terça-feira, 24 de julho de 2018

REMATE Obra 21 - POSFÁCIO


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Remate da obra 21

1* Com toda certeza, esta não é uma negação do que escrevi, no entanto o que estivestes lendo nem sempre representará a essência do que sou ou do que penso. Estes vinte e um artigos, os fiz como um exercício de memória e de aprendizado, sendo uma simples e banal abordagem de temas factuais e atuais que muito têm preocupado grande parcela da humanidade. Isto não quer dizer que eu não comungue com o que escrevo. O que escrevi são abordagens temporais das vicissitudes que atemorizam, nos dias de hoje, o homem comum e o homem incomum, este último, atualmente, “avis rara”. Na realidade creio na eternidade relativa do Universo e da vida e obviamente da nossa existência como seres sencientes. Mas, o que qualquer “Ser” crê tem pouca relevância “perante o existir”! Nossas crenças não mudam o mundo, o que muda o mundo são nossos atos, nossos feitos. Em função de que: É de que, creio numa inteligência suprema que criou a vida e todo o Cosmos, não creio num Deus voltado somente para esta humanidade, não creio num Deus de vingança de maldade, e guerreiro! Um Deus que, com barba e bigode, majestosamente sentado num trono de ouro, indigita temerariamente: este para o purgatório, aquele para o inferno, aqueloutro para o céu. Este não é o meu Deus. Creio no DEUS que criou o Universo e o povoou com a vida, e tornou parte dela inteligente, que a criou para evoluir. Julgo que a vida inteligente, por ser parte integrante deste mesmo Universo, quando alcançar bastante evolução, estará apta a entender as leis que regem o Cosmos, assim aceitará e entenderá a natureza real do lugar em que vive, ou seja, do ponto de vista de que, e para que, foi criada, e este ponto de vista é de difícil compreensão atualmente, pois representa, em última instância, o pensamento do “Criador”, aí o “Ser” senciente estará entendendo que ele está sujeito às catástrofes naturais do meio em que vive, a exemplo das intempéries advindas do meio ambiente alterado que o envolve ou mesmo advindas do espaço exterior!
2* A humanidade está no planeta desde tempos imemoriais, mas há um tempo finito! Consideremo-lo há três milhões e meio de anos, há um milhão de anos, há quinhentos mil anos, há cem mil anos e há dez mil anos como seres sem evolução tecnológica ou espiritual (não importa), mas que nestes últimos dez mil anos tem alcançado certa evolução tecnológica e espiritual. A evolução tecnológica de que é possuidor nos dias atuais, com certeza, foi adquirida pelo seu próprio esforço, segundo e de acordo com as leis evolutivas do próprio Universo, leis estas criadas pelo próprio Criador do Universo, a este Criador eu chamo respeitosamente de DEUS, que, em sua suprema sabedoria, fez a vida inteligente autônoma, que não necessita de nenhuma intervenção divina para progredir e evoluir espiritual, moral ou tecnologicamente. E assim tem sido através dos séculos, as intervenções divinas são fábulas e nada mais. Embora, como disse acima, crer não é relevante, e, sim, fazer! Porém, temos a obrigação de não nos esquecer de que somos o que cremos que somos e nada mais. Pode parecer uma contra posição, um paradoxo, mas não é! O problema é que “fazer” é mais importante para o nosso evoluir do que o “crer”! Tendo-se que observar ainda, que somos centelhas da “Divindade” e assim somos parte da energia criadora, e portanto, parte do próprio universo, em função de que, ao nos reunirmos em certo número, ali estará presente a força da “Divindade”, e esta força ou energia divina poderá operar o que chamamos de milagre! Ou simplesmente de efeito sem causa aparente. Creio no amor, na bondade, na retidão, na comiseração, e, sobretudo, creio que a humanidade não está aqui somente por estar, não creio no “acaso” como fator preponderante para a criação do Cosmos e da vida. Creio que sou pura energia e que esta energia não será destruída com o meu passar, pois creio na eternidade da vida. O fundamento desta minha crença está estribado no fato de que a energia é indestrutível! Há de se observar que, no período que a geologia chama de pré-cambriano, período que antecede os quatro bilhões de anos, não existia vida no planeta, talvez nem continentes, nem mares, no entanto a vida aqui está em toda sua pujança! Ainda que uma catástrofe venha a banir completamente a vida na face do planeta, ela retornará com toda sua força, portanto a vida é eterna e indestrutível, pois é tão somente pura energia e, repetindo! Como nos diz a ciência, a energia é indestrutível. Sendo eu, energia, logicamente eu sou eterno como “Ser” espiritual. Na realidade, se atentarmos bem, todos os átomos dos nossos corpos materiais, com o nosso passar, continuarão aqui no planeta, nem um só será destruído, então mesmo materialmente somos eternos. A minha preocupação com o planeta está voltada para a inconsequência do ato vil que se pratica contra o meio ambiente, matando a fauna a flora e a nós também, em troca de alguns “dinheiros”. Creio na indestrutibilidade da vida, mas prevejo também o sofrimento que advirá pelo mau uso que fazemos dos recursos naturais do nosso sofrido planeta Azul. Parece-me que estão todos loucos e não veem que não temos outro planeta para ir...
3* Este meu poema traduz a minha inquietação e preocupação com o que fazemos com a Terra, nossa única morada! Nosso querido, único e lindíssimo planeta azul a que chamamos de GAIA.


INCONSCIÊNCIA
                         A humanidade com certeza, vive como se
         não possuísse consciência ou até mesmo memória.

Saia do sono letárgico, Ser insensível...
Desperte pra vida não fique invisível...
No recôndito de vós um grito horrível...
A estremecer vosso íntimo corruptível...
Deixe de ser ilusão! Volte a ser visível...

Alerte aos puros que nada percebem!
Os ricos mais ricos e o pobre a sonhar,
Aos simples do mundo nada concedem,
Eis como é o mundo! E o mundo a girar!

Aos doutos fazedores da história,
Nego-lhes a mais comezinha desculpa,
A maldade, o egoísmo e a ação vexatória,
Condenam o homem, por sua própria culpa.

Perderam o senso tão útil e necessário
Para discernir o certo do que é errado,
O preço a pagar é um terrível fadário,
O anjo da morte já está raivoso e irado.

Fulminar o mundo com insensatez cruel,
O ímpio por si próprio a si mesmo corrói,
Vós inda beberás desta mesma taça de fel,
A natureza em resposta a todos destrói.

Em todas as paragens medra fácil a ganância,
Mísero e louco, cego e tolo, não se engane!
Impossível viver sozinho nesta abundância,
E o resto da humanidade a morrer de fome.

Um inútil aviso dou à consciência do mundo...
Perderam o bom senso e também a pureza,
Trabalho de séculos se esvai num segundo,
Se não mais respeitarem as leis da natureza.

Consciências mutiladas doentias e inusuais,
Com senso falso e razões incompreensíveis,
Poluem todo o planeta, é certo? Ponderais!
Outorgam a si, velhas razões incognoscíveis.

Usando matéria em forma de energia
Matam a natureza com ares naturais,
É comum o homem agir com covardia,
Poluindo mares, terras e zonas siderais.

Como um inconcebível ato de genocídio,
Maneira mais mesquinha de se suicidar!
Matar a fonte do sustento de cada dia,
Não vês que praticas um mero suicídio?
Matando a si e aos outros! Que ironia!

Néscios ambientalistas, quiçá o costume!
Ir proteger-se da fera apagando o lume,
Que adianta proteger a natureza assim!
Sem diminuir a vil pressão demográfica,
Que ocasiona tudo que é de mal e de ruim.

Cegos lendo mais uma carta enigmática,
Mancos e rotos pensadores de improviso,
Sem acertar e sem resolver a problemática,
De tantas asneiras feitas já perderam o siso.

A pressão demográfica destrói o mundo
Disto todos sabem, é a grande realidade,
Arriscamos a perder tudo num segundo
A salvação? Só o controle da natalidade!

Nulidade de raciocínio, tudo um falso riso,
Se não cuidarmos disso eis a fatalidade!
Prevalecerá então, o raciocínio impreciso
Então! O nosso destino será a bestialidade!

O homem vai desaparecer deste planeta
Ronda sobre nós, absconso anjo da morte,
Assina e sela nosso destino a sua caneta,
Sendo a extinção da vida a nossa sorte.

Cruel destino vos aguarda, oh! Humanidade,
Perdemos a consciência via egoísmo e usura,
Não teremos o que explicar para a posteridade,
Cadê o bom senso, a lógica e a autocensura?

A quatro milhões de anos atrás ficou de pé,
Oitocentos mil anos e aprendeu a pegar
Com uma simples oposição do polegar,
Milhares de anos para enxergar a “aretê”

Duzentos e trinta mil veio o entendimento,
Trinta mil anos atrás ele aprendeu a pintar.
Reconheceu a si próprio! Que momento!
As cavernas na Europa a testemunhar

Viu Deus na natureza, dez mil anos atrás.
Com os gregos aplainou o pensamento.
Organizou-se em sociedade, que beleza
Os árabes no deserto aprenderam a somar.

Sete ou seis mil, ele inventou a escrita.
Os povos hebreus inventaram a religião,
Cristo veio ao mundo de forma já prevista,
A igreja que ele deixou fez a vil inquisição!
Vergonha das vergonhas, trupe maldita!

Toda a história do ocidente é aberrante,
Alexandre, Hister, Stalin e Napoleão!
A dos povos do oriente é horripilante!
Mao Tse Tung, Pol Pot, Ho Chi Min e o “Cão”
Até alguns loucos se tornaram heróis,
Átila, o Rei dos Hunos, e um Genghis Kham,
Eis o lado bárbaro dos povos mongóis!
Ninguém pode assim alegar inocência,
Todos são assassinos com o mesmo afã,
O mundo inteiro abstraiu a consciência,
Pois toda a humanidade é do mesmo clã...


Vitória da Conquista, Bahia
26 de outubro de 2006
Edimilson Santos Silva Movér


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