sábado, 28 de julho de 2018

EXISTE REALMENTE O ESPIRITO? - ENSAIO





Subsérie: Vocês vão ler agora temas completamente polêmicos!

     EXISTE REALMENTE O ESPÍRITO?

Primeiro, faça uma lavagem otológica caprichada, antes de iniciardes a leitura desse ensaio! Limpai vossos ouvidos! E escutai bem!!!... É uma grande estultícia a procura inútil pelo "sentido da vida"! Como se tal fosse algo inalcançável! Naturalmente, todos os 7,6 bilhões de humanos são a todo momento visitados por aquele que dá sentido à vida! O amor! Refiro-me ao amor em todas suas formas. O amor está disponível à todos, do nascimento até a morte, pois, o amor é noogênico. Assim, o carregamos permanentemente conosco! Mesmo sendo a vida um desafio! Este desafio é vencido com a prática do amor. O amor é o que dá sentido à vida permanentemente. Os poderosos se desesperam e se suicidam! Os que tudo possuem, em alguns momentos entram em colapso e depois entram em depressão! O que na realidade é outra forma de autodestruição! Nestes momentos os seres se perdem deles mesmos! Aí, perdem completamente a bússola do existir.  Somente os que praticam o amor permanecem nessas horas difíceis, por que eles não se pertencem! Se doaram inteiramente através da prática do amor incondicional. Quando alguém disser! Não vejo um sentido para minha vida. Podeis ter certeza! Isto ocorre por burrice e inépcia, não o escute, afasta-te dele, pois, é um egoísta e estulto, como todo egoísta o é. A única coisa que podeis e deveis fazer é leva-lo a um psicólogo. 

1* Neste ensaio faço referência às filosofias cientificistas e não cientificistas, estas últimas, a partir do século XVI desistiram da busca racional da divindade do ‘Ser’, ou seja, da busca da sua espiritualidade. Embora não cite nominalmente seus postulantes, para não ser injusto. Talvez, influenciados pelo enfoque materialista dado pela ciência ao tema. Os grandes centros da educação superior no planeta, principalmente na Europa, sofreram a partir do meio do século XVI, forte influência sobre a postura filosófica dos pensadores. Primeiro: Em função da libertação do domínio da igreja católica, com o advento da reforma protestante. Segundo: Com a queda do mundo ptolomaico, e a ascensão do novo sistema heliocêntrico copernicano. Terceiro: Pelo surgimento das leis da mecânica celeste newtonianas. Quarto: Pelo florescer da química, da botânica, da astronomia, da biologia e das quatro leis de Maxwell, explicando os fenômenos mais espetaculares da natureza, que resultou no eletromagnetismo de Maxwell. Quinto: E o grande avanço da matemática, dita superior. Enfim, pelo desabrochar da ciência como um todo e, pelo predomínio da razão! Aqui analiso o tema da existência do “espírito” numa abordagem que é um misto de visão; de um lado, a visão que nos propõe o moderno “mecanicismo/cientificista” e do outro, a antiga visão que hoje podemos chamar de holismo/espiritualismo. A pergunta que nomina este ensaio sobre a existência do “espírito” é tão antiga, quanto antigo é o homem que “pergunta e que responde”. Após o primeiro primata, do qual descendemos, ter adotado a postura ereta, “ter ficado de pé”, adquirindo o bipedalismo, passaram-se 4 (quatro) milhões de anos até recentemente, com o advento da fala elaborada, e, hoje já com o uso da escrita, podermos registrar a pergunta! “Realmente existiria o “espírito?”. Antes de 300 mil anos, isto não ocorreu, ou esta pergunta não foi feita, por uma total ausência da “razão”.

2* Somente com a aquisição do discernimento com origem no raciocínio lógico, e da aquisição da consciência ou “espírito”, é que tornamo-nos racionais, e só assim, descobriríamos que somos seres duais. Feitos do corpo material e da parte imaterial, ou consciência, ou como entendem outros! Enteléquia, “Ser”, “eu”, “tò”, “alma”, “vir a ser”, “ente”, “espírito”, “isto aí”, e do que mais quiserdes chamar. Esta parte imaterial é composta de mais uma entidade, chamada de “personalidade” sendo esta, criada e montada durante a existência do “Ser”. Esta desaparece com a morte, o que já é outra história… Podemos deduzir utilizando a lógica mais simples, (já que não possuímos conhecimento disso, (de que se fizemos no passado, perguntas desse tipo), pela simples inexistência de dados fósseis comprobatórios), de que: o que nos levava à incapacidade de perguntar, seria exatamente a ausência de uma consciência inquiridora. Sem esta consciência, não há perguntas, e muito menos respostas! Estas inquirições só se tornaram factíveis de acontecer com a aquisição do raciocínio lógico, segundo a "ontologia", a que  o filósofo alemão Christian Wolff,  chamou de filosofia primeira, por estudar exatamente o "Ser", que é a primeira "causa e efeito" do conhecimento, ou episteme do homem. A aquisição deste conhecimento, que levou o humano à "pergunta", acredita a ciência, que foi causada pelo aumento do cérebro e seu consequente desenvolvimento, e o consequente e natural aumento do número de neurônios! E que, segundo o espiritualismo, esta capacidade de raciocinar é fruto da aquisição do “espírito”, uma destas duas “coisas” aconteceu: O mais provável é que as duas tenham surgido simultaneamente. Isto, num enfoque espiritual, já que, num enfoque mecanicista, a simples aquisição do raciocínio lógico pelo cérebro, atende o que postula a ciência, pois, para a ciência, a existência do “espírito” é algo tido como uma crendice, uma parvoíce. A ciência ortodoxa considera a existência do que chamamos de “espírito” como algo de existência comprovadamente “improvável”, no entanto, para o espiritualismo o existir do “espírito” é o fundamento maior e a única causa da “racionalidade” da espécie humana. Certamente, a ciência e o espiritualismo podem estar certos ou errados. Segundo a lógica do terceiro excluído, cada uma das crenças podem estar certas ou erradas! As duas coisas ao mesmo tempo, impossível!

3* Os registros fósseis nos dizem que a espécie “homo” tornou-se realmente inteligente entre 300 mil e 250 mil anos atrás, mas, estes registros não nos dizem se foi a aquisição do raciocínio lógico com natural abandono do instinto, ou a aquisição do “espírito” que fez desta espécie uma espécie inteligente! Portanto, esta pergunta, (segundo a ciência), foi formulada pela primeira vez, após a aquisição do raciocínio com origem material, feita e externada pelo cérebro ou (segundo o espiritualismo), esta pergunta foi feita pela primeira vez, com um raciocínio de origem imaterial, tendo sido feita esta primeira pergunta pelo “espírito” e externada “através” do desenvolvimento neuronal ocorrido no cérebro. Estas duas proposições são, na realidade, visões que se contrapõem por seus próprios princípios; um material, outro inerentemente imaterial.
A primeira, seria a visão mecanicista do “Ser”.
A segunda, seria a visão espiritualista do “Ser”.
Sabemos que não há comprovação científica da existência do “espírito”, no entanto, é bom que se saliente, que esta não “comprovação” também não prova sua “não existência”! Se algo chamado “espírito” humano realmente existir! Esta entidade estará de forma necessária e a priori, completamente fora do alcance da ciência que temos no momento. No futuro, com o desenvolvimento natural da neurobiologia, junto a este salto da biologia para neurobiologia, virá o completo desenvolvimento da teoria da ressonância mórfica do Sheldrake, que nos mostrará a existência de uma sutil estrutura quântica no nosso campo neuronal, que é a via de comunicação dos “espíritos” com os neurônios, e esta comunicação neuronal se daria através das glias. O fato desta via de comunicação acontecer na escala quântica torna-a no “momento”, indetectável.

4* A própria ciência nos propõe a existência de estruturas que abranjam todo o universo, numa escala completamente fora do alcance da ciência atual e mesmo num futuro próximo. A ciência nos oferece uma excelente oportunidade para podermos imaginar uma interação entre o “espírito” e nossos 100.000.000.000 (cem bilhões) de neurônios isto, feito através de nossas 900.000.000.000 (novecentos bilhões) de células gliais. Tudo ocorrendo na escala de uma corda cósmica, na escala de Calabi-Yau, duas escalas acima da distância de Planck que é igual a 10-35cm.  Enquanto a escala de Calabi-Yau está no valor de 10-33cm. Estas interações ocorreriam ao longo de todo sistema neuronal, e não somente nas extremidades das sinapses. E ocorreriam no espaço de Calabi-Yau, se realmente isto ocorrer! Estas complexas interações se dão e ocorrem, através da utilização das “cosmic strings”. O que as tornaria completamente fora do alcance de nossa ciência, volto a afirmar! Nossa ciência atual e a ciência futura imediata.

5* Meu muito obrigado, ao sistema neuronal dos cérebros ou aos “espíritos” dos cientistas Eugênio Calabi e Shing-Tung Yau, por uma ideia tão genial. A mais descabida e vazia de todas as teorias criadas pela ciência é a sua teoria pífia, que dá suporte a sua vã e inútil esperança de que: (como disse), nossa consciência, nossa enteléquia, nosso eu, o “Ser”, o “tò”, o “vir a ser”, “nossa alma”, nosso espírito, seja consequência da interconexão entre as células neuronais! Esta proposição da ciência nos diz que as conexões destas células são “acontecentes” nas extremidades das sinapses, através de processos eletroquímicos, e de que estes bilhões de conexões eletroquímicas criaria o “Ser-senciente-pensante-falante”. Ora! Ora! A ciência será sempre conduzida por diminutos, falíveis e finitos cérebros de “Seres” humanos, e assim, estes pífios seres humanos possuem o “desconfiômetro” desligado pela pequenez humana, ou talvez nem o possuam! Ora! Ora! Nossa consciência é partícula da divindade. Eis o que nos diz o maior filósofo brasileiro: – “Através dos óculos da nossa finitude humana enxergamos a infinitude Divina, visualizando-a assim como nós somos, mas não assim como ela é”. Huberto Rohden (1894-1981). A ciência nunca se pergunta! A quem estas interconexões se reportam? A qual comando obedecem? Os neurofisiologistas e os filósofos da mente, simplesmente não querem enfrentar a verdade, e nada mais.

6* A neurofisiologia, filha da neurociência, nos diz que: “aparentemente”, esta complexa relação entre os nossos 100.000.000.000 (cem bilhões) de neurônios seria nossa enteléquia, ou seja, nossa consciência. Ao que creio e que me consta; (de forma ontológica e universal), pois, todos creem nisso! Seria esta crença, motivada pela crença “védica” antiga, de que o “espírito”, o sopro da vida inteligente, habitasse o interior do nosso cérebro?
Recentemente, um dos ramos da ciência com forte enfoque na medicina, a “biologia das formas, com enfoque nas formas vivas, e não vivas”, fundamentada nos princípios da teoria da ressonância mórfica, nos propõe exatamente o contrário: segundo a interpretação dessa nova teoria científica, nossa consciência ou enteléquia, teria seu habitat no exterior do nosso corpo material. Com o desenvolvimento da teoria da ressonância mórfica será fácil compreender como funciona o nosso cérebro, e principalmente como funciona a relação quântica do “espírito” com o nosso cérebro. Ora! Se não fosse necessário possuirmos um “espírito” para sermos racionais, todos os outros animais com cérebros acima de 1500 centímetros cúbicos, mas, abaixo do homem na escala evolutiva, seriam racionais na relação da sua escala de (evolução fisiológica x a volumétrica cerebral). Obviamente, alguns, com consciência mais evoluída que a subespécie “homo sapiens sapiens”. No entanto, isto não representa a verdade, os neurônios em todos os animais se localizam nos sulcos e não na massa encefálica. Um cérebro menor e com mais sulcos, possui mais neurônios que um cérebro mais volumoso e com menos sulcos.

7* Pelo contexto da ressonância mórfica, sei que será muito difícil a aceitação e uma completa compreensão de uma teoria tão díspar e inovadora! Quanto mais uma teoria é inovadora, mais difícil sua aceitação”. Só com o advento da sua comprovação, (num futuro talvez bem distante), a ciência a aceitará, e olhe que a aceitará naturalmente, daí advindo o entendimento do que seja o “espírito”, a consciência e a memória. E então, ainda acabará aceitando que este “Ser” DUAL, material e imaterial, é um “Ser” Trino, (corpo material), (mente ou “espírito”), e (personalidade), e de que esta trindade resulta “Una” no “Ser” dito, humano”. Os reducionistas/mecanicistas vão me queimar “vivo” na fogueira sempre acesa e fumegante do ateísmo disfarçado de materialismo. A maior dificuldade, dos filósofos com bastante conhecimento científico na área dos estudos da mente, e dos próprios cientistas neurofisiologistas, para compreender o que seja nossa consciência ou nossa enteléquia, seria motivada, (como já disse), por nossas crenças primitivas de que nosso “espírito” estivesse dentro de nosso organismo. O que não pode ser tomado como uma proposição séria, ou como uma verdade axiomática, incontestável e apodítica, ou mesmo como uma verdade relativa! Na realidade, conforme a ressonância mórfica do Rupert, o “espírito” nos abarca como um todo. Pesquisas de laboratório comprovaram que a busca pela memória, dentro do cérebro de animais: (pequenos mamíferos), foi em vão! Nosso corpo material é que está dentro do “espírito” ou de nossa mente, e não o contrário. Sei que esta minha proposição vai na contra-mão dos princípios kardecistas. Talvez a percepção do quanto é mais importante o “espírito” com relação ao nosso corpo material, tenha feito com que nossos primeiros estudiosos do “espírito”, os Vedas na antiga Índia, tenham-no, “erroneamente” guardado, “por cuidado e zelo”, dentro do escaninho inalcançável do cérebro, eles o esconderam no hipotálamo, que está bem escondido na base do cérebro.

         A FOTOGRAFIA KÍRLIAN
8* O que a fotografia Kírlian nos mostrou foi a Aura, que nada mais é, que a energia do “espírito” e dos seres vivos, não obstante, a crença e a fremente defesa da proposição da existência do “espírito” feita pelos “espiritualistas” europeus ocidentais, foi um russo que primeiro fotografou a Aura ou a energia do “espírito”. Vale a pena ressaltar que todos os “objetos” e seres vivos possuem a Aura, mas, a Aura dos seres vivos tem conotações marcantemente diferentes, isto, Semyon Kírlian notou logo no início de seus estudos. O fato real, é que tudo no universo é feito de energia segundo a E=mc². Nada mais natural que tudo possua uma Aura. As Auras dos seres vivos são mais ativas e com mais tons de cores, em especial as dos humanos. No fim da década de 1930 foi descoberta uma espécie de energia que recobria toda parte externa de nosso corpo material, e chamaram-na de “Aura”. Meu fundamento maior para crer que o “espírito” tenha sua morada externa ao corpo físico, não é a fotografia Kírlian, e sim a ressonância mórfica. A fotografia somente o comprova visualmente, não sendo a Aura a fotografia do “espírito”, mas, somente a fotografia da energia que circunda, e de que é composto o espírito. Nosso organismo material está completamente imerso no espírito. E não o contrário!

        9* No entanto, a nossa crença de que o “espírito” tivesse sua morada dentro do nosso organismo era tão forte, que ninguém fez uma relação ou ligação da “Aura” com o “espírito”. Um russo de nome Semyon Davidovitch Kírlian, em 1939 a fotografou pela primeira vez, portanto a descoberta é coisa antiga, O padre gaúcho de nome Landell de Moura descobriu este tipo de fotografia no início do sXX, sendo que a igreja burra e raivosa destruiu tudo, destruindo a carreira de inventor do padre, assim, não adianta tratar de algo de que não mais existem dados. Esta fotografia ficou comumente conhecida como fotografia Kírlian da Aura, ou do campo bioelétrico ou energético. Com o aperfeiçoamento da fotografia colorida tornou-se possível entender que todos os órgãos internos e apêndices externos humanos, quando sadios possuem padrões de cores definidas. Notando-se alterações específicas nas cores, quando eles adoecem, com a análise de uma fotografia Kírlian, tornou possível diagnosticar uma série de problemas do corpo físico, antes mesmo do mal poder ser detectado pelo moderno aparato eletrônico computacional do diagnóstico médico. A fotografia Kírlian veio comprovar que todos os seres vivos, possuem uma Aura ativa, diferenciada e colorida, e não somente o homem. Portanto, não é somente o DNA que nos diz que toda a vida no planeta possui uma mesma origem.

         O MECANICISMO
10* Ora! Se nossa consciência fosse o que nos diz a grande maioria dos filósofos e cientistas estudiosos da mente, porque estes cientistas da mente, objetivos que são, (a filosofia por ser metafísica e subjetiva está dispensada), não detectam a consciência em seus laboratórios e encerram a discussão de uma vez? Com todo o aparato laboratorial que a ciência dispõe na atualidade, se não o fazem, logicamente, e com toda a certeza, é porque estão errados. E assim, o Dr. Chalmers deu uma guinada parcial na direção da metafísica. Tratando-se, no entanto de mais que uma teoria da ciência, só que pela primeira vez ela é parte mecanicista e parte holista Temos também, que observar que a teoria deste brilhante filósofo australiano, “Dr. David John Chalmers” é uma teoria efetivamente não reducionista. Porem! Como não é uma teoria espiritualista, mas parcialmente mecanicista, e parcialmente holista, com o passar do tempo receberá sua devida refutação com respeito ao holismo, pela própria ciência, é o que se espera da ciência finita dos homens. A verdadeira e “intransponível” dificuldade com que os estudiosos da ciência cognitiva da mente, (filósofos e cientistas) se deparam, é com a explicação de como ocorre a transdução de um sinal elétrico no cérebro em consciência. Todos os filósofos e cientistas da mente reconhecem que não possuem uma explicação plausível para tal fato! Inclusive o Dr. Chalmers, que, como último recurso, adotou princípios metafísicos para tentar explicar a existência da consciência, reconhecendo o dualismo do “Ser”, embora procure dar uma origem com contornos tipo: físico/quântico/universal para descrever a “consciência” em sua teoria. No entanto, as tentativas da ciência para mecanizar a consciência continuarão, assim, creio que a ciência ainda demorará muito para abandonar a postura mecanicista, e adotar de vez a postura espiritualista. Creio firmemente que a ciência ainda será espiritualista, quem viver verá! Fundamento-me no axioma de que “tudo no universo evolui” inclusive o “espírito” dos próprios cientistas… Quem tiver a oportunidade de ler o artigo do Dr. João de Fernandes na íntegra, entenderá facilmente o que digo. Aconselho aos estudiosos da “mente” a adicionar o link do artigo do Dr. João de Fernandes, “abaixo” nos “favoritos” para facilitar uma releitura, pois o link é muito longo, e fácil de errar na sua digitação. Agora vamos a visão espiritualista da consciência. O link está no marcador de leitura de nº 20*

                O ESPIRITISMO
11* O espiritismo está tão bem definido, que o que segue é somente uma adaptação de parte de um texto sobre Espiritismo e Espiritualismo! O adaptei, transcrevendo em parte, para esclarecer a diferença existente entre estes dois verbetes.
Portanto os conceitos que seguem, são conceitos estritamente espíritas: E não meus conceitos.
Espiritismo e espiritualismo são duas definições que não se confundem. Todas as religiões são espiritualistas, uma vez que acreditam na existência de algo além da matéria. Porém, o espiritualismo não implica necessariamente na crença nos “espíritos” e nas suas manifestações. A aceitação, compreensão e estudo metódico destes fenômenos é o Espiritismo.

                   Espiritismo: Filosofia, Ciência ou Religião?
12* O Espiritismo é, ao mesmo tempo, ciência experimental e doutrina filosófica de consequência religiosa. Como ciência prática, tem a sua essência nas relações que podem estabelecer, e estabelecem com os “espíritos”. Como filosofia, explica o mundo dos mortos ao mundo dos vivos. Seu fundamento engloba a ciência, e ainda compreende todas as consequências morais decorrentes dessas relações. Convivi com o espiritismo, e ainda convivo com espíritas.

DOS "ELEMENTOS GERAIS" DO UNIVERSO, E NÃO SÃO POUCOS!
DE TODOS SÓ A MATÉRIA SE RELACIONA COM O ESPÍRITO:

 13* Para esclarecer o dito acima, vamos enumerar
 tais  "elementos gerais":
Começando pela matéria comum: composta das
partículas: quarks Up, quarks Down e elétrons, 
desta "trindade" é feito o nosso corpo material.  
Esta Matéria comum, possui 118 elementos:   4,0%
Matéria escura, composição desconhecida:   22,7%
Energia escura, composição desconhecida:   72,8%
E os componentes abaixo representam:          0,5%
Luz em forma de fótons.
Força forte.
Força fraca.
Eletromagnetismo.
Gravitação.
Modelo Padrão da física quântica:
(Geração 1) 16 partículas e antipartículas.
(Geração 2) 16 partículas e antipartículas.
(Geração 3) 16 partículas e antipartículas.
(Outras partículas), não enumeradas.
Nós! Com todo nosso orgulho, vaidade e burrice, somos feitos   
dessa lista, "para alguns", incompreensível de "coisas"., 

O CORPO ETÉREO OU ESPÍRITO, E O CORPO FÍSICO MATERIAL
14* É o corpo material, palpável que interage na escala quântica com o “espírito”. O “espírito” utiliza a matéria para agir, natural que seja sobre a própria matéria que recaia a sua ação. O “espírito” é “o princípio inteligente do universo em ação”, independentemente, ele age sobre a matéria. Ele não é de natureza palpável e a inteligência é o seu atributo essencial. A interação do espírito com a matéria concede e transfere “inteligência” aos seres, a nossa personalidade é a representação do espírito  perante a existência, ela desaparece com a morte, restando somente a memória akhásica. E isto independe de seu grau evolutivo! Pode também ser chamada de Alma, quando nos referimos às coisas, ou a psique dos animais não evoluídos.

O FLUIDO UNIVERSAL
15*O fluido universal, é o intermediário entre o “espírito” e a matéria, possibilitando a união dos dois. Sem esse fluido, o “espírito” não exerceria seus efeitos sobre a matéria, condenando-a a um permanente estado de inércia. Podemos chamar esse envoltório fluídico de períspirito. É através deste corpo etéreo que os “espíritos” conseguem produzir fenômenos e chamar a atenção dos encarnados.

A TRINDADE UNIVERSAL,
E A CONCEPÇÃO DE DEUS
16* A Trindade Universal é a essência e o princípio de tudo o que existe. É formada pela simplicidade da “matéria”, pela complexidade do “espírito” e, pela incompreensibilidade da “Inteligência Cósmica”, que por não termos como melhor a nominar, a chamamos de Deus. Esta “Inteligência Cósmica”, é a criadora de todas as coisas. “Deus é eterno, é imutável, é imaterial, impessoal, inominável, é único, é Todo-Poderoso e é Soberanamente Justo e Bom”. Fora destes conceitos nenhuma pessoa, povo ou religião pode conceber um Deus. Se o fizer será um anti-deus. Vixe! Vão me chamar de neo-Edir. E dai!
  
O ESPAÇO UNIVERSAL
17* O espaço universal é infinito, nele não existe o vazio, pois há sempre ocupação do espaço existente, mesmo que seja por coisas ou organismos desconhecidos, e não perceptíveis aos nossos sentidos e instrumentos. Veja neste blog, o ensaio: AS NOSSAS 11 DIMENSÕES.

A VIDA E A MORTE DE TODOS OS SERES
Uma adaptação de um texto espírita.
18* A morte, para os espíritas, é a exaustão dos órgãos do corpo material. Ela é necessária porque com a morte a matéria se decompõe, sendo possível formar novos seres.
A vida da matéria, é animada pelo princípio vital que tem como fonte o fluido universal. É este fluido que confere e dá atividade à matéria inerte. Isto se processa em todos os seres vivos, independentemente de reino, evolução biológica e espiritual. A quantidade deste fluido é segundo as espécies! E nunca é igual, nem mesmo em espécimes iguais, ou em seres diferentes. Essas diferenças permitem a transferência ou intercâmbio deste fluido entre os seres humanos, possibilitando, em casos especiais, o impedimento da morte de uma pessoa. Ao romperem-se os laços com o principio vital, a morte da matéria permite ao “espírito” recuperar sua liberdade e sua identidade espiritual, conservada pelo perispírito, que é o seu corpo etéreo.

19* Voltemos aos nossos questionamentos: porque será que o homem, em todos os tempos, ao adquirir substancial conhecimento, (dentro de sua época), sempre se declara sem conhecimento? Ao que se sabe o primeiro foi Sócrates, ao declarar: O “Só sei que nada sei”. Atualmente é fácil descobrir que nada sabemos! (Vejamos um dos vários porquês, de nada sabermos). Um “Ser” longevo, vivendo 100 (cem) anos, este “Ser” aproveita como tempo de aprendizado destes cem anos somente 80 (oitenta) anos, pois até os 10 (dez) anos pouco aprende, pois, está montando a máquina de pensar. E de noventa para os cem, menos ainda. Pois, está desmontando a máquina de pensar! Ora! 80 anos tem 29.220 dias, se conseguíssemos ler 1 (um) livro por dia, leríamos muito pouco, se comparado com o número de livros de uma grande biblioteca. A Biblioteca Nacional possui um acervo de 14 milhões de livros. Sendo uma biblioteca modesta se comparada com a do Congresso Norte-Americano que possui mais de 120 milhões de livros, somados a mais 50 milhões de opúsculos e revistas. Portanto, quem lê 29 mil livros, leu muito pouco do total do acervo do conhecimento da humanidade, que chamamos de episteme, então, realmente nada sabe. E quem é que lê um livro por dia? É bom lembrar que títulos acadêmicos só transmitem ao dono do título o conhecimento específico daquela área, e de que um “conhecimento abrangente e universal”, (embora ainda pequeno), só se consegue adquirir através da leitura dos livros. Todo ser humano, (engravatado ou não), que faz um discurso de algumas horas diante de certo número de ouvintes, e se julga um sábio, com certeza é um tolo. Mesmo se Sócrates voltasse a viver nos dias atuais, sua frase: Só sei que nada sei! Estaria atualíssima.

20* A teoria da consciência do Dr. David Chalmers é tão interessante que merece ser lida por todos os interessados nos estudos do que seja a mente, a consciência ou “espírito”, estes interessados devem buscar mais informações no artigo do Professor e Dr. João de Fernandes Teixeira, sobre a teoria do Filósofo Dr. David John Chalmers, eis o link:


21* Sugiro àqueles que pretenderem e se dispuserem e ler o artigo do Dr. João de Fernandes Teixeira, que leiam o artigo na íntegra, pois, só assim, conseguirão compreender a proposição do Dr. Chalmers a respeito da consciência. A artigo analisa, resume e propõe um novo paradigma para a consciência. Aqueles que procuram saber o que é o “espírito”, naturalmente devem ler “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec. Aqui se pode notar, e nunca escondi as minhas divergências com os princípios kardecistas, isto, com relação a alguns pontos de vista desta doutrina, por sinal, foi nesta doutrina onde mais lógica e verdade encontrei, no entanto, em alguns pontos encontrei discordâncias e questionamentos de base ontológica. Discordo; por ex. do que seja o espírito, sua relação com o corpo material, o que seja a morada dos espíritos, e com o princípio do carma, e principalmente quanto a existência do Deus judaico, etc, no entanto, concordo plenamente com o princípio kardecista da evolução do “espírito”, que num fim último, representa a própria evolução da humanidade! Observem bem que! Se no momento posso externar livremente meus pontos de vista aqui, enquanto encarnado, a respeito da existência dos “espíritos”, sem nenhum temor de represálias é porque a doutrina espírita codificada por Allan Kardec está fundamentada no princípio basilar do uso da lógica racional, e não da fé cega e não raciocinada, e também no livre arbítrio dos “espíritos”, enquanto encarnados ou não.

                MINHA VISÃO DO EXISTIR DO HOMEM:
22* De forma sucinta, a minha visão do “Ser Maior”, da “Divindade” possui algo de diferente, da crença popular, a meu ver a “Mente Cósmica” possui uma relação e integração maior com o universo como um todo, que em particular com a humanidade no nosso planeta. Não vejo a “priori” uma relação de exclusividade do “Deum”, com a humanidade, me fundamento no princípio de que somos, (como seres sencientes e conscientes com espírito), partes ínfimas desta mesma “Divindade”. Assim, não vejo uma necessidade desta exclusividade. Foge ao entendimento do homem a sua complexidade comportamental! Obviamente, que falo da complexidade comportamental do “Deum”. Se não conseguimos fazer a leitura de uma partícula do “Todo”, que é o homem! Não vejo como o homem que é esta ínfima partícula possa fazer uma leitura do “Todo”.

23* O caminhar da vida humana, durante os anos, séculos e milênios, segue uma rota direcionada para a luz, sem necessidade de uma relação de exclusividade com a Divindade, senão esta não seria uma Divindade. Minha premissa é de que toda obra da Divindade é perfeita, como a humanidade é sua obra, não haveria uma necessidade de uma relação de exclusividade, contatos e cuidados da Divindade para com o caminhar desta mesma humanidade! Desta vez quem vai me assar vivo na fogueira da inquisição (!) são os pastores, padres e outros dirigentes das igrejas, aqueles que embolsam os dez por cento chamados eufemisticamente de (dízimos da Igreja), isto para dar um ar de dinheiro sagrado, instituído nos tempos bíblicos! Estes são os mais perigosos e temíveis. Não podem ver um fósforo… querem logo acender uma fogueira. A nossa finitude humana, a nossa pequenez como entidades vivas e evolutivas, nos fazem como se fôssemos cegos! Com o passar dos anos, dos século, e quiçá dos milênios, a verdade surgirá. Alguns “espíritos” de luz que por aqui passaram, já disseram que somos Deuses… Claro! Pontualmente, cada um de “per se” não é um Deus, isto é lógico, mas, a humanidade como um “Ser” único, pode ter, e tem, algo de divino na sua complexidade existencial. Ora, dirão! E as guerras, os assassínios, os males, as pestes! Bem! Diz-me o bom senso, eu, como um “Ser” que crê na existência imortal do “espírito”! Chamo vossa atenção para o fato de que em toda história da humanidade, nunca houve um enterro de um único “espírito”. Pelo menos nunca ouvi falar de um! A teu ver, quem é mais importante, a humanidade material ou a humanidade espiritual? Me dirás! Se existe esta humanidade espiritual! Onde está? Isto somente tu poderás descobrir! Responda-me nos comentários, se descobriu! Creio firmemente que o mundo da vida material seja a escola da nossa evolução espiritual. Portanto estas mortes e estes sofrimentos estão restritos ao ambiente material. Só posso crer que estes percalços façam parte do caminhar da humanidade espiritual na direção da sua evolução.

        A HUMANIDADE DENTRO DAS ERAS:
24* Porque não paramos para pensar? Se possível faça um quadro mental, (mesmo que imaginário), do nível de evolução da humanidade nos seguintes períodos: 200 mil anos atrás, 100 mil, 50 mil, 30 mil, 10 mil, 5 mil, e 1 mil anos atrás, depois faça um quadro ou uma leitura do comportamento da humanidade atual. Raciocine friamente, se ainda temos o mesmo comportamento das humanidades de antanho, ou se melhoramos? O problema do homem, é que ele é por natureza imediatista, só se enxerga no período de uma curta existência de (80 anos). Se não conseguirdes montar estes quadros mentais, infelizmente tua visão de mundo não corresponde à realidade do existir da humanidade, e dificilmente me entenderás. Ora! Já faz 300 mil anos que disputamos território, caçamos e coletamos, e ainda permanecemos por aqui! Isto é um verdadeiro milagre!

        25* Não me taxem de existencialista, pois, mesmo não discordando totalmente do existencialismo, pois ele de certa forma é benéfico ao homem material! Colocando-o em seu lugar! Concordando somente em alguns pontos, não me considero um existencialista. Não me atenho aos resultados das ações e dos fatos inerentes as relações do homem com sua existência, para com estes resultados defini-lo. Mas, sim às essências dessas relações com fatos sobre os quais não temos explicações nem como defini-los. Em alguns pontos não relevantes, discordo da visão existencialista do pai do existencialismo Sören Kierkegaard, Jean Paul Sartre, Heidegger e do mestre de todos eles, o Dr. Edmund Russerl e de muitos outros. O existencialismo reduz o homem e o mundo, a uma única entidade. Não é somente por isso! Que não me vejo ou me considero um existencialista, embora concorde nalguns pontos dessa fuga da Trindade: (Homem espiritual, mundo material e Divindade). Com razão dizia Nietzsche: - “Aquele que se sabe profundo esforça-se por ser claro; aquele que gostaria de parecer profundo à multidão esforça-se por ser obscuro. Eu contraponho! Aquele que é destituído do mais elementar entendimento, julga uma exposição clara como se fosse algo indecifrável. Pois, o mundo é feito de opostos. Tudo, exclusivamente tudo! Pode ser visto pelo seu lado oposto...
  
                 MUDEMOS DE ASSUNTO:
26* Nunca entendi porque estes cinco grandes pensadores escolheram a filosofia abstrata de Hegel como boi de piranha. Noutro ensaio eu comparei a filosofia com uma teia de aranha, onde filósofo nenhum a tem completamente sob seus pés, nem sobre suas mãos. Ora! Nós, como seres pensantes, conscientes sencientes e imateriais, somos absolutamente subjetivos e abstratos como a filosofia de Hegel. Como seres materiais, pendemos mais para a objetividade e a concretude, somos mais kantianos e espinozanos, o resto é pura falsidade e conveniência. A Montanha sempre foi o centro das preocupações hegelianas, daí sua filosofia abstrata e obscura, a repressão no estado alemão fragilizado, era real, principalmente com respeito ao que escreviam os filósofos nas suas universidades. Conheci a obra de Hegel quando ainda jovem, a lógica de seus raciocínios deixou profundas marcas em meu “Ser”, na realidade, com Hegel eu tentei aprender a arte do raciocínio abstrato e elaborado, que um amigo, por sinal, muito culto, muito inteligente e perspicaz, nominou de raciocínio profundo. Só, que ele não podia conhecer a fonte ou a origem, deste meu suposto e inexistente raciocínio profundo, a profundidade viria do quão raso era o seu entendimento. Pois, a fonte eu só citei agora, e reafirmo que todos nós humanos, filósofos ou homens comuns como eu! Temos dentro de nós uma grande cadeia de montanhas para conquistarmos, e não uma montanha só, eu, particularmente, não sei o que é um raciocínio profundo! E não me vejo de posse de tal raciocínio profundo… Isso é falácia! Tal coisa não existe, o Criador fez suas criaturas todas iguais. Todos nós podemos evoluir, intelectualmente ou espiritualmente, mas, só isso, O Melhor exemplo é Einstein! Se não tivesse se esforçado como um desesperado! Não teria chegado à conclusão de suas duas difíceis mas, perfeitas teorias científicas, a Relatividade Restrita (ou Especial) de 1905 e a Relatividade Geral de 1916. Ele comeu o pão que o diabo amassou e assou. Os físicos da época, não o compreendiam, nem o apoiavam, com a sua inclusão da gravidade na teoria geral, hoje são tomadas como uma só teoria. Mesmo para os físicos era muito difícil entender e absorver os novos conceitos montados pelo intelecto do Judeu! O astrônomo inglês Sir Artur Stanley Eddington, o apoiou quando os dois países estavam em guerra. Para os grandes intelectos a verdade da ciência prevalece ante as diferenças entre as nações! Sir Arthur Eddington deverá para sempre ser lembrado e honrado por este ato.

27* Contam uma história: que dois sábios passaram a vida toda defendendo pontos de vista opostos, quanto a sabedoria do viver cotidiano. Um dos sábios dizia que: Importava viver intensamente o hoje, pois o futuro é algo extremamente incerto. Ao que o outro sábio replicava que: Importava viver com sabedoria e comedimento o hoje, pois o futuro é algo extremamente incerto. Após a morte dos dois, em certo momento se encontram, e bradam em uníssono! Nada importa.

       28* Tenho dito sempre, e agora repito mais uma vez! Sou um aprendiz de aprendiz de aprendiz de pensador. Sendo na verdade, a essência da essência da “insignificância” dos aprendizes da área de aprendiz de pensador! Creio que faltou mais uns aprendizes, para a frase ficar melhor estruturada! Creio que não existe uma frase perfeita sobre este tema.
Sim, e ainda não resolvemos nada, “nadica” de nada! Será que existe realmente o espírito? Que coisa!!!...

Edimilson Santos Silva Movér
Vitória da Conquista,
21 de setembro de 2011
Revisado em janeiro de 2014






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