domingo, 29 de julho de 2018


DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR

Subsérie: Esta é uma questão não resolvida e polêmica, e que dificilmente será elucidada, um dos maiores mistérios do universo seria exatamente o tempo, base e fundamento da proposição da existência da Eternidade do universo.

 PEQUENO E SINGELO TRATADO SOBRE A ETERNIDADE

Este ensaio é tão diminuto, tão ínfimo, que poderia ter sido elaborado num lapso de uma fração infinitesimal do tempo de qualquer Eternidade, factível ou não de existir, talvez, até em menos tempo. Ora! Não sendo o tempo absoluto, e sim relativo, nada impede que esta seja uma proposição com o valor de uma verdade a priori e necessária, no molde kantiano.

 DEDICATÓRIA

Dedico este pequeno ensaio aos inumeráveis amigos do beco que já se foram. Não posso por motivos óbvios, citar o nome de todos, assim, eles, os que já partiram para o grande organismo “vitae”, onde o anonimato placidamente nos espera, então, eles desde a partida passaram a ser os meus amigos anônimos. 

 

1”PESTSAE”. Corre na Teia uma história a bits soltos, onde dizem que: Perguntaram ao homem mais sábio que já passou por este planeta, se era possível descobrir o dia da “partida final”! Ao que ele incontinenti e sem toscanejar respondeu: – Não! Mas, pode-se ter uma boa aproximação, utilizando o seguinte estratagema! Procures por teus amigos de infância, quanto mais dificilmente os encontrardes, quanto mais estes teus amigos rarearem, eis que mais próximo está o dia da tua “partida final”, pois, na verdade, nós partimos um pouco, todos os dias da nossa vida. Tenho notado já meio assustado, e pesaroso, que os meus amigos de infância ainda presentes, se tornam a cada dia que passa, cada vez mais raros. Com certeza, a cada dia que passa a certeza aumenta de que estou cada vez mais sozinho, nesse “ermo” de meu Deus. Portanto, mais próximo do meu encontro com a grande energia do “organismo vitae”. Quando me tornar completamente só, sem respirar diante de ninguém! Aí, não notarei, ninguém a respirar diante de mim, óbvio, aí então, terei atingido a minha Eternidade. E nesta condição de “solum”, somente alguém com ouvidos de um “chiroptera” me ouvirá dizer! “Ego sum mortuus”. Ora! Isto não quer dizer que todos meus amigos de infância já se foram para o “aeternum requiescant”, mas sim, que eu é que “me fui” para as quintas das alvoradas eternas, “que se me piquei!”. A isso, o Nelson Rodrigues chamava de “Óbvio ululante”.

2”PESTSAE”. De antemão vos digo! Não tenhais dúvidas! Este ensaio é um misto de ficção, criatividade, burrice, sabedoria, visão, cegueira, sonho, realidade, irrealidade, ciência e metafísica em simbiose, e somente para descontrair, contrariando os emburrados, nele insiro uma pequena pitada de humor.

 

3”PESTSAE”. Os “sapiens” que se julgam sábios e únicos donos da verdade e da sabedoria fogem propositadamente da realidade, falando pelos cotovelos e enganando a si próprios, pois, quanto mais falam, menos pensam. Enfim, quem muito fala dispersa conhecimento, quem escuta colige e acumula. É por isso que falar é uma arte que exige comedimento, e escutar é uma ciência. E não estou sozinho nessa proposição! Fundamento-me num dos paradigmas hindus. A civilização védica no Punjab na Índia setentrional deixou-nos os escritos que hoje conhecemos como escritos Vedas! A base do   conhecimento contido nos Vedas é Shruti. Shruti é uma palavra sânscrita que vem da raiz shru, que significa escutar. Shruti é aquilo que é escutado, é a tradição oral. A literatura Shruti foi constituída desde os Vedas. Por sua vez! Os Vedas são constituídos pelos quatro Vedas: Rig Veda, Yajur Veda, Sama Veda, e Atharva Veda, e por sua vez, cada um destes Vedas é dividido em Samhitá, Brahmana, Aranyaka o os Upanishads. Adiante, vamos dar uma olhada somente no que seja uma “Totalidade” nos upanishads, é Purmasya purnamadaya. Nos diz Osho que: [...- Os dias dos Upanishads foram os mais notáveis no campo da busca espiritual. Nunca antes ou depois a consciência humana atingiu tamanhas culminâncias.  A totalidade é outra coisa; tem outro sabor. A perfeição está no futuro: é o desejo. A totalidade está aqui, é uma revelação. A perfeição tem que ser alcançada e isso, obviamente, leva tempo: precisa ser gradual. Cumpre sacrificar o presente pelo futuro, o hoje pela manhã. Mas o amanhã quando chega, sempre é o hoje -...]

  http://ventosdepaz.blogspot.com.br/2017/04/osho-fala-sobre-os-upanishads.html 

4”PESTSAE”. Há de se entender que: As proposições e os princípios contidos nesse ensaio não representam minhas crenças nem minha visão ou minha postura filosófica diante da espiritualidade da vida, a coisa é muito maior e mais complexa, poucos possuem uma ideia do que se trata, refiro-me aos estudiosos de todas as religiões do planeta, estes, são uns asnos que se intitulam teólogos. Quanto à realidade da relação existente entre o animal “sapiens”, e o universo em que ele vive e habita, creio que esta “coisa” possui outro caminho. Nós como seres que possuem o poder de análise como uma de suas “essências”! Temos a obrigação de abrir todos os escaninhos postos à disposição da razão humana. Há o caso, da Eternidade dos “seres” na sua condição de espíritos! Não somente a doutrina espírita nos faz ver isso, o bom senso e a razão também! Sem falar na ciência da psicologia transpessoal que se ensina nas principais e maiores universidades do planeta. Chamada e conhecida como: “Psicologia Transpessoal de Stanislav Grof”, sendo fundamentada nas ideias dos pioneiros: Josef Breuer “1842-1925”, e seu amigo “Sigmund Freud 1856-1939”; “Carl G. Jung 1875-1961” “Abraham Maslow ,1908-1970”; Roberto Assagioli“1888-1974”; (Viktor Frankl “1905-1997”); (Ken Wilber 1949-   “); e do próprio (Stanislav Grof “1931-   “); hoje com 90 anos. Nós como seres espirituais energéticos que somos, somos eternos, a única exceção é nossa personalidade que se renova completamente a cada reencarnação. No entanto cada personalidade criada nas sucessivas encarnações ou vivências, permanece eterna como memória, daí, advém os fundamentos da psicologia transpessoal de Stanislav Grof. Aqui, no marcador de leitura 4”PTSAE”., não fiz referência ao nosso corpo físico devido à sua transitoriedade. Movér

 Capítulo 03 da obra de ficção “O Ser e o Existir”,

5”PESTSAE”. Este tópico inicial, que chamei de “A Grandiosidade da Concepção de Eternidade” que vai até o tópico (A física de partículas e a matéria bariônica), nada mais é, que uma transcrição de uma abordagem já existente na obra “Os Três Insights”, aqui pretendo elucidar alguns dos aspectos tratados e pertinentes à Eternidade. Vamos ao tópico: 

A GRANDIOSIDADE DA CONCEPÇÃO DA ETERNIDADE, ONDE PREVALECE A MAIS ABSOLUTA SIMPLICIDADE, NUM UNIVERSO-DE-UNIVERSOS.

6”PESTSAE”. No término do primeiro “insight”, me foi dito que existiam muitos universos! Ao pensar ou “inquirir” como seria um universo-de-universos, esta ideia me foi imposta, em forma de imagens, de uma beleza infinita e indescritível. Assim, de pronto, delinearam-se em minha mente estas imagens. Vi um número infinito de esferas luminosas e pulsantes, nas mais diversas dimensões. Parte destas esferas era visivelmente em fase crescente, outras, em fases decrescentes. Tentei sair do universo-de-universos, mas não consegui! Pareceu-me que este universo-de-universos ou TUDO, como ele o chamou, era infinito; em qualquer direção que me dirigisse, só encontrava o infinito pleno de esferas luminosas. As esferas crescentes eram sempre luminosas; as esferas em fase decrescentes também eram luminosas, mas só até atingirem a dimensão aproximada de 1/5 do seu diâmetro maior, ou menos um pouco. Ao alcançarem 1/5 de seu tamanho máximo, elas se apagavam; parecia que repentinamente absorviam toda a luz em seu redor, desaparecendo como esfera luminosa, passando a ser uma esfera escura, emitindo pouquíssima luz. Por isso, todas continuavam visíveis e ainda em fase decrescente, sendo iluminadas pela luz das outras esferas crescentes. Ao decrescerem e alcançarem um tamanho diminuto, quase imperceptível, para logo voltarem a uma nova fase crescente escura; pois, repentinamente, explodiam em luz. 

A VISÃO DO “TUDO”

7”PESTSAE”. Minha visão abarcava uma área muito extensa do “tudo” e era como um pipocar de luzes. Este mundo de universos era tremendamente dinâmico, aí sim, encontrei um mundo isotrópico e homogêneo. Os universos eram aproximadamente equidistantes e em constante movimento.  Era um mundo de luz, com um som bem audível; este som era o mesmo da radiação de fundo do nosso Universo! Era o mesmo som do Mantra, só que; “inconcebivelmente” mais sonoro. Esta foi a última e a mais majestosa visão que tive no primeiro “insight”. Naquele instante, lembrei-me da afirmativa de Jesus Cristo, “EU SOU A LUZ”. João 8,12 e 12,46. Quantos mistérios nestas palavras! Esta linguagem de imagens foi utilizada por diversas vezes nos “insights”, mas esta foi a mais deslumbrante e elucidativa de todas.  Ao findar esta visão, ainda na madrugada, comecei a escrever, relatando os fatos ocorridos no “insight”, mas, naquele instante, só estava interessado na faceta científica e cosmogônica da visão. O dia estava amanhecendo; foi aí que adentrei ao quarto do meu filho para comentar o curto texto recém-escrito. Ainda possuo este texto original, no qual não relatei estas visões do universo-de-universos. Não só esta, mas dezenas de outras não foram mencionadas. Mesmo agora não relato tudo o que vi; lembro-me que tentei de todas as formas ter uma visão externa do “tudo”, ele era infinito em todas as direções; era impossível ter uma visão externa ou sair do universo-de-universos, embora mesmo que só com a mente! Que grandiosidade! É de arrepiar. Até hoje só consigo concebê-lo internamente, não conseguindo ter uma visão externa do “tudo”, por mais que tente. E o som? Inconcebível! Há pouco tempo ouvi o som do Mantra gravado por um coral de monges; parece-me feito para um filme; lindo, mas é só um pálido reflexo do verdadeiro som dos universos. À noite, é só me concentrar no assunto, escuto, relembrando claramente o som Divino. 

8”PESTSAE”. A tentativa de transcrever o que vivenciei fica por aqui mesmo. É impossível dizer o indizível, relatar o “irrelatável”, no entanto, nosso pensamento é saturado de coisas impensáveis, pois, temos a tendência para pensar o impensável pelos seres comuns. Tive visões nos “insights” sobre outros assuntos, mas que vão morrer comigo, sendo impossível descrevê-las com palavras. O que sempre me deixou impressionado foi a duração dos “insights”! Cada um de “per se” teve, com a mais absoluta certeza, a duração de nada mais que poucos segundos. Acredito que o “tempo” como nós concebemos e o percebemos, seja uma ilusão, não representa a realidade do existir universal, mesmo por que, o tempo, (sobre o enfoque ensteiniano), o tempo é relativo e não absoluto!  Isto instintivamente o percebemos. Que o diga, os que esperam e os confinados. Isto o sentimos e percebemos mais facilmente criando esta proposição! E na condição do observador estático na Estação Ferroviária, observando os dois jogadores de Ping-Pong num Trem em movimento, e na percepção diferenciada desses três observadores, um estático na Estação perante o Trem que veloz passa, onde estão os dois observadores em movimento com relação à Estação. 

9”PESTSAE”. A visão acima referida em 6”PTSAE”., de um universo acoplado a outros universos nos dá uma pálida ideia e nos possibilita ter um vislumbre do tão discutido tema “Eternidade” esta visão solucionaria o sempre difícil tema da perpetuação da vida existente no universo, a migração da vida de um universo em contração para outro universo em expansão possibilita a perpetuidade desta mesma vida em todos os universos. Naturalmente que estamos nos referindo à vida em sua forma ou essência mais elevada e divinizada, refiro-me à vida racional sencientes e inteligente.  

UNIVERSOS LIMITADOS POR OUTROS UNIVERSOS

10”PESTSAE”. A visão e a ideia, de um universo-de-universos, com um tempo não cíclico, nos levará obviamente até a um tempo absoluto e linear, como gerador da única e verdadeira Eternidade, Eternidade esta, externa ao nosso universo visível, e isto só é factível de existir em função da realidade de uma Eternidade oriunda de um universo-de-universos. Como nós postulamos a existência de uma Eternidade, e como somos forçados a admitir a inexistência de uma singularidade em nosso universo. Pois, esta singularidade nos levaria a um “não tempo”, sendo que este “não tempo” entraria em conflito com a Eternidade do universo interno, portanto adjacente aos universos-de-universos. Esta mesma singularidade, é o que geraria um paradoxo com um lapso de tempo dentro da Eternidade do “universo-de-universo” circundante. Nota (1): (Em astrofísica, o nosso “universo visível” é um universo visível, limitado e proposto pela cosmologia como tendo um raio de 13,81 bilhões de anos luz), não representando o tamanho real do raio do universo oriundo do Big-Bang, que atualmente possui um diâmetro de 92,2 bilhões de yl, ou anos luz. Sendo os 13,81 Ga a distância do corpo emissor de luz mais distante que o telescópio espacial Hubble da NASA conseguiu analisar a luz! Estando esta galáxia ou corpo emissor no que a astrofísica chama de espaço profundo. E os 92,2 Ga o diâmetro atual da radiação de fundo em micro-ondas, descoberta por Arno Penzias e Robert Woodrow Wilson. 

11”PESTSAE”. Analisemos as causas e os efeitos ou consequências de uma singularidade em um universo qualquer, uma singularidade pressupõe um limite físico de energia numa escala negativa, para este universo, o que cria automaticamente um universo circundante, um universo material ou não, mas um universo! Que antes não podíamos admitir, pela ausência de um limite físico numa escala negativa, o que não teremos num universo não “singularizante”, isto é, um universo onde não admitimos uma singularidade, portanto, um universo com um limite numa escala positiva. 

A DUALIDADE DA ENERGIA DO COSMOS

12”PESTSAE”. Para chegarmos à compreensão da dualidade da energia do cosmos ou do “tudo”, constante na matéria como energia positiva e na gravitação como energia negativa, estas duas energias geram todo movimento no universo, donde advém sua correspondência ao tempo linear do nosso universo. O cientista Stephen William Hawking no seu livro “A Theory of Everything”. (Uma Teoria de Tudo) Ed. (New Millennium), 2002, ali, nos diz o Mestre Hawking, que um campo gravitacional possui energia negativa, e que a matéria por sua vez, possui energia positiva, e que a soma algébrica de todas estas energias é zero, o que permitiria a existência de uma singularidade que antecederia um Big-Bang. E este Big-Bang subsequente à singularidade em 380 mil anos provocaria, na fase do que “chamam” de recombinação, o surgimento da matéria, que antes era energia pura, e desta matéria surgiria todo o movimento existente nesse universo de matéria e energia, movimento resultante da gravidade provocada pela massa dos corpos desse universo, pode parecer meio complicado! Mas, é a fórmula mais simples para o entendimento, do leigo em cosmologia e física quântica, ele pode assim, perceber suas naturais nuances. Assim, como disse acima, a soma dessas energias permite uma singularidade, e também a quarta dimensão como a distorção do espaço-tempo, provocada pelo movimento perpétuo desse nosso universo. E o mais importante! Importantíssimo! A existência da vida em toda sua plenitude aqui na Terra! Sendo tudo! Fruto do movimento do nosso planeta dentro do espaço-tempo distorcido, que ao ser somado ao ângulo de 23º27’’ de inclinação do seu eixo com relação ao plano da eclíptica, no decorrer do ano solar provoca as estações! Sem as estações não haveria a vida como nós a concebemos e conhecemos. Um fato real e lindo, deslumbrantemente bonito e infinitamente elegante! 

       Vamos a definição do tempo por Pietro Ubaldi:

13”PESTSAE”. O tempo restrito de Ubaldi corresponderia ao nosso tempo linear, já o tempo estático universal do mesmo Ubaldi corresponderia a Eternidade. Nos diz Ubaldi: - [... "A Eternidade, despedaçada no Tempo, se refaz no uno imóvel, integro, indiviso, e nela a corrida do transformismo, lançada em busca da perfeição, se detém diante da perfeição atingida. Então o Tempo volta a ser imóvel, sem mais transformismo, e se faz Eternidade ...]. - (Pietro Ubaldi). O que faz da citação conceitual da Eternidade de Pietro Ubaldi, uma verdade a ser considerada.

Nota (2): Esta que segue adiante, é a transcrição de um tópico da obra “Os três insights”. Onde as inquirições são feitas a um “Ser” de natureza cósmica dentro do próprio Cosmos.

O conceito de Eternidade não é difícil de ser compreendido, nem o conceito da razão de ser do “tempo” linear. Por sua vez, o conceito do tempo comum em si, com suas idiossincrasias nos oferece imensa dificuldade de entendimento, talvez até mais que o conceito de Eternidade. Entenda-se! É pretensamente fácil, saber onde e como se origina o tempo, mas, é dificílimo saber o que é o tempo. A entidade e sua origem são “coisas” completamente distintas! Mas, ambas estão intimamente relacionadas com o dinamismo do cosmos. 

Inicia-se aqui, o nosso estudo da entidade chamada de Eternidade. Para facilitar o entendimento do que vou propor! Primeiro vamos dar um passeio sobre um outro tema que chamamos de MQ: Mecânica Quântica, ou de Física Quântica. 

A FÍSICA DE PARTÍCULAS E A MATÉRIA E O TEMPO

14”PESTSAE”. Embora seja de difícil compreensão o conceito de tempo, enquanto que o conceito de Eternidade é uma miríade de vezes mais fácil, absorvível e assimilável, que o conceito de tempo. Pois a Eternidade seria somente um simples conceito de tempo sem início nem fim. Sendo esta a única condição da prevalência desta entidade ou conceito, é que este tempo seja um “tempo contínuo”. Em função de que; este conceito de Eternidade é de fácil compreensão. O tempo torna-se mais compreensível se o olharmos como o resultado do movimento entre as partículas da matéria, ou talvez seja, do movimento dos corpos mais massivos. Este movimento pode ser medido como distâncias percorridas pelos corpos, numa percepção linear na forma de frações do tempo decorrido entre duas posições de um mesmo corpo no espaço. Podemos afirmar como a mais absoluta certeza e verdade, que num universo estático não há nenhuma possibilidade de haver a entidade tempo. Da mesma forma podemos afirmar o contrário na condição oposta. Adiante, no marcador de leitura 15”PESTSAE”., veremos que: 

15”PESTSAE”. A maneira mais fácil para de forma simples visualizarmos como o tempo é formado, é tentarmos compreendê-lo como a resultante do movimento das partículas bariônicas que representam os 4,9% da forma material do nosso universo. Nenhuma equação da física, nem nossa mente consegue conceituar o tempo num universo imaterial ou virtual e consequentemente estático. O tempo é a medida do afastamento ou da aproximação entre os férmions ou bárions, a que, em grandes “ajuntamentos”,  denominamos de matéria, e esta em grandes ajuntamentos chamamos de massa, os férmions são partículas com massa equivalente ou superior a um núcleon, à exceção dos elétrons sempre em órbitas externas aos átomos.

Nota (3): É interessante saber que a equação do tempo de Einstein foi resolvida por um mineiro das alterosas como uma simples resolução de um triângulo retângulo, isto pode ser visto no site:

(www.deducoeslogicas.com.br). Ou no seu livro “Brincando com o Universo” Nós, como seres sencientes só podemos absorver e notar estes movimentos quando sua massa se nos apresentar como matéria sensível e perceptível pelos nossos sentidos. Para uma melhor compreensão desta realidade, teremos que dar um ligeiro passeio pela física de partículas, que nos diz que toda a matéria existente no Cosmo, mas toda mesmo! É composta por apenas três tipos de partículas elementares: Não custa repetir! O quark down, o quark up e o elétron. Temos uma exceção, que é a matéria escura que ainda tem sua composição mantida em segredo pelo universo.  E que seria um dos últimos bastiões dos segredos cósmicos a ser desvendado pelo pacote de conhecimentos que chamamos de ciência. 

O CONHECIMENTO DOS PRINCÍPIOS QUÂNTICOS NECESSÁRIO A UM ENTENDIMENTO DO QUE É O TEMPO

16”PESTSAE”. Qualquer mente mediana absorve e entende com facilidade os conceitos de “matéria” da física quântica! Revejamos estes conceitos! A essência da matéria que são os átomos que formam as moléculas, onde estes átomos são compostos por 3 partículas. Os núcleos dos átomos de todos os elementos existentes na tabela periódica e no universo são formados por dois tipos de partículas, a saber: o quark up, e o quark down que formam os prótons e os nêutrons, sendo o núcleo circundado pela 3ª partícula que é o elétron, formando desde o primeiro átomo de numero atômico 1 sendo o mais simples e primitivo, ao mais complexo e último que é o urânio de número atômico 92que foi o hidrogênio neutro. Os prótons e nêutrons nos núcleos dos átomos são mantidos coesos pelo glúons, ou bósons de calibre da força forte. Com algumas exceções, as partículas prótons e nêutrons do núcleo se apresentam aos pares nos núcleos dos átomos.  Prótons e nêutrons têm spin ½ e obedecem ao princípio de exclusão de Pauli, que afirma que dois férmions idênticos não podem ocupar o mesmo estado quântico simultaneamente. Se ocuparem não seriam dois férmions idênticos, (prótons e nêutrons variam de átomo para átomo dos elementos, e variam somente no seu número atômico) sendo “ambos” formados por dois tipos de quarks, como disse acima, o próton é composto por 1 quark down e 2 quarks up e o nêutron é composto por 2 quarks down  e 1 quark up, observe que estamos tratando aqui da “primeira geração do modelo padrão”  que inclui os elétrons e os neutrinos, sendo o neutrino com massa tão insignificante que o neutrino  de origem cósmica atravessa todo o planeta Terra sem nenhuma interação com a massa desta. O elétron com relação ao neutrino é possuidor de massa bastante significativa, no entanto o elétron tem 1839 vezes menos massa do que um próton, ou seja, a massa do próton é = 0,938 GeV e a massa do elétron é = 0,00051 GeV. Ora! Se você dividir a massa do próton pela massa do elétron verá que o número resultante é 1.839,21 entendeu o babado? É fácil entender!  Pois, nos diz que o próton possui uma massa 1.839,21 maior que o nêutron! Como podemos ver, essencialmente, toda a matéria sensível é oriunda da trindade universal (o quark down, o quark up e o elétron), estas partículas formam toda a matéria existente no universo, já a existência da partícula de Deus, conhecida como bóson de Higgs é um babado que no momento não será tratado aqui. Sendo oito as espécies de glúons, eles são uma espécie de cola que une os quarks dentro dos prótons e nêutrons, essa cola ou força, é a chamada “força forte” fundamental, os glúons são chamados também de bósons de calibre.   Os físicos aguardam os resultados de experimentos no FCC para uma melhor definição de algumas pendências dentro da física de partículas. Quanto ao tempo! Toda matéria do universo está sujeita ao movimento físico, sensível; movimento este, que segundo o nosso modelo de universo, seria o único fator gerador do tempo, portanto, também da Eternidade. A “matéria” de que tratamos e aqui me refiro é a “matéria” sensível, que permeia nosso universo próximo e distante. E o tempo seria o resultado em última instância do movimento dessa matéria, incluindo nossos corpos no nosso sistema planetário, assim, somos também geradores do tempo. A essência da matéria são átomos, e estes estão em permanente e eterno movimento. Assim, toda estaticidade é relativa, não existe nada estático no universo, nem mesmo os núcleos dos “buracos negros”, eles estão em movimento em relação a alguma “coisa”. Ou seja! Tudo no universo está em movimento. Donde advém a elegância da relatividade einsteiniana. 

17”PESTSAE”. No entanto! De que é formada a matéria escura que existe, (comprovadamente), no universo? Sendo um segredo! Até hoje a física ainda não estabeleceu de que ela é formada. Este fato machuca a alma e fere o orgulho dos físicos teóricos, pois, a matéria escura representa 26,8% (vinte e seis, oito) por cento de tudo que existe nesse nosso bendito universo. Sendo que: o que chamam de energia escura representa 68,3%, (sessenta e oito, três) por cento de tudo que existe nesse bendito universo.  E assim , a matéria desse bendito universo representa os restantes 4,9%.  A ciência só tem conhecimento parcial destes 4,9% que é o universo material, e nada mais. Portanto, a matéria formada pelos átomos, ou matéria sensível do universo, matéria que conhecemos e de que somos formados representando estes 4,9%. Incluindo neles, as Galáxias, Protogaláxias, Nebulosas, Estrelas de Nêutrons, Buracos Negros, Matéria Dispersa, Nuvens de Gases que formam as estrelas, e finalmente, tudo que for formado pelos bósons de Riggs. Isto é, tudo que seja um férmion e que forma nosso mundo material! E naturalmente, demais lagartixas contidas em nosso universo próximo e distante! Se nosso conhecimento não abarca todos os 4,9% compostos pela “matéria” deste imenso e, ainda desconhecido universo, podemos deduzir que pouco conhecemos desse imenso universo desconhecido. Temos que reconhecer que já avançamos bastante, mas, ainda somos uns “nenéns” em ciência cosmológica. Imaginem o avanço em cosmologia que teremos no ano 2521, daqui a 500 anos! Este é o meu entendimento, o resto é a mais completa e pura vaidade dessa laia de humanos, incapazes de vislumbrar o futuro. Isto ocorre naturalmente, pois, também naturalmente procuramos esquecer o passado, principalmente nosso passado selvagem. Nunca nos reportamos aos “nossos comportamentos” como selvagens. Isso parece ser um tabu, até os paleoantropólogos tratam desse assunto bem suavemente. Parecendo que essa verdade nos envergonha. 

O ENTENDIMENTO COMUM DA ETERNIDADE

18”PESTSAE”. O entendimento comum ou vulgar da Eternidade é de um fenômeno, (como disse), sem princípio nem fim. O que seria uma incoerência! Seria considerarmos a Eternidade como oriunda do movimento da matéria originária de um universo como o nosso, sobre tudo cíclico e inda mais com uma singularidade onde a matéria e o tempo desaparecem no período anterior à formação desta mesma matéria! Criando um período atemporal, o que inviabilizaria a Eternidade, naturalmente que na singularidade, desaparece o movimento, o que faz desaparecer o tempo, que por sua vez faz desaparecer a Eternidade pela presença deste lapso de tempo, que interrompe a continuidade da Eternidade. Vixe que bagunça! No entanto, se considerarmos como possível e factível de existir um universo-de-universos, composto por um número infinito de universos adjacentes, uns aos outros. O problema da quebra do tempo numa singularidade não interrompe ou torna descontínua uma Eternidade, desde quando ela seja relativa a este universo-de-universos, consequentemente, uma singularidade em um destes universos não quebraria a continuidade nem do tempo, nem de uma Eternidade existente neste modelo de universo-de-universos. (Há ainda, a teoria moveriana de que nosso universo teria a forma de um campo eletromagnético de Maxwell). Onde estaria ausente uma singularidade e um Big-Bang. Como disse! Mesmo admitindo as singularidades como fases cíclicas e ápices atemporais nestes universos, a consequente alternância das singularidades nestes universos eternizaria o tempo viabilizando a existência de uma Eternidade. Esta é uma visão heurística, onde, logicamente possibilitaria a existência desta bendita Eternidade. É bom lembrar que existem modelos de universos não cíclicos onde a Eternidade é a sua consequência mais lógica. A descoberta no ano de 1932 do século passado do estado de expansão do nosso universo levou os astrofísicos ao conceito de uma singularidade, pelo simples ato de se retroagir ao princípio desta expansão, onde todo o universo encontrar-se-ia concentrado num ponto menor que o núcleo de um átomo, concentração a que chamaram de singularidade. O problema filosófico do conceito de “Eternidade”, advém da primacidade deste conceito, admitindo-se desde primeira conjectura como sendo o princípio a Eternidade como um ente eterno, como disse, sem um princípio ou um fim! , como seu nome já o diz! Nada a precede! E neste caso, como ficaria a “primacitura” e a verdade do conceito de um Criador? Incriado! Impessoal! Incognoscível! Eterno! Criando a Eternidade! Se o conceito de uma Eternidade, a pressupõe e a considera eterna, seria anterior a tudo existente! Ora! As formulações e explicações teológicas, e mesmo teleológicas sobre o tema nos confunde o entendimento! Se a Eternidade foi criada pelo criador! Óbvio! Que ela teve um início, portanto, logicamente e conceitualmente, não seria uma Eternidade. Este é um imbróglio religioso/filosófico/teológico, aparentemente, pode-se dizer, sem solução no momento. 

UM UNIVERSO COM A CONFORMAÇÃO DO CAMPO DE MAXWELL SERIA UM UNIVERSO ETERNO

19”PESTSAE”. Cálculos matemáticos posteriores, da energia e da gravidade do universo, tendo as duas sinais inversos, sua soma algébrica é “0” zero. Confirmando a possibilidade da existência de uma singularidade, numa fase anterior ao Big-Bang. Porém, considerando o tempo como resultado do movimento das partículas bariônicas, que são as formadoras da matéria, nessa singularidade não haveria a entidade “tempo”. A meu ver, unicamente a meu ver, o problema é que o confinamento de todo o universo num ponto infinitesimalmente diminuto, leva-nos a uma atemporalidade, pela inexistência da matéria, impossibilitando qualquer movimento, onde, como disse, não existiria o tempo e, como consequência, a inviabilidade de uma Eternidade. Viu que rolo os cientistas nos arrumaram? Nunca consegui engolir a singularidade como “uma coisa” possível, real, e factível de ter acontecido. Sempre preferi um universo com a forma de um imenso e infinito campo eletromagnético de Maxwell. Este universo não seria cíclico, mas sim, contínuo onde a Eternidade seria o fator mais lógico e natural, pelo menos, com a seta do tempo somente no sentido do futuro na direção do fluxo principal do campo, não existindo uma seta na direção do passado, que passaria a ser somente uma conjectura, e nada mais. Portanto, um início seria considerado uma conjectura, portanto, inexistente. Aí sim, haveria uma Eternidade. A maior beleza deste modelo de universo é o fato dele não ser homogêneo nem isotrópico e de possuir uma fase de expansão no polo negativo e outra de contração no polo positivo, e sobre tudo, este universo maxwelliano/moveriano não teria singularidades nem Big-Bangs, isto é: Ele não seria cíclico. A lógica racional mais simples, naturalmente, uma lógica, dentro da mecânica do nosso universo, que nos diz que só é possível uma Eternidade fundamentada num tempo infinito num único sentido da seta do tempo, no sentido do passado não existiria um início detectável, esta ausência do tempo no passado não foi referida por Ubaldi, Entenderam o conceito? Muitos creem que nesse caso, em que os mecanicistas consideram hipotético! O tempo só existiria no “presente” no hoje, nossa matemática nos diz isso, os paradoxos são inúmeros! Só existiria o tempo decorrendo no “agora”, com a única seta no sentido do futuro, ficando definitivamente estabelecido que uma singularidade eliminaria por completo em nosso universo atual com um Big-Bang a possibilidade da existência de uma Eternidade. Exatamente pela atemporalidade contida numa singularidade. Nota (4): A redundância é proposital, sempre a adoto prevendo que nem todos os leitores possuiriam conhecimentos básicos nestes assuntos e, por vezes, nem mesmo conhecimentos superficiais. Em função do que: Costumo repetir os pontos de vista, ou minhas proposições mais complexas. Portanto, pode-se deduzir destas proposições das duas Eternidades, uma com uma só seta do tempo, e outra com duas setas, o que proponho aqui é que a seta na direção do futuro seja dinâmica e na direção do passado seja existente, mas, estática e impedida de se tornar dinâmica, entre outras causas, pelo paradoxo do avô. Assim, veremos que somente a Eternidade com uma seta seria factível no universo do campo maxwelliano/moveriano. E por sua vez a Eternidade com duas setas infinitas e dinâmicas, nem no nosso universo seria factível, devido à atemporalidade existente na singularidade que antecedeu o Big-Bang proposto de forma inversa, como uma expansão, por Edwin Powell Hubble, em 1929 conforme nos propõe e demonstra a astrofísica. Esta expansão do universo descoberta por Hubble ainda vai dar um nó na cosmologia. Vai ser igualzinho ao caso do “modelo padrão”. Os físicos quânticos estão engasgados com as inconsistências existentes na teoria do “modelo padrão” há décadas. Nem o acelerador do CERN conseguiu desatá-lo, muito menos cortá-lo com a espada de algum novo Alexandre, não o da Macedônia, mas, um da Mecânica Quântica. Como disse: A minúcia e a redundância quando trato de alguns aparentes paradoxos nos conceitos científicos do tempo, são motivados pelo fato de que alguns poucos leitores não possuírem um domínio aprofundado na área da cosmologia e da FQ. Num ensaio à parte, quem nominei de UNIVERSO CAMPO MAXWELLIANO, onde descrevi a minha teoria de um universo maxwelliano/moveriano, com a forma do campo eletromagnético de James Clerk Maxwell, 1831-1879. “E Deus disse: · D = ρ , · B = 0 , × E = ∂B ∂t , × H = J + ∂D ∂t , então fez-se a luz.” (aqui, parafraseando o livro do Gênesis.) Esta beleza de proposição encontrei no inteligente trabalho sobre eletricidade, de César Augusto Dartora onde ele apresenta as quatro equações de Maxwell; como representação da metáfora bíblica [Faça-se a luz]. Logo no início do seu trabalho TEORIA DO CAMPO ELETROMAGNÉTICO.

http://www.eletrica.ufpr.br/cadartora/Documentos/TE053/Ondas_Eletromagneticas.pdf

A ENERGIA DO UNIVERSO É IGUAL A ZERO

20”PESTSAE”. Como referido ligeiramente, no início do marcador anterior, o 19”PTSAE”. A astrofísica aceitando o modelo de universo com uma singularidade num ponto menor que o núcleo de um átomo, cria um universo de energia nula. Conforme a física, a soma de toda energia do universo tem valor nulo, igual à zero (0). Esta mesma astrofísica considera que toda a matéria do universo tenha energia de valor positivo e de que toda gravitação desse universo contenha energia de valor negativo, daí! A atração gravitacional. Obviamente a soma algébrica destes dois valores resulta em uma energia total do universo com valor (0) zero, o que possibilitaria a existência de uma singularidade contendo toda energia, deste nosso tão controverso universo.

SEM A ETERNIDADE NAÕ É FACTÍVEL A DIVINDADE

21”PESTSAE”. (Eis aqui o “fator de risco” de um universo singularizante), a meu ver, o que também impossibilitaria a existência de um tempo contínuo inviabilizando a Eternidade, o que viria também inviabilizar a existência da Divindade neste nosso universo. Sendo o fundamento maior da existência de uma energia inteligente, que possamos chamar de DIVINDADE, exatamente a sua Eternidade. Assim, ao ser eliminada a Eternidade em nosso universo também será eliminado o conceito de Deus, pois, sendo Deus, incriado, impessoal, inominável, incognoscível e sobre tudo eterno, ele inescapavelmente será anterior a Eternidade e, portanto seria o criador da Eternidade. Não vejo condições metafísico-filosóficas-teológicas de nosso universo daqui e d’agora, sendo “cíclico e atemporal”, poder abrigar a Eternidade e muito menos uma energia inteligente e eterna.  Sendo esta a razão maior da minha resistência, e a lógica maior da minha não aceitação da teoria da singularidade.  Deve existir a Eternidade em outro tipo de universo. Num universo-de-universos! Ela é mais que compreensível e factível neste tipo de universo, onde um número infinito de universos morrem ao mesmo tempo, e outro número infinito de universos nascem, dando oportunidade a que as vidas “ou energias inteligentes”, que são partículas da Divindade, ou talvez a própria Divindade, transmigrem para outros universos. Ora! Considerando cada vida inteligente, como uma partícula da inteligência Cósmica, natural que seja eterna também. Só num tipo de universo-de-universos haveria condições de existir a “eternização” da vida inteligente, vida inteligente esta, com poder de análise de si própria, do universo e da própria Eternidade, estando nessa, inclusa . E que consequentemente, tentaria analisar a si própria, e obviamente, pelo menos tentaria analisar a Divindade. 

O ATRIBUTO

22”PESTSAE”. O atributo principal da Eternidade é prescindir de um início e de um fim. Mesmo considerando a dinâmica desse universo como cíclico-pulsante! (segundo proposição de um Big-Bang cíclico, e de suas consequentes singularidades), singularidade estas, que inviabilizaria uma Eternidade e ao mesmo tempo inviabilizaria a existência de uma Divindade conforme estes meus singelos raciocínios elaborados e expostos acima. 

O TEMPO TRÌPLICE DOS ANTIGOS OU DOS MÍSTICOS ATUAIS

23”PESTSAE”. Neste ensaio onde, como vimos,  teço uma singela análise da Eternidade não abordo o conceito do tempo tríplice por considerá-lo inapropriado a uma análise, mesmo que metafísica. O conceito do tempo tríplice compreendendo o tempo profano, o eviterno, onde completando a trindade também é proposto um tempo eterno, isto é muito surreal e aberrante e sobretudo inconsistente, consideramos estes conceitos como desculpas e fantasias da antiga astrologia (do tempo das trevas), na Idade Média. Com o pouco desenvolvimento da física e do pouco conhecimento do universo na época, quando não se conhecia um tema em profundidade inventava-se, fantasiava-se. Lendo-se a defesa destes fundamentos conceituais do tempo tríplice feita por um ardoroso defensor destas estultícias, nota-se que o escriba acredita, ou finge acreditar nas incongruências que defende. E o mais inacreditável, é isto ser defendido em pleno século XXI. Isto comprova que tudo se pode esperar da subespécie “homo sapiens sapiens”. Creiam-me! Já ouvi falar de uma sociedade existente nas terras do Rei Arthur onde seu postulado maior é defender ardorosamente que o nosso planeta seja plano e, quadrado, isto mesmo que a Terra tem a forma de um dado, um cubo, um hexaedro, isto é próprio dos humanos... Eles, com certeza não são trouxas, pois, o mais provável seria estarem  tomando alguns dinheiros de alguns trouxas desavisados. Sendo o terraplanisno outra variante e outra maluquice proposta, por alguns norte-americanos, religiosos ou não! Mas, burros ao extremo, e sem nenhuma capacidade para argumentar contra as propostas do pacote de conhecimentos que passou a ser chamado de “ciência”, a partir do ano de 1835 isso foi feito pela primeira vez pelo historiador inglês, filósofo, teólogo, polímata e padre anglicano William Whewell, (1794-1866). Embora a inexistência de Deus seja proposta pela “ciência”,  com mais veemência desde o início iluminismo, fato que ocorreu entre os anos de 1715 e 1789, quando a ciência ainda era chamada de “philosophiae naturalis”. 

A LÓGICA CONTIDA EM UM UNIVERSO-DE-UNIVERSOS

24”PESTSAE”. A lógica nos leva a suspeitar e a acreditar que a Eternidade seja imanente a um universo com um tempo perpétuo nos dois sentidos, do passado e do futuro, tempo este, que não sofreu no passado, nem sofrerá no futuro,  o efeito de uma singularidade, óbvio, nem de seguidos Big-Bangs, e de que este tempo seja inerente aos abismos do universo-de-universos em sua infinita dimensão e de que seja não analisável e não mensurável. Só é possível uma Eternidade num universo infinito, ou num universo de universos, no caso do nosso universo que um é universo em expansão! Este tipo de universo como o nosso não pode nem deve ser infinito, havendo sempre um universo externo limitando esta mesma expansão, ora! Se alguma coisa expande, expande para algum espaço ou local! Este raciocínio expõe na mais pura lógica a consistência física do cosmos que conhecemos. Teremos que entender e admitir a lógica apresentada pela ciência, na qual propõe o fato de que a radiação de fundo do nosso universo ser o limite do nosso universo em expansão. Mas, por outro lado, considerando-o cíclico, quando em sua fase de contração ao alcançar a singularidade o tempo deixa de existir por falta absoluta de movimento, em decorrência da ausência absoluta de matéria bariônica para entrar em movimento, onde o tempo e a Eternidade se tornam ausentes. Pois um universo quando em singularidade levaria a desaparecer a radiação de fundo de Penzias, eliminando o nosso limite externo, o que naturalmente integraria nosso universo ao universo externo, e a Eternidade, ou seja, ao universo-de-universos. Um problema surgiu muito recentemente na cosmologia! Resultado das medições da distância maior do campo profundo 13,81 Bilhões de anos luz. E da nova distância da radiação de fundo, 46 bilhões de anos luz. Ora! Como estas duas entidades atualmente se encontram completamente separadas, por um espaço crescente de 32,29 Ga. Sendo de se esperar que se nosso universo for cíclico, tudo que formar a radiação de fundo em micro-ondas não fará parte de uma nova singularidade. 

A SINGULARIDADE

25”PESTSAE”. Tendo-se que admitir a singularidade como a presença de todo o nosso universo em forma de energia, havendo esta energia de ser estática no limiar ou na transição da completa contração até o início da expansão, eliminando destarte o tempo e por sua vez também a Eternidade dentro da singularidade. Como resultante; eliminaria o limite do nosso universo como dito acima, reintegrando-o instantaneamente ao tempo e a Eternidade do universo-de-universos proposto. 

O ENFOQUE RELIGIOSO DA ETERNIDADE

 26”PESTSAE”. Vejamos numa rápida análise, a essência da abordagem que as religiões fazem da Eternidade! Será que estas crenças religiosas sobre a Eternidade possuem consistência? Vejamos! O fundamento mais geral dessas crenças! Toda religião que se preza tem seu Deus, e todo Deus só será um Deus poderoso se for eterno, assim, podemos deduzir que todas as religiões, do passado mais passado e de um presente mais atual! Acreditam ou apregoam a existência da Eternidade. Partindo destes pressupostos podemos afirmar que a Eternidade é inerente a todas as religiões. Sendo de difícil, ou de impossível comprovação que em qualquer religião que se preze, possamos encontrar uma verdadeira negação da Eternidade, a Eternidade como uma crença religiosa, simplesmente é aceita por todas as religiões sem maiores questionamentos como um realidade e um fundamento religioso, qualquer questionamento é recebido como um questionamento da própria existência de Deus, mesmo porque a ninguém se interessa por um Deus passageiro, sem forças e sem poderes, mesmo nos primórdios das primeiras religiões animistas em que os Deuses eram representados pelos fenômenos naturais, estes fenômenos transcendiam  aos poderes e a curta existência dos humanos, assim eram tomados como Deuses fenomênicos eternos, caracterizando estas crenças primitivas como dependentes do conceito de Eternidade. É desnecessário dizer que pelos mesmos motivos acima nespostos, que todas as religiões modernas, por necessidade ontológica dependem da Eternidade, apregoando a Eternidade como algo real e inquestionável.

A abordagem que os teólogos das religiões modernas fazem da Eternidade não possui, por si mesma embasamento científico, assim, as religiões desprezam a mais simples lógica racional humana, tratando os argumentos científicos como o mais puro blá-blá-blá, em função do que, me sinto desobrigado de estender estes comentários. Mesmo porque! Sem a Eternidade as religiões teriam existência efêmera, e tal coisa não se dá! Óbvio, então, que todas as crenças religiosas se fundamentam na crença em uma Eternidade. 

CONCLUSÂO

27”PESTSAE”. Vimos neste singelo estudo da Eternidade que a mesma é imanente a um tempo absoluto e contínuo, e de que o tempo tem origem no movimento das partículas bariônicas formadoras de toda a matéria do universo. Refiro-me ao nosso universo onde os astrofísicos admitem uma singularidade em que uma Eternidade não tem um valor comprobatório de sua existência, devido a ausência de movimento nessa mesma singularidade. Pois uma Eternidade pressupõe um tempo contínuo e linear, e sobre tudo absoluto, o que não se dá em nosso universo devido a fase atemporal da singularidade. Fiz aqui uma singela exposição dos conceitos quânticos que levam a formação da matéria, que permite o movimento, que por sua vez, gera o tempo, tempo este, que gera a Eternidade. Nos estudos dos enfoques teológicos da Eternidade descartei a possibilidade de uma análise por motivos que não vem ao caso. Ficando finalmente estabelecido que a Eternidade não é passível de existir em nosso proposto universo “singularizante”, e que somente é factível de existir se o nosso universo fizer parte de um universo-de-universos. Ou no segundo caso se o universo possuir a dinâmica e a forma de um campo eletromagnético de James Clerk Maxwell. 

                Observação final:

28”PESTSAE”. Quando por ventura nos meus ensaios derem de cara com proposições opostas, no campo da  metafísicas, da filosofia, ou da ciência, ou que se contradigam! Releiam o preâmbulo de "Os Três Insights".

Nota (5): Sinto premente necessidade de postar neste blog o preâmbulo de “Os Três Insights”, para consulta dos meus leitores, pois, a minha obra se compõe de uma infinidade de estudos onde alguns por sua própria natureza se contradizem. Embora estas contradições não representem nem meus princípios nem minhas crenças... O preâmbulo em apreço trata disso... Tanto é que vou postá-lo antes deste ensaio. 

29”PESTSAE”. Qualquer dúvida sobre a questão da defesa do tempo absoluto, por favor; consultem o site abaixo e reaprendam a física no “Centro de Deduções Lógicas” com o Dr. Geraldo Antunes Cacique e com o físico teórico Dr. Cláudio N. Cruz. www.deducoeslogicas.com.br 

30”PESTSAE”. A fala de Gilberto. “Pensamento nº 285” da Eternidade.

[... - A Eternidade é a rocha, é o veio d’água; é a tormenta, é a nuvem que deságua. É o mundo medonho dos oceanos; dos continentes; dos vulcões; das montanhas; das madrugadas! Das galáxias doiradas, nubladas, geladas! Das estrelas fascinantes, faiscantes, cintilantes! Dos ventos uivantes! Tudo, numa viagem eternamente doida!!! - ...]

Porta Aberta ao Juízo, Editora Helvécia – 2003

Gilberto Quadros de Andrade. 

31”PESTSAE”. A fala de Nietzsche. O “Sétimo Selo” do amor à Eternidade.

[... - Se alguma vez descobri céus serenos sobre mim voando com as minhas próprias asas no meu próprio céu; se nadei, brincando, em profundos lagos luminosos; se a sabedoria alada da minha liberdade veio dizer-me:       Olha! Nem para cima, nem para baixo! Cante! Não fale mais! Não são as palavras criadas para os que são lentos? Não mentem todas as palavras ao que é leve? Cante! Não fale mais!

Como não hei de estar sôfrego pela Eternidade, ansioso pelo nupcial anel dos anéis, pelo anel do sucesso e do retorno?

Jamais encontrei mulher de quem quisesse ter filhos senão esta mulher a quem amo: porque a amo, Eternidade!

Porque a amo, Eternidade! - ...]

Assim Falava Zaratustra, Hemus Livraria Editora Ltda. 1976

Friederich Wilhelm Nietzsche. 

32”PESTSAE”. Espero que tenha sido compreendido nesta colcha de retalhos do mesmo pano branco. É no que se torna, inescapavelmente, uma abordagem sobre um tema tão “complexo e ao mesmo tempo, tão simples” o quanto a Eternidade o seja. Embora seja um tema sobretudo, polêmico. Este ensaio foi atualizado em maio de 2010. E novamente em junho de 2017. Na realidade, tudo que escrevi até hoje, estará sempre! Por hábito ou costume!  Sujeito a uma ou a muitas revisões e atualizações, deve ser mania... Mas, temos outra opção! Talvez seja amor ao que escrevo e a busca por um motivo para reler! Talvez seja! Quem vai saber! Temos porém que ver esse outro motivo que me levaria e essas sucessivas atualizações, que seria: A velocidade com que o conhecimento humano se renova e evolui, é impressionante! Você escreve hoje!  (A massa calculada para o universo é X), amanhã cedo aparece na mídia: (Um novo telescópio com IA lançado recentemente, determinou novo valor para a massa do universo, que passa a ser Y), Não há como acompanhar a velocidade com que o desenvolvimento da episteme, e com que velocidade atualmente é processada pela moderna tecnologia alcançada pelos humanos. Isto a partir do terceiro quarto do século XX, Não há realmente, como acompanhar!

Edimilson Santos Silva Movér

Vitória da Conquista, 03 de julho de 2006

Atualizada numa revisão de: maio de 2010

Atualizada numa revisão de: junho de 2017

Atualizado numa revisão de: agosto de 2018

Atualizado numa revisão de: março de2021

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moversol@yahoo.com.br

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