sábado, 28 de julho de 2018

VOLÚPIA E DESEJO E INSTINTO-- POESIA (50)fcw


VOLÚPIA DESEJO E INSTINTO

 

(Para o amor não há distância nem fronteiras)

 

Alucinante enlouquecer, trêmulo e convulso,

Um vórtice de elétrons percorre o organismo,

Arrebatamento do momento, que belo impulso,

Leva-nos de forma sublime à beira do abismo.

 

Há muito! Ao ouvir tua voz ao telefone me estremeço,

Todos os teus cromossomos "X", vão buscar a mim.

Todos meus cromossomos "Y", trago desde o berço,

Não há distância que impeça de me sentir assim,

 

Nos desvãos incognoscíveis do instinto e da vontade,

Querer e não querer, este é o nosso viver e destino,

Saber-te longe, e desejar-te tanto, e morrer de saudade,

O poder da mente e do nosso espírito, grita em desatino.

 

Macho e fêmea ao sabor do mais puro instinto,

Debalde o ego sozinho tenta o id controlar,

Fêmea e macho com vontade, e o mais faminto,

Apossar-se-á do outro e o instinto prevalecerá.

 

Macho e fêmea, sentidos penetrantes e sensuais,

Nas formas mais acertadas, o côncavo e convexo,

Fêmea e macho coleiam em movimentos sexuais,

Orgasmos múltiplos no ondular do amplexo.

 

Sete mil quilômetros separava os amantes,

Nem telefone eles tinham, só o computador,

Sem webcam nem áudio, embora bem distantes,

Pensamento afinado ao par, e afinal, o amor...

 

Incrível, indizível poder tem o pensamento,

Concentrar-se um no outro com suave ardor,

Vem! Amada pra perto de mim, por um momento,

Tenhamos um orgasmo, veja o quanto pode o amor.

 

Edimilson Santos Silva Movér 

Vitória da conquista, Ba.

26 de outubro de 2006


0 comentários:

Postar um comentário