sábado, 18 de agosto de 2018

O QUE SERIA REALMENTE A GRAVITAÇÃO - ENSAIO



DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NS LEVAM A PENSAR


Subsérie: Discorrendo sobre temas complexos


e ainda não resolvidos pela ciência.


O QUE SERIA REALMENTE A GRAVITAÇÃO


1* Costumo dedicar a postagem de cada ensaio, a uma pessoa, desta feita, este quinto capítulo da obra de ficção científica-cosmológica: “Os Três Insights" é dedicado à bendita paz que no momento já se vislumbra no nosso tão interessante e apreciado "Mural de Recados".



2* O propósito da postagem neste blog deste singelo ensaio é mostrar aos leitores que leram o ensaio aqui postado, (no dia 09 de maio de 2010), com o título de "Nosso Universo de 11 Dimensões", a grande similaridade existente entre as ideias aqui apresentadas e os fundamentos da teoria das cordas: “String Theory”. Observem que estes, são dois ensaios elaborados em tempos distintos. E de que no ensaio (nosso universo de 11 dimensões) sua base é estritamente científica! Já a obra de ficção, (os três “insights”), por si mesma, como uma ficção, possui fundamentos metafísicos, e sobretudo heurísticos. No entanto!


3* Este quinto capítulo de “OS TRÊS INSIGHTS” nos mostra que existe uma inegável e estreita relação entre a ideia dos mergulhos aos 33 níveis aqui descritos e as escalas até a escala ou distância de Planck, que está na escala de 10-35m.  Só após a leitura da postagem do ensaio, "Nosso Universo de 11 Dimensões", ver (nota 1), pude observar que o editor de texto de alguns blogs trunca a notação científica.

4* As datas em que foram escritos os diversos capítulos e subcapítulos da obra que nominei posteriormente de “Os Três Insights", não foram registradas por mim, pelo simples fato de não poder saber a qual "insight" pertencia cada descrição. Estes fatos ou ocorrências, eu os descrevi alternada e aleatoriamente, conforme relembrava os fatos acontecidos nos "insights", pois, eles não me afloraram à mente de forma ordenada e cronológica e imediatamente após a ocorrência dos "insights", pois, estas memórias só me vieram à mente, algum tempo depois, e de forma desordenada.


5* Minhas recordações eram muito confusas, minha memória só começou a reviver os fatos com detalhes, uns seis meses após a ocorrência, no princípio não dei muita atenção aos "insights", e assim não tive como os escrever encadeados nem de forma cronológica. No princípio minha recordação não era sequencial, não estou dizendo que não me recordasse dos fatos, que tivesse me esquecido deles! Era um turbilhão de recordações, tanto que resolvi simplesmente esquecê-los. O que não me fazia esquecer das visões, ou o que fossem! Era a imagem do elétron se interpondo entre mim e minhas imagens do cotidiano, no princípio permaneceram em meu campo de visão por uns quinze dias, depois, só quando me recordava do mergulho no átomo.  Em meados de 2002 tentei organizar estas recordações ordenadamente e cronologicamente e desisti, o problema que tive que enfrentar, era que à medida que descrevia os fatos no papel, mais informações eram recordadas, o volume de informações que os "Insights" me transmitiram era imenso, tanto que, nem tudo foi descrito, arrumado e inserido na obra. Até hoje minha mente fervilha de ideias adquiridas nos "insights" a respeito do micro e do macro cosmos, e grande parte eu não descrevi. Julgo ser necessário neste momento, fazer um resumo de como me ocorreram o que chamei de "Os Três Insights": Em 1999 eu já residia em Itacaré-Ba, mas, fazia frequentes viagens à Salvador para dar suporte e andamento a diversos projetos por mim elaborados na área de piscicultura para uma empresa onde havia trabalhado anteriormente. Neste período estive em 20 de agosto e em 20 de outubro de 1999 em Salvador, nestas duas datas coincidentes, tive dois “insights” durante as madrugadas destes dias, estas visões ou “insights” ou o que tenha sido, eu denominei de 1º e de 2º “insights”, o terceiro “insight” ocorreu em Itacaré-Ba, coincidentemente em 20 de dezembro deste mesmo ano, também na madrugada deste dia. Talvez esta coincidência tenha sido provocada pelo meu retorno a Salvador para dar suporte à empresa tenha sido bi-mensal. E o fato do terceiro “insight”, tenha ocorrido também num dia 20, fosse minha mente relacionando as duas datas anteriores! Desde o primeiro “insight” que eu já vinha fazendo descrições ou transcrições sucintas dos fatos ocorridos nos “insights”, fazia somente o relato dos fatos principais, dos fatos principais, isto de minha memória para o papel, à medida que eu transcrevia tais fatos, interessante, é que ao ler um fato! minha memória volta completa sobre aquela ocorrência, eu nunca entendi aquilo! E mais minha memória naquele momento era acrescida de mais informações. Então, de posse dessa imensa gama de informações, resolvi descrever tudo com minúcias, na forma de um relato, que tentei transformar num livro. Mas, nada ficou transcrito de forma cronológica, ficou foi uma barafunda, até hoje tenho dúvidas se a descrição de uma ocorrência se deu num “insight” ou em outro.


6* Um bom volume das informações, eu as considerei como, o primeiro tomo, a que denominei de UNIVERSO DE GRANDE BOLHA, outra parte consta na obra como o segundo tomo a que denominei de O UNIVERSO REVERSO, Separei dez destas transcrições por serem típicas, relacionadas e referidas a uma singularidade, então as considerei como, (O UNIVERSO SINGULARIZANTE), que é o terceiro tomo da obra. O restante do material eu ordenei em dois capítulos e seus respectivos apêndices ou penduricalhos! Um (ANTELÓQUIO), para abrir a obra, e um REMATE para concluir a obra.


7* Então, no meio do ano de 2002 eu já estava com a obra definida com tudo o que pude relembrar, e dei por encerrada a descrição dos fatos, nesta altura, cronologia já era! O que vocês vão ler abaixo é uma pequena parcela do todo. Sim, ia me esquecendo! Quando da ocorrência, (não sei se onírica ou não), dos três “insights” eu mantinha um constante diálogo mental com uma voz, voz esta, que passei a chamar de meu “eu exterior", e a mim mesmo, chamei de meu “eu interior” a separação entre os dois seres era necessária, marcante e real. Assim eu podia me orientar e me situar dentro do ambiente em que naquele momento por ventura me encontrasse. Este diálogo com a entidade exterior me facilitava entender o que ocorria em torno de mim. Só nunca pude saber se os “insights” ocorriam em estado de vigília ou não. No segundo tópico aqui transcrito eu faço um mergulho na intimidade mais profunda de um átomo. Ao que pude entender depois do “insight”, eu fiz um mergulho mental num quark de um nêutron e retornei por dentro de um quark de um próton. Chamo a atenção para o fato de que: a alegoria que faço com os mergulhos assemelham-se com as bonecas russas, uma dentro da outra sucessivamente, e a finalidade disso é demonstrar a escala descendente destes mergulhos. Observe que nunca foi feita uma revisão gramatical nestes escritos, pois, nunca pensei em publicá-los. Aqui valeu foi o Ctrl C e o Ctrl V. Naturalmente que o que eu escrevi acima, torna-se a partir “d’agora” parte integrante da ficção. Observar que: O descer 33 níveis e o subir 33 níveis; resulta em somente 33 níveis escalares. Dando primeiro um passeio pelo sistema planetário do átomo, depois! Descendo dentro de um quark up de um nêutron, e subindo dentro de um down de um próton.

Vitória da Conquista 10 de maio de 2010
Edimilson Santos Silva Movér
Vamos ao 5° capítulo da obra de ficção a que denominei de “OS TRÊS INSIGHTS” no ano de 2002.
(O QUE É REALMENTE A GRAVITAÇÃO?) O MERGULHO NA GALÁXIA RECICLANTE E SUA ENERGIA DESCONHECIDA, QUAL NOME TERÁ O ELEMENTO QUE INTERLIGA TUDO NO COSMOS?

8* A propósito, lembro-me de que quando perguntei ao “eu” externo onisciente se a gravitação era a interação entre as massas, ou se a deformação do espaço na presença das grandes massas, de pronto esta resposta se fez presente: – “As duas coisas; a diferença é dimensional, são duas abordagens matemáticas para o mesmo fenômeno. Existem não só duas, mas várias abordagens matemáticas para este fenômeno”. – É interessante observar os enfoques que a ciência dá a uma entidade existente no cosmos, chamada “espaço”, algumas vezes considerada como uma entidade formada por um imenso vazio absoluto! Sendo um vazio, como sua simples deformação consegue nos prender ao redor do Sol? Junto ao questionamento da gravitação fiz mais este: por que duas proposições? Um Universo em expansão e outro em contração? Para minha surpresa, eis a resposta: – As proposições são tuas e desvendar estas questões maiores é parte da própria evolução da humanidade! No futuro, virá o esclarecimento, lembra-te! Todos os segredos do Universo estão dentro dos “Seres” sencientes. – Cessando este diálogo penetrei no interior da galáxia; junto com a alteração da escala, tive como se fosse uma cascata de respostas, bastava pensar e a resposta vinha imediatamente. De minha parte não havia curiosidade sobre o nosso sistema planetário, a grande maioria dos dados do sistema solar já são conhecidos da ciência, e nosso sistema solar é tão insignificante na galáxia, que buscando-o, e ao encontrá-lo, a galáxia desapareceu! Naturalmente, devido ao efeito de mudança de escala. Ao inquirir para onde nosso sistema Solar se dirigia, veio-me a resposta: para nenhum lugar específico, mas em torno da estrela gigante mais próxima. Só depois vi que a resposta não atendia à minha pergunta. Só assim; depois procedi à identificação da estrela, e não sei se corretamente. Quando pensei qual a idade dessa galáxia, ouvi claramente não qual era a idade da galáxia, mas algo assim: – Esta galáxia já se renovou várias vezes, embora sua massa e sua forma sejam as mesmas desde a sua formação; a matéria mais externa já foi a matéria mais interna. – Então era isto! A galáxia se perpetua na sua auto-renovação; não dá para acreditar! Nossa matéria já esteve no centro da galáxia e, conseqüentemente, dentro de um buraco-negro; não foi isto que perguntei, mas foi esta a resposta que obtive. Daí fica claro que tudo no Universo tem a mesma idade do Universo. Isto, obviamente em relação à sua formação, arrumação ou “agrupamentação”, pois como Universo primordial, o Universo tem idade infinita. Se a idade mais antiga que podemos conceber para o Universo é o momento da singularidade, pode-se filosofar que houve um tempo anterior a esta singularidade e neste tempo anterior houve uma inflação, uma expansão, uma contração e uma singularidade, “ad infinitum”. Assim começamos a ter um vislumbre do que é a eternidade. Admitindo-se que a vida está presente; é criada e é disseminada constantemente por um grande número de estrelas de todas as galáxias existentes, a vida se perpetua, a despeito da renovação constante das galáxias. Ao entender que a forma das galáxias é a forma fixa, e que embora fixa, também seja mutante, pude ver de imediato o que dá fixidez à forma: ao que me pareceu, e pelo que entendi.


9* Numa galáxia, todos os corpos estão ligados a todos os corpos, mas todos, mesmo! Numa galáxia que tenha “quatrocentos bilhões e uma estrela”, (400.000.000.001), cada uma destas estrelas está ligada às outras quatrocentos bilhões de estrelas (400.000.000.000). Isto eu pude constatar numa experiência idealizada. Na experiência, uma estrela ao ser tocada numa extremidade da galáxia, no lado oposto para onde eu apontava minha visão, no mesmo instante uma estrela repetia o movimento da estrela tocada. Quando o meu entendimento questionou o que provocava isto, de imediato a escala da galáxia aumentou e eu vi claramente que toda a galáxia está dentro de uma cúpula energética, que me pareceu (se é que se pode comparar algo imaterial com uma coisa material!) com uma tênue gelatina. Então pude ver que esta energia se estendia de forma mais tênue, por todo o Universo, e então compreendi que no Universo tudo está interligado a tudo. Cada átomo está ligado a todos os átomos do Universo. A única explicação para este fenômeno é o fato de que tudo, mas tudo mesmo, na origem do Universo já ter sido parte integrante de uma só entidade, no ponto infinitesimal da singularidade. Só depois, fiz o questionamento! E o espaço necessário para manter o movimento essencial para a existência do tempo? O "Insight" tinha acontecido há dias! fiquei sem resposta. Todos os corpos que compõem as galáxias são firmemente interligados entre si, no entanto são livres e têm seus próprios movimentos; Quando questionei! Vi a galáxia ao longe girar por inteiro. Observei, é um paradoxo! A escala mudou; Eu repeti! Livres, mas firmemente ligados entre si e, sobretudo reciclam-se!

(As girantes argolinhas girantes)

 


QUARKS OU TIJOLOS FUNDAMENTAIS DA MATÉRIA!
PACOTES RETORCIDOS, FEITOS DE PACOTES RETORCIDOS QUE SÃO FEITOS DE PACOTES RETORCIDOS, QUE, POR SUA VEZ, SÃO FEITOS DE PACOTES RETORCIDOS…

 

10* No segundo “insight”, meu “eu exterior” onisciente teimava em dar respostas para as quais não havia sido emitida nenhuma pergunta! Isto me deixou sem entender nada! Ouvi isto, (nos “insights”, “ouvir” quer dizer “viver”), o tijolo fundamental da matéria está bem longe de ser alcançado pela física de partículas. Os modelos básicos da matéria são em número reduzido; suas variantes é que são em grande número. No macrocosmos eram feitas alterações de escalas; no microcosmos o que eu sentia era como se fizesse mergulhos, um de cada vez! Talvez por um condicionamento da minha mente, a cada mergulho eu descia um patamar na estrutura do microcosmos. Eis o que encontrei, ao mergulhar na intimidade do átomo: deparei-me com um sistema solar estranho; o sol central era extremamente diminuto e sem luz, com um sistema planetário maluco, com órbitas estranhas e extremamente distantes do sol central! A única regularidade que encontrei foi no tamanho dos planetas; as órbitas são elípticas e alongadas e bem próximas, vistas de fora; vistas de dentro, são, ao que me pareceu, aproximadamente circulares, ou as duas coisas ao mesmo tempo; não sei como um movimento pode ter duas formas! Um só planeta, num só instante, percorre todas as órbitas possíveis dentro do sistema, visitando, assim, nesta fração de tempo de “um só instante”, todos os espaços contidos dentro deste micro-sistema-solar. O átomo em que fiz o mergulho era de um elemento com um número muito grande de elétrons, as órbitas são em número tão grande, que o átomo “visto” de fora parecia um capucho de algodão, bem alvo e esférico; não entendi porque, sendo as órbitas tão próximas, os elétrons não se chocavam! Aguardei em vão o quarto “insight” para elucidar este fato. Os átomos vistos em conjunto são enfileirados, nas mais diversas formas. Quando me aproximei de um planeta ou "elétron", tive certeza! O elétron é imaterial, e tive uma surpresa: diferentemente do que esperava, ele não era esférico, mas ligeiramente alongado, com o lado mais afilado sempre voltado para o núcleo, e não é opaco; mais parece um pacotinho de luz, translúcido, formado por um número muito grande de pacotinhos de luz, “quarks”? Acho que não; a física quântica me diz que os “quarks” só estão presentes no interior de prótons e nêutrons. Aquelas coisinhas luminescentes estavam todas alinhadas e voltadas para a ponta mais afilada do elétron. Quando saí do "insight", esta imagem do elétron ficou literalmente impregnada em minha retina por quase quinze dias; cheguei a pensar que aquilo não ia desaparecer, pois para onde eu dirigia o olhar lá estava aquela imagem miudinha e linda. Ia me esquecendo, o lado ou a ponta do elétron oposta à ponta voltada para o núcleo, me pareceu ter um furo ou ser côncava. Sem nada perguntar, vi-me diante do núcleo, que me pareceu estático, duro, frio, escuro e imenso.


11* Não compreendi como um objeto formado por estranhos pacotes de correntes retorcidas podia ser tão polido e brilhante, mesmo não possuindo nenhuma luz. Deparei-me com uma estrutura estranha, igual ao elétron, embora não o fosse. Parecia uma só entidade; decidi penetrar na zona desconhecida da intimidade da matéria; já esperava encontrar os “quarks” e espero tê-los encontrado. Só não entendi de que eram feitos os elétrons. Confesso que não sei como descrever o que encontrei; é dificílimo! Diante do núcleo não percebi a forma dos prótons, nem dos nêutrons; vi-me diante de uma imensidão de estruturas e me perguntei: é isto que é o “quark”? Quando me aproximei, tive uma grande surpresa! Ao percorrer a superfície do núcleo, vi que a entidade “quark” tinha mais de cem arrumações ou ordenamentos diferentes e era formada por um número imenso de outras entidades menores com os mesmos ordenamentos ou arrumações da entidade principal. Aí me decidi: vou dar um mergulho nesta estrutura menor.


12* Outra surpresa! Encontrei a mesma estrutura da entidade anterior; dei novo mergulho, outro nível abaixo: a mesma estrutura em um nível inferior; dei, o que achei, seria o último mergulho: nova surpresa; mais uma estrutura menor e com a mesma estrutura, e arrumação ou ordenamento da entidade principal! Depois de descer a exatos sessenta e seis níveis, encontrando sempre uma entidade menor e com a mesma estrutura, e ordenamento, decidi examinar a estrutura das correntes de que se formavam todos os monólitos! Comecei de cima, pela primeira estrutura, e o que encontrei me deixou boquiaberto; era uma estrutura bem simples, como posso dizer, um pacote ou monólito formado por milhares de correntes retorcidas; estas correntes têm elos com formato de anéis, são anéis, mesmo, com forma de anéis de arame transparentes, com formato sempre circular. Estas correntes têm elos com um a seis anéis; ao chegar ao nível trinta e três, encontrei uma entidade diferente. Este monólito não tinha os anéis entrelaçados; nesta entidade, os anéis eram somente justapostos, enfileirados, só giravam, mas me pareceram estáticos completamente estáticos! Ao passar para o próximo nível, notei uma nova mudança, embora os anéis continuassem sem se entrelaçar, agora já não eram mais estáticos; vibravam intensamente e pareciam eletrificados, e como no nível anterior, não eram em forma de correntes retorcidas; um nível adiante, já a forma de corrente retorcida e a estranha energia estava sempre presente. O interessante é que estes anéis nunca se tocavam; esta corrente sempre retorcida pode ser composta de uma corrente retorcida a até mais de cem correntes, e sempre retorcidas. Estes elos circulares, quando isolados, têm a forma de pequenas moedas ou lantejoulas furadas e que, ao se aproximarem de outras moedas, imediatamente se entrelaçavam com as outras moedas e, automaticamente, tomavam a forma de anéis, formando correntes sempre retorcidas com vários números de correntes. A alteração na estrutura das correntes era ao nível da estrutura dos elos ou voltas. Na realidade, são estas voltas menores contidas nas voltas menores que possuem voltas ainda menores e que possuem voltas ainda menores que, ao que me pareceu, decrescem sempre, fundamentando sua estrutura sempre nas voltas ou elos, ou anéis; desviei minha atenção para a estrutura destes anéis e entendi que esta estranha estrutura era formada literalmente de nada, isto mesmo: de coisa nenhuma! Dentro dos anéis não encontrei nada; nem partículas, nem energia, nem nada; só movimento.


13* Todas giravam em altíssimas velocidades; não sei como nada pode ter movimento; a razão me diz que não existe o “nada”, pois se existir passa a ser algo, assim o nada seria uma essência e não a não existência ou não essência! E isto é uma incoerência! Mas era isto mesmo; pareceram-me feitas de nada! Todas giravam; nada podia interferir no estado das moedinhas furadas; só outras moedinhas, pois quando se aproximavam imediatamente se entrelaçavam já no formato de anéis; se os anéis formam as correntes que formam os monólitos que formam os “quarks” que formam os prótons, nêutrons e elétrons que formam os átomos que formam as moléculas que formam a matéria de que somos constituídos e se estes anéis são formados de nada, há de se deduzir e convir que simplesmente nós não existimos! Isto mesmo! Não existimos. Quando estava no meio dos mergulhos, subitamente as estruturas mudaram; pareceu-me que eu tinha mudado de uma estrutura morta para outra viva. As estruturas anteriores eram estáticas, paradas; só os movimentos circulares dos anéis se faziam notar! Nas novas estruturas havia algo como uma energia percorrendo toda a extensão dos minúsculos monólitos; pareceu-me que eu tinha passado de uma estrutura sem carga elétrica, neutra, morta, para outra eletricamente carregada, viva. Os pequenos anéis que formavam as correntes tornaram-se mais visíveis e alternaram os sentidos de seus movimentos; agora, cada elo tinha o movimento num sentido: um era destrógiro; o próximo sinistrógiro; o outro destrógiro; o próximo sinistrógiro, e, assim, indefinidamente! Ao pensar no porquê dessa alternância, esta certeza se apossou de mim! (Esta alternância seria o que os físicos chamam de violação de CP? Seria o ato causador dessa violação, que é a base do existir do Universo, e ainda me disse! Esqueça os espelhos), quando ouvi isto fiquei sem entender nada! Só mais tarde pesquisando e procurando melhorar meu conhecimento na área da física de partículas passei a entender esta proposição, no momento, era pra mim sem nenhum sentido. Só no terceiro “insight“ eu pude entender que esta alternância é que dá origem aos glúons da interação da força forte, fazendo frente ao poder destruidor das antipartículas, estas não deixaram de existir no Universo, somente deixaram de ser detectáveis pelas partículas e convivem junto às próprias partículas, mas, com suas cargas invertidas. Sem que eu perguntasse, ainda me disse que a fissão era a quebra parcial dessa alternância e a fusão era a quebra total dessa mesma alternância, e mais, que sem a presença das antipartículas não era possível nem a fissão nem a fusão.


14* Quando terminei o mergulho tive quase a certeza de que tinha saído de um nêutron e penetrado num próton. Observar que a simetria CP na física de partículas é uma das leis da natureza quase exata! Em se tratando da transformação de partículas em antipartículas, os físicos nos dão o exemplo do elétron (e-) que transforma-se num pósitron (e+), somente com a inversão da paridade do campo das coordenadas, uma partícula elétron, passa a ser uma antipartícula chamada pósitron. Para facilitar o entendimento do “termo CP”, entenda que ele refere-se a carga e a paridade das partículas fracas ou léptons. Não entendi, talvez devido a minha burrice, o espelho na simetria CP referido pelos físicos! Onde num espelho a inversão da configuração se processa no eixo horizontal, nos spins das partículas/antipartículas isto não se dá! No eixo up/down não, salvo com rotação de 180º, e a inversão de paridade/carga se dá nesse eixo. A violação da simetria CP sendo uma das três condições para existência da matéria/antimatéria existente no universo, sendo a simetria P a da   imagem do espelho (inversão horizontal) e a simetria C   a das cargas no sentido alto/baixo, up/down, ou vertical, com natural inversão dos sinais da carga, só pode ser isso!


15* Isto é tudo o que entendi da estrutura maravilhosa e multidimensional dos “quarks”. Se é que podemos chamar estas estruturas de quarks. Há uma maneira mais fácil de descrever os “quarks”! E vou fazê-lo! Imagine um “quark” como um monólito principal formado por cem milhões de monólitos menores com formato de pacotes de correntes retorcidas, sendo cada monólito menor formado por cem milhões de monólitos menores com formato de pacotes de correntes retorcidas (cem milhões, aqui, é somente um número como outro qualquer). Sendo estes monólitos menores também formados por cem milhões de monólitos menores com formato de pacotes de correntes retorcidas, e, assim, sucessivamente e indefinidamente (isto é o que me pareceu!), e olhe que desci a mais de sessenta níveis e desisti, retornando ao monólito principal. Depois, analisando o ocorrido, não entendi como é que, ao descer ao nível mais baixo, vi-me de súbito no patamar superior. Talvez tivesse ido ao fundo e retornado de patamar em patamar, pensando que estava descendo sempre, quando, na realidade, fui ao patamar mais interior de um nêutron e retornei gradativamente num próton ao patamar exterior. Confesso que não sei; é extremamente difícil perceber a realidade quando se faz uma incursão desta natureza. Espero que tenha ficado explicitado que estes mergulhos foram feitos: ao que me pareceu, na estrutura de um único tipo de “quark”, ou up ou down, na ida e no retorno, embora eu tenha percorrido toda a complexidade da estrutura do núcleo, e assim com a minha pequenez humana, fiz uma singela incursão, inesquecível, inacreditável e indescritível aos confins do nada e ao início de tudo.

Itacaré-Bahia, junho de 2002

Edimilson Santos Silva Movér


      Comentário:

16* O assunto do próximo ensaio a ser postado neste blog será (A Ilusão da Lua), este é um fato curioso e conhecido de todos: Um fato sem explicação lógica aparente, e que acontece com a imagem da Lua quando cheia, e quando na altura do horizonte; nesta condição ela se nos apresenta com um tamanho aparente enorme, mas, quando já está no alto dos céus na mesma noite, seu tamanho aparente volta para o tamanho aparente normal. Este fato intriga a imaginação do homem desde a antiguidade. Muitos cientistas e filósofos do passado, e alguns do presente dedicaram seu tempo para elucidar este fato, e não o conseguiram. Neste ensaio faço uma análise do fenômeno sob a ótica da RG e da MQ (Relatividade Geral e Mecânica Quântica). Não digo que tenha conseguido resolver o mistério, mas, pelo menos consegui uma explicação física e lógica para a ocorrência do fenômeno, como disse, esta explicação se fundamenta em efeitos físicos existentes em nosso universo e confirmados pela relatividade geral e pela física quântica. É esperar para ver, e ler o ensaio.

Nota 1: A  escala de 10-33 (10 centímetros elevado a menos 33). referida no ensaio, (nosso universo de 11 dimensões), está na escala de Calabi-Yau, diferindo portanto, duas escalas da escala da distância de Planck.

Este singelo ensaio da Ilusão da Lua também é um capítulo escrito em 2002 e faz parte do REMATE de “OS TRÊS INSIGHTS”.

Edimilson Santos Silva Movér

Vitória da Conquista,Ba.
10 de maio de 2010

77-99197 9768

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