domingo, 5 de agosto de 2018

INCONSCIÊNCIA - POESIA



INCONSCIÊNCIA

                               A humanidade com certeza, vive como se não
                            possuísse consciência, ou até mesmo memória.


Saia do sono letárgico, Ser insensível...
Desperte pra vida não fique invisível...
No recôndito de vós um grito horrível...
A estremecer vosso íntimo corruptível...
Deixe de ser ilusão! Volte a ser visível...

Alerte aos puros que nada percebem!
Os ricos mais ricos e o pobre a sonhar,
Aos simples do mundo nada concedem,
Eis como é o mundo! E o mundo a girar!

Aos doutos fazedores da história,
Nego-lhes a mais comezinha desculpa,
A maldade, o egoísmo e a ação vexatória,
Condenam o homem, por sua própria culpa.

Perderam o senso tão útil e necessário
Para discernir o certo do que é errado,
O preço a pagar é um terrível fadário,
O anjo da morte já está raivoso e irado.

Fulminar o mundo com insensatez cruel,
O ímpio por si próprio a si mesmo corrói,
Vós inda beberás desta mesma taça de fel,
A natureza em resposta a todos destrói.

Em todas as paragens medra fácil a ganância,
Mísero e louco, cego e tolo, não se engane!
Impossível viver sozinho nesta abundância,
E o resto da humanidade a morrer de fome.

Um inútil aviso dou à consciência do mundo...
Perderam o bom senso e também a pureza,
Trabalho de séculos se esvai num segundo,
Se não mais respeitarem as leis da natureza.

Consciências mutiladas doentias e inusuais,
Com senso falso e razões incompreensíveis,
Poluem todo o planeta, é certo? Ponderais!
Outorgam a si, velhas razões incognoscíveis.

Usando matéria em forma de energia
Matam a natureza com ares naturais,
É comum o homem agir com covardia,
Poluindo mares, terras e zonas siderais.

Como um inconcebível ato de genocídio,
Maneira mais mesquinha de se suicidar!
Matar a fonte do sustento de cada dia,
Não vês que praticas um mero suicídio?
Matando a si e aos outros! Que ironia!

Néscios ambientalistas, quiçá o costume!
Ir proteger-se da fera apagando o lume,
Que adianta proteger a natureza assim!
Sem diminuir a vil pressão demográfica,
Que ocasiona tudo que é de mal e de ruim.

Cegos lendo mais uma carta enigmática,
Mancos e rotos pensadores de improviso,
Sem acertar e sem resolver a problemática,
De tantas asneiras feitas já perderam o siso.

A pressão demográfica destrói o mundo
Disto todos sabem, é a grande realidade,
Arriscamos a perder tudo num segundo
A salvação? Só o controle da natalidade!

Nulidade de raciocínio, tudo um falso riso,
Se não cuidarmos disso eis a fatalidade!
Prevalecerá então, o raciocínio impreciso
Então! O nosso destino será a bestialidade!

O homem vai desaparecer deste planeta
Ronda sobre nós, absconso anjo da morte,
Assina e sela nosso destino a sua caneta,
Sendo a extinção da vida a nossa sorte.

Cruel destino vos aguarda, oh! Humanidade,
Perdemos a consciência via egoísmo e usura,
Não teremos o que explicar para a posteridade,
Cadê o bom senso, a lógica e a autocensura?

A quatro milhões de anos atrás ficou de pé,
Oitocentos mil anos e aprendeu a pegar
Com uma simples oposição do polegar,
Milhares de anos para enxergar a “aretê”

Duzentos e trinta mil veio o entendimento,
Trinta mil anos atrás ele aprendeu a pintar.
Reconheceu a si próprio! Que momento!
As cavernas na Europa a testemunhar

Viu Deus na natureza, dez mil anos atrás.
Com os gregos aplainou o pensamento.
Organizou-se em sociedade, que beleza
Os árabes no deserto aprenderam a somar.

Sete ou seis mil, ele inventou a escrita.
Os povos hebreus inventaram a religião,
Cristo veio ao mundo de forma já prevista,
A igreja que ele deixou fez a vil inquisição!
Vergonha das vergonhas, trupe maldita!

Toda a história do ocidente é aberrante,
Alexandre, Hister, Stalin e Napoleão!
A dos povos do oriente é horripilante!
Mao Tse Tung, Pol Pot, Ho Chi Min e o “Cão”
Até alguns loucos se tornaram heróis,
Átila, o Rei dos Hunos, e um Genghis Kham,
Eis o lado bárbaro dos povos mongóis!
Ninguém pode assim alegar inocência,
Todos são assassinos com o mesmo afã,
O mundo inteiro abstraiu a consciência,
Pois toda a humanidade é do mesmo clã.


Edimilson Santos Silva Movér
Vitória da Conquista, Bahia
26 de outubro de 2006
moversol@yahoo.com.br


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