domingo, 29 de julho de 2018

CARTA A GERALDO ANTUNES CACIQUE - CARTA

CARTA A GERALDO ANTUNES CACIQUE

Caro Amigo, Cacicão

Um dos maiores “Lógicos” dos tempos modernos foi o pensador, filósofo e matemático norte americano Charles Sanders Peirce (1839-1914), este cientista criou a teoria geral das representações sígnicas, levando em conta os “sígnos” em todas suas formas. Foi o real “estruturador” da mais recente ciência criada pelo homem, a “Semiótica”. Isto ainda no século XIX. Quase me esqueci! És um lógico, deves conhecer bem de perto a obra de Peirce. Donde me pergunto! Não seria possível solucionar a extremamente difícil conjectura do matemático e “lógico” Jules Henri Poincaré (1854-1912), através das “deduções lógicas”? Ao que me consta, conjectura esta, até hoje insolúvel! Esta conjectura trata das relações entre os espaços bi e tridimensionais.
Caro Geraldo; voltando ao tema da lógica peirceana, assim é de estranhar que na época da formulação da teoria da relatividade restrita em 1905 e da relatividade geral em 1916, nenhuma das personalidades envolvidas na conceituação matemática destas teorias, (não é uma afirmação minha) mas Einstein não era um gênio matemático. A teoria, que mudaria o conceito do nosso Universo foi por Einstein formulada, totalmente de forma heurística, por isso a formulação matemática da teoria foi elaborado por matemáticos seus amigos. Por que estas pessoas não fizeram uso dos novos conceitos estabelecidos por Peirce no campo da lógica, “talvez” tenha sido devido ao fato de que a obra de Peirce só viesse a ser publicada quase vinte anos depois de sua morte. (Este é o mundo do “talvez”, não é o teu mundo lógico). “Talvez” devido a este procedimento dos matemáticos e do próprio Einstein, então daí viesse a oportunidade de tu expor esta teoria, fundamentada totalmente em “deduções lógicas”.
Conforme bem sabes, os conceitos fundamentais das duas teorias einsteinianas são conceitos extremamente simples, a sua complexidade advém da tradução matemática destes conceitos. Ora! Uma entidade simples tornada complexa pela análise matemática inevitavelmente transformará a simplicidade desta entidade numa complexidade inominável. Verás na obra que ora te remeto que aceito e acato a relatividade como ela nos é demonstrada, verás também que instintivamente preconizo a necessidade de uma reforma na mesma. A relatividade pouco afeta o viver do homem comum, (salvo pela presença deste imenso arsenal nuclear que dorme conosco no nosso eterno passeio pelo espaço sideral). Já a física de partículas afeta diretamente o nosso viver cotidiano, através, principalmente da análise clínica, da ciência da comunicação e da interação dos processos computacionais com a economia do dia a dia do “homo vulgaris”.
 É de arrepiar imaginar as mudanças que a nanotecnologia trará para a sociedade do futuro, mais temeroso ainda é imaginar o que no futuro a biotecnologia e a engenharia genética poderá nos reservar! Será que o processo da evolução biológica poderá ser acelerado com estas novíssimas ferramentas?  
Vamos agora às ilações vivenciais e filosóficas do “Ser”:
Uma galinha retorna do outro lado da pista para morrer no meio do asfalto devido ao seu instinto natural de procurar sempre, em caso de perigo, o caminho já conhecido. O animal senciente, não! Este afrontará todos os perigos, e seguirá em frente, mesmo com o risco da própria extinção.
Até o momento em que te escrevo estas linhas não tive contato com nenhuma abordagem que as “deduções lógicas“ tenha feito da física quântica, esta também merece uma reforma profunda devido a sua riqueza de paradoxos e incoerências. (Naturalmente, não conheço toda a obra ou todas as idéias do surpreendente “Cacicão”). (Veja nas palavras que dirijo aos meus familiares, logo no início do ensaio, o que penso sobre o conhecimento entre os homens). 
No entanto devido ao sucesso incrível da física quântica em todos seus ramos de atuação, somos obrigados a crer que: como acontece na teoria relativista, a matemática da mecânica quântica também esteja correta, e que somente sua abordagem ou interpretação fenomênica esteja eivada de incoerências.
Meu prezado Geraldo Cacique, como pensador meu ramo na realidade é a metafísica, mas nem por isso estou alheio aos imbróglios da física teórica. Embora meu aval não tenha nenhum valor, Espero viver o suficiente para te dar um abraço quando receberdes o prêmio Nobel. Tua teoria elimina todos os meus questionamentos da física, e uma imensa gama que eu não tinha ainda percebido.  E suponho que talvez nunca viesse a perceber. Pudera! Impossível uma formiga imaginar a dimensão do planeta!
Defendo na análise que faço do homem (com minha desprezível inteligência e com meu desprezível entendimento), de que a dificuldade de entendimento inerente à espécie falante que neste Maha-kalpa habita o planeta seja proveniente dos meios de comunicação utilizados pela mesma espécie, julgo, somente julgo, que a fala e a escrita escondam inescapavelmente o pensamento do dono. Fato que levou o homo sapiens sapiens a se desenvolver através do absurdo das guerras, ou seja, da destruição do próprio homem, não sei como, nem quando se dará, mas o homem do futuro terá a capacidade de ler o pensamento do seu semelhante, aí então a paz reinará absoluta entre os mesmos. O homem atual está estabelecendo paulatinamente e inadvertidamente as bases para isto. Está em fase acelerada de desenvolvimento a Engenharia Genética, a computação orgânica e sobre tudo a nanotecnologia.
Tenho sempre dentro de mim, de que o mundo é “maya” nossos sentidos são incapazes de nos fazer perceber a realidade do mundo que nos cerca, e de que nós somos a natureza tomando conhecimento de si própria e, sobre tudo, de que a inteligência “está” residente em todas as galáxias existentes num infinito número de Universos que compõem o Universo de Universos.

Vou saborear tua obra com deleite, sendo “sapiens” um verbo latino cuja tradução literal é saber e saborear, a meu ver o “homo sapiens sapiens” é o homem que saboreia o conhecimento, será que isto é verdade?  Isto aprendi com um filólogo alemão   

Junto ao ensaio que ora te remeto juntei duas cartas, uma dirigida a um filósofo, e outra dirigida ao Deusdeth, quando te sobrar tempo (se é que algum dia o sobra), então passe os olhos pelas mesmas. Este ensaio está devidamente registrado, no entanto, por julgá-lo sem valor literário, nunca tentei publicá-lo.  Observe que confesso não ter domínio sobre a fina flor do Lácio e de que o ensaio ainda não sofreu uma revisão gramatical.  

Caríssimo Geraldo Cacique, sempre digo que minha sina é tomar o tempo dos meus amigos que menos dispõem de tempo.

Com toda a admiração e o respeito do aprendiz de aprendiz de pensador e de rabiscador

08 de janeiro de 2006

Edimilson Santos Silva  (Movér)

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Esta carta (hoje, “in memoriam”), ao velho amigo Cacicão foi escrita no princípio e 2006, data em que o matemático russo Grigori Perelman apresentou a solução da conjectura de Poincaré, se ele apresentou seus trabalhos no início de 2006, esta solução só foi apresentada ao público bem mais tarde, depois das verificações! Na época que escrevi a “missiva”, desconhecia tal fato. Fiz uma pesquisa sobre esta solução, e realmente é muito complicada! Ao que entendi! O Perelman teve a seguinte visão para chegar à solução pretendida, não tentem! (Este, não tentem! È dirigido unicamente aos matemáticos), pois a coisa realmente, é extremamente complexa! Parece fácil não é? O problema ao que entendi! Com meu parco entendimento, e conhecimentos de matemática! É que para se criar um plano numa esfera de 3D, este plano seria representado por um corte na esfera no seu eixo maior! Um corte que divida exatamente a esfera em duas partes iguais! O que gera um círculo máximo em torno da esfera, dentro deste círculo um plano 2D. Trata-se da transformação de um sólido esférico, portanto de dimensão (três), em um plano com dimensão (dois), levando-se este plano, à rotação sobre um seu eixo maior, retorna-se a esfera primitiva, sendo este plano limitado por um círculo de raio (n) que deve ser inteiro, este plano girando com um raio decrescente = n-1∞... até uma dimensão (zero), ou seja! Transformar uma esfera num ponto com dimensão (zero)! A conjectura estaria resolvida! O problema todo é como Perelman conseguiu isto! Pois seria necessário criar este plano já em rotação, o que resultaria numa esfera, e como esta esfera diminuiria seu raio gradativamente até a dimensão (zero), não é difícil! Raciocinaram! É fácil não é?

Se vocês raciocinarem bem! Verão que foi isto que aconteceu com o universo teórico do Big-Bang, numa época anterior ao Big-Bang, quando um universo esférico transformou-se num ponto de dimensão (zero), portanto, numa singularidade!

Ora! Uma das soluções possíveis, eu descrevi acima. O método que Perelman utilizou! Eu desconheço. O difícil é o caminho matemático para se chegar a uma solução completa, eficiente e, elegante.  A solução proposta no item A), é oposta à solução que apresentei. Uma observação: Não sou matemático.


A)    conjectura de Poincaré afirma que qualquer variedade tridimensional fechada e com grupo fundamental trivial é homeomorfa a uma esfera tridimensional. Ou seja, a superfície tridimensional de uma esfera é o único espaço fechado de dimensão 3 onde todos os contornos ou caminhos podem ser encolhidos até chegarem a um simples ponto

B)    Notícia publicada em 27 de agosto de 2006, na versão online do jornal britânico da BBC, atribui a resolução do problema da Conjectura de Poincaré ao matemático russo Grigori Perelman. O matemático recusou-se a receber a Medalha Fields. Diversos matemáticos do Massachusetts Institute of Technology (MIT) debruçam-se sobre o teorema criado por Perelman, na tentativa de verificar a precisão de seus cálculos. Tomasz Mrowka, do MIT, disse, recentemente: "Estamos desesperadamente tentando entender o que ele fez"

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