sexta-feira, 17 de agosto de 2018

A MORTE DO AMOR - POESIA (141)oks

A MORTE DO AMOR

Com a morte do amor o sonho falece,

 

Sentimos sutilmente o amor em fuga,

Velhas paixões, no embate com o vazio,

Inutilmente dizemos à paixão que suga,

Não o abandones já, no adeus tardio...

 

Ó morte, deixe em paz o amor risonho,

Única esperança, pura e verdadeira,

Não amortalhes meu último sonho,

Com o funéreo espectro de uma caveira...

 

Vi o amor enfermo rolar do monte,

Um troar terrível lembrava o Vesúvio,

Triste fumaça rosa cobrindo o horizonte,

O céu a chorar tanto, parecia o dilúvio...

 

Que visão terrível, que grande dor!

Ver na campina pra meu desagrado,

O triste e solitário funeral do amor!

Estando a assisti-lo só a Rosa Duprado...

 

“Dos Anjos”!

Eis a minha última quimera!

A morte é triste ave de rapina,

Tire o amor das garras desta fera!

Livre-o deste fado e desta sina...

 

Salve o amor de tão vil destino,

Oh! Deus, livre-o de tão grande mal,

Já não o posso salvar, que desatino,

Farei então ao amor, imenso Taj-Mahal...

 

 

Vitória da Conquista, Ba. - 17/10/2006

Edimilson Santos Silva Movér

moversol@yahoo.com.br


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