domingo, 2 de dezembro de 2018

O RETORNO - POESIA (157)oks


O RETORNO

                                                                  

Na casa de meu Pai há muitas moradas.

 Se não fosse assim, eu vo-lo teria dito,

 pois vou preparar-vos lugar. João, 14,2

 

Ouvir dentro de si, a voz do infinito.

Dizer! Esta vida breve é uma ilusão,

No íntimo clamar o silêncio bendito

De um vazio imenso no seu coração,

O suspirar sutil da paixão que fica

É a saudade! Sem nenhum disfarce

Mostrando a dor que se identifica

Na lágrima triste a nos rolar da face,

Grita a alma num abandono infindo,

Chora em prantos no seu triste sofrer,

As dores na alma é a tristeza advindo

De nossos sonhos e seu desaparecer,

Acabando a vida vão-se os amores,

Restando as lembranças e nada mais,

Só as mães perpetuam suas dores,

O tempo de tudo faz coisas banais,

Visões fugazes deste remoto existir,

Ó mundo antigo! Vou voltar pra vós,

A saudade é muita! Não vou resistir,

Tenho que ir, pois a saudade é atroz,

Velhas campinas do meu suspirar,

Sempre me recordo da luz abundante,

Dois lindos Sóis, sempre a iluminar

Meu antigo mundo saudoso e distante

Onde a luz é plena de um azul sutil,

Oh! Planeta Neon onde estais agora?

Oh! Meus Sóis de prata e da cor do anil,

Meu tempo é chegado, me vou sem demora...

 

Em homenagem à comunidade dos velhos amigos do beco da tesoura!

Aos que já se foram e aos que ainda partirão.

 

Cumprido nosso ciclo de reencarnações aqui na Terra,

 muitos voltam aos seus mundos de origem.

Recordações que sempre me vêm em sonhos! 

Imagens de um planeta neon e de meus dois Sóis da cor anil e prata.

Sonhos! Que me acompanham desde tempos imemoriais.

Próxima está a largada...

 

Edimilson Santos Silva Movér

Vitória da Conquista, Ba. - 31 de março de 2007

moversol@yahoo.com.br

 




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