sexta-feira, 17 de agosto de 2018

A MORTE DO AMOR - POESIA



A MORTE DO AMOR                                                 
Com a morte do amor o sonho falece,

Sentimos sutilmente o amor em fuga,
Velhas paixões, no embate com o vazio,
Inutilmente dizemos à paixão que suga,
Não o abandones já, no adeus tardio...

Ó morte, deixe em paz o amor risonho,
Única esperança, pura e verdadeira,
Não amortalhes meu último sonho,
Com o funéreo espectro de uma caveira...

Vi o amor enfermo rolar do monte,
Um troar terrível lembrava o Vesúvio,
Triste fumaça rosa cobrindo o horizonte,
O céu a chorar tanto, parecia o dilúvio...

Que visão terrível, que grande dor!
Ver na campina pra meu desagrado,
O triste e solitário funeral do amor!
Estando a assisti-lo só a Rosa Duprado...

“Dos Anjos”!
Eis a minha última quimera!
A morte é triste ave de rapina,
Tire o amor das garras desta fera!
Livre-o deste fado e desta sina...

Salve o amor de tão vil destino,
Oh! Deus, livre-o de tão grande mal,
Já não o posso salvar, que desatino,
Farei então ao amor, imenso Taj-Mahal...



Vitória da Conquista, Ba. - 17/10/2006
Edimilson Santos Silva Movér

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