quarta-feira, 15 de agosto de 2018

COMO NOS TORNAMOS PENSANTES - ENSAIO (139)oks


 


DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR

Subsérie: Digressões sobre a transição do “homo erectus" para o "homo sapiens”, sob uma análise científica e metafísica. Nada mais que: Uma singela narrativa, na tentativa de entendermos como se processou o nosso alvorecer, como pensantes, evento que segundo a antropologia ocorreu há 300 mil anos atrás.

 

O “SER” E O EXISTIR - CAPÍTULO 27

 

COMO NOS TORNAMOS PENSANTES

 

“SAPERE AUDE”: IMMANUEL KANT

 

 

A DISTINÇÃO ENTRE OS SERES

1”CNTP”. Convivendo lado a lado, vários grupos de seres da mesma espécie completamente semelhantes na aparência física, mas completamente distintos quanto aos seus principais atributos na neurofisiologia do cérebro. Enquanto disputam o território e a caça que lhes garantem a sobrevivência e, consequentemente a perpetuação da espécie, a luta certamente será vencida por aqueles que a evolução cerebral não venha acontecendo linearmente e, sim aos saltos, quem primeiro alcançar o patamar mais alto na evolução, terá maiores chances de sobrevivência. Os primeiros grupos que alcançaram melhor desenvolvimento do cérebro foram o grupo dos hominídeos que desenvolveram a capacidade de fabricar a ferramenta conhecida como machado biface acheulense, fato que ocorreu há mais de 2 milhões de anos, essa capacidade era transmitida geneticamente aos descendentes pois, a capacidade de pensar e falar para transmiti-la oralmente aos descendentes só apareceu 1,7 milhão de anos depois, assim, a capacidade  de fabricar o machado acheulense foi transmitida através de atos instintivos a cada geração, pois, a cada geração a espécie “homo erectus” conseguia aumentar significativamente o volume do cérebro. Esta espécie de hominídeo “homo erectus” foi a espécie que gerou os dois grupos dos quais descendemos.  O grupo ou espécie Cro-Magnon e o grupo ou espécie Neandertal. Identificar a qual destas espécies, coube a primogenitura da espécie “homo sapiens” deixou de “Ser”o nó górdio da antropologia. Em 1962 Francis Harry Compton Crick um neurocientista, biólogo molecular e biofísico que juntamente com seus colegas Maurice Hugh Frederick Wilkins e James Dewey Watson fizeram a descoberta da estrutura do DNA, o que veio facilitar e tornou possível conhecer os porcentuais do DNA herdados das duas espécies, ficou evidente que somo descendentes do Cro-Magnon com 97% e seu DNA e com uma pequena participação de (3%) de DNA da espécie Neanderthal. Só agora, a genética moderna nos informa através dos estudos do líder geneticista Joshua Akey da Universidade de Washington em Seattle, que a espécie “homo erectus” há 700 mil anos se bifurcou em duas espécies, a Cro-Magnon e a Neanderthal. No entanto ao que nos informa a mesma genética, elas voltariam a ter contatos reprodutivos há 50 mil anos e, talvez mesmo há 100 mil anos atrás. A verdade é que herdamos o DNA das duas espécies. Quanto ao desenvolvimento da enteléquia do humano a partir dos 11 mil anos, com o sedentarismo, a evolução do uso do cérebro foi rápida na espécie que descende do Cro-Magnon, da qual somos desde 30 mil anos, os únicos representantes atuais! No entanto, seu cérebro continua com os mesmos cem bilhões de neurônios. Sabe-se, que o crescimento do volume do cérebro foi lento e está estável desde uns 300 mil anos atrás. Mas, como foi dito, o desenvolvimento do uso foi notável a partir dos 11 mil anos. Nota-se, no entanto, que o aumento do uso do cérebro, não aumentou seu volume, que é o mesmo desde há 300 mil anos, embora o volume permanecesse o mesmo, (ou conforme novas observações e descobertas da antropologia, talvez, desde há 380 mil anos). O homo erectus de 1,8 milhão de anos possuía 700 cm3, e há 1 milhão de anos atrás já possuía 1200 cm3 de caixa craniana, de 300 mil anos até hoje o volume é o mesmo. O Cro-Magnon de 300 mil anos já era possuidor de 1400 cm3. O Neanderthal seu contemporâneo, possuía de 1500 a até 1700 cm3. O povo fala muita estultícia, mas, mesmo quem chuta no escuro, de vez em quando acerta! Quando dizem que: (Tamanho não é documento). Tendo o Neanderthal um maior volume cerebral, desaparecido entre 40 e 30 mil anos atrás. Hoje, 04/07/2021 posso argumentar que: a paleoantropologia nos diz que o volume da caixa craniana da espécie “homo sapiens sapiens” é o mesmo desde 300 mil anos atrás, mas, não tem como afirmar o número de neurônios seja o mesmo, no decorrer desse período, essa minha afirmativa está fundamentada no fato, de que nossos neurônios estão no córtex, e o volume de nossa massa cerebral não tem relação com a área quadrada do nosso córtex. Vou estudar mais esse assunto da supremacia do volume cerebral do Neanderthal. O que levou estes dois grupos a terem supremacia sobre os demais grupos de primatas foi seus cérebros mais evoluídos. Depois de alguns percalços e uma consequente pequena miscigenação, eles, o Cro-Magnon e o Neanderthal conseguiram se espalhar por quase todo o planeta. O Cro-Magnon já na condição de “homo sapiens sapiens” há 70 mil anos passou a ter supremacia sobre o Neanderthal. Alguns antropólogos não consideram o Neanderthal como um “sapiens”, mas, as recentes descobertas citadas acima, se contrapõem a esta crença. Duas espécies descendendo da mesma espécie do humanoide “homo erectus”, convivendo no mesmo ambiente! Inevitavelmente se miscigenariam, ou será que os geneticistas e antropólogos destas grandes (Universidades), são inocentes o bastante para não saberem que atualmente o homem moderno, principalmente quando jovem, e mais ainda quando vive no campo, mantem constantes relações sexuais com outros animais! Ou estes senhores são muito desinformados, e então, não os posso classificar adequadamente. Imagine! Espécies em que o instinto de reprodução fosse tão forte o quanto o foi nas duas espécies descendentes do “homo erectus”! O que aconteceria com as duas espécies convivendo juntas? Porque não vão lamber sabão? No mínimo estão tornando públicas suas deficiências em sociologia, principalmente na área relativa aos estudos dos costumes sexuais das sociedades modernas. O homem de hoje é o retrato fiel do homem de um passado bem remoto. Olhe, que não estou a me referir à manada.

 

NOITES INSONES

COMO SERIA O “SAPIENS” NO ALVORECER DA

INTELIGÊNCIA HUMANA?

 

2”CNTP”. Elucubrações sobre dois acidentes geológicos ou fatos ocorridos há 250 e há 74 mil anos atrás! (Lembrem-se que nessa primeira data, segundo a paleoantropologia o sapiens dava seus primeiros passos como “Ser”pensante). Este notável fato, o levou a gradual adoção do raciocínio com o consequente abandono e uso dos instintos mais primitivos, estes instintos continuaram presentes em seu cérebro límbico. A grande proeza do intelecto humano foi sobreviver ao cataclismo que quase dizima a vida no planeta, isto, há 250 mil anos atrás. Na última data 74 mil anos atrás, uma outra grande catástrofe planetária testaria novamente a capacidade de sobrevivência das duas espécies que dominariam o planeta até 30 mil anos atrás, quando os Neandertais desapareceram completamente. Mas, nesta data esta espécie sucumbiu de forma não explicada! No entanto elas passaram com louvor nos testes ocorridos há 250 e há 74 mil nos atrás. Tem algo de estranho na teoria antropológica de que repentinamente, há 300 mil anos a espécie começasse a pensar, a raciocinar inteligentemente. Ora! Se qualquer “ser” vivo, dependesse de um cérebro completamente desenvolvido para iniciar a pensar com inteligência! Ele não demoraria tanto para "sair da caverna", e como demorou! Foi 290 mil anos, vivendo em péssimos abrigos, e em cavernas! Ora! É muita burrice num animal que pensa, no decorrer destes 300 mil anos, levar 290 mil anos para descobrir que as sementes germinam! E daí inventar a lavoura e o consequente sedentarismo. Com o desenvolvimento da lavoura os grupos humanos tornaram-se sedentários, criando as cidades, os metais, a escrita, as leis, as civilizações instruídas, e os impérios, até chegar às tecnologias modernas! O natural e esperado, conforme a lógica mais simples seria, que este cérebro, a partir do início da aquisição de “n” cm3 de volume de massa encefálica, que ele já possuísse proporcionalmente, um córtex com neurônios complexos, já em funcionamento, e então, começasse a pensar, embora de forma rudimentar, mas, já começasse!  E não somente quando completasse a aquisição de todo seu volume cerebral de 1400 cm³ há 300 mil anos. E como ficamos? Com um cérebro que dá um estalo e começa a pensar, ou com um cérebro em constante aumento e desenvolvimento, tanto no volume do cérebro, como no número de neurônios de seu córtex, influindo na área do raciocínio e do "pensar" analítico. É pouco provável que tudo tenha começado num determinado momento, num estalo, o natural seria adquirir o "pensar" gradualmente através das eras. A paleoantropologia pode não conseguir ler ou captar estas tênues mudanças ocorridas ao longo “dos tempos”, e até mesmo não terem sidas registradas nos fósseis, mas, o mais provável é que tenha ocorrido lentamente. Como disse, talvez, por falta de registros fósseis, ou pela sua tenuidade no avanço da função de pensar. Aí, eu me pergunto, o que criaria estas dificuldades para se fazer tais registros, impedindo as consequentes leituras nos registros? Senão a dispersão desses mesmos registros fósseis! Devido também a lenta ação no desenvolver da função de pensar em nossos avoengos! E assim, ficando nos parecendo que o evento se deu de um estalo, há 300 mil anos. O interessante, é que a divisão entre o “deismo e o ateísmo” moderno provoca estas duas posturas. A primeira, defendendo o estalo, em tempos recentes, a segunda postura defendendo a lentidão provocada pela evolução darwiniana! Como se a divindade ou energia criadora não fosse capaz de montar o algoritmo no evento de pensar de estalo, ou também lentamente! Ou que a própria evolução defendida por Darwin não fosse capaz da mesma proeza! Não entendo o porquê deste embotamento na mente do homem pensante moderno!  Em 05-11-2015 eu escrevi um ensaio apreciando esta postura. O que me levou a questionar a data do início do "pensar", foi o fato do homo erectus a 2 milhões de anos ter engenhado o machado acheulense e outras ferramentas de pedra e de ossos, mas, a paleoantropologia não nos mostra vestígios de raciocínio na sua máquina de pensar! Foi por isso que mandei os cientistas da área, lamber sabão! Ora! Segundo a visão dos cientistas da área o "homo erectus" de 2 milhões de anos atrás construía o machado acheulense sem utilizar o cérebro! Pois eles só começaram a pensar há 300 mil anos atrás. Talvez eles utilizassem o cérebro dos cientistas! Só pode “Ser”isso! Utilizaram uma "máquina do tempo", levava os cérebros dos cientistas pra lá, faziam os machados e devolviam os cérebros dos cientistas pela mesma máquina. E assim estaria tudo explicado. Mais uma vez, vão lamber sabão.

 

UMA VISÃO PALEOANTROPOLÓGICA DO INÍCIAR A PENSAR

(A TOMADA DE CONSCIÊNCIA DO “CURSO” DA EXISTÊNCIA)

3”CNTP”. África subequatorial há 300 mil anos, Kênia, local com coordenadas exatas, desconhecido! O mais provável seria os arredores do Lago Turkana. Solidão, alheamento, desilusão estupor e, insônia sem fim, pensamentos fugidios, sentimentos inconsistentes, letargia, grande sensação de não “Ser”, início do domínio do ego sobre o id (id, ainda no cérebro límbico), e da sujeição do ego pelo super-ego. (Somente para agradar a Freud e Jung). Eu só não descobri o que fazer com os doze arquétipos. Assim, fico mesmo é com o Stanislav Grof. Alteração profunda no id límbico, introspecção da alma no fundo do Ser. Noites insones, primeiras análises de si mesmo! Só o abismo insondável entre o “Nihil” e o alvorecer da ação do “Ser” que habita naturalmente o ““Ser”material” representado por sua personalidade meia boca. Daí, o início das mudanças de sujeito inerte para sujeito dinâmico e indagativo, mudanças que podem “Ser”traduzidas como as duas polaridades tradicionais a que chamamos de (polaridades formadoras do processo cognitivo). Um processo cognitivo em si, altera o comportamento do animal, ficando registrado em seu fóssil, como as mudanças de hábitos de todos os tipos. Tudo resultado da energia suprema que nos levará ao raciocínio e ao conhecimento ou episteme. Surpresa ao poder discernir o tudo no nada onde habita o “Eu”. Será este o mistério insolúvel do “Ser”? Dúvida e inconsistência que por muito tempo perdurará, mas que um dia, por via lógica, ele começará a enxergar as primeiras visões do seu porvir, e recordará frações de seu passado como “Ser”possuidor de memória! Reconhecendo a si próprio! Como um “ser” individualizado num "eu". Sem memória, impossível tomar consciência de si próprio, pois, estamos sempre “en passant’. Sempre num passado/presente, com o barco da existência sempre em curso. Este “eu”, navega constantemente “vindo” do passado para o presente, e “indo” do presente para o futuro, constantemente.

 

4”CNTP”. Uma protoanálise profunda do seu devenir, leva-o como "Ser" nascente, aos meandros dos primeiros raciocínios e inapelavelmente ao não "Ser", onde a dúvida o levaria ao nihilismo? Como se uma fuga o levasse a um estado de “splen” ou a um “insight” do vir-a-”Ser”de que tratava Hegel, como se estivesse em numa constante formação de seu nascer epistemológico, nem que fosse com a concepção piagetiana, então, criar-se-ia um (id/ego/superego) primitivo, que resulta no “Ser” embrião, que resultaria na formação da (personalidade primitiva do “Ser”). Tudo desabrochando no novíssimo “entendimento” do velhíssimo “instinto”. A maior dificuldade para este "Ser” novato, e que mais afetará de maneira marcante e insofismável o seu entendimento racional do seu existir como (“Ser” que sabe que sabe), onde este saber que sabe leva-o inescapavelmente a prever seu devenir, transformando-o continuamente num “Ser” mais e mais evoluído. Naturalmente que a ausência de uma fala desenvolvida, isto como processo natural e ferramenta para fixar o reconhecimento e o entendimento do “Eu” como "Ser" que pensa, geraria a sua premente necessidade de se comunicar com seus semelhantes. O que ele o faz com a ajuda do dom “espiritual” ou da (enteléquia) como querem alguns! Agora, trato do início do auto reconhecimento, que o leva a desenvolver dentro de curto espaço de tempo uma fala elaborada, resultado do seu novo proceder como “Ser” racional. Num passado remoto, presume-se! Há 300 mil anos atrás, foi nessa época que se deu ou se iniciou este processo de auto reconhecimento do “Eu”, sem o qual a raça do homo sapiens não alcançaria a condição do “homo sapiens sapiens”, ou seja: o homem que sabe que sabe! Ou como diz o filólogo alemão! O homem que saboreia o que sabe, ou o saber. Este ato de saber que sabe, segundo alguns conceitos "sócio - páleo  -antropológicos", foi este ato que provocou a transformação do "ser" hominídeo no “Ser” humano propriamente dito, o que leva a paleoantropologia a estas deduções são vestígios e tão somente “vestígios”, de resíduos comprobatórios de mudanças comportamentais nos seres ditos “sapiens”. Isto desde os 300 ou 380 mil anos. É o que nos deixaram! Vestígios fósseis, como testemunhos do seu proceder cultural nessas eras do alvorecer do “homo sapiens”. Denotando comportamentos intelectivos lógicos e racionais a testemunhar firmes procedimentos e raciocínios próprios de seres desenvolvidos com padrões iniciais e lógicos da nascente episteme humana, mas, que nos levaria a episteme moderna, tudo, devido a necessidade de natural de comunicação que nos proporcionou a fala elaborada e desenvolvida. Portanto, quem desenvolveu a fala elaborada, complexa e completa do sapiens foi o responsável pelo desenvolvimento do intelecto humano. A razão e a lógica nos dizem claramente que foram as mulheres que desenvolveram a fala humana. Vou relatar aqui, porque é muito interessante! Ao que entendo, esta minha teoria, nos diz, que foram as mulheres que montaram o desenvolvimento da espécie! Pois, os homens passavam o dia todo caçando em silêncio, para não afugentar a caça! Enquanto as mulheres passavam o dia todo falando, em alto e bom som, para afugentar os predadores em torno dos primitivos acampamentos, passando recados às vizinhas, tagarelando, sorrindo, gargalhando, ralhando com as crianças, fuxicando e desenvolvendo a língua! Enquanto os homens, saiam e voltavam calados, pelo simples costume obrigatório de andarem calados, pois, se conversassem no ato de caçar, a caça dispersaria, fugindo deles, o que dificultaria a caçada, e óbvio a alimentação da progênie. Mesmo nos dias de hoje, com toda tecnologia nas armas, GPS de navegação e etc., o bom caçador passa quase todo tempo calado. Era uma rotina diária, praticada durante milhares de anos! Todos calados! Trazendo todo santo dia, a coleta de produtos comestíveis e os proventos da caça, que todos em conjunto conseguiam, mas, todos calados, sempre pensando “naquilo”, que os esperava nos acampamentos. Benditas mulheres!

 

5”CNTP”. No sul da Europa há 120 mil anos atrás, entrando provavelmente no sul da península ibérica pelo estreito de gibraltar. Uma leva de humanos africanos, que hoje reconhecemos como descendentes do Cro-Magnon, vindos provavelmente do Kênia e que na época, alcançaram o ápice do desenvolvimento, se isolando de outros grupos não pensantes, chegam até à Europa, a arqueologia não pôde precisar até hoje, a data exata da chegada destes seres à Europa, (foram várias levas de humanos a invadir a Europa), existem vestígios do mais antigo Neandertal desde há 175 mil anos atrás e do Cro-Magnon na Europa, somente entre 120 mil anos e 90 mil anos atrás. (Isto nos diz: Que o futuro do "homo sapiens" partindo das espécies Cro-Magnon e Neanderthal, já estava delineado na África, desde talvez, há mais de 300 mil anos, espécies estas oriundas do “homo erectus” desde 700 mil anos atrás, quando se bifurcaram nas duas espécies (Neandertal e Cro-Magnon). Existe a hipótese ou teoria espiritualista, de que talvez, sua inteligência tenha sido herdada a partir dos seres de Capela, como querem alguns antropólogos religiosos, o que transformou de uma só vez estas duas espécies em homo sapiens. Numa era mais recente surgiu um dos fatores em que se baseia a antropo/paleontologia para afirmar que estas duas espécies já possuíam e agiam como humanos, foi o feito espetacular, destas duas espécies terem conseguido sobreviver ao grande gargalo pelo qual passaram há 250 e há 74 mil anos atrás todos os seres vivos do planeta. Me contestarão, sei disso! E os outros primatas, seus contemporâneos não sobreviveram também? A questão é que nessa época a espécie “homo sapiens” já havia perdido parte do instinto de preservação animal, natural da espécie! Já decidiam com o uso da razão e da inteligência. O que torna um feito espetacular passar há 74 mil anos por este gargalo da existência sem o auxílio do instinto!

 

6”CNTP”. Nesta época há 74 mil anos atrás, uma gigantesca erupção de um super vulcão chamado Toba, no arquipélago da Sumatra, quase extingue a vida no planeta cobrindo quase toda a atmosfera do planeta com poeira vulcânica. O que perdurou por vários anos, sendo um verdadeiro milagre estes nossos antepassados terem sobrevivido a esta imensa catástrofe.

 

7”CNTP”. Ninguém aventa para as diversas possibilidades destes seres terem chegado à Europa em data bastante anterior à sua passagem de “homo sapiens” para “homo sapiens sapiens”, com a aquisição da fala, isto, ocorreu de 120 mil a 175 mil anos. E de que assim, já estivessem na Europa em data muito anterior aos 250 mil anos, data esta, bem anterior ao homem já pensante concomitantemente já falante, e muito menos sem falar na hipótese espiritualista, de que fossem descendentes dos seres de Capela. Condição adquirida já com a fala desenvolvida, naturalmente os antropólogos espiritualistas, os veem assim. Sob o enfoque espiritualista esta é a única explicação plausível para essas duas raças tão frágeis, sem os atributos do instinto de sobrevivência animal, terem sobrevivido ao colapso ou gargalo de 250 mil anos e ao de 74 mil anos. Sinal que eles (os instintos), podiam ainda estarem presentes no caso dos 250 mil anos, ver se (os fósseis dessa época registram tais instintos), e de que, no caso dos 74 mil anos, tenha sido a inteligência que prevaleceu, salvando-os. O que leva por terra a teoria e a pretensão chinesa do seu autoctonismo, levando-nos a crer que o povo chinês atual seja descente do Cro-Magnon e do Neandertal que conseguiram vencer o gargalo de 74 mil anos atrás. E não do “homem de Pequim”, com idade entre 300 e 500 mil anos, raça que desapareceu com o gargalo de 250 mil anos. E que os chineses modernos, somente após o gargalo de 74 mil voltaram a ser numerosos e se espalharam pela China para repovoá-la. Mesmo porque o crânio do “Homem de Pequim” tinha conformação braquicéfala, portanto, um Neanderthal. Os chineses atuais são braqui/dolicocéfalos. Então nova miscigenação ocorreu entre os Cro-Magnons e os Neanderthal que migraram para a Ásia e que também povoaram a China. Espera-se que os estudos do genoma humano, nos esclareça esta questão. Pena que o “Homem de Pequim” tenha sido perdido em 1941 sem ter passado por uma radiometria. As equipes de antropologia estão seguindo uma pista dada por um ex-fuzileiro naval americano, Richard M. Bowen. Vamos aguardar.

 

8”CNTP”. O Neandertal era tipicamente braquicéfalo com crânios arredondados com iguais dimensões na largura e no comprimento, já o Cro-Magnon ao contrário tipicamente dolicocéfalo, com crânios mais compridos que largos. Como não há vestígios fósseis de Neandertals nem dos Cro-Magnons com os dois tipos de crânios “doli e braqui”, cada espécie possuía uma morfologia específica de crânio. Como somos atualmente, como os chineses atuais “doli e braqui”, é de se deduzir que tanto chineses como nós os ocidentais descendemos destas duas espécies, o que vem contrariar a teoria de que os Cro-Magnons eliminaram os Nanderthals há 30 mil anos trás, ou antes um pouco, reforçando a tese de que estas duas espécies simplesmente se miscigenaram e, isto a biogenética não comprovou. E que na realidade quem desapareceu entre 30 e 40 mil anos tenha sido os últimos povos Neanderthals miscigenados. Mesmo porque, só possuímos 3% de DNA Neandertal. Assim, toda a humanidade descende destas duas espécies! Portanto, somos ainda mais, todos irmãos.

 

Por aqui, ficam estas minhas singelas ilações sobre o mistério de como nos tornamos pensantes! Isto, por enquanto, somente, por enquanto, pois este, continua sendo um fato discutível e, no momento ainda insolúvel.

 

Este ensaio teve seu título original mudado em 05/07/21 de “Sapiens”, para o atual “Como nos Tornamos Pensantes”.  Títulos postos pós-escrita representam melhor o conteúdo da obra.

 

Edimilson Santos Silva Movér

Vilas de Abrantes, Camaçari-Bahia

Recuperação de “memória” em 21/02/2007 de um ensaio perdido.

moversol@yahoo.com.br

Atualizado em 08/2018

Atualizado em 07/2019

Atualizado em 08/2021

 


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