sábado, 28 de julho de 2018

EXISTE REALMENTE O ESPIRITO? - ENSAIO (46)

DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR

Subsérie: Um singelo estudo numa abordagem heurística da essência cognitiva dos “sapiens”, a que chamamos de “espírito”. 

A ciência nos diz que o espírito seria nossa essência cognitiva com origem neuronal. Com a qual buscamos compreender o universo e a vida.

                EXISTE REALMENTE O ESPÍRITO?

A religião nos diz que o espírito, seria nossa essência cognitiva com origem divina.   Com a qual buscamos compreender o universo, a vida e seu criador.

Introdução:

Neste ensaio você vai ler algumas proposições e deduções, que à primeira vista se apresentam como complexas e polêmicas, tudo porque o espírito ou a essência do “sapiens”, ainda é desconhecida pelo mesmo “sapiens”. Por ele desconhecer o que seja seu “eu” interior ou espírito, ele vê tudo como complexo e polêmico, quando na verdade a estrutura de seu “eu” interior é uma entidade extremamente simples. O “sapiens” com sua pouca evolução somada ao seu total desconhecimento é que a vê de forma complexa. O que se aparenta para você como complexo e polêmico, se você conseguir observar com os olhos do espírito, verás toda sua resplandecente simplicidade. Uma entidade complexa, naturalmente seria de difícil manutenção, então, dificilmente duraria tanto o quanto tem durado a vida no planeta, se a nossa essência fosse com uma estrutura complexa facilmente entraria em colapso e não duraria tanto tempo. Segundo a paleoantropologia já existimos desde 300 mil anos. Todas as complexidades da vida são aparentes. Uma grande soma de simplicidades, para o homem comum, será vista sempre com a aparência de uma grande complexidade. Primeiro, faça uma lavagem otológica caprichada, antes de iniciardes a leitura desse ensaio! Limpai vossos escutadores de boleros! E escutai bem!!!... Para poderdes assim, ouvir sua própria consciência. É uma grande estultícia a procura inútil pelo "sentido da vida"! Como se o sentido da vida fosse algo incompreensível e inalcançável! O sentido da vida é dado pela própria pessoa! Salvo, se estiverdes procurando pelo sentido da existência do imenso organismo “vida” existente no planeta! Algo que nunca, nem mesmo a ciência chegará a conhecer! Numa visão ontológica heideggeriana sobre o aspecto da vida pessoal, podemos deduzir e assim dizer que, todos os 7,8 bilhões de humanos de hoje 12 de janeiro de 2021 são possuidores, e a todo momento podem utilizar livremente num sentido crístico, aquilo que dá sentido à vida! Que é o amor! Refiro-me ao amor em todas as suas formas. O amor está disponível para todos os seres, do nascimento até a morte, pois, o amor é noogênico, por ser o único caminho para a cura das patologias da personalidade. Assim, o carregamos permanentemente conosco! Mesmo sendo a vida plena de desafios! Estes desafios são mais facilmente vencidos com a prática do amor. O amor é o que permanentemente dá sentido à vida individual, sob a forte ação personalista dos falantes. Os poderosos se desesperam e se suicidam! Os que tudo possuem, em alguns momentos se veem diante de um colapso iminente e entram em depressão! O que na realidade é outra forma de destruição ontogênica, mesmo depois de nascidos! Nestes momentos os seres se perdem, primeiro dentro da vida, depois dentro de si mesmos. Então nunca mais se encontram! Aí, perdem completamente a bússola do existir, que é o amor.  Somente os que praticam o amor permanecem nessas horas difíceis, isto, porque eles não se pertencem! Se doaram inteiramente através da prática do amor incondicional. Quando alguém disser! Não vejo um sentido para minha vida. Podeis ter certeza! Ele está focado somente em si! Isto ocorre por egoísmo, burrice e inépcia, não o escute, afasta-te dele, pois, é um egoísta, sendo um estulto, como todo egoísta o é. A única coisa que podeis e deveis fazer é leva-lo a um psicólogo. Alguns já se conspurcaram tanto com a prática do desamor, que já deveis levá-los a um psiquiatra. Alguns pensadores desavisados, vão me acusar de misturar as coisas! O lado Crístico do homem e a proposição de Heidegger, como se ambos não fossem oriundos e representassem a mesma coisa! A vida. E que o ontológico não se referisse somente uma proposição e visão de um pensante.


1)EROE?). Neste ensaio faço referência às filosofias cientificistas e não cientificistas, estas últimas, a partir do século XVI desistiram da busca racional da divindade do ‘Ser’, ou seja, da busca da sua espiritualidade. Embora não cite nominalmente seus postulantes. Estes, talvez influenciados pelo enfoque materialista dado pela ciência ao tema, pois, os grandes centros de educação superior no planeta, principalmente na Europa, exerceram a partir do meio do século XVI, forte influência sobre a postura filosófica materialista dos pensadores. Primeiro: Em função da libertação do domínio da igreja católica, com o advento da reforma protestante no século XVI. Segundo: Com a queda do sistema do mundo ptolomaico, e a ascensão do novo sistema heliocêntrico copernicano também no século XVI, que modificou a visão de mundo da ciência e da religião. Terceiro: Pelo surgimento das leis da mecânica celeste newtonianas. Quarto: Pelo florescer da ciência, na química, na botânica, na física, na matemática, na astronomia, na biologia e das quatro leis de Maxwell, explicando os fenômenos mais espetaculares da natureza, o que resultou no eletromagnetismo de Maxwell, é necessário que se observe que as leis do eletromagnetismo, são assim chamadas porque foi Maxwell que as estruturou, modificando a lei de Ampére, juntando a lei de Gauss e a lei da indução de Faraday. Maxwell, assim como Newton, veio também nos ombros de gigantes. Quinto: A filosofia, o pensamento e o paradigma da sociedade, principalmente dos pensadores renascentista e iluministas mudou profundamente a visão de mundo da sociedade dos séculos subsequentes. Tudo isso fundamentado no grande avanço da ciência com suporte na matemática, sem a matemática superior a ciência não desenvolveria! Aqui analiso o tema da existência do “espírito” numa abordagem que é um misto de visão; de um lado, a visão que nos propõe o moderno “mecanicismo/cientificista” e do outro, a antiga visão espiritualista, que hoje podemos chamar de holismo/espiritualismo. A pergunta que nomina este ensaio sobre a existência do “espírito” é tão antiga, quanto antigo é o homem que pergunta e que tenta responder tais perguntas, consideradas pelos homens dos três sábios, como irrespondíveis. Após o primeiro primata, do qual descendemos, ter adotado a postura ereta, “ter ficado de pé”, adquirindo o bipedalismo, passaram-se mais de 4 (quatro) milhões de anos até recentemente, com o advento do “homo sapiens”, e do desenvolvimento da fala elaborada, e, hoje já com o uso da escrita, para podermos registrar a pergunta! “Realmente existiria o “espírito?”. Antes de 300 mil anos, isto não ocorreu, ou esta pergunta não foi feita, sob nenhuma forma, por uma total ausência da “razão”. 

2)EROE?). Somente com a aquisição da consciência ou “espírito”, adquirimos o discernimento com origem no raciocínio lógico, somente assim, nos tornamos racionais, e só depois dessa fase descobriríamos que somos seres duais. Feitos de um corpo material e da parte imaterial, ou consciência, ou como nominam outros! Enteléquia, “Ser”, “eu”, “tò”, “alma”, “vir a ser”, “ente”, “espírito”, “isto aí”, e do que mais quiserem chamar. Nos tornamos trinos, com a soma dessa parte imaterial é composta de mais uma entidade, chamada de “personalidade” sendo esta, criada e montada durante a existência do “Ser”. Esta desaparece com a morte, o que já é outra história. Utilizando a lógica mais simples, podemos deduzir, já que não possuímos conhecimento se fizemos no passado, perguntas desse tipo, pela simples inexistência de dados fósseis comprobatórios. O que nos levava à incapacidade de perguntar, seria exatamente a ausência de uma consciência inquiridora. Sem esta consciência, não há perguntas, e muito menos respostas! Estas inquirições só se tornaram factíveis de acontecer com a aquisição da cognição, possibilitando o raciocínio lógico, segundo a "ontologia", a que o filósofo alemão Christian Wolff, chamou de “filosofia primeira”, por estudar exatamente o "Ser", que é a primeira "causa e efeito" do conhecimento, ou episteme dos seres pensantes. A aquisição deste conhecimento, que levou o humano à "pergunta", existe o espírito? Acredita a ciência, e nos diz, que foi causada pelo aumento do cérebro e seu consequente desenvolvimento, e o consequente e natural aumento do número de neurônios! O que, segundo o espiritualismo, esta capacidade de raciocinar é fruto da aquisição do “espírito”, uma destas duas “coisas” aconteceu: O mais provável é que as duas tenham surgido simultaneamente. Isto, num enfoque espiritual, já que, num enfoque mecanicista, a simples aquisição do raciocínio lógico pelo cérebro, atende o que postula a ciência, pois, para a ciência, a existência do “espírito” é algo tido como uma crendice, uma parvoíce. A ciência ortodoxa considera a existência do que chamamos de “espírito” como algo comprovadamente “inexistente”, no entanto, para o espiritualismo o existir do “espírito” é o fundamento maior e a única causa da “racionalidade” da espécie. Certamente, a ciência e o espiritualismo podem estar certos ou errados. Segundo a lógica do terceiro excluído, cada uma dessas crenças pode estar certa ou errada! As duas coisas ao mesmo tempo, seria impossível! 

3)EROE?). Os registros fósseis nos dizem que a espécie “homo” se tornou realmente inteligente entre 300 mil e 250 mil anos atrás, mas, estes registros não nos dizem se foi a aquisição do raciocínio lógico com natural abandono do instinto, ou a aquisição do “espírito” que fez desta espécie uma espécie inteligente! Portanto, esta pergunta, (segundo a ciência), foi formulada pela primeira vez, após a aquisição do raciocínio com origem material, feita e externada pelo cérebro ou (segundo o espiritualismo), esta pergunta foi feita pela primeira vez, com um raciocínio de origem imaterial, tendo sido feita esta primeira pergunta pelo “espírito” e externada “através” do já desenvolvido sistema neuronal ocorrido em torno dos 300 mil anos atrás. Estas duas proposições são, na realidade, visões que se contrapõem por seus próprios princípios; um material, outro inerentemente imaterial. A primeira, seria a visão mecanicista do “Ser”. A segunda, seria a visão espiritualista do “Ser”. Sabemos que não há comprovação científica da existência do “espírito”, no entanto, é bom que se saliente, que essa não “comprovação” também não prova sua “não existência”! Se algo chamado “espírito” humano realmente existir! Esta entidade estará de forma a priori e necessária, completamente fora do alcance da ciência que temos no momento. No futuro, com o desenvolvimento natural da neurobiologia, junto a este salto da biologia para neurobiologia, virá o completo desenvolvimento da teoria da ressonância mórfica do Sheldrake, que nos mostrará a existência de uma sutil estrutura quântica no nosso campo neuronal, que é a via de comunicação dos “espíritos” com os neurônios, e esta comunicação neuronal se daria através das glias. O fato desta via de comunicação acontecer na escala quântica torna-a no “momento”, indetectável. 

4)EROE?). A própria ciência nos propõe a existência de estruturas que abranjam todo o universo, numa escala completamente fora do alcance da ciência atual e mesmo num futuro próximo. A ciência nos oferece uma excelente oportunidade para podermos imaginar uma interação entre o “espírito” e nossos 100.000.000.000 (cem bilhões) de neurônios isto, feito através de nossas 900.000.000.000 (novecentos bilhões) de células glias. Tudo ocorrendo na escala de uma corda cósmica, na escala de Calabi-Yau, duas escalas acima da distância de Planck que é igual a 10-35cm.  Enquanto a escala das “cosmic strings” de Calabi-Yau está no valor de 10-33cm. Estas interações ocorreriam ao longo de todo sistema neuronal, e não somente nas extremidades das sinapses. E ocorreriam no espaço de Calabi-Yau, se realmente isto ocorrer! Estas complexas interações se dão e ocorrem, através da utilização das “cosmic strings”. O que as tornaria completamente fora do alcance de nossa ciência, volto a afirmar! Nossa ciência atual e a futura ciência imediatamente posterior a esse hoje. 

5)EROE?). Meu muito obrigado, ao sistema neuronal dos cérebros ou aos espíritos dos cientistas Eugênio Calabi e Shing-Tung Yau, por uma ideia tão genial. A ciência criou a mais descabida e vazia de todas as teorias, que é a sua teoria pífia, que dá suporte a sua vã e inútil esperança de que: (como disse), nossa consciência, nossa enteléquia, nosso eu, o “Ser”, o “tò”, o “vir a ser”, “nossa alma”, nosso espírito, seja consequência da interconexão entre as células neuronais! Esta proposição da ciência nos diz que as conexões destas células são “acontecentes” nas extremidades das sinapses, através de processos eletroquímicos, e de que estes bilhões de conexões eletroquímicas criaria o “Ser-senciente-pensante-falante”. Ora! Ora! Meus vaidosos “sapiens”! A ciência será sempre conduzida por diminutos, falíveis e finitos cérebros de “Seres” humanos, e assim, estes pífios seres humanos possuem o “desconfiômetro” desligado pela pequenez humana e pela pouca evolução espiritual alcançada até este momento, alguns talvez nem a possuam! Nossa consciência é partícula da divindade. Eis o que nos diz o maior filósofo brasileiro: – “Através dos óculos da nossa finitude humana enxergamos a infinitude Divina, visualizando-a assim como nós somos, mas não assim como ela é”. Huberto Rohden (1894-1981). A ciência nunca se pergunta! A quem estas interconexões se reportam? A qual comando obedecem? Os neurocientistas, que são os atuais doutores e estudiosos da mente, simplesmente não querem enfrentar a verdade, e nada mais. 

O NÚMERO DE NEURÔNIOS E O VOLUME DOS CÉREBROS

6)EROE?). A neurofisiologia, com suporte na moderna neurociência, nos diz que: “aparentemente”, esta complexa interrelação entre os nossos 100.000.000.000 (cem bilhões) de neurônios seria a origem de nossa enteléquia, ou seja, nossa consciência. Ao que creio e que me consta; estes cientistas, (de forma ontológica e universal), pois, todos creem que o pensamento tem origem no cérebro! Ou seria esta crença, motivada pela antiga crença “védica”, de que o “espírito”, o sopro da vida inteligente, habitasse o interior do nosso cérebro? Recentemente, um dos ramos da ciência com forte suporte na medicina, a “biologia das formas, com enfoque nas formas vivas, e não vivas”, fundamentada nos princípios da teoria da ressonância mórfica, nos propõe exatamente o contrário: segundo a interpretação dessa nova teoria científica, nossa consciência ou enteléquia, teria seu habitat no exterior do nosso corpo material. Com o desenvolvimento da teoria da ressonância mórfica será fácil compreender como funciona o nosso cérebro, e principalmente como funciona a relação quântica do “espírito” com o nosso cérebro. Ora! Se não fosse necessário possuirmos um “espírito” para sermos racionais, todos os outros animais com cérebros acima de 1500 centímetros cúbicos, mas, abaixo do homem na escala evolutiva, seriam racionais, isto na relação da sua escala de evolução fisiológica vezes o seu volume craniano. Obviamente, haveria alguns animais, existentes e ainda não extintos com uma consciência mais evoluída que a subespécie “homo sapiens sapiens”. No entanto, isto não representa a verdade! Os neurônios em todos os animais se localizam nos sulcos do córtex e não na volumosa massa cinzenta encefálica. Um cérebro menor e com mais sulcos, possui mais neurônios que um cérebro mais volumoso e com menos sulcos. Portanto cabeça grande nunca foi sinal de inteligência! Senão os elefantes seriam os maiores filósofos existentes. Sem falar nas baleias no meio aquático. 

7)EROE?). Pelo contexto do proposto pela teoria da Ressonância Mórfica, sei que será muito difícil a aceitação ou uma completa compreensão de uma teoria tão díspar e inovadora! Quanto mais uma teoria é inovadora, mais difícil sua aceitação”. Só com o advento da sua completa comprovação, (num futuro imprevisível), a ciência a aceitará, e olhe que a aceitará naturalmente, daí advindo o entendimento do que seja o “espírito”, a consciência e a memória. E então, ainda acabará aceitando que este “Ser” aparentemente Dual, material e imaterial, é um “Ser” Trino, “corpo material”, “mente ou espírito”, e “personalidade”. E de que esta trindade resulta num “Ser” “Uno”, no “Ser” dito, humano”. No futuro o Rupert Sheldrake será tão lembrado quanto, Freud Einstein e Newton. Os cientistas reducionistas/mecanicistas vão me queimar “vivo” na fogueira sempre acesa e fumegante da burrice do ateísmo disfarçado de materialismo/mecanicismo. A maior dificuldade, dos filósofos com bastante conhecimento científico na área dos estudos da mente, e dos próprios neurocientistas e neurofisiologistas, para compreender o que seja nossa consciência ou nossa enteléquia, essa dificuldade seria motivada, (como já disse), por nossas crenças primitivas de que nosso “espírito” estivesse dentro de nosso organismo. O que não pode ser tomado como uma proposição séria, ou como uma verdade axiomática, incontestável e apodítica, mas sim, como uma verdade aparente e relativa! Na realidade, conforme a ressonância mórfica do Rupert, o “espírito” nos abarca como um todo. Pesquisas de laboratório comprovaram que a busca pela memória, dentro do cérebro de animais: (pequenos mamíferos), foi em vão! Nosso corpo material é que está dentro do “espírito” ou de nossa mente, e não o contrário. Sei que esta minha proposição vai na contramão dos princípios kardecistas. Talvez a percepção do quanto é mais importante o “espírito” com relação ao nosso corpo material, tenha feito com que nossos primeiros estudiosos do “espírito”, os Vedas na antiga Índia, tenham-no, certamente, guardado, “por cuidado e zelo”, dentro do escaninho inalcançável do cérebro, eles o esconderam no hipotálamo, que está bem escondido na base do cérebro. Isto, o fizeram, vou repetir, por cuidado e zelo. 

         A FOTOGRAFIA KÍRLIAN

8)EROE?). O que a fotografia Kírlian nos mostrou foi que a Aura, nada mais seria que a energia do “espírito” e dos seres vivos, não obstante, a crença e a fremente defesa da proposição da existência do “espírito” feita pelos “espiritualistas” europeus ocidentais, foi um russo que primeiro fotografou a Aura ou a energia do “espírito”. Vale a pena ressaltar que todos os “objetos” e seres vivos possuem a Aura, mas, a Aura dos seres vivos tem conotações marcantemente diferentes, isto, Semyon Davidovich Kírlian, 1898-1978, notou logo no início de seus estudos com as fotografias. O fato real, é que tudo no universo é feito de energia segundo a E=mc². Nada mais natural que tudo possua uma Aura. As Auras dos seres vivos são mais ativas e com mais tons de cores, em especial as dos humanos. No fim da década de 1930 foi descoberta uma espécie de energia que recobria toda parte externa de nosso corpo material, e chamaram-na de “Aura”. Meu fundamento maior para crer que o “espírito” tenha sua morada externa ao corpo físico, não é a fotografia Kírlian, que embora aparentemente o demonstre, e sim a ressonância mórfica. A fotografia somente o comprova visualmente, não sendo a Aura a fotografia do “espírito”, mas, somente a fotografia da energia que circunda os organismos animados e inanimados, por isso é que a aura não é a foto do espírito, pois, circunda os organismos animados e os inanimados. Uma coisa inanimada não pode nem deve possuir um espírito. Assim, o nosso organismo material por ser animado pela vida, está completamente imerso no espírito. E não o contrário!


        9)EROE?). No entanto, por sorte, a nossa crença de que o “espírito” tivesse sua morada dentro do nosso organismo era tão forte, que na época, ninguém fez uma relação ou ligação da “Aura” com o “espírito”. Na realidade a aura é a fotografia da exteriorização do campo da energia vital do nosso organismo material. Um russo de nome Semyon Davidovitch Kírlian, em 1939 a fotografou pela primeira vez, portanto a descoberta é coisa antiga, O padre gaúcho de nome Landell de Moura descobriu este tipo de fotografia no início do século XX, sendo que a igreja burra e raivosa destruiu tudo, destruindo a carreira de inventor do padre, assim, não adianta tratar de algo de que não mais existem dados. Esta fotografia ficou comumente conhecida como fotografia Kírlian da Aura, ou do campo bioelétrico ou energético. Com o aperfeiçoamento da fotografia colorida tornou-se possível entender que todos os órgãos internos e apêndices externos humanos, quando sadios possuem padrões de cores definidas. Notando-se alterações específicas nas cores, quando eles adoecem, com a análise de uma fotografia Kírlian, tornou possível diagnosticar uma série de problemas do corpo físico, antes mesmo do mal poder ser detectado pelo moderno aparato eletrônico computacional do diagnóstico médico. A fotografia Kírlian veio comprovar que todos os seres vivos, na realidade, tudo no universo possui uma Aura ativa, diferenciada e colorida, e não somente o homem. Portanto, não é somente o DNA que nos diz que toda a vida no planeta possui uma mesma origem.

 

         O MECANICISMO

10)EROE?). Ora! Se nossa consciência fosse o que nos diz a grande maioria dos filósofos e cientistas estudiosos da mente, porque estes cientistas da mente, objetivos que são, (a filosofia por ser metafísica e subjetiva está dispensada), não detectam a consciência em seus laboratórios e encerram a discussão de uma vez? Com todo o aparato laboratorial que a ciência dispõe na atualidade, se não o fazem, logicamente, e com toda a certeza, é porque estão errados. E assim, o Dr. Chalmers deu uma guinada parcial na direção da metafísica. Tratando-se, no entanto de mais que uma teoria da ciência, só que pela primeira vez ela é parte mecanicista e parte holista, temos também que observar que a teoria deste brilhante filósofo australiano, “Dr. David John Chalmers” é uma teoria efetivamente não reducionista. Porem! Como não é uma teoria espiritualista, mas parcialmente mecanicista, e parcialmente holista, com o passar do tempo receberá sua devida refutação com respeito ao holismo, pela própria ciência, é o que se espera da ciência finita dos homens. A verdadeira e “intransponível” dificuldade com que os estudiosos da ciência cognitiva da mente, (filósofos e cientistas) se deparam, é com a explicação de como ocorre a transdução de um sinal elétrico no cérebro em consciência. Todos os filósofos e cientistas da mente reconhecem que não possuem uma explicação plausível para tal fato! Inclusive o Dr. Chalmers, como último recurso, adotou princípios metafísicos para tentar explicar a existência da consciência, reconhecendo o dualismo do “Ser”, embora procure dar uma origem com contornos tipo: físico/quântico/universal para descrever a “consciência” em sua teoria. No entanto, as tentativas da ciência para mecanizar a consciência continuarão, assim, creio que a ciência ainda demorará muito para abandonar a postura mecanicista, e adotar de vez a postura espiritualista. Creio firmemente que a ciência ainda será espiritualista, quem viver verá! Fundamento-me no axioma de que “tudo no universo evolui” inclusive o “espírito” dos próprios cientistas… Quem tiver a oportunidade de ler o artigo do Dr. João de Fernandes na íntegra, entenderá facilmente o que digo. Aconselho aos estudiosos da “mente” a adicionar o link do artigo do Dr. João de Fernandes, “abaixo” nos “favoritos” para facilitar uma releitura, pois o link é muito longo, e fácil de errar na sua digitação. Agora vamos a visão espiritualista da consciência. O link está no marcador de leitura de nº 20*

 

                O ESPIRITISMO

11)EROE?). O espiritismo está tão bem definido, que o que segue é somente uma adaptação de parte de um texto sobre Espiritismo e Espiritualismo! O adaptei, transcrevendo em parte, para esclarecer a diferença existente entre estes dois verbetes.
Portanto os conceitos que seguem, são conceitos estritamente espíritas: E não meus conceitos.

Espiritismo e espiritualismo são duas definições que não se confundem. Todas as religiões são espiritualistas, uma vez que acreditam na existência de algo além da matéria. Porém, o espiritualismo não implica necessariamente na crença nos “espíritos” e nas suas manifestações. A aceitação, compreensão e estudo metódico destes fenômenos é o Espiritismo.


                   ESPIRITISMO, FILOSOFIA, CIÊNCIA OU RELIGIÃO?

12)EROE?). O Espiritismo é, ao mesmo tempo, ciência experimental e doutrina filosófica de consequência religiosa. Como ciência prática, tem a sua essência nas relações que podem estabelecer, e estabelecem com os “espíritos”. Como filosofia, explica o mundo dos mortos ao mundo dos vivos. Seu fundamento engloba a ciência, e ainda compreende todas as consequências morais decorrentes dessas relações. Convivi com o espiritismo, e ainda convivo com espíritas. O trabalho de Alan Kardec seria a base fundamental para um lúcido entendimento do que seja nosso espírito. Ali, está todo suporte para o entendimento, embora no Evangelho Segundo o Espiritismo, seja afirmado que toda a "verdade", não será revelada aos encarnados. Fato, que eu em particular, só posso entender que seja pela presença de uma ainda insipiente evolução espiritual. 


DOS "ELEMENTOS GERAIS" DO UNIVERSO, E NÃO SÃO POUCOS! SOMENTE OS ORGANISMOS VIVOS SE RELACIONAM COM O ESPÍRITO:
 

 13)EROE?). Para esclarecer o dito acima, vamos enumerar tais "elementos gerais": Começando pela Matéria Comum: composta das partículas: quarks Up, quarks Down e elétrons, desta "trindade" é feito o nosso corpo, e o universo material. Portanto, essa trindade:  quarks Up, quarks Down e elétrons, representa cem por cento da matéria de que é feito nosso universo.

 

Esta Matéria Comum, possui 118 elementos: +-   4,4%

Matéria escura, composição desconhecida:  +-   22,5%

Energia escura, composição desconhecida:  +-   72,6%

E os componentes abaixo representam:                0,5%

                                                                           -----------

                                                                            100,00%

 

 

Luz, fótons.                                                               

Força forte, glúons.                                            

Força fraca, bósons W e Z.

Eletromagnetismo, elétrons.

Gravitação.

No Modelo Padrão da física quântica, ainda consta:

(Geração 1) 8 partículas e 8 antipartículas.

(Geração 2) 8 partículas e 8 antipartículas.

(Geração 3) 8 partículas e 8 antipartículas.

(Outras partículas), não enumeradas.

Nós! Com todo nosso orgulho, vaidade e burrice, somos

feitos dessa lista, que para alguns, é uma lista de “coisas”     

incompreensíveis.  

O MODELO PADRÃO

O Modelo Padrão proposto em 1973, até hoje mostra-se coerente, no entanto tem dois grandes “senões”, ele possui a particularidade de ter 19 parâmetros livres, que devem ser determinados experimentalmente, mas que não podem ser calculados separadamente, e ainda uns 10 parâmetros para as massas dos neutrinos. E o mais grave, o Modelo Padrão não descreve nem comporta a a gravidade. 

O CORPO ETÉREO OU ESPÍRITO, E O CORPO FÍSICO MATERIAL

14)EROE?). É o corpo material, palpável que interage na escala quântica com o “espírito”. O “espírito” utiliza a matéria para agir, natural que seja sobre a própria matéria que recaia a sua ação. O “espírito” é “o princípio inteligente do universo em ação”, independentemente, ele age sobre a matéria. Ele não é de natureza palpável e a inteligência é o seu atributo essencial. A interação do espírito com a matéria concede e transfere “inteligência” aos seres, a nossa personalidade é a representação do espírito perante a existência material, ela desaparece com a morte, restando somente a memória akhásica. E isto independe de seu grau evolutivo! Pode também ser chamada de Alma, quando nos referimos às coisas, ou a psique dos animais não evoluídos.

O FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL

15)EROE?). O fluido cósmico universal, é o intermediário entre o “espírito” e a matéria, possibilitando a união dos dois. Sem esse fluido, o “espírito” não exerceria seus efeitos sobre a matéria, condenando-a a um permanente estado de inércia. Podemos chamar esse envoltório fluídico de períspirito. É através deste corpo etéreo que os “espíritos” conseguem produzir fenômenos e chamar a atenção dos encarnados. 

A TRINDADE UNIVERSAL,

E A CONCEPÇÃO DE DEUS

16)EROE?). A Trindade Universal é a essência e o princípio de tudo o que existe. É formada pela simplicidade da “matéria”, pela complexidade do “espírito” e, pela incompreensibilidade da “Inteligência Cósmica”, a qual, por não termos como melhor a nominar, a chamamos de Deus. Esta “Inteligência Cósmica”, é a criadora de todas as coisas. “Deus é eterno, é imutável, é imaterial, impessoal, inominável, é único, é Todo-Poderoso e é Soberanamente Justo e Bom”. A expressão “Todo Poderoso” fere profundamente o ego dos estultos ateus. Eles, em sua pequenez, não conseguem conceber a magnitude escalar da “Inteligência Cósmica”. Fora destes conceitos nenhuma pessoa, povo ou religião pode conceber um Deus. Se o fizer será um anti-deus. Vixe! Vão me chamar de neo-Edir. E dai! Que o chamem!  

O ESPAÇO UNIVERSAL

17)EROE?). O espaço universal é infinito, nele não existe o vazio, pois há sempre ocupação do espaço existente, na escala de Calabi-Yau de 10-33cm, espaço ocupado mesmo que seja por coisas ou organismos desconhecidos, e não perceptíveis aos nossos sentidos e instrumentos. Veja neste blog, o ensaio: AS NOSSAS 11 DIMENSÕES. No ensaio O UNIVERSO E O “SER” PENSANTE, inclui uma foto montagem que a NASA fez do universo, que nos dá uma pálida ideia da grandiosidade do universo perceptível por nossos instrumentos, e que é chamado pela NASA de universo visível. 

A VIDA E A MORTE DE TODOS OS SERES

Uma adaptação de um texto espírita.

18)EROE?). A morte, para os espíritas, é a exaustão dos órgãos do corpo material. Ela é necessária porque com a morte a matéria se decompõe, sendo possível formar novos seres.
A vida da matéria, é animada pelo princípio vital que tem como fonte o fluido universal. É este fluido que confere e dá atividade à matéria inerte. Isto se processa em todos os seres vivos, independentemente de reino, evolução biológica e espiritual. A quantidade deste fluido é segundo as espécies! E nunca é igual, nem mesmo em espécimes iguais, ou em seres diferentes. Essas diferenças permitem a transferência ou intercâmbio deste fluido entre os seres humanos, possibilitando, em casos especiais, o impedimento da morte de uma pessoa. Ao romperem-se os laços com o princípio vital, a morte da matéria permite ao “espírito” recuperar sua liberdade e sua identidade espiritual, conservada pelo perispírito, que é o seu corpo etéreo.
 

19)EROE?). Voltemos aos nossos questionamentos: porque será que o homem, em todos os tempos, ao adquirir substancial conhecimento, (dentro de sua época), sempre se declara sem conhecimento? Ao que se sabe o primeiro foi Sócrates, ao declarar: O “Só sei que nada sei”. Atualmente é fácil descobrir que nada sabemos! (Vejamos um dos vários porquês, de nada sabermos). Um “Ser” longevo, vivendo 100 (cem) anos, este “Ser” aproveita como tempo de aprendizado destes cem anos somente 80 (oitenta) anos, pois até os 10 (dez) anos pouco aprende, pois, está montando a máquina de pensar. E de noventa para os cem, menos ainda. Pois, está desmontando a máquina de pensar! Ora! 80 anos tem 29.220 dias, se conseguíssemos ler 1 (um) livro por dia, leríamos muito pouco, se comparado com o número de livros de uma grande biblioteca. A Biblioteca Nacional possui um acervo de 14 milhões de livros. Sendo uma biblioteca modesta se comparada com a do Congresso Norte-Americano que possui mais de 120 milhões de livros, somados a mais 50 milhões de opúsculos e revistas. Portanto, quem lê 29 mil livros, leu muito pouco do total do acervo do conhecimento da humanidade, que chamamos de episteme, então, realmente nada sabe. E quem é que lê um livro por dia? É bom lembrar que títulos acadêmicos só transmitem ao dono do título o conhecimento específico daquela área, e de que um “conhecimento abrangente e universal”, (embora ainda pequeno), só se consegue adquirir através da leitura dos livros. Todo ser humano, (engravatado ou não), que faz um discurso de algumas horas diante de certo número de ouvintes, e se julga um sábio, com certeza é um tolo. Mesmo se Sócrates voltasse a viver nos dias atuais, sua frase: Só sei que nada sei! Estaria atualíssima. 

20)EROE?). A teoria da consciência do Dr. David Chalmers é tão interessante que merece ser lida por todos os interessados nos estudos do que seja a mente, a consciência ou “espírito”, estes interessados devem buscar mais informações no artigo do Professor e Dr. João de Fernandes Teixeira, sobre a teoria do Filósofo Dr. David John Chalmers, eis o link: 

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-65641997000200006&script=sci_arttext

 

21)EROE?). Sugiro àqueles que pretenderem e se dispuserem e ler o artigo do Dr. João de Fernandes Teixeira, que leiam o artigo na íntegra, pois, só assim, conseguirão compreender a proposição do Dr. Chalmers a respeito da consciência. A artigo analisa, resume e propõe um novo paradigma para a consciência. Aqueles que procuram saber o que é o “espírito”, naturalmente devem ler “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec. Aqui se pode notar, e nunca escondi as minhas divergências com os princípios kardecistas, isto, com relação a alguns pontos de vista desta doutrina, por sinal, foi nesta doutrina onde mais lógica e verdade encontrei, no entanto, em alguns pontos encontrei discordâncias e questionamentos de base ontológica. Discordo; por ex. do que seja o espírito, sua relação com o corpo material, o que seja a morada dos espíritos, e com o princípio do carma, e principalmente quanto a existência do Deus judaico, etc, no entanto, concordo plenamente com o princípio kardecista da evolução do “espírito”, que num fim último, representa a própria evolução da humanidade! Observem bem que! Se no momento posso externar livremente meus pontos de vista aqui, enquanto encarnado, a respeito da existência dos “espíritos”, sem nenhum temor de represálias é porque a doutrina espírita codificada por Allan Kardec está fundamentada no princípio basilar do uso da lógica racional, e não da fé cega e não raciocinada, e também no livre arbítrio dos “espíritos”, enquanto encarnados ou não.

                MINHA VISÃO DO "DEUM" NO EXISTIR DO HOMEM

22)EROE?). De maneira sucinta, a minha visão do “Ser Maior”, isto é, a “Divindade” possui algo de diferente, da crença popular, a meu ver a “Mente Cósmica” possui uma relação e integração maior com o universo como um todo, que em particular com a humanidade no nosso planeta. Não vejo a “priori” uma relação de exclusividade do “Deum”, com a humanidade, me fundamento no princípio de que somos, (como seres conscientes e dentro dessa consciência formarmos uma "personalidade",  e que nessa consciência também somos sencientes, por possuirmos um espírito! Este seria partícula com origem na "Divindade". Nós possuímos qualidades e habilidades não explicáveis pela ciência, como, precognição, telepatia, clarividência, projeção da consciência, e outras como reencarnação e mediunidade. Todas negadas pela ciência convencional. Eu pergunto, não seriam estas qualidade ou habilidades, uma comprovação de que o organismo "Vida", no geral tenha sua origem na "Divindade"? Algumas ações dos seres vivos são extremamente inteligentes, donde viria essa inteligência? Então, esses seres vivos seriam partes ínfimas desta mesma “Divindade”. Assim, não vejo uma necessidade desta exclusividade com o homem. Sei que foge ao entendimento do homem, a origem de sua complexidade comportamental! Obviamente, que falo da complexidade comportamental das ações humanas citadas acima e oriundas no “Deum”. Se não conseguimos fazer a leitura de uma partícula do “Todo”, que é o homem! Não vejo como o homem que é esta ínfima partícula possa fazer uma leitura do “Todo”, que é o "Deum"!

 A ROTA

23)EROE?). O caminhar da vida humana, durante os anos, séculos e milênios, segue uma rota direcionada para a luz, sem necessidade de uma relação de exclusividade com a Divindade, senão esta não seria uma Divindade. Minha premissa e crença é de que toda obra da Divindade é perfeita, como a humanidade é sua obra, não haveria uma necessidade de uma relação de exclusividade, contatos e cuidados da Divindade para com o caminhar desta mesma humanidade! Desta vez quem vai me assar vivo na fogueira da inquisição (!) são os pastores, padres e outros dirigentes das igrejas, aqueles que embolsam os dez por cento chamados eufemisticamente de (dízimos da Igreja), isto para dar um ar de dinheiro sagrado, instituído nos tempos bíblicos! Estes são os mais perigosos e temíveis. Não podem ver um fósforo… querem logo acender uma fogueira. A nossa finitude humana, a nossa pequenez como entidades vivas e evolutivas, nos fazem como se fôssemos cegos! Com o passar dos anos, dos séculos, e quiçá dos milênios, a verdade surgirá. Alguns “espíritos” de luz que por aqui passaram, já disseram que somos Deuses… Claro! Pontualmente, cada um de “per se” não é um Deus, isto é lógico, mas, a humanidade como um “Ser” único, pode ter, e tem, algo de divino na sua complexidade existencial. Ora, dirão! E as guerras, os assassínios, os males, as pestes! Bem! Diz-me o bom senso, eu, como um “Ser” que crê na existência imortal do “espírito”! Chamo vossa atenção para o fato de que em toda história da humanidade, nunca houve um enterro de um único “espírito”. Pelo menos nunca ouvi falar de um! A teu ver, quem é mais importante, a humanidade material ou a humanidade espiritual? Me dirás! Se existe esta humanidade espiritual! Onde está? Isto somente tu poderás descobrir! Responda-me nos comentários, se descobriu! Creio firmemente que o mundo da vida material seja a escola da nossa evolução espiritual. Portanto estas mortes e estes sofrimentos estão restritos ao ambiente material. Só posso crer que estes percalços façam parte do caminhar da humanidade espiritual na direção da sua evolução. 

        A HUMANIDADE DENTRO DO TEMPO

24)EROE?). Porque não paramos para pensar? Se possível faça um quadro mental, (mesmo que imaginário), do nível de evolução da humanidade nos seguintes períodos: 200 mil anos atrás, 100 mil, 50 mil, 30 mil, 10 mil, 5 mil, e 1 mil anos atrás, depois faça um quadro ou uma leitura do comportamento da humanidade atual. Raciocine friamente, se ainda temos o mesmo comportamento das humanidades de antanho, ou se melhoramos? O problema do homem, é que ele é por natureza imediatista, só se enxerga no período de uma curta existência de (80 anos). Se não conseguirdes montar estes quadros mentais, infelizmente tua visão de mundo não corresponde à realidade do existir da humanidade, e dificilmente me entenderás. Ora! Já faz 300 mil anos que disputamos território, caçamos e coletamos, e ainda não desaparecemos, ainda estamos por aqui! Isto é um verdadeiro milagre!

        25)EROE?). Não me taxem de existencialista, pois, mesmo não discordando totalmente do existencialismo, pois ele de certa forma é benéfico ao homem material! Colocando-o em seu lugar! Concordando somente em alguns pontos, não me considero um existencialista. Não me atenho aos resultados das ações e dos fatos inerentes as relações do homem com sua existência, para com estes resultados defini-lo. Mas, sim às essências dessas relações com fatos sobre os quais não temos explicações nem como defini-los. Em alguns pontos não relevantes, discordo da visão existencialista dos pais do existencialismo Sören Kierkegaard, Jean Paul Sartre, Heidegger e do mestre de todos eles, o Dr. Edmund Russerl e de muitos outros. O existencialismo reduz o homem e o mundo, a uma única entidade. Não é somente por isso! Que não me vejo ou me considere um existencialista, embora concorde nalguns pontos dessa fuga da Trindade: (Homem espiritual, mundo material e Divindade). Com razão dizia Nietzsche: - “Aquele que se sabe profundo esforça-se por ser claro; aquele que gostaria de parecer profundo à multidão esforça-se por ser obscuro. Eu contraponho! Aquele que é destituído do mais elementar entendimento, julga uma exposição clara como se fosse algo indecifrável. Pois, o mundo é feito de opostos. Tudo, exclusivamente e inescapavelmente, tudo! Pode ser visto pelo seu lado oposto.  

            MUDEMOS DE ASSUNTO:

26)EROE?). Nunca entendi porque estes cinco grandes pensadores escolheram a filosofia abstrata de Hegel como boi de piranha. Noutro ensaio eu comparei a filosofia com uma teia de aranha, onde filósofo nenhum a tem completamente sob seus pés, nem sobre suas mãos. Ora! Nós, como seres pensantes, conscientes sencientes e imateriais, somos absolutamente subjetivos e abstratos como a filosofia de Hegel. Como seres materiais, pendemos mais para a objetividade e a concretude, somos mais kantianos e espinozanos, o resto é pura falsidade e conveniência. A Montanha sempre foi o centro das preocupações hegelianas, daí sua filosofia abstrata e obscura, a repressão no estado alemão fragilizado, era real, principalmente com respeito ao que escreviam os filósofos nas suas universidades. Conheci a obra de Hegel quando ainda jovem, a lógica de seus raciocínios deixou profundas marcas em meu “Ser”, na realidade, com Hegel eu tentei aprender a arte do raciocínio abstrato e elaborado, que um amigo, por sinal, muito culto, muito inteligente e perspicaz, nominou de raciocínio profundo. Só, que ele não podia conhecer a fonte ou a origem, deste meu suposto e inexistente raciocínio profundo, a profundidade viria do quão raso era o seu entendimento. Pois, a fonte eu só citei agora, e reafirmo que todos nós humanos, filósofos ou homens comuns como eu! Em nossa existência, já trazemos dentro de nós uma grande cadeia de montanhas para conquistarmos, e não uma somente montanha para alcançar o topo, eu, particularmente, não sei o que é um raciocínio profundo! E não me vejo de posse de tal raciocínio profundo… Isso é falácia! Tal coisa não existe, o Criador fez suas criaturas todas iguais. Todos nós podemos evoluir, intelectualmente ou espiritualmente, mas, só isso. O Melhor exemplo é Einstein! Se não tivesse se esforçado como um desesperado! Não teria chegado à conclusão de suas duas difíceis, mas, perfeitas teorias científicas, a Relatividade Restrita ou Especial de 1905 e a Relatividade Geral de 1916. Ele comeu o pão que o diabo amassou e assou. Os físicos da época, não o compreendiam, nem o apoiavam, com a sua inclusão da gravidade na teoria geral, hoje são tomadas como uma só teoria. Mesmo para os físicos era muito difícil entender e absorver os novos conceitos montados pelo intelecto do Judeu! O astrônomo inglês Sir Artur Stanley Eddington, o apoiou quando os dois países estavam em guerra. Para os grandes intelectos a verdade da ciência prevalece ante as diferenças entre as nações! Sir Arthur Eddington deverá para sempre ser lembrado e honrado por este ato. 

27)EROE?). Contam uma história: que dois sábios passaram a vida toda defendendo pontos de vista opostos, quanto a sabedoria do viver cotidiano. Um dos sábios dizia que: Importava viver intensamente o hoje, pois o futuro é algo extremamente incerto. Ao que o outro sábio replicava que: Importava viver com sabedoria e comedimento o hoje, pois o futuro é algo extremamente incerto. Após a morte dos dois, em certo momento se encontram, e bradam em uníssono! Nada importa.


       28)EROE?). Tenho dito sempre, e agora repito mais uma vez! Sou um aprendiz de aprendiz de aprendiz de pensador. Sendo na verdade, a essência da essência da “insignificância” dos aprendizes da área de aprendiz de pensador! Creio que faltou mais uns aprendizes, para a frase ficar melhor estruturada! Creio que não existe uma frase perfeita sobre esta proposição e reconhecimento desse fato.



Sim, e ainda não resolvemos nada, “nadica” de nada! Será que existe realmente o espírito? Que coisa!!!... 

Com toda minha humildade e simplicidade, só entendo a minha “essência” como sendo formada pelo meu espírito, e nada mais.

 

Edimilson Santos Silva Movér

Vitória da Conquista,

21 de setembro de 2011

Revisado em janeiro de 2014

Revisado em 12 de janeiro de 2021

         moversol@yahoo.com.br

 

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