terça-feira, 31 de julho de 2018

O CANTO DO CISNE - POESIA





O CANTO DO CISNE                                   


Quem perde um grande amor é como Ahasverus, o judeu errante...
Ou como um triste Cisne no seu último canto.

A última procura...
Donde estás? Que nem o teu vulto amigo eu vejo mais,
Airosa, e gentil ninfa vaporosa!

O sofrimento...
Minha alma ferida profundamente, se entristeceu,
Meu coração se esvai em dor.

A amargura...
Vejo-te partindo, lá no distante horizonte do amor,
Deixando atrás de ti, o teu doce perfume.

O abandono...
Estou sozinho, nas margens, com o olhar perdido ao longe,
Na esperança de ver o teu sorriso antigo.

A dor...
Alma minha gentil, de tempos que já não voltam mais,
A lembrança do teu sorriso me fere a alma.

A solidão...
O vazio do infinito preenche meu Ser,
Ao redor de mim, nunca mais um Colibri baterá suas asas ligeiras.

O pesadelo...
Meus sonhos não são mais meus sonhos,
Meu Ser vagarosamente perde a esperança...

O silêncio...
Escuto o profundo e longo silêncio da despedida,
Minha alma estremecida dá um silencioso grito de dor.

O desespero...
Agora compreendo o desespero do Cisne solitário,
Seu último canto silencia toda a natureza, e depois a si próprio.

O amor...
É algo que nos machuca, e nos fere lá no fundo da alma,
Mas, continua sendo o amor...



O rumo...
Sou o marinheiro que em alto mar perdeu sua bússola,
E na procela, só vê o abismo do mar profundo ao seu redor.

Meu viver...
Vejo minha vida se esvaindo, lentamente pelos caminhos da dor...
Lágrimas silenciosas consolam meu coração e minha alma,
A tristeza é minha companheira de todos os momentos,
Tua sombra acompanha meus passos, volto, e não te vejo mais...
Tuas lembranças rondam o meu sono, e faz minhas noites insones.

Sinto-me só, desesperadamente só...

Vitória da conquista, 17 de junho de 2009
Edimilson Santos Silva Movér


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