sábado, 28 de julho de 2018

RÉQUIEM PARA O AMOR SEPULTO - POESIA


RÉQUIEM PARA O AMOR SEPULTO                         016

Inúteis são os prantos por amores já sepultos...
REQUIESCAT IN PACE

Prantos inúteis nas vãs e tristes despedidas
Dos perdidos amores que já não voltam mais.
Caminhos já percorridos, fechadas as saídas
Todos os corações vazios de amor, certezas tais!
Deixem-me morrer na dor e na tristeza... Viver jamais!

Prantos inúteis, amargor e dores desmedidas
Todas envoltas nas brumas dos tempos invernais,
Amores sufocantes de primaveras já esquecidas
Emoções mortas, oh! Dores amargas e desiguais!
Deixem-me morrer na dor e na tristeza... Viver jamais!

Prantos inúteis! Dores ferais tristes e sentidas
Lembrar em vão! Os sonhos que não voltam mais,
Sonhos sombrios e loucos. Paixões empedernidas
Tristeza infinita de sofrer por coisas tão banais!
Deixem-me morrer na dor e na tristeza... Viver jamais!

Prantos inúteis! Sentir paixões enlouquecidas
É querer todos os princípios sem os seus finais,
Querer no mundo mudar coisas já estabelecidas
Amores perdidos, não grites, não me enlouqueçais!
Deixem-me morrer na dor e na tristeza... Viver jamais!

Prantos inúteis, sofrer pelas paixões perdidas
Só a dor a nos pungir nos percursos infernais,
O desamor cobre a alma com suas chagas doloridas
Desatinadas dores, ferem-me com tormentos bestiais!
Deixem-me morrer na dor e na tristeza... Viver jamais!

Prantos inúteis! Por obscuras esperanças decaídas
Ser ou não Ser? Sem amor e com desamores tão brutais,
Não estanquem o sangue das minhas chagas e minhas feridas
O último canto do amor nos fere a alma com versos mortais,
Deixem-me morrer na dor e na tristeza... Viver jamais!



Numa madrugada de imensa solidão, e tristeza infinita.
Vitória da Conquista,Ba. - 13 de novembro de 2006
Edimilson Santos Silva Movér

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