terça-feira, 24 de julho de 2018


09 Tredécimo ensaio

 


  
              O RECÔNDITO DO "SER”, OU A MENTE HUMANA


A memória e a ressonância mórfica
sob uma abordagem não mecanicista.

E uma transcrição “ipsis litteris” de

um artigo de Rupert Sheldrake

  
1* O que é realmente a mente humana? Nossa essência seria nossa mente? Ou, conforme Martin Heidegger, a mente seria a essência da essência do “ente”, ou o “isto é”? Este é o maior mistério existente no Universo! Nunca recebeu de nenhum ramo da atividade intelectual humana qualquer resposta que viesse dar uma consistente e razoável definição do que seria o “ente”, ou o "Ser” pensante. As perquirições são muitas, e as respostas concludentes nunca conseguiram ultrapassar o número zero, tal, é o tamanho do mistério que cerca esta fugidia e estranhíssima criatura chamada "Ser". Debalde a filosofia o tentou! A dificuldade é tamanha, que até hoje com todo o desenvolvimento que atingimos em setores como neurologia, psicologia e biologia, em suas áreas ligadas à pesquisa científica da memória do "Ser", não conseguimos descobrir nem mesmo a sua morada e, assim, não se chegou a nenhuma resposta concludente.
2* Quem mais avançou na área de pesquisa foi a biologia e, assim mesmo, esta ciência tende a crer que o "Ser", ou “ente”, mente, pensamento, identidade, eu, personalidade e, pasmem, inclusive a nossa “memória” não residem nos nossos neurônios. É de atordoar, se não residimos em nosso cérebro, onde residimos, então? Será que o “Ser" não está dentro de nosso corpo? E, na realidade, o nosso corpo é que está dentro do "Ser"? será que é o “Ser" que nos envolve e nós sejamos, na realidade, nossas auras? Esta proposição é de difícil compreensão e aceitação. A biologia caminha serenamente, e provavelmente vai no futuro resolver este impasse. Depois de 1981, com o advento da teoria da Ressonância Mórfica intuída e proposta por Rupert Sheldrake, tende-se a acreditar que nossa memória não tem residência fixa em nossos neurônios. Sempre acreditei que, à medida que o conhecimento ou a ciência do homem se desenvolvesse nessa área, o mistério tenderia a aumentar! É de enlouquecer! Debalde a filosofia tentou resolver o mistério e nunca o conseguiu! A psicologia e a psiquiatria são ciências irmãs, a última sempre tentando achar o caminho da cura para um "Ser" extremamente abstrato e inefável, as duas sempre andaram no escuro, no âmbito destas ciências, nesse âmbito há mais questões por responder que respondidas, pois as duas lidam com a maior complexidade do Universo, chamada “Ser”. O interessante é que, à medida que estas ciências evoluem, o mistério aumenta. O que acontece é que o número de questões a serem respondidas simplesmente aumentam a cada passo evolutivo destas ciências: as velhas como as novas perguntas nunca são respondidas, daí! As novas perguntas somam-se às velhas, e o mistério só tende a aumentar! Finalmente, eis que aparece alguma esperança de elucidarmos o mistério maior e talvez num futuro próximo possamos responder à pergunta – quem somos nós? – com a teoria da Ressonância Mórfica. Após a descoberta (no primeiro quarto do século passado) da Física quântica, considerada a mãe de todas as ciências, as questões pertinentes à pergunta – quem é o "Ser?" – tornaram-se ainda mais difíceis de serem respondidas. Será que a física quântica calou a filosofia para sempre? Tudo que a filosofia disser sobre o “Ser" será, no mínimo, inconsistente, inadequado, inabilidoso e, com certeza, errado. O "Ser", sob uma abordagem quântica, simplesmente não existe. Durma-se com um barulho deste e diga que tem dormido bem! Fundamentando-se nesta contextualização, este singelo ensaio, em princípio, também está impossibilitado de elucidar a questão e deve ser considerado como uma propedêutica do tema. O que posso e pretendo fazer é deixar de lado o que a religião e a filosofia pensam sobre o assunto e direcionar o enfoque para as últimas proposições que uma pequena parcela da biologia tem tentado divulgar como postulado maior da ciência da vida. Portanto uma abordagem sistêmica e holística de um assunto que até hoje é tratado pela ciência de forma atomista e mecanicista! Este ensaio terá, como suporte um caráter estritamente semiológico.
3* Depois da descoberta de que o Universo evoluiu a partir da "indefectível" singularidade que continha em si um Universo energético anterior ao Big Bang, ficou assente que a evolução é inerente ao próprio Universo. Podemos aceitar então de forma natural que, se o Universo evolui, tudo que nele é contido é passível de evolução, inclusive suas leis físicas! A grande e maior verdade que nos trouxe a teoria do Big Bang é que o Universo evolui. O postulado da teoria de um Universo em expansão comporta a priori o conceito de evolução. Eis a nossa esperança de elucidar o mistério! Rupert Sheldrake é um cientista e filósofo, não sei se mais filósofo ou mais cientista, que tem escrito e feito conferências que são levadas ao conhecimento de todo o mundo através de seu site na net www.sheldrake.org/. Este site é muito conhecido e lido no ambiente acadêmico, sobretudo no mundo científico da alta pesquisa teórica da biologia. Este pensador vem divulgando uma ideia que, embora não seja nova (as suas bases foram lançadas em 1920 pelos biólogos), é inusitada, por conter em si um enfoque novo e que tem causado furor no mundo científico. A parte da população não ligada às coisas da ciência passa ao largo sem nada conhecer a respeito dessa ideia. Para uma pessoa totalmente leiga em morfogenética, a teoria de Rupert Sheldrake tem mais cores de misticismo e metafísica do que mesmo cores de ciência, no entanto a abordagem que ele faz é extremamente e estritamente científica. A essência de sua teoria, os místicos e as religiões orientais sempre a pregaram, certamente com outras palavras, mas sempre o fizeram. Na sua essência, o que prega o biólogo é que o Universo é fruto da evolução, é vivo e pulsante e, o mais importante, o Universo possui memória, tudo que sofre modificação ou se desenvolve tem memória: os cristais, as plantas, os animais, o homem, é obvio que tem, mas o que ele apregoa é que todos os seres vivos possuem memória desde quando óvulos, inclusive as sementes. Uma semente de Cedro sabe que é um Cedro e cresce como um Cedro. Uma semente de Jacarandá não se desenvolve como um Pau-Brasil, uma semente de Pimenta crescerá sempre como uma Pimenteira. Só entenderá esta proposição quem se aprofundar na teoria. À sua teoria, ele deu o nome de “Teoria da Ressonância Mórfica". Em 1981, ele publicou o livro (A New Science of Life), Uma Nova Ciência da Vida, que, na época, causou muita polêmica, foi pouco compreendido, mas, com o passar do tempo, a biologia teórica absorveu a sua essência e tudo se acalmou. Na época, a revista “Nature” o classificou como um forte candidato à fogueira; por outro lado, a revista “New Scientist” o considerou como "uma importante investigação científica a respeito da natureza da realidade biológica e física". A teoria não é nova, o enfoque e a abrangência que Sheldrake dá a sua teoria é que são novos! A visão de mundo da maioria dos biólogos ocidentais ou mesmo de todos os países é atomista, materialista, reducionista e mecanicista. Para os biólogos que têm este tipo de Universo como real, e como seu Universo existencial, é extremamente difícil perceberem o mundo holístico proposto por Rupert Sheldrake na sua teoria da Ressonância Mórfica. Desta extrema dificuldade de perceber é donde advém a demora e a "lerdeza" da teoria ser absorvida e aceita como uma verdade axiomática universal. Talvez passe vários séculos para que uma teoria com estas proposições possa ser aceita “como disse”, como uma verdade aceita pela ciência como tal. A não aceitação das teorias sobre conceitos abstratos imateriais provém da dificuldade ou da impossibilidade da comprovação da teoria por experimentação laboratorial. O máximo que se consegue é, em última instância, a análise dos resultados oriundos de fatos não experimentais. Estas análises frequentemente são admitidas como frágeis e inconsequentes. Tenho um amigo biólogo, formado por uma faculdade de Salvador, morador de Vilas de Abrantes, que quase se desentende comigo quando expus a teoria do Sheldrake. A salvação foi um professor do curso de biologia, que era versado em biologia molecular, e que possuía conhecimentos de Física quântica e já conhecia a teoria da Ressonância Mórfica. O professor conseguiu acalmá-lo, fazendo-o ver que a teoria existia, mas ainda estava sob judice, e que tudo que ele tinha apreendido no curso de biologia continuava válido. Desde o princípio, notei que sua resistência em aceitar esta nova proposição do Sheldrake se prendia ao valor que ele dava aos conhecimentos adquiridos no curso de biologia. Com certeza, haverá muita resistência e grandes dificuldades a vencer para universalizar estes novos conceitos. Mesmo as universidades de pouco ou de nenhum renome fogem desses temas ainda não totalmente aceitos como verdades universais, temendo o descrédito e mesmo o ridículo em que incorreriam ao ensinar assuntos tão controversos. Com certeza, Rupert Sheldrake escapará da fogueira, mas, pelo menos durante este século XXI, "com certeza" não receberá um prêmio de peso como o Nobel, embora sua descoberta valha mais que isso. Sua teoria é tão velha quanto a ideia de que o mundo material que nós percebemos à nossa volta seja uma ilusão. Os Vedas na antiga Índia, há mais de seis mil anos, já tinham conhecimento deste fato, e até o início do século XX não tínhamos (nós os ocidentais) como entendê-lo. Só com o advento da Física quântica é que se tornou possível entender de que forma o mundo é uma ilusão, ou seja, é "Maya". Com a universalização dos conceitos sistêmicos e holísticos, talvez esta compreensão seja facilitada aos cientistas. Há conceitos que nos enternecem e nos fazem sentir mais esperançosos e mais divinizados como seres humanos, mas nos assustam e nos confundem o entendimento do existir. A crer nas leis da Física quântica, nós não existimos como seres materiais, o Holismo e a Semiótica nos remetem a um mundo extremamente universal e impessoal, onde não somos muito relevantes como seres! Talvez, nem mesmo individualmente sejamos necessários ou tenhamos alguma importância para o "existir" da humanidade ou da vida planetária. Talvez por termos sido formados dentro dos conceitos já ultrapassados do atomismo de Leucipo e de seu discípulo Demócrito, do determinismo de Laplace e do materialismo filosófico deflagrado a partir do século VI (a.C.) na Grécia antiga pelos filósofos pré-socráticos. Com todo o uso da inteligência dos filósofos modernos, e aqui incluo pensadores do passado como Descartes (1596–1650), Baruch de Espinoza (1632-1677), John Locke, (1632-1704), e, sobretudo, Imannuel Kant (1724-1804), que teve a sorte de beber de todas estas fontes. A filosofia com todo seu aparato intelectual nunca conseguiu penetrar um milímetro sequer na essência da essência do “isto aí”, do “é” ou ente, ou "“SER”", não utilizo aqui a distinção heideggeriana entre o “Ente” e o ““Ser””. Não posso tornar este ensaio o prolegômenos da nova teoria de Rupert Sheldrake. Vamos a ela de forma sucinta, mas, sistematizada, em 1920 foi difundido dentro do mundo da biologia a teoria dos (Campos Biológicos das Formas), ou Campos Morfogenéticos, ou seja, os campos das formas vivas, talvez influenciados pelas descobertas (1873), dos campos eletromagnéticos, pelo cientista inglês James Maxwell.
 4* Em 1981 Sheldrake levou ao conhecimento do mundo o seu livro A New Science of Life (Uma Nova Ciência da Vida), contendo suas descobertas suas análises, e suas propostas, o que resulta em suas crenças, do que ele chamou de Ressonância Mórfica, parecida com a teoria dos campos morfogenéticos dos biólogos de 1920, no entanto bem diferente em forma e conceitos gerais. Não posso nem dizer que Sheldrake ampliou o conceito de campos morfogenéticos de tão diferentes que são! Embora parecidos são completamente díspares, os campos morfogenéticos se atêm as formas dos seres vivos enquanto vivos e a cada um de "per se". A Ressonância Mórfica se reporta aos seres sempre em abrangência grupal, embora a função seja individual. Abrangendo tanto os seres superiores, como os inferiores como as células, o reino das plantas e até os cristais estão sujeitos à Ressonância Mórfica, no dizer dele, “Sheldrake”, os planetas os sistemas planetários, as galáxias o Universo enfim. Tudo que evolui e tem memória, memória esta, resultante da Ressonância Mórfica. Para uma melhor compreensão do leitor, julgo mais acertado juntar um artigo do próprio Sheldrake fruto de uma conferência sua e traduzido do site: www.sheldrake.org, desconheço o autor da tradução. A transcrição é ipsis litteris.
5* Resumo dos comentários e do texto traduzido livremente do site www.sheldrake.org. Neste artigo, Sheldrake confirma a teoria de Darwin, para quem os hábitos dos organismos eram de vital importância. Na hipótese da causação formativa, propõe que a memória é inerente na natureza. “A maior parte das assim chamadas leis da natureza são mais como hábitos”.
Os campos morfogenéticos na biologia:
6* (...) Todas as células vêm de outras células, e todas as células herdam um campo organizacional. Embora os genes façam parte da organização celular, participando diretamente no controle e da informação da síntese das proteínas, não pode explicá-la. (...) Os genes não podem por si mesmos determinar formas; (...) não fosse assim, moscas de frutas não pareceriam diferentes de nós.
7* A maioria dos biólogos do desenvolvimento aceita a necessidade de uma concepção holística ou integrativa da organização viva e desde 1920, muitos desenvolvem a proposta de que a organização biológica depende do campo, diversamente chamado (entre outros nomes) de campo biológico ou mais como (campo morfogenético).

8* Sheldrake sugere que os campos morfogenéticos trabalham imprimindo padrões que de outro modo seriam de atividades randômicas ou indeterminadas.(...) Os campos morfogenéticos não são fixos para sempre, mas se desenvolvem, e foram transmitidos por seus antepassados por um tipo de ressonância não local, chamada de ressonância mórfica.
9* O campo organizaria a atividade do sistema nervoso como se fosse herdado da ado através da ressonância mórfica, transmitindo uma memória coletiva e instintiva. Cada individuo simultaneamente escreve sobre e contribui para a memória coletiva da espécie 2. A ressonância do cérebro com seus próprios estados passados também ajuda a explicar as memórias dos indivíduos animais e humanos. Não é necessário de que todas as memórias estejam estocadas no cérebro. Grupos sociais possuem memórias distintas e são igualmente organizados por campos (...).
A Memória da natureza
10* Do ponto de vista da hipótese da ressonância mórfica, não é necessária a suposição de que todas as leis da natureza foram completamente formadas no momento do Big Bang, como um tipo de código Napoleônico cósmico, ou que existam num reino metafísico além do tempo e do espaço (hipótese realista, na filosofia – as ideias de Platão - todos os conceitos universais existem à priori, num reino metafísico além do tempo e do espaço).
11* (...) Se nós queremos continuar com a ideia de leis naturais, podemos dizer que se a natureza evolui, suas leis também evoluem. Assim como as leis humanas evoluem no tempo. Mas então como as leis naturais seriam lembradas ou utilizadas? A metáfora da lei é embaraçosamente antropomórfica. Hábitos são menos centrados no homem. Muitos organismos têm hábitos. Mas só os homens tem leis. Os hábitos da natureza dependem de um reforço de similaridade não local. Por meio da ressonância mórfica os padrões de atividade nos sistemas auto-organizantes são influenciados por padrões semelhantes no passado, dando a cada espécie e a cada tipo de sistema        auto-organizante uma memória coletiva. Acredito que a seleção natural dos hábitos terão um papel essencial em qualquer teoria integrada da evolução, incluindo não apenas a biológica, mas a Física, a química, a Cosmologia, a área social, a ciência por excelência e a cultural em geral.
12* Os hábitos estão sujeitos à seleção natural. E quanto mais frequentemente são repetidos, mais prováveis eles se tornam. Os animais herdam os hábitos de sucesso de suas espécies como instintos. Nós herdamos hábitos corporais, emocionais, mentais e culturais, incluindo os hábitos de nossas linguagens.
Campos da Mente
13* Os campos mórficos subjazem nossa atividade mental e nossas percepções, e levam a uma nova teoria da visão. A existência desses campos é experimentalmente testável por meio da sensação de ser observado. Há muita evidência de que este senso realmente existe.  4Os campos mórficos de grupos sociais conectam juntos membros do grupo mesmo quando estão milhas distantes, e promove canais de comunicação por meio do qual os organismos podem se tocar a distância. Eles ajudam a prover uma explicação para a telepatia. 5. Telepatia é normal, não paranormal, natural não sobrenatural, e é também comum entre pessoas, especialmente pessoas que se conhecem bem. Os campos mórficos de atividade mental não são confinados ao interior da nossa cabeça. Eles se estendem muito além de nosso cérebro por meio da intenção e atenção. (...) Os campos de nossas mentes se estendem muito além de nossos cérebros. Escrito por Sheldrake em Fevereiro 2005.
14* Tenho certeza que a transcrição "ipsis litteris" acima, do artigo do Rupert Sheldrake tenha levado maior informação ao leitor que cem artigos escritos por mim sobre o assunto. A Ressonância Mórfica vai ser o assunto a ser mais discutido pelos próximos séculos, não custa tentar entender, pelo menos entender seus fundamentos mais elementares, já que é um assunto extremamente complexo e controverso, tanto é que tem criado uma grande cisão no campo da biologia moderna. Mas como não sou biólogo e muito menos filósofo, contento-me com o pouco que pude até o momento entender da matéria, isto não impede que continue a pesquisar a área. Sendo um assunto que talvez nos traga algumas respostas "no futuro" sobre a origem da vida, o que será de interesse de toda a humanidade! A despeito do que opine e pense as religiões e a filosofia, a Ressonância Mórfica ainda vai dar: (muito pano para as mangas). E como vai dar!!!
Caríssimos amigos e raríssimos leitores...
       15* O próximo ensaio (me refiro ao décimo quarto ensaio) será voltado para a difícil tentativa de alcançar uma melhor compreensão do que somos e do que chamamos de ““SER””, “MENTE”, CONSCIÊNCIA”, “ENTELÉQUIA”, “EGO”, “ENTE”, “SOPRO”, ESPÍRITO”, “ALMA” ou o que mais acertado julgardes chamar. E de como a ressonância mórfica poderia vir de muito tempo alterando o comportamento de parcela da sociedade brasileira para o mal, e principalmente para a (VIOLÊNCIA).

      Vitória da Conquista, 22 de julho de 2008


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