segunda-feira, 30 de julho de 2018

UM FUTURO PRESUMÍVEL PARA A HUMANIDADE - ENSAIO



DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR
Da subsérie: Estudos escatológicos.

UM FUTURO PRESUMÍVEL PARA A HUMANIDADE

(CALCULADO PELO ARGUMENTO COPERNICANO de 95%)
(Um máximo de: (7 milhões e 800 mil anos)
(Um mínimo de: (5 mil e 100 anos)


1* Pequeno estudo mecanicista das notáveis relações entre as leis que regem a existência do meio físico do universo e as leis que regem a existência do imenso organismo a que chamamos de “vida”, cujo vestígio mais antigo data de 3,4 bilhões de anos, com os fósseis dos estromatólitos. O organismo “vida”, que temos como existente somente no terceiro planeta do sistema solar. Há muito tempo estes fatos foram percebidos e anotados pela episteme mística das primeiras religiões formadas na Índia antiga. Agora, em pleno século XXI, são comprovados pela ciência moderna. Veremos que no estudo que embasa este ensaio, (o argumento copernicano), a nossa humanidade possui um variado e longo futuro...

2* Para aliviar um pouco a pressão contida na teoria do CAOS apresentada no ensaio: SINGELO ANTITRATADO DO CÉREBRO, aqui, para alívio dos temerosos, exponho a relação da teoria copernicana com a episteme humana:
Sendo a teoria copernicana, fundamentada numa matemática simples, ela foi elaborada pelo cientista John Richard Gott, esta teoria nos diz que a humanidade ainda terá uma duração máxima de 7 milhões e 800 mil anos pela frente, e uma duração mínima de 5.100 (cinco mil e cem anos) pela frente. Como a equação da teoria admite que só temos 200 mil anos de existência como “homo sapiens”, pela lógica, do argumento copernicano ainda adquiriremos conhecimentos pelos próximos 7.800.000 anos! (7 milhões e 800 mil anos) Então nosso conhecimento atual representa somente 2,5641025641% de todo tempo (máximo), que ainda temos para existir, e também de tudo que ainda teremos para descobrir e aprender! Ora! Se a humanidade ainda é um neném, como é que alguns humanos atuais, engravatados ou não! Põem-se diante de uma plateia, fazem um discurso de alguma horas, e saem dali, se considerando, (por eles, e considerados pela plateia), como os homens mais sábios do planeta! O Sócrates estava certo com o seu (Só sei que nada sei!). Como é que podemos “sermos” sábios! Mesmo que os tolos nos considerem os mais sábios e donos de todo conhecimento do mundo! Se este conhecimento ainda está se formando!!!... Torna-se impossível conhecer os 97,4358974359% que ainda está por ser formado. Mesmo assim! Para um ser humano conseguir assimilar estes 2,5641025641% do conhecimento da episteme humana atual. Teria que pelo menos ter conhecimento de tudo que está registrado nos 165 milhões de itens contidos na maior biblioteca do mundo!

3* Tomando a Biblioteca do Congresso Norte Americano, de forma simplória como parâmetro, “mesmo que inadequado”, do conhecimento humano. Portanto, assimilar este volume de saber! Torna-se totalmente impossível! Para um humano atual vivendo somente cem anos, só dispõe de 80 anos com vigor físico e mental para ler, entender e memorizar, portanto, mesmo lendo um livro por dia, só conseguiria ler 29.220 livros em oitenta anos. O que nada representaria diante do acervo de 120 milhões de livros! Acervo que não para de crescer! Observe, que não estou me referindo “aos conhecimentos”, dos mais diversos setores, sobretudo, científicos/tecnológicos/militaristas, que a maioria dos governos desenvolvidos mantém super protegidos secretamente, dentro de seus “bunkers”.
Acima me refiro ao Segundo Argumento de 95 % do princípio copernicano do Gott, para o leitor melhor entender o que explicito! Abaixo, transcrevo parte do 8º ensaio do meu livro “21”, onde elucido e explano o princípio copernicano do Dr. John Richard Gott.

4* Podemos observar que este princípio é antrópico, embora não seja o mesmo princípio antrópico do Dicke ou do Hawking, um princípio antrópico é um princípio relativo ou referente ao homem ou ao seu período de existência na Terra, a formulação do princípio antrópico data de 1961 e segue uma linha de raciocínio do professor de Princeton “Robert Dicke” e pode ser definido pela seguinte afirmativa: - Vemos o universo da forma que o vemos porque existimos num universo da forma que ele o é, ou, conforme Stephen Hawking, (aquele da cadeira de rodas e do buraco negro emissor de radiação): Ele nos propõe que: - Vemos o universo da maneira que o vemos porque, se fosse diferente, não estaríamos aqui para vê-lo.   Existe ainda o princípio antrópico forte e o princípio antrópico fraco, formulados pelo físico britânico Brandon Carter, em 1974 e que no momento não estão sob nossa apreciação.
Agora, eis no geral, para os dois argumentos, o enunciado do princípio copernicano do prêmio Nobel, Professor e PhD, Dr. John Richard Gott.
                                        
FORAM FORMULADOS DOIS
ARGUMENTOS OU PRINCÍPIOS COPERNICANOS:

5* – Nicolau Copérnico demonstrou de forma contundente que não ocupamos uma posição especial no espaço; depois das descobertas modernas, de que habitamos um planeta comum, um sistema solar comum, uma galáxia comum, um aglomerado com 31 (trinta uma) galáxias comuns: Assim, tomamos conhecimento mais uma vez, de que de maneira nenhuma somos o centro do universo. O Dr. John Richard Gott, professor de ciências astrofísicas na Universidade de Princeton, Nova Jersey, EEUU, com base nestes fatos, criou o princípio copernicano, para a predição baseada em inferência bayesiana da duração de eventos simples, e em especial de eventos universais em curso, (que venham ocorrendo no universo), isto, cobrindo um passado remoto, ou um futuro distante. Tudo obedecendo aos seguintes argumentos ou princípios:

             PRIMEIRO ARGUMENTO de 50 %.
6* Enunciado:  Se você observa algo em um momento aleatório, há uma chance de 50 % de você o capturar nos dois quartos centrais de seu período de observabilidade, sendo que no quarto final o futuro é três vezes mais longo que o passado, ao passo que no primeiro quarto, o futuro tem um terço da duração do passado. Existe uma chance de 50 % de você estar confinado entre esses dois extremos e, de que a duração do futuro tenha de um terço a três vezes a duração do passado.

             SEGUNDO ARGUMENTO de 95 %.
7* Enunciado: Se você observa algo em um momento aleatório, há uma chance de 95 % de você o capturar nos 95 % centrais do seu período de observabilidade, nos 2,5 % do início do seu período de observabilidade, o futuro é 39 vezes mais longo que o passado, ao passo que nos 2,5 % do final do seu período de observabilidade o futuro tem 1/39 da duração do passado. Existe uma chance de 95 % de você estar situado entre esses dois extremos e de a duração do futuro ser de 1/39 a 39 vezes o passado. O professor John Richard Gott considerou o Homo sapiens, (neste argumento de 95%) como existindo desde 200.000 (duzentos mil) anos.

8* O professor de astrofísica J. Richard Gott é considerado como uma das mais brilhantes mentes da atualidade.
Qualquer pessoa de raciocínio mediano conseguirá absorver os conceitos deste princípio, e assim, fazer seus próprios cálculos. Com estes dados você chegará igualmente ao resultado de 7.800.000 (sete milhões e 800 mil) anos que é o restante da duração máxima do existir da humanidade. E chegará igualmente ao número que nos diz qual seria a duração mínima da humanidade, e estes cálculos lhes diria e encontraria o tempo mínimo de 5.100 (cinco mil e cem anos) pela frente. Portanto calculadora nas mãos e, mãos à obra...
Embora eu tenha dito acima que o princípio antrópico não estava em pauta. Volto atrás, e aqui trato do princípio antrópico...
Existem algumas variações na definição do princípio antrópico, tratando-se somente de uma questão “semântica” e nada mais. A racionalidade de sua proposição é pura, única e universal.

Vejamos como se define os princípios antrópicos... que na realidade é um princípio com base única, representada pela observação no momento atual da existência do universo, pelo animal “anthropus”, (o homem).

             PRINCÍPIO ANTRÓPICO FORTE:
9* O universo deve ser de tal forma que possa conter observadores, em algum estágio de evolução.

               PRINCÍPIO ANTRÓPICO FRACO:
10* O universo se comportou de tal forma que pôde nos conter. Em outras palavras, as grandezas físicas e cosmológicas que observamos precisam assumir valores compatíveis com o surgimento de vida baseada em carbono.

               PRINCÍPIO ANTRÓPICO FINAL:
11* O universo tem como finalidade produzir seres vivos, ou seres humanos.

               PRINCÍPIO ANTRÓPICO PARTICIPATIVO:
12* A existência de vários observadores dá existência ao universo.

                Vejamos estas interessantes citações:
13* A natureza é primorosamente ajustada para a possibilidade de vida no planeta Terra: se a força de gravidade fosse reduzida ou aumentada em 1 %, o universo não se formaria; por uma minúscula alteração na força eletromagnética, as moléculas orgânicas não se uniriam. Nas palavras do físico Freeman Dyson, - Parece que o “universo sabia que estávamos chegando”. O universo não se assemelha a um lance de dados aleatório. – Parece que é pura e simplesmente proposital. [1] Assim: Vemos o universo da maneira como ele é porque, se fosse diferente, não estaríamos aqui para vê-lo. [2]

Referências:
1 Yancey, Phillip, Rumores de Outro Mundo, “Ed. Vida, ISBN 978-85-7367-803-1.
2 Hawking, Stephen W. “Uma Breve História do Tempo, do Big Bang aos Buracos Negros” pg: 180, Gradiva, 3ª edição, abril de 1994, ISBN 972-662-010-4.


Edimilson Santos Silva Movér
05/04/2014
Revisado em 17/06/2014

Vila de Abrantes, Camaçari-Bahia






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