segunda-feira, 30 de julho de 2018

TEMPORA LABUNTUR - PROSA POÉTICA



TEMPORA LABUNTUR

A  RESSONÂNCIA SCHUMANN
                                                                                     
Que fazes conosco oh! Tempo cruel!
Quando me sobrava tempo, tu me esquecias!
Agora que me falta tempo, não me pareces fiel,
Agora já te sinto como o passar do vento,
Por mais que de ti me lembrasse!
As minhas cãs, mais tu embranquecias!
Que há de tão misterioso com o passar do tempo?
Será por pura culpa da ressonância Schumann?
Falta-nos alegria e humor, não há mais alento,
A visão nos turva! Onde está a fragrância?
Meus ouvidos cegos. Cadê o sabor! Meus olhar insosso,
Cruel falta da mocidade! E falta com abundância!
Minhas narinas mudas, meu olfato já não sente o gosto.
Aceleraram os ciclos da velha ressonância,
Meu tato insensível já não vê, do velho tempo, o rosto,
Ó tempo! Por que não paras! Por mais que eu reze!
Sinto-me, como um cachorro cansado que abandona o osso,
Amada Gaia! Dos homens insensatos,
Modificando o meio ambiente, alteraram-te o hertz,
Mediram-te com acurácia extrema e infinita,
Só pulsavas em sete, vírgula, oitenta e três,
Oh! Ressonância Schumann! Volte a ser bendita,
Pobre Gaia! Pulsas rápido! Já alcançando os treze,
Conforme a novíssima Ressonância Mórfica
As leis da física não são eternas, elas evoluem!
Quando alteramos o mundo, suas leis mudamos!
A bestialidade humana todos os rincões poluem,
Destruindo céus e mares, e a terra onde moramos,
Quando eu morrer! Enterrem-me na lua!
Vou me encontrar com o poeta das pombas,
Escrevendo os versos de um novo plenilúnio,
Lá não há ressonância Schumann!
Nem tão pouco há bombas...
Dou-me por vencido! Vou-me embora para outros universos,
Serei um poeta novo, então serei menino, farei um novilúnio.
Lá o Raimundo Correia me ensinará novos versos,
Farei versos parnasianos com fina métrica e rima,
Lá nunca me entristecerei, pois aqui só há maldades,
Verei a terra lá embaixo e vocês me verão lá em cima,
Depositem na minha lápide lunar! Uma flor de lotus,
Mandem pra mim, uma coroa de lunárias flores,
Mas nasci neste mundo! E lá vou "remorrer" de saudades...
Olhando pra Terra, recordando de meus antigos amores,
Lá a saudade será tanta! Que matará até os mortos,
O tempo trabalha...


Até onde pude pesquisar e entender!
 A ressonância Schumann como nos é apresentada,
é invencionice de algum esperto, mas, ela existe e é real,
 com a ressonância Schumann, faz-se atualmente
 a leitura  do aquecimento global, com altíssima precisão.

Vitória da Conquista, 09 de agosto de 2008

Edimilson Santos Silva Movér

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