domingo, 29 de julho de 2018

O TEMPO - ENSAIO




DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR
Subsérie: Abordagem do tema “tempo”, sob a ótica
científica e o entendimento espiritualista

O TEMPO



Caput de todos os capítulos da obra de ficção “O Ser e o Existir”.

1* No princípio era o nada absoluto concentrado no ponto infinitesimal da singularidade (no princípio era o vazio). Num átimo de um não tempo tudo que estava concentrado na singularidade devido à descomunal soma de todas as atrações gravitacionais existentes num universo já decaído transforma-se numa antigravidade de um valor inconcebível expandindo toda a energia do universo concentrado na singularidade em forma de uma sopa cósmica, em que: na medida que se expandia em altíssima velocidade transformava-se em matéria. Inicialmente em hidrogênio, que se transformava em hélio, que se transformava em lítio, depois de noventa e duas transformações naturais estava formado todo nosso universo atual. No princípio só se formaram os elementos leves, os pesados foram gerados dentro das estrelas chamadas de “primeira e de segunda” geração. Sendo que: na realidade, toda matéria existente no Universo é composta por somente três partículas, a saber: o quark up e o quark down que formam prótons, nêutrons e o pentaquark, partículas altamente estáveis, e o elétron, partícula de grande estabilidade. Portanto a matéria é formada por estas três partículas básicas. É o que chamo de trindade universal. O quark up, o quark down e o elétron.

O SER E O EXISTIR
CAPÍTULO 02  
Revisão 0

2* Uma abordagem do tema “tempo” sob dois aspectos, o místico e o científico! Sendo este último, numa abordagem mecanicista, traduzida numa abordagem matemática do tempo relativista einsteiniano, pois, este tempo se altera em função da sua distância do centro da massa geradora da gravidade que o afeta, como o faz as partículas subatômicas ao sofrerem análise. Aqui inseri as opiniões do Professor Paulo Crawford e do Mestre Stephen William Hawking sobre este tão controverso assunto “tempo”. Chamo a atenção dos meus preclaros leitores que a equação do tempo aqui utilizada pelo professor Crawford é a de Einstein, sendo a mesma do Dr. Geraldo Cacique, só mudando o enfoque conceitual.
Nunca me cansarei de repetir a frase de Kant: “SAPERE AUDE”. 

COMO ENTENDEMOS O TEMPO

3* Abstraindo o conceito relativista do tempo (este aspecto relativo do tempo será abordado mais adiante pelo Crawford), independentemente do que pensemos, sintamos, digamos sobre o tempo, ele é constante, intocável, inalterável, imutável e eterno em nossa escala de existir; o único processo a que está sujeito é a mensuração, embora esta não o altere, assim como a mensuração o faz com as partículas. O tratamento que damos ao tema “tempo” tem consonância com o modo de como o tempo se nos apresenta! Parece uma incongruência depois da citação das qualidades acima referidas! Mas, às vezes ele se nos apresenta variado e diferente, assim cada um o vê de um modo particular. Primeiramente tentaremos conceber o que na realidade representa esta entidade de tão difícil entendimento, fazendo uma análise, e uma interpretação em seu aspecto de natureza sensível e real, e depois, sobretudo, vamos tentar captar o novo conceito criado pela relatividade geral admitindo-o como sendo um ente associado ao espaço. Para termos um completo entendimento de uma das mais velhas entidades do universo, o tempo deverá ser compreendido em todas suas representações, pelo menos em seus aspectos mais controversos, sob pena de continuarmos a conviver com o tempo absoluto newtoniano! Uma análise do tempo pode ser feita sob vários ângulos. Sob o enfoque da física moderna ou sob uma abordagem metafísica, também podemos tentar percebê-lo e concebê-lo de forma mística ou mesmo sob a ótica espiritualista, quem mais se aprofundou neste último aspecto foi o pensador, monista, medium e filósofo italiano Pietro Ubaldi. Adiante abordaremos a visão Ubaldista do tempo, onde é tratado de forma inusitada na sua obra, ¨A Grande Síntese¨.

4* A todos os ângulos de análise do tempo, tentaremos dar um tratamento próprio e aprofundado, independentemente dos nossos conceitos já formados a este respeito, este ente misterioso nos acompanha do primeiro ao último alento, sendo parte inseparável do nosso existir. Vejamos uma maneira de se avaliar a idade do nosso amigo “Tempo”. O existir do tempo no Universo é fruto da ação do movimento... Isto estabelecido; veremos como podemos entender este existir do universo (existir do universo e não do tempo), como um ato cíclico.  Podendo então, supô-lo ou propô-lo em outro sentido, como existindo como um ciclo pendular, cujo movimento tem nos seus ápices uma fase neutra, isto é, sem movimento nenhum, ou seja, sem energia; é a fase em que o pêndulo nem está indo nem está vindo, portanto encontra-se estático. Nos pêndulos este conceito de estático é mensurável, portanto, existente e temporal. No entanto no ciclo existencial universal, o conceito de estático nos ápices de seus ciclos é não mensurável, portanto atemporal. Isto com validade para todos os sistemas coordenados, "SCs" permissíveis e possíveis “portanto todos serão não mensuráveis”, então! Atemporais. Disto pode-se deduzir que o tempo em nosso universo teve início quando da formação da primeira partícula de matéria, onde teve início o movimento, conseqüentemente o início do tempo, Estudando a física moderna aliada a astrofísica deduz-se que este tempo teve início em torno de 18 ou 20 Giga-anos "Ga" passados. Ficando explicitado que este ensaio do tempo, embora admita estes 20 “Ga” como o tempo do início do universo de Erwin Hubble, admite como sendo de 13,7 “Ga” da NASA, como a maior distância onde se encontra a mais distante Galáxia já detectada.  Compreendamos que neste enfoque, infelizmente, só podemos considerar este ciclo pendular do universo observável, dentro dos limites estritos deste mesmo universo. Sob este enfoque e maneira particular de ler o universo qualquer fenômeno maior que 20 “Ga” sempre estará no geral, fora do nosso universo observável e será inescapavelmente uma conjectura de um outro universo, a que teremos que considerar e admitir como um universo não observável, e portanto inexistente.  Seria tola pretensão de minha parte pretender analisar o tempo sob uma visão espiritual sem me ater à análise de Pietro Ubaldi exposta de forma inusitada e insuperável na “Grande Síntese”  Para não repetir a análise de um estudioso de Pietro Ubaldi, o Pedro Orlando Ribeiro vou fazer uma inserção “ipsis litteris”, para vermos como este assunto é abordado pelo mesmo Pedro Orlando.

            A  VISÃO UBALDISTA SOB O ENFOQUE DO PEDRO    
            ORLANDO RIBEIRO
5* - “O conceito de Tempo na filosofia Monista é um dos assuntos mais difíceis de serem compreendidos, pois Ubaldi emprega a palavra Tempo em dois sentidos. Trata-se de uma nova abordagem conceitual deste tópico e ainda não existem vocábulos que diferenciem claramente entre si os dois significados. Outro obstáculo é a atual forma de nossa consciência, inadequada para compreender temas que se situam além do nosso universo dimensional. Nos capítulos iniciais de A Grande Síntese, Ubaldi alerta para esta diferença de conceitos para a palavra Tempo: - Diz Ubaldi: Por Tempo entendo, o ritmo, a medida do transformismo fenomênico; isto é, um Tempo mais amplo e universal que o Tempo no sentido restrito - medida de vosso universo físico e dinâmico - e desaparece no nível a;. Um Tempo que existe onde haja um fenômeno e subsiste em todos os níveis possíveis do ser, tal como um passo que assinala o caminho da eterna transmutação do todo. Vamos tentar compreender o que significa Tempo restrito e Tempo universal. É importante estarmos cientes de que vivemos num Universo decaído por motivo da queda no Anti-Sistema de parte das criaturas do Sistema perfeito original. Esta queda se deu na forma de desmoronamento do Sistema orgânico em infinitos universos onde as criaturas ficaram escalonadas hierarquicamente em sentido inverso da sua posição original na hierarquia do Sistema. Quem estava mais em cima caiu mais embaixo e vice-versa. Estes infinitos Universos são trifásicos como o Sistema original. Cada fase destes universos tem a sua dimensão própria. As dimensões também se agrupam de 3 em 3 (o “devenir” das dimensões é cíclico). Assim, a dimensão espacial inerente à matéria, evoluiu da dimensão linear, passando pela dimensão superficial e concluiu o seu ciclo na dimensão volumétrica. Concluída esta tríade passa-se a gênese progressiva da dimensão conceptual através do Tempo, da consciência e da superconsciência. O Tempo, primeira dimensão conceptual toma a forma de consciência própria, linear por analogia com a dimensão linear do espaço. - Este é o Tempo que Ubaldi denomina Tempo restrito. É uma consciência que sabe apenas do seu progredir no Tempo. (Tempo universal) é uma consciência ainda primitiva que não se eleva a julgamentos porque ainda não percebe a existência de outros fenômenos paralelos. Este tipo de consciência é propriedade das forças que têm conhecimento apenas do seu transformismo. Com o surgimento da dimensão seguinte, a consciência (razão) correspondente à superfície na dimensão espacial, o Tempo (restrito) começa a desaparecer ao ser dominado e absorvido pela consciência. Embora o pensamento analítico ainda seja seqüencial no tempo, podemos pensar em termos de passado, presente e futuro. Não podemos viajar fisicamente no Tempo, mas podemos dominá-lo através do pensamento. Com o surgimento da superconsciência (intuição) no futuro, a concepção será uma visão global instantânea de tudo o que agora nós concebemos sucessivamente, por conseguinte o Tempo (restrito) desaparece por completo e o pensamento torna-se sintético e instantâneo. Assim, esta “dimensão tempo” relativa à energia desaparecerá em universos que seguem ao nosso na linha evolutiva. Ele também não existe em universos que precedem o nosso. Ubaldi a este respeito escreveu: -

6* A evolução corresponde a um conceito de libertação dos limites que sufocam, dos liames que estrangulam, é um conceito de expansão cada vez mais amplo do nível físico ao dinâmico e ao conceptual. Por isso, é subida, progresso e conquista. Embaixo, nos graus subfísicos, o ser está apertado em limites ainda mais angustiosos do que são o Tempo e o espaço que atormentam vossa matéria; no alto, nos graus superpsíquicos, não apenas caem as barreiras de espaço e de Tempo - tal como já ocorre em vosso pensamento - mas desaparecem também os limites conceptuais, que hoje circunscrevem vossa faculdade intelectiva. (P. Ubaldi - A Grande Síntese). - Já o chamado Tempo universal marca com seu ritmo o transformismo (involutivo-evolutivo) também desaparecerá quando terminar a grande marcha evolutiva, isto é, quando a fração cindida do Anti-Sistema for reabsorvida pelo Sistema, reconstituindo-se em unidade no absoluto: "A eternidade, despedaçada no Tempo, se refaz no uno imóvel, integro, indiviso, e nela a corrida de transformismo, lançada em busca da perfeição, se detém diante da perfeição atingida. Então o Tempo volta a ser imóvel, sem mais transformismo, e se faz eternidade.  (Pietro Ubaldi).

       O ENTENDIMENTO MOVERIANO DO TEMPO
7* Só perceberá e entenderá de forma profunda o acima exposto, aquele que tiver a sorte de já ter lido, e principalmente mergulhado espiritualmente na essência da obra “A Grande Síntese”. Penetrando destarte no segredo maior do existir, que é a origem do universo, do tempo e, conseqüentemente da vida.  
Desde tempos imemoriais o tempo vem moldando o Ser que nos primórdios estava entre um nosso antepassado na tangência de um ser animal. Elevando este ser até o patamar que hoje ocupamos na escala da evolução no universo, portanto evolução de um ser vivo e pulsante que atualmente faz de forma sucinta a análise deste universo e de si mesmo.    
Vejamos agora uma abordagem relativista do tempo.
De início o entendimento que temos do tempo nos leva a crer que o tempo é um ser real e absoluto, decorrendo de forma contínua em todos os locais ou SCs (Sistemas Coordenados) inerciais ou não!
A física moderna considera o tempo associado ao espaço, e não podemos discordar disto, no entanto melhor seria se procurássemos compreende-lo como um ente associado às grandes massas. Para mais facilmente entender o que realmente ocorre segundo a física relativista.  

8* O tempo é cindido do espaço na ausência das grandes massas, eles existem paralelos, mas, distintos, o que nos leva a crer que só estão associados na presença das grandes massas. (Sic), Einstein). Segundo a física einsteiniana a gravitação não é a resultante da atração recíproca entre as massas, mas sim, a deformação do espaço na presença das grandes massas. Ora! Se o espaço e o tempo só se associam na presença das grandes massas, portanto o tempo na realidade é associado ao espaço em função da gravidade das grandes massas e não simplesmente associado ao espaço, pois, este só torna-se deformado na presença de potentes campos gravitacionais.
Sendo a gravitação a função causadora da deformação do espaço, natural que o tempo seja uma resultante do movimento da massa dentro do espaço, e o tempo se altere na presença deste espaço deformado, como a massa deforma o espaço, esta deformação altera o tempo que se torna associado ao espaço.  Isto tudo unicamente em função da energia contida na massa e nada mais. No universo a função primeira é a energia. Vejamos o que nos diz o físico Paulo Crawford a respeito do assunto deformação do espaço e do tempo.

         Eis as palavras do Paulo Crawford:
9* - Desde Kepler que os físicos empregavam a geometria euclidiana no espaço vazio do sistema solar para determinar as trajetórias dos planetas em torno do Sol. A geometria euclidiana parecia funcionar bem nestas paragens remotas com uma exceção: o avanço do periélio de Mercúrio (o ponto da órbita elíptica do planeta mais próximo do Sol) de 43 segundos de arco por século representava uma “deformação” da órbita que não era possível explicar como sendo devida apenas às perturbações provocadas pelos outros planetas. Embora essa deformação seja pequena, a sua origem permaneceu misteriosa até no princípio do século XX, quando Einstein completou e apresentou a sua teoria da relatividade geral. A proposta revolucionária de Einstein, tal como se explicou acima, foi identificar a gravidade com o desvio em relação à geometria euclidiana, ou seja, com a curvatura do espaço. Deste ponto de vista os planetas não se movem numa trajetória elíptica em torno do Sol, como supunha Newton, com o Sol a exercer uma força gravitacional sobre eles para afastá-los das suas trajetórias retilíneas naturais. Em vez disso, a gravidade do Sol é interpretada como uma deformação do espaço (e do tempo) na sua vizinhança, e os planetas limitam-se a seguir as trajetórias mais “fáceis” -- os caminhos que minimizam as suas ações mecânicas através do espaço curvo. Estes caminhos mais fáceis (as geodésicas) são afinal muito próximos dos caminhos “forçados” tomados pelos planetas segundo a teoria da força da gravidade de Newton. Mas não são exatamente iguais. A órbita de Mercúrio, por exemplo, avança 43 segundos de arco por século. Um efeito semelhante ocorre com todos os outros planetas, mas, dada a proximidade do Sol, o efeito é mais significativo no caso de Mercúrio. Este foi o grande triunfo de Einstein.

       O Paulo Crawford prossegue:
10* Se o espaço em torno do Sol não é exatamente euclidiano, também é natural que as imagens das estrelas que se encontram na direção do Sol cheguem até nós algo deformadas, como foi observado por Sir Arthur Eddington em 1919 na Ilha do Príncipe, no Oeste da África, durante um eclipse solar. Este efeito ocorre sempre que a luz passa na proximidade de qualquer objeto celeste e é tanto mais importante quanto maior for a curvatura do espaço-tempo, isto é, quanto mais intenso for o campo gravitacional do objeto junto do qual passam os raios luminosos.
A outra maneira do campo gravitacional influenciar o comportamento da luz tem a ver com a mudança de freqüência. Numa linguagem newtoniana, é fácil entender que a luz emitida por uma estrela despende certa energia para vencer a barreira de potencial que a separa do observador. Este dispêndio de energia traduz-se num deslocamento das riscas do espectro da radiação emitida para a zona do vermelho. Einstein previu teoricamente este deslocamento gravitacional das freqüências pela primeira vez em 1911, antes de completar a teoria da relatividade geral, por meio de um raciocínio heurístico. Vejamos como descrever quantitativamente este efeito.
ABORDAGEM  MATEMÁTICA DO TEMPO
Aqui nesta análise do que seja o tempo; suprimirei as equações matemáticas, Movér
11* Consideremos dois átomos idênticos, “A” e “B”, que se encontra em repouso a distâncias diferentes num certo campo gravitacional. O átomo “A” emite luz cuja freqüência apresenta um deslocamento para o vermelho, dado por
Para um observador colocado junto do átomo “B”, e sendo tex2html_wrap_inline621a diferença de potencial gravitacional entre “B” e “A”. Podemos identificar os átomos com relógios atômicos e a freqüência da luz emitida com a freqüência de referência desses relógios. Sempre que o relógio “A” avança um segundo, “A” envia um sinal luminoso para “B”. De acordo com a equação anterior os sinais luminosos emitidos por “A” chegarão a “B” com uma freqüência que é menor que a freqüência de B. Como não se perde nenhuma informação de “A” para “B” devemos concluir que o relógio A avança mais lentamente que o relógio “B”. Enquanto o relógio B mede um segundo, emite durante o mesmo tempo tex2html_wrap_inline625 ondas, mas recebe somente ondas de “A”. Por outras palavras, durante o intervalo de tempo, o relógio “A” mede na mecânica newtoniana, o potencial gravitacional à superfície duma estrela de raio “R” e massa “M” é dado por onde, “G” é a constante de gravitação de Newton. Se o relógio B se encontra muito afastado da massa responsável pelo campo gravitacional, podemos fazer e se “A” está à superfície da estrela, vem
12* Em resumo: os relógios movem-se mais lentamente na vizinhança dos campos gravitacionais intensos. No caso do Sol, logo, um relógio situado à superfície do Sol atrasar-se-ia por um fator de em relação a um relógio idêntico colocado na Terra, onde se faz pois superfície da Terra. Mas à superfície de uma estrela de nêutrons o efeito é mais significativo! A equação anterior foi obtida sem a intervenção das equações de Einstein da relatividade geral. A expressão exata, para um campo gravitacional com simetria esférica, toma a forma
com base numa solução das equações de Einstein obtida por Karl Schwarzschild em 1916. Mediu o intervalo de tempo próprio de um relógio colocado a uma distância da estrela cuja coordenada radial é R e é o intervalo de tempo próprio medido por um relógio que se encontra muito afastado da estrela, fora da influência do campo gravitacional.
Em termos das freqüências, e supondo que o relógio A tem a coordenada radial e o relógio B a coordenada radial tex2html_wrap_inline665, obtemos a seguinte expressão para o deslocamento espectral
no caso em que: Se A (emissor), “Satélite” está mais perto do objeto que cria o campo gravitacional do que “B” (receptor), “GPS” então, e o deslocamento é para o vermelho, mas para um sinal enviado de B para A o deslocamento é para o azul. Esta fórmula foi verificada em 1962 por Robert V. Pound e Glenn A. Rebka, usando a torre de tex2html_wrap_inline675de altura do Laboratório de Física de Jefferson, na Universidade de Harvard.
13* Só passamos a notar estas relações físicas de forma contundente aqui no planeta com o desenvolvimento de novas tecnologias, como as viagens espaciais e os sistemas de navegação e posicionamento por satélite, GPS e GLONASS.

Stephen W. Hawking, no seu livro (muito divulgado) UMA BREVE HISTÓRIA DO TEMPO, Editora Roco – 30ª Edição, faz a seguinte observação a respeito, na página 59 
Eis o que nos diz Hawking:
Esta previsão foi testada em 1962, através do uso de um par de relógios de alta precisão, instalados no alto e na base de uma torre de água. Verificou-se que o relógio da base, mais próximo da Terra, funcionava mais devagar, em perfeita harmonia com a relatividade geral. A diferença entre as velocidades registradas por relógios colocados em diferentes níveis sobre a Terra é, atualmente, de considerável importância prática, com o advento de sistemas de navegação de alta precisão, baseados em sinais emitidos por satélites. Se ignorássemos as previsões da relatividade geral, a posição calculada poderia conter um erro de muitos quilômetros. -
FINALIZANDO
14* É interessante observar que, conforme a abordagem de Paulo Crawford a real natureza de um espaço ”qualquer”, ainda não foi definitivamente elucidada. Quando isto finalmente acontecer teremos então, uma nova visão e um novo conceito de tempo no nosso cíclico, eterno e renovável Universo.  Até o momento os espaços curvos de Einstein, de Gauus, de Riemman são abstrações matemáticas e nada mais...

15* O tempo é excelente matéria para abstrações poéticas, para encerrar vejamos o nos diz o Frei Antônio das Chagas (1831-1882): "Deus pede estrita conta do meu tempo / e eu vou do meu tempo dar-lhe conta, / mas como dar, sem tempo, tanta conta, / eu que gastei, sem conta, tanto tempo? / Para ter minha conta feita a tempo, / o tempo me foi dado e não fiz conta / não quis, sobrando tempo, fazer conta, / hoje quero acertar conta e não há tempo. / Ó vós que tendes tempo sem ter conta, / não gasteis vosso tempo em passa-tempo. / Cuidai, enquanto é tempo, de vossa conta, / pois aqueles que sem conta gastam o tempo, / quando o tempo chegar de prestar contas, / chorarão, como eu, o não ter tempo.

Sempre que me é possível, transcrevo esta beleza de versos do Frei Antônio das Chagas.

Camaçari, Bahia, setembro 2003
Edimilson Santos Silva Movér
moversol@yahoo.com.br

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