domingo, 5 de agosto de 2018

INCONSCIÊNCIA - POESIA (127)oks


 

INCONSCIÊNCIA...

 

                               A humanidade com a mais absoluta certeza,

 vive como se não possuísse consciência...

 

Saia do sono letárgico, Ser insensível...

Desperte pra vida não fique invisível...

No recôndito de vós um grito horrível...

A estremecer vosso íntimo corruptível...

Deixe de ser ilusão! Volte a ser visível...

 

Alerte aos puros que nada percebem!

Os ricos mais ricos e o pobre a sonhar,

Aos simples do mundo nada concedem,

Eis como é o mundo! E o mundo a girar!

 

Aos doutos fazedores da história,

Nego-lhes a mais comezinha desculpa,

A maldade, o egoísmo e a ação vexatória,

Condenam o homem, por sua própria culpa.

 

Perderam o senso tão útil e necessário

Para discernir o certo do que é errado,

O preço a pagar é um terrível fadário,

O anjo da morte já está raivoso e irado.

 

Fulminar o mundo com insensatez cruel,

O ímpio por si próprio a si mesmo destrói,

Vós inda beberás desta mesma taça de fel,

E a resposta da natureza, que a tudo corrói.

 

Em todas as paragens medra fácil a ganância,

Mísero e louco, cego e tolo, não se engane!

Impossível viver sozinho nesta abundância,

E o resto da humanidade a morrer de fome.

 

Um inútil aviso dou à consciência do mundo...

Perderam o bom senso e também a pureza,

Trabalho de séculos se esvai num segundo,

Se não mais respeitarem as leis da natureza.

 

Consciências mutiladas doentias e inusuais,

Com senso falso e razões incompreensíveis,

Poluem todo o planeta, é certo? Ponderais!

Outorgam a si, velhas razões incognoscíveis.

 

Usando matéria em forma de energia

Matam a natureza com ares naturais,

É comum o homem agir com covardia,

Poluindo mares, terras e zonas siderais.

 

Como um inconcebível ato de genocídio,

Maneira mais mesquinha de se suicidar!

Matando a fonte do sustento de cada dia,

Não vês que praticas um mero suicídio?

Matando a si e aos outros! Que ironia!

 

Néscios ambientalistas, quiçá o costume,

De se proteger das feras apagando o lume,

Que adianta proteger a natureza assim!

Que ocasiona tudo que é de mal e de ruim,

O que o tira do local adotando o ostracismo,

Se ante a escuridão é que se cai no abismo!

 

Cegos lendo mais uma carta enigmática,

Mancos e rotos pensadores de improviso,

Sem acertar e sem resolver a problemática,

De tantas asneiras feitas perderam a razão,

Nunca enxergam a vil pressão demográfica,

Todo seu proceder é inconciso e sem visão.

 

A pressão demográfica destrói o mundo

Disto todos sabem, é a grande realidade,

Arriscamos a perder tudo num segundo

A salvação? Só o controle da natalidade!

 

Nulidade de raciocínio, tudo um falso riso,

Se não cuidarmos disso eis a fatalidade!

Prevalecerá então, o raciocínio impreciso,

Marcharemos para fim da humanidade!

 

O homem vai desaparecer deste planeta

Ronda sobre nós, absconso anjo da morte,

Assina e sela nosso destino a sua caneta,

Sendo a extinção da vida a nossa sorte.

 

Cruel destino vos aguarda, oh! Humanidade,

Perdemos a consciência via egoísmo e usura,

Não teremos o que explicar para a posteridade,

Cadê o bom senso, a lógica e a autocensura?

 

A quatro milhões de anos atrás ficou de pé,

Dois milhões de anos e aprendeu a pegar

Com uma simples oposição do polegar,

Milhares de anos para enxergar a “aretê”

 

Duzentos e trinta mil veio o entendimento,

Reconheceu a si próprio! Que momento!

Trinta mil anos atrás ele aprendeu a pintar.

As cavernas na Europa a testemunhar

 

Viu Deus na natureza, dez mil anos atrás.

Com os gregos aplainou o pensamento.

Organizou-se em sociedade, que beleza

Os árabes no deserto aprenderam a somar.

 

Seis ou sete mil, ele inventou a escrita.

Os povos hebreus inventaram a religião,

Cristo veio ao mundo de forma já prevista,

A igreja que ele deixou fez a vil inquisição!

 

Vergonha das vergonhas, trupe maldita!

O gênio dos gênios foi preso até a morte,

A inteligência nos dada por Deus é infinita

O amor venceu a burrice! Foi Nossa sorte.

 

Toda a história do ocidente é aberrante,

Alexandre, Hister, Stalin e Napoleão!

A dos povos do oriente é horripilante!

Mao Tse Tung, Pol Pot, Ho Chi Min e o “Cão”.

 

Em que alguns loucos se tornaram heróis,

Genghis Khan e Átila o Rei dos Hunos,

Um, o lado bárbaro dos povos mongóis!

Ambos, Reis, mas, Reis loucos e insanos

O outro, a barbárie dos povos europeus,

Nenhum deles foi uma dádiva de Deus.

 

Ninguém pode assim alegar inocência,

Todos são assassinos com o mesmo afã,

O mundo inteiro abstraiu a consciência,

Pois toda a humanidade é do mesmo clã.

 

Os homens ao agirem como idiotas e energúmenos,

Tornam-se seres inúteis, sem razão e sem moral,

Feras! Que desconhecem o amor e cultivam o mal,

Sendo essa a causa do apocalipse que viveremos...

 

Edimilson Santos Silva Movér

Vitória da Conquista, Bahia.

26 de outubro de 2006

moversol@yahoo.com.br


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