terça-feira, 24 de julho de 2018

ALERTAS - Obra 21 ENSAIO



21 Primeiro ensaio


                                                             ALERTAS


Uma homenagem às inteligentes palestras proferidas em defesa do planeta pelos ilustres pensadores: o teólogo Leonardo Boff e o jornalista Washington Novaes.


Que todos procurem lê-los ou escutá-los

                                                               Muitos alertam!
                                            Poucos escutam,
                                                A maioria chama-os de loucos,
                                                      E os poucos que escutam nada     
                                                         podem fazer,
                                                            Os que governam fazem
                                                              ouvidos moucos.
       Nosso destino é padecer!

1* No entanto, o utilizamos como se fosse “vários e inesgotáveis”. O interesse político sempre tem prevalência sobre tudo e sobre qualquer coisa. Só se tem olhos para os direitos dos povos “ditos” nobres, se esquecem e ninguém dá atenção, a necessária atenção, aos povos em falência, cuja economia está em fase de dificílima recuperação. A ganância dos povos ricos tem esquecido sistematicamente os direitos dos povos mais pobres de existir. A coisa mais fácil do mundo atual é ser vidente, ou ser profeta do armagedom. Qualquer criança, leiga em futurologia entende, percebe, sabe e prevê que “coisas” ruins estão vindo e sem demora. Os números são de estarrecer. Cálculos precisos feitos por cientistas sob encomenda da ONU nos dizem que nosso planeta ou sua biosfera suporta ou foi feita para suportar um bilhão e seiscentos milhões de seres, que viveriam folgadamente para todo o sempre. No entanto estamos perto dos sete bilhões, (hoje, 05/2018, 7,6 bilhões). E, no ritmo que vai o crescimento demográfico em cinquenta anos seremos o dobro, isto é, quinze bilhões de seres humanos vivendo, sabe lá Deus como, em um combalido planeta já quase morto!
2* A maior agressão que a espécie humana faz à biosfera é a destruição da cobertura verde de porte do planeta. E a emissão de CO2, o tão falado dióxido de carbono, maior fator desencadeador do aquecimento global. Oitenta e três por cento do CO2 emitidos para a atmosfera tem sua origem na queima dos combustíveis fósseis. O CO2 produzido pela queima dos combustíveis fósseis contribui com o aquecimento global em 56,6%, o CO2 gerado pelo desmatamento em 17,3%, o metano CH4 em 14,3%, o óxido nitroso N2O em 7,9%, o restante 3,9%, por outros gases. Nunca se fala destes outros gases, também causadores do efeito estufa. Por uma questão de praticidade, sempre que me referir ao CO2 também estarei me referindo a estes outros gases.
3* Os cálculos mais otimistas nos dizem que esta emissão desenfreada destruirá o homem e quase exterminará a fauna e a flora. Dificilmente frear-se-á a emissão do CO2. Na realidade, ela sempre existiu em escala tolerável, com os incêndios espontâneos das florestas em todo o planeta, no mar quando o plâncton morre, suas moléculas são quebradas, as moléculas destes três gases existentes no plâncton flutuam na superfície, quando as águas da superfície se agitam ocorre a liberação delas para a atmosfera. Portanto, temos também que considerar a emissão destas moléculas pelos vulcões e pelos mares.
4* A emissão em larga escala começou com a revolução industrial. Com a invenção da máquina a vapor na Inglaterra em 1721, foi quando iniciou-se a queima do carvão mineral em larga escala; em 1769, com o aperfeiçoamento da dita máquina a vapor por James Watt, o consumo de carvão fóssil chegou à estratosfera. A data em que se acelerou ainda mais, a queima dos combustíveis fósseis, fora o carvão mineral, foi o início da exploração do petróleo em 1883 no Texas. Até o início de século XXI já tínhamos queimado mais de 30 por cento de toda a reserva conhecida e economicamente utilizável dos combustíveis fósseis. Dentro de, no máximo, 40 anos, talvez 50, queimaremos os restantes setenta por cento. Qualquer leigo em meio ambiente pode avaliar o que acontecerá com o planeta, quando tivermos queimado o que nos resta das reservas de combustíveis fósseis. Dá para avaliar o tamanho da encrenca em que se meteu a humanidade? O que segue é para os que entendem de energia! Fala-se muito em energias renováveis! Mas, observemos com acuidade esta questão que vos exponho logo adiante. Para entenderdes melhor esta questão que adiante vos apresento é necessário que tenhais um mínimo de conhecimento da ciência criada por James Maxwell no século XIX, Juntando a lei de Ampère, que foi modificada por Maxwell, com a lei de Gauss, e a mais importante lei que Maxwell utilizou foi a lei da indução de Faraday.  Assim, esta ciência que chamamos hoje de eletromagnetismo criada por Maxwell, até hoje, 05/2018 não encontrou uma solução para produção de energia em alta Tensão e em larga escala, principalmente no setor das renováveis! Especialmente a solar de superfície, que é 1/7 da espacial, isto é, (fora da atmosfera terrestre). O uso da corrente alternada de Tesla para transmissão de energia tornou-se comum pela capacidade dos transformadores elevarem a tensão em volts e reduzir a corrente elétrica em amperes, reduzindo ao quadrado as perdas nas linhas, pelo efeito Joule: Assim: P = R x I2, pois, Sendo {\displaystyle P}P a perda de potência em watts, {\displaystyle R}R a resistência em ohms, resistências equivalentes da linha, e {\displaystyle I}I a corrente em amperes. Sendo a Tensão em volts, que é = a raiz quadrada de P x R. O transporte de energia alternada torna-se assim, muito mais econômica e sem perdas notáveis. Isto estabelecido! Agora vamos à pergunta que não quer calar! Porquê? O Chile um país longo e estreito, talvez o mais longo e estreito de todos os países do mundo, 4,2 mil Km de comprimento norte/sul por uma média de 170 Km de largura leste/oeste! Não enche, (entope mesmo), o deserto de Atacama de placas solares, no norte do pais, e distribui energia em abundância para todo o Chile? e acaba com a importação de petróleo?  Ora! Pense nisso, e me dê uma resposta.
Vamos agora ao problema da explosão demográfica   
5* Os governos de todo o mundo, à exceção da China, têm como tabu falar no controle da explosão demográfica. Se até falar é proibido, imagine quando vão partir para o controle puro e simples! Os ambientalistas de plantão ainda têm o desplante de falar em combustíveis da biomassa. Quando “todos”, eu digo e enfatizo, “todos” os ambientalistas sabem, pois aprendem nas universidades, que as áreas agricultáveis do planeta não serão suficientes para alimentar toda a imensa população que estará vivendo no planeta, e ainda falam em combustíveis da biomassa, quando já tivermos gasto cem por cento das reservas dos combustíveis fósseis. As fontes alternativas de energia não poluentes, como as hídricas, eólicas, energia das marés e as geotérmicas que existem no planeta, serão insuficientes para fazer frente à crescente necessidade de uma crescente humanidade. Esta humanidade, ao que se espera e conforme cálculos de organizações mundiais, serão o dobro daqui a quarenta anos, ou seja, como disse, seremos quatorze bilhões de seres. Por que não dão partida ou início em larga escala no uso do hidrogênio em substituição aos combustíveis fósseis? Sabem por quê? Por ganância e usura! Ninguém quer assumir os prejuízos com a perda das imensas instalações de extração e refino, transporte e distribuição dos derivados dos combustíveis fósseis. Eles só sentar-se-ão à mesa de negociações para discutir o assunto quando já não houver mais possibilidade de retorno e assim condenam a humanidade ao inevitável desastre.
6* Todos sabem quanta dificuldade vários governos tiveram para cuidar do enterro dos duzentos e vinte mil mortos pelo tsunami do Oceano Índico ocorrido no dia 26 de dezembro de 2004. E a ajuda veio de vários países desenvolvidos! Como o costume nos países atingidos é a cremação, os fornos crematórios ficaram lotados por semanas! E a cremação da maioria se deu ao ar livre; nas regiões mais afastadas dos olhos da imprensa, grande quantidade de corpos foi simplesmente enterrada em valas comuns. Qualquer leigo pode avaliar o que acontecerá quando sucessivas catástrofes matarem dez, vinte, cem ou até mesmo duzentos milhões de seres em todo o planeta, e isto de uma só vez. Talvez os leigos não consigam deduzir qual serão resultado dessas imensas catástrofes! Mas qualquer ambientalista de plantão consegue deduzir que as pandemias sucessivas na superfície do planeta multiplicarão este número de mortos por cem!  Aí, qualquer leigo poderá ver e deduzir que a espécie humana está ameaçada de extinção e que poucos sobreviverão. Tem horas em que eu creio que os governos das grandes potências só estão esperando isto acontecer para tomarem conta de todo o planeta para si! Aí eu me pergunto, para que servirá um planeta tão arrasado e cheio de pestilências? Será que já arrumaram solução também para isto? Agora vocês têm o direito de me perguntar: como estas pandemias se espalharão por todo o planeta? É fácil saber! Via o próprio homem! O planeta é todo interligado pelos mais variados meios de locomoção! Vias aéreas, vias marítimas e vias terrestres. Mesmo que estes meios de transferência (via o homem) fiquem temporariamente paralisados, o meio ambiente estará tão violento pelo aquecimento global que as tempestades cuidarão disto. Há algumas décadas houve uma tempestade de ventos sobre o deserto do Saara que espalhou areia por toda a faixa equatorial do planeta. Se compararmos a massa de um grão de areia com a massa de um micro-organismo (bactéria, vírus etc.), veremos que é muito fácil pelas vias das nuvens fazer a cobertura de todo o planeta com as pestilências advindas destas imensas mortandades que ocorrerão por toda parte. É a partir destes raciocínios que podemos deduzir que pouca gente restará viva para contar a história. Será que você, oh! jovem, sobreviverá a estes terríveis acontecimentos? E se você tiver a sorte de ser o historiador destes fatos, talvez, daqui a dois mil anos você será tão lembrado, ou mais famoso do que o Heródoto (485420 aC.).
Então, que todos se preparem para a hecatombe ambiental a que chamo de CAOS. Todos de canetas nas mãos...

Vitória da Conquista - BA, 5 de março de 2007.



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