domingo, 29 de julho de 2018

AS CRENÇAS BUDISTAS E A OBRA DE OLCOTT - ENSAIO (57)


DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR

Subsérie: Ocidentais estudando, desvendando os fundamentos e universalizando os princípios das ciências esotéricas orientais, para levar ao conhecimento de todos os povos, de todas as nações do planeta. 

AS CRENÇAS BUDISTAS E A OBRA DE OLCOTT 

INTRODUÇÃO

1”ACBEAODO”. Dando prosseguimento a estas singelas abordagens sobre as ciências esotéricas orientais, com foco nas crenças dos inteligentes povos indianos, que num passado bastante remoto entre 2 mil e 500 anos (aC.), criaram a mais vasta produção de escritos sagrados do hinduísmo com caráter religioso do planeta, os mais antigos são os escritos em sânscritos chamados “Vedas” , eles são em número de 4 “livros”, O Rigveda; o Veda dos hinos, sendo o Veda mais antigo escrito entre 4000 e 2500 anos atrás. Os outros três escritos o seguiram. O Yajurveda; o Veda do sacrifício. O Samaveda; o Veda dos cantos rituais. E o Atarvaveda, o Veda dos sacerdotes. Relendo o Mahabhárata, e, óbvio o Bhagavad-Gita, e alguns textos esparsos de alguns dos Upanishads, resolvi escrever alguns ensaios sobre os fundadores da Sociedade Teosófica: William Quan Judge; 1851-1896. Henry Steel Olcott; 1932-1907, e Helena Petrovna Fadeef Von Blavatsky; 1831-1891. Antes desses ensaios já tinha abordado o tema Jiddu Krishnamurti e o Autoconhecimento, noutro ensaio. Postado nos Blogs em - 22/05/2014 -. Desta feita, referir-me-ei à obra do outro personagem masculino, Henry Steel Olcott, que juntamente com Helena Petrovna Fadeef Von Blavatsky  e William Quan Judge  fundaram o que se tornou na atualidade a maior organização esotérica do planeta, a que nominaram, e que ainda hoje é denominada de: Sociedade Teosófica. Olcott nasceu em Orange, Nova Jersey, Estados Unidos em 2 de agosto de 1832  – e faleceu em 17 de fevereiro de 1907 em Adyar, Madras, Índia, O Coronel Olcott era escritor, advogado, teósofo, jornalista, e sobretudo um erudito e especialista em conhecimentos esotéricos orientais. Alcançando a Presidência da Sociedade Teosófica, Olcott nasceu e cresceu na fazenda Eddy do seu pai em Nova Jersey. Em 1860, ele casou-se com Mary Epplee Morgam e tiveram três filhos. Olcott trabalhou como editor no joprnal New York Tribune, escrevendo artigos sobre diversos assuntos, entre os quais noticiava fatos sobre o movimento espiritualista estadunidense. Ele serviu no exército durante a Guerra de Secessão, onde obteve a sua patente de Coronel. Ele também publicou uma genealogia da sua família que traçava uma linha direta entre ele e Thomas Olcott, um dos fundadores em 1636 de Hartford, capital do estado americano de Connecticut. Sua principal obra foi a “A Buddhist Catechism”, publicada em 1881. Foi o primeiro tratado dos fundamentos do Budismo em língua ocidental, “inglês”. Donde advém seu grande valor como obra religiosa, principalmente na difusão atual do Budismo pelo resto do mundo. Quando chamo o esoterismo de ciência, o faço no sentido de que seja entendido como “conhecimento”, e não como ciência na acepção do termo. O que não o impossibilita de ser uma ciência! Num enfoque léxico o termo esoterismo possui o seguinte significado: [...Atitude doutrinária, pedagógica ou sectária, segundo a qual certos conhecimentos, (relacionados com a ciência, a filosofia e a religião), não podem, ou não devem ser vulgarizados, mas sim, comunicados a um pequeno e seleto número de iniciados em ciência, doutrina ou prática baseada em fenômenos sobrenaturais...] O verbete “ciência” aqui utilizado neste ensaio! Não pode ser tomado ao pé da letra, um fato ou um proceder esotérico é infenso a uma análise de laboratório ou a uma comprovação matemática. Mover.

A OBRA DE OLCOOT

2”ACBEAODO”. O Coronel e advogdo Olcott, após se mudar para a Índia em 1878 com a notável senhora H.P. Blavatsky, ocasião em que transferiram a sede da Sociedade Teosófica para a Cidade de Chennai no bairro de Adyar, logo após, Olcott dirigiu suas atividades, principalmente sua ação humanista, para o Sri Lanka,  onde construiu várias escolas budistas, sobressaindo o Colégio Ananda, o Colégio Nalanda, o Colégio Dharmaraja e o Visakha Vidyalaya. Após a sua morte, a presidência da Sociedade Teosófica passou a ser exercida por Annie Besant. O que já implica noutro capítulo da Teosofia. Olcott difundiu e uniu o Budhismo em torno de uma unidade doutrinária contida em seu “Magnum opus” (A Buddhist Catechism, editado em 1881). Este “Grande Trabalho”, O Catecismo Budista, foi aprovado pelos grandes mestres do esoterismo do Japão, Birmânia, Ceilão em Chitangong e em Lankara em Bangladesh. Os fundamentos do Catecismo Budhista de Olcott foram compilados com base em seus estudos pessoais feitos no Ceilão e, em parte fundamentados nas seguintes obras: TEXTOS DE VINAYA, de Davids e Oldenberg. - LITERATURA BUDDHISTA CHINESA,  Beal - CADEIA DE ESCRITURAS BUDDHISTAS, Beal - PARÁBOLAS DE BUDDHAGHOSA, Rogers - LENDAS DO NASCIMENTO DO BUDDHISMO, Fausboll e Davids - LENDA  DE GAUTAMA, Bigaudet - BUDISMO CHINÊS, Edkins - KALPA SUTRA E NAVA PATVA, Stevenson - BUDA  E O  PRIMITIVO BUDISMO, Lillie -  SUTTA NIPATA, Sir Coonara Swami – NAGANANDA, Broyd - KUSA JATAKA, Stelle - BUDISMO, Rhysd Davisd - DHAMMAPADA, Fausboll e Max Muller - HISTORIA ROMÁNTICA DE BUDA, Beal - UDANAVARGA, Rockhill -  DOCES SETAS BUDISTAS JAPONESAS, B. Nanjio - O EVANGELHO DE BUDA, Paul Carus - O DHARMA, Paul Carus -  INDIA ANTIGA, R.C. Dutt -  AS SÉRIES DE “LIVROS SAGRADOS DO ORIENTE” Edição de Max Muller - E A ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA. 

O COMPORTAMENTO DOS CHEFES RELIGIOSOS POR

TODO O PLANETA, EM TODOS OS TEMPOS.

3”ACBEAODO”. Estes esclarecimentos acima são tão somente para uma melhor e real avaliação desta Grande Obra de Henry Steel Olcott. Entendamos que esta obra seja uma representação da crença Budista sim, mas, tão somente uma síntese da crença Budista, constando de 380 perguntas e suas 380 respectivas respostas, portanto, uma soma de 760 (perguntas e respostas). Como os fundamentos religiosos dos meus leitores em sua maioria são cristãos! Listarei somente as 14 proposições constantes no final do Catecismo. Algumas destas proposições, onde nas quais podemos observar uma lídima coerência com os princípios morais do cristianismo. Esta coerência é decorrente do fato singular de que todas as grandes religiões do planeta seja ela de qualquer povo e época, todas possuem sua base moral num único fundamento, que é o (Amor ao Próximo). Principalmente o fundamento da “máxima”: Só desejarei ao meu próximo o que desejo para mim. Nisto, e somente nisto, todas as religiões são exatamente iguais, no oriente e no ocidente. Não creio que as religiões tenham sido criadas para a divisão dos povos, mas, podemos constatar estarrecidos ou não, conforme nossa formação religiosa, ou mesmo conforme nosso desenvolvimento intelectual ou espiritual! Que seria exatamente isto, a divisão dos povos que elas provocam! Como entender o que as religiões tem feito até hoje, propositadamente ou não! Através dos 100 “cem”, séculos em que decorreu a história da civilização do homem moderno até aos dias de hoje, quanto a um tempo anterior a civilização iniciada com a agricultura, isto não é possível saber! Pois, os parcos vestígios encontrados nos fósseis desses povos, na maioria das vezes mal interpretados por cientistas vaidosos e em busca de fama, assim somos inundados de interpretações erradas que não nos dizem muita coisa. O poder separatista das religiões é notado até mesmo dentro das comunidades humanas modernas, erroneamente nominadas de selvagens. As crenças de todos os povos, do oriente e do ocidente, ao longo dos tempos, nos revelam histórias de guerras, crimes, genocídios, perfídias e horrores. É difícil saber se as religiões causaram à sociedade humana, mais benefícios ou mais malefícios. Os problemas das religiões, não são as religiões, nem seus dogmas ou seus fundamentos! São os homens que as praticam! Quase sempre, ou mesmo sempre, maldosos e vaidosos, preocupados mais com seu próprio bem estar, que com o bem estar de suas ovelhas. Isto é o que se vê pelo mundo afora. Movér. O texto do Catecismo Budista de Henry Steel Olcott é composto de 360 perguntas e suas 360 respostas, que por motivos óbvios aqui não serão listadas, listarei somente, quatorze proposições, ou crenças fundamentais do hinduísmo e do budismo. 

ANEXO AO TEXTO PRINCIPAL.

Em palavras do Olcott.

4”ACBEAODO”. O texto das quatorze proposições de fé que foram aceitas como princípios fundamentais, tanto no budismo do Norte como no do Sul, por comitês autorizados, “aqueles” que se submeteram, pessoalmente a tal importância histórica, que eu a adiciono a esta edição do Catecismo budista, como um apêndice. Recentemente, ele me informou sua Excelência, o Príncipe Ouchtomsky, Russo orientalista erudito que o traduziu no local, ser este o documento principal.  Lamas dos grandes mosteiros mongóis, afirmaram que seria aceito estas quatorze proposições inseridas aqui, com a única exceção de que eles acreditam que a data do advento do Buda ter sido vários milhares de anos antes do que eu fixo. Se este fato surpreendente não tivesse chegado de tão longe ao meu conhecimento. Será que o Sangha Mongolian confunde o tempo real de Sakyamuni com seu antecessor anterior? Seja como for, ele quer, é um fato muito encorajador que o mundo inteiro budista, e agora unidos, pelo menos em acatar e conhecer e entender estas quatorze proposições a seguir listadas. Como parte do fundamento basilar do Budismo. E aqui apresentado por H. S. OLCOT.     

RELAÇÃO DOS 14 FUNDAMENTOS DAS CRENÇAS BUDISTAS

      5”ACBEAODO”. Aqui se inicia a relação das 14 proposições escolhidas por Olcoot para aprovação dos Corpos Dotrinários orientais conforme segue:

(1) – É um princípio geral para os budistas demonstrar a mesma tolerância, a mesma indulgência e o mesmo amor fraternal para com todos os homens, sem distinção; e também mostrar bondade para com todos os animais.

(2) – O universo evoluiu, não foi criado; opera de acordo com a lei, e não de acordo com o capricho de qualquer Deus.

(3) - As verdades sobre a qual se funda o budismo são naturais. Acreditamos que elas têm sido ensinadas em sucessivos kalpas, ou períodos de mundo, por certo, por seres iluminados chamados Budas, cujo nome significa "Iluminado".

(4) – O quarto Instrutor do presente kalpa ou Shakyamuni foi Gautama Buda, que nasceu em uma família real na Índia cerca de 2.500 anos atrás. É uma figura histórica e seu nome era Siddhartha Gautama.

(5) – Sakyamuni ensinava que a ignorância produz o desejo, e que o desejo não satisfeito é a causa do renascimento, e o renascimento é a causa do sofrimento. Para se livrar do sofrimento, portanto, é necessário se livrar do renascimento; e para se livrar do renascimento deve-se extinguir o desejo; e para extinguir o desejo, você tem que destruir a ignorância.

(6) - A ignorância gera a crença de que o renascimento seja uma coisa necessária. Quando a ignorância é destruída, se reconhece a degradação que representa cada um desses renascimentos reconhecidos e considerados como um fim, em si mesmos; assim, se reconhece a suprema necessidade de se adotar um modo de vida pelo qual seja abolida a necessidade de tais renascimentos repetidos. A ignorância gera também a ideia ilusória e ilógica que só existe apenas uma existência disponível para o homem; e esta é outra ilusão de que esta vida é seguida pelos estados de prazer ou de imutável tormento.

(7) - A dissipação de toda essa ignorância pode ser alcançada pela prática perseverante de um abrangente altruísmo na conduta por um desenvolvimento da inteligência e da sabedoria pelo pensamento e pela destruição dos desejos e dos prazeres pessoais inferiores.

(8) - Sendo o desejo de viver a causa do renascimento, quando esse desejo se extingue, os renascimentos cessam, e o indivíduo aperfeiçoado alcança pela meditação esse estado superior de paz chamado Nirvana.

(9) - Sakyamuni ensinou que a ignorância pode desaparecer e alijar-se do sofrimento, pelo conhecimento das quatro Nobres Verdades, a saber:

Um- As calamidades da existência

Dois- A causa produtora do sofrimento é o desejo sempre renovado, nunca satisfazendo a si mesmo, e incapaz de alcançar este fim.

Três- A destruição desse desejo, ou a separação de um deles.

Quatro- Os meios de se obter essa destruição do desejo. Constituem o Nobre Caminho Óctuplo indicado por Sakiamuni, a saber: Reta Crença; Reto Pensamento; Discurso Congruente;

Ação Correta; Modos de Vida Retos; Esforço Correto; Recordação Perfeita; Meditação Correta.

(10) - A Meditação correta leva à iluminação espiritual, ou ao desenvolvimento dessa faculdade de semelhança com o Buda que está latente em cada homem.

(11) - A essência do Budismo, como resumiu o Tathagatha (o próprio Buda). É composta por: Cessar de fazer o mal, Conseguir a virtude e Purificar o coração.

(12) - O universo está sujeito a uma causalidade natural conhecida pelo nome de "Karma". Os méritos e deméritos de um ser em existências passadas determinam sua condição no presente. Cada homem ou mulher, pois, preparou as causas dos efeitos que agora experimenta.

(13) – Os obstáculos para adquirir um bom karma, podem ser afastados com a aplicação dos seguintes preceitos, que estão incluídos no código moral do budismo, a saber:

A- Não matar;

B- Não roubar;

C- Não se entregar aos prazeres sexuais ilícitos;

D- Não mentir;

E- Não tomar drogas ou licores intoxicantes.

Há cinco preceitos que não é necessário aqui  enumerar, para observância daqueles que queiram alcançar mais rápido do que o leigo comum, a livrança da dor e do renascimento.

(14) – O Budismo repudia a credulidade supersticiosa. Gautama Buda ensinou que era o dever do pai que seus filhos sejam educados na ciência e na literatura. Ele também ensinou que ninguém deve acreditar no que diz nenhum sábio, ou que está escrito em algum livro ou afirmado pela tradição, a menos que seja de acordo com a razão. Elaborado como uma agenda comum e que todos os budistas possam aceitar.

H. S. Olcott, P. S. T. 

RELAÇÃO DAS AUTORIDADES E SACERDOTES HINDUISTAS E BUDISTAS QUE ACEITARAM AS PROPOSIÇÕES DE OLCOOT

6”ACBEAODO”. Respeitosamente submetido à aprovação dos Sumos Sacerdotes das nações que representam em diferentes formas, a Conferência budista em Adyar, Madras, nos dias 8,9,10, 11 e 12 de Janeiro 1891

Ano (2434 de Budismo).

JAPÃO Kozen Gunaratana

Chiezo Tokuzawa

BURMA Hmoay Tha Aung U.

Ceilan Dhammapala Hevavitarana

MAGHS DO Chaudra Chowdry Krishna por seu advogado Maung Tha Dwe

CHITTAGONG

Birmânia

Aprovado em nome dos budistas da Birmânia, neste terceiro dia de Fevereiro de 1891 (2434 de Budismo). Tha-tha-na-baing Saydawgy; Aung MYI Shwebón Sayadaw; Me-ga-waddy

Sayadaw; Hmat-Khaya Sayadaw; Sayadaw Hti-lin; Myadaung Sayadaw; Htwe Hla-Sayadaw; e outros dezesseis. Ceilão.

Aprovado em nome dos budistas do Ceilão neste 25 de fevereiro de 1891 (2,434 de Budismo); Mahanuwara upawsatha pusparama viharadhipati Hippola Dhamma Rakkhita Maha Nayaka Sobhitábhidhana Sthavirayan wahause wamha. (Hippola Dhamma Rakkhita Sabhitabhidhana, Sumo Sacerdote da Malvatta Vihare em Kandy.) Assinado: HIPPOLA.

Mahanuwara Asgiri viháradhipati Jatawatte Maha Nayaka-Sthavirayan Chandajottyábhidhana wahause wamha - (Jatawatté Chandajottyábhidhana, Sumo Sacerdote da Asgire Vihare em Kandy). Assinado: JATAWATTE.

Sri Sumangala Hikkaduwe Sripádastháne saha Kolamba paladar pradhana Nayaka Sthavirayo

(Hikkaduve Sri Sumangala, Sumo Sacerdote do Pico de Adão e no Distrito de Colombo). Assinado: H. Sumangala.

Maligawe Prachina Pustakáláyadhyakshaka Suriyagoda Sonuttara Sttravirayo (Suriyagoda

Sonuttara, bibliotecário da Biblioteca Oriental do Templo de Tooth Relic em Kandy). Assinado: S. SONUTTARA.

Sugata Sásanadhaja Vinaya Chariya Dhammalankárábhidhána Sthavira Nayaka. Assinado: W. DHAMMALANKARA.

Pawara neruttka Chariya Subhuti Maha Vibhavi de Waskaduwa

Assinado: W.SUBHUTI - JAPÃO

Aceito como parte das doutrinas do Budismo do Norte

Shaku Genyu (Shingon SHU)

FUKUDA NICHIYO (Nitiren SHU)

SANADA SEYKO (ZEU SHU)

QUAN Shyu ITO (ZEU SHU)

Takehana Hakuyo (IODO SHU)

KONO RIOSHIN (JI - SHU SHU)

KIRO KI - KO (IODO Seizan SHU)

HARUTANI Shinsho (Tendai SHU)

Manabe SHUN - MYO (Shingon SHU)

Chittangong

Aceito por budistas de Chittagong Nagawa Parvata Viharadhipati

Megu Guna Wini - Lankara

HARBING, Chittagong, BENGAL 

7”ACBEAODO”. Sucintos comentários moverianos, que vão deste marcador  até o marcador 11”ACBEAODO”.

Estas despretensiosas anotações, são aqui inseridas à guisa de “comentários” sobre as crenças fundamentais do Budismo elencadas por Henry Steel  Olcott.

O item (1) refere-se ao universal princípio do amor ao próximo, onde o Budismo inclui o amor aos nossos irmãos animais. Pois, é vã pretensão do homem, julgar-se único, e mais importante que outra espécie de vida, De vez que somos somente uma ínfima parcela do grande e imenso organismo energético universal que envolve o planeta Terra. E por lógica envolve todo e qualquer planeta onde exista vida, existir qualquer partícula viva. A que chamamos, de “vida”. Este organismo donde se origina a vida , e que eu particularmente chamo de “Corporis Vita”. Movér.

 

8”ACBEAODO”. O Item (2) encerra uma verdade que engloba toda episteme humana, isto, com referência às últimas proposições e descobertas proporcionadas pelos avanços da física quântica, com base em experimentos com o LHC, em Genebra. Realmente o universo não foi criado, ele evoluiu da “energia primordial inteligente” condensada num ponto de escala e dimensão menor que um núcleo de um átomo. Portanto, infinitamente diminuta, próximo de um fenômeno a que a cosmologia chama de “singularidade”, esta singularidade, evoluiu ao longo de 13.81 bilhões de anos, para atualmente ser composta de 68,3% de energia escura, 26,8 de matéria escura e 4,9% da matéria de que somos feitos, nós, e nossa inteligência, e o restante do universo material, conhecido também como cosmos. Movér. 

9”ACBEAODO”. Do Item (5) ao Item (8) observaremos uma “cíclade”, como um ciclo ou um Oróboro de proposições: ignorância, + desejo, + renascimento, sofrimento, onde o Budismo nos propõe eliminarmos a ignorância que elimina o desejo, sem o desejo fica eliminado o renascimento sem o renascimento fica extinto o sofrimento, alcançando o “Ser” o nirvana ou a verdade absoluta. Esta “verdade absoluta” foge ao meu entendimento, com certeza, devido à minha pequenez evolutiva. Observem que eles dizem: O indivíduo aperfeiçoado. Este raciocínio fez-me lembrar do Oróboro do esoterismo e da alquimia, uma serpente devorando a si mesma, pela cauda. Os Itens (9) e (10) contém um ensinamento numa fórmula simples para se conseguir atingir o ápice do desenvolvimento do homem, que segundo o Budismo é deixar de renascer. O Item (11) relata com mais simplicidade ainda a síntese da síntese do Budismo, a que o Tathagatha numa tríplice recomendação nos mostra o que seria e é, a essência da essência do Budismo. Releia-o! Os Itens (12) e (13) tratam do carma, assunto já abordado no ensaio A Lei do Plantio e da Colheita, tratado no último ensaio, onde trato da obra de William Quan Judge. Finalmente, o Item (14) trata da principal recomendação do Budismo e também de Alan Kardec aos espíritas! Não ser supersticioso e usar sempre a razão. Movér. 

10”ACBEAODO”. A beleza do Budismo está em sua extrema simplicidade, coerência e pureza. Estudei por toda minha vida, o Cristianismo, este, todos conhecem, dispensa comentários, o Zoroastrismo, no Avesta ou Zend/Avesta como denominam encontrei uma oração sem fim.  O Hinduísmo dos Brâmanes, o Rigveda do “Ser” cósmico primordial me prendeu a atenção! O Bagavad Gita é muito bonito, só que Krishna escolheu o fragor da batalha de Kurukshetra para ensinar a Arjuna seus preceitos. Não entendi o porquê disso! Deve ser minha mente ocidental, me pareceu uma descrição da grande luta pela existência! O Xintoísmo, como todas as religiões segue a fórmula universal do amor ao próximo. O Confucionismo é de uma pureza e beleza infinita, um homem comum não consegue atender suas máximas. O Espiritismo, não é simples! E anda por caminhos que não nos é permitido normalmente andar! O Taoísmo, por sinal, de Lao Tse é extremamente hermético, mesmo com a ajuda do filósofo Huberto Hohden, seus aforismos continuaram em “parte”, herméticos. Creio que não foram escritos para nosso (hinduísta), Manvântara, 4.320.000.000 de anos ou um ciclo de tempo de Manu, o progenitor da humanidade, conforme o hinduísmo. Ou talvez! Para um novo (budista), Kalpa também de de 4,32 bilhões de anos a iniciar e terminar; não sei quando. Nas crenças indianas principalmente no Hinduismo e no budismo que são concordes com um tempo extremamente alongado, tendo uma conotação diferenciada do restante das religiões do planeta. Aqui vou transcrever um texto com a abordagem sobre o tempo nessas crenças indianas, que segue, e que se encontra na wiki no endereço eletrônico abaixo:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Manvantara#: 

“Um Mavantara (ou Kalpa). Segundo a teosofia; é o período de tempo do ciclo de existência dos planetas em que ocorre atividade. Ele dura, segundo o computo dos “Bramanes” , 4.320.000.000 de anos. (quatro bilhões e trezentos e vinte milhões) de anos. O período de inatividade chamado Pralaya, tem a mesma duração. Tomando 360 Manvantaras e igual número de Pralayas, obtém-se um “Ano de Brahman”. durando no total 311.040.000.000.000 anos. A duração de 100 “cem” “Anos de Brahman” forma uma “Vida de Brahman”, também chamado de Mahamanvantara, durando no total de 3.110414 anos. Este é segundo Helena Petrovna Blavastsky, o período de atividade do Cosmos, seguindo-se um período de inatividade, chamado de Mahapralaya, de igual duração. Fim dos comentários de Movér.

 

Edimilson Santos Silva Movér

Compilou e comentou em 24/06/2014

Santo Estevão-Bahia

Maiquinique-Bahia 11/03/2021

moversol@yahoo.com.br

+55 7799197-9768


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