sábado, 22 de setembro de 2018

MORAIRA - POESIA



MORAIRA
(Sonhos que nunca entendi)

Aos primeiros ataques!
Diante do inimigo meu braço se fortaleceu...


Vi! Como num sonho, ou em memória,
Regressando a um tempo distante,
De Madri, o Rei visigodo partia para Moraira.
Uma súcia de Mouros se aproximava,
Mas, demoraram para se reunir em Ibiza
Por Eivissa na ilha e por Moraira foram avistados,
Fogueiras e espelhos avisaram Valência.

Valência os avistou depois,
Navios ao largo os denunciaram,
Eram esperados em dois locais
Valência e o Condado de Barcelona! De prontidão estavam!
De Barcelona veio o socorro.

Os mouros escolheram Valência
Devido à baixa resistência esperada,
Os espanhóis, continente a dentro, aguardavam
A uma légua os esperavam e viam ao longe!
Espadas em punho, cavalos estranhos cavalgavam,
Caudas a prumo, e turbantes estranhos na cabeça.

“Increíble visión a los lejos”,
O Rei espanhol, em frente às tropas enfileiradas,
Adagas mouras a brilhar ao sol nascente,
Aproximava-se a batalha no descampado,
A bela planície valenciana seria banhada
Com o sangue de trinta mil Mouros aturbantados.

Sobre as altas torres do secular Castelo
Tremulavam as bandeiras de todos os reinos de Espanha,
Mais de trinta mil mouros se preparavam para a batalha,
De Barcelona vieram vinte e oito mil bravos espanhóis,
Em marcha!
Em espera!
Em marcha!
Em espera!
Cinqüenta e cinco mil em Valência atrás da ravina,
Somente cinco mil enfileirados sobre a colina.

Os mouros seriam massacrados.
O rei espanhol esperou que todos desembarcassem,
E na hora aprazada os flancos foram tomados
Pelas tropas espanholas que atrás da pequena elevação estavam!
A batalha durou até o dia seguinte
Quando o último Mouro pisou o solo pátrio
A esquadra moura, por eles, foi incendiada ao largo.
Não havia como recuar!
Enfrentamos os Mouros incendiários na praia.

Corria o distante ano de 602 da era cristã,
A data eu vi no Átrio da Capela lotada,
Nada mais vi! Minha visão toldou-se
De vermelho, minha espada
Da mesma cor banhou-se,
Vi ao largo, o incêndio naval,
Minha memória! Apagou-se...
Dentro da fumaça negra do grande incêndio
Na direção da grande Ilha.

Só em 711 os Mouros conquistaram a Espania...
E para nossa tristeza, por lá permaneceram até 1492...
A data 602 na história da Espania, nego-me a retirá-la...
“No saldrá”...
Nunca entendi esta data! Faz parte da lembrança...
No princípio classifiquei esta poesia de,
 (Contos do incredível)
Nunca quis publicá-la,

um amigo espírita me demoveu dessa ideia..


Edimilson Santos Silva Movér
Vitória da Conquista,
madrugada de 12 de outubro de 2007
moversol@yahoo.com.br

Um comentário:

  1. Interessante a descrição dos detalhes!!!
    Me ví nesta guerra ao ler a riqueza dos detalhes...
    Belíssimo...
    Parabéns Mover!!!

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