terça-feira, 31 de julho de 2018

QUEM SOU? - POESIA


QUEM SOU?

O Ser mergulha no mais profundo do seu eu e pergunta! Quem sou?
Ao começar a entender a simplicidade contida na complexidade da existência,  ele encontra dentro de si, algumas sutis respostas!

Nunca perguntaste a ti mesmo! Quem sois?
Se com o teu “eu” tu não te importas!
Arriscas a nunca ser nada e,
Nunca a ti mesmo encontrar!
Indo viver qual vegetal!
Se a ti não conhecer
Viverás como um animal,
Sem nunca a vida entender!
Ou como a espuma do mar
Que existe sem se conservar!
Eu pergunto e não me esmoreço,
E de mais coisas vou indagar
Pelo que sou eu tenho apreço!
Assim!
Eis o que creio que sou!
Sou a centelha divina,
Sou minúscula parte da vida,
Sou uma usina pequenina,
Sou a fímbria do infinito,
Sou a orla do absurdo,
Sou ao nascer! O grito,
Sou o “Ser” mais complexo que há!
Sou o nada absoluto,
Sou as helicoides do meu DNA
Sou oriundo dos cromossomos,
Sou a soma de dois seres,
Sou o universo a caminhar,
Sou muitos trilhões de átomos,
Sou um “Ser” finito e infinito,
Sou um “Ser” uno, duo e trino a um só tempo,
Sou um “Ser” a viver contrito,
Sou o monge do convento,
Sou feito da água do rio!
Sou feito do que contém o granito,
Sou o tudo e sou o nada!
Sou filho do Deus da vida,
Sou feito do pó do chão!
Sou feito disso e não me esqueço não!
Sou este mundão sem fim,
Sou a árvore na floresta.
Sou o grilo lá no jardim,
Sou o escorpião lá no canto,
Sou o pasto na campina,
Sou o pirilampo no campo,
Sou mais uma criação divina,
Sou um poeta de improviso,
Sou invisível, pois sou a ilusão,
Sou quem nunca perde o siso,
Sou filho do fogo!
Sou de Deus a benção!
Sou filho de Gaia
Sou feito de sua energia!
Sou o real e sou o maya
Sou filho do gelo,
Sou a pura harmonia,
Sou filho do trovão,
Sou a pura rebeldia,
Sou as asas lá nos céus,
Sou as pernas aqui na terra
Sou as guelras no oceano,
Sou o que Deus criou de mais belo
Sou filho do homem! Amém,
Sou a vida que tudo encerra,
Nasci no ano da guerra,
Sou filho de Onedino Santos Melo,
E de Odília Maria da Silva,
Sendo deles descendente,
Trago comigo a inteligência
Com que Deus os dotou,
Vivo e obedeço às leis,
Que a divindade criou,
Devido a rotação da terra,
Passo meus dias na luz,
E as noites na escuridão,
E por ser filho da energia
Quem me mantém vivo é a eletricidade!
Que faz bater meu coração,
No final de tudo isso!
Simplesmente eu nada seria...
Principalmente sem Deus
Ou mesmo sem a razão!
Acredito num Deus Cósmico
Sendo único, e impessoal,
Sem o qual nada existiria!
Meu Deus é transcendental,
Sem Ele! Eu aqui não estaria
Mas eu aqui estou!
Por isso pergunto e digo! Quem sou...

Vitória da Conquista - Ba. 2007
Edimilson Santos Silva Movér


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