segunda-feira, 30 de julho de 2018

CARTA À NUDD DAVID DE CASTRO - CARTA



CARTA À NUDD DAVID DE CASTRO


Distinto amigo Nudd

                                                              Saudações moverianas


Nosso existir é marcado por fatos singulares, uma destas singularidades é uma que está gravada profundamente em minha memória. É uma voz forte e estridente dizendo! A mais brilhante estrela do firmamento é Sirius da constelação da Lira, depois vêm, Beltegeuse, Canopus, Formalhau e Alfa de Centauro, e a aula prosseguia! Caro Nudd, esta voz gravada em minha “mente” era a voz que me transformaria num humilde buscador dos segredos do Universo, era a voz de Everardo Públio de Castro, nos idos de 48 a 51, no saudoso Colégio Barão de Macaúbas... Foi nesta época que tomei conhecimento do mundo que eu habitava, e isto através do nosso saudoso Mestre. Todos têm os seus caminhos, todos têm as suas histórias.
A imagem de duas pessoas está indelevelmente gravada em minha lembrança, e fizeram parte da minha infância. O professor Everardo e a professora Ita, não os esquecerei jamais, teu pai era um homem probo e de visão, tua mãe a mansidão e a bondade em pessoa. Não sei se astronomia fazia parte do currículo do curso primário naquele tempo, o que sei é que o teu pai já nos ensinava os princípios básicos da astronomia, fazendo assim, despertar em nós o amor por esta ciência.
O Universo que teu pai me fez ver é o mesmo Universo atual, assunto deste ensaio, e não se engane, nosso conhecimento sobre o Universo aumentou muito pouco, lendo o ensaio isto descobrirás!
A visão deste novo Universo é uma visão estritamente particular.
Espero uma tua opinião sobre o ensaio, pois pretendo no futuro, publicá-lo.
Este ensaio é a revisão conceitual final, do mesmo trabalho de que tendes uma cópia. Esta tua cópia ainda não continha o quarto “insight”.
Fiquei sabendo através do Geraldo Teobaldo da tua invenção, espero ver, não somente o protótipo, mas também a máquina limpando os mares.

Vitória da Conquista, 26 de dezembro de 2003

Atenciosamente,

Edimilson Santos Silva Movér
    

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