terça-feira, 24 de julho de 2018

UM MUNDO GANANCIOSO - Obra 21 ENSAIO



02 Vigésimo Ensaio

UM MUNDO GANANCIOSO

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto (Ruy Barbosa).


1* Era como Ruy Barbosa via o mundo político da sua época... e até hoje continua a mesmíssima coisa! Ou talvez até pior! O que hoje podemos constatar entristecidos é que a fala do maior dos brasileiros está atualíssima e é hoje uma dura realidade nacional. Estamos entregues às aves de rapina, a vileza campeia solta bravia e desembestada pelos rincões da Pátria. A torpeza campeia desde o sul dos pampas gaúchos ao norte dos campos de arroz na “Raposa Serra do Sol” roraimense. Não há brasileiro imune aos desvarios dos partidos políticos, que fundamentam sua “estabilidade” no pressuposto de que “Dando é que se recebe”, logo “Eu faço parte do bolo” e “Os fins justificam os meios”, chega-se logicamente ao “Dê a César o que é de César”, retirando antes “A parte dos políticos, que são os ladrões da Pátria”.
2* Nenhum governo estribado no apoio de partidos políticos desonestos e levado ao poder por estes mesmos partidos, pode agir como um governo honesto. Se este governo (por meio dos partidos que o levaram ao poder) toma “como propina” parte do lucro de uma empresa, como pode controlar o comportamento desta empresa, quanto aos custos dos serviços prestados ao povo? Como esperar de empresas industriais preços justos, com origem em competição de mercado! Se o próprio governo além de impor à produção impostos altos, ainda cobra propina dessa empresa? As ditas fiscalizações são sempre “para inglês ver”. Na Terra de Pindorama, coisas deveras inacreditáveis acontecem. Nos outros países, nos dias de hoje, compra-se um cartão telefônico com direito a falar por 90 minutos por, aproximadamente, R$18,00; (já feito devidamente o câmbio), assim, cada minuto fica com um custo médio de 20 centavos, isto para falar para qualquer parte do planeta. Por que – responda-me, governo federal, um minuto de telefonia internacional, aqui no Brasil, chega a custar até R$2,20, ou seja, 90 minutos custam em média R$198,00. No meu Estado, (Bahia), a operadora de telefonia fixa vende seus cartões com os seguintes dizeres: (com este cartão você fala até 120 minutos), será que os proprietários desta empresa tem vergonha na cara? Parece que não! Não se consegue falar nem 20 minutos, imagine 120! (Isto, de orelhão para um fixo da mesma cidade). Estes diretores e os (maiores acionistas) seriam vistos por seus descendentes como heróis? Se sim! Com certeza estes heróis são heróis bandidos, pois além de roubar! Tratam o povo brasileiro como uma manada de idiotas. Nunca entendi por que as empresas brasileiras que maiores lucros apresentam em seus balanços anuais são exatamente as que mais levam os brasileiros ao Procon. Refiro-me às operadoras de telefonia e aos Bancos Privados e Públicos. O problema é que a lei não funciona no nosso país. Creio que um dos grandes males da política brasileira! Seja o fato de que os “partidos” políticos brasileiros “sem exceção! Eu disse! Sem exceção! Estão Par-ti-dos, pois, nos entremeios só tem políticos ladrões. 
3* O Brasil atual está a me lembrar a década de 1930 quando a máfia americana com raízes na Sicília subornava os magistrados norte-americanos. Aqui, além dos mafiosos, quem também suborna os magistrados é o próprio governo. Façamos justiça! Existe no Brasil várias instituições extremamente eficientes, entre elas, o MPU Ministério Público da União, no qual o chefe é o Procurador Geral da República. do qual faz parte a Polícia Federal do Brasil, que é uma instituição policial brasileira, subordinada ao Ministério Extraordinário da Segurança Pública, mas, ambas já estão cansadas de investigar e prender os políticos mafiosos, pois os juízes corruptos, estribados numa lei “corrupta”, que foge à razão, soltam a corja de bandidos de gravata e sem gravata, estes últimos basta ter alguns dinheiros para pagar um advogado “que envergonha a classe” de gravata, para requerer a um juiz corrupto a sua soltura. Não há Estado imune a esta peste. Aqui no meu Estado (Bahia), uma corja política mandou por décadas na justiça baiana. O partido do governo federal atual tomou a política dessa antiga corja (um partido corrupto só merece o nome de corja, no sentido lato de súcia e de malta), mas o suborno da justiça por parte do governo continua. Parece-me que o mal está arraigado e enraizado nos costumes dos juízes e dos políticos. Quem reclama sempre é convocado a apresentar uma solução! Talvez por acharem que ela não existe! Ou que seja difícil ou impossível! Mas, apresentá-la-ei! Eu falo de cátedra, pois não sou filiado a nenhum “Par-ti-do” político, e nunca o serei, salvo se a filiação for obrigatória, ou se por lei tiver que se filiar para votar na extinção dos “Par-ti-dos”. Sempre fui contra os desmandos políticos que aviltavam e aviltam o povo pobre de meu país. De certa feita, votei num candidato dos “olhos apertadinhos”, na esperança de que ele mudasse o meu estado. Que decepção! Abandonou meu estado em troca de uma futura e duvidosa cadeira de vice-presidente.
4* Votei no Lula por duas vezes, (vejam! O quanto podemos nos enganar, seu programa de governo possuía cunho moralizante). Votei de uma vez anterior a sua primeira eleição, e outra nesta. Não votei em sua reeleição em função do seu comportamento e de seu partido. Das duas vezes, votei nas propostas e não na pessoa, ou no partido, pois não acredito nem num político nem num partido extremista. O mundo foi construído pelo meio, e não pelos extremos. Nunca acreditei, e nem devemos acreditar em extremismos; na realidade, não acredito na maioria dos “ismos”; desconfie sempre da maioria do que termine com o sufixo nominal “ismo”. Não acreditava nos candidatos da antiga política nem em suas propostas. Às vezes voto no candidato, outras vezes na pessoa. Não confundo “candidatos” com “pessoas”; são duas coisas distintas! Às vezes é uma ótima pessoa, mas um péssimo candidato; outras vezes, é uma péssima pessoa, mas um ótimo candidato; e, outras vezes, bons candidatos e boas pessoas, ou péssimos candidatos e péssimas pessoas. Tudo é uma questão de saber escolher e classificar de maneira correta a “Entidade”. Só saberá votar bem, aquele que souber fazer esta distinção!
Tem horas em que julgo uma antiga opinião do Pelé corretíssima. A depender deste meu julgamento, ou voto nas pessoas, ou nos candidatos, desde que possuam as qualidades necessárias para exercer o cargo com competência. Entenda que nunca voto no mau candidato, Nunca voto nos partidos; os partidos não me merecem nenhum crédito! Seus dirigentes geralmente são uma súcia de malfeitores, é nos escritórios dos partidos que campeia a barganha, as conversas de pé-de-ouvido, o ódio disfarçado, a inveja, a lisonja, a vingança, a falta de palavra, o suborno e, o pior, a troca de favores, que gera a irresponsabilidade política. Tudo que há de mais vil se pratica às escondidas nos escritórios dos “par-ti-dos” políticos. Não há um só brasileiro honesto e inteligente com um ceitil de razão para contradizer uma só vírgula do que eu disse aqui.
 Encerrando sobre os partidos políticos!
5* Um dia vão perceber que o maior mal praticado contra a democracia foi a invenção ou a adoção do sistema partidário. O uso de partidos políticos para gerir a política. Fez da política uma grande fonte do mal. E a coisa não é só no Brasil não! No mundo todo os povos sofrem com o proceder dos partidos políticos. Aqui no nosso país onde a burrice grassa solta e altaneira. O Supremo Tribunal Federal julgou recentemente que os mandatos são dos partidos, e não dos candidatos. “Julgo” ser este o maior erro que o Supremo Tribunal já cometeu, quanto a este assunto, desde que foi instituído pelo Decreto Nº 848, de 1890. Sei que vão questionar! Mas, questionam em vão! Sei que existem os políticos honestos, mas, não os encontrarás jamais na direção dos “Par-ti-dos” políticos. O futuro nos mostrará a verdade.
6* O que faremos para gerir a política dentro da democracia sem os partidos políticos? Vo-los respondo! - Utilizem até mesmo o “Inferno” de Dante para gerir a política, mas se esqueçam dos partidos políticos. Eis uma solução que proponho para erradicar, da política brasileira, os maus e venais políticos que geram e gerem os “Par-ti-dos venais”. Isto é o que estas pestes geram! - (Os partidos políticos e os políticos venais), estas duas “pestes” que envergonham nosso país perante as Nações. (Num um círculo vicioso), os dirigentes dos partidos políticos podem até se iniciar na direção dos partidos políticos, como cidadãos íntegros e honestos. Mas, depois de entrarem jamais sairão dali como cidadãos probos! Os partidos políticos corrompem até a alma dos cidadãos, que ali tem a infelicidade de entrar. É como tentar entrar na “Camorra”, na “Cosa Nostra”? E sair limpo? Não há como!
7* Eis uma das inúmeras soluções! Para acabar com o banditismo na política brasileira! Não haveria mais partido político, as candidaturas seriam registradas em órgãos públicos criados somente para isto, estes órgãos seria independentes nos Três Poderes, principalmente do Executivo e do Legislativo, o Judiciário seria somente um órgão instalador e normatizador. O Judiciário não poderia gerir estes órgãos, que seriam chamados de Casas da Democracia. E existiriam nas três esferas de governo: Federal, Estadual e Municipal. Seus dirigentes teriam no mínimo sessenta e cinco anos, e não se aposentariam! Mas, deixariam o cargo aos setenta e cinco anos. Conservando outras aposentadorias já existentes. Seria regra geral: que todos que se candidatassem a um cargo eletivo público ou que fossem nomeados – ministros do STJ, e semelhantes, Ministros do governo federal, Secretários de governos Estaduais e Municipais, aqui se incluiriam os candidatos aos concursos para juízes, promotores públicos, procuradores nas três esferas, municipal estadual e federal. Que tenham todos, “por lei constitucional”, declarações de bens “abertas” aos órgãos competentes, que seriam as Casas da Democracia, desde quando começaram a declará-las, digo, abertas aos Tribunais de Contas Eleitorais das Casas da Democracia, Municipais, Estaduais e Federal, conforme a esfera da candidatura. Que tenham também os seus telefones grampeados, os seus e os de seus parentes até segundo grau, em alguns casos se parentes políticos! Até terceiro grau; os seus sócios em empresas também estariam na mesma condição. Tudo isso seria efetuado por estes órgãos chamados de Casas da Democracia. Seriam Órgãos Públicos que estariam fora da esfera de controle do governo das três esferas. Os que se encontrassem em culpa seriam recusados – e ponto, e tudo seria mantido em segredo de justiça. Caso o cidadão questionasse a lisura da decisão, o caso seria julgado pela justiça comum e aberto ao público. Isto serviria como pré-seleção de candidatos, pois só se candidatariam os chamados “ficha limpa”, os limpos e honestos. O dia em que isto se tornar uma realidade não haverá mais necessidade de partido político! Quanto ao andamento dos trabalhos no Congresso Nacional sem os partidos, seria adotada a seguinte solução: todos os políticos “seriam permanentemente e por lei”, livres, isto é, sem nenhuma ligação partidária, pois um grande absurdo é haver minoria ou maioria dos governos municipais estaduais e do governo federal nas casas legislativas destas esferas.   Existindo “maiorias” e “minorias” num governo legitimamente eleito pelo povo, não pode existir um governo isento de barganhas e achincalhes. Quando essas “maiorias” e “minorias” não mais existirem teremos um governo realmente democrático. Assim, a democracia seria exercida plenamente e distribuída por todo o território nacional. Todo político que fizesse conchavos, ou criassem agremiações, clubes, facções para lesar o erário público, acordos secretos ou públicos entre si e seus pares ou com empreiteiras, compactuasse com malfeitores ou grupos de apenados pela justiça comum, teriam seus direitos políticos, inclusive o de seus descendentes diretos cassados por 40 (quarenta) anos. Ora! Deixemos de ser meros imitadores, tenhamos a coragem de extinguir estes focos de bandidos, chamados eufemisticamente de “Partidos Políticos”. O que ganharia a democracia com isto! No mínimo um governo forte! Pois não dependeria mais dos par-ti-dos para governar! Se a maioria da população elege um político honesto e competente para governar a Nação! Porquê? O entregamos de bandeja aos par-ti-dos políticos? Coalhados de ratos! Dizem que nos partidos políticos brasileiros existem mais ratos que nos esgotos milenares de Roma e de Paris.
Mais um malefício dos partidos políticos.
    8* Os partidos pressionam o Congresso para praticar mais um absurdo: aumentar a quantidade de vereadores. Atualmente no país, eles somam 52.447 -.  O Senado, parece-me, vai aumentar para 59.791. Isto é uma vergonha, como diz o Boris Casoy, e é mesmo, pois só beneficia os partidos. Os partidos fazem pressão sobre os congressistas, e o resultado Será um descalabro. Vereadores nem deveriam existir e, se existissem, deveriam ter o nome de conselheiros, como antigamente! Ter entre sessenta e setenta anos, não receber salário e se reunir somente à noite, e uma vez por semana, somente para aprovar ou reprovar os atos do executivo, e sem direito aos inúmeros assessores, nem direito a carro, nem motorista nem nada. Só teria direito a água e cafezinho! Talvez, nem isso! Assim as prefeituras funcionariam perfeitamente, sem tantos casos de prefeitos corruptos. A mudança na (Estrutura Política) a ser feita no Brasil é vigorosa benéfica e saneadora. Somente se acabarmos com os malditos partidos é que conseguiremos ter uma verdadeira Democracia, e seria uma Democracia como nunca se viu no mundo! A quais partidos pertenciam os políticos dirigentes do mundo antes da invenção e adoção dos partidos políticos?

Vejamos o que nos diz a história sobre os partidos políticos:

     9* [...Nos primórdios dos processos eleitorais, apenas uma pequena parcela de cidadãos - as elites - tinha o direito de eleger representantes políticos. As eleições, de modo geral, limitavam-se à escolha de representantes para os Parlamentos ou para as Câmaras legislativas.
Nesse momento da história, os candidatos não se vinculavam a nenhuma organização política formal e nem mesmo legalmente constituída. Na Inglaterra do século XVI, por exemplo, existiam apenas comitês eleitorais, mas não partidos.

   10* Os partidos políticos, tais como os concebemos atualmente, foram criados na primeira metade do século XIX, considerando-se como o marco de seu nascimento a reforma eleitoral promovida na Inglaterra em 1832 ("Reform Act"). Sendo assim, para muitos estudiosos do tema, é impossível falar-se em partidos políticos antes desta data, quando se criou pela primeira vez uma instituição de direito privado, com o objetivo de congregar os partidários de uma ideia política comum. Fonte: (SCHWARTZENBERG, 1979, p. 489)...]

11* Há uma grande verdade que ninguém quer que seja trazida a público: os políticos são marionetes manobrados pelos dirigentes dos partidos, por isso é que eles, (os partidos), são um grande mal. Tenho absoluta certeza de que nem todos os participantes de todos os partidos políticos são corruptos, mas também sei que, em todos os partidos políticos, existe uma súcia de corruptos em sua direção: são as eminências pardas, são as sombras, são os morcegos hematófagos do sangue da Pátria. Não me venham com esta balela de que isso não existe! Não há partido político imune a essa praga. Não vejo o partido do governo como um partido totalmente corrupto, mas o vejo como um partido que está minado de corruptos. Nele há muitos idealistas e senhores inatacáveis e de conduta ilibada, a estes os meus respeitos. Mas, o pior é que grande parte dos corruptos estão na direção do partido! Não somente no partido do governo, mas, na direção de todos os partidos. Os “Corruptões” saíram, mas outros “Corruptões” entraram e ocuparam seus postos. São tão corruptos que têm direito a letra maiúscula no início do nome e tudo mais. Mudaram os urubus, mas a carniça continua a mesma, embora com novos urubus, e urubus com os mesmos vícios e costumes. Gostei do neologismo “Corruptões”, que seria nada mais do que os pais dos pais dos corruptos... Quando os descalabros do Senado e da Câmara vierem a público, vocês me darão razão.
A BURRICE LATINO-AMERICANA
12* Na América do Sul, somente dois países desfrutam da “cômoda” e passageira condição de ter autonomia na produção de petróleo: o Brasil e a Venezuela. Mas, nenhum dos dois tomou consciência de que um país será sempre o que o seu povo for! Quando a maioria de um povo estiver na condição de povo pobre, a sua minoria rica, que é filha das oligarquias, será somente uma anomalia dentro da imensa pobreza do país, nesta condição, este será um país pobre, um país perigoso e, naturalmente, violento. Um país pode ser a primeira economia do planeta, mas, se a maioria de sua população for pobre, este país será inevitavelmente um país pobre! É assim que funciona a economia dentro das democracias. Neste país não poderá haver estabilidade política. Não funciona distribuir a riqueza entre os pobres; o necessário é que estes pobres possuam meios para sair da pobreza por seus próprios méritos. A maior riqueza do homem é sua dignidade. Distribuir “bolsa isso”, e “bolsa aquilo”, nunca funcionou! E não vai funcionar nunca!
Lembrem-se do exemplo japonês!
13* Ao terminar a Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1945, o Japão estava completamente destruído, arrasado, sem estradas, portos, aeroportos, pontes, universidades bombardeadas, escolas, seu sistema fabril estava completamente destroçado pelos bombardeios. A maioria de suas cidades foram bombardeadas, a maioria de sua população simplesmente passava fome, a marinha, a aeronáutica e o exército estavam destroçados, e ainda havia uma dívida imensa para com o povo vencedor. Há quatro coisas que soerguem um país vencido numa guerra, e ao povo japonês só restaram três: a qualidade do seu povo; a sua esperança representada na pessoa de seu Imperador; e a sua dignidade. Estas três, eles não as perderam com a guerra! E assim nada mais poderiam fazer, pois lhes faltava o quarto componente, que era o dinheiro! Em 1948, surgiu esse componente, com o nome de Plano Marshall. Juntaram estes quatro componentes e soergueram o país: o dinheiro do plano Marshall. Este famoso plano de recuperação da Europa aliada, que depois incluiu a Alemanha e o Japão foi proposto pele Secretário de Estado Norte Americano, General George Catlett Marshall, combatente na Primeira e na Segunda Guerra Mundial. Ao povo japonês restava a qualidade do povo, a esperança e a dignidade. Em 1948, com o dinheiro do plano Marshall iniciou-se a reconstrução e a recuperação do Japão. Em 1968 o Japão tornava-se a segunda maior economia do planeta, portanto vinte anos depois de iniciada sua recuperação econômica. A mão de obra especializada do Japão, que era baratíssima se comparada aos padrões ocidentais, estava quase intacta. As grandes empresas americanas enxergaram isso e abriram filiais por todos os cantos do Japão. Atentem bem para os quatro componentes utilizados: dinheiro do Plano Marshall, a capacidade de trabalho do povo, a esperança no futuro representada pela presença do seu deus/Imperador e a dignidade do povo japonês que estava intacta. Por esse motivo, os americanos, orientados pelo general Douglas Mac Arthur, desistiram de julgar Hirohito. Se esse fosse um país de corruptos, até hoje estaria na mesma miséria em que se encontrava quando terminou a guerra.
14*  É um absurdo! Nunca sofremos os efeitos de uma grande nem de uma pequena guerra, já temos quase 200 anos de autonomia política, somos quase duzentos milhões de brasileiros, dos quais mais de 150 milhões continuam na pobreza e próximo de cinquenta milhões abaixo da linha da pobreza, tudo por culpa da corrupção! É de estarrecer! Vai ter corrupto assim no inferno! Não vou tratar da situação do povo argentino nem do povo venezuelano, pois respeito como princípio maior a autodeterminação dos povos. Assim, trato somente do sofrido povo brasileiro e, deste, trato somente dos seus governos burros e corruptos. Na realidade, seus povos não! Mas, ao longo das décadas todos os seus governos tem sido governos burros, os destes dois países citados! Vejamos! Na Venezuela
15*  Se a Venezuela aplicasse metade dos recursos oriundos da exploração de seu petróleo, (desde quando se iniciou esta exploração). Poucos sabem! Mas, vejamos!  Na Venezuela a primeira concessão para exploração de petróleo é coisa bastante “velha”, foi outorgada pela primeira vez em 24 de agosto de 1865 por Jorge Surtherland, então, Presidente do Estado Soberano de Zulia, ao cidadão norte-americano Camilo Ferrand, para extrair e explorar todo o petróleo existente no Estado Soberano de Zulia, e já começou mal, pois o contrato deixaria de ser cumprido um ano depois, extinguindo a concessão. Em 1878 foi outorgada uma nova concessão, desta vez a um fazendeiro venezuelano, Manuel Antonio Pulido, agora para exploração somente do petróleo existente em sua fazenda, até hoje conhecida como La Alquitana, criaram então a (Compañia Minera Petrolia del Táchira), começando a produção comercial somente em 1883. Atualmente as reservas petrolíferas da Venezuela estão entre as maiores do mundo, No entanto hoje, 2018, o sofrido povo venezuelano estão passando privações, os mais pobres, até passando fome, tem algo de errado com o governo da Venezuela, e não com o povo. Pensem bem! Tudo começou em 1865, passados 153 anos, com uma das maiores reservas de petróleo do planeta, e seu povo está imigrando para os países vizinhos em busca de desenvolvimento pessoal, e mesmo de comida!  Como disse, se a riqueza oriunda do petróleo fosse aplicada na educação de sua juventude, ou seja, no desenvolvimento da área da educação! Em muito pouco tempo o país seria o maior empregador de mão de obra, seria também a primeira potência econômica da América Latina, e as próximas gerações de venezuelanos seriam de nativos cultos e ricos. Para isso, teriam que eliminar o analfabetismo investindo fortemente na educação fundamental, e após, criaria um grande parque universitário no país, mas isso não interessa a um governo burro e sem visão. Pois, pessoas politicamente cultas não votam em pessoas falazes nem em mandriões. Quanto aos governos argentinos, no longo passar das décadas, de 1930 para cá, foram todos burros e orgulhosos. Eles nunca possuíram humildade e sabedoria para avaliar as “coisas” da guerra; suas academias militares sempre avaliaram mal as “coisas” da guerra... Qualquer leigo nesses assuntos concorda que ingleses e americanos sempre olharam os argentinos de través. Claro que se os dançadores de tango não tivessem apostado no maluco da Alemanha, as Ilhas Malvinas ou Falklands, como dizem os ingleses, desde o fim da Segunda Guerra, já seriam dos argentinos, isto, como gratidão dos filhos do Rei Artur. Mas, os militares desse país, antes de 1939, apostaram no mata-judeus e se deram mal. Nem o nome dele merece ser citado; evito, sempre que possível, citar o nome do monstro maior da Alemanha. A burrice campeia nas academias militares da terra dos pampas. E a corrupção está no armário, um dia ela aparecerá. Não vai demorar muito. Esperem e verão!
16* Voltemos à nossa queridíssima Pátria... Os nossos “burríssimos” governos brasileiros durante toda nossa história republicana nunca tiveram a intenção de transformar o povo brasileiro em um povo culto. A prova disso é a vilipendiosa forma de como sempre cuidaram dos salários dos professores do país. É aviltante ser professor no Brasil, desde o professorado da área do ensino fundamental até o mais alto nível do corpo docente universitário. Como pode se desenvolver um país onde falta mão de obra qualificada no alto ensino? Desde minha infância, ouço dizer que países estrangeiros levam as melhores mentes de nossas universidades. Prestem atenção para o fato de que não são as universidades de outros países que os levam, são eles que vão! Eles vão unicamente por motivos econômicos, atrás de salários dignos para que possam ter uma vida digna e educar seus filhos, e nunca se fez nada para evitar isso. Viu onde devemos enxergar a burrice dos governos brasileiros? E aqui incluo o atual. Quando eu digo “burro”, é “burro” mesmo! Refiro-me ao homem que pratica burrice pura e simples! Claro que não me refiro ao “Equus asinus”, não posso e não devo ofender uma espécie animal tão útil ao homem. São governos “burros” sim, como é que todos estes governos brasileiros, a partir de 1913 gastaram, e veem gastando uma pequena fortuna dos contribuintes para formar um cientista para ser utilizado por outros países. Vai ser burro assim no inferno! Chega a dar raiva! O que é pior, é que dentro das universidades públicas e privadas, os professores estrangeiros ficam ganhando até cinco vezes, ou mais, que os professores brasileiros! É uma dose de “desestímulo cavalar”! Vai ser “burro” assim lá adiante! É revoltante. Não há desculpa. Isto vem por décadas, desde quando se fundou a primeira Universidade brasileira, que foi a Universidade Federal do Paraná (UFPR), fundada oficialmente em 19 de dezembro de 1912, por isso não há desculpas. Será que nenhum político no poder, (desde 1912, até hoje, 2009), no decorrer de todo este tempo, (quase um século), não conseguiu ver a catástrofe que se criava para o futuro do país? Estamos dentro do século da alta tecnologia eletrônica, sem “nenhum”, digo e repito, sem “nenhum” domínio da tecnologia, da moderna eletrônica e mecânica/quântica, e que eufemisticamente chamam de mecatrônica. No exterior a mecatrônica está mais ligada à área da robótica industrial. A nanotecnologia vai encontrar nosso país completamente despreparado para utilizá-la, quanto mais para desenvolvê-la! Neste país, não se fabrica um chip dos mais simples, destes que existem nos cartões bancários ou no controle das portas dos veículos automotores! São todos importados. Se fabricar algum, é um modelo com tecnologia estrangeira já ultrapassada, portanto não somos donos da patente e estamos pagando royalties. É de estarrecer! Não se fabrica um simples GPS destes de navegação. Tudo que existe na área da eletrônica avançada e tido como nacional, tem todos seus componentes importados. E todos procuram esconder essas deficiências! Quem mais prejudicou a indústria de alta tecnologia foi a indefectível burrice de alguns brasileiros na época do governo militar, embora bem intencionados, acreditavam que, com a reserva de mercado, do decreto 64,345 de dezembro de 1969, fossem salvar a Pátria, criaram foi o início do nosso isolamento do mundo da alta tecnologia. Outro exemplo a ser considerado é a “Embraer”, se o Brasil não produz um simples chip, de cartão bancário, donde vem a complexa e avançadíssima aviônica utilizada pela empresa na produção de seus aviões? Prestem muita atenção nesse detalhe!
17*  Quem mais prejudicou o desenvolvimento da indústria de alta tecnologia foi a indefectível burrice praticada pelos brasileiros d’antanho, com a reserva de mercado. Que falta de visão! Vou repetir mais uma vez: vai ser burro assim no inferno! Nos séculos vindouros, a maior e mais ruinosa dependência não será a de alimentos, de energia ou de matérias-primas, a pior dependência será a dependência tecnológica, e o pior: nós estamos preparando nossa juventude para ser uma súcia de copiadores e de pagadores de royalties. Quem viver verá! Pela última vez, vou dizer: quem prepara e faz o futuro de uma nação não são os discursos proferidos no Congresso Nacional nem nas suas Academias de Letras, nem as exposições de seus museus, nem seus escritores, – declaro de antemão, que não tenho nada contra estas instituições, pois faço parte de uma delas, e as considero necessárias para o desenvolvimento de um país, – mas, quem prepara e faz o futuro de uma Nação são os feitos dos homens que saem das suas Universidades...
18*  Ninguém tem visão! Oh! homens do poder, (com h minúsculo mesmo), vocês já pensaram se os processadores dos computadores contiverem um diminuto “nano programa” embutido de forma não detectável que contenha o comando “STOP” e que este “nano programa” possa ser ativado por outro “nano programa” posto num satélite especificamente feito para isto? Já imaginaram o que isto representa para a segurança e para a economia nacional? Na realidade, para a segurança e economia de qualquer país dependente da tecnologia estrangeira! Oh! deuses da informática, se é que os há! Livrai-nos dos “nano programas” indetectáveis e dos “STOPs”!
19* Lembrei-me dos egípcios (Oh! Amon, livrai-nos do ano alterado!). Os estudantes egípcios pediram por séculos, e nunca foram atendidos, pelo simples motivo de que Amon não existia e, assim, não podia atendê-los.
Quanto ao assunto da telefonia, consulte este link do site da Câmara dos Deputados: http://apache.camara.gov.br/portal/arquivos/Camara/internet/publicacoes/estnottec/tema4/2005_8410.pdf.
20* O estudo contém 36 páginas. Será que reduziu alguma tarifa? Ou sua função não é a de reduzir, e sim, a de aumentar? De Gaulle disse que este país não era um país sério... Teria julgado com mais acerto se tivesse dito que este não era um país de políticos sérios...  Os políticos do país fizeram dentro do tempo, dos séculos e das décadas, o seu povo, no geral, um povo inculto. Por burrice dos próprios políticos, nosso povo no geral, continua infelizmente um povo inculto. E o pior! No povo inculto, somos obrigados a incluir uma grande quantidade com cursos universitários. Infelizmente...

Vitória da Conquista, 11 de janeiro de 2009.



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