas três assertivas? Naturalmente, elas foram expressas por pessoas extremamente inteligentes, mas, diferentes entre si, e também por motivos desconhecidos pelo ensaísta, sobretudo, escritas em épocas distintas. E principalmente por motivos diferentes. Desenvolvamos então a análise, com o que temos na mão, que são os textos.

 

O QUE SERIA A VERDADE?

E COMO A ENCONTRARÍAMOS?

3”OE”. Ora! Como encontraremos a verdade contida nos textos (A). e (B).? Se estes textos expressam ideias contrárias? Veremos que no texto (C) diferentemente, ele é sem ambiguidades, mas, nos mostra que não podemos encontrar a verdade. Mas, qual a verdade que não pode ser encontrada? Claro, que o texto (C) não está se referindo à verdade dos homens, mas sim, a verdade transcendental, que seria a própria tomada de conhecimento da “Consciência Universal”. Já a verdade dos homens possui duas faces, a melhor maneira de ver isso seria no caso das vinganças, onde cada parte, a que pratica e a que sofre a vingança, possui cada uma, sua própria verdade. Se olharmos friamente com os olhos da lógica, veremos que ambos não são inocentes, o que pratica e quem sofre a vingança, pois se o que “sofre” não tiver culpa, não foi praticada uma vingança, mas sim, um crime comum. Voltando a (C). e simplificando, podemos entender que: - Jiddu Krishnamurti nos diz que: - 1). Você não pode encontrar a verdade por meio de outra pessoa. 2). A verdade é o desconhecido, e uma mente que está buscando a verdade jamais a encontrará. 3). Porque a mente é feita do conhecido, e assim, portanto, seria o resultado do passado, o resultado do tempo – que você pode observar por si mesmo. 4). Quando a mente procura a verdade, ela está buscando a sua própria “autoprojeção”, não a verdade”, ou seja, o homem procura uma justificativa para sua opinião e entendimento. 5). Entendamos, que a “Verdade” de Krishnamurti é a “Verdade Universal”, este grande pensador está a se referir, a “Verdade” que representa o que nomino de “Inteligência Cósmica”, que a maioria dos humanos chamam de “Deus”. 6). Teosóficamente e, literalmente, da “Inteligência Cósmica” dimana a única Verdade existente em todo o Cosmos. Não existindo duas Verdades, sendo a Verdade única e absoluta, sendo que a verdade dos homens é ambígua, podendo ter farias faces, conforme o número de interessados envolvidos na questão. A dedução dos conceitos filosóficos do que estes três grandes humanos e, mestres no uso do raciocínio quiseram nos transmitir, ficará por conta de meus inteligentes leitores leigos, os leitores com formação acadêmica estão dispensados dessa dedução, por esta questão ser coisa simples e corriqueira e, provavelmente, não interessar aos mesmos.

 

4”OE”. A despeito da ambiguidade do que nos diz os textos (A)., e (B)., minha opinião pessoal estará na (Nota1), no final desse ensaio, essa opinião se fundamenta em algo impensável. Que é o sistema que o “sapiens” ainda utiliza para sua comunicação com seus semelhantes. O texto (C)., não gera questionamentos.

 

OS NEURÔNIOS A MEMÓRIA E A FALA

5”OE”. Em todos os estudos ontológicos da essência da “entidade” que nos faz inteligentes e pensantes, essência que o homem espiritualista reconhece como seu “Espírito”, possuindo esse “Espírito” origem transcendental e divina. Mas, que a ciência dos mesmos homens diz não existir, acreditando que a nossa enteléquia ou consciência seria a responsável por nossas emoções, ações, decisões, emoções e pensamentos. Segundo essa mesma ciência, nossa inteligência, nossa consciência, principalmente, nossas memórias explicitas e implícitas, teriam origem e seriam produzidas e armazenadas nos neurônios existentes no córtex de nosso cérebro. Assim, a essência do homem pensante se processaria no seu sistema neuronal. Mas, essa mesma ciência enfrenta no momento uma questão proposta pela neurogênese que é um ramo da moderna neurociência, a neurogênese nos diz, que o sistema neuronal se renova ao longo da vida dos “seres humanos”. Se os neurônios forem substituídos no decorrer de nossa existência, onde ficarão registradas as memórias para nosso uso futuro? Qualquer pessoa, mesmo com pouco entendimento e conhecimento, pode facilmente deduzir que essa troca de neurônios, provocará a perda, no mínimo de parte de nossas memórias antigas, assim teríamos quando já adultos, perdido quase todas as lembranças do que aprendemos quando jovens, e principalmente, o que aprendemos quando ainda crianças. Então todos os adultos no mínimo teriam que reaprender a falar, pelo menos a parcela que foi perdida junto com os neurônios que foram substituídos por novos neurônios ao longo da existência. Deduz-se facilmente, que essa é mais uma burrice com origem na vaidade dos “sapiens.

 

O EMBATE ENTRE O MONISMO E O DUALISMO

6”OE”. Aqui nesse ensaio, como disse, trataremos da realidade do “Dualismo” do corpo e do espírito, frente ao “Monismo”, como essa proposição é de impossível comprovação num laboratório pela ciência, portanto, seria inconsequente sua discussão. No entanto a proposição do “Dualismo”, é aceita por uma grande maioria da população espiritualista do planeta. Mesmo assim, não deve cada lado, a ciência e a espiritualidade, deixar de expressar sua opinião. Este ensaio será escrito defendendo a proposição do “Dualismo”, pois, a julgamos a mais racional e verdadeira. O monismo torna-se uma boa opção, exatamente para aqueles que ainda não desenvolveram o espírito, ou mesmo a razão e a lógica mais simples para conseguirem enxergar a gritante inteligência existente não somente nos homens! Mas em todos os seres vivos da fauna e da flora. Ora! Dirão os ateus embevecidos com a ciência, que tudo é resultado do instinto animal, mas, mesmo assim, se for um instinto sem inteligência, cada espécie viva que o utilizasse, desapareceria num curto espaço de tempo. Diferentemente, se esse instinto for um instinto inteligente, cada espécie duraria milhões de anos e, sofreriam uma patente evolução, e, aparentemente para nós seus observadores, eles se perpetuariam. Sabemos que esta é uma verdade, sendo isso que ocorre realmente na natureza, então às favas os ateus e seu monismo. Diante de diversos arrazoados com essa mesma envergadura, possíveis de se formular, e em função dos mais diversos comportamentos inteligentes de todas as escalas dos organismos da fauna em toda sua escala de grandeza, estando presente a inteligência numa baleia azul de 200 toneladas, como também está presente numa bactéria que pesa somente 7x10-16kg. Nós, como seres inteligentes somos obrigados a entender que o universo seja um organismo obviamente inteligente. Salvo, óbvio se sua burrice e vaidade lhes disser que somente ele seja inteligente, e que essa só exista nele próprio, o que seria uma inominável burrice. O universo é inegavelmente inteligente, e vemos isso na inteligência da natureza. Se bem observarmos, o próprio universo nos diz isso com todas as letras. Nesse universo existe uma energia que denominamos de “Inteligência Cósmica”. Então, sem medo de estar cometendo uma impropriedade. Calmo e tranquilo, mando simplesmente às favas, todos os seres idiotas que se auto denominam de monistas e de ateus.

 

A ETERNA BUSCA DA VERDADE

7”OE”. Conhecer alguma coisa sobre o que seja nosso “Espírito”, com certeza é a maneira mais fácil de tentarmos entender o que seja nosso “Eu”. Quando nos vemos diante da grandeza do “Espírito”, estes estudos na realidade tornar-se-ão singelas e despretensiosas análises que faremos da “entidade” que o homem espiritualista reconhece como sua essência ou seu “Espírito”. Como os homens com a sua filosofia e ciência não chegaram a um consenso sobre o que seja o “Espírito” e, neguem veementemente sua existência. Assim, nos vemos livres das amarras do materialismo ateu existentes nessas áreas do conhecimento dos homens. Restando-nos fazer um estudo dicotômico do que seja nossa essência ou “Espírito. Mesmo assim, nós o estudaremos sob dois enfoques: Pela visão do espiritualismo, e pela visão da “filosofia e da ciência”, considerando o fato de que nem todos os cientistas e filósofos são mecanicistas e ateus. Só não nos referiremos aos que professam e praticam a doutrina do “ceticismo”, e que se dizem “céticos”. Chamamos a atenção dos leitores para o fato de que estes tais de céticos jamais devem ser ouvidos, isto, devido a sua permanente, proposital e intencional parcialidade. A doutrina do ceticismo foi criada com a finalidade de negar a existência do espírito e da Deidade. Mesmo porque, falar em ceticismo e em dogmatismo é a mais pura burrice, desde quando somos seres feitos para pensar, e livres para escolher seu caminho na senda da existência. Os defensores dessas idiotices chamadas de ceticismo e de dogmatismos que vão às favas. O universo foi feito para sofrer uma autoanálise, pois, não há verdade maior que o fato de que o homem seja o próprio universo procedendo a análise deste mesmo homem e desse mesmo universo. O resto é pura vaidade e burrice do homem, isto, unicamente, por fazer parte de uma espécie ainda com pouco evolução. Observem bem, que aqui não me proponho a buscar e a entender o que seja a “Verdade universal”, busco somente a entender o que seja essa tão procurada essência do “Espírito” e, o farei através da verdade da essência do próprio “Espírito”. Que é a única maneira correta e existente de se buscar entender alguma coisa inteligentemente. Este buscar a verdade através da própria verdade da existência do “Espírito”, claro, não será feita através do que foi estabelecido, conhecido e entendido como a verdade dos homens. Com isso, estou dizendo que a busca da “Verdade universal” é eterna, única e inalcançável, enquanto, a “verdade do homem é efêmera, ambígua e alcançável. Mas, a verdade da existência de uma entidade, fato ou objeto desde quando essa verdade não seja criada pela mente do homem é a única verdade existencial desse objeto ou entidade. Enquanto a “Verdade universal” que é a verdade da própria verdade é eterna o quanto o seja a eternidade! Sendo eterna, por não ter um princípio ou um fim determinado por uma mente, nem ser acessível ao conhecimento sempre mutável do homem. Eis então, porque Krishnamurti nos diz que o homem sempre buscará a verdade contida na própria verdade, mas, não a encontrará. Estando disponível ao homem somente a verdade do próprio homem. Estes três apêndices acima, de Albert Einstein, Helena Petrovna Blavatsky e Jiddu Krishnamurti, os inseri na abertura desse ensaio, propositadamente para meus ilustres leitores leigos verem e entenderem que tudo montado pelo intelecto do ser humano pode ser contraditado por outros humanos com os mesmos paradigmas ou com outros, e com igual ou diferenciado grau de conhecimento, principalmente, se for da mesma área os seus saberes. Nesse caso, entendamos, naturalmente que as causas dessas contradições, são os erros praticados pelos homens a que estes três sábios se referem nos textos acima, ou sob outro enfoque, podem ser praticados pelos próprios sábios, nenhum humano está imune ao erro. Observem que esta minha opinião sobre estes três textos, é heurística, portanto, uma opinião pessoal, e que, (como tudo dito pelos humanos), também, está sujeita a erros e contradições. Einstein, é provável que estivesse se referindo as mentes medíocres e às contradições e erros dos cientistas, seus opositores na época. Blavatsky, em 1875 juntamente com Henry Steel Olcott e William Quan Judge fundaram a Sociedade Teosófica, mas, ao escrever o texto acima, na certa estava fazendo referência às mentes superficiais e às contradições e erros daqueles que não aceitavam nem compreendiam os fundamentos da Sociedade Teosófica transferida em 3 de abril de 1905 para o Bairro de Adyar na cidade de Chennai na Índia, essa transferência foi feita pela própria Blavatsky e Olcott. Já o filósofo Jiddu Krishnamurti como um dos mais renomados pensadores e conferencistas do século XX, embora tivesse formação acadêmica britânica, ele fazia todas suas palestras como um livre pensador, filósofo e teósofo indiano, sempre como palestrante convidado das universidades,  suas palestras normalmente, eram proferidas para professores, “corpo docente”, das maiores universidades dos mais diversos países do planeta, ele falava exatamente a uma classe que sempre tentou, e nunca deixará de tentar impor as suas verdades aos seus discípulos. Portanto fazia referência a estes senhores e às suas contradições e erros. E creio que não notassem que Krishnamurti se referia exatamente a eles! Mas, o problema maior que dimana de cada um desses arrazoados, não é a “verdade procurada”, nem o que levou cada gênio a escrever seu texto! Mas sim, o fato que tudo que os humanos disserem ou escreverem, será sempre direcionado a “outros humanos”, e de que, quem fala ou escreve, sempre considerará estes “outros humanos” em situação inferior a eles próprios, na escala de “conhecimento e sabedoria”, principalmente quando fizer referência velada ou não, aos humanos, naturalmente, enquanto estes forem seus opositores paradigmáticos, “et c’est fini”. Temas polêmicos e complexos, sempre foram mais interessantes que os consensuais e mais simples. Sendo esse, um dos vários motivos da minha preferência e escolha do “Espírito”, como o tema central a ser abordado neste ensaio.

 

A UM ESPÍRITO ILUMINADO

8”OE”. Este ensaio será escrito em homenagem ao “espírito” iluminado de Hippolyte Léon Denizard Rivail, (1804-1869), ou Allan Kardec. Abordaremos o conhecimento do “sapiens” no que diz respeito à sua “espiritualidade”. Mas, teremos diante de nós o que diz sobre o mesmo assunto, a “ciência” que não acredita na existência do “espírito”. Crença esta que não altera a realidade da existência do “espírito”. Seria interessante observar que esse pacote de conhecimentos que os homens montaram a partir do início do século XVI, e que foi chamado pela primeira vez de “ciência” em 1835 pelo historiador inglês, filósofo, teólogo, polímata e padre anglicano William Whewell, (1794-1866). Embora esta data de 1835 não represente a data do nascimento da ciência, pois ela nasceu, como dito, um pouco mais anteriormente, no início do século XVI, próximo a época dos descobrimentos. Independente disso, adotaremos nesse estudo sobre o espírito uma abordagem espiritualista, mas, algumas vezes nos encontraremos diante do materialismo da ciência, dessa forma não teremos muito a estudar e quase nada a opinar sobre o que a ciência tem a dizer sobre o assunto. Não seria razoável ou lógico desenvolver um estudo aprofundado sobre o que diz a ciência sobre essa entidade “espírito”, desde quando a própria ciência considera o “espírito” como inexistente. Então, nenhuma opinião pode alterar a condição de uma entidade quando inexistente. Por sua vez, nenhuma opinião pode alterar a condição de uma entidade quando “existente” em qualquer de seus princípios e categorias mais básicas, como exemplo podemos citar as 12 “Categorias Sensíveis” do filósofo Immanuel Kant: 1). Quantidade: Unidade, pluralidade e totalidade. 2). Qualidade: Realidade, negação e limitação. 3). Relação: substância, causalidade e comunidade. 4). Modalidade: Possibilidade, necessidade e existência. Ficando estabelecido que ao falarmos sobre qualquer opinião da ciência sobre o espírito, ela seria correlatas a uma dessas “Categorias Sensíveis”.

                  

NASCE UM SUPORTE AO PENSAMENTO ESPIRITUALISTA

9”OE”. Antes de 1850 não somente as pessoas comuns, e os livres pensadores, mas, também os filósofos, mesmo os espiritualistas, enfrentavam imensa dificuldade para discorrer, discutir e analisar com alguma propriedade o tema “espírito”. Antes dessa data, o tema na realidade era muito discutido considerando o nosso “eu” cognitivo ou consciência e a nossa personalidade como se fossem o nosso verdadeiro espírito com origem transcendental e divina. O “espírito” iluminado de Hippolyte Léon Denizard Rivail, (1804-1869) mudou essa situação codificando a Doutrina Espírita. AS seguintes obras formam a codificação da Doutrina Espírita: (O Livro dos Espíritos, de abril de 1857 - O Livro dos Médiuns, de janeiro de 1861) - (O Evangelho Segundo o Espiritismo, de abril de 1864) - (O Céu e o Inferno, ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo, de agosto de 1865) - (A Gênese, ou os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo, de janeiro de 1868). O codificador do espiritismo Hippolyte Léon Denizard Rivail, este, ficou conhecido no mundo pelo pseudônimo celta de: Allan Kardec.

 

A ESPÉCIE HUMANA À MEDIDA QUE EVOLUI DENTRO DO TEMPO, TORNA-SE MAIS COMPLEXA

10”OE”. Diferentemente de quando ainda “homo erectus”, há mais de 2 milhões de anos, o pensante atualmente, comanda a fábrica que tece suas contradições, seus acertos e, seus erros, com isso, vem mantendo a sua ainda não compreendida existência! No entanto, este mesmo homem pensante, através dos tempos, tem se revelado uma eficiente máquina para produzir menos acertos, e mais desacertos que resulta em suas contradições, pois, antes de alcançar o fim da tecedura de um desacerto, outro já está entrando no tear. Em função desse comportamento! O homem que nega a existência do espírito é o mesmo homem que busca a sua consciência cognitiva na matéria de que é feito seu cérebro. Ora! Há diversas maneiras de nos vermos! Podemos dizer sem erro, que somos trinos, sendo dois “eus”, um consciente e outro inconsciente, e o terceiro o nosso “eu” material e que mais cuidamos! Mas. sendo inerte como consciência. Então, pergunto a esse mesmo homem que diz não possuir espírito, qual seria o tear, a linha e a urdidura, dos quais emana o tecido, que gera a “tessitura do intelecto cognitivo” desses seus dois “eus” interiores? Ambos, abstratos, energéticos e inteligentes.

 

O QUE SERIA O ESPÍRITO?

QUE ALGUNS NEGAM A EXISTÊNCIA...

11”OE”. Então meus inteligentes leitores, aqui e agora, estaremos juntos na busca do entendimento do que seja o nosso espírito, ou a essência da subespécie “homo sapiens sapiens”. Ou como quer a ciência, que estes mesmos homens tolos e vaidosos criaram, e que querem que nosso espírito, nada mais seja, que nossa função neuronal que chamam de “enteléquia”. Seria interessante observar que esse pacote de conhecimentos que atualmente é chamado de ciência, foi assim denominado em 1835 pelo historiador inglês, filósofo, teólogo, polímata e padre anglicano William Whewell, (1794-1866). Neste ensaio, amados leitores, trataremos da essência da vida do animal pensante e inteligente, que devido a sua pouca evolução atual se autodenomina de “gente”, naturalmente que me incluo nessa classe de animais chamados de “gente”. O que aqui tentaremos decifrar, seria a priori e necessariamente, a essência de sua essência que chamamos de “espírito”, motivo de tantas controvérsias entre seus próprios usuários, que se dizem seus proprietários e possuidores! Quando na verdade ocorre o contrário, pois, é o espírito que nos comanda, sendo talvez, não nosso proprietário, mas, com relação ao nosso “eu” pessoal ou personalidade, ele com certeza seja o nosso Mestre e Guia, orientando nossos comportamentos na senda da evolução dentro de nossa breve existência. Num futuro ainda não estabelecido, que pode ser hoje, ou amanhã, ou quem sabe, num futuro imprevisível e distante. Quando conseguirmos decifrar completamente essa essência que chamamos de espírito, teremos naturalmente, decifrado todos os segredos ainda não resolvidos da existência e da criação da vida inteligente e não inteligente presente no planeta Terra. É interessante pontuar, que em sua essência, todo “ser” vivo é fruto de um ato inicial extremamente inteligente e muito antigo dentro do tempo, pois, os primeiros seres vivos surgiram no planeta há 3 bilhões e 750 milhões de anos, possuindo todos estes seres, desde estes mais antigos, um constructo com origem inteligente. Embora busquemos conhecer a essência do espírito, essa busca ao longo dos séculos só tem oferecido aos buscadores, o desconhecimento, nós ainda não conseguimos penetrar na verdade transcendente maior que envolve toda a existência desses seres, inclusive a nossa existência, a recompensa maior dessa busca intencional seria decifrar o que seja a nossa essência, mas, a busca por um entendimento dessa essência poderia nos mostrar na tentativa de nos conhecer, um vislumbre do que seja a inteligência responsável pela criação do universo e desses infinitesimais e diminutos seres inteligentes pensantes, que se autodenominam, de “homo sapiens sapiens”, que no atual momento e seu ainda pequeno grau evolutivo, dominam e habitam de forma desastrosa o planeta Terra. O processo cognitivo que nos permite perquirir, analisar e tomar decisões é uma das nossas mais importantes faculdades intelectivas, e que tem levado evolução ao homem ao longo dos milênios, essa  capacidade de formular uma imensa e variada gama de perquirições dirigidas a todos as áreas do seu entendimento, principalmente na busca de seu “eu” interior, tem gerado uma imensa gama de respostas, embora ainda não tenha conseguido respostas para todas as perguntas, pois, é tão importante obter as respostas, o quanto é necessário formular as perguntas de maneira coerente, inteligente e adequada, de forma que dentro das perguntas estejam contidas suas próprias respostas. Pois, não existe uma única resposta, em que previamente não esteja contida a própria pergunta que a gerou! Isto, por serem contíguas e não excludentes. Estando assim, em qualquer pergunta, contida implicitamente a sua resposta. As perguntas e as respostas são como nas relações entre os seres que se amam, quando podem dizer que a recíproca é verdadeira! Então podemos afirmar que em toda e qualquer resposta quando “verdadeira”, estará contida e implícita a pergunta que a gerou.

 

SAIBAIS! PORQUE LHES É PERMITIDO SABER,

PORQUE NO JARDIM DAS FLORES DA VIDA

ESCOLHI E COLHI O ESPÍRITO COMO A FLOR DA VEZ?

MAS, NÃO LHES É PERMITIDO SABER

O QUE SEJA VOCÊ PRÓPRIO.

ISTO, PORQUE NINGUEM, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM,

 SABE O QUE SEJA O SEU PRÓPRIO “EU”.

12”OE”. Vamos ver o “porquê” da razão e do uso que faço da frase “Sapere aude”, de Kant, que inseri logo no início do ensaio! Eu não me canso de utilizar esta frase, eu a utilizo com certa frequência, que até chega à beira do exagero. Com esta frase dou suporte à principal finalidade de meus singelos ensaios! Que é, “nos levar a pensar”! Dirijo-a principalmente a mim. Esta frase contém uma sabedoria universal, aquele que não ousar saber! Não acumula os conhecimentos necessários à evolução do espírito. Eu utilizo essa frase de Immanuel Kant, (1724-1804), desde a primeira vez que a vi! Talvez, o faça como um autoestímulo, na busca por conhecimento e de evolução espiritual! Kant a utilizou pela primeira vez no seu ensaio Resposta à Pergunta: O que é o Iluminismo? (1784) – Eu li a “Resposta à Pergunta”, na década de 70, confesso que não me agradou, ali você lê o paradigma de Kant limpo e claro, Kant era ateu, e estava embevecido com a nascente e ainda insipiente ciência vigente no século XVIII e início do XIX, embora a tenha publicado em 1784. No mesmo ano em que li o ensaio de Kant procurei a resposta dada ao mesmo tema, e escrita por Moses Mendelssohn, (1729-1786), na livraria Civilização em Salvador e não encontrei, na época era muito difícil a busca por alguns livros com temática específica. O certo é que: Aquele que não ousar saber, não evolui o conhecimento do seu “eu interior”.  Observe, que esta frase não é original de Kant, ela foi utilizada pela primeira vez por Horácio no “Epistularum Liber Primus”, livro 1, carta 2, verso 40. “Dimidium facti qui coepit habet: Sapere aude”. “Aquele que começou tem a obra pela metade: Ousai saber!”. Quintus Horatius Flaccus, (65 a.C. - 8 a.C.). Eu sempre gostei dos temas polêmicos! Enquanto, a maioria dos ensaístas fogem deles! Eu os adoro, os aprecio, não porque eles sejam mais difíceis de se lidar, mas, porque com eles teço meu próprio aprendizado, e assim, desenvolvo meu próprio intelecto, e óbvio, a evolução do meu espírito. Mas, é bom lembrar aos meus leitores leigos, pois, não adianta lembrar aos meus “leitores acadêmicos, porque eles não acreditarão nisso”: o desenvolvimento do espírito não é feito com o “conhecimento acadêmico”, mas sim, com a sabedoria. Duas coisas distintas e excludentes. Os temas polêmicos a que me referi acima, para mim, antes de serem desafios, são armas de evolução, amplio minha área de conhecimentos com os temas polêmicos. Os temas polêmicos, os considero como se fossem ricos campos pontilhados de flores da vida, com pétalas, espinhos, folhas, hastes, cores e perfumes e principalmente, “sombras” desconhecidas e espalhadas pelo chão de todas as formas. Estes temas polêmicos, sempre contém uma miríade de questões e perguntas, ainda não resolvidas e nem respondidas, nesse jardim coberto de flores, as mais numerosas são as “floribus dubium”. Ao escolher um tema aleatoriamente, um bilionésimo de segundo depois após o início dessa escolha, já percebemos a complexidade ou não do tema. Aí, se complexo, então o desafio torna o tema mais interessante, exatamente, por sua complexidade, então o desafio ultrapassa a própria perplexidade advinda do tema, e você calmamente o enfrenta. Hoje, para minha surpresa, “escolhi e colhi” o Espírito como a flor da vez! Assim, chamo a atenção do leitor para o fato de que, o que aqui tratarmos sobre o espírito, por sua própria natureza oferece uma ampla gama de dificuldades que aflorarão na sua análise! No campo filosófico, seus nomes são muitos e variados, tais quais: (“Ser”, “Mente”, “Tò”, “Consciência”, “Enteléquia”, “Ego”, “Ente”, “Eu”, “Sopro”, “Espírito”, “Alma”, e outras lagartixas!  Que fique esclarecido, que o que entendo por espírito, absolutamente, não seria nossa personalidade, nem tampouco nossa visão de mundo, a que chamamos de paradigma. Mas sim, a essência do nosso “Eu” interior, nossa “alma” com origem na energia vital que nomino de: “Magna Vita Organismus”, existente no planeta, portanto, com uma origem “divina”, e, preexistente ao nascimento de todos os seres vivos. O próprio tema “espírito”, reporta-se a uma complexidade de difícil definição e análise. Conforme seus próprios proprietários e usuários podem perceber, e nesses usuários, existe uma grande parte que chamamos às vezes indevidamente, de “homens cultos”, segundo alguns destes mesmos “homens cultos”, o espírito possuiria uma miríade de “apêndices” que moram em nosso córtex, e que chamamos de neurônios. Que fique esclarecido que nenhum, absolutamente nenhum humano, é “culto” em assuntos que se refiram à divindade, exatamente porque o assunto “Divindade” ainda está completamente fora do alcance dos mortais humanos. Ora! Se nem a si próprios conseguiram decifrar, não há, nenhuma possibilidade de já tenham conseguido decifrar o que seja a inteligência que tudo criou, que chamamos de Criador e de Deus! E que eu julgo mais acertado chamar de “Inteligência Cósmica”. Observa-se esse desconhecimento de si próprio, quando se estuda as “proposições” dos cientistas da neurociência, as ideias de psicólogos, filósofos, psiquiatras e analistas do “eu”, de teólogos e também de pensadores como eu, avulsos, tolos, vaidosos, e minúsculos seres independentes.

 

SEM AS RELIGIÕES, OS CAMINHOS QUE A HUMANIDADE

BUSCOU E TRILHOU PARA SE DESENVOLVER

SERIAM MUITO MAIS CHEIOS DE ESPINHOS

13”OE”. Quando chega na área das religiões, então é que a “coisa” desanda mesmo, pois, temos no planeta mais de dez mil e quinhentas associações de humanos, voltadas para o culto da Divindade que os seguidores e nós chamamos de  “religiões”, e que elas, as religiões, e seus membros, os das “proposições” descabidas, por pura burrice, vaidade e talvez, por idiossincrasia semântica chamam de outras coisas, como seitas, doutrinas, crenças filosóficas, e até mesmo de religiões,  alguns críticos pertencentes a associações outras, que se consideram mais cultas, e únicas sabedoras dos segredos da existência da Divindade, então, essas outras as classificam como sincretismo, exoterismo, ou até mesmo como pertencentes à “especialíssima” área do esoterismo, nessa área é que o orgulho pelo pseudo conhecimento do que seja a Divindade, os marcam como  vaidosos e tolos que são!  Essa grande parte de humanos, como simples animais que iniciaram a pensar ontem, hoje, se julgam os donos da verdade maior, esses homens que se julgam cultos em “divindades”, ou criaram uma pseudociência que chamam de teologia, vivem a copiar textos antigos, como se os homens do passado fossem mais evoluídos que os homens do presente! O que é uma imensa burrice disfarçada de sabedoria! Não podemos ou devemos menosprezar as sabedorias do passado, mas, não podemos considera-las superiores às do presente, sob pena, de estarmos considerando que a humanidade esteja regredindo evolutivamente seu espírito. A verdade que aflora disso, seria que se os homens do passado fossem mais evoluídos que os homens de hoje!  A humanidade estaria “involuindo” ou regredindo. O que seria também, uma transgressão nas leis da natureza, o que tornar-se-ia uma contradição, pois sabemos que o universo e os homens estão em crescente evolução. Sendo um ato inteligente e aconselhável, o escritor que pretender tratar de qualquer assunto referente às religiões, se retrair um pouco nas suas proposições e assertivas, como meio de se proteger dos fanáticos, e assim, se pôr à salvo das perseguições, (o mínimo que te oferecerão, será o isolamento e a difamação, o que fará gerar o descrédito sobre o que escreverdes). Há poucos séculos muitos foram parar na fogueira por discordarem de crenças errôneas de algumas religiões. Hoje, o perigo não está mais nas religiões instituídas, por causa da evolução das leis, com a formação dos modernos “Estados Laicos”, separados das religiões. O perigo está sim, nos seus membros fanáticos. Sendo que cada uma dessas associações de humanos, cria sua própria definição e ideia do que seja Deus! O Criador do Universo, o do que seja o homem, e do que seja seu espírito, interessante, não acertaram em nenhuma dessas definições e proposições. Nesse ensaio não tratarei do tema “Divindade”, simplesmente por não possuir evolução espiritual numa dosagem suficiente e necessária para tratar de tal tema, e ponto final. Isto decorre do fato de que, o que chamamos de “espírito” dos seres que chamamos de “humanos”, tende a ser a única e a principal motivação e razão da existência da subespécie de humanos, que erroneamente foi classificada em 1735 como “homo sapiens sapiens”, óbvio, que não estou tentando desmerecer o trabalho do genial médico, botânico e zoólogo sueco Carolus Linnaeus, (1707-1778), o que seria um despropósito. Este problema é gerado por pura estultícia da maioria da subespécie. Tendo-se que observar que o espírito seria a principal razão da existência das religiões no mundo, e algumas dessas religiões dizem que não existe o espírito. Se você observar bem, até os humanos que pregam e dizem que não acreditam na existência do Espírito, estão criando uma religião para eles! E dentro dessa moderna religião que está sendo criada e que ainda não tem “nome”, nome esse, que inicialmente será escolhido pelos seus críticos, como ocorre sempre. Mas, ela já tem um “Deus”, que se chama “Ciência”. (Essa nova religião nada tem a ver com a “cientologia” de Hubbard). Essa nova religião cujo Deus é a “ciência”, desde o início do iluminismo que esta nova religião vem sendo insistentemente citada e montada pelos filósofos que pensam que são filósofos, sendo essa a fonte da crença desses pensadores mecanicistas, atomistas ateístas e outros “istas” e “ismos” em voga, e por criar. O que chamo de “filósofo ateísta”, seriam aqueles que defendem e praticam publicamente o ateísmo, ou seja, pregam e defendem a inexistência de uma divindade, de uma inteligência que transcenda ao próprio universo, mas que no íntimo, não são ateus! Estes fazem suas orações em silêncio, com as portas fechadas, e sob os cobertores, de tal forma, que nem suas esposas tomam conhecimento desses momentos de fé. Eu disse, filósofos ateístas, e não filósofos ateus, porque não existe um ser humano cem por cento ateu, lá no fundo da consciência daquele que diz não existir o espírito nem Deus, instintivamente persevera uma dúvida. A partir da época em que a humanidade assentou o traseiro no crescente fértil, tornando-se sedentária, e formaram as primeiras sociedades organizadas, logo criaram as primeiras religiões. Sem estas, teria sido extremamente difícil controlar os instintos primitivos dos “sapiens” das primeiras comunidades organizadas, ou povos. Uma das principais e maiores invenções dos primeiros governantes foi exatamente as religiões, o benefício e a necessidade delas é visto até hoje! Todos os estados modernos dependem das religiões, embora seja um “Tabu” tocar no assunto. Os Estados totalitários que não aceitam as religiões, criam leis que lhes dão o direito de exterminar os malfeitores de forma sumária e sem custos, implantando o terror e o medo em suas sociedades sem Religiões. Fora estes casos! Todos os outros tipos de Governantes são ávidos por impostos para crescer seus PIBs. Mas, inteligentemente dispensam os impostos das religiões. O motivo disso é fácil perceber, a religião educa as sucessivas gerações de jovens, sem as religiões com sua educação religiosa, que resulta no controle do comportamento da juventude, seus futuros cidadãos, o Estado não conseguiria manter o imenso sistema judiciário e policial que seria necessário para controlar uma grande parte da sociedade que debandaria para o crime. Uma cidade como Vitória da Conquista-Bahia, com uma população de 350 mil pessoas, segundo o blog (Diário Cidade), existe 336 (trezentos e trinta e seis) templos religiosos ou igrejas, considerando cada uma com uma média de 150 (cento e cinquenta) membros, são 50.400 (cinquenta mil e quatrocentos) soldados de Cristo orientando a juventude para o bem. E somente um batalhão de Polícia Militar e, algumas delegacias Civis. Sem as religiões a situação seria o inverso. Haveria 336 batalhões de Polícia Militar, e uma Igreja. Planetinha de uma sociedadezinha de humanos que creem evoluídos, que na realidade são xucros. E ninguém vê isso. Então! Quem garante a existência harmoniosa da sociedade são as Religiões! Salve as Benditas Religiões de todos os credos.

 

ÀS VEZES, ALGUNS HUMANOS CONSIDERADOS COMO

OS MAIS SÁBIOS, AGEM COMO OS TOLOS,

E SÓ VEEM O QUE QUEREM VER

 14”OE”. Quanto ao “bulismo” de Bertrand, este foi proposto pelo pouco entendimento, responsável pela grande vaidade, orgulho e “fraqueza” de Russell, ou pela ausência de uma “força” bastante poderosa e inteligente que lhes alertasse da sua “fraqueza”, e ele assim, conseguisse ver com os olhos da razão, o que lhes mostraria a “lógica” contida no Teísmo. O bulismo contém a essência do ateísmo, enquanto, o Teísmo contém a essência da “Inteligência” criadora do universo e da vida. Esse problema criado com a “fraqueza” do paradigma de Bertrand que Russell não pode resolver com outro contra argumento, senão com o paralelismo do “bulismo”. Este “bulismo” só satisfaz aos seres que acreditam que são inteligentes, mas, não são suficientemente inteligentes, para perceberem que o universo é inteligente. O bulismo só não criou fama por ser somente um paralelismo a uma inteligência do universo, e porque estava sujeito a pequenez da força de gravidade do planeta, essa sua pequenez é notada quando diante do potencial da gravitação de todo o universo. Se esta “Inteligência Universal” não existisse, a inteligência na sua forma menor, representada pelos organismos inteligentes que chamamos de “humanos”, também não existiria, e então o “bulismo” não teria sido criado, inclusive seu “criador”, assim, sua criação tornou-se somente mais um “ismo”, que como todos os outros “ismos” tende a desaparecer junto com seu criador. Por falar em “ismos”! Vamos facilitar o entendimento dos nossos leitores leigos, sobre dois “ismos” em pauta. O Teísmo e o Deísmo! Quanto ao Teísmo: O que marca o teísmo é a defesa do monoteísmo, e sua onipresença, onisciência e onipotência, sua proposição mais significativa seria o fato de que sua Deidade seria transcendente ao próprio Universo. Quanto ao Deísmo: A sua principal marca é que seu Deus possui ampla relação com a raça humana, sendo enfatizada a criação do homem por seu Deus, inclusive a sua capacidade de raciocinar, com isto, rejeitam todos os dogmas de quaisquer outras religiões reveladas por um Deus, os deístas acreditam que o conhecimento que se pode ter de Deus dependerá sempre de sua própria compreensão. A respeito dos “ismos”: Todos os “ismos” tendem a desaparecer dentro do tempo. Pois, nos diz a razão, que a “Verdade” sempre prevalecerá.

 

OS ESPÍRITOS NÃO PERCEBEM O TEMPO

15”OE”. Observem bem, que estes arrazoados que seguem não se referem ao que nos propõe o Carlo Rovelli sobre o tempo. As setas que vêm do que chamamos de passado, céleres, chegam ao que chamamos de presente, o qual, também céleres, se transformam no que chamamos de futuro. Então, sabemos e temos certeza que este presente desaparece deixando de existir, mas, o mais difícil de entender é que este presente embora deixe de existir, nunca deixa de estar “presente”. Para facilitar o entendimento do que seja esse tempo que só o notamos no presente, vamos a outra definição deste ente misterioso que chamamos de tempo. O tempo para nossa cognição é mais facilmente compreendido se tentarmos vê-lo unicamente como sendo um presente eterno. Sendo que este presente eterno possuiria duas entidades, enquanto uma se dirige para o passado, a outra se dirige para o futuro. Disso, deduz-se que o tempo é cindido. Sendo a esse processo físico de divisão binária do presente que os homens esperançosos do passado, do presente e do futuro chamam inteligentemente de tempo. Qualquer mente que conseguir penetrar nesta cisão, terá acesso ao passado e ao futuro. Assim, deduzimos que passado, presente e futuro seriam a mesma entidade que chamamos de tempo. Desses arrazoados podemos deduzir que o tempo não existe, sendo que o tempo como nós o percebemos seria somente uma elucubração de nossa mente. Assim, prevalece a proposição espiritualista que os espíritos não percebem o tempo assim, como nós o percebemos.

 

A DIFICULDADE OU A FACILIDADE PARA SE ENTENDER AS PROPOSIÇÕES COM APARENTES COMPLEXIDADES, SERIA A ÚNICA MEDIDA DISPONÍVEL, PARA SE MEDIR A EVOLUÇÃO DE CADA “ESPÍRITO”

16”OE”. Aqueles que não conseguirem compreender o que diz o marcador anterior 15”OE”., nunca irão compreender o que seja a vida do espírito dentro do tempo, e assim, criam todo tipo de idiotices. Vamos a uma novíssima e grande idiotice recentemente criada, a crença que é vista como uma sabedoria por quem criou e por quem nela crê, vista mais como uma piada pelos homens de bom senso. Esta piada é chamada de “Terraplanismo”. Como disse, alguns, por “criarem”, outros por “acreditarem”, todos por “pregarem” o “Terraplanismo”, o incrível, é estas são coisas e crenças de pessoas, que se dizem inteligentes e cultas, “nos seus limites naturais de uso da razão” dizem ser verdadeiras, mas, que a maioria que dizem que creem, na realidade não acreditam, pois, intuitivamente e realmente não podem acreditar por ser uma criação inconsistente, que vai de encontro ao próprio bom senso. Eles somente dizem que acreditam, isso, para conseguir mais adeptos idiotas e incultos para encher os cofres de suas igrejas de “dinheiro” e de escrituras de mais propriedades, imóveis e etc., a utilizam como fábrica de capital para alimentar suas religiões. O motivo é a necessidade de se aumentar o número de adeptos, não é necessário esclarecer, a razão, por ser sobejamente conhecida. No entanto, eles dizem que é para leva-los para o Céu. Observem que aqueles, “idiotas incultos” que participam e divulgam o “Terraplanismo” e que acreditam cegamente nessa proposição burra que vai de encontro ao próprio bom senso do “sapiens”, ou seja, que vai de encontro à percepção da “natureza física do planeta” não satisfazendo as nossas percepções sensoriais e intuitivas, indo de encontro também às leis da física, principalmente, de encontro à nossa inteligência, na realidade, o Terraplanismo tem sido, ultimamente o maior responsável pelo aumento do número de ateus. Pois, seu Deus passa a ser considerado um Deus incompetente, pois, não soube fazer nem o planeta em que moramos. O “Terraplanismo” é uma “birra” de religiosos cultos, ávidos por dinheiro ou pecúnia, mas, burros, versus a ciência. Existe a possibilidade da ideia do que chamam de Terraplanismo ter sido criada por pessoas pouco inteligentes como uma forma desesperada de desacreditar a ciência, pois a ciência está levando a manada de humanos burros que não conseguem entender e ver a inteligência do universo, para os braços do ateísmo, o que tem esvaziado paulatinamente as igrejas de seus adeptos carneiros para a tosquia dos pastores.  Refiro ao fato do abandono e saída dos adeptos existentes, e não a diminuição da aquisição de novos adeptos.   Seria bom que se lembrassem que: (sabedoria nada tem a ver com conhecimento acadêmico). Como já disse: A criação do “Terraplanismo” atualmente, seria algo desnecessário e sem sentido, pois a própria “ciência” na área da psicologia e da neurociência, principalmente, na área da física quântica, estão abraçando o holismo, portanto, próximas de descobrir que o Universo possui inteligência, e que foi essa inteligência que criou o universo. Inteligência esta que nada mais seria que, (o que a maioria dos animais proto semievoluídos, que chamamos de humanos), chamam de Deus e, que eu chamo de Inteligência Cósmica. Com pouco tempo, a área da psicologia e da neurociência vão chegar a essa mesma conclusão. Anote que muitos cientistas já chegaram a esta conclusão. Embora no momento, esse Deus das religiões ainda possua vários nomes. Com certeza a física quântica vai descobrir assustada que o homem é parte integrante dessa inteligência que criou o universo, isso ocorrerá naturalmente, lembre-se que só temos quinhentos anos de ciência. Sendo o homem o próprio universo tomando conhecimento de si próprio, esse fato da existência da Inteligência Cósmica, não vai demorar muito para ser acreditado e confirmado pela própria ciência. É bom adiantar! Que todos os outros seres inteligentes, que por ventura existirem no universo distante, ou seja, noutros exoplanetas já descobertos e por descobrir. Também estarão na mesma condição dos humanos aqui na Terra! Também serão “como nós”, o universo tomando conhecimento de si próprio. Quando a física de partículas descobrir, e ao se aprofundar no porquê da interação de nossa mente com os experimentos quânticos, logicamente, estas deduções os levarão a esta descoberta e ao consequente reconhecimento dessa verdade, que no momento está a aflorar nas diversos áreas do pacote de conhecimentos que chamamos de ciência, como psicologia, neurociência e biologia. E assim, a física quântica fazendo parte desta mesma ciência, então seria a própria ciência através da física quântica quem melhor e mais facilmente nos demonstraria isso. Os animais pensantes, são feitos das mesmas partículas que sofrem o tunelamento, a não localidade, o efeito das duas fendas, o gato de Schrödinger, e tantos outros. O motivo da nossa mente interferir nalguns desses experimentos, seria o fato da energia inteligente que forma nossa mente, ser a mesma energia com a qual a “Inteligência Cósmica”, rege, dinamiza, e organiza o micro e consequentemente o macro cosmos, desde um tempo indeterminado, na direção da seta do passado e da seta do futuro. Lembrem-se que entre estas duas setas está o presente.

 

DEZ QUESTÕES SEM RESPOSTA

17”OE”. O Tema “Espírito”, é muito complexo, para quem não possui evolução espiritual! Só temos uma certeza certa, que é a seguinte! Ninguém no planeta sabe o que seja o espírito, isto, em todos os modelos e sentidos, com ênfase nos propostos pelos religiosos, e pelos que creem que são filósofos e outros que se dizem cientistas, esses últimos são os piores, quando são possuidores de uma cota de inteligência pequena, quase insignificante, são os que mais defendem a inexistência do espírito, julgando que agindo assim, ficam mais bem vistos, pelos verdadeiros filósofos e cientistas. Deixemos estes pseudo-filósofos-cientistas, desfrutarem em paz a crença dos tolos. Claro que reconheço que a maioria dessa classe perante a ciência de hoje, que por seu dinamismo se altere e evolua a cada dia, são por isso, realmente filósofos e cientistas evoluídos! Estou somente os reconhecendo como verdadeiros filósofos e cientistas de hoje, mas, não é dessa forma que os seus pares no futuro verão a filosofia e a ciência daqui a algum tempo no futuro, “coisita” de vinte mil anos! Sei, e bem sei que vão argumentar tentando me contradizer, mas, não passam de uma cambada de homens dos três sábios. Já faz mais de três mil anos que os homens que chamamos de filósofos vêm tentando definir o que seja o homem, e qual seria a sua essência e ainda não conseguiram, como podemos chamá-los de sábios e filósofos? Deduz-se que a maioria são uns idiotas, e vendedores de livros, só se salvando alguns. A melhor e maior prova disso é a disparidade de definições e conceitos que se criou a respeito do que seja o homem e seu espírito. O que nos leva a outra certeza certa! De que realmente, o Espírito é um dos temas mais polêmicos da gnosiologia. Há de se crer, que pelo menos desde a criação das religiões primitivas, que teve seu registro de início em torno de sete mil anos atrás, no crescente fértil ou mesopotâmia e na antiga Índia. Portanto, esse é o tempo que o registro dessa dúvida chamada de religião acompanha os homens. Agora é a vez de pôr os cientistas em seu devido lugar! Considerando que a ciência moderna teve início no princípio do século XVI, então essa jovem dona ciência já completou quinhentos e vinte anos.  A velha ciência, segundo os tolos já tem mais de 4 (quatro) mil anos ou mais, quando o homem começou a entender a natureza, como se isso fosse fazer ciência. Independente disso, existe uma infinidade de “perguntas sem respostas” dentro da ciência moderna! Vamos citar somente dez: 1). O que é a consciência cognitiva do humano? 2). Com qual espécie de energia nós pensamos? 3). Como as mães presentem instantaneamente a morte dos filhos no front, às vezes do outro lado do planeta? 4). O que nos levou a começar a adquirir e desenvolver o que chamamos de “pensamento”? 5). Como as aves, animais com cérebros tão pequenos, em imensos bandos se orientam nos balés feitos nos voos nos céus, e nas migrações? 6). Como surgiu o universo conhecido? 7). O que é o duplo escuro? 8). O que existe além da radiação de fundo? 9). O que é a gravidade? 10). Como surgiu a água no planeta Terra? De quebra acrescento mais uma: 11). Como os povos anteriores aos romanos da cidade de Baalbeck no Líbano, há talvez, mais de 5.000 (cinco mil anos) atrás, numa época, reconhecidamente sem tecnologia, conseguiram movimentar os megálitos de 1200 (um mil e duzentas) toneladas, das antigas bases já preexistentes, e utilizadas para a construção do templo de Jupiter pelos romanos em (138 d.C. a 217 d.C.), na cidade de Baalbeck ou Heliópolis no Líbano? Todas estas questões, estão diante da ciência de hoje, e de nós, ainda sem suas respostas. Estas perguntas sem respostas existem aos milhares, e o homem tolo como ainda é nos dias de hoje, crê que a “sua” ciência e a “sua” filosofia já atingiram o ápice do desenvolvimento. Desde muito cedo, ainda na infância percebemos institivamente que há alguma coisa estranha em nós! E nos questionamos a respeito disso, isto é quase sempre feito com a seguinte pergunta sem resposta! (O que estou fazendo aqui?) Também, num certo período entre quatro e sete anos durante formação da nossa personalidade, quando principiamos a reconhecermo-nos como “seres”, completamente individualizados, é quando sentimos alguma coisa indefinível a pairar sobre nós, a nos dizer que o corpo físico não é nosso “Eu”. Eu tenho dez netos, e observei que somente depois dos três anos é que eles se identificam como individualidades. Somente com o passar do tempo, depois de já formadas as suas personalidades. Vemos quando já adultos, que somente depois dos sete anos, as crianças passam a questionar que o seu organismo não seja o seu “Eu”. Antes, os adultos nos impingem que nosso corpo material seja o nosso “eu”. E assim alguns formam sua personalidade na crença de que nosso corpo físico contenha a essência do nosso “Eu” ou o que depois de adultos chamamos de espírito, e a ciência de enteléquia! Em alguns seres humanos, essa essência torna-se mais facilmente notável e perceptível nos sonhos, alguns sonham como se fizessem saídas astrais, isto foi descoberto sob controle de laboratório de algumas áreas da própria ciência, o problema é que isso ocorre na área do holismo, então a ciência do monismo se fecha em copas, isso observamos nos pronunciamentos de Khun. Mesmo assim, o espírito continua como  algo que a maioria da humanidade não sabe o que seja, pois, poucos se interessas por estes temas, na verdade a maioria dos humanos, não demonstra ter interesse em saber o que seja o espírito, o que gera a ausência de um consenso sobre o que seja o espírito, nem tampouco, sobre o que seja os sonhos, nem mesmo na psicologia está racionalmente definido o que seja nem mesmo o sonho,  no entanto, podemos perceber nas opiniões dos psicólogos, onde observamos que mesmo entre eles, nem que seja individualmente, não há um consenso sobre o tema. Resulta disso, que nas “Associações de Psicologia” existe uma definição do que seja “os sonhos”, mas, individualmente cada psicólogo no seu íntimo tem sua própria concepção e definição do que seja o sonho, e a mesma coisa ocorre com relação ao que seja o espírito. Alguns mais independentes externam suas opiniões, mas, a maioria, nunca as publicam para não terem problemas com suas associações de classe. A verdade é que a grande maioria permanece calada. Salvo, se for um psicólogo muito bronco, ou por outro lado, se for muito inteligente e muito famoso na área da psicologia ninguém contesta. Se for um bronco, é um humano do 3º) Tipo, a que me refiro no ensaio “O Universo e a Espécie Pensante”, no capítulo: 8”UEP”. Veja no URL: www.edimilsonmover.com

 

A SORTE É EXISTIREM CIENTISTAS DO CALIBRE DE

THOMAS SAMUEL KUHN

18”OE”. Analisando a frase de Einstein na abertura desse ensaio, temos que entender uma coisa, claro que os grandes espíritos a que se refere Einstein, nada tem a ver comigo, mas talvez possa ter contigo, caro leitor! Eu sou um bostica, diante de qualquer uma pequena grandeza espiritual. Essa referência é dirigida às pessoas que escreveram os livros que eu já li, e ainda leio, e que chamamos de filósofos e de pensadores, embora a maioria sejam somente uns escrevinhadores de bestagens como eu, as palavras de Einstein também se referem aos gênios que moldaram a ciência moderna nos últimos quinhentos anos. As dificuldades encontradas para analisar o Espírito no campo da Ciência, podemos ver no trabalho do ilustre brasileiro, professor Welthon Rodrigues Cunha (2013), (O Campo da Paranormalidade): Nos diz ele que: [... “Foi o filósofo da ciência Thomas S. Kuhn (1982), que melhor abordou o conceito de ciência normal ou normalidade científica. Para ele, ciência normal é aquela que se encontra ou que reproduz o paradigma atual”...]. Vejamos quem é Welthon Rodrigues Cunha: Ele é Doutor em Ciências da Religião pela PUC-GO. Mestre em Ciências da Religião pela PUC-GO. Bacharel em Filosofia pela Universidade Federal de Goiás. Professor efetivo da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Goiatuba. Já o Dr. Thomas Samuel Kuhn 1922-1996, em (As paranormalidades!), 1982 nos diz que: [...“Elas constituem o que chamo de ciência normal. Examinando de perto, seja historicamente, seja no laboratório contemporâneo, esse empreendimento parece ser uma tentativa de forçar a natureza a encaixar-se dentro dos limites preestabelecidos e relativamente inflexíveis fornecidos pelo paradigma. A ciência normal, não tem como objetivo trazer à tona novas espécies de fenômeno; na verdade, aqueles que não se ajustam aos limites do paradigma “científico”, frequentemente nem são vistos”...]. (KUHN, 1982, p. 44-45). Observem que o “paradigma normal” a que se refere Kuhn, trata-se do paradigma materialista da própria ciência. 

 

QUEM FOI KUHN?

19”OE”. Aos que não sabem! Thomas Samuel Kuhn, foi um Físico, Historiador, filósofo e um analítico da ciência, professor universitário de renome. Tendo ensinado na Universidade de Princeton, na Universidade de Harvard, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, (MIT), e na Universidade da Califórnia em Berkeley. Ao abordarmos o tema “Espírito”, um tema realmente polêmico, e que já foi muito debatido, mas, o certo é que não foi ainda elucidado pelo pacote de conhecimento dos humanos, pacote que atualmente chamamos de ciência, mas, ela a ciência, não chegou a um consenso se o que chamamos de “espírito”, existe ou não, assim, óbvio, muito menos sabe o que seja! Mostramos aqui, conforme foi expresso pelo Dr. Thomas Samuel Kuhm, que a ciência dos humanos atuais, considera o tema espírito como não existente, não lhes dando a mínima importância. As abordagens científicas existentes sobre o tema “espírito”, são fruto de trabalhos particulares contendo opiniões pessoais de alguns cientistas autônomos, portanto, não são das “Instituições da Ciência Oficial”. E não me venham com “chorumelas”, pois, nem as religiões e nem a filosofia, ou seja, “os pensadores e filósofos”, há muito mais tempo, depois de mais de três mil anos de estudos, esses filósofos nunca chegaram a um consenso ou a uma definição sobre o que seja o espírito, e menos ainda, as religiões. Já a ciência moderna, embora com somente quinhentos anos de existência, também não chegou a uma definição do que seja, e assim, prega e acredita que não exista, o que chamamos de espírito, ora, se nem mesmo a sua “existência ou não”, puderam comprovar! A vaidade, e a burrice dos homens de ciência é tão grande, que nunca conseguiram levar a pesquisa sobre a entidade “espírito” a bom termo, a uma definição num laboratório, isto, eles nunca conseguirão fazê-lo, pelo simples motivo de que a energia que molda o espírito, de forma alguma seria a terceira força fundamental estudada por Maxwell. Os cientistas da MQ, só reconhecem a existência das quatro forças fundamentais, a fraca, a forte, o eletromagnetismo e a gravidade, mas nunca tocam no assunto de qual seria o tipo da energia que ativa nossos “pensamentos”, os homens de ciência não se preocupam sobre qual seria a energia que movimenta e monta a energia vital de todos os organismos vivos, da bactéria à baleia azul. A vaidade dos homens de ciência julga ser mais fácil lidar com o “Modelo Padrão”, e já o fazem por quase cinquenta anos, pois o montaram em 1973, e até hoje, continuam sem um resultado concludente ou satisfatório. Quanto, ao abordar o tema da energia do espírito com profundidade e excelência, nem se toca no assunto, isto, por puro medo de enfrentar a verdade, com a consequente e crescente fragmentação da fé que depositam na ciência. Observem, que a ciência propositadamente não dedica atenção ao tema espírito, não é temendo o espírito, mas sim, o seu criador! Assim, a ciência nunca conseguirá estudar o espírito abertamente! Se o fez, foi a portas fechadas, e escamotearam os resultados, pois, estes estudos nunca foram publicados. Se alguma matéria aparecer, pode ter certeza, será coisa de algum ateu desarvorado, sempre com resultados negativos sobre a existência do espírito. A ciência a despeito disso, defende que nossa consciência, tenha origem em nosso sistema neuronal, pois nunca usam a palavra “Espírito”. Segundo Thomas Samuel Kuhn, (1922-1996), no âmbito da ciência, não se usa falar o nome “espírito”, falam sim, em “eu interior”, em essência cognitiva e consciência, enteléquia ou intelecto, consciência esta, que segundo a ciência tem origem em nosso sistema neuronal. Ultimamente surgiu uma teoria proposta por um cientista de renome, que algumas proteínas, chamadas de alostéricas são as responsáveis pela geração dos nossos pensamentos, estes tipos de estudos são naturais na ciência, este não seria o primeiro estudo, nem será o último. Mas, por outro lado, o que as religiões, a ciência e a filosofia chamam de espírito, não seria uma quintessência do “sapiens”, mas, sim o nosso intelecto ou nossa consciência, mas, não o nosso espírito. Eu, nesse ensaio, como sabedor dessas dificuldades para definir o espírito, através desses três setores da episteme do “sapiens”, a ciência, as religiões e a filosofia. Sei, óbvio que sei, que enfrentarei muitas dificuldades, melhor, sabemos que para definir e estudar o espírito, não podemos contar com a ciência, nem com a filosofia e nem com as religiões, nessas últimas somente o espiritismo fez um estudo mais consistente do que seja o espírito. O problema é que o espiritismo não se considera uma religião, e creio que não seja mesmo, mas, sim uma doutrina, o que para a verdade final nada altera, e tem pouca relevância. Sendo o trabalho do eminente pensador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, 1804-1869 (mais conhecido como Allan Kardec), o mais completo já feito sobre a questão da essência do espirito. Depois da década de 1870 qualquer pensador que se dedicar aos estudos da consciência do “homo sapiens sapiens”, que desconhecer os postulados contidos nas cinco principais obras desse grande ser humano, tenha certeza, seus estudos serão insipientes, e com certeza seus escritos serão pobres da essência consciencial dos espíritos dos ditos “homo sapiens sapiens”. As obras principais de Allan Kardec são as seguintes: (O Livro dos Espíritos, abril de 1857; O Livro dos Médiuns, janeiro de 1861); (O Evangelho Segundo o Espiritismo, abril de 1864); (O Céu e o Inferno, ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo, agosto de 1865); (A Gênese, ou Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo, janeiro de 1868). Aquele que se inteirar do conteúdo dessas obras, dificilmente deixará de tomar conhecimento das obras póstumas, e do restante de seus outros livros e opúsculos. Na obra O Evangelho Segundo o Espiritismo numa de suas páginas, Allan Kardec nos faz ver que: Toda a “Verdade” ainda não será revelada aos homens.

 

20”OE”. O que completou o ciclo dos meus estudos espíritas e abriu minha mente, foi, podem até não acreditar, foi a obra de 1864 O “Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Léon Hippolyte Rivail, nosso  Allan Kardec,  no princípio, eu acreditei que a obra  que aclararia meus questionamentos seria o”O Livro dos Espíritos, mas, nessa obra só tive uma leve percepção do que hoje penso ser a verdade, eu não estou dizendo que sou o dono da verdade, nem que conheça a verdade, não creio que um humano possa perceber toda verdade contida na magnitude da essência da existência, mas, foi ali na obra de 1864 ”O Evangelho Segundo o Espiritismo” que percebi que a verdade estava contida em todas as crenças dos homens, incrível! Parece que cada pessoa pega pequena parte e se agarra a ela como se fosse a “verdade basilar”! Mas mesmo assim, vamos pelo menos ver em que pé estão as diversas abordagens e estudos, mesmo que sejam empíricos, que algumas pessoas ligadas à filosofia, à ciência e às religiões fizeram sobre o tema espírito. Mesmo que estes três ramos do conhecimento humano tenham falhado, nenhum humano está impossibilitado ou proibido de fazer seus próprios estudos sobre sua essência, que é a ânima, alma ou espírito humano. Então com que ferramenta uma pessoa qualquer pode estudar o espírito? Ora! Com a melhor ferramenta que existe para estudar o espírito! Que é a inteligência do próprio espírito de cada um! O problema é que a ciência ligada ao tema espírito, cada ramo filosófico, e cada religião faz sua própria interpretação e definição do que seja o espírito. É bom esclarecer logo aqui no início, que a ciência em bloco, cada religião ou cada grupo de religiões, e que cada caminho, crença ou linha filosófica, possuem suas próprias visões do que seja o espírito. Portanto, não se assustem, pois, daremos de cara com uma miríade de visões e proposições.

 

QUEM SOMOS? ORA!

 ENQUANTO NÃO EVOLUIRMOS, DIFICILMENTE SABEREMOS

QUEM SOMOS?

21”OE”. Para podermos analisar o que somos, no mínimo teremos que entender como a subespécie “homo sapiens sapiens” surgiu no planeta terra, de que forma e como esse fato ocorreu! Mas, para iniciarmos essa análise torna-se necessário entendermos o que seja nossa consciência, pois, é unicamente com ela que reconhecemos nosso “eu” interior, que a maioria dos humanos, chamam de espírito, “inclusive eu”, pois, é com essa ferramenta, o “espírito” que conseguimos observar o universo distante, assim como o mundo que nos envolve, e dentro dele a nossa existência comandada pelo próprio espírito. Essas condicionantes nos permitem analisar quem somos, em nossa ambiguidade! Como um “phenomena”. enquanto corpo material, ou como um “noúmena” platônico, enquanto essência imaterial ou espírito. Sendo próprio da natureza humana ao observar fatos complexos e abstratos, no mínimo, negar estes fatos ou contestar suas existências, isso, como dizia Kant, a priori, e necessariamente, por desconhecer suas minudências, e assim, não lhes dar o devido crédito. O que não altera os fatos, desde quando os mesmos existam, ou tenham acontecido de uma dada forma. Há uma crença difundida entre as pessoas comuns, que nossa mente interfere na realidade dos acontecimentos físicos que no que chamamos de macro universo, isto se insere na imensa cota de bestagens proferida pelos homens dos três sábios, principalmente os que por mera fatuidade estão a ocupar uma posição de destaque no pacote de conhecimentos que chamamos de ciência! A maioria desses, se apoiam na proposição hinduísta de que o mundo é “Maya”, ou seja! É uma ilusão! Quando a sabedoria hinduísta nos está dizendo que o mundo que nossos sentidos conseguem perceber, não representa a verdadeira forma de como ele é feito, em sua realidade intrínseca, basta observarmos o caso das cores, pois, os nossos sentidos percebem o mundo como se ele fosse colorido! Quando na realidade ele não o é!  A proposição de alguns, de que a mente de cada um humano, cria sua própria realidade, é uma parvoíce, a realidade do mundo não é criada por cada mente pensante, nem por várias dessas mentes! O mundo possui uma realidade intrínseca e única, ele é como ele é, e foi criado e aí está. Não existe essa pluralidade de realidades de mundos. Sua realidade é una. As visões e os paradigmas “existenciais” dos homens é que são plurais! Essa afirmativa burra de que cada pessoa cria sua própria visão de mundo material é, como disse, uma parvoíce, não possuindo consistência nem fundamento ou valor científico. O Maya dos hindus e os efeitos da mente nos experimentos quânticos! São duas verdades mal interpretadas pela razão dos homens dos três sábios devido a seu baixo nível de raciocínio, que os levam a essa conclusão descabida! A primeira é a questão da afirmativa do hinduísmo, de que o mundo é Maya!  A segunda é mais moderna, e se estriba na verdade descoberta pela física de partículas, de que nossa mente altera os resultados nos experimentos de laboratório, em se tratando de alguns casos do microuniverso, não de todos, como o chamado colapso da Função de Onda, ou o efeito “Zeno quântico”, o caso da dupla fenda, na famosa não localidade quântica, isso não ocorre, e assim nossa mente não interfere, e em muitos outros.  Na verdade, o que se descobriu foi que a mente humana possui a faculdade de interferir em alguns, somente em alguns! Experimentos de laboratório do micro universo, ou seja, em alguns, experimentos feitos com partículas da física quântica. Isto, de maneira alguma quer dizer que a realidade do macro universo seja montada por nossa mente. A verdade é que nossos cinco sentidos não percebem toda a realidade ao nosso redor! O melhor e mais simples exemplo disso, ocorre com a percepção que temos das cores, já citada! Os animais humanos veem o mundo como se ele fosse colorido! Quando na realidade, como disse acima! O mundo é mono color, indo do cinza claro ao cinza escuro, os coloridos vistos nas coisas, são na realidade a propriedade que os diversos elementos da tabela periódica, que formam o que chamamos de hádrons, bárions e mésons, ou matéria. Matéria esta, que é formada com os agrupamentos das partículas pesadas, acima, que possuem a propriedade de, quando na forma de matéria, refletir uma ou várias gamas de vibração ou de frequência do espectro visível da luz natural do sol, ou de uma luz qualquer artificial, que vai de: 400 THz até 750 THz ou como se diz em ótica, na faixa da radiação do extremo vermelho até a radiação do extremo violeta da luz. Os princípios que regem a ótica foram descobertos na segunda metade do século XVII por Isaac Newton quando criou a teoria corpuscular da luz, (algo discutível). Já passado tanto tempo, a maioria da humanidade continua pensando que o mundo é colorido, quando na realidade nosso sentido de visão só vê na frequência de 400 Thz que é a faixa do extremo vermelho, até ao extremo violeta na frequência de 750 Thz. Atente, ao que significa um (Thz) = 1 Tera-hertz, que é uma unidade de medida de frequência eletromagnética equivalente a um trilhão de hertz, ou seja, 1012 Hz. Ou seja, 1 seguido de doze zeros. Esse detalhamento, é dirigido unicamente aos leitores leigos em fenômenos eletromagnéticos, aqui, se tratando do campo da ótica.

 

AS DEFINIÇÕES DO QUE SEJA O ESPÍRITO

22”OE”. Aqui nos referiremos ao espírito ou alma de que trata a doutrina espírita e as religiões! Pois, a palavra espírito possui uma variada significação e interpretação, o que faz gerar diferentes significados, e muitos imbróglios, como nos casos das relações de sentido de suas antonímias, sinonímias, e mesmo nas hiperonímias e seus opostos as hiponímias, isto com referência à semântica do verbete “espírito”. Os exemplos são muitos: veja outros casos: “espírito de porco”, referindo-se ao “futriqueiro”, há a expressão, “espírito bondoso, referindo-se à “índole” dos seres em geral! Também, o “espírito iluminado”, onde temos como exemplos: Mandela e Chico Xavier”, existindo seus antônimos e sinônimos. O verbete é de largo alcance e uso, refiro-me quase sempre ao mais em uso, que é o “espírito de porco” que representa a essência dos homens dos três sábios. Homens estes, do “espírito de porco” que representam mais de 99,9% da humanidade, ou seja, pouquíssimos destes 7.800.000 sete milhões e oitocentos mil é 0,01% que ficam de fora. Neste porcentual de 99,9% não estão inclusos ou se referem aos sábios nem aos gênios, mas, refere-se sim, aos homens comuns do 3º) Tipo. Metafisicamente, os conceitos do que seja o espírito, a alma ou a essência dos seres humanos, nos apresenta múltiplos e diferentes significados, a palavra “espírito”, quase sempre é utilizada para se referir ao nosso “eu”, nossa identidade, que também é chamada de nossa personalidade, e também erroneamente, de nossa consciência, pois, a consciência é um estado do espírito e não o espírito em si! O nosso espírito em última instância é nossa “energia vital”, o que abrange, personalidade, consciência, os cinco sentidos, os instintos modernos e primitivos, e mais um bocado de bugigangas que completam nosso “eu”, como as emoções e outras lagartixas que completam o animal humano. A filosofia não segue essa mesma linha e o mesmo caminho de pensamento, devido a vaidade que gera a inobservância dessa mesma energia vital ou “espírito”, como a nossa essência, ou “eu” que forma a individualidade, inclusive dos filósofos perante seus semelhantes humanos, lógico, perante aos carrapatos é que não seria! Existe tanta discordância na área do pensar analítico/filosófico sobre o que seria o espírito dentro da filosofia. Que dentro das gerações de filósofos, a partir da Hélade, século VIII (a.C.), pode-se dizer a partir do século X (a.C.), até hoje, nunca houve um acordo sobre o assunto espírito. O certo é que entre os filósofos nunca existiu um consenso sobre o que seja o espírito. A maioria nega sua existência, principalmente os iluministas, embevecidos com a nascente ciência moderna, que se iniciou no século XVI. E no início do século XIX já estava um pouco mais desenvolvida, embora ainda com pouquíssima tecnologia, essa ciência foi abraçada pelos filósofos ainda sem visão para a verdade da verdade, que não passavam de idiotas que vaidosamente se auto proclamavam “filósofos iluministas”, pois consideravam a nascente ciência como a mãe de todas as sabedorias. Mesmo quando creem na existência do espírito o descrevem e o analisam de forma tão complexa, que foge ao entendimento dos referidos restantes que representam 99,9% da humanidade, existe alguma sabedoria nesse proceder? Estes 99,9% que classifiquei como do (3º Tipo), e que nominei de homens comuns se comportam como uma imensa manada. No entanto já existem vozes discordantes dentro da própria ciência, e são muitas, sendo que existe um grande número de filósofos espiritualistas. Na área da ciência, podemos ver isso facilmente! Estudem a obra do inglês Rupert Sheldrake, e a de Stanislav Grof. Assim poderão observar que dentre os filósofos e cientistas, como disse, também há exceções!  Uma dessas exceções espiritualistas, vemos na obra A Fenomenologia do Espírito de Georg Wilhelm Friedrich Hegel, 1770-1831 podemos observar isso nos conceitos ali expostos: Embora, Hegel fosse um filósofo extremamente complexo, ele é do tipo que chamo de “sonda do pré-sal”, ele vai ao fundo do poço, poço que fica tão profundo que ao elaborar seus questionamentos e proposições ficam tão “aparentemente” complexos, que o comum dos mortais, dificilmente acompanha seus raciocínios, até os estudantes de filosofia no início tem dificuldades com seus arrazoados, novamente refiro-me aos 99,9%. Talvez, ou por outra razão, isto seria coisa de sua própria natureza, Hegel nasceu assim e, ponto. Analisem a cronologia da existência desses filósofos: Immanuel Kant, (1724-1804), Georg Wilhelm Friedrich Hegel, (1770-1831), Arthur Schopenhauer, (1788-1860), sei que posso estar errado, o que não seria surpresa para mim, nem para meus leitores. Vejam onde quero chegar! O pensamento filosófico de Schopenhauer e de Hegel sofreu influência da postura filosofia de Kant, mas somente Schopenhauer foi crítico de Kant, ora! Schopenhauer era uma mente mais aberta, mas, era um pessimista, olhe só para o retrato daquela cara enfezada, (estou brincando), e Hegel era um introspectivo, voltado para dentro de si mesmo, daí, sua complexidade nos raciocínios, enquanto Schopenhauer dedica seu tempo e inteligência à crítica construtiva da obra de Kant. Talvez isso se devesse à complexidade da obra de Hegel, somente pondero, não sendo uma afirmação. O problema é que para se fazer uma crítica de uma obra complexa como a desses mestres, primeiro é necessário transformá-las dentro da mente em obras simples e compreensíveis através de profundas análises. O que ninguém com pouco cérebro o faz! Ao se fazer a crítica de um texto complexo, esta crítica também se torna complexa, e poucos a entenderiam, tornando-a inócua. Então, seria por isso que a maioria das críticas, são feitas aos textos mais simples, ou transformando o texto complexo num texto simples, então sua crítica torna-se simples e inteligível, mas, com perda de conteúdo. O que quero dizer é que os filósofos que se fazem complexos, estão, não sei se propositadamente, se livrando das críticas. Hegel pontificou na ordem do sujeito absoluto, e que dessa forma encontrar-se-ia o “eu” interior, a que chamo de espírito. As interpretações são várias. No ensaio “A Evolução da Vida”, escrito em 2009 em um texto abordei o assunto da evolução da vida, que por ser pertinente ao tema desse ensaio vou transcrevê-lo ipsis litteris. Assim, segue em 23”OE” a transcrição de 2”AEDV”., e em 24”OE” a 3”AEDV”., textos do ensaio A EVOLUÇÃO DA VIDA de 2009

 

23”OE”. 2”AEDV”. Todos os seres evoluem no decorrer do tempo, embora, todos os diferentes organismos evoluam em graus diferenciados, principalmente com referência às espécies animais. A relativamente rápida evolução da enteléquia do “ser” pensante, ocorrida nestes últimos 300 “trezentos” mil anos, (sendo rápida com relação à evolução das outras espécies animais). Este pobre e, ainda pouco evoluído “ser” pensante, refiro-me aos que vivem embevecidos com a ciência, pode-se perceber que atualmente há uma verdade diante dele, verdade esta, que ele prima por não reconhecer, que é a verdade da existência do “espírito”. Enquanto ele estiver embevecido com a nascente ciência, que mal dá os primeiros passos e, ainda está se iniciando, pois, só temos na realidade, 500 “quinhentos” anos de ciência. Enquanto prevalecer a “vaidade”, como parâmetro maior a influenciar o seu comportamento como “ser” pensante. Este “Ser”, não poderá entender que sua ciência ainda está nos cueiros! Ainda está mamando. Como disse, essa vaidade não seria de todos os homens de ciência, mas sim, daquele homem vaidoso que se nomina e pensa que é um cientista. Não faz mal lembrar que, a sabedoria é inimiga da vaidade, não existe, e nunca existirá um sábio vaidoso. Vamos repetir! Com a mais absoluta certeza, um homem vaidoso nunca será um sábio, por oposição, se for um sábio não poderá ser um homem vaidoso. Por isso é que nos referimos aos “pseudoscientistas” vaidosos, e que nunca poderão serem homens sábios.  Os verdadeiros e reais cientistas estão fora dessa questão, completamente fora! Não há como este “ente” vaidoso compreender que a evolução do (Ser) só acontece quando a evolução for atuante em nossa essência ou espírito. Certamente, pelo fato dele como vaidoso, só acreditando na ciência, desconsiderará a existência do espírito. Voltemos a fenomenologia heideggeriana, observe que este “Ser” nalguns momentos, não é referido pelos analistas como o “ente” a que se reporta Heidegger. Assim, aqueles que fazem a análise do (Ser) e do “ente”, embora não reconheçam o fato de não os distinguirem, são os possuidores do “Ser” ou “Espírito responsável pelo fenômeno da existência humana. A interpretação do que seja o fenômeno da consciência/existência do “ser” ou “ente”, foi proposta no estudo, criado e chamado por Husserl de fenomenologia. Mas, ambos, continuam sob análise. Se não os entendermos como facetas de uma mesma entidade, que é o (“Ser” interior não material), e que noutros momentos e sob outra visão, este mesmo “ser/ente”, nós os nominamos de “Eu” material, noutros, de consciência, portanto imaterial. Aí então, somos obrigados a fazermos a pergunta a nós mesmos! Como um (Ser) sem nenhum vestígio de autoconhecimento, como o homem moderno, unicamente por não buscar se autoconhecer, passa a não entender que este (Ser) e “ente” a que se reporta Heidegger, seria sob este outro enfoque, um (Ser) trino? Sendo composto de: (A) o (Ser) ou “eu” material, (B) o (Ser) imaterial, ou “eu” cognitivo ou “espírito”, ou nossa consciência e (C) o (Ser) criado em nós, desde a infância ou nossa personalidade. Notadamente, estas questões estarão presentes quando tratarmos do (Ser) e do “ente” a que se reporta os estudos da fenomenologia. Sabemos que Martin Heidegger foi um filósofo estudioso dos fenômenos ontológicos, concebidos por seu mestre Edmond Husserl. Mestre e aluno discordaram em pontos relevantes em que estão contidos os princípios da questão fenomenológica de Edmund Gustav Albrecth Husserl, (1859-1938) nalguns pontos diferiam e muito, dos princípios depois propostos por Heidegger sobre a fenomenologia com reflexos no existencialismo, sendo as proposições de seu aluno Heidegger, causa de alguns dos conflitos filosóficos entre os dois. Vejamos o que nos diz o professor Newton Zuben da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, sobre o assunto fenomenologia.

 

24”OE”. 3”AEDV”. O professor Newton Aquiles von Zuben, Doutor em Filosofia pela “Université Catholique de Louvain, Belgique”, em (1970). Professor Titular (aposentado) da Unicamp, também, Professor da Faculdade de Filosofia da PUC de Campinas, nos faz ver que não há uma separação definida do “Ser” e do “ente” de Heidegger. Ele, Newton Zuben nos diz textualmente: - [... O ser é um conceito evidente. Não passível de definição, este “Ser” estaria, no entanto, incluído em todo enunciado a propósito de qualquer ente. E mesmo em qualquer comportamento humano, seja em relação ao próprio homem, seja em relação a outro ente, o que envolve certa compreensão do que seja o “Ser”). Se assim é, por que ainda nos inquirirmos sobre um significado que a todos é patente? Ora, para Heidegger, é exatamente essa compreensão imediata e “ordinária do ser” incluída em todo comportamento do homem em relação a si mesmo e em relação aos entes, o que suscita a necessidade de uma explicitação...]. - Aqui o professor Newton Zuben nos expõe a necessidade da separação do (Ser) e do “ente”, de Heidegger, quando dos diz: (a propósito de qualquer ente). O próprio Martin Heidegger nos diz que: - [... O fato de vivermos de imediato numa certa compreensão do ser e de, ao mesmo tempo, permanecer o sentido do ser envolvido de obscuridade, demonstra a necessidade fundamental de submeter a questão do (Ser) a uma repetição....-]. (HEIDEGGER. 1960, p. 4). Este 23”OE”., foi escrito em 2009

 

A PERCEPÇÃO DO SAGRADO PELOS HOMENS

25”OE”. Hoje, 16/11/2020, recebi um e-mail de uma pessoa muito especial, especialíssima, o CCA. Com absoluta certeza, vive na atualidade o maior teósofo brasileiro, Carlos Cardoso Aveline, CCA como se denomina, onde ele trata exatamente do assunto das percepções do Sagrado, isto, num curto texto, assim ele se expressou a respeito da relação do humano com o Divino e com a Sabedoria, onde conduziu seu pensamento com muita humildade e extrema sabedoria. Vamos ao texto do Mestre CCA: “[... “A Experiência Direta do Sagrado”. A busca da sabedoria é uma coisa, e a busca do Sagrado é outra. A sabedoria está implícita na percepção do sagrado. A percepção do Sagrado está implícita na sabedoria. Ainda assim, são duas coisas diferentes. É mais fácil falar da sabedoria. Se experimentamos diretamente o que é divino, podemos sentir que dizer qualquer coisa a respeito, mesmo para nós mesmos e apenas em pensamento, seria um modo de perder a sintonia com a energia do Sagrado, e de distorcê-la. É desta maneira que os reais segredos são mantidos. Eles pertencem a seus próprios níveis de consciência e não podem ser transportados ou traduzidos para dimensões mais grosseiras. Seria o mesmo que pretender fritar neve, ou prender ar puro em um quarto pequeno com portas e janelas fechadas. Há uma diferença entre ver diretamente, o nascer do sol e olhar para uma foto do sol, tirada quando ele estava surgindo no horizonte. Além disso, a experiência direta do mundo Sagrado é uma coisa, e a maneira como ela vem até o buscador é outra coisa. Na escada entre céu e terra, algumas energias sobem, outras descem. Quando a experiência do sagrado vem até alguém, ela responde ao bom carma da busca realizada, e usa a energia criada pelo esforço na direção do mais alto; mas a usa de uma maneira inesperada e transcendente. O sentimento do Sagrado sugere para cada buscador algo que lhe é familiar. Trata-se de um sentimento íntimo. Ele ocorre no nível mais interno e verdadeiro do “eu”. A pessoa em seguida sabe que não poderia explicar esta experiência para mais ninguém. Ao mesmo tempo, a experiência Sagrada traz consigo mudanças e potencialidades que fluirão de modo natural desde o interior da sua própria alma, moldando sua experiência vivencial. O convívio com o Sagrado dá a você um sentido de paz, tranquilidade e força. Desperta-lhe mais humanidade “quietude e humildade”, uma profunda e imensa satisfação de ser pequeno. ...]”. A humildade é uma eterna irmã da sabedoria, a humildade faz com que tenhamos uma visão do que seja o tempo, num sentido ilimitado, conforme nos demonstra Pietro Ubaldi.

 

Nota (1)

26”OE”. Repetindo. O grande problema da subespécie “homo sapiens sapiens”, indiscutivelmente, é sua pouca evolução espiritual e biológica. Como seres pensantes só existimos desde 300 mil anos atrás, (uma isca de tempo), ainda somos tão pouco evoluídos que ainda utilizamos a fala, e essa fala somada  a todas as imperfeições das diversas línguas existentes no planeta, lembrando que segundo a instituição que publica estudos sobre todas as línguas faladas no planeta o “Ethnologue” editado desde 1951 - hoje, são 6.912 – (seis mil novecentos e doze) línguas. Nós as utilizamos como único meio de comunicação! Enquanto a nossa espécie possui latente, “dentro de si”, o dom da premonição e da telepatia, isto, já foi comprovado nos grandes laboratórios de neurociência das maiores Universidades do planeta. É de se esperar que no futuro nossa espécie passe a utilizar a telepatia e abandone a fala, este instrumento rudimentar e imperfeito de comunicação. Se utilizássemos a telepatia, como meio de comunicação desde o princípio da criação do pensamento, (onde todos leriam a mente de todos), com certeza a sociedade humana não teria escolhido as guerras como meio de garantir e processar seu desenvolvimento. E óbvio, não haveria exércitos, polícias, empresas de segurança, não haveria ministros da justiça, aqui no Brasil, conhecidos atualmente como vampiros da nação, não haveria juízes, promotores, meirinhos, advogados, e outros verdadeiros penduricalhos da justiça. O resto é pura vaidade e burrice dos homens, tudo reflexo do instinto de propriedade e posse do “homo sapiens sapiens” instinto este, adquirido quando ainda “homo erectus, há mais de 2 milhões de anos. A subespécie “homo sapiens sapiens” ainda se encontra em um baixíssimo grau de evolução, simplesmente ainda somos selvagens. Um dia, em tom de troça e a título de brincadeira, disse a um grupo  de amigos que imaginassem um disco voador ou “OVNI”, pairando sobre um campo de futebol em dia de jogo, e os ETs olhando para baixo veriam 23 “seres” correndo atrás de uma esfera, um deles com outra vestimenta, com um instrumento estridente na boca querendo falar com todos os outros 22, ao olhar para as arquibancadas veriam milhares se aos tapas e se esmurrando, muitos com pedaços de pau nas mãos trocando cacetadas com todo mundo, isto, sem nenhum exagero. Pois, é o que acontece sempre nos estádios de futebol! Agora eu vos pergunto! Estes ETs vão pensar que somos uma sociedade de seres mentalmente sadios ou uma cambada de malucos? Para que possas ver claramente essa verdade, basta somente analisar o comportamento da sociedade que vive em tua cidade, e à tua volta. Fiz essa brincadeira dos ETs, para um grupo de amigos, uma pessoa presente, comentou à parte, com um amigo, que eu era um idiota, pois acreditava em ETs, fiquei sabendo depois que era professor de uma famosa instituição de ensino. O grau de entendimento desse senhor me confirmou o que Leonardo da Vinci, Schopenhauer e Leon Tolstoi pensavam sobre a maioria da humanidade.

 

OS ESPÍRITOS SÃO SERES INTELIGENTES, MAS, COMO FORAM CRIADOS, SÓ SÃO ETERNOS NA DIREÇÃO DA SETA DO

FUTURO. DAÍ, A SUA DIFERENÇA DA DEIDADE

27”OE”. As histórias das primeiras crenças da humanidade se perderam na noite dos tempos. Mais novas que as crenças já estruturadas na forma de religiões, essas surgiram somente depois que a sociedade se tornou sedentária. O homem sempre temeu as forças da natureza, tudo que seu entendimento não conseguia esclarecer ou assimilar tornava-se um mistério, quando desenvolveu mais seu entendimento, esse mistério era debitado à uma ainda, débil estrutura de uma divindade. Naturalmente, que todas essas histórias se perderam nas brumas do tempo, pois, a escrita só apareceria bem depois, enquanto os homens foram nômades, com os afazeres da caça e coleta, não lhes permitia “sobra de tempo”, que depois chamamos de ócio, para inventarem a escrita. Interessante, os primeiros sinais gráficos feitos pelos sumérios não foram para registrar a fala, mas, sim, para registrar e contabilizar a produção das lavouras dos Reis da Suméria. Quando os homens ainda eram nômades, e mesmo os primeiros povos sedentários, todos temiam, e ao mesmo tempo adoravam os trovões, as tempestades, os rios, a floresta, a montanha, a noite, o dia, a lua, o sol, alguns destes astros eram adorados e considerados como deuses. Com o pouco desenvolvimento das primeiras sociedades, os povos primeiramente consideravam as diversas deidades como sendo femininas. Era inconcebível um deus masculino, para a mentalidade dos povos da época, somente a entidade feminina, “a mulher” era capaz de um ato divino como a procriação. Ao contrário, ao homem era debitada toda a responsabilidade pelos resultados das ações da caça e da guerra, como a morte, a dor o sofrimento e a maldade, assim, no princípio, não havia como haver deuses masculinos. A deidade masculina ou “Deus”, surgiu mais tarde com as religiões dos ocidentais

 

28”OE”. Neste ensaio sobre o “Espírito” buscaremos inspiração na simplicidade e na inteligência da “Verdade da Verdade” para nos orientar nessa caminhada. O homem ao adquirir o espírito, adquiriu a inteligência e, junto com esta, o maravilhoso dom de pensar. Fundamentados no fato de que desde o início nada mais somos que espíritos em evolução, e que desde esse início perguntamos sobre o que somos, a razão e a lógica, nos diz que só teremos uma resposta conclusiva quando estivermos suficientemente evoluídos para conseguirmos entender esta resposta. Por enquanto teremos que nos satisfazer com as respostas dadas por nossos imprecisos, singelos e despretensiosos estudos.

 

A MAIS APROPRIADA DAS MANEIRAS PARA SE ENTENDER O QUE SEJA E, ADQUIRIR ESPIRITUALIDADE, COM CERTEZA É LENDO A MAGISTRAL OBRA DE ALLAN KARDEC

29”OE”. Nossa sabedoria facilita, mas, a nossa vaidade somente dificulta nossa inteligência entender a verdade e ver que a inteligência da “Inteligência Cósmica” suplanta tudo o que possamos imaginar a respeito dessa mesma “Inteligência Cósmica”. Trataremos agora do nosso “Espírito”! Um grande espírito no século XIX passou por esse planeta, para esclarecer e codificar tudo que se relacionasse com a verdade da existência dos espíritos. Ele recebeu o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail, (1804-1869), de acordo com uma entidade espiritual, em um passado remoto, ele foi um celta que possuía o nome de “Allan Kardec’, em uma de suas obras: “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de abril de 1864 está escrito numa de suas páginas que: Toda a verdade não será revelada aos homens. Creio eu, que exatamente por estes ainda não possuírem evolução suficiente para assimilar a grande “Verdade”. Como essa é a maior e a mais lógica de todas as doutrinas que tratam do que seja a essência dos espíritos, sendo essa a doutrina que mais ampliou o conhecimento dos homens sobre os espíritos, sobretudo, um conhecimento com fundamento na razão e na lógica. Pois, até hoje, nada foi criado nem mesmo semelhante pelos homens ao longo dos milênios, nada nem sequer parecido com a Codificação da Doutrina Espírita. No final desse marcador de leitura abordaremos alguns aspectos da Codificação da “Doutrina Espírita” feita em meados do século XIX por Allan Kardec. Esse ensaio não foi pensado, nem foi escrito como uma apologia ao espiritismo, mas, o valor “da doutrina do espiritismo” é tão grande, mas, devido a tão falada e pouca evolução dos seres falantes, que ela até hoje, é pouco compreendida. Temos, no entanto, que admitir e compreender que na verdade esse ensaio não representaria a verdade, se por vaidade ou por qualquer outro motivo, nele, nos omitíssemos de falar sobre a codificação do espiritismo. Toda e qualquer pessoa com razão e bom senso, que tiver a oportunidade de tomar conhecimento da existência da obra de Allan Kardec, composta por cinco livros principais, conforme já listados em 6”OE”, lista que segue adiante: Essas obras formam a codificação da Doutrina Espírita: 1) O Livro dos Espíritos, de abril de 1857 – 2) O Livro dos Médiuns, de janeiro de 1861) – 3) O Evangelho Segundo o Espiritismo, de abril de 1864) – 4) O Céu e o Inferno, ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo, de agosto de 1865) – 5) A Gênese, ou Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo, de janeiro de 1868).  Também foi publicado em Paris, o livro, “Obras Póstumas” em 1890. Sendo uma publicação de grande valor, como tudo que se referir ao espiritualismo da espécie, nessa obra encontramos uma rápida biografia de Allan Kardec. Minha opinião sobre o assunto espiritismo, é de que o esclarecimento trazido pelo codificador sobre o espiritismo, chegou muito cedo ao homem, pois a evolução da subespécie “homo sapiens sapiens” ainda está muito pouco evoluída, eu digo sempre que o homem saiu das cavernas, por medo das doenças com origem na falta de higiene, e não por evolução! Não foi a evolução que expulsou os homens das cavernas. Mas sim, a sua pouca evolução! A espécie ainda vive de fazer guerras fraticidas, pregar e levar o espiritismo à grande massa da humanidade, praticamente num contexto geral, seria, como diz a bíblia, jogar pérolas aos porcos. Sem desmerecer os selvagens, o homem ainda é um selvagem. Um marido mata toda a família por ódio da mulher que o traiu. Uma esposa mata o marido por ciúmes. Um pai desentende com um filho e o mata. Um filho mata o pai para abreviar o recebimento da herança. Simplesmente a espécie ainda não evoluiu suficientemente para receber e praticar o amor “Crístico” pregado pela Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec, com o auxílio dos espíritos. Assim Kardec estava certo, quando nos informa no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, que toda a verdade não seria revelada aos homens. O motivo disso salta aos olhos dos humanos já atentos e mais evoluídos; verdade, que não poderia ser toda revelada devido à pouca evolução espiritual da maioria dos homens. Desde ainda muito jovem, tive a sorte de conviver com pessoas cultas e evoluídas espiritualmente. Tive acesso aos clássicos do espiritualismo, como, A Grande Síntese de Pietro Ubaldi, A Voz do Silêncio e A Doutrina Secreta de Helena Blavatsky, o Mahabharata, de Krishna Dvapayana Vyasa e nesse o Bhagavad-Gita, tendo como tema principal a batalha de Kurukshetra, onde o Deus Krishna é o cocheiro da Biga e aconselha Arjuna na batalha. Voltemos ao espiritismo codificado no meio do século XVIII por Kardec. Na verdade, julgo ser desnecessário comentar a codificação do espiritismo, e isto, por qualquer pessoa. Para melhor e mais facilmente compreendê-lo em toda sua magnificência e verdade, como disse, o melhor caminho seria ler a inigualável e portentosa obra de Hippolyte Léon Denizard Rivail, o Allan Kardec.

 

Edimilson Santos Silva Movér 

Maiquinique, Bahia

28/09/2021

Vitória da Conquista, Bahia

03/10/2021

Maiquinique, Bahia

12/10/2021

 


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