domingo, 2 de dezembro de 2018

MEUS NEURÔNIOS - POESIA




MEUS NEURÔNIOS                                  


Nós somos nossos cérebros,
Nossos membros e troncos, são apêndices dos nossos cérebros,
Cuja finalidade precípua é dar-lhes sustentação.



Criem as imagens que quiserem os meus neurônios!
Fazendo mágica na química dos extremos sinapsiais,
Seu comando mais profundo vem do hipotálamo,
Oriundo do Ser! Gerando os princípios espirituais,
Rutilância do entendimento em sua forma quântica,
Brilho do discernimento em seus mundos consensuais,
Duas palavras e dois mundos! E a mais pura semântica
Na interconectividade de “macros” e “micros” conceituais
O superego controla o ego que tentando controlar o id
Leva-nos ao absurdo de fazer-nos agir como anormais,
E se não capitularmos! Agiremos como valentes! Qual Cid
El Campeador, saindo vitorioso do reino de al-Muqtadir
Valor mor do poder de um homem que salvando Valência
Marcou sua vida, como os neurônios marcam nosso existir,
Dendritos e sinapses punhos invisíveis da nossa existência,
Quanta arrogância na pequenez humana! Na incompreensão
Das coisas maiores que dentro do Ser explode em consciência,
Fulgor da vida em quânticas conexões que produzem a razão,
Moléculas mágicas que irradiam a vida em sua química pura,
Mistério maior da memória que a vida por ela se faz expressar
Nos momentos de tensão e amargor ou na mais doce candura,
Neurônios benditos que nos fazem sorrir e até mesmo chorar,
Sentir que vivemos e morremos, e que temos um efêmero porvir,
Oh! Deus! Vós com artes quânticas e neuronais que nos faz pensar,
Que somos como o vento que passa sem nunca deixar de existir
Sobre a terra, sob os oceanos, nos altos dos céus! Todos estão!
Sujeitos à efetiva conexão dos neurônios sinapses e dendritos,
Que nos levam à fúria, ou ao mais sublime uso da pura razão,
Ou a orar aos demônios, ou a adorar ao Deus Universal! Contritos...



Vitória da Conquista, Ba. - 12 de maio de 2007
Edimilson Santos Silva Movér

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