terça-feira, 24 de julho de 2018


08 Décimo quarto ensaio 

A VIOLÊNCIA EM NOSSO PAÍS E UMA CAUSA PROVÁVEL

A MENTE HUMANA, E O PERIGO DESTA DRÁSTICA
MUDANÇA COMPORTAMENTAL DA HUMANIDADE

Sob o enfoque da visão sheldrakeana da Ressonância Mórfica

         INTRODUÇÃO:
1* Este é um ensaio bastante longo, por conter conhecimentos que dizem respeito à nossa existência como “seres pensantes” e uma nova proposta, algo extremamente inusitada. Sou estudioso e amante da biologia e da psicologia, pois sou parte integrante delas. No entanto, não sou biólogo nem psicólogo; abordo a teoria da ressonância mórfica sob um enfoque extremamente humano, pois isto é que sou! E como é uma teoria extremamente complexa em seus aspectos conceituais, sobretudo inovadora! Para uma maior e mais fácil compreensão dos leitores deste ensaio, adiante vou transcrever “ipsis litteri”s, os conceitos da teoria de Rupert Sheldrake, numa abordagem do inteligente Dr. Adalberto Tripicchio, que é PhD em Psiquiatria e Docente da B.I. International Master & MBA e administrador da rede Psi.
        2* Um "assunto" nos remete a outro "assunto" de forma sutil, e quase despercebida. Quando procuramos saber e entender o porquê de nossa mente estar constantemente se voltando a um "assunto" específico, nós nos perdemos num emaranhado de justificativas, na maioria das vezes tentando conseguir uma exegese para tal fato, não vemos nenhuma explicação plausível. No começo é somente uma cisma, depois, num crescente, torna-se uma obsessão. Foi o que ocorreu comigo. Senti premente necessidade de expor o que intuía a respeito da ressonância mórfica e da violência.
           3* O tema deste ensaio é uma visão sobre os prováveis efeitos da ressonância mórfica no comportamento violento do ser humano em locais específicos do planeta. As ações comportamentais que geram a violência não estão uniformemente distribuídas entre os povos, uma vez que, mesmo dentro do nosso país, há locais ou cidades mais violentas que outras. Tomei conhecimento, há alguns anos (quando ainda morava em Itacaré), da teoria da Ressonância Mórfica do Rupert Sheldrake, em que há uma variada gama de ações. Conforme esse autor, os campos mórficos são estruturas que se estendem e agem por todo o espaço-tempo cósmico, moldando a forma e o comportamento de todos os sistemas do mundo material, e digo eu, do mundo imaterial também! Nas palavras do Sheldrake, átomos, moléculas, cristais, organelas, células, tecidos, órgãos, organismos, sociedades, ecossistemas, sistemas planetários, sistemas solares, galáxias, cada uma dessas entidades ou estruturas estariam associadas a um campo mórfico específico. Há várias maneiras de interpretar e compreender e Ressonância Mórfica. Podemos considerá-la do ponto de vista de uma história de ficção de um grupo de macacos que, à medida que aprende uma nova maneira de quebrar cocos em uma ilha, transmite este conhecimento a outro grupo de macacos em outra ilha distante. No entanto, creio que existe o perigo de haver outras consequências da ressonância mórfica no comportamento humano. Vamos melhor explicitar a teoria da ressonância mórfica transcrevendo-a "ipsis litteris". Adoto sempre que possível a transcrição por três fortes motivos: 1º): não corro o risco de deturpar a ideia original contidas nalgumas teorias; 2º): conservo o direito do autor da propriedade do exposto na transcrição; 3º): ninguém melhor que o autor ou uma pessoa versada numa teoria para interpretá-la e descrevê-la com clareza. Necessariamente esta pessoa nem sempre é o autor da teoria. Nestas duas transcrições, a primeira dá ao leitor uma ideia do que seja a ressonância mórfica. A segunda transcrição trata da história de ficção de duzentos macacos moradores de duas ilhas isoladas – espero que pelo menos mais cem macacos morem na segunda ilha! Primeiro tentemos compreender o que seja a ressonância mórfica nas palavras do Dr. Adalberto Tripicchio, assim evitamos erros de interpretação. Caso alguém queira se inteirar mais profundamente da teoria da ressonância mórfica, pode acessar o site www.sheldrake.org/ e traduzir o seu conteúdo. A tradução pode ser feita facilmente na própria internet.

Ressonância Mórfica de Rupert Sheldrake
Por Adalberto Tripicchio:

4* Na década de 1920, animados pelo espírito holístico, vários biólogos, trabalhando independentemente, propuseram uma nova maneira de pensar a respeito da morfogênese biológica: estes biólogos criaram o conceito de “Campos Morfogenéticos”, embrionários ou de desenvolvimento. Esses cam­pos seriam semelhantes aos campos conhecidos pela Física, no sentido de que corresponderiam a regiões invisíveis de influência, dotadas de propriedades inerentemente holísticas, mas constituiriam um novo tipo de campo desconhecido pela física. Estariam dentro dos organismos, e em torno deles, e conteriam dentro de si mesmos uma hierarquia aninhada de campos dentro de campos - campos de órgãos, campos de tecidos, campos de células. Como no caso da ciência do magnetismo e da eletricidade, na qual as almas foram substituídas por campos eletromagnéticos, no caso da biologia, graças a um passo comparável, as enteléquias foram substituídas por campos biológicos.
Os campos magnéticos constituíram, na verdade, uma das principais analogias utilizadas pelos proponentes dos “Campos Morfogené­ticos”. Assim como quando se corta ímãs dividindo-os em pedaços obtêm-se ímãs pequenos, mas completos, cada um deles com seu pró­prio campo magnético. Da mesma forma, ao se seccionar organismos como os platelmintos obtêm-se, no seu caso, pedaços dotados de campos “platelmínticos” completos, capacitando-os a regenerar-se como platelmintos completos. À semelhança das enteléquias, os “Campos Morfogenéticos” atraem os sistemas em desenvolvimento em direção aos seus fins, metas ou representações contidas dentro deles próprios. Matematicamente, os Campos Morfogenéticos podem ser modelados em termos de atratores encerrados dentro de bacias de atração (WADDINGTON, 1966). “O matemático René Thom expressou essa ideia da seguinte maneira: Toda a criação ou destruição de formas, ou morfogênese, pode ser descrita pelo desaparecimento dos atratores que representam as formas iniciais, e por sua substituição, por captura, pelos atratores que representam as formas finais” (THOM, 1975). A ideia de campos morfogenéticos foi amplamente adotada na biologia do desenvolvimento. Mas a natureza desses campos permaneceu obscura. Para alguns biólogos, ‘campo morfogenético’ é apenas um modo útil de expressão, mas, na realidade, essa expressão nada mais encerra que “complexos padrões espaços temporais de interações físi­co-químicas ainda não perfeitamente entendidas”. Outros imaginam esses campos supondo-os governados por equações de campo morfogenético existentes num domínio platônico de formas matemáticas eternas. Desse modo, as equações de campo morfogenético para os dinossauros, por exemplo, sempre existiram, até mesmo antes do Big Bang. Essas equações não foram afetadas pela evolução dos dinossau­ros ou pela sua extinção. As equações de campo morfogenético para todas as espécies passadas, presentes e futuras, e, na verdade, para todas as espécies possíveis (muitas das quais podem realmente nunca ter existido) habitam eternamente, de alguma maneira, num domínio matemático transcendente. São verdades matemáticas que estão além do tempo; não podem evoluir e não são afetadas por qualquer coisa que realmente acontece no mundo físico. São como planejamentos ideais para todos os organismos possíveis que existem na mente de um Deus matemático. Há uma terceira maneira de conceber esses campos. De acordo com a hipótese da “causação” formativa, eles constituem um novo tipo de campo, até agora desconhecido da física, e dotado de uma natureza intrinsecamente evolutiva. Os campos de uma determinada espécie, tal como o da girafa, têm evoluído; são herdados pelas girafas atuais, que os receberam de girafas anteriores. Contêm uma espécie de memória coletiva, à qual recorre cada membro da espécie e para a qual cada um deles, por sua vez, contribui. A atividade formativa dos campos não é determinada por leis matemáticas intemporais – embora tais campos possam, até certo ponto, ser modelados matematicamente – mas pelas formas efetivas assumidas por membros anteriores da espécie. Quanto maior for a frequência com que um padrão de desenvolvimen­to é repetido, tanto maior será a probabilidade de que ele venha a ser novamente adotado. Os campos constituem os meios pelos quais os hábitos de cada espécie são formados, mantidos e herdados.
5* A Ressonância Mórfica. A hipótese da “causação” formativa, proposta pela primeira vez no livro A New Science Life (SHELDRAKE,1981), e posteriormente desenvolvi­da em “The Presence of the Past” (SHELDRAKE,1988), sugere que os sistemas auto-organizadores, em todos os níveis de complexidade – incluindo moléculas, cristais, células, tecidos, organismos e sociedades de organismos são organizados por "campos mórficos". Os campos morfogenéticos são apenas um tipo de campo mórfico, aquele que diz respeito ao desenvolvimento e à manutenção dos corpos dos organismos. Os campos morfogenéticos também organizam a morfogênese das moléculas; por exemplo, moldando a maneira pela qual as cadeias de aminoácidos codificados pelos genes são distribuídas nas complexas estru­turas tridimensionais das proteínas. De modo semelhante, o desenvolvimento dos cristais é modelado por campos morfogenéticos dotados de uma memória inerente de cristais prévios do mesmo tipo. Sob esse ponto de vista, substâncias tais como a penicilina cristalizam-se da maneira como o fazem não porque são governados por leis matemáticas intemporais mas sim porque, antes, já tinham se cristalizado dessa maneira; estão seguindo hábitos estabelecidos através da repetição. A maneira pela qual indivíduos do passado, tais como moléculas de hemoglobina, cristais de penicilina ou girafas, influenciam os campos mórficos dos indivíduos atuais que lhes correspondem depende de um processo chamado ressonância mórfica, a influência do semelhante sobre o semelhante através do espaço e do tempo. A ressonância mórfica não diminui com a distância. Não envolve transferência de energia, mas de informação. Com efeito, essa hipótese permite entender que as regularidades da natureza são governadas por hábitos herdados por ressonância mórfica, e não por leis eternas, não materiais e não energéticas. Essa hipótese é inevitavelmente controvertida, mas pode ser testada por experiências, e já existem consideráveis evidências circunstanciais a seu favor. Por exemplo, quando uma substância química orgânica recém-sintetizada (digamos, uma nova droga) cristaliza-se pela primeira vez, não ocorrerá nenhuma ressonância mórfica proveniente de cristais prévios do seu tipo. Um novo campo mórfico tem de passar a existir; dentre as muitas maneiras energeticamente possíveis pelas quais a substância poderia se cristalizar, uma realmente acontece. Mas a próxima vez que a substância for cristalizada em qualquer parte do mundo, a ressonância mórfica proveniente dos primeiros cristais tornará mais provável a ocorrência do mesmo padrão de cristalização, e assim por diante. Uma memória cumulativa irá sendo construída na medida em que o padrão for se tornando cada vez mais habitual. Como consequência, os cristais tenderão a se formar mais prontamente em todo o mundo. Essa tendência é, de fato, bem conhecida; novos compostos são geralmente difíceis de cristalizar, levando, às vezes, semanas ou até mesmo meses para formar cristais a partir de soluções supersaturadas. Porém, à medida que o tempo passa, elas tendem a aparecer com mais facilidade em todo o mundo. Entre os químicos, a explicação mais popular para esse fenômeno é a de que fragmentos de cristais seriam transferidos de laboratório para laboratório nas barbas ou nas vestimentas de químicos emigrantes (DANCKWERTS, 1982). Que passariam, então, a servir como núcleos para novos cristais do mesmo tipo. Supõe-se também que essas sementes de cristais poderiam ser transportadas pelo vento para o mundo inteiro sob a forma de microscópicas partículas de poeira na atmosfera. A hipótese da “causação” formativa prediz que essas cristalizações também devam ocorrer mais prontamente sob condições padronizadas à medida que o tempo passa, mesmo que os químicos emigrantes sejam rigorosamente excluídos do laboratório e que as partículas de poeira sejam filtradas da atmosfera. No domínio da morfogênese biológica, a hipótese prediz que, quando organismos seguem um caminho inusitado de desenvolvimento – por exemplo, quando surgem adultos anormais como resultado da exposição de embriões a um ambiente inusitado – quanto maior for a frequência com que isso aconteça, maior será a probabilidade de que volte a acontecer novamente. Já existem evidências obtidas em experimentos com moscas-das-frutas indicando que, de fato, elas são mais propensas a se desenvolver anormalmente depois que outras sofreram desenvolvimento anormal (SHELDRAKE, 1988). De acordo com esse ponto de vista, os organismos vivos herdam não somente genes, mas também campos mórficos. Os genes são transferidos materialmente de seus ancestrais e lhes permitem fabricar determinados tipos de moléculas de proteínas; os campos mórficos são herdados não materialmente, por ressonância mórfica, não apenas de ancestrais diretos, mas também de outros membros da espécie. O organismo em desenvolvimento sintoniza os campos mórficos de sua espécie e, desse modo, tem à sua disposição uma memória coletiva ou de grupo onde colhe informações para esse desenvolvimento. Mutações genéticas podem afetar esse processo de sintonização e a capacidade do organismo para se desenvolver sob a influência dos campos, assim como alterações nos condensadores ou em outros componentes de um aparelho de TV podem afetar a sintonização de determinados canais ou a recepção de programas; os sons ou as imagens podem ficar distorcidos. Mas o simples fato de os componentes mutantes poderem afetar as imagens e os sons produ­zidos pelo receptor de TV não prova que os programas são progra­mados pelos próprios componentes do aparelho e gerados dentro dele. De maneira semelhante, o fato de que mudanças genéticas po­dem afetar a forma e o comportamento dos organismos não prova que sua forma e seu comportamento são programados nos genes.

O Mistério do Instinto:
6* O comportamento instintivo apresenta as mesmas características holísticas e propositadas da morfogênese. Uma vespa-caçadora fêmea, por exemplo, constrói um ninho subterrâneo, reveste-o com lama, e depois constrói um grande tubo e um funil sobre o orifício da entrada. A função da estrutura parece ser a de impedir o ingresso de vespas parasitas, que, desse modo, não conseguem agarrar-se à superfície lisa do interior do funil. Põe então um ovo no fundo do ninho, o qual, a seguir, ela estoca com lagartas paralisadas, fechando-as em compartimentos separados. Finalmente, tampa com lama o buraco ao nível do solo, destrói o funil cuidadosamente construído e espalha os fragmentos. Faz tudo isso instintivamente, sem que precise aprendê-lo com outras vespas. Essa sequência de comportamentos, como o comportamento ins­tintivo em geral, consiste numa série de “padrões de ação fixados” (TINBERGEN, 1951). O ponto final de uma dessas ações serve como ponto de partida para a seguinte. E como na morfogênese, os mesmos pontos finais poderão ser alcançados por diferentes caminhos se a rota normal for perturbada. Por exemplo, se um funil quase completo for danificado, a vespa-caçadora o reconstrói; ele é regenerado. De um ponto de vista vitalista, tal comportamento instintivo pro­positado depende da atividade organizadora da alma, ou enteléquia, que organiza a atividade dos sentidos, o sistema nervoso e os órgãos motores, dirigindo-os para a realização de suas finalidades. Do ponto de vista criptovitalista, hoje convencional, essa organização direcionada para uma meta (goal-directed) pode eer atribuída ao programa genético. Mas a maneira como a síntese de determinadas proteínas resulta em comportamento complexo direcionado para uma meta, como ocorre no caso da vespa-caçadora, permanece completamente obscura. De um ponto de vista holístico, tal comportamento propositado depende de princípios organizadores holísticos. A natureza desses princípios, às vezes chamados de ‘propriedades sistêmicas emergentes’, é em geral deixada na obscuridade. Eu os imagino como campos mórficos, que, à semelhança de outros tipos de campos mórficos, são herdados por meio de ressonância mórfica. Instintos são os hábitos de comportamento da espécie e dependem de uma memória coletiva inconsciente. Graças aos campos mórficos, padrões de comportamento são atraídos em direção a fins ou metas fornecidos por seus atratores. Se o comportamento é, de fato, governado por campos mórficos, quando alguns membros de uma espécie adquirem um novo padrão de comportamento, e consequentemente, um novo campo comportamental, por exemplo, aprendendo uma nova habilidade, então outros membros dessa espécie deveriam manifestar tendência para aprender a mesma coisa mais rapidamente, mesmo na ausência de quaisquer meios conhecidos de conexão ou de comunicação. Quanto maior for o número de membros dessa espécie que aprenderem essa nova habilidade, maior deveria ser esse efeito no mundo inteiro. Assim, por exemplo, se ratos de laboratório aprendem um novo truque na América do Norte, ratos de laboratório em qualquer outra parte do mundo deveriam apresentar uma tendência para aprendê-lo mais depressa. Há evidências experimentais indicando que esse efeito realmente ocorre (SHELDRAKE, 1981, 1988).”

  7* Bom! Em poucas palavras, o Dr. Adalberto Tripicchio expôs as bases da teoria da ressonância mórfica. Vamos agora à história dos macacos. Embora seja uma história de ficção, ela nos abre a mente para o entendimento do poder da ressonância mórfica no comportamento humano.










Ressonância Mórfica:
8* “A teoria do centésimo macaco. biologia, surge uma nova hipótese que promete revolucionar toda a ciência. Era uma vez duas ilhas tropicais, habitadas pela mesma espécie de macaco, mas sem qualquer contato perceptível entre si. Depois de várias tentativas e erros, um esperto símio da ilha ‘A’ descobre uma maneira engenhosa de quebrar cocos, que lhe permite aproveitar melhor a água e a polpa. Ninguém jamais havia quebrado cocos dessa forma. Por imitação, o procedimento rapidamente se difunde entre os seus companheiros e logo uma população crítica de 99 macacos domina a nova metodologia. Quando o centésimo símio da ilha “A” aprende a técnica recém-descoberta, os macacos da ilha “B” começam espontaneamente a quebrar cocos da mesma maneira. Não houve nenhuma comunicação convencional entre as duas populações: o conhecimento simplesmente se incorporou aos hábitos da espécie. Este é uma história fictícia, não um relato verdadeiro. Numa versão alternativa, em vez de quebrarem cocos, os macacos aprendem a lavar raízes antes de comê-las. De um modo ou de outro, porém, ela ilustra uma das mais ousadas e instigantes ideias científicas da atualidade: a hipótese dos "campos mórficos", proposta pelo biólogo inglês Rupert Sheldrake. Segundo o cientista, os campos mórficos são estruturas que se estendem no espaço-tempo e moldam a forma e o comportamento de todos os sistemas do mundo material. Átomos, moléculas, cristais, organelas, células, tecidos, órgãos, organismos, sociedades, ecossistemas, sistemas planetários, sistemas solares, galáxias: cada uma dessas entidades estaria associada a um campo mórfico específico. São eles que fazem com que um sistema seja um sistema, isto é, uma totalidade articulada e não um mero ajuntamento de partes. Sua atuação é semelhante à dos campos magnéticos, da física. Quando colocamos uma folha de papel sobre um ímã e espalhamos pó de ferro em cima dela, os grânulos metálicos distribuem-se ao longo de linhas geometricamente precisas. Isso acontece porque o campo magnético do ímã afeta toda a região à sua volta. Não podemos percebê-lo diretamente, mas somos capazes de detectar sua presença por meio do efeito que ele produz, direcionando as partículas de ferro. De modo parecido, os campos mórficos distribuem-se imperceptivelmente pelo espaço-tempo, conectando todos os sistemas individuais que a eles estão associados. A analogia termina aqui, porém. Porque, ao contrário dos campos físicos, os campos mórficos de Sheldrake não envolvem transmissão de energia. Por isso, sua intensidade não decai com o quadrado da distância, como ocorre, por exemplo, com os campos gravitacional e eletromagnético. O que se transmite através deles é pura informação. É isso que nos mostra o exemplo dos macacos. Nele, o conhecimento adquirido por um conjunto de indivíduos agrega-se ao patrimônio coletivo, provocando um acréscimo de consciência que passa a ser compartilhado por toda a espécie. Até os cristais. O processo responsável por essa coletivização da informação foi batizado por Sheldrake com o nome de ‘ressonância mórfica'. Por meio dela, as informações se propagam no interior do campo mórfico, alimentando uma espécie de memória coletiva. Em nosso exemplo, a ressonância mórfica entre macacos da mesma espécie teria feito com que a nova técnica de quebrar cocos chegasse à ilha ‘B’, sem que para isso fosse utilizado qualquer meio usual de transmissão de informações. Parece telepatia. Mas não é. Porque, tal como a conhecemos, a telepatia é uma atividade mental superior, focalizada e intencional que relaciona dois ou mais indivíduos da espécie humana. A ressonância mórfica, ao contrário, é um processo básico, difuso e não intencional que articula coletividades de qualquer tipo. Sheldrake apresenta um exemplo desconcertante dessa propriedade. Quando uma nova substância química é sintetizada em laboratório – diz ele –, não existe nenhum precedente que determine a maneira exata de como ela deverá cristalizar-se. Dependendo das características da molécula, várias formas de cristalização são possíveis. Por acaso ou pela intervenção de fatores puramente circunstanciais, uma dessas possibilidades se efetiva e a substância segue um padrão determinado de cristalização. Uma vez que isso ocorra, porém, um novo campo mórfico passa a existir. A partir de então, a ressonância mórfica gerada pelos primeiros cristais faz com que a ocorrência do mesmo padrão de cristalização se torne mais provável em qualquer laboratório do mundo. E quanto mais vezes ele se efetivar, maior será a probabilidade de que aconteça novamente em experimentos futuros. Com afirmações como essa, não espanta que a hipótese de Sheldrake tenha causado tanta polêmica. Em 1981, quando ele publicou seu primeiro livro, (A New Science of Life) Uma Nova Ciência da Vida, a obra foi recebida de maneira diametralmente oposta pelas duas principais revistas científicas da Inglaterra. Enquanto a New Scientist elogiava o trabalho como ‘uma importante pesquisa científica’, a Nature o considerava ‘o melhor candidato à fogueira em muitos anos’. Doutor em biologia pela tradicional Universidade de Cambridge e dono de uma larga experiência de vida, Sheldrake já era, então, suficientemente seguro de si para não se deixar destruir pelas críticas. Ele sabia muito bem que suas ideias heterodoxas não seriam aceitas com facilidade pela comunidade científica. Anos antes, havia experimentado uma pequena amostra disso, quando, na condição de pesquisador da Universidade de Cambridge e da “Royal Society”, lhe ocorreu pela primeira vez a hipótese dos campos mórficos. A ideia foi assimilada com entusiasmo por filósofos de mente aberta, mas Sheldrake virou motivo de gozação entre seus colegas biólogos. Cada vez que dizia alguma coisa do tipo ‘eu preciso telefonar’, eles retrucavam com um ‘telefonar para quê? Comunique-se por ressonância mórfica’. Era uma brincadeira amistosa, mas traduzia o desconforto da comunidade científica diante de uma hipótese que trombava de frente com a visão de mundo dominante. Afinal, a corrente majoritária da biologia vangloriava-se de reduzir a atividade dos organismos vivos à mera interação físico-química entre moléculas e fazia do DNA uma resposta para todos os mistérios da vida. A realidade, porém, é exuberante demais para caber na saia justa do figurino reducionista. Exemplo disso é o processo de diferenciação e especialização celular que caracteriza o desenvolvimento embrionário. Como explicar que um aglomerado de células absolutamente iguais, dotadas do mesmo patrimônio genético, dê origem a um organismo complexo, no qual órgãos diferentes e especializados se formam, com precisão milimétrica, no lugar certo e no momento adequado? A biologia reducionista diz que isso se deve à ativação ou inativação de genes específicos e que tal fato depende das interações de cada célula com sua vizinhança (entendendo-se por vizinhança as outras células do aglomerado e o meio ambiente). É preciso estar completamente entorpecido por um sistema de crenças para engolir uma ‘explicação’ dessas. Como é que interações entre partes vizinhas, sujeitas a tantos fatores casuais ou acidentais, podem produzir um resultado de conjunto tão exato e previsível? Com todos os defeitos que possa ter, a hipótese dos campos mórficos é bem mais plausível. Uma estrutura espaço-temporal desse tipo direcionaria a diferenciação celular, fornecendo uma espécie de roteiro básico ou matriz para a ativação ou inativação dos genes. Ação modesta: A biologia reducionista transformou o DNA numa cartola de mágico, da qual é possível tirar qualquer coisa. Na vida real, porém, a atuação do DNA é bem mais modesta. O código genético nele inscrito coordena a síntese das proteínas, determinando a sequência exata dos aminoácidos na construção dessas macromoléculas. Os genes ditam essa estrutura primária e ponto. A maneira como as proteínas se distribuem dentro das células, as células nos tecidos, os tecidos nos órgãos e os órgãos nos organismos não estão programadas no código genético’, afirma Sheldrake. ‘Dados os genes corretos, e portanto as proteínas adequadas, supõe-se que o organismo, de alguma maneira, se monte automaticamente. Isso é mais ou menos o mesmo que enviar, na ocasião certa, os materiais corretos para um local de construção e esperar que a casa se construa espontaneamente’. A morfogênese, isto é, a modelagem formal de sistemas biológicos como as células, os tecidos, os órgãos e os organismos seria ditada por um tipo particular de campo mórfico: os chamados ‘campos morfogenéticos’. Se as proteínas correspondem ao material de construção, os ‘campos morfogenéticos’ desempenham um papel semelhante ao da planta do edifício. Devemos ter claras, porém, as limitações dessa analogia. Porque a planta é um conjunto estático de informações, que só pode ser implementado pela força de trabalho dos operários envolvidos na construção. Os campos morfogenéticos, ao contrário, estão eles mesmos em permanente interação com os sistemas vivos e se transformam o tempo todo graças ao processo de ressonância mórfica. Tanto quanto a diferenciação celular, a regeneração de organismos simples é um outro fenômeno que desafia a biologia reducionista e conspira a favor da hipótese dos campos morfogenéticos. Ela ocorre em espécies como a dos platelmintos, por exemplo. Se um animal desses for cortado em pedaços, cada parte se transforma num organismo completo. Forma original. O sucesso da operação independe da forma como o pequeno verme é seccionado. O paradigma científico mecanicista, herdado do filósofo francês René Descartes (1596-1650), capota desastrosamente diante de um caso assim. Porque Descartes concebia os animais como autômatos, e uma máquina perde a integridade e deixa de funcionar se algumas de suas peças forem retiradas. Um organismo como o platelminto, ao contrário, parece estar associado a uma matriz invisível, que lhe permite regenerar sua forma original mesmo que partes importantes sejam removidas. A hipótese dos campos morfogenéticos é bem anterior a Sheldrake, tendo surgido nas cabeças de vários biólogos durante a década de 20. O que Sheldrake fez foi generalizar essa ideia, elaborando o conceito mais amplo de campos mórficos, aplicável a todos os sistemas naturais e não apenas aos entes biológicos. Propôs também a existência do processo de ressonância mórfica, como princípio capaz de explicar o surgimento e a transformação dos campos mórficos. Não é difícil perceber os impactos que tal processo teria na vida humana. ‘Experimentos em psicologia mostram que é mais fácil aprender o que outras pessoas já aprenderam’, informa Sheldrake. Ele mesmo vem fazendo interessantes experimentos nessa área. Um deles mostrou que uma figura oculta numa ilustração em alto contraste torna-se mais fácil de perceber depois de ter sido percebida por várias pessoas. Isso foi verificado numa pesquisa realizada entre populações da Europa, das Américas e da África em 1983. Em duas ocasiões, os pesquisadores mostraram as ilustrações 1 e 2 a pessoas que não conheciam suas respectivas “soluções”. Entre uma enquete e outra, a figura 2 e sua “resposta” foram transmitidas pela TV. Verificou-se que o índice de acerto na segunda mostra subiu 76% para a ilustração 2, contra apenas 9% para a 1. Aprendizado: Se for definitivamente comprovado que os conteúdos mentais se transmite imperceptivelmente, de pessoa a pessoa, essa propriedade terá aplicações óbvias no domínio da educação. “Métodos educacionais que realcem o processo de ressonância mórfica podem levar a uma notável aceleração do aprendizado”, conjectura Sheldrake. E essa possibilidade vem sendo testada na Ross School, uma escola experimental de Nova York dirigida pelo matemático e filósofo Ralph Abraham. Outra consequência ocorreria no campo da psicologia. Teorias psicológicas como as de Carl Gustav Jung e Stanislav Grof, que enfatizam as dimensões coletivas ou transpessoais da psique, receberiam um notável reforço, em contraposição ao modelo reducionista de Sigmund Freud (leia o artigo “Nas Fronteiras da Consciência”, em Globo Ciência nº 32). Sem excluir outros fatores, o processo de ressonância mórfica forneceria um novo e importante ingrediente para a compreensão de patologias coletivas, como o sadomasoquismo e os cultos da morbidez e da violência, que assumiram proporções epidêmicas no mundo contemporâneo, e poderia propiciar a criação de métodos mais efetivos de terapia. ‘A ressonância mórfica tende a reforçar qualquer padrão repetitivo, seja ele bom ou mal’, afirmou Sheldrake a Galileu. ‘Por isso, cada um de nós é mais responsável do que imagina. Pois nossas ações podem influenciar os outros e serem repetidas’. De todas as aplicações da ressonância mórfica, porém, as mais fantásticas insinuam-se no domínio da tecnologia. Computadores quânticos, cujo funcionamento comporta uma grande margem de indeterminação, seriam conectados por ressonância mórfica, produzindo sistemas em permanente transformação. ‘Isso poderia tornar-se uma das tecnologias dominantes do novo milênio’, entusiasma-se Sheldrake.”

A Abordagem moveriana
         
9* Agora é comigo. Se você teve tempo para ler estas duas “curtas” transcrições, com certeza tomou conhecimento de uma das teorias que mais tem sido tratada nos congressos de psicologia e neurologia nas maiores universidades do planeta (lembre-se que você só conheceu pequena parcela do "assunto"). O que você leu é uma síntese do que seja a teoria da ressonância mórfica de Rupert Sheldrake, e não a teoria completa. A teoria na realidade abrange um campo e conceitos muito mais vastos. Vamos agora expor o tal "assunto" que há vários anos vem perturbando minha mente.
           10* Conforme a teoria da ressonância mórfica, tudo no Universo evolui, inclusive e principalmente suas leis, só que não sabemos se esta evolução inerente ao próprio Universo também evolui no Homo sapiens sapiens, sempre no caminho do bem ou se também evolui na direção do mal! Particularmente eu suponho que evolua nas duas direções. Talvez com a exposição da minha teoria sobre a evolução e crescimento da violência nas sociedades humanas, tenhamos uma explicação razoável para o desaparecimento de tantas civilizações do passado, desaparecimentos, estes, sem nenhum motivo aparente. Muitas civilizações desapareceram sem nos deixar nenhum vestígio do porquê de tais desaparecimentos.
          11* O fundamento de minha preocupação é o seguinte: se a ressonância mórfica na espécie humana provoca a evolução na direção do bem, todos num futuro não muito distante iremos parar no paraíso! No entanto, se o contrário ocorrer, e a ressonância mórfica nos levar para uma evolução no caminho do mal, do crime, da mentira, da pouca vergonha, da falta de solidariedade, da estultícia, da ausência de amor ao próximo, da fata de caráter, se o comportamento dos chamados "bandidos" for transmitido por ressonância mórfica para toda a sociedade brasileira (aqui tratamos de modo específico do Brasil), em muito pouco tempo estaremos todos no inferno. Compreenderam a gravidade da minha preocupação? Ora! Meu caro povo brasileiro, se alguns macacos conseguem transmitir um aprendizado para outro grupo de macacos em outra ilha distante, é de bom alvitre que ponhamos nossas barbas de molho! O crime organizado e a violência estão se espalhando com uma velocidade assombrosa, para todos os rincões do Brasil. As autoridades estão tentando resolver a violência em nosso país por caminhos ínvios! O caminho para encontrar a solução para a erradicação desta tão pestilenta violência nos leva a um caminho draconiano! Mas, torna-se necessário que alguém diga alguma coisa e que as autoridades façam alguma coisa. A solução proposta é a única capaz de erradicar a violência! A solução terá que ser enfrentada com coragem, pois corremos o risco de desaparecermos do planeta como sociedade constituída! Se deixarem a violência crescer como vem crescendo, será o caos urbano e campesino. O grande perigo que a violência traz não é a própria violência, mas, sim, a banalização da violência. O melhor exemplo nos é dado pelo Iraque, onde a violência virou coisa corriqueira. Ninguém se comove mais, só quando a pessoa atingida é do grupo familiar, alguém se comove. Veja o que nos mostra a televisão: quando ocorre um grande atentado num local, no dia seguinte, depois de limpo o local, tudo volta à normalidade, isto é a banalização da violência. Conforme a ressonância mórfica, a transmissão de novos comportamentos entre os seres age de forma mais eficaz que os vírus e com maior rapidez. A violência e o crime organizado em nosso país desde há muito tempo estão banalizados! Repito, ou age-se com coragem e determinação ou desapareceremos como sociedade constituída! Dentro de muito pouco tempo, a violência crescerá tanto que será impossível ir para o trabalho ou será inviável chegar ao trabalho! A medida extrema terá que ser adotada. A primeira tomada de consciência que deverá ser adotada é considerar o crime como uma doença psíquica comportamental que também infecta o próprio organismo através da ressonância mórfica "maléfica", e como tal deverá ser tratada. Podemos comparar a violência com o pé gangrenado de um soldado no campo de batalha! E todos sabem o que deve ser feito com ele, ou se o amputa, ou o soldado não sobreviverá e não voltará vivo para casa! Neste caso o soldado representa a sociedade brasileira. Desnecessário dizer quem é o pé gangrenado. As sociedades humanas de "per se", em cada país, dificilmente aceitarão uma atitude tão draconiana, principalmente os organismos que cuidam dos direitos humanos! Mas é inevitável que assim se faça! Que uma primeira nação tome esta aparentemente insensata atitude e assim proceda! A sociedade mais doente inevitavelmente agirá! Na erradicação deste mal não pode haver cemitério! Lembrem-se até os cristais sofrem os efeitos da ressonância mórfica! E para sempre! Uma vez infectado, eternamente infectado, não há retorno. O caminho para erradicar tal praga é o mar profundo, pois as moléculas e até mesmo os átomos dos organismos também sofreram os efeitos da ressonância mórfica "maléfica".
12* Assim, até os átomos e as moléculas dos organismos infectados devem ir para as regiões abissais dos mares, quanto mais profundo melhor! Ou pode-se adotar a cremação! O melhor é consultar as autoridades em ressonância mórfica. A violência cresce assustadoramente, cresce mais rápido do que o estado consegue fazer crescer seu aparato de combate à violência. É de estarrecer ver jovens sem nenhum treinamento militar para a guerra agir contra a sociedade e mesmo contra as forças policiais com extrema violência e destemor, demonstrando grande desprezo pela própria vida, atitude só adquirida depois de longos anos de treinamento militar, e treinamento para a guerra. Esses comportamentos anormais dos chamados "bandidos" me fizeram desconfiar que, por detrás, houvesse uma força maior que os próprios "bandidos". Sempre suspeitei e me perguntei qual força levava um jovem ao caminho do crime e da violência! Droga! Dinheiro! Pobreza! Sede de liderança! Orgia! Sexo! Ganância! Onde ficariam os sentimentos que moldaram a sociedade humana? O aprendizado no lar, o amor? O instinto de sobrevivência do homem? Onde fica a solidariedade inerente à própria sobrevivência da sociedade demonstrada através dos séculos e dos milênios? Como pode uma parcela da sociedade mudar tanto? E em tão pouco tempo? Há cinquenta anos, as casas não tinham grades, as janelas dormiam abertas! Dentro de menos de vinte anos, só conseguiremos sair de casa (à noite) dentro de carros blindados. Caso as autoridades fazedoras e mantenedoras das leis não tomem uma atitude tão drástica quanto a própria violência, a sociedade brasileira entrará em colapso... O grande problema é que a violência está contaminando as casas fazedoras das leis. Há poucos dias um deputado foi preso por chefia e envolvimento com o crime organizado no Rio de Janeiro. Esta contaminação está só no começo, urge que se adotem medidas saneadoras para que este tipo de comportamento não cresça nas casas que criam as leis brasileiras, isto nas três esferas do poder. Uma sugestão é que todos que se candidatarem a um cargo eletivo público tenham, por lei, contas bancárias abertas, telefones grampeados, suas e de seus parentes até segundo grau ou terceiro grau, isto por um (órgão público), que esteja fora do controle do governo. Isto serviria como seleção de candidatos, pois só se candidatariam os honestos, os limpos!
13* A região do planeta mais violenta, dizem que é o Iraque. No entanto, as estatísticas nos dizem que no nosso país morre mais gente em razão da violência que no Iraque, vitimadas pela guerra e pelo terrorismo. Será que toda a sociedade brasileira está cega? Se a violência continuar crescendo no ritmo que vai, dentro de muito pouco tempo, não haverá mais turista estrangeiro visitando o Brasil, e, com um pouco mais de tempo, as fábricas e os escritórios prestadores de serviços simplesmente paralisarão por falta de mão de obra, pois se tornará extremamente perigoso chegar ao local de trabalho. Hoje se assaltam os caminhões de cargas de valor; num futuro bem próximo os "estados" dentro do Estado assaltarão os caminhões transportadores de alimentos, e aí será o caos, pois cada estado tem a obrigação de garantir a livre circulação e o transporte dos alimentos para suas populações. As favelas possuem "estados" dentro do Estado, e o pior são "estados" rivais e comandados pelos "doentes de violência" o que gera mais violência. Ninguém vê?  Não creio; todos veem! As autoridades sabem disso, mas estão perdidas e fazem de conta que nada está acontecendo! Todos estão cegos e loucos? O Estado gasta milhões em veículos novos, quartéis, armas e fardas, o que julgo acertado e necessário, mas o soldo não cresce um centavo. Então o "estado" dentro do Estado aproveita e corrompe a tropa. Vai ser burro assim no inferno... Os soldados de combate ao crime e à violência devem ser elitizados, embora possam sair de qualquer camada da sociedade! Têm que ter escolaridade acadêmica, mesmo que seja dada dentro dos quartéis, em universidades militares. Tem mais! Não podem morar nas favelas, têm que morar em apartamentos de luxo e deverão ter carros de luxo, os mesmos das famílias ricas que eles protegem, assim passarão despercebidos dentro da sociedade. As escolas para os seus filhos deverão ser as mesmas dos filhos das famílias, daqueles a que eles protegem e, sobretudo não deverão necessitar do dinheiro do "estado" dentro do Estado. Não podem ter salários incompatíveis com suas necessidades. Como ninguém (as autoridades) quer enfrentar a realidade, e prevalecendo a teoria de que a violência é fruto da ressonância mórfica e que os organismos físicos infectados quando já “de cujus” devem ser eliminados da superfície do planeta por cremação ou simples deposição nas áreas abissais dos mares, então, virá, num futuro bem próximo, a solução para a violência. Medindo a violência numa escala de um a dez, estamos na faixa seis e meio ou sete. Quando atingirmos a faixa nove e meio ou dez, drásticas e extremas medidas deverão ser inevitavelmente adotadas, ou será o CAOS do CAOS... 
         14*  Quanto ao desaparecimento de várias civilizações e que não nos deixaram qualquer vestígio do motivo do seu desaparecimento, lembrem-se de que pode já haver ocorrido outras ondas de violência transmitidas por ressonância mórfica em outras épocas do passado, o que explicaria o desaparecimento dessas civilizações.

O que foi; isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que: NADA HÁ DE NOVO DEBAIXO DO SOL.  Ecles. 1:9   

     15* Antecipo-me aos que me chamarem de maluco ou de idiota, eu os perdoo e os considero como homens de pouca, ou de quase nenhuma visão, pois são como os homens da caverna de Platão! Só enxergam sombras. E por eles nada posso fazer! A não ser amá-los e perdoá-los.

Edimilson Santos Silva Movér
Vitória da Conquista, Bahia, 6 de agosto de 2008.
moversol@yahoo.com.br  


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