terça-feira, 31 de julho de 2018

MINHA PROFISSÃO DE FÉ - SÍNTESE





MINHA PROFISSÃO DE FÉ
    (Síntese)

Quero que fique bem explicitado neste fim de remate que o meu Deus não é o Deus antropomorfo da maioria das religiões; também não é um Deus imanente, ou seja, não creio no panteísmo; após tomar conhecimento da imensidão do universo, não consigo conceber um Deus fragmentando-se e transformando-se neste mesmo universo; o que nos leva à pergunta! Quem concebeu este Deus fragmentário? Os que crêem em um Deus imanente, demonstram pouquíssimo conhecimento da magnitude e da grandiosidade do universo. Estou referindo-me em especial a todos os pensadores do passado que conceberam e cultuaram este Deus imanente; eles simplesmente, (não sei porque) tiveram vergonha de confessar que dentro deles existia a razão dada por este mesmo Deus, que os levava a crer “instintivamente” num Deus transcendente. Meu Deus é o Deus do amor supremo, da eternidade, da liberdade, da bondade, da justiça, da piedade, da retidão, do perdão, do não julgamento, da criação, da não interferência, da paciência, da sabedoria, da certeza absoluta, de que no final tudo dará certo; meu Deus é um Deus onisciente e onipresente que ouve e atende às nossas preces, podendo a qualquer momento nos ajudar, como já me ouviu e me ajudou. Meu Deus, finalmente, é um Deus transcendente que a tudo transcende até ao próprio universo, que é obra sua. Sobre tudo, creio que sou um “Ser” eterno, por ser uma partícula infinitesimal da Consciência Cósmica a que chamamos de Deus. Assim ele habita dentro de mim, por isso está ao meu alcance a qualquer hora. Acima de tudo, creio em Cristo que era meu irmão, e no seu Sermão do Monte, o discurso máximo de toda a humanidade e para toda a eternidade. Creio na existência do espírito, na reencarnação e na aquisição de conhecimento como única maneira racional lógica e possível de se adquirir evolução espiritual. Tenho o mais absoluto respeito e admiração pela monumental obra de Allan Kardec e tenho a mais absoluta certeza, embora não seja espírita praticante, de que no futuro o espiritismo será crido por toda a humanidade, pois não se pode esconder eternamente a verdade. O primeiro direito do homem comum e dos filósofos dado por este Deus é de serem livres no pensar e, assim, poderem buscar por si próprios, o seu DEUS; então! Às favas os filósofos quando filosofam o tema Deus; às favas as religiões hipócritas; às favas os seus teólogos; já os estudei, a todos, o suficiente, e assim os conheço bem, e já estou farto de tanta hipocrisia, inépcia e falta de senso. Tenho grande admiração e respeito pelos filósofos, muito me ensinaram, mas não consigo concordar com eles, quanto ao assunto Deus.

A CAVERNA

Embora não sejamos! Parecemos moradores de uma antiga caverna, de uma antiga metáfora, de um antigo filósofo! Convivemos com a mais distorcida das visões da realidade última do “Ser e do Existir”. Que me perdoem a crueza, mas damos a entender que sofremos lavagem cerebral total, de forma violenta e irreversível, desde a mais tenra idade! Não há como vermos o engano em que incorremos, não há! Não há mesmo!

A ORAÇÃO

Senhor! Tende piedade de todos nós, faça-nos ver a relação da realidade racional e lógica do mecanismo e da interação da vida do homem com a “Verdade Maior”. Oh Deus! Iluminai vossa humanidade e tende piedade de todos nós, amém!  

                 O que foi, isso é o que há de ser;
                 e o que se fez, isso se fará; de modo que
                 NADA HÁ DE NOVO DEBAIXO DO SOL.  Ecles. 1,9

Edimilson Santos Silva Movér
Vilas de Abrantes – Camaçari – Bahia – Junho de 2003

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