terça-feira, 24 de julho de 2018

A MORTE E A VELHICE - ENSAIO



DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR
Subsérie: Dissertações tanatológicas, e uma miscelânea de pontos de vista sobre a aproximação do fim de nossa efêmera existência.

A MORTE E A VELHICE


Mortais! Não temais a Thánatos! Mesmo por que,
 todos nós passaremos por este processo que se
inicia inevitavelmente, quando nascemos,
 e se acelera com a velhice.


(Digressões sobre a Morte e a velhice)


Introdução ao assunto Morte:
Sísifo driblou Tânatos várias vezes, será que conseguiríamos executar tal proeza, nem que fosse por somente uma vez?
A única espécie animal que sabe que vai morrer, tendo certeza de que sua Morte é inevitável, é a espécie “homo sapiens”. Talvez, devido a isso, passamos 99,99% do tempo sem nem sequer pensar na Morte. Muitos humanos demonstram não ter medo da Morte, embora, estes corajosos sejam uma minoria. Mesmo tendo tanto pavor da Morte, a espécie pratica o suicídio desde tempos imemoriais. O mesmo homem capaz de praticar o suicídio passa toda sua vida temendo a Morte. Poderíamos utilizar o verbete “PASSAR”, (como título desse ensaio), ou seria um eufemismo? Existe até hoje, (mas, já quase em desuso), um antigo costume de comunicar a Morte das pessoas referindo-se ao seu “passamento” e não à sua Morte, como se a referência à Morte trouxesse maus presságios. O verbete masculino grego “Thánatos” significa Morte, na Grécia a Morte era representada por um belo jovem sem pai, filho de Nix, que na mitologia é o nome da noite. O nome da Morte na mitologia e na língua grega é “Thánatos”. Talvez por ser uma entidade do sexo masculino, jovem e belo, nunca se tornou de uso comum a nominação “Thánatos entre os povos de língua Lusitana, onde a “Morte” é representada por uma megera feia, velha e esquálida. Devemos também levar em conta a ortoépia e a acentuação proparoxítona da palavra Thánatos. Em nosso país, nalgumas comunidades a palavra Morte é muito pouco pronunciada em voz alta, como se a pronúncia da palavra tivesse até mesmo o poder de trazer a própria Morte, ou no mínimo trazer azar. Nas comunidades no interior do Brasil onde o catolicismo predomina, existe o costume de se benzer, fazendo o sinal da cruz, ao se ouvir a palavra “Morte”. Já a palavra “Thánatos”, só é utilizada por estudiosos, médicos, advogados, químicos, historiadores, escritores e repórteres, não esquecendo naturalmente, dos tanatologistas. Atualmente existe a especialidade da medicina legal denominada de “Tanatologia Forense”, muito utilizada nos institutos de medicina legal, (IML), logo adiante trataremos disso. Por outro lado a medicina moderna desenvolveu a tanatologia noutro sentido! Esta nova e nobre especialidade médica cuida do “passar” dos doentes terminais, evitando sofrimentos inúteis e evitáveis, principalmente, sofrimentos psicológicos e dores, com ação na área da psicologia amenizando os traumas das despedidas. Esta área da tanatologia tanto funciona para o paciente como para seus parentes mais próximos. Tentarei suavizar este início de ensaio em que trato da temida “Morte”. Em primeiro lugar com o Canto dos Últimos Medos. Em segundo, com os Rogos ao Frei Albérico e a Sísifo! Em terceiro contando a pequena história dos dois torcedores baianos de futebol e seu relacionamento com a Morte. E em quarto lugar contarei uma das várias histórias de Sísifo e “Thánatos” existentes na mitologia grega. Quase no fim deste ensaio, transcrevo o relato da negociação que um poeta fez com a Morte. Observe que a palavra “Thánatos” ou “Tânato” é aqui utilizada com duas grafias. Assim, as encontrei e assim, propositadamente as deixei. Observem que no decorrer do ensaio, o verbete “Morte” foi agraciado com letra maiúscula inicial. Ela merece! Pois, é o coroamento do nosso destino. Sejais sensatos! Oh! Parvos enchedores de latrinas! Se toda recíproca é verdadeira! Então! Se nascemos para morrer! Também, morremos para nascer... (Isso já nos dizia os textos Vedas da civilização védica há dois mil anos a.C.). Tem momentos em que “eu penso” que o “sapiens” está evoluindo somente tecnologicamente. Observem, que seu maior feito no sXX foi o projeto Manhattan nos fins da primeira metade do século. Existem 17 mil bombas atômicas, prontas para extinguir a vida no planeta. Esta “realidade” devemos debitar a burrice do “sapiens” e, não à sua inteligência ou a sua evolução espiritual.

Por: Edimilson Santos Silva Movér

1* O CANTO DOS ÚLTIMOS MEDOS:
Nós sofredores, nos últimos anos de nossas vidas,
Vemos partir, uma a uma, as pessoas queridas,
Os amigos de infância, enfileirados vão passando,
Vemos a esquálida velha da foice visitando as casas,
Primeiro os velhos, logo após, os jovens os seguirão,
Planando, a desmilinguida chega sem bater as asas,
Vemos o tempo célere passar! Seria isto uma ilusão?
Notamos que o tempo não anda, mas sim, que ele voa!
Mal começa janeiro e os dias logo correm a passar,
Passa mui rápido os últimos dias da bela “vida boa”,
Logo, logo dezembro bate na porta querendo entrar,
Para onde nos levará a desmiolada da desmilinguida?
Que indiferente, e sem bater na porta nos vem buscar!
Diz-nos Thánatos! Acabando com nossa bela e doce vida?
- Deixai cá fora todas as esperanças! Ó vós que entrais!

2* OS ROGOS AO FREI ALBÉRICO E À SÍSIFO:
Rogam os sofredores - Tende piedade de nós!  Ó Frei Albérico, naqueles ermos abissais!
Repetem os sofredores - Salvai-nos! Ó Sísifo! Usai vossa coleira em Tânato, para que os nossos medos não se tornem realidades infernais.

3* O FUTEBOL NO CÉU:
Contam, que dois baianos, fanáticos torcedores de um dos principais times da terra de Dorival Caymmi, nasceram, cresceram e envelheceram torcendo pelo velho time baiano. Um dia, após uma vitória esmagadora do seu time sobre o adversário, ao saírem do velho estádio e se dirigirem para suas casas, (os dois tinham se mudado há muito tempo para um bairro juntinho ao estádio). Estando parados no passeio para dar passagem ao féretro de alguém do bairro. Tiraram os chapéus respeitosamente, enquanto aguardavam, confabulando em voz baixa! Um fez a pergunta que não queria calar! Será que no céu tem futebol? Ao que o outro respondeu! Deve ter, pois, dizem que tudo que é de bom, tem lá no céu! Ao que o primeiro propôs: - Devíamos fazer um trato! – Qual trato? – É o seguinte: O que de nós dois morrer primeiro, volta e vem dizer ao outro se lá no céu tem ou não futebol!  - Trato feito, tá fechado! Quem morrer primeiro volta e informa ao outro! Passaram-se quase quinze anos, já tinham até se esquecido do trato. Num certo dia, o céu amanheceu diferente, céu brumoso, “enfarruscado”. O Bahia, passou o dia calado, soturno. Logo no finalzinho da tarde, uma conhecida veio dar a triste notícia. O Ferreirinha tinha passado desta para outra melhor! O “Bahia” (era assim que ele era conhecido), pois, nunca tirava a camisa do time adorado, ficou inconsolável, choroso, foi ao velório, no outro dia foi ao enterro, voltou pra casa muito triste e, o tempo passou, o certo é que ele nunca mais foi a um estádio de futebol. Passados uns 6 (seis) meses, o “Bahia”, lá pela madrugada de uma sexta-feira, ouviu umas batidas na cabeceira da velha cama “Patente”. Ao que perguntou assustado, quem bate aí? Uma voz que de imediato ele não reconheceu, respondeu! - Sou eu, o Ferreirinha! O “Bahia” sem acreditar perguntou! - O que você vem fazer, aqui homem de Deus? O Ferreirinha respondeu com voz chorosa! - Ora Bahia! Você se esqueceu de nosso trato? – Qual trato? – Ora! O de vir informar se lá no céu tinha futebol! – Há! Então fale logo homem! - O Ferreirinha com voz chorosa, replicou! - Eu trago duas noticias pra você! Uma boa e outra ruim. Mas, vou te dar a noticia boa primeiro, no céu tem futebol sim, e o tempo todo, de manhã, de tarde, de noite, até de madrugada tem futebol, e o melhor é que, é tudo de graça, até a comida e a bebida são de graça!  E não vai acreditar! Lá não chove nunca! - Obá! Respondeu o Bahia. - Agora vou te dar a noticia ruim, disse o Ferreirinha, aí, o Bahia meio temeroso perguntou – E qual é? Fale logo homem! - Bom não fique tão apressado nem preocupado, mas você foi escalado para jogar no meu time, na posição de “center half”, no domingo que vem. Esteja preparado, pois, você tem que treinar antes, pelo menos uma vez. - [... Naquela madrugada, o “Bahia” sentiu um friozinho dentro da barriga, fechou os olhos com força e, cobriu lentamente a cabeça com o cobertor, tentando dormir aquele restinho de madrugada. O certo é que nunca mais abriu os olhos, vocês sabem como é! Morreu como um passarinho. Nem procurou saber se aquilo não tinha sido somente um sonho. O negócio é que ele gostava demais de futebol ...].

4* TÂNATO E A HISTÓRIA DE SÍSIFO:
Sísifo despertou a raiva de Zeus, pois Zeus havia se transformado em águia e sobrevoado o reino de Sísifo com Egina, filha de Asopo, depois quando Asopo perguntou a Sísifo se havia visto Egina, ele contou em troca de uma fonte de água. Então como vingança, Zeus enviou Tânato para levá-lo à Hades. Porém Sísifo conseguiu enganar Tânato, elogiou sua beleza e pediu-lhe para deixá-lo enfeitar seu pescoço com um colar, o colar, na verdade, era uma coleira, com a qual Sísifo manteve a Morte (Tânato), aprisionada e, ao mesmo tempo evitando que qualquer outra pessoa ou ser vivo morresse. Desta vez Sísifo arranjou encrenca com Hades, o deus dos mortos, e com Ares, o deus da guerra, que precisava da Morte para consumar as batalhas.
Tão logo teve conhecimento, Hades libertou Tânato e ordenou-lhe que trouxesse Sísifo imediatamente para as mansões da Morte. Quando Sísifo se despediu de sua mulher, teve o cuidado de pedir secretamente que ela não enterrasse seu corpo. Quando já no inferno, Sísifo reclamou com Hades da falta de respeito de sua esposa em não o enterrar. Então suplicou por mais um dia de prazo, para se vingar da mulher ingrata e cumprir os rituais fúnebres. Hades lhe concedeu o pedido. Sísifo então retomou seu corpo e fugiu com a esposa. Havia enganado a Morte pela segunda vez.

5* OS HUMORISTAS:
Como vimos, a despeito do tão falado e decantado medo da Morte, os brasileiros fazem piadas sobre qualquer assunto. E vez por outra, a Morte é um desses assuntos. Humoristas devem fazer parte daquela minoria que não temem a velha da foice, há poucos dias ela levou um dos melhores do Brasil, o inimitável Shaolin! Temos o caso do “eterno” Chico Anísio, não com a desmilinguida, mas, com seu personagem: O Vampiro Chico Bento.

6* TANATOLOGIA FORENSE:
A maioria dos cidadãos desconhecem completamente os processos legais médicos a que a lei manda submeter os corpos das vítimas de Morte violenta. Não interessando se esta Morte violenta foi causada por acidente intencional ou não. Todos indiscriminadamente sofrerão necropsia, ou mesmo, outros processos legais médicos.
Vejamos o que o “Portal Educação” nos informa a respeito:
A Morte é a “cessação total e irreversível das funções vitais que, no entanto, não desaparecem de uma só vez, razão pela qual se costuma dizer que a Morte não é um fato e sim um processo que leva o organismo a uma série de transformações em que a volta à normalidade torna-se impossível” (Silva, 1997). O exame tanatológico, “consiste no exame do cadáver e na verificação das circunstâncias que envolveram a Morte”, envolvendo a necroscopia, que pode ser chamada de tanatoscopia, necrópsia e autópsia. Vale à pena lembrar que apesar de usual, o termo autopsia não é correto, pois significa autoanálise, o que não ocorre de fato (Silva, 1997). A necropsia é realizada em todos os casos de Morte violenta e é disciplinada no Código de Processo Penal. Para as Mortes naturais, não há nenhuma regulamentação no momento, sendo comumente realizada com a permissão de familiares, sendo recomendada principalmente em casos nos quais o médico não possui um diagnóstico da Morte preciso (França, 2001).
Alguns quesitos são utilizados nos exames tanatológicos, que irão direcionar o médico legista no exame tanatológico (Silva,1997):
a. Houve Morte?
b. Qual a sua causa?
c. Qual instrumento ou meio que a produziu?
d. A Morte foi produzida com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que podia resultar em perigo comum?
Meios complementares de diagnóstico
No decorrer da autópsia e dependendo do caso em análise o
médico tanatologista pode solicitar exames complementares:
Exames toxicológicos (nível de álcool e drogas no sangue,
medicamentos, inseticida, monóxido de carbono, etc.);
Exames bioquímicos, metabólicos, histológicos,
bacteriológicos e virulógicos;
Pesquisa de esperma (cavidade oral, vaginal, anal, outra) e de
outros tipos de materiais biológicos como saliva, urina e fezes;
DNA: identificação de material biológico do(s) possível (is)
suspeito(s), e para identificação do cadáver;
Pesquisa de resíduos de disparo de arma de fogo, exame de
projéteis, armas e instrumentos que causam a lesão;
Exame de peças de vestuário;
Raios X etc.;
Além da necropsia, a perinecroscopia, exame do cadáver no local dos fatos, pode ser realizada; assim como a tanatognosia, que é o diagnóstico da realidade da Morte, e a cronotanatognosia, que é o conhecimento do tempo da Morte.
 A cronotanatognosia é realizada seguindo os diversos parâmetros:
Cadáver ainda quente: Morte recente, de uma a duas horas;
Cadáver com temperatura sensivelmente inferior a 37°C: pouco mais de 2 horas;
Temperatura de cadáver “morno”, com rigidez total, ausência de mancha verde: Morte há pouco mais de oito horas;
Cadáver frio, rigidez total, mancha verde inicial: 20 a 30 horas. Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO 
[... - Tem mais umas lagartixas, que não serão tratadas aqui ...]. 

7* O CONHECIMENTO INSUFICIENTE:
Costumo dizer que o conhecimento adquirido pelo “Ser” falante, até esta data, ainda é insuficiente para este “Ser” conhecer a si próprio, sua origem, num passado desconhecido, e o seu destino no futuro (como espécie), também desconhecido. (Aqui, não me refiro a sua morte) e, sobretudo, discorro se a existência do universo está relacionada com a existência do “Ser” falante. Unicamente por que: esta insuficiência de conhecimento o impede de ter um entendimento profundo do universo, (neste “universo” estando incluso o próprio falante), fato que torna tudo obscuro. Observar que isto é o que nos diz os maiores filósofos e cientistas do planeta. No entanto: Alguns idiotas declaram conhecer o homem e o universo em toda sua plenitude. Creiam-me, estas declarações são originárias da mais pura “burrice” do animal falante que às vezes se pensa “pensante”. Leiam: digitando no Google: O Elogio da Burrice de Edimilson Movér.

8* A RELATIVIDADE DO TEMPO NO NOSSO EXISTIR:
Não considerando algumas proposições absurdas existentes a respeito do tema tempo: Podemos observar que, se o fizermos com lógica, usando principalmente a razão. Para assim, podermos mensurar o que realmente é o “Ser” pensante e sua relação com o tempo neste universo, onde nascemos, vivemos tão celeremente e depois morremos. Se considerarmos o tempo geológico, nossa duração do nascer até morrer, mesmo morrer de velhice, não passa de um “segundo”. Esta celeridade do nosso existir é compensada pelo entendimento que fazemos da nossa existência! Pois, (talvez como defesa), o falante durante o decorrer de toda a sua vida, utiliza o tempo como se ele fosse eterno, só abandonando este comportamento quanto já bastante idoso. Vejo nisso uma grande sabedoria comportamental e natural da existência da espécie, isto proporciona um viver sem psicopatologias decorrentes de excessiva tanatofobia. Seria horrível se vivêssemos preocupados com o decorrer do tempo, e o quanto é efêmera nossa existência. Sendo que a Morte ocorre em qualquer tempo de nossa vida! Mas, só nos últimos anos de nossa vida atingimos o que chamamos de velhice, que nada mais é, que a falência sistematizada e paulatina do sistema vital. Portanto, à medida que envelhecemos, morremos um pouco a cada dia. Perdemos paulatinamente um pouco de nossas funções orgânicas. Notamos principalmente, que os nossos sentidos diminuem a acurácia. Diminui a função do olfato, do tato, nossa visão torna-se menos aguçada, passamos a pedir que aumentem o som da televisão, e não reclamamos se a comida está salgada, passamos a ser indiferentes aos odores expelidos pelos organismos presentes. É o começo paulatino do fim. Este período de morte lenta poderia ser aproveitado para tomarmos providências inteligentes, como: Acertarmos nossas contas. Terminarmos de escrever aquele livro. Fazermos nossas últimas recomendações. Fazermos nosso inventário, e talvez um testamento, isto, para quem amealhou algumas bugigangas na vida. Diante da Morte tudo se torna bugigangas. Pedirmos aquele perdão a quem ofendemos. Ajudarmos aquelas pessoas que gostamos e são necessitadas. Mas, a burrice da maioria das pessoas não permite que elas tomem estas últimas providências, tão úteis aos que ficam! Pois aos que se vão, nada faz mais sentido ou tem importância.

9* A IGUALDADE DOS HUMANOS DENTRO DO QUE CHAMO DE SUPERORGANISMO DA VIDA:
Na Morte, todos os humanos se igualam, disto ninguém discorda. De forma geral, se observarmos a existência dos humanos através dos tempos, através da sua história escrita e até mesmo da sua história fóssil! Veremos que: A espécie humana é um imenso organismo dentro do superorganismo da “vida”. Interessante é que a espécie homo sapiens não possui a propriedade de se cruzar (se reproduzir), com nenhuma outra espécie animal. A despeito das lendas, ela é única. Recentemente, um grupo de cientistas descobriu que a espécie “homo sapiens” é a única espécie animal que tem câncer de pele, sendo a única que não está adaptada ao Sol, como se ela não fosse originária ou formada no planeta Terra. Num teste de campo, o homem não suporta duas semanas de exposição ao Sol, enquanto os outros animais são indiferentes ao Sol constante. É difícil de acreditar que todos os seres humanos sejam exatamente iguais! Embora nos pareçam “Seres” distintos. Se bem os observarmos, veremos que a diferença encontrada é pura aparência, mesmo com referência à sua dualidade, matéria/consciência. Esta igualdade é encontrada em ambos os “Seres”, o material e o imaterial, a ciência que estuda e cura as doenças da psique, (do “Ser” interior), conhecida como psicologia, disto tem pleno conhecimento. As teorias da personalidade, embora sejam várias, trata a humanidade como um único “Ser”. E mais difícil ainda de acreditar, é de que são nossas diferenças que nos tornam iguais, exatamente iguais! Pois, mesmo as diferenças são iguais. As diferenças, como dizia a “Zélia”, são somente detalhes, e estes se repetem em todos os “Seres”. É importante observar que estas diferenças são e serão eternamente, somente diferenças temporais. Isto nos é demonstrado ao compararmos um “Ser” com outro “Ser”, desde o “tempo” no seu nascer, durante todo seu existir, até chegar ao “tempo” do seu passar em idade já avançada, onde notaremos que nos extremos destes existires os seres se igualam completamente. E de que no intervalo destes existires independentemente do espaço ou do tempo que os separe, todos eles são, nalgum local e momento, exatamente iguais! As diferenças por ventura encontradas serão somente diferenças temporais. Fisicamente, se os analisarmos “organicamente” num laboratório, veremos que são exatamente iguais. As diferenças encontradas e, que também os igualam, são sempre provenientes da sua pronunciada e ativa defesa orgânica. Quanto ao comportamento em tempos distintos, se bem observarmos, veremos que todos se comportam em tempos diferentes como um só “Ser”. Explico: Num tempo dado, um primeiro “Ser” trata um segundo “Ser” de uma maneira. Noutro tempo dado, o segundo “Ser” trata-o da mesma maneira, é onde as posições se invertem, (igualando-os), tratando-o da mesma maneira, embora, seja em tempos distintos. Como se em tempos distintos eles fossem a mesma pessoa. O “homo sapiens sapiens” possui a propriedade de se repetir através dos tempos. Esta pouco notada repetição tem origem num fato nunca levado em conta! Este é o “fato” indiscutível, de que a humanidade seja um único e gigantesco organismo. A medicina moderna e a paleoantropologia vem tomando conhecimento de que as doenças de hoje são comuns aos homens do passado, as múmias dos diversos povos, isto o tem confirmado. Mesmo nos fósseis mais antigos, as diferenças encontradas são somente morfológicas. Ao olharmos um esqueleto de um esquimó braquicéfalo atarracado, enterrado dez mil anos atrás no ártico, e outro fóssil nas mesmas condições de um homem longilíneo e dolicocéfalo do deserto da Namíbia na África, com a mesma idade biológica e geológica, à primeira vista, aos leigos parecerão e dirão que são fósseis de dois seres diferentes. No entanto, um paleoantropólogo verá imediatamente suas igualdades como espécie. Quando analisamos o homem através dos milênios, vemos que um de seus comportamentos mais notáveis, (e que a paleoantropologia registra) é o comportamento guerreiro, que acompanha o homem através de toda sua existência. E até mesmo no decorrer de alguns milhões de anos de sua existência como pré-hominídeo. Com respeito ao machado biface “acheulense” primeiramente encontrado no século passado no Vale de Saint Acheul na França, com a idade geológica de 200.000 (duzentos mil) anos, já, o biface “achelliano” africano remonta a 1,9 milhão de anos. Aí eu inquiro; será que estas ferramentas eram utilizadas somente na caça? A paleontologia nos diz que a disputa e a guerra era uma constante no dia a dia dos mais antigos antepassados do homem. Abismado, observo e vejo, que o planeta nos dias atuais, continua sendo um perpétuo e imenso teatro de operações de guerra. Aí eu me pergunto; Onde estão nossas desigualdades? Num tempo pretérito, não a encontramos, e mesmo no presente, também não! O resto é pura hipocrisia e burrice, principalmente as opiniões contrárias a esta observação sobre a guerra perpétua existente no planeta. Independentemente de era, cultura, crença ou etnia, o homem sempre foi e sempre será um animal guerreiro, ele, no geral, nunca se comportou como um “Ser” divino. Infelizmente esta é a verdade.

10* A VIDA, COMO UM TODO, É UNA:     
Sempre defendi a proposição de que nós sejamos uma simples faceta dentre milhões de facetas existentes neste único e imenso organismo constante e imutável, chamado de VIDA. Do qual fazemos parte como a espécie nominada de “homo sapiens”. Sendo que esta espécie ou faceta da vida faz parte do que chamamos de humanidade. O sistema que é vulgarmente e comumente conhecido como VIDA comporta milhões de espécies ou facetas. A helicoide do DNA iguala todas as espécies vivas, (nascem, vivem e morrem), igualando animais e vegetais.  Independentemente do grau de sua complexidade, ou do seu grau de evolução, independendo também da vida se nos apresentar em suas variadas e multíplices formas ou facetas. Devemos compreender, que no “todo”, a vida não passa de um único organismo. Naturalmente, é muito difícil para a única espécie que aprendeu a pensar, entender que este organismo seja infenso ao tempo e ao espaço. Segundo a biologia os primeiros registros de seres vivos datam de 3,4 bilhões de anos. Estes seres são conhecidos atualmente, como estromatólitos. Os seres pensantes surgiram “em torno” dos 250 mil anos, portanto, os animais pensantes são novíssimos no planeta. O estranho em tudo isso, é que este fato de termos evoluído até o ato de “pensar”, ao invés de facilitar, dificulta o entendimento de que sejamos um único organismo. O fato da espécie “pensar” cria primeiro, sua personalidade, depois o “individualismo” no “Ser”, criando uma miríade de “crenças”, criando também por sua vez, (o “Ser” que observa), o ato de observar leva-o a “crer” que ele seja superior aos outros “Seres” perante a vida. Levando-o a acreditar que os “outros”, e tudo à sua volta seja fruto da sua observação. Levando-o também a “crer” que ele seja um “Ser” especial, fazendo-o a “crer” que ele e a vida são sistemas especiais e únicos, e também sistemas eternos. Sendo a vida eterna somente com relação ao quanto seja eterno o universo que este sistema que chamamos de “vida” habite. A observação ou a crença da existência da eternidade entre as espécies ou facetas, também é relativa. Ora! Um organismo que dure 300 (trezentos) anos de vida, como uma tartaruga, para um organismo que vive somente por alguns dias como um mosquito. Para este, a tartaruga seria um organismo eterno. Aí me dirão, os animais não possuem consciência da existência de diferenças entre uns e outros, nem do passar do tempo, ora! Se isso fosse verdade, não se transformariam em amigos e inimigos. E também não seriam indiferentes às pedras e às árvores. Todas as espécies animais reconhecem-se mutuamente. E classificam as outras espécies conforme o grau de perigo que oferecem. E se classificam, (uns aos outros), como amigos ou inimigos). Isto prova que os animais conseguem distinguir os seres vivos “ativos” dos vivos “inativos”, e também distinguir os seres vivos dos não vivos. Naturalmente, que é necessário entender e admitir o fato de que cada espécie animal possui seu próprio grau de evolução “consciencial”. Tornando-se muito difícil para um animal que somente “observa” entender que outro animal como um “mosquito”, (dentro de sua realidade existencial) seja um animal tão complexo o quanto ele, mas, que também somente observa! Quanto à eternidade! É desnecessário lembrar que na realidade, a lógica nos diz, tudo indica, e a ciência cosmológica comprova que nem mesmo o universo seja eterno, como universo vivo, dinâmico e quente. Sabemos que devido a sua acelerada expansão, ele tende a se transformar num universo estático, frio e morto. Compreendamos, porém, que o universo só deixará de existir como universo dinâmico e quente, quando sua expansão cessar. E também, que muito antes deste evento, a vida desaparecerá por completo. Torna-se desnecessário afirmar que a ciência desconhece completamente “quando” isto se dará!

11* A VIDA HUMANA É UM CICLO:
A vida humana é um ciclo que podemos considerar eterno, dentro de suas limitações de eternidade, ela sempre se repete em ciclos “ad infinitum”. Considere uma data no passado, recuando 110 (cento e dez) anos, vou dar um exemplo: Em 19/02/1906, todos que estavam vivos naquela data, hoje 19/02/2016 estão todos mortos. Considere que na data de 20 de fevereiro de 1906, todos estavam vivos, e na data de 20/02/2016, o mesmo acontece, estão todos mortos. Portanto, a cada dia, de 110 em 110 anos toda a população do planeta se renova. Compreendeu? Todos os dias a população se renova completamente fechando um ciclo de 110 anos, não importa o número de seres.  Visualizou o ciclo da vida humana a que me refiro? No planeta, grande parte do sistema da vida, no eterno ciclo do existir, por muitas vezes, no passado, foi parcialmente, e temporariamente interrompido por um cataclismo de magnitude global, com o desaparecimento de algumas espécies. Isto já ocorreu muitas vezes, há 74 mil anos, há 250 mil anos e, há 65 milhões de anos! Esta última! Para sorte nossa, no particular como primatas, e no geral, como mamíferos, foi esta última catástrofe que garantiu a partir da extinção dos dinossauros, a supremacia dos mamíferos, (em especial a supremacia dos primatas), na superfície do planeta. Senão os primatas teriam permanecido para todo o sempre sem se desenvolver. E assim o antepassado do homem não teria surgido como primata bípede há 4,5 milhões de anos. O primeiro registro fóssil de um nosso antepassado primata quadrúpede mais antigo, foi o “Purgatórius” com a idade de 70.000.000 (setenta milhões) de anos, portanto, 5 (cinco) milhões de anos antes do desaparecimento dos dinossauros.  O primeiro animal primata nominado de “Purgatórius”, foi classificado por, L. Van Valen e R. Sloan (1965) “The earliest primates.“ Science. Vol. 150:743-745.

INTRODUÇÃO AO ASSUNTO VELHICE:

Aqueles que se julgam imortais!
Ao permanecerem vivos por mais tempo,
Se Esbarram na barreira da velhice.

Na nossa existência, isto, em nossa sociedade moderna de humanos, num tempo, somos “filhos de nossos pais”; noutro tempo, somos “pais de nossos filhos”; e adiante, se tivermos tido sorte e, tivermos sido filhos do amor, seremos “pais de nossos pais”.

12* A IGUALDADE NA VELHICE:
Posso escrever muitas páginas sobre mim e, sobretudo sobre a minha velhice, mas, creio que me bastará somente algumas, para me fazer entendido! Farei isto para que os meus filhos e netos, e também para que meus amigos e leitores, seus filhos e netos entendam e se acostumem com o “passar” natural das pessoas idosas. Para que não sofram com uma coisa tão corriqueira como um “passar”. A Morte é isso mesmo! Um PASSAR. Pois, somente “passamos”, passamos de vivos para mortos, de ativos para inativos, de presentes para ausentes, de mortais para imortais, pois a Morte nos imortaliza na lembrança dos que nos amam. Passamos do mundo das realidades físicas sensíveis, para o mundo imponderável das lembranças e das saudades. Num futuro não previsível, seremos, portanto, somente atividades neuronais, (lembranças e memórias), nas mentes de nossos entes queridos, e de nossos amigos e nada mais... Isto tudo temporariamente, depois de, digamos, dez gerações seremos (esquecidos completamente).

13* AS NOSSAS NECESSIDADES DURANTE NOSSA VELHICE
Mas, alguns de nós, “quando pais já idosos”, quase sempre, antes de nosso “PASSAR”, necessitamos da emblemática barra no Box do banheiro, da retirada do tapete de nosso caminho, nestes casos e nesse passar de tempo, é que os filhos tornam-se pais de seus pais, Eu vo-los afirmo, pois isso eu o presenciei. Numa velhice avançada, os pais se vão antes de seus corpos, a sábia natureza os protegem, tornando-os indiferentes e infensos às vicissitudes da vida, principalmente na velhice avançada. Não nos ouvem, não nos vêem, não nos entendem, nem mesmo sentem pudor, simplesmente, tornam-se indiferentes à própria vida. Simplesmente, respiram seus últimos alentos e, vivem seus últimos momentos... Com insuspeitada sabedoria, “sabedoria da própria natureza”, param, se encasulando dentro do tempo. E simplesmente passam...

14* NOSSOS SERES QUERIDOS SÃO NÓS MESMOS, DAÍ, O VAZIO QUE ADVÊM COM O SEU PASSAR:
Mas, numa noite, na sala lá em casa. Minha mãe olhou pra mim serenamente, e pude notar uma lágrima solitária rolar na sua face, aí, eu disse para a amiga que cuidava dela, ela está chorando! Ao que a amiga retrucou, de vez em quando parece que ela chora, mas são somente os olhos que fazem isto. Aquela lágrima me deixou triste e impressionado por um longo tempo, sempre pensava! E se Dilinha estivesse me reconhecendo! Só sei que ela se foi caladinha naquele sábado, sem dar um ai, aquela ausência me tocou profundamente, deixando um grande vazio dentro de mim. Em toda minha vida nunca tive um momento de emoção tão grande o quanto aquele.

15* NOSSAS CRENÇAS
Embora nossas crenças paradigmáticas não levem em conta que somos um só e imenso organismo. Aqui não me refiro às nossas crenças religiosas, mas, estou a me referir simplesmente ao que chamamos de paradigma com relação à nossa concepção do sistema que chamamos de “vitae”. Esperar não é relevante! Isto eu sei, mas, “espero” que eu não dure o quanto Dilinha. Ela passou com 102 anos de idade. Ninguém é só no planeta! Todos nós fazemos parte de um grande grupo de seres. A que chamamos de humanidade. Sendo que todos nós de forma mais forte, mais íntima ou pessoal fazemos parte de pequenos grupos de seres. A que chamamos de família. Isto faz parte de nossa psique, faz parte da psique de todos os falantes do planeta. Mas, isto não está inserido na nossa consciência, quanto ao nosso existir, quanto ao nosso paradigma. Sendo nossa consciência do existir e o nosso paradigma fruto do nosso aprendizado, da nossa vivência. E a nossa psique é inerente ao “Ser” com relação a si próprio. Muito raramente possuímos interações psicológicas com outros seres, parentes ou não, por mais próximo que sejam. Nossa psique não é inerente ao “Ser” com relação a outro “Ser”. O que estou peremptoriamente afirmando é: que não temos comunicação psicológica com outro “Ser”. Esta interação é muito restrita! Existindo sim, leve interação das mães com relação a alguns filhos, mas, nunca dos filhos em relação às mães. Somos completamente independentes como seres sencientes, como seres espirituais, ou possuidores de uma enteléquia. A nossa psique é o que forma nossa personalidade, que se resume em algo complexo do tipo, o id, o ego e o superego, proposto por Freud, ou seja, forma (nossa estrutura psicológica), que os psicólogos chamam de “personalidade”. Esta, que desaparece completamente com o nosso passar. Nossa estrutura psicológica é formada durante toda nossa existência, não nascemos com ela. Diferentemente das coisas do instinto, que reputamos como coisas do espírito. Estas são inerentes ao “Ser”. Nosso “eu”, nosso espírito nasce zerado, só nascemos com os dons instintivos. Quem primeiro estudou e propôs isso, e denominou de “tabula rasa” foi Locke. Com o nosso passar, resta-nos somente nossa memória do viver atual, somada a todas as nossas memórias anteriores, obviamente, “de nossas outras vidas”, suporte maior da “psicologia transpessoal” do Dr. Stanislav Grof. A grande dificuldade do “Ser” falante conhecer a si próprio advém da leitura errada que ele faz de si próprio. Ora! A consciência não é inerente ao “homo sapiens” como espécie, num tempo passado muito recente (250 mil anos), ele a adquiriu, e não sabemos como, portanto o falante é trino, sendo composto de 3 (três) seres: Um “Ser” material, um “Ser” instintivo, e um “Ser” espiritual. É bom enfatizar que os dons espirituais são inerentes ao ser, e possuem profunda relação com a formação da personalidade do “Ser”. No entanto são entidades distintas. Nossos dons espirituais representam o nosso “eu” interior, e nossa personalidade, nada mais é que nosso “eu” exterior, ambos estudados por Schopenhauer. No início da década de 2000 estudando o que propunha os doutores e psicólogos Calvin S. Hall, Garner Lindzey e J. Campbell, (Cânones da ciência da psicologia das maiores e melhores Universidades do planeta). Ao estudar a obra destes doutores sobre a “teoria da personalidade”. De imediato vi que na realidade, a psicologia possui um elenco de teorias, não existe uma “teoria”, mas sim, “As teorias da personalidade”. Obra, muito interessante, elucidativa, inteligente e completa, ela embasa e discute o que há de mais novo sobre a formação da personalidade humana. Eles deixam explicito nesta obra de 504 (quinhentas e quatro) páginas que o assunto continua em aberto e em discussão, é obra complexa e poucos percebem as sutilezas de suas proposições. Num ensaio futuro pretendo tratar desta obra e deste assunto interessante e apaixonante, “A PERSONALIDADE HUMANA”.

16* ARTIGOS INTELIGENTES DE OUTROS SERES, “ALGUNS” DESCONHECIDOS. A CORAGEM DE APROVEITAR ESTES TEXTOS:
Vejam a adaptação que fiz deste artigo abaixo: escrito com maestria e amor por alguém muito sensível e observador. Desconheço o nome do ilustre autor. – Que este autor seja relembrado e que seu artigo seja reescrito por um tempo sem fim. Estas lições de amor dignificam a humanidade como humanidade. Lançando um lampejo de esperança no futuro da espécie como espécie.

17* (TODO SER HUMANO UM DIA FICA DEVAGAR E COM SEU DEAMBULAR IMPRECISO)
Isto ocorre quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não consegue mais andar ou se levantar sozinho. Isto passa a ser notado quando nosso pai, outrora firme e autoritário decai e enfraquece de vez, ficando lento e indeciso, demorando o dobro do tempo para se levantar da cadeira.
Notamos pesarosos que nosso pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, e nos olha assustado, e nos dá desculpas imprecisas sobre sua lentidão, só geme, agora, ir do quarto para a sala torna-se uma maratona. Tudo se torna distante, tudo fica muito longe.
Passamos a observar isso, quando nosso velho pai, antes ativo e trabalhador, fracassa ao tentar trocar sua própria roupa, e notamos que não mais se lembra dos seus remédios.
E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar amorosamente que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz e com dignidade. Lembremo-nos, de que podemos chegar à condição atual de nossos pais, ao nos tornarmos idosos.
Todo filho que ama seu pai. Torna-se pai de seu pai, quando na proximidade da Morte de seu pai já idoso. Quando se tratar de nossa mãe, nosso pudor e não o dela, nos obriga a contratar outras pessoas para cuidá-la.

18* QUANDO A MORTE SE APROXIMA DOS IDOSOS:
Na Morte dos pais, todo pai é filho de seu filho, quando o amor os uniu na vida. Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última oportunidade de aprender a última lição de amor. Nosso último ensinamento que eles nos dão. Nossa última oportunidade de sermos filhos. Nesta fase podemos retribuir os cuidados que nos foram prestados e dados ao longo de décadas, de retribuir o amor com o carinho e com a paciência, o que nossos velhos pais, mais necessitam é de paciência, paciência infinita e natural. Da mesma forma como adaptamos nossa casa para receber nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, necessitamos mudar a posição dos móveis para “criar” os nossos pais que se aproximam de seus últimos dias. Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.
Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no Box do banheiro. A barra é emblemática, a barra é simbólica, todos a colocam. A barra os protege de uma queda fatal, de um escorregão, as barras dos vasos são as mais importantes, porque quando idoso, sentar e levantar é um trabalhão.
Porque o banheiro, outrora, simples e refrescante, agora é um risco, para os pés idosos de nossos pais idosos, tudo é escorregadio, hoje eles tem os pés protegidos pelos tapetes antiderrapantes. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, poremos nossos braços nas paredes, e em todos os lugares necessários. A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados por todos os lugares necessários, sob a forma de corrimões. Os acompanhantes devem ser instruídos para não abandoná-los por nenhum momento.

19* A GRAVIDADE É INIMIGA DOS IDOSOS:
Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus. Tudo é difícil.
Quando idosos seremos estranhos em nossas residências. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais envelheceriam e adoeceriam e, de que precisariam da gente?
Nós nos arrependeremos dos sofás no caminho de nossos pais, das estátuas e do acesso em caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e de cada tapete.  O principal empecilho é o degrau. Tire todo traste do caminho em que seu pai idoso dará seus últimos e vacilantes passos... Pois, cada passo vacilante o levará para mais perto do seu último passo. Feliz do filho que é pai de seu pai antes da Morte de seu pai, e triste do filho que aparece somente na hora do seu enterro e não se despede um pouco cada dia. Portanto, vivam os últimos dias de seus pais! Como eles viveram seus primeiros dias de vida. Com o mais puro amor e dedicação.

20* A INTUIÇÃO É NOSSA ÚLTIMA COMPANHEIRA:
Independentemente de que os seus sentidos estejam ativos ou não! Os idosos sentem a presença dos filhos, da mesma forma que as mães sentem a Morte dos filhos, mesmo quando estas ocorrem em distantes campos de batalha.  

21* O EXEMPLO:
Meu amigo José Klein acompanhou o seu pai até seus derradeiros minutos. No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:
– Deixa que eu ajudo!
Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.
Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.
Ajeitou em seus braços o pai consumido pelo câncer, sentiu seu arfar vagaroso, seu corpo pequeno, enrugado e frágil, tremendo.
Ficou segurando-o por um tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável, equivalente a toda sua existência. Embalou o pai de um lado para o outro. Aninhou o pai. Acalmou o pai. E apenas dizia, sussurrando: – Estou aqui, estou aqui, meu pai! Sua quietude, e seu semblante sereno, dizia silenciosamente ao filho amado que ele estava pronto para partir e, que estava partindo... O que um pai quer sentir no fim de sua vida, é apenas que seu filho está ali.
Publicado no jornal  Zero Hora Revista Donna, p.6
Porto Alegre (RS), 06/10/2013 Edição N° 17575
22* NINGUÉM SABE DE NADA, QUANTO AO QUE ACONTECE DEPOIS DA MORTE! PRINCIPALMENTE AS RELIGIÕES:
Segundo o Dr. David Barrett existem mais de 10500 (dez mil e quinhentas) religiões na Terra, selecionei as 11 (onze) que são consideradas as mais importantes, as 11 com maior número de membros. Alguns dados abaixo sobre a Morte e as religiões são do professor de Teologia: Silas Guerrero, do departamento de Ciências das Religiões da PUC-SP. Outros são da Wiki. Utilizei também o Boletim Internacional de Pesquisa Missionária, preparada pelo Dr. David Barrett, onde ele lança um olhar detalhado sobre a situação religiosa no mundo a cada ano. Barret é um conhecido professor de “missiometria” da Universidade Regent. Os estudos deste pesquisador encontraram mais de 10500 (dez mil e quinhentas) religiões no planeta. Mas, podemos deduzir que a imensa maioria das religiões estão estribadas nas crenças (quanto a vida depois da Morte). Crenças estas montadas por estas 11 religiões adiante referidas.
O que temos adiante é um resumo das crenças das 11 (onze) principais religiões, (quanto ao número de seus adeptos), existentes atualmente em todo o planeta: Sendo a ordem abaixo completamente aleatória.
23* A MORTE NO CANDOMBLÉ:
Os candomblesistas acreditam que cada pessoa tem um destino e um dever na Terra que deve ser cumprido antes da Morte. E que: a pessoa que já cumpriu seu dever passa para outra dimensão, permanecendo com outros espíritos, os orixás e guias, trabalhando com as forças da natureza existente entre a Terra (Aiyê) e o céu (Órum). Se a pessoa morrer e não tiver ainda cumprido seu dever, ficará vagando, podendo perturbar negativamente os mortais. Como esses espíritos ainda não se realizaram, eles podem reencarnar para tentar cumprir seu dever. È de se observar, que eles, os candomblesistas não acreditam na evolução do espírito.
24* A MORTE NO JUDAÍSMO:
Jane Bichmacher de Gusmam, fundadora e ex-diretora do programa de Estudos  Judaicos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), explica que os judeus enxergam a vida como um corredor que conduz o homem à Morte, um mundo em que ele é julgado, chamado Olám ha-bá. Contudo não se conhecem as suas descrições. Segundo o professor Silas Guerrero, da PUC-SP, assim como para os católicos, existiria céu e inferno depois da Morte.
Jane explica que a Morte é considerada um fim pelos judeus, apesar de outras doutrinas acreditarem na reencarnação. Por isso, os familiares do morto fazem uma série de rituais para confortar e manter a honra do parente falecido. Existem três períodos de luto depois do enterro: Shivá, os sete dias que se seguem ao enterro. Shioshim, os 30 dias que transcorrem desde o fim, e o Deshivá, em que até o 30º dia depois do enterro os enlutados não assistem a festas, não se casam e os homens não se barbeiam.
25* A MORTE NA CIENTOLOGIA:
As religiões sempre dão frutos novos, a religião da Cientologia é uma das mais modernas. Alguns de seus membros mais ilustres são: John Travolta, Juliette Lewis e Tom Cruise, parece coisa de filme, mas, não é! Esta religião moderna crê que: há 75 milhões de anos, dezenas de planetas se reuniam numa espécie de “confederação da galáxia”,  governada por um líder malígno. Xenu que teria segregado bilhões de espíritos de seus habitantes para a Terra. Com isso, cada habitante da Terra hoje seria uma reencarnação desses extraterrestres, que são imortais através da reencarnação eterna. Lafayette Ronald Hubbart (1911-1986), fundador da cientologia, no livro Rediscovery of the Human Soul. (Redescobrindo a alma humana), numa tradução livre. Esta religião não é uma das maiores, mas, é umas das mais recentes e diferentes, suas crenças estão fundamentadas no moderno paradigma “científico”. E sobre tudo na cosmologia. A etimologia da palavra “cientologia” deriva do emparelhamento da palavra latina “scientia” a da palavra grega “logos”, ambas muito utilizadas no português.
26*
MORTE NO CATOLICISMO:
Os católicos acreditam que o espírito seja eterno, e que só existe uma Morte, sendo que todos os católicos aguardam o juízo final, mesmo depois de mortos. Assim os que morreram católicos logo após Cristo, já esperam a quase 2000 anos. E só depois do juízo final irão para o céu, para o purgatório ou para o inferno. Isto, conforme o merecimento de cada um.
A MORTE NO ISLAMISMO:
Para o islamismo, Você está somente se preparando para outra existência, que vai começar depois da sua Morte. Essa existência pode ser no céu ou no inferno, cabe a Alá julgá-lo.
Silas Guerrero, do departamento de Ciências das Religiões da PUC-SP. Conta que, quando a pessoa morre, começa o primeiro dia da eternidade e a espera pelo dia da ressurreição , quando será julgada por Alá. No Alcorão, o inferno é descrito como um lugar preto e com fogo ardente, onde os desobedientes Serão castigados eternamente. Já o paraíso é descrito como um local com rios de leite e córregos de mel e outros atrativos, como 72 virgens e 80 mil servos ao dispor dos homens.
27* A MORTE NO HINDUÍSMO:
A visão hindu da vida após a Morte está baseada na reencarnação. Para os hinduístas, a Morte pode significar a passagem do espírito para o corpo de outra pessoa ou animal, dependendo das ações em vida. Ou o alcance da libertação final (Moksha). Até lá, passamos continuamente por Mortes e renascimentos (Roda de Samsara). A pessoa que consegue se libertar, retorna ao verdadeiro lar, que é um mundo iluminado onde não existem Mortes ou nascimentos.
A diferença do hinduísmo para o budismo é que a reencarnação não é vista como algo positivo, e sim negativo. “Eles acham que a reencarnação é uma chance de se tornarem melhores. Eles querem se livrar disso”, diz Guerrero. Para conseguir, o espírito precisa passar por 14 (quatorze) níveis planetários distintos (Bhuvanas) dentro da existência material.  Silas G.
28* A MORTE NA UMBANDA:
A religião Umbandista acredita e prega que após a Morte nós vamos para sete mundos espirituais, regidos por orixás, que são entidades divinas. Eles explicam o universo por meio de sete linhas, representando cada linha um ciclo de evolução. Onde o espírito evolui, podendo reencarnar novamente, quando o espírito alcança evolução torna-se espírito protetor, quando não alcança torna-se perturbador.
29* A MORTE NO ESPIRITISMO:
Já para o espiritismo de Alan Kardec o espírito evolui e não morre, mas, supera a Morte sendo eterno, e conforme seu carma, que é a (”lei de causa e efeito”, a que a teosofia chama de “lei do plantio e da colheita”), reencarna logo ou não, mas, todos os espíritos dos que acreditam e dos que não acreditam, de toda a humanidade, alcançará a evolução espiritual. Depois que todos os espíritos alcançarem a plena evolução espiritual. Então, a humanidade inteira, noutro plano, alcançará uma espécie de nirvana ou casa celestial espírita. Estes comentários de nº 29 não são do Silas Guerrero.
30* A MORTE NO BUDISMO:
Ainda segundo o professor Silas Guerrero, o budismo prega o renascimento ou a reencarnação da alma. De acordo com eles, após a Morte, o espírito volta em outros corpos, subindo ou descendo na escala dos seres vivos, sendo a mais baixa de animais e a mais alta de homens, de acordo com sua conduta. “O ciclo de reencarnação permanece até que o espírito se liberte do carma”. Dependendo do seu carma, a pessoa pode renascer em seis mundos distintos: reinos celestiais, reinos humanos, reinos animais, espíritos guerreiros, espíritos insaciáveis e reinos infernais. Depois de resolver seu carma, as pessoas atingem a Terra pura, ou Nirvana, que é um local de paz e sabedoria, para isso a pessoa precisa se desapegar das coisas materiais.
31* A MORTE NO PROTESTANTISMO:
O Protestantismo fundado por Lutero e Calvino, diferentemente das outras religiões, não acreditam na evolução do espírito, mas sim, que depois da Morte todos ficarão aguardando a volta do Senhor Jesus Cristo, quando serão arrebatados em vida, juntamente com os da mesma crença, que morreram antes da vinda do Senhor Jesus.
32* COMENTÁRIOS SOBRE A MANEIRA DE VER A MORTE DAS DIVERSAS RELIGIÕES:
Tomamos conhecimento no decorrer desta pesquisa sobre a Morte, que no mundo religioso há muita pouca concordância entre as religiões sobre o que se passa depois da Morte dos seres humanos. Todas as religiões do planeta acreditam firmemente que suas crenças são únicas e verdadeiras, Não faria sentido para estas mesmas religiões acreditarem nas crenças das outras religiões. Como cada religião acredita simplesmente que somente elas estão certas e que todas as outras estão erradas! Podemos deduzir logicamente que toda a humanidade irá para o inferno! E “c’est fini”. Não há a mínima possiblidade de que todas as religiões estejam certas sobre o que acontece conosco após a Morte. Temos que enfrentar o fato, de que mesmo somente uma delas estando certa! Todos os praticantes das outras irão inescapavelmente para o inferno o que representa quase toda a humanidade... E agora como ficamos? Salvo se a crença religiosa certa sobre a morte for a do espiritismo. Pois, esta crença propõe que todos os espíritos, (indiscriminadamente), evoluem.
Portanto quanto ao destino do homem depois da Morte, nada mais temos a comentar com respeito a visão religiosa.
33* UMA VISÃO CIENTÍFICA QUE ESTÁ CONCORDE COM O ESPIRITISMO:
O que nos acontece após a Morte sob a mais amena visão da ciência. Veremos agora o que nos diz a ciência médica:
Quando morreu pela primeira vez, em 1993, o empresário americano Gordon Allen estava a caminho da UTI. Havia sofrido uma parada cardíaca momentos antes. Seu sangue deixou de fluir, a respiração se deteve, o cérebro apagou. Mesmo assim, ele sentiu algo. "Fui transportado para fora do corpo e comecei a viajar. Não senti dor, apenas leveza. Vi cores maravilhosas, que não existem na Terra", recorda Allen no site da fundação que leva seu nome. Os médicos o ressuscitaram com um desfibrilador.
Assim como Gordon Allen, milhares de pessoas que tiveram Morte clínica foram trazidas de volta. "Há uma semelhança incrível nos relatos", diz Maria Julia Kovács, coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte da USP. "Muitos dizem ter visto um túnel e uma luz branca. Outros veem uma imagem de Deus." Os relatos também incluem encontros com parentes mortos e a sensação de estar fora do corpo. São as chamadas “Experiências de Quase-Morte” (EQM). A explicação mais aceita é que se trata de alucinações, causadas pela falta de oxigênio no cérebro. Um estudo feito em 2010 pela Universidade George Washington monitorou o cérebro de sete pacientes terminais. Em todos os casos, a atividade cerebral disparava logo antes da Morte. Isso supostamente acontece porque, conforme os neurônios vão morrendo, perdem a capacidade de reter carga elétrica - e começam a descarregar numa sequência anormal, que poderia provocar alucinações.
O intrigante é que, durante a EQM, às vezes a pessoa vê coisas que realmente aconteceram - e que ela, em tese, não teria como saber. "Muitos pacientes dizem ter se encontrado com um parente que ninguém sabia que havia morrido. Nem o próprio paciente. Por exemplo, um tio que morreu minutos antes de o paciente ter a EQM", disse o psiquiatra Bruce Greyson, da Universidade da Virgínia, num seminário realizado em Nova York. "Outras pessoas contam coisas que se passavam na sala do hospital [enquanto elas estavam mortas]". Mas como explicar que os pacientes estejam conscientes mesmo sem atividade cerebral? Depois de acompanhar 344 sobreviventes de paradas cardíacas, dos quais 18% tiveram EQM, ou seja 62 pessoas. O médico holandês Pim van Lommel criou uma teoria a respeito. "A consciência não pode estar localizada num espaço em particular. Ela é eterna", diz. "A Morte, como o nascimento, é mera passagem de um estado de consciência para outro." Ele reconhece que as pesquisas sobre EQM não provam isso, mesmo porque as pessoas com EQM não morreram - só chegaram muito perto da velha da foice. "Mas ficou provado que, durante a EQM, houve aumento do grau de consciência. Isso significa que a consciência não reside no cérebro, não está limitada a ele", acredita. - (Este último parágrafo está de acordo com a teoria da ressonância mórfica do Dr. Rupert Sheldrake, Movér).
34* A VISÃO QUE CADA UM TEM DA MORTE É DIFERENCIADA:
A Morte para uns é um pesadelo e tristeza, para outros é motivo de chacota e risadas, existem seres humanos que não dão a mínima para Thánatos:
35* DIÁLOGO DO BOÊMIO COM A MORTE! A NEGOCIAÇÃO: Eis um diálogo com a Morte na forma de conto, do poeta de Poções Florisvaldo Rodrigues. A vida de um Boêmio é como um sonho dentro de outro sonho ou um pesadelo dentro de outro pesadelo. Depois de uma boa farra, a vida torna-se uma mistura de ficção e de realidade, ou de coisas reais e abstratas, de quimeras, ilusões e esperanças, quase sempre não realizadas. A morte, sempre será sua companheira nas noites de insônia. O Boêmio é um ser ímpar! Sempre protegido “unicamente” pelo seu parceiro universal que também é poeta, (Deus). A crença de que: “Deus protege os loucos e os bêbados” é antiga e inabalável. E parece ser verdade, Deus conhece suas fragilidades e seus corações desprovidos de maldade.
O mundo através dos tempos vem sendo desafiado pelas doenças! O homem com sua frágil ciência vem travando grandes batalhas com a morte, ganha umas e perde outras. E tudo leva a crer que a muquirana tem se esquecido dos boêmios, dos poetas e dos velhos, que estão vivendo cada vez mais. Num passado não muito distante a falta de higiene deu origem a verdadeiros monstros a que chamavam de pestes ou epidemias, como a lepra ou hanseníase, as famosas pragas da Europa medieval, e outros tipos de pestes e gripes, que quase devastaram com a humanidade na época. Hoje a ciência do homem reconhece que a maioria destes males tem origem na ingestão da carne e da convivência com os animais hospedeiros das pestes. Só que o homem nunca parou de matá-los para saciar sua fome... No final do mês de maio de 2010 me preparei para vacinar contra a gripe, isto, numa sexta-feira. Mas, como na quinta tinha tomado um porre dos diabos, já amanheci com o vírus da gripe H1N1 ou influenza A, e não pude ir vacinar. Na noite de sábado a situação se complicou e eu não pude mais respirar. Aí, comecei a falar com Deus pedindo socorro e perdão pelos meus pecados. Para minha surpresa! Quem estava em pé na beira da minha cama! Ela mesma, a Morte com sua foice na mão! Estremeci-me todo, levantei, depois calmamente sentei na cama e perguntei a ela: O que você quer? Ela respondeu, dizendo: - Vim atender teu chamado e levantou a estrovenga, rápido, agarrei o seu braço com força e perguntei: - E o nosso trato de eu viver até os oitenta anos? Você não vai cumprir?   Ao que ela respondeu! Quem quebrou o trato foi você, que está fazendo tudo que pode e que não pode – fumando, bebendo, perdendo noites e achando que ainda é um menino. Respondi em cima da bucha! Eu não Senhora: Trato é trato. Eu ainda preciso cuidar de meus filhos e de meus netos, e do meu amor que está aqui dormindo ao meu lado! Ao que ela respondeu: Está tudo bem! Vou te dar mais uma chance, por causa dela; que mesmo sabendo que tu não presta ainda te ama, pois, quanto mais ela te ama, mais ela vai sofrer. Mas, tem uma coisa!!!... Vais ter que deixar o cigarro e as extravagâncias! Não chega o teu tempo de juventude? Ao que eu respondi de pronto! Combinado! Só que agora quero mais dez anos, quero chegar aos noventa anos, certo? – ela disse: Esse trato não é comigo, é com aquele que te criou e a quem tu pedes socorro quando me aproximo de ti, e já foram muitas vezes que ele te salvou! Já te esqueceu?  - Negativo lembro-me de tudo: Ao que ela retrucou: - Agora vou indo que tem um avião caindo com mais de quatrocentos passageiros na Líbia, depois falaremos de novo. Até breve, - eu aliviado, respondi com veemência: - Até breve coisa nenhuma, esqueça que eu existo. Ela botou a estrovenga no ombro e disse: Veremos... Este papo com a velha da foice não podia deixar de ser registrado para lembrar de que no mundo tudo é possível e de um tudo há! E olhe que este não foi o nosso primeiro encontro. E de que, nada é impossível para Deus, que sempre está disposto a ajudar seus parceiros preferidos, os Poetas Boêmios. Florisvaldo Rodrigues. O Poeta dos Sonhos. Vitória da Conquista - Bahia, início do outono de 2010
36* O MEU OU TALVEZ, O “NOSSO” ENTENDIMENTO DA VIDA:
A vida é tão somente o entendimento da vida e do universo que adquirimos na vida, este entendimento é o que chamamos de nosso paradigma, que por sua vez molda nossa existência, e nada mais somos que isso. Eis porque todos os seres “aparentemente” são desiguais, embora sendo iguais e únicos. Na realidade suas visões da vida é que são desiguais...
37* TRANSCRIÇÃO DE UMA TEORIA QUE NOS TRAZ ALGUMA ESPERANÇA CHAMADA DE BIOCENTRISMO:
Parte inferior do formulário
Teoria quântica, de múltiplos universos, e o destino da consciência humana após a morte (Biocentrismo), por Robert Lanza 14/09/2014
Desde que o mundo é mundo discutimos e tentamos descobrir o que existe além da morte. Desta vez a ciência quântica explica e comprova que existe sim vida (não física) após a morte de qualquer ser humano. Um livro intitulado “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo”.  Estas ideias fizeram furor na Internet, porque continham a noção de que a vida não acaba quando o corpo morre e que pode durar para sempre. O autor desta publicação o cientista Dr. Robert Lanza, eleito o terceiro mais importante cientista vivo pelo New York Times, ele diz não ter dúvidas de que isso é possível. Além do tempo e do espaço, Lanza é um especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company. (Companhia de Tecnologia avançada da Célula), numa tradução livre. No passado ficou conhecido por sua extensa pesquisa com células-tronco e também por várias experiências bem sucedidas sobre clonagem de espécies animais ameaçadas de extinção. Mas não há muito tempo, o cientista se envolveu com física, mecânica quântica e astrofísica. Esta mistura explosiva deu à luz a nova teoria do biocentrismo que vem pregando desde então. O biocentrismo ensina que a vida e a consciência são fundamentais para o universo. É a consciência que cria o universo material e não o contrário. Lanza aponta para a estrutura do próprio universo e diz que as leis, forças e constantes variações do universo parecem ser afinadas para a vida, ou seja, a inteligência que existia antes importa muito. Ele também afirma que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas, mas, sim ferramentas de nosso entendimento animal. Lanza diz que carregamos o espaço e o tempo em torno de nós “como tartarugas”, o que significa que quando a casca sai, espaço e tempo ainda existem.
38* O FUNDAMENTO PRIMEIRO DA TEORIA DO BIOCENTRISMO:
A teoria sugere que a morte da consciência simplesmente não existe. Ela só existe como um pensamento porque as pessoas se identificam com o seu corpo. Eles acreditam que o corpo vai morrer mais cedo ou mais tarde, pensando que a sua consciência vai desaparecer também. Se o corpo gera a consciência então a consciência morre quando o corpo morre. Mas se o corpo recebe a consciência da mesma forma que uma caixa de tv a cabo recebe sinais de satélite então é claro que a consciência não termina com a morte do veículo físico. Na verdade a consciência existe fora das restrições de tempo e espaço. Ela é capaz de estar em qualquer lugar: no corpo humano e, no exterior de si mesma. Em outras palavras, a consciência é não-local, no mesmo sentido que os objetos quânticos são não-local. Lanza também acredita que múltiplos universos podem existir simultaneamente. Em um universo o corpo pode estar morto e em outro continua a existir, absorvendo consciência que migraram para este universo. Isto significa que uma pessoa morta enquanto viaja através do mesmo túnel acaba não no inferno ou no céu, mas em um mundo semelhante ao que ele ou ela que tinha habitado, mas da mesma forma, vivo. E assim por diante, infinitamente, quase como um efeito cósmico vida após a morte.
39* VARIOS MUNDOS:
Não são apenas meros mortais que querem viver para sempre mas também alguns cientistas de renome têm a mesma opinião de Lanza. São os físicos e astrofísicos que tendem a concordar com a existência de mundos paralelos e que sugerem a possibilidade de múltiplos universos. Multiverso (multi-universo) é o conceito científico da teoria que eles defendem. Eles acreditam que não existem leis físicas que proibiriam a existência de mundos paralelos.
O primeiro a falar sobre isto foi o escritor de ficção científica H. G. Wells em 1895 com o livro “The Time Machine“ (A Máquina do Tempo). Após 62 anos essa ideia foi desenvolvida pelo Dr. Hugh Everett em sua tese de pós-graduação na Universidade de Princeton. Basicamente postula que, em determinado momento o universo se divide em inúmeros casos semelhantes e no momento seguinte, esses universos “recém-nascidos” dividem-se de forma semelhante. Então em alguns desses mundos que podemos estar presentes, lendo este artigo em um universo e assistindo TV em outro. Na década de 1980 Andrei Linde cientista do Instituto de Física da Lebedev, da (Academia Russa de Ciência), desenvolveu a teoria de múltiplos universos. Agora como professor da Universidade de Stanford, (Califórnia – USA). Linde explicou: o espaço consiste em muitas esferas de inflar que dão origem a esferas semelhantes, e aqueles, por sua vez, produzem esferas em números ainda maiores e assim por diante até o infinito. No universo eles são separados. Eles não estão cientes da existência do outro mas eles representam partes de um mesmo universo físico. A física Laura Mersini Houghton da Universidade da Carolina do Norte com seus colegas argumentam: as anomalias do fundo do cosmos existem devido ao fato de que o nosso universo é influenciado por outros universos existentes nas proximidades e que buracos e falhas são um resultado direto de ataques contra nós por universos vizinhos. Melhor seria a expressão: “resultado direto de interferências de universos vizinhos”. Pois, não estamos sob ataques de outros universos! Movér.
40* A ALMA
Assim, há abundância de lugares ou outros universos onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria do neo-biocentrismo. Mas será que a alma existe? Existe alguma teoria científica da consciência que poderia acomodar tal afirmação? Segundo o Dr. Stuart Hameroff uma experiência de quase morte acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dissipa no universo. Ao contrário do que defendem os materialistas Dr. Hameroff oferece uma explicação alternativa da consciência que pode, talvez, apelar para a mente científica racional e intuições pessoais. A consciência reside, de acordo com Stuart e o físico britânico Sir Roger Penrose, nos microtúbulos das células cerebrais que são os sítios primários de processamento quântico. Após a morte esta informação é liberada de seu corpo, o que significa que a sua consciência vai com ele. (Se liberta dele). Eles argumentaram que a nossa experiência da consciência é o resultado de efeitos da gravidade quântica nesses microtúbulos, uma teoria que eles batizaram de “Redução Objetiva Orquestrada”. Consciência, ou pelo menos proto-consciência é teorizada por eles para ser uma propriedade fundamental do universo, presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. “Em uma dessas experiências conscientes comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.” Nossas almas estão de fato construídas a partir da própria estrutura do universo e pode ter existido desde o início dos tempos. Nossos cérebros são apenas receptores e amplificadores para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, há realmente uma parte de sua consciência que é não material e vai viver após a morte de seu corpo físico. 
41* OS MICROTÚBULOS DE HAMEROFF:
O Dr. Hameroff disse ao Canal “Science” através do documentário Wormhole: (buracos de minhoca). – “Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir e os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída, ela não pode ser destruída, ele (o estado quântico), só se distribui e se dissipa com o universo como um todo.” Robert Lanza acrescenta aqui que não só existem em um único universo, ela (a informação), existe talvez, em outro universo. Se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente diz: “Eu tive uma experiência de quase morte”. Ele acrescenta: “Se ele não reviveu e o paciente morre é possível que esta informação quântica possa existir fora do corpo talvez indefinidamente, como uma alma.” Esta conta de consciência quântica explica coisas como experiências de quase morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação sem a necessidade de recorrer a ideologia religiosa. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento e nesse meio tempo ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade e possivelmente, em outro universo.
E vocês o que acham? Concordam com Dr. Lanza?
Indicação: Pedro Lopes Martins Artigo publicado originalmente em inglês no site  SPIRIT SCIENCE AND METAPHYSICS - Existem imperfeições na tradução, ao consultar o site acima, em inglês, você eliminará dúvidas por ventura encontradas. Movér.
41* A TEORIA DO BIOCENTRISMO:
E se fosse a vida, quem cria o universo e consequentemente este não existisse sem a consciência? Assim, em vez de se assumir que a realidade precede e cria a vida, o Biocentrismo propõe exatamente o inverso. A medida que nos desfazemos de preconceitos, a nossa percepção e relação com o mundo mudam drasticamente. Vivíamos num disco mais ou menos plano no século XV, até, coisa sem sentido, nos dizerem que afinal a terra é uma pedra redondinha. Do mesmo modo, as explicações da física tradicional sobre a gênese do Universo confrontam-nos agora com as experiências e as descobertas no mundo da física quântica, renovando dúvidas e levantando novas incertezas; obrigam a mudanças de interpretação que colocam em causa a nossa própria representação a realidade.
Como o seu ensaio “Nova Teoria do Universo” o cientista Robert Lanza, coloca-nos de repente perante perspectivas radicalmente diferentes: Limitações biológicas nos impedem de compreender verdades mais profundas da nossa existência e do mundo que nos rodeia, bem como a nossa mais própria consciência da realidade. A ideia coincide com as observações quânticas em que os resultados dependem da própria observação. Como escreveu Eugene Wigner, laureado com o prêmio Nobel: - “Não é possível formular as leis da teoria quântica de um modo absolutamente consistente sem referência a uma consciência”. Em 2010, conjuntamente com Leonard Mlodinow, o Stephen Hawking colocou o problema nos seguintes termos: “Não há forma de retirar o observador –nós- da nossa percepção do mundo... na física clássica, o passado é assumido existir como uma série de acontecimentos”. Mas, de acordo com a física quântica, o passado, como o futuro, é indefinido e existe apenas como um espectro da realidade.
Fonte:
42* A TEORIA DO BIOCENTRISMO REFERE-SE A SETE PRINCÍPIOS:
1* A nossa percepção da realidade é um processo que envolve a consciência. Uma realidade “externa” se existisse, teria por definição, que existir no espaço. Mas isso não tem qualquer significado porque espaço e tempo não são realidades absolutas, senão meras ferramentas do humano e cérebro animal.
2* As nossas percepções internas e externas estão inextricavelmente entrelaçadas. São diferentes lados da mesma moeda e não se podem divorciar uma da outra.
3* O comportamento das partículas sub-atômicas, de fato, todas as partículas e objetos, estão inextricavelmente ligados a presença do observador. Sem a presença consciente do observador, as partículas existem, no melhor dos casos, apenas no estado indeterminado de probabilidade de onda.
4* Sem consciência a matéria permanece num estado indeterminado de probabilidade. Qualquer universo que poderia ter precedido a consciência apenas existiu em estado de probabilidade.
5* A estrutura do universo só pode ser explicada através do Biocentrismo. O universo está sintonizado com a vida, o que faz sentido, porque a vida cria o universo e não o contrário. O universo é simplesmente o conjunto lógico espaço-temporal do Eu.
6* O tempo não tem real existência fora da percepção do sentido-animal. É o processo pelo qual tomamos conheci mento de mudanças no universo.
7* O espaço, como o tempo, não é um objeto ou uma coisa. O espaço é outra forma de compreensão animal, e não uma realidade independente. Carregamos o espaço-tempo como tartarugas as suas carapaças. Portanto, não há nenhuma matriz existindo por si própria  na qual ocorram acontecimentos independentes da vida.
43* A AÇÃO DO TEMPO:
Pensando no tempo pensamos imediatamente na sua natureza perversa, quando as pessoas envelhecem e morrem, pensamos ainda nas coisas que vão mudando. Mas esses acontecimentos, essas mudanças não são as mesmas coisa que “tempo”. Referindo-se à questão colocada por Hawking e Mlodinow, Robert Lanza responde que “a peça em falta somos nós, encontra-se em nós”. A imortalidade não significa uma perpétua-linear existência no tempo, reside simplesmente fora do tempo. A vida é uma viagem que transcende o nosso pensamento clássico.
Como diria Einstein, a distinção entre passado, presente  e futuro é apenas uma teimosa e persistente ilusão.
Domingo, 27 de maio de 2012
O autor desse artigo assina: O SOFISTA.
Pena não conhecermos o seu nome.
44* COMENTÁRIOS:
0bserve que embora o Biocentrismo nos ponha no centro do universo, não propõe um antropocentrismo. A relevância a meu ver é dada à “VIDA”. E não ao “homo sapiens”.
Esta transcrição acima trás um novo alento aos que temem a Morte. Sendo os pensadores citados, expoentes da ciência atual. Trata-se de uma plêiade de grandes cientistas dando esperança de uma contínua vida, após a Morte. Onde, portanto, Thánatos não existiria.
42* RELATO DE UM SUPOSTO CONTATO COM THÁNATOS:
Quando comentei com um amigo que estava escrevendo um ensaio sobre a velha da foice, ele me apareceu com este relato: Torno-o público com a permissão do mesmo, e conforme ouvi.
Quando fiz uma cirurgia de uma hérnia inguinal, - Vi a cara da Morte a rondar lá nas alturas, como um urubu nos ares “urubuando” um cavalo doente. Seus olhos (da Morte), cinzentos e graúdos literalmente comiam o equídeo terminal, que era “eu”. Ela desceu planando e pairou sobre mim na sala de cirurgia, então, senti um choque elétrico na altura do peito, Vi num relance os olhos sorridentes de um médico vestido de verde. Nada mais vi! Segundo me contaram só acordei no dia seguinte, e vivinho da silva.
- Este curto relato, ouvi de uma pessoa amiga, já idosa. Mas, que vive permanentemente com medo da Morte. Fiz ver ao meu amigo que, tal fato, talvez, teria explicação na sua profunda tanatofobia, (segundo me confessou). E que o mais provável é que seria uma alucinação provocada pela ausência de oxigenação no cérebro causada pela parada cardíaca, ou mesmo pelo excessivo medo da Morte. Gostei foi do seu neologismo “urubuando”.
45* UM ESPÍRITA, ASSIM DEFINIU A VIDA:
A vida é como uma estrada principal, asfaltada que leva a uma grande cidade. Onde iremos morar eternamente. Ao longo do percurso desta estrada principal encontramos pequenas estradas de terra que levam a pequenas cidades. Nós ao passarmos pela estrada principal, entramos ou não, nestas pequenas estradas de terra e passamos alguns dias nestas pequenas cidades. A estadia nestas pequenas cidades representam nossas diversas vidas, ou reencarnações, nelas, adquirimos experiências e polimos nossos espíritos, nos preparando para a chegada final na grande cidade que se encontra no final da grande estrada asfaltada. - (Sempre no final um céu! Não consigo ver lógica nem racionalidade nessa proposição. Isto me parece mais coisa de promessa de religião)! Movér.
46* A DEDUÇÃO FINAL:
Se assim o for! Então, pode-se deduzir acertadamente, que nossa vida real nada mais seria que uma grande viagem, com visitas a pequenas vilas, ou seja, com idas e vindas pelo meio do caminho. Então! Boa viagem, e feliz progresso espiritual, seguindo sempre em direção da meta final... Desconheço o nome do espírita, que numa semana espírita proferiu esta explicação há bem mais de vinte anos, aqui em Conquista. Movér).
47* FINALMENTE:
A essência do conhecimento da realidade da Vida e incluso nela a realidade da Morte nos foi, nos é, e nos será negada e, portanto, desconhecida por um longo futuro. Falta-nos “evolução espiritual” para compreendermos e percebermos a essência desta realidade.
Edimilson Santos Silva Movér
Vitória da Conquista - Bahia. 18/02/2016
Revisão de 25/03/2016

Interessante esta observação de um leitor atento.
Um leitor e amigo observou que eu em todo o texto adotei grafar a palavra Morte, utilizando o M maiúsculo, e isso se deu há poucos dias. Ainda observou em tom de gozação e troça!
Tá com medo da velha da foice Movér!
Eu respondi! Pode ser, pode ser! Pelo menos é sinal de respeito, e dei uma gostosa gargalhada...
Vitória da Conquista, julho de 2017.



Eis mais um texto sobre o tema morte, datado de 2007

O RITUAL DA MORTE                                    061

Este pecador se escondeu e não disse uma só palavra jamais,
a morte o levou para pagar todos os pecados lá nos umbrais,
aprendam a lição! Oh! Vós loucos infelizes e que mais pecais,
nem no fundo dos mares, nem dentro do chão vos escondais!
Deixai cá fora toda a esperança, oh! Vós que entrais!
“Aqui parodiando o Inferno de Dante.”

A velha da foice bate na porta de uma Igreja nos tempos medievais,
Tum! Tum! Tum!

O clérigo:
 Responde, de dentro da Igreja,
- Quem bate
Por três vezes!

A velha da foice:

- Sou eu, a morte, em busca de uma alma pecadora!

O clérigo:

- És tu, ingrata ceifadora?
Indiferentes, nós escutamos o teu bater!
Siga em frente,
Bate em outra porta,
Oh! Andrajosa e vil mutiladora,

A velha da foice:

- Não se assustem!
Vós que cuidai “aquilo” com zelo,
“Aquilo” só vai depois de morta!

O clérigo:

- Estás cega? Não viste o sagrado selo?
Nesta casa não entrais oh! Asqueroso horror!
Passai ao largo peçonha maldita,
Este lugar é santo, não entrais aqui!
Este símbolo é o Santo dos Santos!
O que vedes na porta é o selo de David...
Aqui é terra sagrada temos o que fazer,
Nesta casa guardam-se os mandamentos do Senhor...
Use a tua foice nas adjacências!
Todos aqui ainda têm muito que viver,
Se dirija a outras paragens,
Ou serás condenada a pagar dez mil penitências.

A velha da foice:

Tum! Tum! Tum!

O clérigo:

- Quem insiste em bater?
Aqui só estamos nós os homens do Senhor!
E um rico e respeitável fidalgo,
De veneráveis barbas, conosco a rezar!
Que quereis repetindo o teu bater?

A velha da foice:

- Sei que ele é um rico usurário,
E que a vós pagou, para o selo da sua religião,
Em vossa porta estampar,
Vosso símbolo é a cruz,
E por isso um dia terás que pagar,

O clérigo:

- Isto é blasfêmia! Temos direito a dar nossa benção,
A todos, "indiscriminadamente"
"Independentemente" da sua religião!

A velha da foice:

- Aí, alguém se esconde sem ter o direito de se esconder!
Cumpro o meu dever!
Eu vim buscar o que me pertence,
Sem ao sagrado recinto querer ofender!!!...

O clérigo:

- Se insistes tanto, alguma razão deve ter!
Diga o nome do pobre desvalido e sem sorte,
Quem vieste buscar e diga o por quê?

A velha da foice:

- O nome não importa mais! Quem o busca é a morte!
Para onde ele vai ninguém tem nome,
Lá o apelido dele será “aquilo” e nada mais!
Quero o velho barbudo que atrás da porta se esconde
Lá tem azeite quente e enxofre, ele não passará fome!
Estou esperando aqui fora!
Sei que aí não posso entrar!
Ainda bato mais três vezes!
Na primeira ele se deita,
Dê-lhe a extrema unção,
Na segunda ele sai sem o corpo, o corpo não quero não!
Na terceira a alma penada comigo vai
Pecador! Despojais a ti de toda esperança!
De agora em diante!
Chegou tua hora...
Não ouviste Dante?

O clérigo:

- Aguardai aí fora, peçonha maldita!
Vamos encomendar a alma do sofredor!!!

A velha da foice:

Tum! Primeiro bater
- Preparai bem este pecador,
Pra onde ele vai não há refrigério,
Eu só levo a alma, lá há somente dor!
Podem ficar com o corpo para o cemitério!

O clérigo:

- Tenha paciência coisa indecente!
Diremos uma missa para o pobre homem,
Ainda em vida e de corpo presente!

A velha da foice:

- Estas coisas já não importam mais,
Recebi ordens severas,
Tenho que levar o delinquente!

O clérigo:

- Estamos a encomendar a alma nos rituais,
Falta mil ladainhas, dois mil terços,
Cinco mil salve Rainhas,
Vinte mil esconjuros de frente pra trás!
São coisas que não acabam mais...

A velha da foice:

Tum! Segundo bater

- Escutei calada os xingamentos!
Os pecados dele não se paga com rituais,
Quero sem delongas os meus emolumentos...
Dessas coisas todas vós o dispensais!
O que ele fez, vai ter que acertar,
Não discutais comigo, oh! Vós da cabeça coroada,
E também vazia!
Não sabeis meu nome? Dante me elogiou!
E me chamou de Harpia!

O clérigo:

- O venerável homem está vivo! Assim não o podeis levar!

A velha da foice:

- Não o levo vivo
O corpo é pesado
Só levo a alma, esta vai comigo,
Os pecados dele não se paga com rituais,
Não tenho mais tempo e não espero mais,
Já disse, fiquem com o corpo e o enterrai,
O que ele fez só se paga além dos umbrais,
Na terceira batida, ele comigo vai!

A velha da foice:

Tum! Terceiro e último bater
                                           
E lá se foi a alma para as profundezas infernais...
Ranger de dentes, caldeirões de azeite quente,
Água fervente, espetos quentes e coisas e tais!
Puro sofrer, e nem um socorro para o pobre vivente! 

Vitória da Conquista, Ba. - 01 de março de 2007
Edimilson Santos Silva Movér


Eis mais uma singela prosa/poética, que escrevi também em 2007, o ano das proposições e dos escritos esdrúxulos! E que na realidade, é mais uma admoestação na forma de uma “digressão heurística” sobre o que “penso” que sou. Pois creio firmemente, que não adquirimos “ainda”, suficiente desenvolvimento espiritual para sabermos o que somos...





Eis mais uns versos onde arrisco uns palpites!
E nada mais que isso...


QUEM SOU!
O Ser mergulha no mais profundo do seu eu e pergunta! Quem sou ?
Ao começar a entender a simplicidade contida na complexidade da
 existência, ele encontra dentro de si, algumas sutis respostas!...

Nunca perguntaste a ti mesmo! Quem sois?
Se com o teu “eu” tu não te importas!

Arriscas a nunca ser nada e,

Nunca a ti mesmo encontrar!
Indo viver qual vegetal!
Se a ti não conheceres
Viverás como um animal,
Sem nunca a vida entender!
Ou como a espuma do mar

Que existe sem se conservar!

Eu pergunto e não me esmoreço,
E de mais coisas vou indagar
Pelo que sou eu tenho apreço!
Assim! Eis o que creio que sou!
Sou a centelha divina,
Sou minúscula parte da vida,
Sou uma usina pequenina,
Sou a fímbria do infinito,
Sou a orla do absurdo,
Sou ao nascer! O grito,
Sou o “Ser” mais complexo que há!
Sou o nada absoluto,
Sou as helicóides do meu DNA
Sou oriundo dos cromossomos,
Sou a soma de dois seres,
Sou o universo a caminhar,
Sou muitos trilhões de átomos,
Sou um “Ser” finito e infinito,
Sou um “Ser” uno, duo e trino a um só tempo,
Sou um “Ser” a viver contrito,
Sou o monge do convento,
Sou feito da água do rio!
Sou feito do que contém o granito,
Sou o tudo e sou o nada!
Sou filho do Deus da vida,
Sou feito do pó do chão!
Sou feito disso e não me esqueço não!
Sou este mundão sem fim,
Sou a árvore na floresta.
Sou o grilo lá no jardim,
Sou o escorpião lá no canto,
Sou o pasto na campina,
Sou o pirilampo no campo,
Sou mais uma criação divina,
Sou um poeta de improviso,
Sou invisível, pois sou a ilusão,
Sou quem nunca perde o siso,
Sou filho do fogo!
Sou de Deus a benção!
Sou filho de Gaia
Sou feito de sua energia!
Sou o real e sou o maya
Sou filho do gelo,
Sou a pura harmonia,
Sou filho do trovão,
Sou a pura rebeldia,
Sou as asas lá nos céus,
Sou as pernas aqui na terra
Sou as guelras no oceano,
Sou o que Deus criou de mais belo
Sou filho do homem! Amém,
Sou a vida que tudo encerra,
Nasci no ano da guerra,
Sou filho de Onedino Santos Melo,
E de Odília Maria da Silva,
Sendo deles descendente,
Trago comigo a inteligência
Com que Deus os dotou,
Vivo e obedeço às leis,
Que a divindade criou,
Devido a rotação da terra,
Passo meus dias na luz,
E as noites na escuridão,
E por ser filho da energia
Quem me mantém vivo é a eletricidade!
Que faz bater meu coração,
No final de tudo isso!
Simplesmente eu nada seria...
Principalmente sem Deus
Ou mesmo sem a razão!
Acredito num Deus Cósmico
Sendo único, e impessoal,
Sem o qual nada existiria!
Meu Deus é transcendental,
Sem Ele! Eu aqui não estaria
Mas eu aqui estou!
Por isso pergunto e digo! Quem sou...

Edimilson Santos Silva Movér
Vitória da Conquista - Ba. 2007































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