terça-feira, 24 de julho de 2018

ARMAGEDOM NO “BILDERBRAS” - OBRA 21 ENSAIO


20 Segundo ensaio

ARMAGEDOM NO “BILDERBRAS” COM SUA “IN” JUSTIÇA SOCIAL

E a lenda de que a Rainha “Austríaca” da França
Maria Antonieta respondera ao seu Ministro
Que, se o povo reclamava das maçãs podres,
 Então que se lhes dessem brioches!
Projeções para um futuro não tão distante!
1* Tudo tem um sentido, não há nada sem sentido, mesmo algo feito com o propósito de não ter sentido tem o sentido de não ter sentido, talvez até um sentido dúbio, mas sempre o tem. Não há nada sem propósito, por mais que disfarcem, sempre deixam as pontas dos cordões aparecerem. Quem souber ler nas entrelinhas com mais facilidade e clareza lerá o intuito escondido por mais hábil que seja o disfarce. No dia 11 de fevereiro ano de 2005, portanto dois anos após a sanção presidencial que fez entrar em vigor o “Estatuto do Desarmamento” com a Lei nº. 10.826 de 22 de fevereiro de 2003 – como disse, dois anos após entrar em vigor esta lei – fiz um sucinto escrito a um primo e amigo a que chamei de “CARTA A DEUSDETH” com 18 páginas, onde, de forma mais sucinta ainda, preconizei, entre outros assuntos, o seguinte: sucesso econômico e egoísmo andam pari e passu. Em minha leiga análise, o egoísmo é o princípio e a causa de todo mal. Por egoísmo, as famílias se isolam dentro dos grupos familiares com a mesma economia, onde também os grupos sociais se isolam com outros grupos sociais com a mesma faixa econômica. O melhor exemplo disso é o aparecimento de organizações como o “Clube Bilderberg” e similares. A concentração da riqueza nas mãos de poucos nos destruirá como sociedade organizada já que os governos dos países não vão, não pretendem ou não conseguem controlar a progressiva e ascendente curva do crescimento demográfico. Quando o planeta estiver superlotado ou “entupigaitado” de gente, a grande maioria faminta e empobrecida fará indubitavelmente uma caçada generalizada aos gananciosos e egoístas. Será uma verdadeira loucura, um verdadeiro safári, daí advirá o caos social. Basta um dar o primeiro exemplo, abatendo a primeira caça.
2* Deusdeth, não sei se chegou ao teu conhecimento que, hoje, dia 17-01-05, saiu ou deu (não sei se sai ou se dá! ou os dois), creio que se diz “foi ao ar”, no Jornal Nacional da indefectível Rede Globo, que um dia terá seu devido momento escatológico. (O motivo dessa previsão futurística, é que ela troca o direito do povo humilde de meu país pelo dinheiro dos governos corruptos).  O Jornal neste dia relatou que um grupo de sábios apresentou um estudo a ONU (em treze volumes) para acabar com a miséria nos países pobres ou em vias de desenvolvimento no prazo de vinte anos. Assim, em 2025, estaria extinta a pobreza no planeta, se não extinta pelo menos grandemente minorada. O ano de 2005 começou bem. No entanto, sabe a proposta que apresentaram como genial, pelo menos foi a escolhida para ser anunciada nesta edição do Jornal da Globo? Dar mosquiteiros para os povos da África (faminta e aidética) protegerem as crianças dos mosquitos da malária. Ora, um mosquiteiro é um bem material, que, logo, logo será trocado por comida (já te disse que burrice é como rocha e erva daninha em campo aberto: nem fogo destrói. Acho mais parecida com erva daninha, pois renasce com facilidade e incomoda pra chuchu).
3* Voltemos ao nosso ensaio: aqui trato objetivamente e especificamente da ganância e do egoísmo no Brasil. Como sempre, por ser o país do “jeitinho”, tentou-se dar um rumo diferente à premissa de um desastre futuro, objetivando cortar o mal pela raiz e de uma maneira muito engenhosa! Prevendo futuros percalços, no confronto inevitável entre as duas classes, a minoria rica, talvez 10% ou menos, e a maioria pobre, os outros 90% ou mais disso (dos habitantes do país) – e não me venham com esta conversa de que “bolsa isso” e “bolsa aquilo” está tirando alguém da pobreza, e olhe que quanto mais tempo passar esta diferença tenderá a aumentar – simplesmente e engenhosamente transformaram a ação do desarmamento em um paradigma nacional, transformando o ato perpetrado contra a maioria da sociedade como um problema que interessasse a toda a sociedade, quando, na verdade, o desarmamento só interessava à classe do topo da pirâmide. Simplesmente cortou-se o direito da grande maioria de se defender dos bandidos ou, até mesmo, de poder achacar a minoria dominante, tirando-lhes os “meios” pelos quais poderia pressionar a classe dos ricos usurários, egoístas e gananciosos. Estes “meios” seriam, sem dúvida, a posse das armas de fogo. Pelo decreto, somente as forças policiais e as forças armadas poderiam estar de posse de armas de fogo e, naturalmente, alguns civis ricos para proteger suas fortunas e sua integridade física. Pois para ter direito como civil à posse de uma arma, este civil teria que justificar a necessidade de alguma posse, esta justificativa inevitavelmente o classificaria como rico, pois, lógico, pobre não tem posses. Se fosse para defesa própria, todos teriam este direito, e isto foi negado à maioria. O Decreto nº. 10.826 de 22 de fevereiro de 2003 determina que somente poderá andar armado no Brasil os responsáveis pela garantia da segurança pública, integrantes das Forças Armadas, policiais, agentes de inteligência, agentes de segurança privada e um número significante de civis ricos, (aqueles com posses), únicos com direito ao porte concedido pela Policia Federal. Assim fica restrito o uso de armas de fogo pelas organizações do Estado ou pelas organizações controladas pelo mesmo Estado. Parece que o tiro está saindo pela culatra! A marginalidade, percebendo que a população está completamente desarmada, tem aumentado assustadoramente a sua ação, e, ao que parece, dentro de pouco tempo, a coisa vai se tornar incontrolável. Todas as camadas sociais sempre contribuíram com uma parcela de elementos para compor a marginalidade, sendo esta contribuição proporcional ao número de cada camada social. Ora, como a camada mais numerosa da sociedade é a camada mais pobre, deduz-se facilmente donde vem o grosso da marginalidade criminosa que ora assombra o país. Como esta parcela de uma classe tão espoliada da sociedade consegue se armar? Ora, via sequestros, roubos de Bancos, assaltos e, principalmente, via tráfico de drogas, que gera o capital para a compra ou para a importação destas armas. Deve-se, no entanto, observar que o dinheiro que movimenta o comércio das drogas tem origem, em quase sua totalidade, nas classes mais ricas, ou seja, as classes dominantes do país, as chamadas classes “A” e “B”, sendo a classe “A” a que montou o desarmamento de toda a sociedade.
4* Traduzindo em miúdos, ao que me parece, o “Estatuto do Desarmamento” tornou-se ineficaz, e o tiro está saindo pela culatra. A prova é a quantidade e a qualidade das armas na posse dos marginais. Hoje em qualquer cidade do Brasil até pivete assalta em plena luz do dia, na certeza de não encontrar nenhuma resistência. Também todos os marginais indiscriminadamente contam com a certeza da impunidade, todos os dias os meios de comunicação anunciam aos quatro ventos (ou ondas hertzianas?) que o sistema prisional brasileiro não comporta mais “hóspedes” e, de reforço, vem o conhecimento de que toda população civil está completamente desarmada, no trabalho, na rua e no lar! Aonde iremos parar? Você sabe aonde? Vejamos se conseguimos descobrir! Quando a pirâmide da população alcançar o patamar de 5% na riqueza e 95% na pobreza, nesta altura é de se prever que as armas dos marginais passarão em grande número para as mãos dos seus filhos e dos filhos do sofrimento gerado pela pobreza, ou seja, aos seus companheiros de classe, incluindo, nessa altura, os marginalizados, os revoltados, os desempregados, parentes e amigos. (Os números 95% e 5% são empíricos). Então, aí, vai ser um Deus nos acuda! A grande caçada começará, e será um início sem fim ou retorno. Os dirigentes do país (e não me refiro aqui especificamente aos “governantes” atuais, refiro-me aos dirigentes de todas as épocas), parece-me, foram, eram ou são loucos ou extremamente burros, pois a consequência de uma sociedade tão injusta não poderia ser outra. Tanta ganância, tanta usura, tanta burrice só poderia dar nisso. Simplesmente estamos criando um inferno para nossos descendentes e nada mais. Qualquer aprendiz de demógrafo pode calcular que o risco de um desastre social cresce de forma quase que exponencial com um crescimento fora de controle de uma população em sua maioria pobre. E então advirá o caos social, não há bolsa família que evite a desgraça que e aproxima, mesmo porque o Estado entrará em falência moral e econômica muito antes disso; logo, logo o número de marginais ultrapassará de muito o número dos mal remunerados e sofridos mantenedores da ordem pública. Um rico para sair à rua terá que ter como proteção um carro de segurança na frente outro atrás, um de cada lado, um por cima e outro por baixo. E talvez não volte vivo para sua fortaleza de concreto e aço, pois só o rico que morar neste tipo de moradia estará com vida nestes tempos futuros, de acerto de contas e coisas e tais. Não entendo para que tanta ganância, tanta usura, tanta falcatrua, por que tanto roubo, tanta desonestidade, tanta sonegação de impostos, para quê? Será que todos estão loucos ou cegos e não conseguem ver e entender o tamanho do abismo que estão criando para si próprios e para seus descendentes? Sempre digo que nunca vi caixão mortuário com gaveta, com cofre ou com reboque! Aí me pergunto como e para onde vão levar e gastar estas fortunas, fruto da ganância e da usura! Um grande porcentual destas fortunas é constituído de bens imóveis, de difícil transferência para o exterior. Sempre construídas em detrimento da maioria do povo brasileiro. Os brasileiros paulatinamente estão perdendo a esperança de dias melhores... E não venham me dizer que isto é próprio do regime capitalista! Há países capitalistas onde tais singularidades não ocorreram e não ocorrem e são países extremamente bem sucedidos.
5* Parece-me que a lição mais difícil de aprender é a dos peixes e dos anzóis! Eis outra que ninguém aprende! É impossível viver como minoria rica junto a uma imensa maioria miserável! O resultado disso, todos que num futuro não muito distante, ainda estiverem vivos verão...
6* Em quanto tempo, as maçãs que estão dando ao povo brasileiro ficarão podres? Não é tão difícil calcular! Lembrem-se da queda da Bastilha!  Quantos dias se passaram das maçãs podres até a queda? É só verificar!
Mesmo que a intenção subliminar não tenha sido a exposta neste ensaio, (quanto ao desarmamento), o resultado sem sombra de dúvida, o foi.
Somente aquele que estiver inteirado sobre o que é o Clube Bilderberg, entenderá o eufemismo contido no “Bilderbrás”
             PS.
7* Estas proposições acima são tão somente um ponto de vista heurístico sobre a violência futura nas cidades grandes. Num futuro muito próximo, a violência se espalhará por todas as cidades! Esta violência é fruto de um dos problemas das classes citadinas, que é a má distribuição da riqueza no ambiente em que vivem e a falta de oportunidade para se alcançar a prosperidade. Sem uma base educacional adequada não há como conseguir empregos bem remunerados e dignos, que, por sinal, não existem, por falta de uma política desenvolvimentista ativa. A lavoura voltada para a grande produção naturalmente ao mecanizar-se gera o êxodo para as cidades! Mesmo nas pequenas propriedades é comum a mecanização, talvez premida pelas leis trabalhistas, o que gera mais êxodo, mais desemprego e mais violência. É comum o trabalhador rural não aceitar que se assine sua carteira de trabalho por um curto período, sempre relativo à duração da colheita, pois, assim, iria perder seus benefícios trabalhistas, como seguro desemprego etc. ou mesmo as bolsas isso e bolsa aquilo! São bastante comuns no campo as altas multas trabalhistas na época das colheitas, por falta de carteiras assinadas, e coisas mais simples como: Botas, luvas, capacetes, e outras quinquilharias, o que gera mais êxodo, e mais mecanização, e o círculo vicioso se perpetua inchando as cidades e tornando-as economicamente inviáveis.
8* Há sempre um “boom” na indústria de máquinas agrícolas, por que será? Já a violência no campo que atinge a classe dos campesinos, especificamente os (sem terras), foi estudada de forma científica, metódica e com profundidade pelo Prof. Carlos Walter Porto. Aos que se interessarem pelo assunto, informo que existe uma interessante pesquisa feita pelo Professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Dr. Carlos Walter Porto Gonçalves, Diretor do Laboratório de Estudos de Movimentos Sociais e Territorialidades, que pode ser acessado pelo Google, com custo “zero”, teclando a seguinte frase: VIOLÊNCIA E DEMOCRACIA NO CAMPO BRASILEIRO: O QUE DIZEM OS DADOS DE 2003. Nesta pesquisa, colaboraram o geógrafo-pesquisador Hugo Fioravante e a estagiária Andressa Lacerda. Ou pode-se comprar a revista da editora do CES Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia de Coimbra- Portugal. Este artigo foi publicado na revista Crítica de Ciências Sociais de nº 75 de 2006 da mesma Universidade e tem o preço de 14 Euros, mais a postagem para o Brasil. Esta pesquisa data de 2003 e, portanto, foi feita com dados anteriores à data do decreto do “Estatuto do Desarmamento”, e não consequência deste. O artigo faz uma análise da violência no campo brasileiro, com base em dados relativos à violência sobre as pessoas, às lutas sociais e de poder. Estes dados foram coligidos pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). Esta pesquisa torna-se extremamente interessante porque enfoca a visão colonialista do poder judiciário, mesmo em 2003, o que nos faz imaginar os horrores da era do Brasil Colônia. O que levou a grande maioria da população do campo para compor as periferias miseráveis das grandes cidades brasileiras, sem sombra de dúvida, foi este tipo de visão, uma visão distorcida da realidade da população brasileira do campo, que sempre foi tratada como se não fosse formada por brasileiros. Agora é completamente impossível voltar atrás. Lembrem-se da lição de Canudos! Canudos é uma vergonhosa mancha na história do Brasil. Um conhecido provérbio chinês diz: (Existem três coisas que não voltam atrás! A palavra dita, a flecha atirada e a oportunidade perdida). Parece-me que estamos perdendo ou já perdemos a oportunidade de levar nossa nação para os trilhos da prosperidade e da paz social. É interessante observar que só tomei conhecimento da pesquisa do Professor Walter Porto, após ter escrito o singelo ponto de vista “profético” da CARTA A DEUSDETH. Se é que posso denominar assim, este meu ponto de vista.
9* Este ensaio bem que poderia ser intitulado: ELUCUBRAÇÕES FUTUROLÓGICAS. Bem que poderia! O futuro dirá... Ou ASSIM CAMINHA E CRESCE A VIOLÊNCIA EM NOSSO PAÍS. Será que a violência tem algo a ver com a ressonância mórfica? Bem que poderia ter! Num dos próximos ensaios tratarei disso.

Vitória da Conquista, 1º de junho de 2007.


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