domingo, 5 de agosto de 2018

SINGELO ANTITRATADO DO CÉREBRO - ENSAIO


DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR
Subsérie: Estudos ônticos e ontológicos do savantismo.

SINGELO ANTITRATADO DO CÉREBRO

Sob um ponto de vista de:
Edimilson Santos Silva Movér.


(O cérebro dos Savants)

      PREFÁCIO
1* Estes são singelos estudos teóricos dos “Seres” ônticos e ontológicos heideggerianos, que em sua unidade subliminar existencial se deixam “entrever” no comportamento e nas ações cerebrais da pessoa portadora do savantismo, onde os Savants nos demonstram as duas facetas do “Ser”. Uma extremamente material com suas imperfeições e idiossincrasias comportamentais, chegando a ser deficiências mesmo! A outra chegando ao sublime, ao genial, tocando no absurdo, no incompreensível. Lembrem-se, que eu disse na primeira linha, “estudos teóricos”.

Sendo o “Ser” ontológico, aqui tratado e estudado sempre à parte do “Ser” ôntico, este ser ontológico, representando todos os “Seres”! Será tratado como um “Ser” múltiplo que é! Mas, como um “Ser” concreto na sua realidade espiritual e material, no entanto, um “Ser” individualizado. Esclarecendo! Refiro-me ao Ser ôntico no que diz respeito a sua estrutura íntima e a essência do Ser, já com o verbete ontológico pretendo me referir ao Ser como objeto do estudo ou conhecimento deste mesmo Ser. O cérebro como representante do “Ser”, aqui receberá uma multiplicidade de tratamentos, isto advém do fato a ser considerado como uno, enquanto indivíduo, e em suas múltiplas facetas enquanto cérebro, e como um único organismo, mas, que capta conhecimentos e expõe os prodígios que aqui serão ontologicamente tratados, desde suas primeiras ações, como o mais importante organismo do nosso universo próximo. Por poucos conhecerem a essência da existência deste “Ser” savânico, somente no fim deste ensaio, à ele dedicarei mais tempo e espaço. Para melhor separar a abordagem dos dois tipos de cérebro, só me referirei ao cérebro dos Savants na parte final do ensaio. No princípio, somente o cérebro comum, como o meu, receberá tratamento e estudo.

 2* Neste ensaio abordarei, embora, de forma sucinta até mesmo o “insolúvel” problema do elo perdido, pois, este problema tornou-se até hoje insolúvel por culpa do próprio cérebro que ao criar a ausência do elo, (que agora chamam de perdido), até hoje a ciência não conseguiu encontra-lo, agora refiro-me ao cérebro dos antropólogos. Já o “teórico” acima é por conta da base heurística que tive que aplicar! Algo que julgo simples e natural neste tipo de estudo, que o humano comum tende a considerar complexo. Como se a taxa de complexidade que aparece no estudo de um sistema de Bertalanffy pudesse ser avaliada pelo grau de desconhecimento que se tem, no momento da avaliação, deste mesmo sistema, como se o tipo do estudo de um sistema específico, gerasse a dificuldade para entende-lo! Ou mesmo do estudo de um sistema qualquer! Sendo aqui, o sistema avaliado o cérebro!  E em especial o cérebro dos Savants. A dificuldade em referência adviria da visão que se tem sobre estes dois sistema, ou duas entidades! O sistema aplicado ao estudo que é algo “abstrato”, e por ser impossível levar as ações savânicas ao laboratório! e o sistema estudado que é o “cérebro”, não importando, se um cérebro comum ou Savant, estes, serão sempre objetos, obviamente “concretos”. 

       COMO CRIAR UM PONTO DE VISTA:
 3* Como criar um ponto de vista! Alguém já dissera que: “Todo ponto de vista é a vista de um ponto!” Claro que tem-se que subentender que este ponto só terá alguma importância ou relevância se atrás deste ponto houver um observador ou “Ser” que pensa! E dele possa externar alguma opinião sobre a vista observada... E aí, sim, realmente conseguiremos criar ou transmitir alguma coisa de importância ou relevância deste ponto de vista. Como toda história tem seu ponto de vista, que tudo abarca, então! Todo ponto de vista tem uma história. Tudo tem uma história, e nada acontece por acaso, o problema é tomar a decisão para contar tal história, também muitos ou todos os grandes feitos, descobertas e acontecimentos ocorridos no mundo, nunca se referem a uma única pessoa, nem possui um único protagonista. Claro que já conhecia o fato de algumas pessoas possuírem cérebros “especiais”, no caso, os “Savants”, isto, quase todos o sabem. Descobri em minhas pesquisas que a literatura sobre os cérebros especiais dos Savants é vastíssima, o que nos demonstra que estes cérebros têm gerado exaustivos estudos nas maiores universidades do planeta. Embora, com o desenvolvimento atual da neurologia, pouco se possa fazer quanto a utilidade das funções destes cérebros especialíssimos. Em referência ao que disse sobre um fato histórico! A história deste ensaio que ora se inicia, possui vários responsáveis por sua existência, ou no mínimo, por seu pontapé inicial: No entanto, eu poderia ter sido incentivado por outra via; ou ter tomado conhecimento do tema da reportagem e deixado como ele estava estampado na revista. O primeiro responsável pela elaboração deste ensaio seria o fato da existência dos Savants, pois, sem eles este ensaio não faria sentido, nem a reportagem: O segundo responsável sou eu mesmo, que resolvi dedicar meu tempo ao estudo do assunto e a tentar analisá-lo e descrevê-lo com alguma coerência e lógica: O terceiro seria o pensador e meu amigo Dr. José Mário Ferraz que leu o texto numa revista e me repassou para que eu o lesse e opinasse: Na realidade ele não me pediu textualmente que escrevesse ou opinasse sobre o assunto. Pois, quando cheguei ao seu apartamento, depois dos cumprimentos habituais, ele me disse, - Movér! Tenho uma coisa que gostaria que você lesse. - Partindo do pensador José Mário, isto é o bastante para me deixar em estado de alerta, alerta este, que o resultado foi este ensaio: O quarto seria o repórter da revista, que elaborou e escreveu com maestria tal reportagem: O quinto seria a própria “Revista” por publicar tão “Interessante” reportagem. Espero que os meus poucos leitores, (entre os quais, naturalmente você está incluso), compreendam que este ensaio teve uma motivação extremamente pessoal. Por isso, na intenção de evitar discussões inúteis e vazias, que não nos trazem nenhum proveito! Transcrevo mais uma vez os direitos de todos os cidadãos do planeta, e que constam da “Declaração Universal dos Direitos Humanos”. Que diz textualmente no seu artigo XIX: (Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras). Com todos estes direitos de tecer, formar, absorver e transmitir opiniões sobre qualquer assunto: Posso escrever sobre o meu pé, sobre meus ouvidos, sobre qualquer coisa que faça parte do meu corpo físico, sobre meus rins, sobre minha cara feia, sobre o que creio e o que não creio, inclusive sobre coisas concretas, sobre este órgão que me faz pensar sobre ele mesmo! Ou sobre qualquer abstração fruto da minha mente ou não. Aqui, propositadamente só faço referência ao meu cérebro, nunca a mim como pessoa completa e complexa que sou como ser social, que emite opiniões, algumas vezes certas, outras vezes erradas. Também falarei sobre outros cérebros! Do cérebro de Einstein será relatado seu estudo, como também os de alguns Savants e de algumas pessoas incomuns e comuns, destas últimas, somente de leve seus cérebros aqui serão tratados e sempre como comparações.

4* Entendendo eu, que pessoas comuns possuam como eu, naturalmente, e somente cérebros comuns. Esta é a minha visão básica, sobre o nosso cérebro. Só me afastando disso, se ocorrer uma necessidade ou por um deslize qualquer. Inusitadamente este ensaio, embora tenha como tema central o cérebro do “homo sapiens sapiens”. Subespécie a qual suponho pertencer! O motivo deste “supor pertencer” está em “alguns momentos” nos quais não devemos sentir nenhum orgulho deste “pertencer”! Pois, em agosto de 2011 um pai, aqui no Brasil mandou matar a própria filha para receber um seguro de vida! Atente para o fato de que não estou tomando um fato isolado como um exemplo geral, sendo somente uma referência à extrema capacidade do “Ser” ontológico de praticar a maldade, o que nos leva, às vezes, a perder o orgulho de sermos humanos.
Se bem observarmos, a história do homem, (após a escrita), veremos abismados, que em alguns momentos, realmente não há motivo algum para termos orgulho por fazermos parte desta espécie animal que aprendeu a pensar, a falar e a escrever e, principalmente a praticar burrices. Assim, este, será um ensaio ontológico, só não pode e, não pretende ser um estudo escatológico. O que equivale dizer que, este ensaio se refere ao “homo”, como um “Ser” social, mas, não ao seu fim último como espécie! Então, aqui só trato do seu comportamento como “Ser”, com um forte enfoque no seu cérebro. E portanto, não trato da sua finitude como espécie, ou do seu desaparecimento final, algo que inevitavelmente um dia ocorrerá! Conforme a lógica mais simples.
Levando em conta o que pensadores da “Hélade” há mais de vinte e sete séculos já propunham! Que no universo, a única coisa permanente existente, seria a impermanência.

5* Aqui chamo a atenção do leitor para a profunda relação sinestésica inerente aos Savants! Embora no momento a neurologia desconheça em que moldes e como esta sinestesia se processe, espero que no cérebro do homem do futuro, estas ações sejam uma coisa natural, comum e corriqueira. No entanto, isto não me preocupa tanto, o que me preocupa mais na atualidade é o CAOS, falarei do CAOS no final deste ensaio, pois, o responsável pela vinda do CAOS, com certeza é o “cérebro” do animal que chamam erroneamente de “humano”.

VOLTANDO À SINESTESIA:
6* A sinestesia acima referida, pode parecer algo complexo e difícil de entender e perceber! No entanto, qualquer pessoa comum a percebe facilmente, se a tomar como uma relação de planos sensoriais diferentes, mas, evidentes por si mesmos. Observe que você ao tomar um banho com um sabonete com perfume de erva doce, se levar a espuma à boca, o sabor inevitavelmente será de erva doce, ou vejamos uma sinestesia mais abstrata! Ao olhar para uma bola, feche os olhos, e leve a bola às mãos, seu cérebro montará a mesma imagem esférica, e esta imagem será guardada como memória explicita. O problema é que os Savants fazem isto com os números e com as notas musicais, principalmente com fatos e coisas que passem a fazer parte de sua memória implícita, (adiante trataremos do que seja a memória implícita!). Para certos tipos de Savants as notas musicais e os números possuem sabores, cores, inclusive possuindo texturas as mais diversas, e o mais inacreditável! De 1 a 10 mil possuem personalidade. Uns são tristes, outros alegres! Uns são quietos! E por aí vai! Segundo alguns Savants os números, as notas e melodias da música são percebidos assim, daí advém a sua prodigiosa memória musical e numérica. A palavra sinestesia pode ser entendida como: a união de sensações, ou o poder de utilizar as sensações que nos são proporcionadas por vários de nossos sentidos de forma simultânea. Um cérebro comum normalmente é destituído desse poder. No entanto, podemos experimentar debilmente tais sensações, nas relações do paladar/olfato e da visão/tato, ou de um destes sentidos com a audição, como demonstrarei adiante. É interessante observar que neste ensaio trato especialmente dos seres nominados pela neurologia de Savants. Adianto aos meus preclaros leitores que: (Savant é sábio em francês). Antes de iniciar o primeiro capítulo deste ensaio, de antemão, vejo que não poderei tratar somente dos atos inteligentes dos cérebros dos Savants. Também, nalguns momentos tratarei dos atos burros dos homens comuns. Atos burros estão por toda parte, em nossas cidades, em nossas Ruas, sob nossas vistas, mas, não os vemos! A burrice provoca este tipo de cegueira. Alguns nacionalistas burros não vão gostar! Que fazer! Estes nunca compreenderão ou terão a visão histórica de que as fronteiras foram criados por homens burros, nunca perceberão que todos moramos num único planeta, e que este planetinha azul está à deriva pelo espaço sideral e “infinito na escala humana”. Principalmente, nunca compreenderão que os ancestrais de todos os humanos tiveram sua origem no vale Turkana no Quênia, na mãe África. Uma das maiores burrices existentes, e que põe em risco a existência da humanidade é o nacionalismo. O nacionalismo foi criado por cérebros comuns, de homens comuns, sobretudo, burros e sem visão. Não foi criado pelo organismo tema deste ensaio, que é o “cérebro” savânico.

       O DETERMINISMO MECANICISTA LAPLACIANO:
7* Para um melhor entendimento da ideia do que pretendo expor e propor neste ensaio torna-se necessário que fique esclarecido logo no início, que: O que disse na introdução a respeito do futuro do “homo sapiens sapiens” comum existindo no futuro com um cérebro Savant seria tão somente uma esperança, e esperanças não são relevantes em nosso existir. Aqui, sob nenhuma hipótese ou condição, trato do que foi o “homo” no passado, ou é no presente, mas, me preocupo com o que o “homo” será no futuro! Aqui, o homem como “Ser” que evolui não será abordado em profundidade, assim, torna-se lógico que nem tão pouco faço um estudo do homem na direção da sua evolução espiritual. Nem mesmo como consciência, embora neste ensaio trate brevemente, mas, sem nenhum aprofundamento, da consciência, da memória, da intuição e do seu sentido aparentemente físico, e mais importante, que é a visão, inclusive trato dos outros sentidos, creio que estas entidades, (principalmente a consciência), que a meu ver, seja a mãe dos nossos 5 (cinco) sentidos básicos. E creio que nada mais sejam que: as essências basilares deste organismo que chamamos de cérebros. Note-se também, que abordo o importante assunto, do modo como este mesmo cérebro resolveu o crucial problema de como adquirir proteínas para seu desenvolvimento e aquisição de energia E trato de outras funções ou qualidades, às quais chamo de funções “savânicas”: Os cinco sentidos básicos são presumivelmente o que o cérebro utiliza para tomar conhecimento do universo em que vive e que o cerca. Razão pela qual temos que levar em conta que, segundo o holismo sistêmico, este cérebro é parte integrante deste mesmo universo, (inclusive seus cinco sentidos). E ainda trato de algumas das relações que os nossos sentidos, indiscutivelmente mantêm entre si, e com este organismo chamado de cérebro e naturalmente com o universo em que este cérebro habita. Entendamos porém, que: Este será um estudo atomista, mecanicista e determinista, portanto, materialista. Aqui não cabem considerações e discussões religiosas ou filosóficas, no que diz respeito às funções e capacidades conhecidas ou ainda por conhecer, comprovadas ou ainda não comprovadas do cérebro deste animal, e de que sabemos ser o cérebro, o organismo mais evoluído que atualmente existe no planeta Terra. Para evitar querelas filosóficas inúteis, esclareço que me refiro acima, sob certas injunções, (inevitáveis), creio eu, ao velho determinismo mecanicista laplaciano do encadeamento causal segundo o tempo, e noutras vezes, “trato” o tema sob o enfoque do moderno determinismo científico, que defende o princípio da causalidade supondo uma irrestrita interação entre causa e efeito. Este determinismo de que trato aqui, pressupõe que todo efeito já está absoluto e completamente presente na causa. Mesmo com a determinação do meu querer, este “tratar” estará sujeito ao contexto do conhecimento vigente adquirido pela neurologia sobre este espetacular organismo que é o cérebro, pois, é um cérebro comum analisando outros cérebros e, estes outros cérebros são absolutamente cérebros especiais e incomuns. Que fique também bem esclarecido que: Toda opinião externada fora do estabelecido pela ciência da neurologia sobre o cérebro, será entendido como uma opinião heurística do cérebro do autor deste ensaio, e de que esta opinião sempre fará referência ao cérebro do autor. Nada tendo a ver com os cérebros de outras pessoas, principalmente com os cérebros de religiosos, de fanáticos, de filósofos e de profissionais da medicina, tais quais: médicos e clínicos em geral, psicólogos, psiquiatras, neurologistas, neurocientistas, pesquisadores, interessados, e também de desinteressados, malucos e afins! Embora faça citações de suas descobertas e dos avanços alcançados nos estudos do cérebro humano pela neurologia. A citação do artigo dezenove da carta dos direitos humanos, aqui inserido propositadamente logo no início deste arrazoado, no (marcador de leitura nº 3*), foi ali transcrito em função de que logo adiante, afirmaríamos, no capítulo 4 que somos 100% cérebro, o que obviamente viria de encontro ao que diz a biologia no que diz respeito a anatomia humana. Que afirma peremptoriamente que o cérebro é um órgão do organismo humano, e não que os órgãos do corpo humano sejam órgãos do cérebro. Como afirmo no capítulo 4 que somos cem por cento cérebro! Então, este cérebro, nada mais seria, que nós mesmos. Não nos esquecendo de que estamos lidando com um sistema que já evoluiu suficientemente para reconhecer a si próprio, então! Estaremos inevitavelmente sujeitos a se referir, (como cérebros que somos), ao formalismo filosófico e a atitude comportamental inerente aos “Seres” vivos falantes. Portanto, se como “Seres” somos totalmente cérebros, então, como toda recíproca é verdadeira! Lógico que como “cérebros”, somos totalmente “Seres”. Raciocínio que nos deixa no centro de uma proposição com estas duas únicas janelas de saída, é só escolher!!!... Ora! Os “Seres” sencientes e falantes possuem e expõem a sua origem na essência do funcionamento destes cérebros!

8* Mesmo assim! Aqui, estará fora de discussão se a diversidade dos comportamentos destes “Seres” teria sua origem fora do cérebro ou não! Aqui e agora, me reporto à proposição da “Ressonância Mórfica” do biólogo, bioquímico, parapsicólogo, escritor, palestrante e filósofo inglês, Dr. Rupert Sheldrake. Isto, num misto de uma visão holista/sistêmica e mecanicista. Note-se que muitas vezes refiro-me ao cérebro como um sistema que pensa, mas, nunca mantenho um diálogo, nem nunca espero uma resposta deste mesmo sistema. Portanto, na maioria dos momentos, não trato o cérebro como um “Ser” vivo. Ao se decidir fazer um estudo, mesmo que na forma de um ensaio, tendo como tema central um sistema extremamente complexo como é o encéfalo humano, nos vemos inevitavelmente diante da ambiguidade de termos que o tratar como matéria física inerte, e às vezes como uma entidade física, mas que, no entanto, pensa, fala e questiona! Portanto, como matéria viva. Não se assustem com a imensa quantidade de “creios”, eles existem em meus ensaios, isto naturalmente é provocado pela imensa quantidade de “heuristicidades” existentes em todos meus ensaios. Assim! Creio que o homem que não crê no que escreve ou no que diz, não merece ser lido ou escutado...

UM ESPERADO EFEITO DO SAVANTISMO NA
HUMANIDADE FUTURA:
9* Enfim, aqui não trataremos do homem como “Ser” ontológico, nem de suas relações com os outros “Seres” seus semelhantes. Nem tampouco de suas relações com uma pressuposta divindade. Aqui, trataremos das funções ontológicas do seu cérebro, que são distintas das relações ontológicas entre os “Seres”. Esclareço de antemão que: Sempre que utilizar o plural, estarei me referindo a mim e aos meus abnegados, inteligentes e pacientes leitores. Assemelha-se ao conhecido: (Fulano, et al).

10* Neste estudo não trato do futuro comportamental do homem nem mesmo de forma filosófica. Aqui somente trataremos das funções e das capacidades já detectadas e comprovadas pela moderna neurologia dos 100.000.000.000 (cem bilhões de neurônios) existentes no cérebro deste animal falante que chamamos, não sei se devidamente, de “humano” ou de “homo sapiens sapiens”. As deduções do resultado do possível uso futuro destas capacidades dos Savants ficam a cargo das mentes analítico/dedutivas dos meus poucos e ilustres leitores, portanto, este não é um tratado de futurologia da mente humana nem da escatologia dos seres humanos. Desculpem-me, mas, é por isso que deixo “propositadamente” as deduções que possivelmente aqui serão feitas sobre o que aqui for exposto e proposto! Por conta dos meus ilustres leitores.  

SERIA O CÉREBRO O “TUDO”?
11* Num embate entre cérebros, um cérebro comum pode me dizer que o cérebro é tudo! No entanto, outro cérebro comum pode me dizer que o cérebro não é tudo! Então! Detrás de uma visão mecanicista posso deduzir, e tendo como “certo”, que neste tipo de ensaio sobre o cérebro nem sempre caberá o “certo”, “talvez” por vaidade, ou talvez por simples uso da sua lógica e da sua razão, nossos cérebros são obrigados a considerar que eles, ou estes organismos a que chamamos de cérebros, pensam, e pensam de forma autônoma, portanto, possuem opiniões as vezes díspares, mas, são eles que decidem por sua própria evolução dentro do tempo e do espaço pelo que fazem ou deixam de fazer! Neste momento, o que está convencionado é que a ciência criada por este organismo chamado de “cérebro”, é isto aí, mesmo! A ciência criada por eles mesmos, tem como “certo” que o mais complexo organismo existente em todo o universo seja ele mesmo, visto que poucas pessoas percebem o fato de que foi este organismo do qual só conhecemos algumas de suas funções, que tudo isso decidiu! (Refiro-me humildemente aos cérebros de todos os “seres”, e não ao de um “Ser” em especial, (ali incluindo os leigos em neurologia). Me refiro agora aos cérebros dos neurologistas. E de que, no entanto, estes mesmos, desconhecem a totalidade das “funções e das capacidades” dos cérebros. Mesmo assim! Não podemos deixar de reconhecer que foi ele quem criou todo o conhecimento, inclusive sobre o cérebro, existente atualmente no planeta, e ao qual chamamos de “episteme humana”, principalmente na área da neurologia. Esta condição e prerrogativa assumida por ele, ou mesmo dada por ele aos cérebros, de criar todo conhecimento, naturalmente que isto se refere ao que diz respeito ao conhecimento criado e acumulado pela humanidade. Mas, não se refere ao que diz respeito à complexidade da vida em si! Isto nunca ocorrerá! O cérebro humano interpreta a vida, mas, não representa a vida em toda sua magnificência, plenitude e complexidade, ele faz parte da vida, talvez seja o organismo vivo mais evoluído de todos os organismos vivos. Mas, o cérebro não é o “tudo”, ele simplesmente faz parte do “tudo” podendo ser considerado um nada diante da vida. E aí, o orgulho do humano inteligente se esboroa. Noutro ensaio eu considero o cérebro, (isto, como “Ser”), como um nada. Ver o ensaio PEQUENO TRATADO DO NADA, de Edimilson Movér. Busque-o aqui mesmo nesse Blog.

        O HOMEM É CEM POR CENTO CÉREBRO:
12* Tenho como certo que o homem seja cem por cento cérebro, (no que o Dr. João Ferraz, irmão do Luciano Ferraz de Itambé), concorda com este meu ponto de vista, portanto, os nossos apêndices, braços, pernas, tronco, inclusive seus órgãos internos e externos, e sua caixa craniana com seus órgãos internos e externos, cabelos, barba e pelos pubianos, tudo, indiscriminadamente, tudo, naturalmente à exceção do próprio cérebro, nada mais sejam que sustentáculos e suportes para locomoção, manutenção, conservação, reprodução e proteção deste mesmo cérebro. Não sei se vou de encontro aos conceitos científicos ou crenças e posturas da biologia, mas, como a paleobiologia moderna nos diz que, os primeiros seres vivos que apareceram no planeta foram os estromatólitos em forma de colônias, isto, há mais de três bilhões de anos, nos quais não havia vestígio de cérebros! então nada temos a temer! Mesmo por que! A cronologia destes eventos possui pouca ou nenhuma relevância para o que será proposto neste ensaio. Depois apareceram as primeiras células procariontes e bem depois as eucariontes já com os núcleos definidos e protegidos pela dupla membrana chamada de carioteca, e só muito depois do aparecimento das células eucariontes foi que surgiram os primeiros registros dos organismos pluricelulares simples, E assim, a vida no planeta chegou até aos organismos pluricelulares complexos e, somente nestes é que apareceram os primeiros vestígios dos organismos complexos que a neurologia já pudesse chamar de “cérebros”, ou centrais de decisões. Gastou-se quase ou mais de 4.000.000.000 (quatro bilhões) de anos a contar do surgimento do planeta, para aparecer o primeiro organismo que se pudesse reconhecer como um cérebro... No decorrer deste tempo de 4 bilhões de anos a paleontologia não registra a existência de nenhum fóssil de um organismo pluricelular, (ou seja, de um animal complexo), num tempo que ultrapasse os 600.000.000 (seiscentos milhões de anos), na direção da seta do passado, a paleontologia nos diz que, anterior a este tempo, nunca existiu um animal complexo, deduz-se portanto, que a vida animal é relativamente recente no planeta. Considerando o tempo de existência do planeta, que é tido como de 4.600.000.000 (quatro bilhões e seiscentos milhões) de anos. Veja que aqui estarei tratando de um cérebro qualquer. Portanto, para o aparecimento ou a invenção do cérebro “por ele mesmo”! Demandou 86,956% da existência do planeta. Olhe! Que no momento não me refiro nem me reporto ao aparecimento do cérebro do homem pensante, pois, considerando que nosso cérebro inteligente surgiu somente há 250.000 (duzentos e cinquenta mil) anos, neste caso, gastou-se então: 99.995% do tempo da existência deste “mundão de meu Deus” para se chegar até aos primeiros cérebros inteligentes. E que eu declaro que seja na realidade, um organismo central a comandar um número de 78 (setenta e oito) órgãos contidos no corpo de cada um comedor de feijão e outras porcarias. Uma “revisãozinha”! Agora, no início de 2017 foi nomeado um outro órgão, o mesentério, uns pesquisadores irlandeses descobriram mais esta carga de trabalho para o nosso já, atarefado cérebro. Vai gostar de trabalho assim lá adiante! E eu o julguei mais interessado na labuta da reprodução... Que trabalheira! Tomar conta e dar ordens a 79 (setenta e nove) órgãos, com uma única recompensa prazerosa! Que é o ato da reprodução! “Vixe” Mariquinha! Nem tu esperavas! (Eita cerebrozinho sabido...)

O RESPONSÁVEL PELA EXPLOSÃO
DEMOGRÁFICA:
13* Este organismo a que chamamos de “cérebro” e que está alojado dentro de um receptáculo apropriado a que chamamos de caixa craniana. Este cérebro é o que também costumamos chamar de: “Ideia”, “coco”, “coité”, “juízo”, “cuca”, “cabeça”, “miolo”, “massa cinzenta”, etc.. O cérebro foi criado e postado estrategicamente na parte superior do animal bípede implume que nesta altura de sua evolução, (não sei se apropriadamente), denominamos de “homo sapiens sapiens”. Sabemos que este organismo já foi analisado e dissecado pela neurologia por uma miríade de formas diferentes e, de que não há muita discussão sobre sua estrutura física nem sobre sua morfologia! Mas, quanto às suas funções e capacidades existem muitas dúvidas, discussões e questões ainda não resolvidas, e estas ao que parece, perdurarão por muito tempo. O que nos leva a deduzir que na realidade desconhecemos a maioria das suas funções, nem sabemos como estas funções são geradas neste organismo, e, principalmente, “como e onde” elas são processadas. Quando estas dúvidas e desconhecimentos forem sanados, aí então, já não nos denominaremos mais de “homo sapiens sapiens” mas, sim, de “cerebrae sapiens sapiens”. Pois na realidade nosso organismo, como já disse no marcador de leituras nº 12*, é 100% cérebro. Sendo esta, uma afirmação!  Ora! Meus ilustres e, poucos leitores, uma lógica qualquer, por mais simples que seja! Nos diz peremptoriamente que; um organismo com a complexidade do cérebro é superior um bilhão de vezes à de qualquer outro órgão do nosso corpo material. Então este organismo terá que ser o “Chefe” do conjunto destes órgãos. Destes raciocínios podemos deduzir que somos, (mas, somos mesmo), em última instância e análise! Cérebros andantes, falantes, pensantes e reprodutores. Qualquer pessoa de bom senso percebe facilmente que o “cérebro” se dedica mais a função da reprodução que a outra qualquer! Considerando que esta afirmação está estribada no fato de que, senão todas, mas, pelo menos a maioria das nossas funções orgânicas e comportamentais, são literalmente comandadas pelo organismo, tema central deste ensaio. Como disse! Qualquer pessoa de bom senso percebe facilmente que o “cérebro” se dedica mais, ou quase que exclusivamente à função da reprodução que a outra qualquer! Assim! Pode-se considerar que a sua função sexual seja a mais prazerosa de sua curta existência. Considerando que a demografia nos diz que há dez mil anos éramos no máximo alguns milhões e de que hoje 19/03/2014 já somos sete bilhões e duzentos milhões de falantes e “enchedores de latrinas”, assim o disse... Leonardo di Ser Piero da Vinci, ou simplesmente: Leonardo da Vinci! Sendo nosso crescimento demográfico quase exponencial! Então, este mesmo bom senso nos diz que: Se antes o CAOS não nos fizer desaparecer! No decorrer de poucos séculos viveremos ombro a ombro, lado a lado, no que restar do nosso “então”, pequeno planeta azul. Tudo culpa da alta sexualidade do cérebro. Vai gostar daquilo assim, lá adiante!!!...

FUNÇÕES DO CÉREBRO NÃO
COMPREENDIDAS:
14* Tem uma coisa bastante estranha no funcionamento deste organismo chamado de “cérebro”! É que ele desconhece como ele mesmo funciona! Daí viria a minha antiga desconfiança de que “algo” existente fora do cérebro o comanda... Aqui me refiro as suas funções mais complexas, como a consciência, a memória, a intuição e sobretudo sua visão. Acredito (embora o que eu acredite, não tenha muita importância ou relevância), que no fim, no fim, não saibamos completamente como realmente funciona esta coisa espetacular e maravilhosa que temos atrás de nossos dois olhos e entre nossos dois escutadores de bolero, e de um monte de estultícias que outros cérebros espalham por aí... 

OS ESTUDOS DESTAS FUNÇÕES:
15* Muitos cérebros humanos já foram conservados no formol ou no álcool para estudos posteriores, um dos mais famosos foi o do cientista Albert Einstein, este foi guardado por um motivo importante, ele foi tido na época, e talvez até hoje, como o cérebro do homem mais inteligente na “área da física” que já passou por este planeta, e que este cérebro causou a maior mudança na maneira do homem e da sua nascente ciência ver o universo. Como veremos adiante, foi uma sorte que o médico Thomas Harvey tenha retirado e preservado, com autorização ou não, o cérebro de Einstein, embora tenha ficado por longo tempo sem ser feito pesquisas com conclusões importantes neste material, principalmente, porque a neurologia não possuía os instrumentos eletrônicos da atualidade, de posse desta moderna parafernália tecnológica de análise, a investigação e as análises do material conservado por Harvey finalmente demonstraram que nalguns aspectos havia diferenças notáveis entre o cérebro de Einstein e o cérebro de uma pessoa comum.

        O PEDIDO DE DESCULPAS:
16* Agora sou obrigado a me explicar e a pedir desculpas aos meus poucos e ilustres leitores pelo fato de iniciar a tratar com “minúcias” da descrição da “entidade/tema” deste ensaio, “o cérebro”! De agora em diante vejo-me obrigado a referir à sua complexa estrutura com as mesmas denominações que a neurologia utiliza para se referir às suas mais diversas partes e funções.

UM CÉREBRO REALMENTE IMPORTANTE:
17* No cérebro de Einstein as diferenças mais notáveis que Thomas Harvey encontrou foram:
 1) O sulco lateral, ou (fissura de Silvius), esta era incompleta,
2) Estranhamente Einstein não possuía os opérculos parietais em nenhum dos hemisférios,
 3) percebeu-se que o sulco lateral era alargado, e que havia se desenvolvido de forma distinta de outros cérebros.

17A* No final do século XX na Universidade McMaster da cidade de Hamilton situada na extremidade oeste do lago Ontário, na província de Ontário no Canadá, uma equipe de pesquisadores chefiada pela Drª Sandra Witelson estudando o material do cérebro de Einstein notou que a área do opérculo parietal do giro frontal do lobo parietal também estava vazia, eles também confirmaram as descobertas de Harvey quanto à ausência dos opérculos em ambos os hemisférios. Conforme a Drª Sandra Witelson essa anatomia cerebral incomum, seria o motivo pelo qual Einstein pensava visualmente. A neurologia com os modernos avanços no arsenal de instrumentos de análise e diagnósticos eletrônicos proporcionou a neurologia a oportunidade de detectar se estas diferenças físicas existentes nas estruturas dos cérebros podem ocasionar as diferentes habilidades de cada pessoa, isto será melhor observado se focarmos os extremos, ou seja! Focarmos os estudos para os cérebros dos “tolos” e dos “gênios”. Por exemplo: Numa parte do cérebro de Einstein notou-se a ausência do opérculo, numa parte que chamam de área de Broca e que possui um papel importante na fala humana, e de que, talvez para compensar esta ausência do opérculo, o lobo parietal inferior do cérebro de Einstein era 15% maior que o normal. Esta região é tida com responsável pelo raciocínio matemático, pela cognição visuo-espacial e pela imagística motora. A imagística é a área científica aplicada ao estudo do poder do atributo consciencial da imaginação, ou da inventividade do cérebro humano.

O QUE É PENSAR VISUALMENTE:
18* Conforme declarações do próprio Einstein ele pensava “visualmente” ao contrário da maioria dos humanos, que pensam “verbalmente”. Vou dar um simples exemplo: Isto nos diz que: nós pensamos montando frases, no entanto, Einstein quando pensava ou elaborava no cérebro o ambiente, no qual pensava! No caso de uma corrida de cavalos, (isto, como exemplo), ele não montava a frase “corrida de cavalos”, ou pensava na palavra hipódromo, aqui vou dar o tal do exemplo: (Talvez, com um certo exagero!). Ele simplesmente criava na sua mente uma imagem de um hipódromo completo, com canchas, vilas hípicas, boxes de largada, guichês de apostas, arquibancadas e naturalmente os cavalos correndo. Na cancha ou raia, ele vislumbrava, junto aos cavalos em disparada, velocidades, gravidade, força centrífuga, ação, reação, inércia, e outras lagartixas. Daí adviria a sua facilidade para visualizar o espaço/tempo distorcido pela gravidade, que logo depois, em 1919 foi calculado por um matemático, este cálculo é o que chamamos hoje de métrica de Schwarzschild, que na realidade é a solução para as equações do campo gravitacional no vácuo. E que na formação da teoria da relatividade geral, o cérebro de Einstein visualizou como a distorção do espaço/tempo provocada pela gravidade das grandes massas.

AS DENOMINAÇÕES TÉCNICAS:
19* Devido à complexidade das funções próprias e inerentes ao cérebro e suas distintas localizações, muito recentemente descobertas, torna-se necessário inserir (algumas imagens do cérebro) para que os leitores leigos em “cerebrologia”, entendam melhor sua estrutura, suas nominações, (muito técnicas), e sobretudo entendam mais facilmente o arrazoado que será desenvolvido ao longo deste ensaio que tem como tema central esta máquina complexa e maravilhosa a que chamamos de cérebro, encéfalo, miolo, juízo, cuca, ideia, massa cinzenta etc. Embora, já estejamos no meio da segunda década do sXXI e a neurologia já tenha avançado bastante no estudo do cérebro, a realidade é que a neurologia ainda está longe, muito longe de um completo conhecimento do funcionamento do cérebro, localizar funções é uma coisa, mas, saber como estas funções se desenvolvem, se realizam e se entrelaçam são realmente coisas distintas, e ainda completamente desconhecidas.

         A CONSCIÊNCIA É EXTERNA OU INTERNA AO    
        SER? :
20* Quatro, das funções mais importantes do cérebro são a visão, a memória, a intuição e a (consciência, que a meu ver! Seja A essência de tudo que o cérebro faz ou processa), sem a qual as outras três não existiriam. Interessante, a intuição na espécie é tida pela maioria como inexistente. No entanto a ciência sabe que ela existe, nos países que passaram por guerras, todos sabem que as mães sabem quando seus filhos morrem nos campos de batalha. Isto mesmo! A intuição existe sim! Destas quatro a menos entendida e conhecida é a intuição humana, a neurologia confessa que desconhece como todas elas se processam. E o mais angustiante e frustrante é que nem mesmo podemos afirmar, nem podemos comprovar que estas quatro funções se processam no interior do cérebro. Daí, aquela minha velha dúvida, de que talvez exista, outro “ente”, externo ao cérebro a comandá-lo? Sendo este, o pivô central da querela maior da humanidade... O que somos?
          A NECESSIDADE DE IMAGENS DO CÉREBRO:
21* Nesta altura do ensaio, creio que torna-se indispensável e necessário, não uma aula da fisiologia nem da morfologia do cérebro, mas, no mínimo, incluir alguns desenhos de sua anatomia, com as principais denominações de suas diversas partes, que embora sejam nominações meio tiradas a bestas, são inevitavelmente importantes para um melhor entendimento do leitor, das suas variadas funções e capacidades que nas futuras abordagens farei sobre esta entidade complexa e espetacular que é o cérebro humano! Inda mais, se este leitor, como a maioria das pessoas, possuir pouco ou nenhum conhecimento sobre a anatomia do encéfalo ou cérebro, principalmente sobre sua neuro/fisio/anatomia.

        AS IMAGENS:

22* Para facilitar aos leitores leigos em neurologia, e mesmo sobre a anatomia do cérebro: Insiro estas imagens do cérebro de forma bem simplificada e resumida: (Não tomem a inserção destas imagens, como uma aula de anatomia do cérebro, pois este ensaio não tem sentido didático), e o autor não teve, nem tem tal intenção. Na inserção destas imagens será conservada a grafia original contida no material fotográfico. 


IMAGEM 1 




          UMA VISTA SUPERIOR DOS DOIS     
          HEMISFÉRIOS:
23* Nesta imagem acima, numa vista superior, podemos ver claramente a divisão do telencéfalo em dois hemisférios, e sua clara separação pela fissura longitudinal.

IMAGEM 2






        UMA IMAGEM LATERAL:
24* Nesta imagem lateral acima estão assinalados os polos: Frontal, Occipital e o Temporal.

IMAGEM 3


        OS DOIS GIROS CENTRAIS E O SULCO CENTRAL E O LATERAL
25* Nesta imagem abaixo, numa vista lateral esquerda, vê-se claramente o Giro Pré-central em cor vermelha, abaixo o Giro Pós-central e dividindo os dois, o Sulco Central e abaixo destes o Sulco Lateral.
Creio que assim, os leitores irão paulatinamente se familiarizando com a nomenclatura das diversas divisões dadas inteligentemente pelos próprios cérebros, “dos neurologista”, às diversas partes do “cérebro” em geral. Vamos adiante...
E nesta mesma imagem abaixo, (e que as vezes chamo de desenho), nos mostra em vermelho e verde, uma melhor visão detalhando o que chamam de Giros: Pré-central, Sulco Central e Giro Pós-central, e abaixo dos dois Giros o Sulco Lateral.


IMAGEM 4







        UM CORTE LONGITUDINAL:
26* Este corte longitudinal ântero/posterior acima, nos mostra claramente a distribuição das diversas partes do cérebro dentro da caixa craniana, com atenção para o sulco parieto-occiptal. Leitor! Esta é a melhor banda do teu retrato! Eis o que tu sois... Na realidade somos unicamente “cérebros”. Logo abaixo estas outras imagens mostram-nos sob outras cores e, sob novos ângulos, uma vista superior, uma vista inferior, uma vista medial, e uma vista lateral. Nestas vistas é fácil separar, auxiliado pelas cores, rosa, azul, verde e amarela. Os lobos: frontal, parietal, temporal e occipital. Considerando que todo nosso organismo seja somente um cérebro, e de que nossos apêndices nada mais sejam que suportes deste mesmo cérebro, estes apêndices! (Pernas, braços, tronco e seus órgãos internos e externos, e a caixa craniana também com seus órgãos internos e externos, creio, que sejam também como os demais, simples suportes finais desta maravilha da natureza, que chamamos de “cérebro humano”).    

    IMAGEM 5



                                           
         QUATRO VISTAS:


27* Eis acima uma melhor visão de um “cérebro” sob quatro ângulos diferentes.


IMAGEM 6
              
IMAGEM 7
        
         AS FUNÇÕES E SUAS LOCALIZAÇÕES:
30* Aqui termina a sucinta amostra das imagens, postadas como um simples auxilio aos leitores leigos em anatomia funcional do cérebro, para uma mais fácil compreensão do formato e das diversas divisões adotadas e existentes, principalmente, das funções que foram descobertas no cérebro pela neurologia moderna. Portanto, não tomem a inserção destas imagens como uma aula de anatomia, e compreendam, que só as inseri por julgá-las necessárias para um melhor entendimento de como funciona nosso cérebro, pelos meus pacientes leitores leigos em miolo. Espero que estas poucas imagens venham facilitar o entendimento deste singelo ensaio que aborda como tema central este nosso tão importante e complexo chefe do nosso organismo, e que está fora de nosso campo de visão, pois, está inteligentemente guardado e protegido pela caixa craniana. Sendo este um dos motivos que me levou a inserir estas elucidativas imagens. Que são de propriedade da fonte: SOBOTTA, Johannes. Atlas de Anatomia Humana. 21 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

OS PROCESSADORES:
31* Bem, retornemos ao nosso arrazoado sobre esta máquina ou organismo que nós os leigos e os neurologistas, julgamos e reconhecemos como sendo o organismo mais complexo existente em todo o universo. Pelo menos, de minha parte; desconheço outro mais complexo! Tendo sido declarado pelas maiores autoridades em alta computação das maiores Universidades do mundo que: As capacidades somadas de todos os processadores do planeta não equivalem a de um cérebro de um humano atual, mesmo que em estado tribal. Eles não dizem! Mas, o grande problema são as emoções...

AS GLIAS:
32* A complexidade do cérebro somente a partir dos meados do século XX passou a ser melhor compreendida, ora! Sendo ele um organismo que evoluiu, deduz-se logicamente que no princípio, em eras remotas, ele teria sido mais simples, isto não quer dizer que ele tenha se modificado e se tornado mais complexo, nada disso, suas partes primitivas evoluíram, mas, foram preservadas e não descartadas. O que a neurologia nos diz, é que o cérebro primitivo evoluiu conservando suas partes mais primitivas, e que à estas, foram acrescentadas novas partes mais modernas e mais complexas. Naturalmente, cada uma acrescentada conforme sua função e necessidade. Resultando no que a neurologia chama de córtex cerebral. Córtex este, que na realidade é a capa que recobre a massa cinzenta, possuindo uma espessura de três a quatro mm, e que tratamos inclusa, a massa cinzenta que é a parte recoberta pelo córtex com seus (900) bilhões de células gliais. Portanto a relação glia/neurônio é de 10 p/ 1. Conforme estudos anglo/americanos. Então meus irmãos, nosso cérebro contem 1 trilhão de células! 100 bilhões de neurônios e 900 bilhões de glias, mas, elas não são iguais! Ao contrário do neurônio, que é amitótico não dividindo o citoplasma, nas glias ocorre o contrário, ocorre a mitose com a divisão do citoplasma em quatro fases: Prófase, metáfase, anáfase e telófase. 

O SISTEMA LÍMBICO:
33* O sistema mais antigo do cérebro primitivo é o seu sistema mais profundo, e ainda existente na base do cérebro moderno e que atualmente é chamado de (Sistema Límbico). Podemos dizer sem medo de errar que a parte mais interna do cérebro humano, seja sua parte mais antiga, portanto, sua parte “zoo”, (como veremos adiante), nela permanece os instintos e as capacidades mais importantes para a preservação da espécie, os instintos de autodefesa, notadamente as emoções! E os fortes instintos de defesa da prole, (tendo início nas fêmeas das diversas espécies mamíferas mais antigas), principalmente os instintos da reprodução da espécie “homo”, instintos estes, que possibilitaram e são responsáveis pela permanência desta cambada de malucos no planeta até a atualidade. No sistema límbico, ainda hoje permanecem as funções viscerais que regulam todo o metabolismo do organismo humano. O sistema límbico teve sua origem, ao que parece, junto com a emergência dos primeiros mamíferos no planeta. Suas funções são muito pouco conhecidas, pois, nas suas ações e funções extremas, parecem, (ao homem comum), como instintos e comportamentos animais. Sendo comum e corriqueira a observação! Fulano agiu como um animal e sicrano como uma besta-fera. Cada dia descobrimos que nossa origem é mais antiga. Como pertencentes à classe mammalia somos bem velhinhos, tínhamos como certo que os mamíferos apareceram no período jurássico! Há 175 milhões de anos Um artigo publicado na “Nature”, recentemente, nos diz que o aparecimento dos nossos ancestrais mamíferos se deu há 208 milhões de anos, próximo do fim do período triássico que durou de 252 a 201 milhões de anos atrás.

AINDA O SISTEMA LÍMBICO:
34* O sistema límbico do cérebro, está quase totalmente recorberto pelo moderno córtex cerebral, à exceção do tronco cerebral e do cerebelo que estão na sua base, o sistema límbico naturalmente só é coberto pela base do córtex, sem cobertura inferior.  Na figura do corte do cérebro na IMAGEm 4 do marcador de leitura 26* onde é mostrado o Sulco Parieto-Occipital isto é visto claramente. Embora o fóssil de Lucy não contivesse vestígios de seu cérebro é de se esperar que já contivesse o sistema límbico completo.  E de que a evolução do cérebro de Lucy de há 3,5 milhões de anos, com então 400 cm³ para o do Cro-Magnon já com 1.400 cm³, se deu naturalmente e de que o sistema límbico sempre esteve presente nos dois seres! Tanto na Lucy, como no Cro-Magnon de 250.000 anos (a.C.)  Senão, não estaríamos aqui como descendentes de nossos avoengos.

AS EMOÇÕES:
35* Interessante é que nossas funções mais importantes, como as emoções, são originárias do sistena límbico, e não do córtex cerebral moderno, o sistema límbico é tido pela neurologia como  o sistema mais antigo dos mamíferos, em nossa espécie foi o responsável pelo desenvolvimento das funções mais notáveis do cérebro do “homo sapiens”, como: as emoções e os comportamentos sociais, comportamentos estes, de grande importância para o atual desenvolvimento que alcançou a humanidade. O complexo sistema límbico de nossos ancestrais, levou-os a ter esta atual supremacia sobre os nossos outros parentes não pensantes. O verbete límbico é um adjetivo que nos remete a ideia de limbo, beira, perto, margem ou junto. Naturalmente que junto, mas, sob o cérebro humano atual, com seu imenso córtex cerebral, com seus 100.000.000.000 (cem bilhões) de neurônios.

UM SISTEMA PRIMITIVO:
36* Sabemos que o sistema límbico atual dos humanos teve origem nos proto-mamíferos mais antigos, portanto, nos animais que precederam os mamíferos, nestes, já exitia um sistema límbico, mas, mais simplificado, a teoria da evolução nos diz, que as espécies com órgãos mais adaptados para a sobrevivência foram os que permaneceram no planeta, e esta ideia nos remete a uma lógica singular e contundente! Quem melhor se adapta permanece... Refiro-me às espécies em geral.

      O QUE SERIA A FOSSILIZAÇÃO?
37* Espero que esta singela abordagem feita até agora sobre o cérebro, tenha esclarecido um pouco mais, como o cérebro evoluiu através dos tempos, a cronologia desta evolução, propositadamente não foi abordada, pois todo o conhecimento existente a respeito, vem da área do “suposto”, por um motivo muito simples! A densidade da massa do cérebro, leva-o a ser de dificílima, ou quase impossível  fossilização... O que devemos entender por fossilização? Trataremos aqui somente da fossilização por mineralização. Na mineralização ou petrificação as substâncias orgânicas do organismo soterrado casualmente por um desastre, ou enterrado por outro animal, são paulatinamente substituídas por minerais presentes no meio, ou trazidas pela água, os compostos minerais tomam o lugar das substâncias orgânicas do corpo com tal precisão, que as particularidades do organismo são conservadas e mantidas sem restar nada do organismo original, segundo este processo são fossilizadas somente as partes duras do organismo, como: unhas, dentes e ossos dos animais, nunca os seus cérebros. Daí advém a dificuldade para se estudar a evolução dos cérebros de todos os animais. Restando-nos somente a caixa craniana a nos fornecer seu volume e a forma externa dos organismos tema central deste singelo ensaio.

A PORCENTAGEM DE USO:
38* Existe uma crença popular fundamentada num pronunciamento infundado, de que só utilizamos dez por cento da capacidade de nosso cérebro. O que não representa de forma alguma a verdade, na realidade todos utilizam cem por cento do cérebro. Às vezes esta crença é erroneamente debitada a Einstein, quem disse isso foi o psicólogo  americano Willian James e corroborado pelo cientista Karl Lashley, isto na década de 1920 quando a neurologia ainda estava praticamente nascendo. A verdade é que esta máquina maravilhosa, por si mesma, não possui a capacidade de tudo aprender sozinha, no mundo fora do instinto, no mundo da inteligência do cérebro a coisa não funciona como pensamos que deva funcionar.  O cérebro de um humano qualquer para alcançar cem por cento de suas funções, principalmente as funções não ligadas aos instintos, terá que aprender tudo do começo. Exemplifico: Se você pegar um humano recém nascido, filho de um cientista MSc., PhD, Prêmio Nobel e tudo o mais, e o entregar a um tribal, “erroneamente chamado de selvagem”, para criar, quando esta criança alcançar a idade de trinta anos será no máximo, um exímio batedor de tambor e possivelmente falará somente o dialeto da tribo, e com certeza não saberá escrever! Devido a não existência da escrita daquele dialeto. E ao contrário, se você pegar o filho recém nascido deste mesmo tribal, “erroneamente chamado de selvagem”, e o entregar para criar por qualquer pessoa, que o ponha para estudar num local “erroneamente chamado de civilizado” quando esta criança passar por todas as fases de estudo criado por este mundo erroneamente chamado de civilizado”! Aos trinta anos! Terá possivelmente, alcançado o conhecimento de um MSc., de um PhD, talvez, um Prêmio Nobel e tudo mais. O que virá comprovar taxativamente que todos os cérebros da subespécie “homo sapiens sapiens” são exatamente iguais. É fundamentado neste raciocínio, que sempre digo, que uma das maiores burrices cometidas pelos humanos é pensarem que eles, “em particular”, são especiais. Principalmente se forem pessoas racistas pelo conhecimento adquirido na sociedade em que vivem... O cérebro que julga outro cérebro inferior, por não ter alcançado o seu grau de conhecimento! Embora sendo igual, demonstra ser mais inferior que o cérebro que ele julga inferior, por este outro cérebro não ter alcançado o seu grau de conhecimento. Portanto, com a máxima certeza, todo racista é sem visão e estulto.

A VISÃO MATERIALISTA:
39* Estas estranhas apreciações sobre o cérebro que faço neste marcador de leituras 39* são proposições mecanicistas, portanto, materialista, - torno a lembrar mais uma vez... - A neurologia nos diz que nosso cérebro está diminuindo, que passou de 1500 para 1400 cm³ e de que esta premissa, foi deduzida de estudos de múmias de Faraós! Ora! O número de Faraós que existiram foi muito pequeno para que sirva de parâmetro ou modelo comparatório/estatístico para estudos deste tipo. Ao que sei, as duas espécies: Cro-Magnon e Neandertal, posuiam uma diferença de 100cm³ de tamanho ou de volume de cérebro, se os Neandertais que possuiam 1500 cm³ desapareceram há trinta mil anos, e se somos como a antropologia nos diz que somos descendentes dos Cro-Magnons que possuiam 1400 cm³ de massa encefálica, deduzimos portanto, que o nosso cérebro continua o mesmo...  - Um mistério existente no cérebro humano é seu córtex ter desenvolvido as rugas ou sulcos, o que lhe proporciona uma maior área ou superfícíe onde foi possível alojar 100.000.000.000 (cem bilhões), de neurônios. Que isto foi uma solução genial, não se discute! Mas, quem tomou esta decisão antes do córtex existir?...  - Quando um pai diz para o filho adolescente, que seu cérebro ainda está se formando! Ele está certo, no lobo frontal as áreas que são responsáveis pelas tomadas de decisões e da formação de opinião! Realmente nesta idade ainda estão se desenvolvendo... - Um dos problemas cruciais nos tratamentos do cérebro é que ele é seletivo. Ele seleciona o que entra nele através do sangue, e muitas vez importantes medicamentos não conseguem ter acesso ao cérebro... – Por ser o órgão principal de todos os animais que o possuem, no animal falante, ou em nós, ele consome cerca de vinte por cento da energia contida no oxigênio de nosso sangue... - O conhecimento atual nos permite dizer que noventa por cento das células do cérebro não são neurônios, o que não nos permite dizer que só utilizamos dez por cento do cérebro, esta afirmação é tida pela neurologia como uma estultícia, nós na realidade utilizamos cem por cento de nosso cérebro! A verdade é que os outros noventa por cento são de células gliais, e que são utilizadas cem por cento na comunicação entre os outros dez por cento de células neuronais, e o mais importante! Elas modulam o crescimento das sinapses e de quebra ainda servem como proteção para estas mesmas sinapses e axônios, e isto é válido tanto para um tolo ou idiota, como para um sábio ou gênio... A coisa seria melhor compreendida se fosse vista sobre o seguinte ponto de vista! Um atleta adulto de trinta anos consegue levantar até cento e cinquenta quilos de peso, um atleta jovem de doze anos só consegue levantar trinta quilos, mas, todos os dois utilizam cem por cento de sua energia ou capacidade física... - Segundo a antropologia o volume do cérebro dos antepassados do homem, só aumentou depois que ele aprendeu a caçar os outros animais, portanto, a proteína da carne de nossos irmãos animais foi a responsável por nosso sucesso como animais com cérebro em franca evolução...  – No início da formação do cérebro de um feto com três semanas de gestação, uma camada de células embrionárias formam o tubo neural, a medicina observou que somente após o terceiro mês é que o cérebro de um feto começa a se parecer realmente com um cérebro... – Existe uma crença de que os cérebros de homens e mulheres sejam diferentes, ledo engano, se houver diferenças, estas são irrelevantes e estão próximas de 0 (zero), isto é o que nos diz a moderna neurologia. Uma descoberta importante ocorreu nas pesquisas na área da neurologia: Ficou comprovado que uma das principais funções das células gliais seria o suporte à memória. Se lembrarmos que sem nossa memória nada somos! Compreenderemos a importância dos noventa por cento do cérebro que é formado unicamente por células gliais. Se o leitor buscar na net por: O Elogio da Burrice de Edimilson Movér, vai ver estarrecido que a burrice campeia solta e desembestada pelo rincões do planeta Terra... E o pior, a burrice tem invadido sorrateiramente, manhosamente, até áreas da ciência...

A ALIMENTAÇÃO E A EVOLUÇÃO DO CÉREBRO:
40* Compreensivelmente, antes da existência da análise dos ossos fossilizados de nossos ancestrais pelos isótopos de carbono (13C) e do nitrogênio (15N), os antropólogos com muita lógica e razão já propunham que o crescimento do cérebro dos pré-hominídeos de 400cm³ para os atuais 1400cm³  estava relacionado com a mudança de seus hábitos alimentares. Os pré-hominídeos,  à exceçaõ de alguns insetos que ocasionalmente fazia parte de sua dieta, eram tipicamente herbívoros. Recentemente, o Dr. Michael Richards (et. al,) da University of Bradford na Inglaterra, examinando ossos de Neandertais de 29 mil anos de uma caverna de nome, Vindija na Croácia, comprovou que as proporções relativas destes dois isótopos nos Neandertais, e que é uma proteína conhecida como colágeno ósseo, era idêntica a encontrada nos ossos de animais carnívoros que viveram na mesma região e época. O que vem comprovar a teoria de que os Neandertais fossem exímios caçadores! Inclusive, põe em dúvida a teoria de que os Neandertais tivessem sido extintos por que fossem possuidores de menor capacidade intelectiva que os Cro-Magnons, embora seja reconhecido pela mesma antropologia, que os Neandertais possuíam 1500cm³, (até 1700cm³), de massa encefálica. Ora! No mundo, (independentemente de tempo e espaço, inclusive de número), as guerras sempre foram vencidas pelos mais capazes... Temos que considerar e relembrar o fato de que os Neandertais, “miolos grandes”, como a raça mais antiga na Europa, obviamente tinha que ser muito mais numerosa que os recém-chegantes, “miolos pequenos” chamados hoje, de Cro-Magnons, esta denominação refere-se ao nome da caverna existente no sudoeste da França onde os primeiros fósseis dos Cro-Magnons  foram encontrados e estudados pelo  geólogo francês Édouard Lartet, sendo comum estas descobertas serem feitas por geólogos com especialização em espeleologia. Mas, a bem da verdade, na discussão existente sobre o motivo do desaparecimento dos Neandertais e a permanência dos Cro-Magnons permanecem muitas dúvidas e inúmeros outros fatores a considerar!!!... Esta celeuma está longe de se encerrar...

A BUSCA DO ELO PERDIDO:
41* Sempre que escrevo, não sei se por costume, hábito ou por outro motivo qualquer, gosto de sair do traçado pré-estabelecido e divagar por outros caminhos ou temas, talvez para tomar um fôlego. Aqui por exemplo: Crio um interregno no assunto do efeito da alimentação na evolução do cérebro, do falante, e passo a tratar do que creio que seja meu cérebro: Esta abordagem sobre o meu cérebro é sob um ângulo misto, lógico que sobre os cérebros dos outros ou de terceiros a abordagem sempre será mecanicista. Que neste marcador de leitura 41*, tenha-se então, uma visão mecanicista/espiritualista do organismo tema deste ensaio! Desde quando eu fale somente do meu cérebro. Sempre que penso no meu cérebro o imagino como um organismo separado de mim, o vejo como se eu estivesse do lado de fora de mim! Por que isto ocorre? Nunca penso como se eu fosse meu próprio cérebro! E de dentro da minha cabeça eu visse o entorno! Sempre tenho uma visão externa quando me refiro a mim, nunca estou me referindo ao meu cérebro! (Quando faço referência a meu organismo, sempre me vejo ou me sinto como se estivesse fora de meu corpo!  Daí advém a minha resistência para entender, e conceber minha essência como tendo origem unicamente em meu cérebro. Creio que este fato levou os falantes a conceberem entidades separadas de seus corpos a que denominaram de “espírito”, e que a ciência denomina de “consciência” ou enteléquia. Embora a ciência não possa comprovar o que seja esta entidade! Ou se ela é interna ou externa ao cérebro.  Fato que nos leva a três verdades ou conclusões:
1º) Conforme a lógica do terceiro excluído, ou somos “consciência” com origem fora do cérebro, ou “consciência” com origem dentro do sistema neuronal do cérebro, ambas as coisas é que não podemos ser, A lógica do terceiro excluído nos diz isso. Salvo se houvesse dualidade na consciência! O que somente aumentaria o problema.
2º) Estranhamente, isto nos oferece uma terceira via para resolver este imbróglio! Esta terceira via nos diria que: Não podemos ser ao mesmo tempo, “consciência” e “espírito”, com origem fora ou dentro do cérebro! Mas, podemos ser “consciência ou espírito” não importando a origem! Desde quando esta consciência tenha origem (interna material neuronal), e este espírito tenha origem (externa na energia), e principalmente, de que sua relação com o cérebro seja na escala quântica. Daí, adviria a dificuldade da neurologia ao tentar fazer a leitura da consciência ou enteléquia humana.
3º) Mas, o mecanicismo nos diz que, esta “consciência” ou este “espírito” só existiria durante sua relação física com o “cérebro” enquanto cérebro vivo.

42* Proponho, mesmo sem respaldo da área materialista ou espiritualista, de que somos na realidade uma resultante das proposições seguintes: (A), seríamos o que chamamos de “espírito”, (B), seríamos a “consciência” resultante da relação física deste “espírito” com este “cérebro” e finalmente, (C), O mais difícil de se entender! Seríamos a nossa “personalidade” que seria formada durante esta relação física do “espírito” com o organismo cérebro, e tem mais, esta “relação” também se daria em nível quântico. Coisa difícil de se comprovar! Donde adviria a dificuldade para sabermos o que somos. “Relação”, esta que chamamos de “consciência”. Sendo esta relação o que forma a nossa consciência cognitiva, que resultaria na nossa personalidade, mas, esta, unicamente como o resultado do aprendizado. Então! Com o resultado deste aprendizado restar-nos-ia o que a psicologia denomina de “personalidade”, ou “eu”, ou o “tò” grego, que comprovadamente só existe enquanto na presença de um cérebro, enquanto vivo, pois, quando da falência deste órgão, não adianta procurar pela personalidade! Ela simplesmente desaparece, se escafede... Como a personalidade é formada de aprendizados, e que estes aprendizados são estruturados em memórias! E como memórias são pura energia! O nosso “eu” portanto, resulta em nada mais que pura energia! Então, o “Eu” como “Ser” seria o “nada”, desde quando a essência deste “Ser” seja energia! O mais interessante é de que, quando nos reencarnamos, (segundo o espiritismo), eu particularmente não creio mais nesse modelo de reencarnação, e se acreditei, o fiz enquanto jovem, sem a devida capacidade de análise, nem provido da devida lógica para isso. Depois que o sistema elétrico do cérebro é desligado! A tal da personalidade não dá mais as caras, como disse, se escafede, vira bufa de “socialaite”. Se nos lembrarmos da proposição da “tabula rasa” de John Locke veremos que nascemos zerados de conhecimentos e portanto, de personalidade. Sabemos que o conhecimento adquirido durante toda nossa vida, (vida em toda sua totalidade e em toda sua dimensão cronológica), e não somente na infância, forma nosso “eu”, ou nossa personalidade. Nota-se que: Isto vai de encontro a teoria da reencarnação do espiritismo, pois no geral, nenhum “Ser” já nasce com algum conhecimento, muito menos com uma personalidade já formada que possa se chamar de “eu”. Se os espíritos reencarnam? O que é feito de sua personalidade e de seu conhecimento resultado do seu aprendizado, ambos adquiridos na vida anterior?

TUDO PODE SER VISTO POR DETRÁS DE UM
PONTO DE VISTA:
 43* Vou melhor explicitar este meu ponto de vista! O conhecimento aqui referido não é no sentido de um aprendizado científico comum, adquirido nas escolas ou universidades! Mas sim, o conhecimento da realidade da vida, com relação a existência! É o que chamamos de “sabedoria”! É o que chamamos evolução do paradigma espiritual! Como podemos evoluir espiritualmente cada vez mais! Se a cada vez que renascemos voltamos zerados de evolução espiritual? E isto ocorre com espíritos com muitas reencarnações e também com os espíritos novatos. Ora! Me dirão! Isto não é verdade, não existem espíritos novos, todos são de velhas reencarnações, repito o ora! A população aumenta todo ano em 100 (cem) milhões de enchedores de latrinas, portanto se não está chegando espíritos novos, os velhos estão se bipartindo, o que se torna uma solução mais burra!

44* Independentemente, de serem novos ou velhos, todos nascem com a tábula rasa completamente limpa, lisa e estonteantemente polida. Sujeitos a praticar atos próprios de seres completamente não evoluídos espiritualmente? É bom saber que durante boa parte da minha vida, eu acreditei nos fundamentos do espiritismo, mas, um dia um amigo espírita me presenteou com a coleção completa da obra espírita, escrita magistralmente por Hippolyte Léon Denizard Rivail, inclusive a obra póstuma. Desde quando ainda adolescente eu já conhecia a doutrina de Kardec, mas, nunca tinha parado para analisar “racionalmente e logicamente” a questão em toda sua abrangência e complexidade. Interessante é que o fiz seguindo uma orientação do próprio Alan Kardec que em toda sua obra recomenda usar a razão e a lógica para entender as coisas referentes à deidade, crenças e religiões. Diz o espiritismo que:  a fé inabalável só o é, a que pode encarar frente a frente a razão, isto, em todas as épocas da humanidade. Quando, penetrando profundamente no assunto, usei a dita lógica e a razão, e tornei-me um ateu do Deus hebraico. A principal dúvida suscitada por este estudo. Eu a encontrei na área referente ao tema “reencarnação”. Creio na reencarnação! Mas, não nos moldes que o espiritismo nos faz crer que seja. O problema reside no que são os espíritos! O que são! Onde, e como são na fase desencarnada. Não faz sentido montar uma personalidade numa encarnação como um “Ser” evoluído praticando o bem, e na próxima encarnação o “Ser” montar uma personalidade não evoluída que pratica o mal, simplesmente não faz sentido algo assim! Uma coluna basilar do espiritismo de Kardec é a contínua evolução! E não é isto que vemos no mundo, uma sociedade cada vez com menos evolução espiritual!
Não é necessário ir longe, analise a violência e a maldade na tua cidade natal, ela diminuiu ou cresceu?  No mundo não é necessário perguntar! As guerras são cada vez mais destruidoras, não existe um só vivente lógico e com conhecimento dos efeitos danosos de uma guerra nuclear total (que chamamos de 3ª guerra mundial), que espere sobrar uma único sobrevivente desta catástrofe. Não adianta os filósofos de todas as vertentes e credos dizerem que isto não é verdade, 17 (dezessete mil ogivas atômicas estão aí para contradizê-los). Ao analisar um “Ser” com um cérebro com conhecimento nulo e com personalidade inexistente desde quando, recém-nascido! Esta análise levou a famosa pulga para trás das minhas orelhas! O enfoque e a simbologia que Locke emprestou ao tema da “tabula rasa”, claro que não era um fato novo, muitos outros pensadores já tinham percebido o fato de que os arrogantes pensadores e falantes, incluindo todos seus antepassados por analogia com seus descendentes, indistintamente, nascem com a “tabula rasa”, completamente limpa e com a cera estonteantemente brilhante e lisa. Isto observamos na formação da personalidade de nossos filhos, não é necessário recorrer a John Locke.

45* Conheço um cérebro que tem ideias realmente estranhas! Vejamos um diálogo que ele manteve como outro cérebro! O primeiro em referência é o Correinha, o segundo o Tristeza.
Os chamemos de cérebros, Correinha, e Tristeza.
C. Correinha, - Tristeza:! Você acredita na existência da alma,
espírito, enteléquia ou consciência?
C. Tristeza:  - Creio sim!
C. Correinha: - Você crê na imortalidade da alma?
C. Tristeza: - Claro!
C. Correinha: - Preste bem atenção nesta proposição!
Se um corpo celeste com massa semelhante a do nosso planeta se chocasse com a Terra, sobraria algum “ser” vivo, ou mesmo algum micróbio ainda vivo?
C. Tristeza: - Claro que não ficaria nada vivo no planeta!
C. Correinha: - Agora eu te pergunto! E nossas almas, estas morreriam também?
C. Tristeza: - Claro que não! Elas sendo imortais permaneceriam vivas, pois sendo pura energia, nada sofreriam!
C. Correinha: - Vejo que você está bem informado! Mas, vamos adiante, e resolvamos logo esta pendenga! Segundo o que me dizes! Sendo a alma o oposto da matéria! Então! Se conforme a equação da física! E=mc² então, a massa de um corpo seria uma medida do seu conteúdo energético, portanto, a alma seria pura energia! E a equação da massa ficaria assim! Massa seria: M=e/c²
Podemos deduzir destas duas equações que todo o universo é feito de pura energia.
C. Correinha, - até mesmo porque: Conforme a ciência astro-física e a cosmológica, a massa existente no universo não passa de 4 % sendo 73 por cento composto de energia escura e 23 por cento de matéria escura. Como estes 4% de massa resulta em energia, em que M=e/c², então minha assertiva acima está correta.  E o universo realmente, é somente energia...
Sendo portanto, a enteléquia ou espírito pura energia. 
Talvez uma energia diferente das energias conhecidas pela física! Nem mesmo seria uma energia oriunda das quatro forças fundamentais! Mas, pura energia.
C. Correinha: Agora te faço outra pergunta, Tristeza você já sonhou voando e batendo as asas?
C. Tristeza: - Voando eu sonho sim, sempre sonhei! Mas batendo as asas nunca!
Correinha: - Uma grande maioria, talvez, todas as pessoas, sonham voando, mas, não sonham batendo as asas, primeiro porque não as possui, e segundo, nós sonhamos voando não é por inveja ou imitação do voo dos pássaros! Nem porque quando entramos na fase de sono, nossos espíritos saiam por aí voando, bisbilhotando tudo e a todos, algo que não faz sentido, nós como espíritos desencarnados vivemos noutra dimensão. O problema do homem é entender, que como Ser/material ele não evolua! Como homem/matéria ele só pode evoluir biologicamente. E de que possuímos pouca evolução espiritual, como seres encarnados, e, como seres desencarnados possuímos a mesma evolução como encarnados. Parece complicado mas, não é! Vamos para a   área do “inconive e do imprecavejo”, não faz sentido um ser espiritual não possuir evolução, por pouco que seja, ele a possui, mas, ainda está evoluindo como “Ser”, ele é partícula da Consciência Cósmica, mas, não completamente evoluído. E lá vem o mais pesado! Nossa existência aqui no planeta Terra, faz parte, e nada mais é que uma fábrica de espíritos!
Entenda, meu amigo Tristeza, que grande parte dos que são formados aqui, partem para outros mundos novos que estão constantemente sendo criados com vida inteligente. No tempo de Cristo o planeta continha 300 (trezentos) milhões de seres. Hoje 2017 já somos em torno de 7,5 bilhões. Segundo cálculos demográficos já passou pelo planeta mais de cem bilhões de seres.
C. Correinha: Eu agora tentarei te explicar o porquê disso ocorrer! Nós, a raça humana como “homo sapiens sapiens”, viemos para este belo planeta que estamos matando sem dó nem piedade, em decorrência de um desastre semelhante ao acima proposto ocorrido com nosso antigo planeta de origem que possuía gravidade adequada para os seres voarem com um simples esforço mental.
C. Tristeza: É um tal de “Nibiru” rondando por aí, querendo também nos dar um cascudo?
- Correinha: Não Tristeza, não nomino os dois planetas, pois eles se destruíram, nem seus nomes ficaram ou existem para nós! O nome que você cita é um nome de um planeta da antiga tradição do povo sumério! E que alguns homens de ciência imaginam que foi o causador de um choque com a Terra, choque este que resultou na existência da Lua.
Correinha: - Prossigamos, e imaginemos que este desastre com os dois outros antigos e já inexistentes planetas ocorreu à uns trezentos mil anos atrás, foi quando nós, “seres” ainda em desenvolvimento (como almas que sobreviveram ao desastre), começamos a reencarnar numa raça de primatas aqui existente chamada de “homo erectus” e algo que não conseguimos explicar nem entender! Mas, paulatinamente, mudou a fisiologia interna e a morfologia externa, ou a aparência da antiga raça animal “homo erectus” existente na Terra! Como disse este algo fez com que desaparecessem os vestígios da transição entre o “homo erectus” e o “homo sapiens”! Daí se diz, que não existe este elo, e que portanto, está perdido! E eis que nós estamos aqui! Esta é uma das inúmeras explicações plausíveis para o porquê, de todos os humanos sonharem voando e sem bater asas como os pássaros. Muitos fatores ainda não foram explicados, mas, ainda o serão!
C. Tristeza: - E os que não sonham voando?
C. Correinha: - Estes espíritos não vieram do planeta que explodiu, pois, nem todos os seres espirituais que habitam hoje este planeta Terra possuem a mesma origem! Ou foram formados aqui! Temos que considerar que inumeráveis fatores concorrem numa mudança desta magnitude, onde milhões de espíritos transmigram e reencarnam numa espécie ainda não completamente evoluída, quanto à questão biológica, principalmente no setor “cérebro”. A complexidade do universo foge completamente ao nosso entendimento. O mais é orgulho e burrice. Não custa lembrar que proponho que o nosso planeta nada mais seja que uma fábrica de espíritos.
Os cérebros dos humanos mesmo comuns, (como matéria), são extremamente evoluídos e devido a isso, tornam-se completamente incompreensíveis. Mas, propícios a evolução dos espíritos, o que os tornam sencientes.


45A* Uma prova disso, é o funcionamento dos cérebros dos Savants possuírem este potencial inimaginável (próprio do cérebro de um ET), mas, existindo e se processando no cérebro de um “Ser” com a fisiologia de um cérebro humano comum!
Tem-se que analisar a questão da “comunicação entre o espírito/enteléquia com o “cérebro”, isto numa escala quântica. Daí resultaria algum entendimento. Embora os cérebros do homem comum possuindo potencialidades maravilhosas, nada nos explicitam. Observe meu amigo leitor que o fato de sonharmos voando tem origem no planeta de onde viemos, embora não concorde com a mesma origem e localização, posso tranquilamente chamar este planeta de “Capela”, só que um planeta “Capela” com órbita extra solar, e pertencente à constelação de Capela. Mesmo com uma órbita presumível e inexplicavelmente distante, mas, noutra estrela, a sabedoria da “Energia Cósmica” com certeza é muito maior do podemos imaginar ou entender. E de que a burrice da enteléquia dos homens atuais, é uma natural consequência e fruto do seu atual grau evolutivo.
Analisemos adiante o nosso sono e os nossos sonhos. Não tomem isto como um postulado! Tomem somente como uma simplória proposição.

46* Quanto ao nosso sono! A neurologia nos diz, que ele ocorre em duas modalidades ou fases distintas: O sono NREM (Non Rapid Eye Movement ou "Movimento Não Rápido dos Olhos"); e o REM (Rapid Eye Movement ou "Movimento Rápido dos Olhos"). Na fase REM é que ocorrem os sonhos. Quando sonhamos, é de se esperar que o nosso cérebro esteja funcionando a todo vapor, daí os movimentos rápidos dos olhos, movimentos estes que a neurologia não encontrou uma explicação, mas, que eu, (como sempre abelhudo), creio que seja fruto da intensa atividade cerebral para nos livrar dos perigos em que nos metemos em nossos sonhos, principalmente, quando sonhamos voando.
Meu amigo Tristeza: Para você entender e mais facilmente apoiar esta minha proposição! Deveis se ater à frase? (Na casa do meu pai há muitas moradas), sem nenhuma conotação religiosa, somente provando que este conceito é antigo. Até mesmo porquê! Já disseram que seria um desperdício de espaço e de mundos no universo, se somente a Terra contivesse vida inteligente. Caríssimos leitores, não chamem nem considerem estas proposições de “teoria”! Porque na realidade estas, são simples ilações heurísticas.


A ORIGEM MATERIALISTA DO “SER” PENSANTE:
         47* A antropogênese ou o estudo da origem “surgimento e a consequente evolução física da espécie humana” é uma das questões mais debatidas e discutidas no âmbito da antropologia. Isto é motivado pelos pouquíssimos vestígios fósseis que forneçam ou leve a antropologia a um acordo (um consenso), sobre o problema, e assim, existe uma imensa gama de aspectos a serem discutidos. Entre outros motivos, é que estes temas são discutidos por várias disciplinas da episteme humana, como: antropologia física, também chamada de bioantropologia, primatologia, paleontologia, linguística, arqueologia, genética, e quando chega no campo da filosofia é que a coisa se complica, sendo que as religiões não deixam de dar uns “pitacos”. Embora estes últimos a antropologia não considere como relevantes. Aqui este assunto não será tratado com profundidade. Aqui não trato da origem do homem como espécie pensante. Segundo a antropologia existem duas hipóteses para o surgimento do homem moderno: A hipótese da origem única que defende o argumento de que o homo sapiens surgiu na África entre 50 e 100 mil anos, e só depois migrou para o resto do mundo substituindo o “homo erectus” na Ásia e o neandertalenses na Europa. A outra hipótese argumenta que o “homo sapiens” evoluiu em diversas regiões do planeta, esta é a hipótese do multirregionalismo. O que julgo ser provavelmente a mais acertada. Quando se tratar de assuntos paleoantropológicos, desconsidere valores cronológicos. Pois, nessa área o que mais se encontra são desencontros.

OS FILÓSOFOS LEÕES OU OS LEÕES FILÓSOFOS:
48* Voltemos a tratar da influência que o aumento da ingestão de proteínas, (principalmente as de origem animal), tiveram na evolução do cérebro dos primatas que precederam a moderna subespécie: “homo sapiens sapiens”. Porque nos tornamos humanos pensantes e falantes? Talvez nunca encontremos uma resposta para esta pergunta! O que encontramos na maioria dos estudos paleontropológicos é uma teoria em que todos estão concordes! Todos os estudiosos possuem muitos pontos de vista e variadas teorias, mas, todos concordam com uma teoria, como se essa teoria fosse um princípio indiscutível e universal! A ideia proposta nesta teoria nos diz que o principal fator que levou os antigos primatas a iniciarem sua transformação no “homo sapiens” foi a aquisição do bipedalismo. Por que esta teoria do fator bipedalismo como responsável por esta transformação tornou-se tão geral? Inda mais numa área da ciência em que o normal é a discordância nas proposições? A discordância foi o que mais encontrei na antropologia. Na realidade a unanimidade existente nesta teoria, deve-se à sua lógica inquestionável! Mesmo assim! Entendamos então, e não questionemos esta teoria do bipedalismo! Um animal qualquer, enquanto quadrúpede, mesmo um primata, sem a necessária habilidade com as extremidades dos membros anteriores (mãos livres e preênseis), nunca se transformará num “faber”, portanto nunca será um fabricante de ferramentas, e obviamente também nunca será um caçador autossuficiente para sustentar uma prole, muito menos um pensador! Embora possa vir a ser um caçador bem sucedido! Mas, caçar com a boca pode trazer sucesso na ingestão de proteínas e na perpetuação da espécie, mas, a simples ingestão de proteína animal não levará um carnívoro a desenvolver o cérebro como uma máquina de pensar. Se somente a ingestão de proteína animal em grandes quantidades fizesse um pensador, todos os leões seriam filósofos. Embora, como disse! O que eu creio não seja nem importante nem relevante, mas, mesmo assim, creio que existe algo escondido por detrás desta transformação! Na Ordem primata ocorreu algo extraordinário com a aquisição do bipedalismo, ele proporcionou aos primatas a liberação dos membros anteriores, (lembrar que os primatas quadrúpedes sempre foram plantígrados), isto é, andavam com as plantas das patas, e como consequência do bipedalismo adquirido, as suas patas dianteiras ficaram livres, diante do rosto deste primata! Daí adveio a mudança na sua utilização, no princípio foram utilizadas para pegar folhas, insetos, frutos etc., depois com a oposição do polegar, (registrada nos fósseis), do “homo erectus”, 1,8 milhão de anos, estas extremidades dos membros tornaram-se preênseis, o que nos levou ao “homo faber”, e com a fabricação de ferramentas mais elaboradas ele aperfeiçoou armas para a caça, o “homo erectus” de 800 mil anos atrás já praticava a caça com instrumentos mais sofisticados que o tacape e a clava, ora!  Mas, seu cérebro com certeza já possuía os setores do raciocínio e da fala, no entanto, ainda eram insuficientemente desenvolvidos, mas, daí para chegar ao pensamento lógico abstrato e a fala elaborada foi um pulo, nada mais que 650 mil anos. Um dia numa conversa informal com alguns amigos, eu disse que pertencíamos a subespécie animal: “homo sapiens sapiens”, ao que um deles me chamou num canto e disse em voz baixa: Movér! Não é subespécie, é espécie! Tanto que resolvi transcrever a classificação taxonômica do animal vulgarmente e erroneamente chamado de “humano”; feita pelo genial cientista sueco Carolus Von Linnaeus, que publicou a primeira edição da obra “Sistema  Naturae”, em 1735 contendo a classificação taxonômica.

49* Eis a classificação taxonômica do homem feito por Linnaeus

- Domínio: Eukaryota - Reino: Animalia - Subreino: Eumetazoa - Filo: Chordata - Subfilo: Vertebrata - Classe: Mammalia - Subclasse: Theria - Infraclasse: Eutheria - Ordem: Primates - Subordem: Haplorhini - Infraordem: Simiiformes - Superfamília: Hominoidea - Família: Hominidae - Subfamília: Homininae - Tribo: Hominini - Subtribo: Hominina - Gênero: Homo - Espécie: Homo sapiens - Subespécie: Homo sapiens sapiens.

OS REITORES DE JUBA:
50* Ainda com respeito a alimentação e o desenvolvimento do cérebro do nosso avô mais próximo, o “homo erectus”: Nunca esquecendo que: a presença dos fósseis do seu predecessor mais antigo foi registrada no Vale Turkana no noroeste do Quênia, o Australopithecus Anamensis, como também na área de Afar no nordeste da Etiópia, onde foi encontrada Lucy, uma Australopithecus Afarensis. Estas áreas são próximas, e na mãe África. A despeito da proposição anterior da revoada de humanos a 100 mil anos atrás. Estudos paleontropológicos da evolução do homo erectus de 1,8 milhão a 800 mil anos, nos dizem que neste curto intervalo de tempo de um milhão de anos, ocorreu a terceira e mais importante mudança no comportamento dos nossos avoengos pré-hominídeos, que foi sua revoada para o restante do planeta, neste período registrou-se a primeira leva ou onda de pré-humanos para fora da mãe África. A motivação e a data correta do início deste acontecimento são desconhecidas, só existem teorias. Adiante me reporto aos estudos do geocronologista Carl Swisher III, que nos mostra outra direção. Mas, podemos deduzir que esta debandada teve um importante efeito na mudança de seus hábitos alimentares. É necessário frisar que: Como descendentes de um ancestral comum, embora dispersos por todo o planeta, sua evolução biológica seria contínua e comum a todos. Na realidade há 1,8 milhão de anos, sua caixa craniana já era de 700cm³ isto no “crânio” nº 5 de David Lordkipanidze. No Homo sapiens de 300.000 anos já encontramos os atuais 1.400cm³. De acordo com “estudos antigos” de fósseis de 1,4 milhão de anos os antropólogos nos diziam que houve um sensível aperfeiçoamento na fabricação de ferramentas nesta era, e que foi nesta época que apareceu o machado de mão acheliano, e que permitiu a grande debandada do “homo erectus” pelo planeta. Porém o geocronologista Carl Swisher III et. al, da Rutgers University of New Jersey USA, nos diz que os primeiros vestígios do “homo erectus” situados na república da Geórgia e também na Indonésia datam de 1,8 milhão e 1,7 milhão de anos atrás, respectivamente. O que parece nos indicar que o aparecimento do “homo erectus” e a sua disseminação pelo planeta foram quase simultâneos. Tudo indica, e a paleoantropologia nos faz crer, que assim que o “homo erectus” surgiu, por volta de 1,8 milhão de anos, logo ele se espalhou pelo planeta. E a opinião dos especialistas é de que esta maratona pelo mundo foi motivada pela busca de alimento cada vez mais difícil, e naturalmente pelo sucesso na reprodução proporcionada pela crescente ingestão de proteínas originárias da caça. Populações cada vez maiores necessitavam de mais espaço para caçar e colher, sobre tudo para sobreviver à fase de mudança climática na África que na época passava por um longo período de secas. Animais que vivem da caça necessitam de mais espaço, e despendem mais energia, pois, andam mais, o que significa necessidade de mais proteínas, que resultam num cérebro maior, um cérebro maior, igual a mais neurônios, logicamente mais facilidade para pensar, pensando mais, o “homo erectus” estaria mais próximo de se tornar o homo sapiens. Não podemos nos esquecer do questionamento em tom de brincadeira, (mas, importante), sobre os leões filósofos que fiz no marcador de leitura 48*. Portanto, não foi somente a ingestão de proteína animal que moldou o cérebro do futuro “homo sapiens”. Um “algo” mais “intangível”, “imponderável”, “inefável”, “insuspeito” “incompreensível, digamos, um “algo” misterioso, esteve presente e contribuiu para o surgimento do “Ser” que pensa. Senão! A maioria dos animais carnívoros seriam hoje, professores em nossas universidades! Ou mesmo, grandes cientistas. Pois, basta pensar, e pensar bem! Para ocupar um destes cargos ou funções. Se comer muita carne, (proteína animal), levasse ao muito pensar, todos os cargos de Reitor das universidades seriam ocupados por animais de juba.

A DEBANDADA:
51* Fora as brincadeiras! Esta debandada pela área da paleoantropologia foi providencial para meus ilustres, cultos, e poucos leitores, perceberem o “como” e o “porquê” do cérebro do “homo erectus” de parcos 700cm³ de há 1,8 milhão de anos, e o cérebro do “homo sapiens” de 300 mil anos já possuir 1.400cm³ de encéfalo, que é o mesmo volume do cérebro do homem moderno.

A FIAÇÃO PRINCIPAL:
52* O sistema nervoso central e o periférico. Aqui neste singelo ensaio defendo o ponto de vista de que nosso organismo como um todo, nada mais seria que um cérebro, unicamente isso e nada mais! Isto foi proposto e explanado no marcador de leitura 12*. Ora! Sabemos que o cérebro está alojado na caixa craniana, o que em princípio, aparentemente nos diz que o cérebro seja um órgão isolado, como outro órgão qualquer! Mas, isso é um grande equívoco, o cérebro age na realidade como se todo o nosso corpo estivesse, como está, totalmente à sua disposição! Nota-se! Que o que transparece nas relações do cérebro com os outros órgãos do organismo humano é uma total dependência dos diversos órgãos para com o cérebro, tudo indica que o corpo humano possui uma única função: cuidar, atender, fornecer energia, transportar, receber e obedecer ordens, levar comandos para o cérebro, e principalmente fazer com que o cérebro funcione perfeitamente bem, ou sob outro ponto de vista, seria o cérebro o responsável, (para o seu bem), pelo bom funcionamento de todos nossos outros órgãos!!!... Pois, quando quaisquer das funções dos outros órgãos tornam-se comprometidas, surge o risco imediato do nosso corpo entrar em falência progressiva!!!... E o cérebro vir a desaparecer como organismo vivo. Quem terá argumentos e coragem para contraditar este ponto de vista? Vamos então ao assunto do título deste marcador de leitura 52*: O sistema nervoso central e o sistema nervoso periférico, que: Nada mais seria que, o sistema de distribuição de comandos do cérebro para os principais órgãos do nosso corpo, e no sentido inverso, levar para o cérebro informações completas e complexas do estado de todos os órgãos. Com exceção do próprio cérebro que é autônomo e cuida de si próprio! Sendo a razão da existência de todo o conjunto. O cérebro em nosso organismo é como um general num campo de batalha! Dele só se espera e só emanam ordens, nunca as recebe... Um general num campo de batalha só faz duas coisas: Receber informações do que ocorre no campo, e dar ordens para as diversas “war strategies”! Interessante! O cérebro possui uma espécie de comando estratégico no sistema orgânico, chamado sistema endócrino, com uma variada gama de funções, não posso deixar de enxergar o cérebro como um general! Vejamos então, o que faz o sistema nervoso central! Ele é um conjunto neural, ou um neuroeixo composto do encéfalo e da medula espinhal que passa pelo centro da nossa coluna vertebral, sendo de importância fundamental para o controle e funcionamento dos diversos órgãos e principalmente do sistema glandular, o sistema glandular é dividido em dois sistemas, o endócrino e o exócrino e sua principal função é regular todas as funções dos diversos órgãos do corpo humano, a medula espinhal passa pelo centro da coluna vertebral, nos interstícios entre as vértebras, o cérebro, criou uns discos cartilaginosos, claro que foi o cérebro que criou! (Você é que não foi!). Estes discos servem como amortecedores da coluna e criam condições e espaços para passar os nervos espinhais, que levam os comandos do cérebro a todos os órgãos internos. Tudo é muito simples, é através destas fibras nervosas que tudo se processa, as que passam pela face anterior ventral da medula espinhal são os nervos motores que levam os comandos aos músculos, nos fazem andar e nos dão a sensação de autonomia, os da face posterior dorsal são os nervos sensitivos, são eles que conduzem ao cérebro todas as sensações corporais tornando o cérebro senhor de todo nosso organismo, este é o que a neurologia denomina de sistema periférico, sendo autônomo, controla automaticamente o ciclo circadiano com ordens que se originam no núcleo supraquiasmático no interior do hipotálamo na base do cérebro. Através do sistema periférico processa-se também o controle do sistema cardíaco e a frequência respiratória. Esta maravilha o cérebro o faz automaticamente. Enfim, controla todas as funções do organismo humano. O assunto, ciclo circadiano merece um ensaio à parte, e pretendo fazê-lo. Se todos soubessem e pensassem bem, teriam o máximo cuidado com a coluna vertebral, pois, é por dentro dela que passa a fiação que leva os comandos do cérebro aos órgãos e traz as informações de como estão estes órgãos! Portanto, é pela coluna vertebral que se controla todos os nossos órgãos, portanto, o funcionamento de todo nosso corpo. Nós não notamos a existência da “fiação principal” que nomina este marcador de leitura 52* devido ao fato desta fiação ter sido projetada e executada por um “ente” inteligente! Que eu não sei quem foi, e desconheço o nome. Diferentemente das fiações que existem apensas nos postes das Ruas de minha cidade, que foram projetadas e executadas por empresas “burras”, e permitidas por sucessivos governos municipais, todos obviamente, mais burros ainda. Quem terá razão para me contraditar? Com certeza é um “burro” ou tem interesse financeiro em tal ato burro! Não é necessário ter um cérebro com um QI elevado para ver essa burrice! Nem é necessário viajar para o exterior! Basta somente ver as fotos das Ruas de pequenas e grandes cidades de outros países... Uma simples busca no Google nos mostrará esta verdade.

OS CÉREBROS COMUNS:
53* Todas estas maravilhas que os “cérebros” dos neurologistas descobriram sobre o funcionamento do cérebro, são um nada, se comparadas com algumas capacidades que o cérebro através dos séculos têm nos demonstrado, e de que eles são capazes de fazer. O cérebro de um homem comum faz coisas extraordinárias. Mas não é deste tipo de cérebro que pretendo tratar no final deste ensaio, tratarei de forma especial dos cérebros dos Savants.

        OS CÉREBROS DOS SAVANTS:
54* Antes de tratar dos cérebros especiais dos Savants, farei uma rápida retrospectiva na recente história do cérebro no planeta. Ou seja, na história do homem. Aqui, neste momento, me referirei somente à história após a invenção da escrita. E proponho de início que: Um organismo que é considerado como o organismo mais complexo e perfeito do universo! (Se me vir de posse de toda a lógica do universo), com a mais absoluta certeza, não me parece racional nem viável debitar a este cérebro a responsabilidade pelos acontecimentos que ocorreram durante o decorrer desta história. Antes da invenção da lavoura e da domesticação dos animais, o homem vivia em pequenos grupos, pois dependia da caça e da coleta de: grãos, tubérculos, frutos e etc., para com dificuldade permanecer vivo, e manter sua prole também viva. Tinha uma vida nômade, sobrando-lhe pouquíssimo tempo, todo tempo de que dispunha, do nascer ao pôr do sol, era gasto com a caça e a coleta, isto para sua sobrevivência. Com a adoção do sedentarismo após a invenção da lavoura e da domesticação dos animais, sobrou-lhe tempo e comida conseguida através da lavoura, que também, era utilizada na alimentação dos animais domésticos! O que aumentou consideravelmente a ingestão de proteína animal com origem nesses animais. Isto não ocorreu do dia para a noite, se passaram algumas centenas de anos e talvez no máximo um milênio, para se alcançar a fartura, para com a sobra alimentar os animais. Mais fartura, mais alimentos, mais proteínas, obviamente: Uma prole mais numerosa, e as populações crescem de uma forma nunca vista! Daí para a invenção das cidades e dos governos cleptocratas iniciais foi um pulo, talvez não mais que outro milênio. No entanto, uma sombra negra rondava o destino da nascente sociedade humana. Quando o homem era coletor e caçador não lhes sobrava tempo para nada, e ele vivia em paz com seus eventuais vizinhos. Na realidade ele não tinha escolha, a cooperação era o melhor caminho para a sobrevivência. Quando conseguiu se organizar como sociedade constituída, sobrou-lhe tempo, e que chamamos de ócio. Ócio este, que teve como principal resultado! A invenção da escrita. Conforme J. J. Rousseau, junto com a invenção da lavoura e a domesticação dos animais vieram algumas pragas para a nascente sociedade humana. A lavoura nos trouxe a propriedade privada, a escravidão, sendo que, a domesticação dos animais gerou no homem o “sentido de posse” dos bens. Isto não representava nada diante da sombra negra que logo poria suas garras de fora. Enquanto as relações eram entre caçadores e coletores sem tempo praticamente para nada, tudo corria às mil maravilhas, salvos raros entreveros ocasionais! Por um porco do mato, umas raposas ou umas pacas disputadas nos tapas.  A dificuldade existente no início da organização da sociedade traria um poder enorme aos seus primeiros e posteriores dirigentes! Este poder era maior que a própria necessidade dos homens se organizarem em sociedades! Esta dificuldade chamava-se e resultava em “improviso” e nada mais. Era muito difícil improvisar! Pois, nunca tinha sido feito antes. E esta improvisação gerava um poder inimaginável. Nunca havia sido tentada uma organização de grandes grupos humanos e, isto tinha que ser feito, era impossível controlar uma excessiva massa de humanos sem criar e seguir normas e regras para comportamentos e costumes, algo completamente inexistente e desconhecido até aquela época, os primeiros dirigentes tiveram, sem sombra de dúvidas, grandes dificuldades para controlar o grande número de pessoas que naturalmente procuravam estes primeiros acampamentos, a procura de comida mais fácil e principalmente de segurança, para si e para sua prole, como disse antes, reproduzir é o ato mais prazeroso que o cérebro criou. Na época a prole era a maior possível, sendo que, a paleontologia nos diz que somente poucos chegavam à idade adulta.
Só muito mais tarde, é que surgiram as cidades com costumes preestabelecidos oralmente, pois, não havia ainda a escrita, foi nessa fase que surgiram os cleptocratas citados atrás. Dizem que a primeira grande cidade foi Ur na Caldéia ao sul da mesopotâmia, próximo à margem direita do Eufrates. As discussões existentes sobre o assunto não vem ao caso. Isto não quer dizer que já não existissem grandes aglomerados humanos, grandes acampamentos humanos. Devido ao grande número de disputas, problemas, e desentendimentos naturamente surgidos nestes grandes aglomerados humanos, obviamente surgiram também a necessidade de pessoas com habilidades para, resolver conflitos e disputas, com carisma pessoal, espírito de liderança e força moral, voz tonitruante, para forçar ser ouvido e obedecido, e enfim! Assumir a liderança e a governança. Foi então, que apareceram, criaram, ou mesmo se impuseram como os primeiros dirigentes que se tornariam: Governantes/Deuses/Punidores, talvez desse modelo de governo tenha surgido a criação do Deus dos hebreus, que punia e mandava para o quinto dos infernos os desobedientes. Talvez os primeiros governantes ainda não fossem cleptocratas, mas os que os seguiram, o foram com certeza! No princípio não havia impostos nem salários, mas os custos com a manutenção dos responsáveis pela direção destes primeiros e imensos aglomerados, que geraram naturalmente, os necessários e numerosos auxiliares, o que gerava imensos custos, logo demonstrou a necessidade de criar impostos, no princípio chamado de dízimo. Daí para a instituição dos governos cleptocratas foi uma questão de tempo. Nos tempos mais modernos finalmente um gênio em economia e governança dos povos, finalmente inventou algo que não resolvia o problema definitivamente, mas, dava para ir levando, ir administrando. Com o passar dos tempos um inteligente administrador inventou um processo infalível para conter o mau humor da turba enfurecida! Antes tentaram de um tudo, promessas, ameaças, prisões, espadas, chicotes, tapas, ferro quente, castigos, azeite quente, de um tudo mesmo... Descobrindo após tantas tentativas uma maneira simples e mais barata para conter o azedume das multidões em seus momentos, ou dias de fúria. Interessante o processo é simples, indolor, barato e eficiente, ele foi depois de algum tempo denominado de “Pão e Circo”. Sendo tão eficiente que os governos ineficientes o utilizam até hoje! Observe que ele na atualidade está mais sofisticado, e anda disfarçado de inúmeras maneiras, o velho “Pão” toma cada nome estranho! É vale transporte, cesta básica, vale isso, vale aquilo, emprego só de bater cartão, e alguns nem batem o tal cartão, põe o dedão, encostam o olho numa máquina, e nada de trabalho. “O Circo” se modernizou todo. Hoje em dia possui uma variada gama de procederes e nomes! É um tal de futebol, o carnaval uma vez por ano, que pena, podia ser todo mês! Tem o axé, a televisão com a tal de propaganda subliminar! Ninguém se pergunta, porque tanto feriado! Ora! É pra dar um refresco nas reclamações da massa.  Inventaram um “Circo” nos últimos tempos que tira toda vontade de ir para as ruas reclamar e brigar, chama-se: “Esperança secreta de prosperidade”. É também conhecida como Loteria da Caixa, eu nem sei realmente o que é, “desconfesso” que não sei!  É bom lembrar que este modelo de contenção dos azedumes da turba existe na maioria dos países, nosso modelo de loteria controlada pelo “Estado Brasileiro” foi copiado de outros países.

A GUERRA:
55* Tem uma coisa que nunca entrou no meu cérebro! Se o cérebro como um organismo completo, inteligente, complexo e eficiente que é! Como foi que ele escolheu, (há oito ou nove mil anos), um caminho tão espinhoso para o desenvolvimento de sua nascente sociedade? Por que o cérebro escolheu tal caminho para o desenvolvimento da sua nascente sociedade organizada? E logo o caminho da guerra? Que já custou bilhões de cérebros aos cérebros! Será! Que por trás dos cérebros não poderia existir outra entidade a comandar o espetáculo? Temos que nos fazer esta pergunta pelo menos uma vez ao dia, durante toda nossa vida! Talvez um dia, mesmo que no fim dos nossos dias como humanidade, venhamos a obter uma reveladora e consistente resposta para esta questão primordial! Na minha opinião foi pura falta de desenvolvimento! Foi a primeira vez que uma sociedade formada unicamente por “brutos” se depararam com diversos vizinhos compondo diversas sociedades, todas formados por brutos.  Para conviverem juntos, à medida que estes povos mais cresciam em número, mais espaço era requerido para manutenção dessas sociedades, e o espaço propício a lavoura e a vida no crescente fértil era limitado pelos dois rios! Daí, para optarem pela guerra foi um pulo.  E a guerra foi então institucionalizada! E tomada como o caminho mais fácil para a sobrevivência das sociedades de brutos. Vixe! Será! Que exagerei?

OS PRODIGIOSOS SAVANTS:
56* Finalmente os Savants, em homenagem aos Savants, tenho grafado e grafarei sempre em meus ensaios a palavra Savant com inicial maiúscula.  A neurologia até hoje não sabe como, nem porque, os cérebros dos Savants possuem capacidades tão prodigiosas! Mas, existe uma tênue ou talvez até uma forte esperança de um dia decifrarmos o enigma dos Savants. O potencial dos cérebros dos Savants nos cria uma interrogação! Este potencial não estaria relacionado com a maiêutica de Sócrates? Talvez Sócrates tivesse vislumbrado a porta de entrada dessas potencialidades ocultas nos cérebros dos falantes. Ora! O cérebro do “homo sapiens sapiens” moderno é uma máquina lógica, assim como já eram os cérebros de Sócrates e de Menon. A questão é saber se a reminiscência esperada na maiêutica é algo imanente ao “Ser”? Será que temos uma Fenerete dormindo dentro de nós?! Ou se a reminiscência referida é algo aprendido, nesta, ou noutras vidas passadas? Temos que nos lembrar que Platão e Sócrates acreditavam e pregavam a reencarnação. Ora! A maiêutica vai de encontro ao que diz John Locke. Não é possível retirar água de um recipiente qualquer, antes de abastecê-lo. E aí! Chamo a atenção de quem sentir chamada a atenção! De que: Seria de extremada burrice querer que tudo no universo ocorra conforme nosso querer, razão e entendimento! Senão! Como aceitar a “Incerteza de Heisenberg) o “efeito EPR” ou paradoxo de Einstein-Podolsky-Rosen, como aceitar a “decoerência quântica” sem ela como entender o colapso da função de onda! Como entender o duplo escuro causando a expansão do cosmos, sem afetar os grupos de galáxias!  Nem as próprias galáxias que ao que parece são imunes ao efeito da gravidade repulsiva ou antigravitacional do duplo escuro, ao contrário! Ao invés de expandi-la o duplo escuro a mantem coesa, girando como se fosse um corpo sólido! Como se fosse um prato emborcado sobre outro prato, girando sólida pela eternidade a fora! Meus amados leitores, só temos dez mil anos que saímos das cavernas! Somos obrigados a aceitar a ideia de que, somente daqui a muito tempo o “sapiens” conseguirá entender os paradoxos existentes no universo como coisas naturais deste universo, estando nesse universo incluso o próprio “sapiens”.

 “Sapiens” este, que por mais orgulhoso que seja! Nunca será capaz de compreender tudo do “TUDO”, pelo simples fato de ser somente, uma infinitesimal partícula desse “TUDO”. Imaginem uma bactéria reunindo todo seu saber existencial para tentar compreender o universo atualmente sob análise pelo “sapiens”! Seria o mesmo caso do “sapiens” tentando entender o universo com toda sua infinita dimensão e complexidade!  

PROSSIGAMOS COM NOSSAS ABSTRAÇÕES SOBRE OS SAVANTS, SEM ANTINOMIAS KANTIANAS OU CIRCUNLÓQUIOS RETÓRICOS:

57* Vamos direto ao ponto! Nem vamos tratar de Hegel, noutro espaço cuidamos dele e de suas razões antikantianas! Como se processam as potencialidades dos cérebros dos Savants, ainda são desconhecidas. Temos que levar em conta de que é tão somente uma questão de tempo, para conseguirmos elucidar estas questões. E mesmo decifrar estas potencialidades relatadas adiante. Em alguns casos, os cérebros podem sofrer profundas alterações, algumas vezes os cérebros sem motivo aparente dão defeito ou sofrem um acidente, e sem querer nos mostram algumas de suas habilidades, por sinal incríveis habilidades, os cérebros, ditos normais, nunca apresentam estas habilidades. Como um cérebro com uma alteração no seu sistema de funcionamento pode processar tais habilidades ou potencialidades? Talvez o próprio cérebro não tivesse descoberto ainda como processar naturalmente estas habilidades! Creio que estas habilidades um dia serão coisas normais para qualquer cérebro, então! Os cérebros sofrerão profunda modificação. Comprovado está, que as capacidades dos cérebros de forma alguma estão representadas pelo que conhecemos deles atualmente, refiro-me aos cérebros normais. Se o cérebro de um Savant faz coisas incompreensíveis, é claro que ele está utilizando um potencial latente, então! Já existente dentro no próprio cérebro, o problema é que nós, ou melhor! A neurologia ainda desconhece como ativar este potencial!

O SAVANT DANIEL TAMMET:
          58* Vou relatar as capacidades encontradas e estudadas por algumas universidades de renome no planeta sobre estas idiossincrasias peculiares aos cérebros dos Savants.
Apresento aqui as habilidades de alguns Savants, e em particular as de Daniel Tammet. Segundo um neurologista este Savant vai passar para a história como: (A pedra de Roseta) das funções savânicas.

A SÍNDROME:
59* A síndrome de Savant não é o autismo, mas, um Savant pode desenvolvê-lo, ou um autista pode desenvolver o savantismo, também não é a síndrome de Asperger. Sendo o savantismo mais um distúrbio psíquico, em que o indivíduo portador possui graves déficits intelectuais. Quem sofre desta síndrome tem dificuldades em se comunicar, compreender o que lhe é transmitido e de estabelecer relações interpessoais, e intrapessoais como, por exemplo: manter um longo diálogo ou fazer coisas simples com ambas as mãos simultaneamente, como abotoar a camisa. No entanto pode executar peças dificílimas num piano. Mas, por outro lado, possui inúmeros talentos, principalmente ligados a uma extraordinária memória, outros desenvolvem grande facilidade para lidar com a alta matemática, e o fazem com tal facilidade, como se a matemática fosse uma coisa física, existente, ou algo físico “acontecente”, segundo Kant e Berkeley, uma “coisa em si”. Por outro lado a discussão de Berkeley e Kant sobre o “noumena” e o “phenomena”, não nos leva a uma certeza! Antes nos deixa na dúvida! O que não tenho como certo é que o tempo ou o espaço seja uma criação da mente! Mas, tenho como certo que a matemática seja uma elucubração do próprio cérebro humano. Foi uma declaração de Einstein que me reforçou a ideia de que a matemática só existe em nossa cabeça, em nosso cérebro.

KIM PEEK:
          60* Nosso primeiro caso é do Savant Kim Peek que nasceu em 11 de novembro de 1951 e faleceu em 19 de dezembro de 2009, Kim Peek era um norte americano e ficou conhecido como um megasavant. Logo cedo com 18 meses, segundo seu pai Francis Peek, Kim já apresentava excepcionais habilidades para memorizar as coisas. Ele foi a inspiração para o personagem de Raymond Babbitt, interpretado por Dustin Hoffman no filme Rain Man, que no Brasil tem o título de “Encontro de Irmãos”. Conforme um texto publicado no jornal The Times, Kim Peek conseguia se lembrar com precisão o conteúdo de pelo menos 12.000 livros. Peek viveu em Murray , Utah USA. Na pesquisa que fiz sobre  o caso Kim Peek encontrei detalhadamente as diferenças encontradas pelos  neurologistas na estrutura do seu cérebro. Neste relato não me referirei sobre estas  diferenças encontradas nem me refirirei em nenhum dos outros casos estudados. Estes detalhes só aos neurologistas são compreensíveis e interessantes.

STEPHEN WILTSHIRE:
61* Stephen Wiltshire é um britânico autista nascido em 24 de abril de 1974 – Seus pais eram das Índias ocidentais, (Isto só pode ser coisa de inglês! Índias ocidentais, era como os europeus chamavam as Américas), Stephen possui uma habilidade fora do comum. Ele memoriza num relance paisagens inteiras de vários quarteirões de grandes cidades, como Londres, Nova York, Xangai, Washington, Roma, Frankfurt, Madri, destas cidades ele fez desenhos de memória, desenhos incríveis, e de uma fidelidade incomum, seu cérebro funciona com se fosse uma máquina fotográfica, ele tornou-se conhecido por ser capaz de desenhar com altíssima precisão paisagens complexas vistas somente por alguns momentos. Em 2006 tornou-se membro da Ordem do Império Britânico, por serviços prestados à arte londrina e mundial. Em 2003, uma retrospectiva de sua obra foi realizada na galeria Orleans House, em Twickenham, Londres. Em maio de 2005 Stephen produziu seu maior desenho de memória, uma panorâmica de Tóquio, em uma tela de 32,8 metros de comprimento por 10 metros de altura, no prazo de sete dias após um passeio de helicóptero sobre a cidade. Esta capacidade de memorizar paisagens completas e complexas está num cérebro de um humano, e não de um ET ou de um computador.

LESLIE LEMKE:
62* Leslie Lemke nasceu em 31 de dezembro de 1952 em Milwaukee no Wisconsin EUA é um Savant autista, ele teve seus olhos removidos por cirurgia em tenra idade, desde cedo, embora cego, revelou-se um músico extraordinário.  Interessante é que só aprendeu a andar aos 12 anos e só aprendeu a falar aos 15 anos. Aos 16 anos sua mãe adotiva May o encontrou tocando piano, sem nunca ter tocado tal instrumento, sua mãe descobriu que ele aprendeu a tocar simplesmente ouvindo no rádio e na televisão. E tinha preferência por música clássica, Tchaikovsky, Brams, Mozart, Franz Liszt, Bethoven, e outros. Mas, dava um passeio do ragtime ao clássico. Seu cérebro portentoso ouvia uma música somente uma vez, e nunca mais a esquecia. O que é a memória e como ela funciona com tal potência num ser como Leslie Lemke é um verdadeiro mistério para a ciência neurológica...

ELLEN BOURDEAUX:
63* Agora me reporto a Ellen Bourdeaux. De todas as artes, não sei porquê! A música é a única que pode ser executada, feita ou criada de olhos fechados! É a única que não requer relação espacial com o mundo físico, com o entorno em que vivemos ou estamos, para que nosso cérebro a execute ou a crie!!!... A música tem origem e é percebida pelo mais profundo do nosso “Ser”. Refiro-me a qualquer tipo de música! Creio, embora, como disse antes que: (O que eu acredito, não tenha muita importância ou relevância), Creio que a música seja a atividade artística mais natural ao ser humano, não digo a mais fácil, instintivamente gostamos de música, o ritmo é natural aos humanos. Os gostos diferem, mas todas as sociedades humanas gostam de música. A Savant Ellen Bourdeaux é um misto de cegueira, deficiência mental e genialidade musical. Ellen nasceu em 1957 e aos seis meses, já cantarolava as músicas que ouvia, cantarolava porque não sabia falar ainda, mas, o fazia com uma perfeição impressionante. Aos quatro meses ela foi diagnosticada com fibroplasia retrolental, Ellen era cega, a síndrome de Savant só foi diagnosticada mais tarde, no entanto, ela possuía um ouvido e uma memória especial para música. Desde tenra idade Ellen já possuía um ouvido extraordinário e uma memória musical inacreditável, o incrível é que até hoje ela guarda na memória todas as músicas que já conseguiu escutar, e são milhares de músicas, não importa se um simples acorde de uma música popular curta e simples, ou se uma longa e complexa sinfonia, de Bach, Beethoven, Handel, Mozart, ou outro compositor qualquer, todos os acordes, melodias, timbres, sutilezas, tessituras e minúcias estão guardadas em sua memória com uma fidelidade impressionante. Ellen Burdeaux nasceu com as características de um gênio musical, em todos os sentidos.

DANIEL TAMMET:
64* Daniel Tammet é outro fantástico Savant do qual deixo aqui registrado algumas de suas excepcionais qualidades. Sobre estas qualidades o Professor Allan Snyder da Universidade Nacional Australiana disse: Savants normalmente não podem nos dizer como eles fazem o que fazem, eles só veem para eles mesmos. Ao contrário, Daniel Tammet pode nos descrever o que ele vê e como ele processa os raciocínios em sua cabeça, Sendo por isso que ele e tudo o que ele diz é emocionante e importante, ele poderia ser a "Pedra de Roseta” do Savantismo. Talvez Tammet seja a única porta para a neurologia descobrir realmente como funciona a mente dos Savants. Seu nome civil é Daniel Paul Corney, nasceu em 31 de janeiro de 1979 na cidade de Londres, Inglaterra. Ele  é um escritor e ensaísta sendo autista desde criança. Conhecido no mundo literário como Daniel Tammet, seu livro “2006 Memórias” um (best seller), foi considerado pela “American Library Association” como o melhor livro para jovens adultos do ano de 2008. Ele quando ainda criança sofria convulsões epilépticas, que posteriormente foram eliminadas com tratamento médico. Aos vinte e cinco anos de idade , ele foi diagnosticado com síndrome de Asperger pelo professor Simon Baron-Cohen, do Centro de Pesquisa de Autismo (Spectrum) na Universidade de Cambridge. Existem menos de cem Savants no mundo que podem ser considerados como "Savants prodigiosos" e Daniel Tammet é um dos principais deles, isto é o que nos diz o Dr. Darold Treffert, pesquisador e líder mundial no estudo da síndrome de Savant. Interessante é que ele mesmo mudou seu nome para “Daniel Tammet” alegando que seu nome verdadeiro não era compatível como ele via a si próprio. Tammet foi o tema de um documentário no  Reino Unido, intitulado de  (Uma Pessoa Com Um Incrível Cérebro), transmitido pela primeira vez na estação de televisão britânica “Channel 4” no dia 23 de maio de 2005. Alguns neurologistas, “não abertamente”, consideram Albert Einstein como um Savant, na realidade, ele mesmo fez declarações dizendo que raciocinava visualmente, e não verbalmente como nós os seres comuns  o fazemos. Para o cérebro de Daniel Tammet os números inteiros positivos indo até dez mil, possuem sua própria e única forma, sua cor e sua textura, ele descreveu alguns números como feios, outros como atraentes e considera  o número pi como extremamente bonito. Tammet detem o recorde mundial ao recitar o número pi com 22514 dígitos, isto em 5 horas e poucos minutos.  Daniel Tammet domina 11 (onze) idiomas, tendo aprendido o islandês em uma semana, somente para um documentário que fez para a TV. A relação que seu cérebro faz com os números, suas cores, e suas texturas! O certo é que! Ainda é completamente inexplicável para a neurologia.

AINDA O DANIEL TAMMET:
65* Como foi dito no marcador de leituras 64*, no planeta, os  Savants prodigiosos, não passam de 100 (cem). E aqui cito somente alguns. Mas, não resta nenhuma dúvida de que o estudo dos cérebros dos Savants pode no futuro resolver o  dificílimo problema de como se chegar a um caminho mais rápido para a evolução do cerebro do humano atual. Se compararmos as mentes dos Savants com as dos homens comuns, veremos que os Savants possuem mentes ou funções mentais realmente extraordinárias. Na atualidade a ciência biológica, em especial a neurologia com o apoio da genética, muito pouco poderá fazer para entender e desenvolver cérebros que possuam funções que se aproximem dos cérebros dos Savants. No entanto, as possibilidades futuras são promissoras, se considerarmos o quão rápido avança a ciência nestes setores, na realidade em todos os setores do conhecimento humano. Existe muita dificuldade na atualidade para se desenvolver estudos no sentido da evolução  programada do cérebro do homem. A maioria destas dificuldades são impostas pela “ética”. Ética esta, ligada ainda ao obscurantismo que nos foi legado pelas religiões, principalmente pelas religiões ocidentais. Quando a humanidade se ver livre dessas amarras, surgirá a esperança de termos “indistintamente cérebros com as capacidades dos cérebros Savants”. Naturalmente sem as inconveniencias do autismo, da síndrome de Asperger, e as do próprio savantismo.  O Savant que nos deixa mais impressionados sem dúvidas, é o Inglês Daniel Tammet contam, como referido acima, que a TV americana TV PBS fez-lhe o desafio de em uma semana aprender a língua islandesa, pois, no tempo combinado ele já estava num “talk show” da rede de TV falando fluentemente o idioma islandês, que é tido pelos naturais da Islândia como de difícil aprendizado, ao que se sabe ele domina 11 idiomas. Sua mente pode calcular num segundo, por exemplo: Quanto é 32 elevado à sétima potência, ele nos diz que é igual a 34.359.738.368 isto num piscar de olhos. A grande diferença do cérebro de Tammet em relação aos cérebros de outros Savants está no fato de que ele sabe e pode dizer aos neurologistas como ele faz isso! Ao contrário dos cérebros dos outros Savants que o fazem automaticamente e sem saberem como o fazem! Esta maravilha de cérebro do Tammet é um cérebro sinestésico, isto quer dizer que o Savant especial Tammet mistura as percepções dos seus sentidos, pode enxergar cores e textura nos números, o que lhe facilita a execução de tais cálculos. O interessante é que Tammet vê os números como se fossem entidades com personalidades próprias, diz ele que o 9 é um número grande, de que o 4 é o seu número preferido por ser quieto e tímido como ele. Embora, comumente ou normalmente não notemos, nós possuímos dois tipos de memória, a memória consciente ou explícita e a memória inconsciente ou implícita. Nós fazemos cálculos mentais e nos lembramos de nomes com a memória consciente ou explícita, mas, nos lembramos dos rostos das pessoas e passamos as marchas do carro com nossa memória inconsciente ou implícita. Deu para perceber a diferença? A maioria dos Savants têm dificuldades diversas, uns mal conseguem falar, se vestem com dificuldade, têm péssimos relacionamentos sociais, alguns como o Tammet são comunicativos e simpáticos.

AINDA O DANIEL TAMMET:
66* As informações fornecidas por Daniel Tammet e por outros Savants sobre suas espetaculares e importantes superfunções, que por sorte estão gravadas em áudio e vídeo pelos laboratórios das maiores universidades do planeta, espera-se que os pequenos cérebros dos cientistas dessas universidades sejam capazes de tirar proveito dessa imensa gama de informações do cérebro do Tammet. Não se deve contar com o surgimento de novos “Tammets”, que possuam a mesma capacidade de nos informar como se processam estas maravilhas dentro de seus cérebros. Savants como Tammet são uma raridade. No futuro com o desenvolvimento da tecnologia do diagnóstico eletrônico será possível entender como estes processos ocorrem nos cérebros dos Savants e tentar via genética torná-los funções normais nos cérebros dos homens do futuro. Não deixa de ser uma esperança!

VOLTANDO AO TIM PEEK:
67* O Savant Tim Peek, (tema do marcador de leituras 60*), lê duas páginas por vez, uma com cada olho, e já leu e decorou 12 mil livros, um livro de tamanho médio ele o lê em 40 minutos. E todos estes 12 mil livros estão literalmente guardados em sua prodigiosa memória. Os estudos dos cérebros especiais não são novos, quem os iniciou foi um médico britânico nascido em 18 de novembro de 1828 e falecido em 7 de outubro de 1896, no entanto a neurologia nunca conseguiu colocar um “ceitil” desses estudos para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do cérebro humano, (salvo o desenvolvimento do tratamento dos cérebros com alguns tipos de deficiência). No que diz respeito ao entendimento de como funcionam estes cérebros e a transferência de algumas de suas capacidades para um humano comum recém-nascido, continuam na estaca zero). Este britânico a que me refiro foi o Dr. John L. H. Langdon-Down, o mesmo que dá o seu nome à síndrome de Down. Este médico a descreveu em 1866 como uma doença, e o fez numa criança em que suas características, (da doença), ficaram conhecidas como síndrome de Down, embora a síndrome de Down seja um distúrbio genético, e que é causado pela presença de um cromossomo 21extra”! Totalmente ou parcialmente copiado. Os cérebros especiais sempre existiram, a síndrome de Asperger, o savantismo e o autismo, que nos dão os cérebros especiais acompanham o homem desde seus primórdios.

O Dr. DAROLD TREFFERT:
68* Um cientista da universidade de Wisconsin em Madison, o Dr. Darold Treffert é um especialista em autismo e em savantismo, sendo conhecido no mundo todo. Ele cuidou de um par de gêmeos chamados de George e Charles, que possuíam uma grande deficiência mental congênita, dificuldades de comunicação, e pouca sociabilidade, e no entanto, segundo o Dr. Treffert eles viviam se divertindo gritando um para o outro, números primos que só são (divisíveis por 1 e por si mesmo), estes números que eles gritavam, às vezes continham até vinte dígitos, chegando a ordem dos quintilhões, como eles faziam isso permanece um mistério.

A MEMÓRIA DOS SAVANTS:
69* Como os Savants processam a memória? Embora continue sendo um mistério, com as informações de Tammet tornou-se pelo menos, aparentemente mais fácil entendê-lo, ao que tudo indica o acesso à memória implícita é o caminho dos Savants, mas, como isso é feito, e principalmente, o que é realmente a memória implícita? Estas duas questões paralisa as ações da neurologia no estudo dos cérebros comuns, e nos estudos dos cérebros especiais dos Savants. Os grandes centros de pesquisas das grandes universidades dos países ricos gastam milhões de dólares nestas pesquisas, as dos países pobres nem tentam estes estudos. A criação não de cérebros Savants! Mas, a dotação dos cérebros comuns com as funções Savants em humanos comuns justificam o gasto não só de milhões, mas, até de bilhões de dólares. O benefício para toda a humanidade seria imensurável e incalculável.

QUASE ENCERRANDO:

70* Na direção oposta do caminho para descobrir o segredo, e de como utilizar as funções dos cérebros dos Savants, caminha a sociedade humana, (posso generalizar), todos os governantes do planeta, com sua conhecida e costumeira irracionalidade, falta de visão, ganância, burrice, insensatez, corrupção e desonestidade caminham na contra mão da história! O planeta vem sendo alertado por muitos cientistas para um colapso no funcionamento da sociedade humana, e estes governantes fazem como as avestruzes! Simplesmente enfiam as cabeças nos buracos da burrice, ninguém escuta os cientistas do meio ambiente. Os cientistas do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), da ONU falam para as paredes, ninguém os escuta, quando os escutarem o CAOS já estará estabelecido, e não haverá retorno, então 7,2 bilhões de cérebros mergulharão no inferno de Dante, a que chamo de CAOS... Nos últimos dias surgiram notícias de que a NASA publicou estudos em que são previstos a derrocada da sociedade humana para dentro de poucas décadas, o que não creio que a NASA faça. Assim mesmo, o CAOS se aproxima... Chamo a atenção dos leitores que diversos organismos internacionais publicarão notícias ou estudos prevendo o CAOS, não se assustem é puro oportunismo. Qualquer pessoa de bom senso consegue ver que a exploração do planeta, nos moldes que a sociedade humana o faz, resultará na falência do sistema econômico e consequentemente na falência do sistema político desta mesma sociedade. O que inevitavelmente nos levará ao CAOS. Isto abrange todo o planeta. Portanto, estes alertas são inócuos, os governos não os ouvirão! Assim mesmo, todos os seres realmente inteligentes do planeta só esperam o CAOS. Deste e de outros fatos advém a necessidade premente de se decifrar as capacidades “savânicas” de alguns humanos. E principalmente transferi-las aos cérebros dos humanos comuns.


      O ENFOQUE DO CAOS PROMETIDO:
71* Eis o que o meu pequeno cérebro vê para um futuro nem tanto futuro assim! Dos 7,2 bilhões de cérebros existentes na Terra hoje. Sendo esta uma predestinação inescapável que ocorrerá brevemente com a sociedade humana. A burrice dos governantes do mundo provocará o CAOS no planeta. Acredito, mas, como já disse, (o que eu acredito, não tem muita importância ou relevância), e, que a grande questão a ser enfrentada pela humanidade no futuro: Será continuar existindo como sociedade organizada, se a população for repentinamente, (digo, dentro de um período muito curto), reduzida em 50 % ou mais. Qualquer pessoa com um mínimo de percepção, bom senso, e uma visão realista das “coisas” que nos proporcionam esta relação existencial social autossustentável, logo perceberá que esta sociedade, com uma tão drástica redução de população, inevitavelmente entrará em colapso, e isto é bastante fácil de ser percebido e compreendido! Não será necessário modelos computacionais avançados nem utilizar supercomputadores, basta-nos utilizar a velha lógica! Vejamos! Tomemos como exemplo uma cidade: Pode ser Nova York por ser a mais visitada, e uma das maiores cidades do mundo. A cidade de Nova York é a mais rica das cidades do maior e mais rico país do planeta. Estou tratando da cidade, e não da região metropolitana e nem do estado de Nova York. Seu anterior prefeito, Bloomberg deixou o governo de Nova York em fins de 2013, ele a governou por 12 anos. A cidade de Nova York possui um PIB anual de 1,4 trilhão de dólares gerado pela atividade econômica de seus habitantes e de suas empresas, e este montante de dinheiro é todo consumido na gerência desta cidade, temos que observar que seu anterior prefeito, Michael Rubens "Mike" Bloomberg investiu como fogo morto, isto é, sem retorno  US$ 650 milhões (seus) na prefeitura de Nova York, durante seu governo que durou 12 anos ele preferiu financiar algumas despesas com o próprio dinheiro. Este seria um dos motivos de eu ter tomado Nova York como exemplo: Aqui no Brasil não podemos tomar nenhuma cidade como exemplo: A corrupção drena grande parte do seu PIB. A população atual de Nova York é de 8,6 milhões de pessoas, que geram este PIB que é gasto na manutenção da cidade. Ora! Se a população desta cidade for reduzida à metade o PIB também o será, e inescapavelmente os serviços públicos se deteriorarão e entrarão em colapso, a ponto da cidade tornar-se inabitável. A falência inevitável dos serviços essenciais provocará uma fuga em massa. É lógico que à medida que os serviços tornarem-se mais e mais ineficientes, o que restar da população paulatinamente abandonará a cidade... E isto vai ocorrer primeiramente com todas as grandes metrópoles do mundo, isto ocorrerá como uma epidemia, o CAOS terá início nas grandes urbes, e depois se espalhará pelo restante das cidades cada vez menos populosas de cada país. Os primeiros grandes problemas que surgirão serão as epidemias patológicas, estas outras evidentemente as seguirão, a falência dos serviços de saúde, a completa falência da segurança, daí, advirá o desabastecimento, os serviços de comunicação entrarão em colapso, os serviços bancários tornar-se-ão impossíveis de funcionar pela brutal insegurança, donde advirá o desemprego em massa. Perguntar-me-ão, porque primeiro virão as epidemias? Na realidade, as epidemias serão as consequências da falência econômica das “Nações”, o CAOS terá início com a inviabilização da máquina administrativa, da máquina industrial e do setor de prestação de serviços. Tudo motivado pela efetiva carência de matéria prima, ou de energia, (o que ocorrer primeiro). Com toda certeza a barbárie estará presente nas Ruas. Em muito pouco tempo os sistemas viários deixarão de funcionar por completa falta de manutenção. O que completará de forma irreversível o desabastecimento já precário. Isto gerará a disputa a qualquer preço por comida, donde advirá a barbárie do homem contra seus semelhantes. Hordas imensas disputarão uma côdea de pão, pondo em risco as suas próprias vidas e a dos outros cidadãos. Se em teu cérebro ainda existir um resquício de dúvida! Então, eu vo-los pergunto! Se nunca ouviste o canto dos pássaros na madrugada! Como podeis falar da aurora? Se nunca passastes fome! Nunca poderás compreender realmente o clamor dos miseráveis!

Edimilson Santos Silva Movér

Vila de Abrantes-Camaçari-Bahia, 31/03/14
Relendo este ensaio em outubro de 2017
Vi que não deveria perder a oportunidade de revisá-lo,
antes de ser publicado. O tema é apaixonante...
77-9197 9768

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