domingo, 29 de julho de 2018

PEQUENO TRATADO SOBRE A ETERNIDADE - ENSAIO


DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR
Subsérie: Uma questão não resolvida e polêmica

PEQUENO TRATADO SOBRE A ETERNIDADE

(Este ensaio é diminuto, ínfimo mesmo, porque “poderia ter sido”, elaborado num centilionésimo de segundo, (10-303), do tempo desta mesma eternidade, talvez, até em menos tempo). Ora! Não sendo o tempo absoluto, e sim relativo, nada impede que esta seja uma proposição com o valor de um axioma.


Dedicatória:
Dedico este pequeno ensaio aos inumeráveis amigos que já se foram. Não posso por motivos óbvios, citar o nome de todos, assim, eles, “os que já partiram para a eternidade”, serão os meus saudosos amigos anônimos...

Por: Edimilson Santos Silva Movér

1* Corre na Teia uma história a bits soltos que: Perguntaram ao homem mais sábio que já passou por este planeta, se era possível descobrir o dia da “partida”! Ao que ele incontinenti e sem toscanejar respondeu! – Não! Mas, pode-se ter uma boa aproximação! Quando procurardes por teus amigos de infância e mais dificilmente os encontrardes, quanto mais estes teus amigos rarearem, eis que mais próximo está o dia da tua “última partida”, pois, na verdade, nós partimos um pouco, todos os dias da nossa vida.
Tenho notado já meio assustado, e pesaroso, que os meus amigos de infância ainda presentes, se tornam cada vez mais raros. Com certeza, a cada dia que passa estou mais só. E portanto, mais próximo do meu encontro com a eternidade. Quando me tornar completamente só, sem respirar diante de ninguém! Aí, não notarei, óbvio, ninguém a respirar diante de mim, aí então, terei atingido a minha eternidade, nesta condição de “solum”, só alguém com ouvidos de um “chiroptera” me ouvirá dizer! “Ego sum mortuus”. Ora! Isto não quer dizer que todos meus amigos de infância já se foram para o “aeternum requiescant”, mas sim, que eu é que fui para as quintas das alvoradas eternas! “Que se me piquei!”. A isso, o Nelson Rodrigues chamava de “Óbvio ululante”.

2* De antemão vos digo! Não tenhais dúvidas! Este ensaio é um misto de ficção, criatividade, burrice, sabedoria, visão, cegueira, sonho, realidade, irrealidade, ciência e metafísica em simbiose, e somente para descontrair, contrariando os emburrados, uma pequena pitada de humor.

3* Os “sapiens” que se julgam sábios e únicos donos da verdade e da sabedoria, fogem propositadamente da realidade, falando pelos cotovelos e enganando a si próprios, quanto mais falam, menos pensam. Enfim, quem muito fala dispersa conhecimento e, quem escuta colige e acumula. Falar é uma arte, escutar é uma ciência. E não estou sozinho nessa proposição! Fundamento-me num dos paradigmas hindus. A civilização védica no Punjab na Índia setentrional, deixou-nos os escritos que hoje conhecemos como escritos Vedas! A base do   conhecimento contido nos Vedas é Shruti. Shruti é uma palavra sânscrita que vem da raiz shru, que significa escutar. Shruti é aquilo que é escutado, é a tradição oral. A literatura Shruti é constituída pelos Vedas. Por sua vez! Os Vedas são constituídos pelos quatro Vedas: Rig Veda, Yajur Veda, Sama Veda, e Atharva Veda, e por sua vez, cada um destes Vedas é dividido em Samhitá, Brahmana, Aranyaka o os Upanishads. Adiante, vamos dar uma olhada somente no que seja uma “Totalidade” nos upanishads, é Purmasya purnamadaya. Nos diz Osho que: [...- Os dias dos Upanishads foram os mais notáveis no campo da busca espiritual. Nunca antes ou depois a consciência humana atingiu tamanhas culminâncias.  A totalidade é outra coisa; tem outro sabor. A perfeição está no futuro: é o desejo. A totalidade está aqui, é uma revelação. A perfeição tem que ser alcançada e isso, obviamente, leva tempo: precisa ser gradual. Cumpre sacrificar o presente pelo futuro, o hoje pela manhã. Mas o amanhã quando chega, sempre é o hoje -...]
  http://ventosdepaz.blogspot.com.br/2017/04/osho-fala-sobre-os-upanishads.html

4* Há de se entender que: As proposições e os princípios contidos nesse ensaio não representam as minhas crenças nem minha visão ou minha postura filosófica, quanto a realidade da relação existente entre o animal “sapiens”, e o universo em que ele vive e habita. Creio que a “coisa” possui outro caminho. Nós como seres que possuem como uma de suas “essências”, o poder de análise! Temos a obrigação de abrir todos os escaninhos postos à disposição da razão humana. Há o caso, da eternidade dos “seres” na sua condição de espíritos! Não somente a doutrina espírita nos faz ver isso, o bom senso e a razão também! Sem falar na ciência da psicologia transpessoal que se ensina nas principais e maiores universidades do planeta. Chamada e conhecida como: “Psicologia Transpessoal de Stanislav Grof”, sendo fundamentada nas ideias dos pioneiros: Josef Breuer (1842-1925), e seu amigo Sigmund Freud (1856-1939), Carl G. Jung (1875-1961), Abraham Maslow (1908-1970), Roberto Assagioli (1888-1974),  Viktor Frankl (1905-1997), Ken Wilber (1949-   ), e do próprio Stanislav Grof (1931-   ), hoje com 87 anos. Nós como seres espirituais energéticos que somos, somos eternos, a única exceção é nossa personalidade que se renova completamente a cada reencarnação. No entanto cada personalidade criada nas sucessivas encarnações ou vivências, permanece eterna como memória, daí, advém os fundamentos da psicologia transpessoal de Stanislav Grof. Aqui, no marcador de leitura de nº 4* não fiz referência ao nosso corpo físico devido à sua transitoriedade. Movér

Capítulo 03 da obra de ficção “O Ser e o Existir”,

5* Este tópico inicial, que chamei de “A Grandiosidade da Concepção de Eternidade” que vai até o tópico (A Física de Partículas e a Matéria), nada mais é, que uma transcrição de uma abordagem já existente na obra “Os Três Insights”, aqui pretendo elucidar alguns dos aspectos tratados e pertinentes à eternidade. Vamos ao tópico:

A GRANDIOSIDADE DA CONCEPÇÃO DA ETERNIDADE, ONDE PREVALECE A MAIS ABSOLUTA SIMPLICIDADE, NUM UNIVERSO-DE-UNIVERSOS.
6* No término do primeiro “insight”, me foi dito que existiam muitos universos! Ao pensar ou “inquirir” como seria um universo-de-universos, esta ideia me foi imposta, em forma de imagens, de uma beleza infinita e indescritível. Assim, de pronto, delinearam-se em minha mente estas imagens. Vi um número infinito de esferas luminosas e pulsantes, nas mais diversas dimensões. Parte destas esferas era visivelmente em fase crescente, outras, em fases decrescentes. Tentei sair do universo-de-universos, mas não consegui! Pareceu-me que este universo-de-universos ou TUDO, como ele o chamou, era infinito; em qualquer direção que me dirigisse, só encontrava o infinito pleno de esferas luminosas. As esferas crescentes eram sempre luminosas; as esferas em fase decrescentes também eram luminosas, mas só até atingirem a dimensão aproximada de 1/5 do seu diâmetro maior, ou menos um pouco. Ao alcançarem 1/5 de seu tamanho máximo, elas se apagavam; parecia que repentinamente absorviam toda a luz em seu redor, desaparecendo como esfera luminosa, passando a ser uma esfera escura, emitindo pouquíssima luz. Por isso, todas continuavam visíveis e ainda em fase decrescente, sendo iluminadas pela luz das outras esferas crescentes. Ao decrescerem e alcançarem um tamanho diminuto, quase imperceptível, para logo voltarem a uma nova fase crescente escura; pois, repentinamente, explodiam em luz.
A VISÃO DO “TUDO”
7* Minha visão abarcava uma área muito extensa do “tudo” e era como um pipocar de luzes. Este mundo de universos era tremendamente dinâmico, aí, sim, encontrei um mundo isotrópico e homogêneo. Os universos eram aproximadamente equidistantes e em constante movimento.  Era um mundo de luz, com um som bem audível; este som era o mesmo da radiação de fundo do nosso Universo! Era o mesmo som do Mantra, só que; “inconcebivelmente” mais sonoro. Esta foi a última e a mais majestosa visão que tive no primeiro “insight”. Naquele instante, lembrei-me da afirmativa de Jesus Cristo, “EU SOU A LUZ”. João 8,12 e 12,46. Quantos mistérios nestas palavras! Esta linguagem de imagens foi utilizada por diversas vezes nos “insights”, mas esta foi a mais deslumbrante e elucidativa de todas.  Ao findar esta visão, ainda na madrugada, comecei a escrever, relatando os fatos ocorridos no “insight”, mas, naquele instante, só estava interessado na faceta científica e cosmogônica da visão. O dia estava amanhecendo; foi aí que adentrei ao quarto do meu filho para comentar o curto texto recém-escrito. Ainda possuo este texto original, no qual não relatei estas visões do universo-de-universos. Não só esta, mas dezenas de outras não foram mencionadas. Mesmo agora não relato tudo o que vi; lembro-me que tentei de todas as formas ter uma visão externa do “tudo”, ele era infinito em todas as direções; era impossível ter uma visão externa ou sair do universo-de-universos, embora mesmo que só com a mente! Que grandiosidade! É de arrepiar. Até hoje só consigo concebê-lo internamente, não conseguindo ter uma visão externa do “tudo”, por mais que tente. E o som? Inconcebível! Há pouco tempo ouvi o som do Mantra gravado por um coral de monges; parece-me feito para um filme; lindo, mas é só um pálido reflexo do verdadeiro som dos universos. À noite, é só me concentrar no assunto, escuto, relembrando claramente o som Divino.

8* A tentativa de transcrever o que vivenciei fica por aqui mesmo. É impossível dizer o indizível, relatar o “irrelatável”, no entanto, nosso pensamento é saturado de coisas impensáveis, pois, temos a tendência para pensar o impensável. Tive visões nos “insights” sobre outros assuntos, mas que vão morrer comigo, sendo impossível descrevê-las com palavras. O que sempre me deixou impressionado foi a duração dos “insights”! Cada um de “per se” teve, com a mais absoluta certeza, a duração de nada mais que poucos segundos. Acredito que o “tempo” como nós o concebemos e percebemos é uma ilusão, não representa a realidade do existir universal, mesmo por que, o tempo, (sobre este enfoque), é relativo e não absoluto!  Isto instintivamente o percebemos. Que o diga, os que esperam e os confinados.

9* A visão acima referida de um universo acoplado a outros universos nos dá uma pálida idéia e nos possibilita ter um vislumbre do tão discutido tema “eternidade” esta visão solucionaria o sempre difícil tema da perpetuação da vida existente no universo, a migração da vida de um universo em contração para outro universo em expansão possibilita a perpetuidade desta mesma vida em todos os universos. Naturalmente que estamos nos referindo à vida em sua forma ou essência mais elevada e divinizada, (refiro-me à vida racional senciente). 

UNIVERSOS LIMITADOS POR OUTROS UNIVERSOS
10* A visão e a ideia, de um universo-de-universos, com um tempo não cíclico, nos levará obviamente até a um tempo absoluto e linear, como gerador da única e verdadeira eternidade, eternidade esta, externa ao nosso universo visível, e isto só é factível de existir em função da realidade de uma eternidade oriunda de um universo-de-universos. Como nós postulamos a existência de uma eternidade, e como somos forçados a admitir a inexistência de uma singularidade em nosso universo. Pois, esta singularidade nos levaria a um “não tempo”, sendo que este “não tempo” entraria em conflito com a eternidade do universo interno, portanto adjacente aos universos-de-universos. Esta mesma singularidade, é o que geraria um paradoxo com um lapso de tempo dentro da eternidade do universo-de-universo circundante. Nota (1): (Em astrofísica, o nosso “universo visível” é um universo limitado e proposto pela cosmologia como tendo um raio de 13,81 bilhões de anos luz. Sendo esta a distância do corpo emissor de luz mais distante que o telescópio espacial Hubble da NASA conseguiu analisar a luz! Estando esta galáxia ou corpo emissor no que a astrofísica chama de espaço profundo.  
9* Analisemos as causas e os efeitos ou consequências de uma singularidade em um universo qualquer, uma singularidade pressupõe um limite físico para este universo, o que cria automaticamente um universo circundante, universo material ou não, mas um universo! Que antes não podíamos admitir, pela ausência de um limite físico numa escala negativa, o que não teremos num universo não “singularizante”, isto é, um universo onde não admitimos uma singularidade, portanto, um universo de escala positiva.

A DUALIDADE DA ENERGIA DO COSMOS
12* Para chegarmos à compreensão da dualidade da energia do cosmos ou do “tudo”, constante na matéria como energia positiva e na gravitação como energia negativa, estas duas energias geram todo movimento no universo, donde advém sua correspondência ao tempo linear do nosso universo. O cientista Stephen William Hawking no seu livro “A Theory of Everything”, (Uma Teoria de Tudo) Ed. (New Millennium), 2002, ali, nos diz o Mestre Hawking, que um campo gravitacional possui energia negativa, e que a matéria por sua vez, possui energia positiva, e que a soma algébrica de todas estas energias é zero, o que permitiria a existência de uma singularidade que antecederia o Big-Bang. E este Big-Bang subsequente à singularidade em 380 mil anos provocaria no que chamam de recombinação, o surgimento da matéria, e desta, surgiria todo o movimento existente nesse universo de matéria, movimento resultante da gravidade existente na massa dos corpos desse universo, pode parecer meio complicado! Mas, é a fórmula mais simples para o entendimento, do leigo em cosmologia e física quântica, perceber suas naturais nuances. Assim, como disse acima, a soma dessas energias permite uma singularidade, e também a quarta dimensão como a distorção do espaço-tempo, permitindo o movimento perpétuo no nosso universo. E o mais importante! Importantíssimo! A existência da vida em toda sua plenitude aqui na Terra! Sendo tudo! Fruto do movimento do nosso planeta dentro do espaço-tempo distorcido, que ao ser somado ao ângulo de 23º27’’ de inclinação do seu eixo com relação ao plano da eclíptica, no decorrer do ano solar provoca as estações! Sem as estações não haveria a vida como nós a concebemos e conhecemos. Bonito, deslumbrantemente bonito, infinitamente elegante!

       Vamos a definição do tempo por Pietro Ubaldi:
13* O tempo restrito de Ubaldi corresponderia ao nosso tempo linear, já o tempo estático universal do mesmo Ubaldi corresponderia a eternidade. Nos diz Ubaldi [... - "A eternidade, despedaçada no Tempo, se refaz no uno imóvel, integro, indiviso, e nela a corrida do transformismo, lançada em busca da perfeição, se detém diante da perfeição atingida. Então o Tempo volta a ser imóvel, sem mais transformismo, e se faz eternidade - ...].  (Pietro Ubaldi). O que faz da citação conceitual da eternidade de Pietro Ubaldi, uma verdade a ser considerada.
Nota (2): Esta que segue adiante, é a transcrição de um tópico da obra “Os três insights”. Onde as inquirições são feitas a um “Ser” de natureza cósmica dentro do próprio Cosmos.
O conceito de eternidade não é difícil de ser compreendido, nem o conceito da razão de ser do “tempo” linear. Por sua vez, o conceito do tempo comum em si, com suas idiossincrasias nos oferece imensa dificuldade de entendimento, talvez até mais que o conceito de eternidade. Entenda-se! É pretensamente fácil, saber onde e como se origina o tempo, mas, é dificílimo saber o que é o tempo. A entidade e sua origem, são “coisas” completamente distintas! Mas, ambas estão intimamente relacionadas com o dinamismo do cosmos.

Inicia-se aqui, o nosso estudo da entidade chamada de eternidade. Para facilitar o entendimento do que vou propor! Primeiro vamos dar um passeio sobre um outro tema que chamamos de MQ: Mecânica Quântica.

A FÍSICA DE PARTÍCULAS E A MATÉRIA
14* Embora seja de difícil compreensão o conceito de tempo, já o conceito de eternidade é uma miríade de vezes mais fácil, absorvível e assimilável, que o conceito de tempo. Pois a eternidade seria somente um simples conceito de tempo sem início nem fim. Sendo esta a única condição da prevalência desta entidade ou conceito, é que este tempo seja um “tempo contínuo”. Em função de que; este conceito de eternidade é de fácil compreensão. 

15* A única maneira, para de forma simples visualizarmos como o tempo é formado, é tentarmos compreendê-lo como a resultante do movimento das partículas bariônicas que representam os 4% da forma material do nosso universo. Nenhuma equação da física, nem nossa mente consegue conceituar o tempo num universo imaterial ou virtual e consequentemente estático. O tempo é a medida do afastamento ou da aproximação entre os férmions ou bárions, a que denominamos de matéria, e que são partículas com massa equivalente ou superior a um núcleon, à exceção dos elétrons. Nota (3): É interessante saber que a equação do tempo de Einstein foi resolvida por um mineiro das alterosas como uma simples resolução de um triângulo retângulo, isto pode ser visto no site: (www.deducoeslogicas.com.br). Ou no seu livro “Brincando com o Universo” Nós os seres sencientes só podemos absorver ou notar estes movimentos quando sua massa se nos apresenta como matéria sensível, para uma melhor compreensão desta realidade, teremos que dar um ligeiro passeio pela física de partículas que nos diz que toda a matéria existente no Cosmo, mas toda mesmo! É composta por apenas três tipos de partículas: O quark down, o quark up e o elétron. Temos uma exceção, que é a matéria escura que ainda tem sua composição mantida em segredo pelo universo.  E que seria um dos últimos bastiões dos segredos cósmicos a ser desvendado pela ciência.

O CONHECIMENTO DOS PRINCÍPIOS QUÂNTICOS NECESSÁRIO A UM ENTENDIMENTO DO QUE É O TEMPO
16* Qualquer mente mediana absorve e entende com facilidade os conceitos de “matéria” da física quântica! Revejamos estes conceitos! A matéria compõe-se de 3 partículas. Os núcleos de todos os átomos existentes no universo são formados por dois tipos de partículas, a saber: o quark up, e quark down que formam os prótons e o nêutrons, sendo o núcleo circundado pela 3ª partícula que é o elétron, formando então o átomo. Os prótons e nêutrons nos núcleos dos átomos são mantidos coesos pelo glúons, ou bósons de calibre da força forte. Com algumas exceções, as partículas prótons e nêutrons do núcleo se apresentam aos pares nos núcleos dos átomos.  Prótons e nêutrons têm spin ½ e obedecem ao princípio de exclusão de Pauli, que afirma que dois férmions idênticos não podem ocupar o mesmo estado quântico simultaneamente. Se ocuparem não são dois fermions idênticos, (prótons e nêutrons variam de átomo para átomo dos elementos, e variam somente no seu número atômico) sendo “ambos” formados por dois tipos de quarks, como disse acima, o próton é composto por 1 quark down e 2 quarks up e o nêutron é composto por 2 quarks down  e 1 quark up, observe que estamos tratando aqui da “primeira geração do modelo padrão”  que inclui os elétrons e os neutrinos, sendo o neutrino com massa tão insignificante que o neutrino  de origem cósmica atravessa todo o planeta Terra sem nenhuma interação com a massa desta. O elétron com relação ao neutrino é possuidor de massa bastante significativa, no entanto o elétron tem 1839 vezes menos massa do que um próton, ou seja, a massa do próton é = 0,938 GeV e a massa do elétron é = 0,00051 GeV. Ora! Se você dividir a massa do próton pela massa do elétron verá que o número resultante é 1.839,21 entendeu o babado? É fácil entender!  Como podemos ver, essencialmente, toda a matéria sensível é oriunda da trindade universal (o quark down, o quark up e o elétron), estas partículas formam toda a matéria existente no universo, já a existência da partícula de Deus, conhecida como bóson de Higgs é um babado que no momento não será tratado aqui. Aguarda-se os resultados de experimentos no LHC. Toda matéria do universo está sujeita ao movimento físico, sensível; movimento este, que segundo o nosso modelo de universo, seria o único fator gerador do tempo, portanto, também da eternidade. A “matéria” de que tratamos e nos referimos aqui é a “matéria” sensível, que permeia nosso universo próximo e distante. E o tempo seria o resultado em última instância do movimento dessa matéria, incluindo nossos corpos no nosso sistema planetário, assim, somos também geradores do tempo.

17* No entanto! De que é formada a matéria escura que existe, (comprovadamente), no universo? É um segredo! Até hoje a física ainda não estabeleceu de que ela é formada. Este fato machuca a alma e fere o orgulho dos físicos teóricos, pois, a matéria escura representa 23 (vinte e três) por cento de tudo que existe nesse nosso bendito universo. Sendo que: o que chamam de energia escura representa 73%, e a matéria do universo os restantes 4%.  A ciência só tem conhecimento parcial destes 4% que é o universo material, e nada mais. Portanto, a matéria formada pelos átomos, ou matéria sensível do universo, matéria que conhecemos e de que somos formados representa estes 4%. Incluindo neles, as Galáxias, Protogaláxias, Nebulosas, Estrelas de Nêutrons, Buracos Negros, Matéria Dispersa, Nuvens de Gases que formam as estrelas, e finalmente, tudo que for formado pelos bósons de Riggs. Isto é, tudo que seja um férmion e que forma nosso mundo material! E naturalmente, demais lagartixas contidas em nosso universo próximo e distante! Se nosso conhecimento não abarca todos os 4% compostos pela “matéria” deste imenso e, ainda desconhecido universo, podemos deduzir que muito pouco conhecemos desse imenso universo desconhecido. Temos que reconhecer que já avançamos bastante, mas, ainda somos uns “nenéns” em ciência cosmológica. Este é o meu entendimento.

O ENTENDIMENTO COMUM DA ETERNIDADE
18* O entendimento comum ou vulgar da eternidade é, o de um fenômeno, (como disse), sem princípio nem fim. O que seria uma incoerência! Seria considerarmos a eternidade como oriunda do movimento da matéria originária de um universo como o nosso, sobre tudo cíclico e inda mais com uma singularidade onde a matéria e o tempo desaparecem no período anterior à formação desta mesma matéria! Criando um período atemporal, o que inviabilizaria a eternidade, naturalmente que na singularidade, desaparece o movimento, o que faz desaparecer o tempo, que por sua vez faz desaparecer a eternidade pela presença deste lapso de tempo, que interrompe a continuidade da eternidade. Vixe que bagunça! No entanto, se considerarmos como possível e factível de existir um universo-de-universos, composto por um número infinito de universos adjacentes, uns aos outros. O problema da quebra do tempo numa singularidade não interrompe ou torna descontínua uma eternidade, desde quando ela seja relativa a este universo-de-universos, consequentemente, uma singularidade em um destes universos não quebraria a continuidade nem do tempo, nem de uma eternidade existente neste modelo de universo-de-universos. (Há ainda, a teoria moveriana de que nosso universo teria a forma de um campo eletromagnético de Maxwell). Onde estaria ausente uma singularidade e um Big-Bang. Como disse! Mesmo admitindo as singularidades como fases cíclicas e atemporais nestes universos, a consequente alternância das singularidades nestes universos eternizaria o tempo viabilizando a existência de uma eternidade. Esta é uma visão heurística, onde, logicamente possibilitaria a existência desta bendita eternidade. É bom lembrar que existem modelos de universos não cíclicos onde a eternidade é a sua consequência mais lógica. A descoberta no ano de 1932 do século passado do estado de expansão do nosso universo levou os astrofísicos ao conceito de uma singularidade, pelo simples ato de se retroagir ao princípio desta expansão, onde todo o universo encontrar-se-ia concentrado num ponto menor que o núcleo de um átomo, concentração a que chamaram de singularidade. O problema filosófico do conceito de “eternidade”, advém da “primacitura” deste conceito, admitindo-se a eternidade como um ente eterno, como seu nome já o diz! Nada a precede! E neste caso, como ficaria a “primacitura” e a verdade do conceito de um Criador? Incriado! Impessoal! Incognoscível! Eterno! Criando a eternidade! Se o conceito de uma eternidade, a pressupõe e a considera eterna e anterior a tudo existente! Ora! As formulações e explicações teológicas, e mesmo teleológicas sobre o tema nos confunde o entendimento! Se a eternidade foi criada pelo criador! Óbvio! Que ela teve um início, portanto, logicamente e conceitualmente, não seria uma eternidade. Este é um imbróglio religioso/filosófico, aparentemente, sem solução no momento.

                 UM UNIVERSO COM A FORMA DO CAMPO DE MAXWELL
19* Cálculos matemáticos posteriores, da energia e da matéria do universo com sinais inversos, confirmam a possibilidade da existência de uma singularidade, anterior ao Big-Bang, porém a meu ver o problema é que o confinamento de todo o universo num ponto infinitesimal leva-nos à uma atemporalidade, pela inexistência da matéria impossibilitando qualquer movimento, cessando o tempo e, como consequência, inviabilizando a eternidade. Viu que rolo os cientistas nos arrumaram? Nunca consegui engolir a singularidade como um evento “uma coisa” factível, real e possível de ter acontecido, sempre preferi um universo com a forma de um imenso campo eletromagnético de Maxwell. Este universo não seria cíclico, mas sim, contínuo onde a eternidade seria o fator mais lógico, pelo menos, com a seta do tempo somente no sentido do futuro na direção do fluxo principal do campo, não existindo uma seta na direção do passado, que passaria a ser somente uma conjectura, e nada mais. Portanto, um início seria inexistente Aí sim, haveria uma eternidade. A maior beleza deste modelo de universo é o fato dele não ser homogêneo nem isotrópico e de possuir uma fase de expansão no polo negativo e outra de contração no polo positivo, e sobre tudo, este universo maxwelliano/moveriano não teria singularidades nem Big-Bangs, isto é: Ele não seria cíclico. A lógica racional mais simples, (lógica, dentro da mecânica do nosso universo), nos diz que só é possível uma eternidade fundamentada num tempo infinito num único sentido da seta do tempo, no sentido do passado nada existiria, esta ausência do tempo no passado não foi referida por Ubaldi, Entenderam o conceito? O tempo só existiria no “presente” no hoje, nossa matemática nos diz isso, os paradoxos são inúmeros! Só existiria o tempo decorrendo no “agora”, com a seta no sentido do futuro, ficando definitivamente estabelecido que uma singularidade eliminaria por completo em “nosso universo” a possibilidade da existência de uma eternidade. Nota (4): A redundância é proposital, adotei-a prevendo que nem todos os leitores possuiriam conhecimentos profundos nestes assuntos e por vezes, nem mesmo conhecimentos superficiais. Em função do que: Costumo repetir os pontos de vista, ou as proposições mais complexas. Portanto, pode-se deduzir destas duas proposições das duas eternidades, uma com uma só seta do tempo, e outra com duas setas, que: somente a Eternidade com uma seta seria factível no universo maxwelliano/moveriano. E por sua vez a eternidade com duas setas nem no nosso universo seria factível, devido à atemporalidade existente na singularidade que antecedeu o Big-Bang de Edwin Powell Hubble, e conforme nos propõe a astrofísica. Esta expansão do universo descoberta por Hubble ainda vai dar um nó na cosmologia. Vai ser igual ao caso do “modelo padrão”. Os físicos quânticos estão engasgados com as inconsistências do “modelo padrão” há décadas. Nem o acelerador do CERN conseguiu desatá-lo, muito menos cortá-lo com a espada de algum novo Alexandre, não o da Macedônia, mas, da Mecânica Quântica. Como disse: A minúcia e a redundância de alguns aparentes paradoxos nos conceitos científicos do tempo, são motivados pelo fato de que alguns poucos leitores não possuírem um domínio aprofundado na área da cosmologia e da FQ. Num ensaio à parte, descrevi a teoria do universo maxwelliano/moveriano, com a forma do campo de Maxwell.

A ENERGIA DO UNIVERSO É IGUAL A ZERO
20* A astrofísica aceitando o modelo de universo com uma singularidade num ponto menor que o núcleo de um átomo, cria um universo de energia nula. Conforme a física, a soma de toda energia do universo tem valor nulo, igual à zero (0). Esta mesma astrofísica considera que toda a matéria do universo tenha energia de valor positivo e de que toda gravitação do universo contenha energia de valor negativo, daí! A atração gravitacional. Obviamente a soma algébrica destes dois valores resulta em uma energia total do universo com valor (0) zero, o que possibilitaria a existência de uma singularidade neste nosso tão controverso universo.
(Eis aqui o “fator de risco” de um universo singularizante), a meu ver, o que também impossibilitaria a existência de um tempo contínuo inviabilizando a eternidade, o que viria também inviabilizar a existência da Divindade neste nosso universo. Sendo o fundamento maior de uma DIVINDADE a sua eternidade.

SEM A ETERNIDADE NAÕ É FACTÍVEL A DIVINDADE
21* Assim, ao ser eliminada a eternidade em nosso universo também será eliminado o conceito de Deus, pois, sendo Deus, incriado, impessoal, inominável, incognoscível e sobre tudo eterno, ele inescapavelmente será anterior a eternidade e, portanto seria o criador da eternidade. Não vejo condições metafísico-filosóficas-teleológicas de nosso universo daqui e d’agora, sendo “cíclico e atemporal”, poder abrigar a eternidade e muito menos um Ser eterno.  Sendo esta a razão maior da minha resistência, e a lógica maior da minha não aceitação da teoria da singularidade.  Deve existir a eternidade em outro tipo de universo. Num universo-de-universos! Ela é mais que factível neste tipo de universo, onde um número infinito de universos morrem ao mesmo tempo em que outro número infinito de universos nascem, dando oportunidade a que as vidas inteligentes que são partículas da Divindade, ou talvez a própria Divindade, transmigrem para outros universos. Ora! Considerando a vida inteligente uma partícula da inteligência Cósmica, natural que seja eterna também. Só num tipo de universo-de-universos haveria condições de existir a “eternização” da vida inteligente, vida inteligente esta, com poder de análise do universo e da própria eternidade. E que consequentemente, tentaria analisar a si própria, e obviamente, pelo menos tentaria analisar a Divindade.

22* O atributo principal da eternidade é prescindir de um início e de um fim. A dinâmica de um universo cíclico-pulsante como o nosso, (segundo a teoria do Big-Bang e da sua consequente singularidade), inviabiliza a eternidade e ao mesmo tempo inviabiliza a Divindade conforme os raciocínios elaborados e expostos acima.

O TEMPO TRÌPLICE DOS ANTIGOS OU DOS MÍSTICOS
 23* Neste ensaio da eternidade não abordo o conceito do tempo tríplice por considerá-lo impróprio. O conceito do tempo tríplice compreendendo o tempo profano, o eviterno, onde completando a trindade também existe um tempo eterno, isto é muito surreal e aberrante e sobre tudo inconsistente, consideramos estes conceitos como desculpas e fantasias da antiga astrologia (do tempo das trevas), na Idade Média. Com o pouco desenvolvimento da física e do pouco conhecimento do universo na época, quando não se conhecia um tema em profundidade inventava-se, fantasiava-se. Lendo-se a defesa destes fundamentos conceituais do tempo tríplice feita por um ardoroso defensor destas estultícias, nota-se que o escriba acredita nas incongruências que defende. E o mais inacreditável, é isto ser defendido em pleno século XXI. Isto comprova que tudo se pode esperar da subespécie “homo sapiens sapiens”. Creiam-me! Já ouvi falar de uma sociedade existente nas terras do Rei Arthur onde seu postulado maior é defender ardorosamente que o nosso planeta é plano, ou seja, quadrado, isto mesmo que a Terra tem a forma de um dado, um cubo, um hexaedro, isto é próprio dos humanos... Eles, com certeza não são trouxas, mas, com certeza estão tomando alguns dinheiros de alguns trouxas.

A LÓGICA DE UM UNIVERSO-DE-UNIVERSOS
24* A lógica nos leva a suspeitar e a acreditar que a eternidade seja imanente a um tempo perpétuo, (tempo que não sofre o efeito de uma singularidade), e de que seja inerente aos abismos do universo-de-universos em sua infinita dimensão e de que seja não analisável e não mensurável. Só é possível uma eternidade num universo infinito, e que um universo em expansão como o nosso não pode ser infinito, havendo sempre um universo externo limitando esta mesma expansão, este raciocínio expõe a mais pura lógica racional de uma análise do cosmos. Teremos que entender e admitir a lógica apresentada pela ciência, na qual propõe o fato de que a radiação de fundo do nosso universo ser o limite do nosso universo em expansão. Mas, considerando-o cíclico, quando em sua fase de contração ao alcançar a singularidade o tempo deixa de existir por falta absoluta de movimento, em decorrência da ausência absoluta de matéria para entrar em movimento, onde o tempo e a eternidade se fazem ausentes. Pois um universo quando em singularidade levaria a desaparecer a radiação de fundo de Penzias, eliminando o nosso limite externo, o que naturalmente integraria nosso universo ao universo externo, e a eternidade, ou seja, ao universo-de-universos. Um problema surgiu muito recentemente na cosmologia! Resultado das medições da distância maior do campo profundo 13,81 Bilhões de anos luz. E da nova distância da radiação de fundo, 46 bilhões de anos luz.


A SINGULARIDADE
25* Tendo-se que admitir a singularidade como a presença de todo o nosso universo em forma de energia, havendo esta energia de ser estática no limiar ou na transição da contração para a expansão, eliminando destarte o tempo e por sua vez também a eternidade dentro da singularidade. Como resultante; eliminaria o limite do nosso universo como dito acima, reintegrado-o instantaneamente ao tempo e a eternidade do universo-de-universos.

O ENFOQUE RELIGIOSO DA ETERNIDADE
 26* Vejamos uma rápida análise da abordagem que as religiões fazem da eternidade! Será que estas crenças religiosas sobre a eternidade possuem consistência? Vejamos! Toda religião que se preza tem seu Deus, e todo Deus só será um Deus poderoso se for eterno, assim, podemos deduzir que todas as religiões, do passado mais passado e as do presente mais presente, acreditam ou apregoam a existência da eternidade. Partindo deste pré-suposto podemos afirmar que a eternidade é inerente a todas as religiões. Sendo de difícil, ou de impossível comprovação a negação da eternidade, como uma crença religiosa, ela simplesmente é aceita por todas as religiões sem maiores questionamentos como um realidade lógica e casual, qualquer questionamento é recebido como um questionamento da própria existência de Deus, mesmo porque a ninguém interessa um Deus passageiro, sem forças e sem poderes, mesmo nos primórdios das primeiras religiões em que os Deuses eram representados pelos fenômenos naturais, estes fenômenos transcendiam  aos poderes e a curta existência dos humanos, assim eram tomados como Deuses fenomênicos eternos, caracterizando estas crenças primitivas como dependentes do conceito de eternidade. É desnecessário dizer que pelos mesmos motivos acima, que todas as religiões modernas, por necessidade ontológica dependem da eternidade, apregoando a eternidade como algo real e inquestionável.
A abordagem que os teólogos das religiões modernas fazem da eternidade não possui, por si mesma embasamento científico, desprezando a mais simples lógica racional humana, tratando-se do mais puro blá-blá-blá, em função do que, me sinto desobrigado de estender estes comentários. Mesmo porque! Sem a eternidade as religiões teriam existência efêmera, e tal coisa não se dá!

CONCLUSÂO

27* Vimos neste singelo estudo da eternidade que a mesma é imanente a um tempo absoluto e contínuo, e de que o tempo tem origem no movimento das partículas bariônicas formadoras de toda a matéria do universo. Refiro-me ao nosso universo onde os astrofísicos admitem uma singularidade em que a eternidade não tem valor probatório e existencial. Pois uma eternidade pressupõe um tempo contínuo e linear, e sobre tudo absoluto, o que não se dá em nosso universo devido a fase atemporal da singularidade. Fiz aqui uma singela exposição dos conceitos quânticos que levam a formação da matéria, que permite o movimento, que por sua vez, gera o tempo, que gera a Eternidade. Nos estudos dos enfoques teológicos da Eternidade descartei a possibilidade de análise por motivos que não vem ao caso. Ficando finalmente estabelecido que a eternidade não é passível de existir em nosso proposto universo “singularizante”, e que somente é factível de existir se o nosso universo fizer parte de um universo-de-universos. Ou no segundo caso se o universo possuir a dinâmica e a forma de um campo eletromagnético de James Clerk Maxwell


                Observação:
28* Quando por ventura nos meus ensaios derem de cara com proposições metafísicas/filosóficas/cientificas opostas ou que se contradigam! Releiam o preâmbulo de "Os Três Insights".
Nota (5): Sinto premente necessidade de postar neste blog o preâmbulo de “Os Três Insights”, para consulta dos meus leitores, pois, a minha obra se compõe de uma infinidade de estudos onde alguns por sua própria natureza se contradizem. Embora estas contradições não representem nem meus princípios nem minhas crenças... O preâmbulo em apreço trata disso... Tanto é que vou postá-lo antes deste ensaio.

29* Qualquer dúvida sobre a questão e a defesa do tempo absoluto, por favor; consultem o site abaixo e reaprendam a física no “Centro de Deduções Lógicas” com o Dr. Geraldo Antunes Cacique e com o físico teórico Dr. Cláudio N. Cruz. www.deducoeslogicas.com.br

30* A fala de Gilberto. “Pensamento nº 285” da eternidade.
[... - A eternidade é a rocha, é o veio d’água; é a tormenta, é a nuvem que deságua. É o mundo medonho dos oceanos; dos continentes; dos vulcões; das montanhas; das madrugadas! Das galáxias doiradas, nubladas, geladas! Das estrelas fascinantes, faiscantes, cintilantes! Dos ventos uivantes! Tudo, numa viagem eternamente doida!!! - ...]
Porta Aberta ao Juízo, Editora Helvécia – 2003
Gilberto Quadros de Andrade.

31* A fala de Nietzsche. O “Sétimo Selo” do amor à eternidade.
[... - Se alguma vez descobri céus serenos sobre mim voando com as minhas próprias asas no meu próprio céu; se nadei, brincando, em profundos lagos luminosos; se a sabedoria alada da minha liberdade veio dizer-me:       Olha! Nem para cima, nem para baixo! Cante! Não fale mais! Não são as palavras criadas para os que são lentos? Não mentem todas as palavras ao que é leve? Cante! Não fale mais!
Como não hei de estar sôfrego pela eternidade, ansioso pelo nupcial anel dos anéis, pelo anel do sucesso e do retorno?
Jamais encontrei mulher de quem quisesse ter filhos senão esta mulher a quem amo: porque a amo, eternidade!
Porque a amo, eternidade! - ...]
Assim Falava Zaratustra, Hemus Livraria Editora Ltda. 1976
Friederich Wilhelm Nietzsche.

32* Espero que tenha sido compreendido nesta colcha de retalhos do mesmo pano. É no que torna-se inescapavelmente uma abordagem sobre um tema tão “complexo e tão simples”, o quanto a eternidade o seja. Embora seja um tema sobretudo, polêmico. Este ensaio foi atualizado em maio de 2010. E novamente em junho de 2017. Na realidade, tudo que escrevi até hoje, estará sempre! Por hábito ou costume!  Sujeito a uma ou muitas atualizações e revisões, deve ser mania... Mas, temos uma outra opção! Talvez seja amor ao que escrevo e um motivo para reler, atualizar e revisar! Talvez seja! Quem vai saber! Tenho como motivo maior dessas sucessivas atualizações: A velocidade com que o conhecimento humano se altera, é impressionante! Você escreve hoje!  (A massa calculada para o universo é X), amanhã cedo aparece na mídia: (O novo telescópio inteligente recém lançado, determinou novo valor para a massa do universo, que passa a ser Y), Não há como acompanhar a velocidade com que o desenvolvimento do conhecimento humano se processa. Não há!

Edimilson Santos Silva Movér
Vitória da Conquista, 03 de julho de 2006
Última revisão: 29/08/2018
moversol@yahoo.com.br

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