sábado, 18 de agosto de 2018

ELIZANGEANAS I - POESIA



ELIZANGEANAS I                                         


A meninice e a saudade,



O Capinal tão distante, nas bandas de cá!
Caminhadas pra casa da avó lá na campina,
O trabalho e a labuta nas bandas de lá!
Saudades tão vivas dos tempos de menina.

Descendo o boqueirão com Thiago e Teteu,
Que bom viver rindo e guardar a lembrança
Da comida gostosa e do beiju que a avó deu,
Oh! Saudades infinitas dos tempos de criança!

Meninada a correr pelos caminhos em fila,
Brincando “tontonguê e picula”, isto é demais!
Meninice saudosa com os filhos de Nila,
“Meus oito anos! Que os tempos não trazem mais!”

Vem abraçar teu pai, que velhinho ficou,
Vovó Eurides, tão boa que ninguém se esquece,
Vovô Bilu, tão querido, Deus sorrindo o levou,
Solange, meio chorosa também se entristece.

Venha ligeiro, pule o oceano pelos ares!
Traga bem faceiro teu espírito mais risonho,
Vem, feche teus olhos e atravesse os mares!
Dima, que era sempre alegre já vive tristonho.

Podes percorrer o mundo, és destemida!
Elizângela, menina sonhadora e sem igual,
Deus há de protegê-la por toda a vida,
Inda passarás tua velhice lá no Capinal...




Vitória da Conquista, Ba. - 18 de outubro de 2005
De quem muito te quer
Edimilson Santos Silva Movér

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