domingo, 29 de julho de 2018

CONSTANTES SOMBRAS TUAS - POESIA



CONSTANTES SOMBRAS TUAS                           

O que mais magoa nas separações
 São as recordações.

Radiosas sombras tuas, marcam-me o existir,
Fugazes e nevoentas aparições que céleres passam,
Recordações primeiras que suscitam visões antigas
Desfaça estas imagens oh! Memória antiga e irrequieta...
Nem o passar dos anos vão te afugentar?
Velhas saudades que me atormentam!
Enlevo tirano sempre a me acompanhar!
Por aonde eu vá, sinto o teu perfume,
Sutil e airosa aparição fugaz,
Atormentas minha alma de forma constante,
Nunca me esqueço de teu olhar risonho
A me atormentar nos sonhos e no recordar,
Indelével marca da visão primeira...
Foto digital impressa no meu cérebro,
Absconso silêncio que machuca...
Como a dura ausência absoluta...
Sonhos constantes de noite e de dia,
Perfumes que inebriam, evolam-se de ti,
Teu sorriso é único e só me atormenta,
O tempo passando e eu me definhando,
Não te esquecendo por um só instante,
Constante aparição impressa na alma!
Tormento constante,
Pulsar da vida,
Latejar do sangue,
Respirar profundo!
Maldição bendita é eu não te esquecer,
Sempre a recordar
Momentos indizíveis que vivemos juntos,
Ausência sofrida,
Desesperando-me, e o teu silêncio matando...
Noites vazias, sem a tua presença e
Dez travesseiros a nos aconchegar!
E eu sem ti, morrendo,
Constantes sombras tuas!
Vão me desintegrar!
Oh! Loucas visões
Que machucam e ferem
O meu caminhar...


Vitória da Conquista, Ba. - 28 de dezembro de 2006
Edimilson Santos Silva Movér

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