terça-feira, 24 de julho de 2018

O QUE SERÁ A VERDADE? - Obra 21 ENSAIO

DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR
Subsérie: Em busca de conceitos filosóficos que moldam a humanidade



Décimo ensaio

O QUE SERÁ A VERDADE?

Um conflito de ideias nos leva a três temas:


A Verdade Poliédrica:

A Reportagem que trata do IPCC e dos Céticos:

A Quebra de Simetria:


           A VERDADE POLIÉDRICA:
 A verdade, como tema de estudos, já foi dissecado por demais pelos filósofos (na realidade, todo e qualquer assunto já o foi). Aqui dou somente uma singela e disfarçada olhadela no que chamo de verdade. Tão somente isto, e nada mais...

1* Kant dizia que os juízos analíticos seriam as verdades de razão de Leibniz, mas os juízos sintéticos teriam que ser considerados verdades de fato. Hume era de opinião de que "fatos" seriam hábitos associativos tratados por nossa mente de forma repetitiva e só tinham relação com coisas sensíveis, assim um juízo sintético jamais poderia ser verdadeiro de modo universal e necessário. O filósofo Heidegger construiu sua verdade fundamentada totalmente no “Ser” husserlliano, portanto uma verdade ontológica! Ele foi um dos maiores filósofos do século passado, era um metafísico. Embora contemporâneo da descoberta da física quântica, é de se supor que não chegou a conhecer os conceitos do “Ser” quântico, senão abandonaria a verdade ontológica e voltaria à verdade hegeliana ou à verdade kantiana. Deixemos os filósofos com suas verdades e conheçamos meu modo de analisar a verdade, a que chamei de verdade poliédrica.
O Enunciado:
A verdade poliédrica contém cinco princípios axiomáticos, que podem ser deduzidos de qualquer um dos poliedros regulares de Platão. Aqui utilizei o de 32 faces. 
Primeiro princípio: (A verdade "sempre" será uma só, e o seu oposto sempre será a "não verdade").
Segundo princípio: (A verdade possuirá "sempre" duas faces, uma visível e outra oculta).
Terceiro princípio: (Do ponto de vista externo, na face oculta estará sempre a “não verdade” ou o oposto à verdade, ou seja, a "antiverdade").
Quarto princípio: (A face visível sempre será vista pela maioria dos observadores).
Quinto princípio: (A questão de se ver a verdade como "não verdade" e a "não verdade" como verdade é somente um problema de perspectiva, ou seja, de ponto de vista! Ambas serão absolutamente idênticas, enquanto estáticas, não atuantes, mas absolutamente diferentes quando dinâmicas e atuantes, por isso sempre opostas entre si).  Aquele que observa a verdade que não seja a sua verdade a verá sempre pelo seu lado oposto, portanto aquele que vê a verdade do ponto de vista externo verá sempre a sua verdade como verdade, e a verdade interna será sempre vista como "não verdade". Por oposição, aquele que vê a "não verdade" interna do ponto de vista interno a verá sempre como verdade e verá sempre a verdade externa como "não verdade".
2* Atente para o Quarto princípio que, pelo princípio da maioria, universaliza, estabelece e consagra a verdade da visão externa como verdade e a verdade da visão interna como a "não verdade". A verdade é como o nosso poliedro regular de Platão, que por ser oco, tem mais faces que um poliedro comum, na realidade nosso poliedro tem 64 (sessenta e quatro) faces. 32 externas. E 32 internas. As faces externas nunca se veem, ao contrário das internas, em que todas se veem simultaneamente. Sendo este, o motivo da força destruidora da "não verdade" e o motivo da dificuldade para a verdade se sobressair. Tudo nos leva a crer que a verdade seja oriunda e comum a um poliedro oco, pois este poliedro é côncavo e convexo ao mesmo tempo; quando o poliedro for oco, as faces internas serão vistas por todas as outras faces, motivo pelo qual a "não verdade" se propaga facilmente e em grande velocidade. Procure mentalizar o icosaedro truncado, que tem 32 faces, pois tende a se aproximar mais de uma esfera, sendo mais fácil de se mentalizar. Esta ideia da verdade poliédrica está fundamentada na primeira lei da evolução do Cosmos. Tudo no Cosmos (incluindo o nosso existir), obedece sistematicamente ao princípio da não exclusão dos opostos. Veja bem que o poliedro poderia ser sólido, e que só criei o poliedro oco para o observador se sentir mais à vontade quando sua mente estiver presente no interior do poliedro. Ora, disso tudo, só se pode deduzir que toda verdade representa a face externa convexa dos poliedros regulares ocos, que contém no seu interior o seu oposto, que é a "não verdade" representada pela sua face interna côncava.
3* A primeira lei da evolução do Cosmos cria a face interna dos poliedros, pois mesmo os sólidos têm duas faces, embora a interna seja invisível, porém é alcançável mentalmente. A diferença entre a verdade e a "não verdade" poliédrica é fruto somente da localização do observador. O observador que se posiciona, como a maioria, na parte externa dos poliedros de Platão só pode enxergar a verdade como verdade, e mais de 99,9999 % dos observadores se posicionam no exterior dos poliedros. Para aquela minoria que se posiciona no interior do poliedro em questão, a sua verdade será sempre uma não verdade! Assim a maioria sempre estará com a verdade e a razão! E a minoria sempre estará com a não verdade. E a validade deste axioma é fácil de compreender. Não importa a dimensão do poliedro, o exterior do poliedro sempre comportará mais observadores que o seu interior! Compreendeu o inusitado deste raciocínio? Julgo desnecessário dizer que o oposto da verdade de que trato aqui nada tem a ver com a mentira, que, por sua vez, nada mais é que uma verdade agradável a quem ela beneficia e uma verdade desagradável a quem traga algum malefício ou desconforto! Assim, logo no início, este ensaio estaria propondo a não existência desta entidade tão misteriosa chamada verdade. Massa, esta, realmente não é a intenção deste ensaio. No entanto, talvez, esta proposição da verdade poliédrica nos leve a entendermos a dificuldade que a filosofia sempre teve para encontrá-la.

2) A Reportagem que trata do IPCC e dos Céticos:

4* Vamos agora ao âmago do conflito de ideias... Na reportagem de capa da Revista Veja, edição 2031 de 24 de outubro de 2007, a que chamam de reportagem especial... Antes de qualquer coisa, julgo as revistas noticiosas, como “Veja”, “Isto É”, “Época” e algumas outras (embora só tenha costume de ler casualmente, nem seja assinante da “Veja” e, casualmente leia as outras duas), no entanto considero-as excelentes fontes de informações e revistas sérias. Em geral, podem ser consideradas o lado bom da imprensa, e não me julguem inocente, pois não o sou! O problema é que elas vivem de suas vendas e não podem ser parciais sob o risco de falir; uma revista perde 50 por cento de seus leitores se for parcial, embora, de vez em quando sejam parciais. E ardilosamente debitem esta parcialidade aos seus articulistas. A despeito do fator moderador e mediador da internet como fonte de informação, prefiro as fontes de informações físicas, materiais e palpáveis, às virtuais, pois são mais sujeitas às críticas que lhes esvaziam os cofres, embora reconhecendo naturalmente o custo quase zero, o potencial e a presteza da virtual. No entanto temos que considerar a pouca credibilidade das informações no âmbito da internet, e seus apaniguados, Facebook, Instagram, WhatsApp, Twitter e outros. Não sei por que é mais prazeroso ler uma revista física que visitar uma página de noticias da NET.
5* Meu ponto de vista é de que a reportagem em apreço seja uma matéria em parte comprada, e não uma matéria totalmente produzida pela revista, que me desculpem o Okky de Souza e a Vanessa Vieira. Pelo menos algumas informações são de fontes não confiáveis, mas isto não vem ao caso! Uma reportagem não pode prescindir da opinião do próprio repórter que a fez, se é que é uma reportagem e, neste caso, os repórteres são imparciais! No geral, em razão disto é uma excelente reportagem. Existem “n” reportagens sobre o assunto, escolhi esta do Okky e da Vanessa por considerá-la consistente e rica de informações, embora algumas duvidosas!

6* Nesta reportagem do Okky e da Vanessa, nota-se que os pontos de vista do IPCC são preteridos aos dos Céticos. IPCC é a sigla em língua inglesa para (Intergovernmental Panel on Climate Change), ou seja! (Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas), da ONU. A reportagem dá maior conotação aos pontos de vista dos Céticos em detrimento dos pontos de vista do IPCC. Chamamos de "Céticos" um pequeno grupo de cientistas (pequeno mesmo) que se opõe aos pontos de vista do IPCC. Se o ponto de vista fosse dos repórteres, seria natural, por ser um direito deles de terem seus próprios pontos de vista; já os pontos de vista a que me refiro são de dados colhidos em outras fontes. Neste aspecto (dos dados), observa-se o lado tendencioso destes pontos de vista em que os repórteres não fizeram, não puderam ou não quiseram fazer a filtragem, pois assim alterariam os dados das fontes. Não farei uma análise da reportagem toda, mas somente do quadro das páginas 90 e 91, onde estão os dados em análise. Primeiro, tentarei fazer um resumo do conteúdo da reportagem, para que ninguém necessite sair em busca de uma revista do ano passado, para melhor entender onde busco encontrar a real posição dos Céticos e do IPCC, se no lado côncavo ou se no lado convexo do poliedro.  

7* Huumm! Lembremo-nos do enunciado do primeiro princípio da evolução do Cosmos! Tudo (incluindo aqui o nosso existir) obedece sistematicamente ao princípio da não exclusão dos opostos. Então, nada mais natural que exista uma parte (a maioria) da comunidade científica que crê na realidade do aquecimento global tendo como causa principal a ação do homem, e outra parte (a minoria) que não crê na realidade deste aquecimento que tem como fator principal a ação do homem. Sendo esta, a opinião dos Céticos (a minoria), o IPCC, como maioria, crê e propõe o contrário. Aqui não analisamos a qualidade da reportagem, (por sinal excelente), mas sim, os pontos de vista dos Céticos e do IPCC.
8* Isto posto e estabelecido, vamos a uma descrição sucinta do conteúdo da reportagem: citei o primeiro princípio da evolução do Cosmos, que é o princípio da não exclusão dos opostos.  Pode parecer um absurdo, mas sem e existência (comprovada) deste princípio, o Cosmos não existiria! Para ver isso! Teremos que penetrar um pouco mais da física quântica: Os Quarks realizam três tipos de carga de cor; os antiquarks realizam ou possuem três tipos de anticor. Os glúons podem ser pensados como a realização da cor e da anticor, mas para entender corretamente como eles são combinados, é necessário considerar a matemática de carga de cor com mais detalhes. Coisa que não faremos aqui!  Sem a existência das antipartículas, a matéria não perduraria por mais do que alguns bilionésimos de segundo; sem os antiquarks Ups e os antiquarks Downs para dar estabilidade a estes quarks para que possam formar os prótons e os nêutrons, nada existiria. Já os antielétrons ou pósitrons é que dão estabilidade aos elétrons, sem estas antipartículas, ou seja, sem estes opostos, os átomos não existiriam e, consequentemente, o Cosmos também não. Na realidade, toda partícula possui sua antipartícula! Assim é que, mesmo no nosso viver cotidiano, sempre há um oposto a tudo, mesmo até a um simples pensamento nosso, há um “antipensamento”. O pensamento nada mais é que a manifestação mais sublime da energia, que, por sua vez, possui acoplada a si a antienergia, ou seja, neste caso o “antipensamento”.
 9* Chegaremos já ao assunto da reportagem! O motivo da "não verdade" ser sempre a minoria é um problema que assusta e desorienta até mesmo os modernos pensadores "quânticos", ou seja, pensadores holísticos, isto é, pensadores com conhecimento das funções quânticas que integram a vida ao Cosmos. Tomemos por similaridade a existência da verdade poliédrica na mesma proporção da existência da matéria. E tomemos a existência da "não verdade" poliédrica como similar e na mesma proporção da existência da antimatéria. A Física quântica descobriu que, no Universo ou Cosmos, existe mais matéria que antimatéria. Vejamos!
3) A quebra de simetria
10* O fato de haver mais matéria que antimatéria no Universo, a física quântica denomina de quebra de simetria, e é esta quebra de simetria que dá estabilidade e existência longa ao Cosmos e, naturalmente, ao nosso existir. E assim, a causa primeira da verdade poliédrica residir justamente no lado externo dos poliedros seja uma quebra de simetria. Por isso, a parte externa visível dos poliedros contém a verdade, e o lado interno não visível (pela maioria que está na parte externa) dos poliedros contenha a "não verdade". Por similaridade, a matéria é visível, e a antimatéria é invisível no Universo. Assim, a verdade, tende a atingir a maioria, embora menos potente que a "não verdade", é mais atuante em nossas vidas. A "não verdade” é mais atuante porque se potencializa ao interagir com todas as "não verdades" ou faces do lado côncavo do interior dos poliedros; mas, sendo visto por uma pequena minoria, não se potencializa, sendo menos atuante em nosso existir.
 11* Tratemos agora da reportagem do Okky de Souza e da Vanessa Vieira. Compreendo e creio que o IPCC foi criado pela ONU com a função precípua de defender o princípio de que o homem é o principal responsável pela emissão de CO2 e, consequentemente, o principal responsável pelo aquecimento global. Ora, para a ONU, o "homem" nada mais é do que as nações que mais poluem através de suas empresas, sem um responsável! Como cobrar uma dívida, se o credor principal é a própria humanidade? Compreendeu o ponto de vista da ONU? Já no caso dos Céticos, quando se faz oposição a alguma coisa, esta oposição defende o direito de alguém, ou de si próprio, ou de outrem, ou, pelo menos, o ponto de vista destes mesmos céticos, senão, não se faria tal oposição, pois não há almoço de graça, tudo tem um interesse e um custo. Procurando a origem dos Céticos, a encontramos nas maiores universidades do mundo. Essas instituições são mantidas (pelo menos seus custosos centros de pesquisa) por meio de convênios com as maiores empresas poluidoras do planeta. Não julgo que os Céticos sejam inocentes úteis, mas, sim, conscientes úteis, eles defendem pontos de vista contrários aos do IPCC porque vivem literalmente dos subsídios oriundos das grandes empresas poluidoras. Talvez não recebam "pecúnia" ou ordens diretamente destas empresas, mas, de uma forma ou de outra, abraçaram as causas dessas grandes empresas poluidoras. Como diz o economista, alguém pagará o almoço! O problema é saber quem pagará.
12* Neste jogo da segurança da espécie humana ameaçada pelo aquecimento global, não haverá navalha de Occam que dê jeito! Temos de enfrentar tudo de frente, isto temos! No caso dos custos dos desastres climatológicos, o mais provável é que todos nós paguemos estes custos. Se acontecer um desastre climatológico global, a economia mundial entrará em colapso e teremos um novo "crack", mais violento que o de 29. Se isto ocorrer e é provável que ocorra, quem primeiro soçobrará serão naturalmente os grandes conglomerados financeiros, que são os representantes dos grandes conglomerados industriais e maiores emissores de CO2 do planeta, por tabela os Céticos irão logo a seguir, pelo menos perderão seus “gordíssimos” empregos. Não haverá "New Deal" que salve o planeta. O J. Maynard Keynes (1883 - 1946) já se foi há muito tempo. O grande problema é que estamos caminhando a passos largos para a irreversibilidade do desastre climatológico, e parece que ninguém vê ou se importa com isto. Quando algum pensador diz algo a respeito, de imediato é tachado de catastrofista. O início do consumo acelerado de carvão mineral deu-se com a invenção da nova máquina a vapor de Watt em 1769, data que marca o começo da emissão maciça de CO2 com origem nos combustíveis fósseis para a atmosfera. Segundo cálculos de especialistas, até o início do século XXI já tínhamos consumido 30 (trinta) por cento de todo combustível fóssil existente no planeta (encontrado e por encontrar). Estas previsões são feitas com uma projeção do que está descoberto e do que falta descobrir no futuro. Os especialistas calculam que os restantes setenta por cento não durariam nem mais quarenta anos, no máximo, cinquenta. Em nosso país, quem mais consome os combustíveis fósseis são os veículos automotores; a indústria petroquímica consome principalmente o GNP. Nós gastamos pouco combustível fóssil em aquecimento por eletrificação, mas, no resto do mundo, principalmente no setentrião, é a eletrificação na calefação que mais pesa. Sabe-se que sua frota de automotores no setentrião é muitas vezes maior que a do hemisfério sul. O certo é que o mundo já ultrapassou o seu primeiro bilhão de veículos. Se com o consumo de trinta por cento já alteramos tanto o clima (os catarinenses que o digam, com seus furacões e seus tornados extras tropicais), imagine quando exaurirmos o que nos resta das reservas de combustíveis fósseis! É interessante observar como o planeta consome os combustíveis fósseis como se as reservas fossem eternas! E todos sabemos que elas não são. Acordem brasileiros! Nossas reservas de petróleo são estimadas, com muita boa vontade, em 18 bilhões de barris, portanto não durará nem vinte anos. Esta sofreguidão no consumir nos levará a um desastre inconcebível! Pobre humanidade!
13* Vejamos de que trata a reportagem nas ditas páginas 90 e 91 da revista Veja. Ali encontramos um painel com seis tópicos, nos quais se dá razão ao IPCC somente em dois tópicos. O 1º tópico trata dos efeitos nocivos do CO2; nele é dito que o IPCC tem razão. O 2º tópico trata do aumento da temperatura do planeta, onde o IPCC é de opinião que, no fim deste século, ela seja acrescida em 1,8 e 4 graus Celsius (equivalente ao nosso centígrado), podendo chegar aos 6 graus Celsius. Os Céticos são de opinião de que as projeções feitas por computadores são imprecisas demais, assim, argumentou um cientista alemão do instituto Max Planck, e deram razão aos Céticos! Ora! Se os computadores são imprecisos, onde conseguiram informações contrárias precisas? O 3º tópico trata da elevação do nível dos mares. Neste tópico, deram razão aos Céticos, pois o IPCC, como diz a reportagem, para efeito de propaganda (Al Gore, como defensor do meio ambiente), disse que o nível dos oceanos subiria sete metros até o fim do século XXI. Ora! Nas calotas polares, existe cerca de 38 milhões de km3 de gelo (estes cálculos não computam os gelos imersos sob as águas polares), se este gelo se derreter se transformará em 38 milhões de km3 de água, que, naturalmente, irá elevar o nível dos oceanos, não em 7 metros, mas em noventa e dois metros. Basta que o nível suba ¼ (um quarto), disso, ou seja, 23 metros para ocasionar uma catástrofe inconcebível. Se o oceano subir vinte e três metros, afetará mais da metade da população do planeta, e isto causaria um desastre econômico que levaria várias gerações para uma completa recuperação.
14* O 4º tópico trata também do derretimento das geleiras polares; o IPCC é de opinião que, se as geleiras se derreterem, o desastre seria inimaginável e que não há efeito sanfona nos eventuais degelos maciços. Os Céticos argumentam que há pouquíssimas informações sobre o volume do gelo dos polos e que é quase impossível verificar se a redução do gelo é significativa. O japonês Syun-Ichi Akasofu do "International Arctic Research Center" deve estar brincando ou deve ser um simplório, pois, quando uma simples duna num deserto iraquiano desaparece numa tempestade de areia, imediatamente os mapas no pentágono são alterados, imagine uma geleira de grandes proporções! Neste quarto tópico, ficaram com vergonha e deram razão ao IPCC.
15* O 5º tópico é o único em que os Céticos estão com a razão, pois o IPCC argumenta erroneamente que o aumento da temperatura global causará epidemias de malária, o que não é verdade. O último e 6º tópico trata da extinção de várias espécies animais, nele o argumento do IPCC é aparentemente um pouco exagerado, somente aparentemente! Pois, há pouco tempo, em setembro de 2005, tivemos (em razão de alterações climáticas), aqui na América do Sul, um fenômeno climático inusitado, nunca ninguém esperava uma seca daquela intensidade na Amazônia, mas foi o que ocorreu e de forma catastrófica, a seca foi de tal monta que faltou água para as populações ribeirinhas beberem, pois o pouco que restou era pura lama e poluída pelos dejetos dos animais silvestres. Todos os pequenos rios e todos os lagos secaram! Os igarapés secaram, houve grande mortandade de peixes, populações ficaram isoladas, sem ter como se locomover, barcos encalhados etc. Se esta seca durasse um pouco mais, parte da Amazônia pegaria fogo e então milhares de espécimes desapareceriam. É bom observar que nós estamos somente no começo da alteração climática. Onde está a falha no argumento do IPCC? Nas florestas do planeta, basta os insetos desaparecerem para cessar a polinização de muitas árvores frutíferas, o que causaria uma quebra na cadeia alimentar levando muitas espécies animais a desaparecer por inanição. Aqui temos uma pergunta: onde estão os argumentos dos Céticos e do IPCC em nosso poliedro de Platão? Quem está no lado externo? E quem está no lado interno? Isto não é tão difícil de verificar. A verdade poliédrica tem a virtude de se” facilmente percebida, procurem pela maioria! Lá estará a verdade poliédrica... Aos competentes repórteres Okky de Souza e Vanessa Vieira, meu muito obrigado por fazerem uma reportagem com tanta competência e tão abrangente sobre um assunto que interessa a toda a humanidade e não somente aos Céticos, e aos cientistas do IPCC, minhas desculpas se não consegui agradá-los com minhas verdades poliédricas, nestas minhas insossas análises.

Tornando-se necessário repetir a declaração de Cousteau.

16* "Hoje em dia, o Ser humano apenas tem, ante si, três grandes problemas que foram ironicamente provocados por ele próprio: 1) A super população, 2) o desaparecimento dos recursos naturais e 3) a destruição do meio ambiente. Triunfar sobre estes problemas, visto sermos nós a sua única causa, deveria ser a nossa mais profunda motivação." Jacques Yves Cousteau (1910-1997) 


17* Este ensaio, eu o escrevi, após uma discussão sobre o que seria a verdade, com um amigo extremamente perspicaz. De minha parte, confesso humildemente que não sei onde está nem o que realmente seja a verdade... No entanto, jamais deixarei de procurá-la...

Edimilson Santos Silva Movér
Vitória da Conquista, Bahia, 3 de maio de 2008.
moversol@yahoo.com.br  


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