segunda-feira, 30 de julho de 2018

O SOL, A LUA, O ÚLTIMO SORRISO, - POESIA







O SOL, A LUA, E O ÚLTIMO SORRISO,

Últimos monólogos...
   Lembranças do último sorriso teu.


Carregarei para sempre dentro de mim
A lembrança do último sorriso
Daquele amor sem fim.


Quando a janela da eternidade pra mim se abrir!
Meus versos ecoarão tristonhos dentro do infinito,
Minha alma entristecida, já não podendo sorrir,
Dirá! E na terra viva pra sempre o amor bendito.


A minha lembrança já calcinada pelo amargor
Verá, na amplidão do céu, o amor, na imagem tua,
Tu foste meu Sol radiante, meu inesquecível amor,
E na longa noite da eternidade, tu serás minha Lua.

O poeta, já cabisbaixo, pensativo, quedo e mudo,
Põe-se a cismar que na vida o amor não é tudo...

Grita o amor! - Cala-te!
Ó alma estremecida pela pungente dor,
Não percebestes! Não entendestes ainda?
Não te conformas é com a perda do amor.
E que na realidade o amor nunca se finda!

E, ao poeta, diz a razão, - o amor termina sim!!!...
- Não acredito, - diz o poeta, - não posso pensar assim,
O amor é obra e semelhança de quem fez o universo,
DEUS não teve princípio e nunca terá um fim.
Assim! Não devo crer na razão, e no teu pensar perverso.

Restando carregar para sempre dentro de mim
A lembrança daquele último e inesquecível sorriso,
Promessa não cumprida de um amor sem fim.



Edimilson Santos Silva Movér

Vitória da Conquista, 23 de setembro de 2011



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