quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

CARTAS DE VITÓRIA DA CONQUISTA II - ENSAIO




DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR
Subsérie: Singelos estudos do desejo, do amor e da paixão!
Os temas deste ensaio, são conhecidos como, afetos ou relações emotivas entre os seres humanos. 

 “Sapere aude!”: Kant

CARTAS DE VITÓRIA DA CONQUISTA (II)

Carta a uma jovem amiga, sobre os temas deste ensaio:

O desejo, o amor e a paixão.

Digníssima e inteligente Senhorita! 29181
Quantas vezes já te apaixonastes?

Prezada Senhorita:
1* Tomando como fundamento o fato de que no momento, o universo, ainda seja um mistério insolúvel para a nascente ciência do homem, e de que o homem seja este universo tomando conhecimento de si próprio! Deste fundamento, adviria a certeza e a lógica contida no fato de que, tudo que já sabemos sobre o universo, represente numa realidade mais objetiva, uma pequeníssima parcela do que ainda falta descobrir e por conhecer! Aqui, estamos comparando o tempo de existência do universo, que é de no mínimo 13,81 bilhões de anos, com os 300 mil anos de existência do homem pensante. O que nos dá a certeza de que o tempo para despendido para se formar as duas entidades, são tão díspares, o quanto é díspar suas inteligências! E não venham me dizer que o universo não seja inteligente! Não é necessário nem penetrar nas duas físicas! Na relativista e na quântica! Basta dar uma olhadela na natureza aqui no planeta. Impossível negar a inteligência do universo, sem negar a sua própria! Salvo, se não formos este mesmo universo se auto reconhecendo! A dura verdade é que na realidade nada sabemos sobre a essência desse universo, nem da essência desse “Ser” que seria conforme o proposto acima, o próprio universo se autoconhecendo! Agora chegou o momento da apoteose do verbo “ver”. Vejam a minha teoria das dúvidas! A razão humana tem encontrado sobejas provas de que o universo e o homem sejam feitos, mais de dúvidas que de outras coisas! Coisas estas, ainda não entendidas, e a maioria ainda por se descobrir. Vejam como a mente humana pode montar com poucas palavras uma montanha de dúvidas! É natural, que seja difícil para um humano comum, entender que o homem seja o próprio universo, e o mais difícil de entender! É que este “universo/pensante” esteja tomando conhecimento de si próprio. Vejam! Que disso, advém a tendência, própria do homem que pensa, de buscar saber o que seja este universo, e o que seja ele mesmo! E, que na atualidade como “Ser” pensante que é, busque tão avidamente entender racionalmente o que seja esta diminuta fração do universo, que é “pensante”, e que chamamos inocentemente de “homo sapiens sapiens”. Vejam em que imbróglio nos encontramos, meus irmãos! Até eu mesmo, quase que não entendo, toda esta mixórdia, que se torna simplesmente uma confusão. Tudo por culpa das dúvidas! Viram! Espero que tenham visto e percebido a questão das dúvidas da proposição! E, de que eu tenha dado uma boa demonstração da teoria das dúvidas! Na realidade a existência do homem como universo/pensante, nada mais seria que uma grande visão da grande dúvida causadora de todas as dúvidas que chamamos de interrogações! Isto, para nos vermos livres das dúvidas, como se a semântica resolvesse o assunto.

ANALISANDO ABSTRAÇÕES À LUZ DA LÓGICA
2* Vejamos uma nova maneira de se analisar o que seja! O desejo, o amor e a paixão, existindo diversos penduricalhos apensos a estes três afetos com relevância no desejo, muitos deles são sempre relacionados ao sentimento de posse de “coisas e de pessoas”, muitas vezes representam somente necessidades fisiológicas. Estes afetos estão presentes e são essenciais ao comportamento e à psicologia humana. Aqui só trataremos destes três afetos, do desejo, do amor e do principal deles, a paixão. Desde quando sejam afetos, serão sempre abstrações emotivas de ordem nooumênica, abstrações estas, com as quais convivemos desde que nascemos. Os ocidentais, confundem estas três ações dos humanos constantemente, diferentemente dos povos orientais que não o fazem! Vamos ver realmente o que elas representam em nossas vidas e nas relações humanas. Vamos aqui dedicar três palavrinhas a estas três moçoilas que fazem parte constante da nossa existência. Vamos ver realmente o que elas representam em nossas vidas e nas relações humanas. Lembrar que o desejo é temporário, o amor é permanente mas, não é eterno, e de que somente a paixão é eterna. Isto sob nosso enfoque! Não pretendo ser, não sou, e nunca serei o dono da verdade, mas, já estou ficando cansado de ler tantas bobagens a respeito do tema em apreço. Observem que estas proposições sobre o desejo, o amor e a paixão, possuem características exclusivamente heurísticas! Não tendo relação com o que diz a neurociência nem a psicologia, muito menos com o que nos diz a filosofia em suas proposições, sobre estas três joias da existência humana, que são! O desejo, o amor e a paixão.

Comecemos analisando o Desejo.
O DESEJO:
3* Dos três, o desejo é o que possui mais denominações, por ocupar uma gama maior de atividades dos seres. Vamos iniciar com a etimologia da palavra “desejo”, ela vem da palavra latina “desidĕrĭum”, no latim as palavras com um “de” inicial, indicam um movimento de cima para baixo, seria o caso das palavras decantar, decair, defenestrar, ou jogar janela abaixo, e decapitar, onde as cabeças caem num cesto. O melhor sentido e o mais logico para o vocábulo desidério, seria “estrela cadente”, desde quando “sidĕrĭvm” em latim é estrela. Nós como latinos, herdamos a antiga crença de que ao vermos uma estrela cadente riscando o céu, devemos fazer um pedido para ver realizado um nosso desejo! Daí, creio eu, a relação de desidĕrĭum, com o conceito de “desejo”. Temos em espanhol, deseo”. Em inglês, “desire”, não se esquecendo que alguém andou pulando a muralha, que embora tivesse sido mandada erguer pelo Imperador Adriano entre os anos de 117 e 138 tentando evitar as investidas dos povos Pictos e Escotos, ela serviu também para pulação de cerca! Daí, a presença de palavras latinas na língua do Rei Arthur. No francês, temos “désir”, segundo alguns filólogos, a palavra moderna “desejo” teve sua origem na palavra “Desiderio” do italiano antigo. Os humanos são tão embevecidos com o “desejo” que lhes criaram uma multidão de parentes e aderentes, a cada um, dando um nome diferente, e que hoje nós conhecemos como sinônimos:  apego, fantasia, libido, gana, avidez, cobiça, tesão, concupiscência, sede, tentação, lascívia, volúpia, atração física, excitação, fome, anseio, apetite sexual, ambição, febre de querer, lubricidade, vontade e muitas outras, etc. e etc.. O desejo é essencial para o nosso organismo se manter vivo, sem o desejo morreríamos rapidamente, não viveríamos mais que poucas semanas! São muitos os tipos de desejos! Temos que reconhecer que o desejo seja mais uma função orgânica que uma ação espiritual, ou oriunda da nossa enteléquia. Sendo independente de nossa vontade, possui um viés do qual desconhecemos a origem, refiro-me ao homem comum, aqui não refiro-me aos neurocientistas, nem aos estudiosos da psique humana. A origens dos desejos estão completamente fora de nosso controle! Não podemos escolher nossos desejos, podemos até estimulá-los, mas, terminantemente, não podemos criá-los ou provocá-los. Assim, desejamos: Sair. Entrar. Comer. Ter relações sexuais. Beber água. Beber uma cerveja. Ou simplesmente se isolar, sair da presença das pessoas, e outras coisas! A maioria ligadas às funções orgânicas, sendo poucas ligadas à enteléquia. Os humanos quando desejam, o fazem por um período específico de tempo, nunca para sempre. Desejam o que os “fazem existir” e se sentirem bem naquele momento! Ou os fazem sentirem-se satisfeitos consigo mesmos e com o seu existir orgânico, e que aparentemente os perpetuam como seres. Nenhum homem percebe naturalmente, a sua efemeridade existencial. Daí, criei esta descrição para o homem! O homem é um animal com viés solitário, porque vive isolado dentro de sua eternidade particular. O gregarismo já é outra história. Observem que este grande número de sinônimos, representa a diversidade de entendimentos que o humano tem da afecção “desejo”. Não trataremos dos sinônimos da palavra amor nem da palavra paixão.

Agora, analisemos o Amor.
O AMOR:
4* A primeira coisa que percebemos sobre o amor, é que não podemos confundi-lo com o desejo. O desejo atende no geral ao organismo, como coisa imediata, enquanto o Amor atende somente ao espírito, à enteléquia, e por um tempo mais longo, mas, não de forma eterna. Ele não se relaciona com as coisas “phaenomênicas” ou concretas. Mas, sim com as coisas nooumênicas ou abstratas, do espírito e das ideias, assim: Amamos onde nascemos. Onde moramos. Nossos amigos. Nossas amigas. Algum tipo de comida, mais que outros, sendo este um tipo de amor por escolha. Embora por habitarmos um universo concreto, não conseguimos ser infensos às concretudes da vida. A filosofia faz uma barafunda danada sobre o amor, das diversas abordagens filosóficas, prefiro a realidade e a dureza da visão do Arthur Schopenhauer (1788-1860) nascido em Dantzig, na Polônia. Segundo outros filósofos ele é um pessimista, ou seria sob outra visão, um realista? Este assunto “amor” em apreço, naturalmente, se relaciona ao eterno embate, (machos versus fêmeas), e ao que consta, o Schopenhauer não teve muito sucesso com as moçoilas, mas, isto pode ter levado o filósofo a escapar das armadilhas do amor, e ter conseguido analisá-lo com mais frieza e isenção! E portanto, com mais acuidade! Não é o pessimismo de Schopenhauer que me chama a atenção, mas, sim seu senso de realidade quanto ao amor! A sociedade europeia da época, primeira metade do século XIX, não pode ser medida nem avaliada com os valores comportamentais da sociedade de pleno início de século XXI. Atualmente encontramos valores morais extravagantemente diferentes, nas diversas sociedades de todas as Nações, mesmo com toda comunicação facilitada pelo moderna tecnologia. A sociedade planetária nunca teve padrões comportamentais tão díspares, na realidade a sociedade humana devido ao gene 21 é diversificada fisicamente, e daí advenha a ausência de padronização comportamental, inclusive na formação de sua personalidade. Nunca houve em tempo algum comportamentos sociais padronizados! Pelo simples motivo de fazermos escolhas diversas devido a variada gama de nossos desejos que alguns inadvertidamente chamam de amor. E agora o mais chocante e verdadeiro: Amamos quem escolhemos para esposa ou marido, mas, não nos apaixonamos por eles, nos acostumamos e podemos até viver a vida toda com eles, mas, definitivamente, não nos apaixonamos por eles! Simplesmente porque a paixão é eterna, o amor pode até durar por toda uma vida, mas, não é eterno. Os humanos quando amam, amam sempre uma coisa que lhes pode escapar das mãos, e que podem perder, portanto amam para tentar reter esta coisa para si, para seu uso e benefício! O amor antes de tudo é um sentimento de posse, nada mais que um sentimento de posse, sendo assim! Ele é egoísta. O amor não doa, ele busca para si, a despeito do que possam falar os filósofos e os psicólogos meia boca! Tenho o maior respeito pelos psicólogos e filósofos de verdade, atualmente o mundo está repleto de incompetentes. Quando são bons, são imbatíveis e senhores da área! A área mais difícil da episteme humana! É a filosofia e a psicologia por tratarem assuntos que envolvem a psique do “sapiens”. Claro que aqui não nos referimos ao amor universal entre os seres, nem à bondade nem à comiseração. Mesmo o gregarismo da espécie “sapiens”, dimana do instinto de reprodução e de sobrevivência que está relacionado com a paixão, e não com o amor. O amor é possessivo, tendo origem no instinto mais primitivo do hominídeo, o instinto de territorialidade e de posse, que no homem moderno se apresenta como o que chamamos de instinto de “propriedade”.   

Trataremos agora da Paixão.
A PAIXÃO:
5* Temos que compreender que a falada “paixão” entre os gêneros, não é paixão e sim amor exacerbado e sob descontrole! A famosa paixão, esta é completamente diferente dos dois afetos anteriores, ou talvez estes dois, "desejo e amor", fossem melhor classificados como comportamentos mecânicos, alguns como ações instintivas, e não como afetos frutos da razão! A paixão é diferente! Os humanos quando se apaixonam, se apaixonam para sempre. Este sentimento quase não existe nos machos da espécie, sendo mais fortes somente nas fêmeas. A paixão não possui nenhuma relação com o amor entre machos e fêmeas, ela, a paixão reflete-se ao nosso existir cotidiano, onde a paixão possui a função de perpetuar a espécie, quase que nem sempre compreendida ou notada pela maioria dos humanos, ela é inata nas fêmeas de todos os mamíferos, com relevância nos primatas, mas, somente nas fêmeas dos “sapiens” ela dura até a morte. Noutras espécies a paixão possui curta duração! Quando os filhos se tornam adultos a paixão desaparece. Esta perpetuação da paixão está fora da percepção das fêmeas. Pois, a paixão é independente de sua vontade, ela vem do seu instinto mais primitivo. A paixão seria portanto, o maior “leitmotiv” da perpetuação da nossa espécie. Interessante, é a maneira como o ocidental, vê e se comporta com relação a estes três afetos, tão naturais nos humanos.  Quem não possuir percepção acurada com relação às coisas da existência, confunde estes três afetos conforme sua necessidade, ao senti-los e utilizá-los! As fêmeas praticam a paixão, como seres instintivos e inteligentes, nunca, conforme sua necessidade ou conveniência! E aqui, não se trata de se dar um tratamento “vernacular” próprio da língua de Camões, à palavra “paixão”, nem se trata do diacronismo semântico, que sofreram os três verbetes, através dos séculos, pois, eles são distintos quanto a sua etimologia. Em todos os povos do planeta existe esta distinção entre os três verbetes. A única expressão perfeita e completa que encontrei a respeito do uso da palavra “paixão”, na “Fina Flor do Lácio”, encontra-se no cristianismo, mesmo assim! Os vocábulos “Desiderio”, “amore”, “passio”, ao que podemos ver tem origem no latim antigo falado pela plebe e pelos soldados, e patrícios romanos que os dirigiam nos diversos exércitos, no século V (aC.). A Igreja Cristã, já na fase do Império Romano, 300 dC., se reporta à “Passion” de Cristo pela humanidade, e não ao “Amore” de Cristo pela humanidade! E isto deve ter sido coisa do concílio de Constantino, que eles chamam de Nicéia em 325 (dC.) Podemos observar que nós, as pessoas comuns, confundimos estes três termos ou verbetes: Amor, Desejo e Paixão, os confundimos completamente e a todo momento. Os “scholasticus”, e os gramáticos puristas, não o fazem, mas, eles são tão pouco significantes no universo dos falantes da Fina Flor do Lácio, isto, por serem uma “grande” minoria. Vixe! Vão me assar na fogueira da vaidade feita com os garranchos e os gravetos da Fina Flor do Lácio, isto, como vernaculistas e puristas que são! Eu já falei e disse, só para chateá-los, (refiro-me ao “falei e disse”). A sorte é que os gramáticos não devem reencarnar! Pois, toda vez que reencarnassem e voltassem para esta bolota de terra, encontrariam a língua, “segundo eles”, danificada e prostituída pelo diacronismo semântico, o que seria outra morte imediata para eles! Assim, o diacronismo semântico, eu nomino de “praga” dos gramáticos. Vou abordar desta feita, o tema “Paixão” de forma geral, sem esmiuçá-lo! Para ser melhor compreendido! Os humanos quando se apaixonam se apaixonam para sempre! As pessoas confundem estas três “coisas” poderosíssimas da natureza humana. Vamos ter que separar estas três coisas em nossa mente e classificá-las acertadamente. Assim, o leitor vai ver e concordar “ou não”, com essa classificação que vamos fazer! Na existência dos humanos estas três coisas, desejo, amor e paixão, são necessárias e importantíssimas para a perpetuação da espécie! Nas relações humanas somente a paixão é eterna! Isto poucos humanos compreendem! Posso escrever um tratado sobre o amor, e outro sobre o desejo, agora, e nesse momento! Mas, seria um despropósito tentar escrever uma cartilha sobre a “paixão”, uma coisa que não está ao meu alcance e difícil de entender, sendo um sentimento existente também nalguns machos, mas mais arraigados nas fêmeas da espécie. A intensidade desse sentimento seria da ordem aproximada de: Das mães para as filhas 100%. Das filhas para as mães 100%. Das mãe para os filhos 70%. Dos filhos para as mães 70%. Tudo se resume na verdade de que as fêmeas são as matrizes da espécie, e isto elas o sabem instintivamente. Elas, as fêmeas, são mais importantes que os machos, para a perpetuação da espécie! isto é simples e fácil de se perceber e entender! Uma coletividade de humanos composta de 10 mil machos e 50 fêmeas aptas a procriar, só pode crescer em número, num ano, em 50 indivíduos! Por sua vez! Uma coletividade de humanos composta de 365 fêmeas aptas a procriar, e um macho, esta coletividade pode crescer em número, num tempo de um ano e nove meses, em 365 indivíduos. Disso deduz-se que: Os machos não são relevantes. O número de machos não é importante para a função “perpetuar” e fazer crescer o número de uma comunidade humana. Embora seja impossível fazê-lo sem o concurso de um macho. Observem que uma mãe da espécie humana se apaixona pelo filho do nascer até a morte deste, pois, mesmo o filho falecendo antes dela, ela permanece apaixonada por ele até sua morte. Uma mãe franzina, mesmo sabendo que o filho está em erro, enfrenta um grupo de policiais para resgatar o filho, e muitas vezes, quando o caso não é grave, os policiais se condoem, sob as lágrimas da mãe e deixam-na leva-lo. As mães enfrentam situações vexatórias, e as vezes perigosas, pelos filhos, como se fosse uma coisa natural. Imaginem o que as mães faziam pelos filhos, nas selvas, há 50 ou cem mil anos atrás, onde as feras estavam sempre em busca de alimento! Bem sei que a sociedade ocidental não vê, nem separa nessa ordem, estas três razões ou afetos, tão comuns, mas, extremamente essenciais ao nosso existir, principalmente na perpetuação da espécie, principalmente num tempo pretérito e da fase nômade antiga! Que fazer? Se estes fatos são pelo tempo de ocorrência, inevitavelmente suposições ou abstrações da mente!

Minha prezada amiga, 29181

6* Continuando, vamos simplificar e explicitar uma específica visão da paixão com relação a perpetuação da espécie humana, conforme o ponto de vista exposto nesse estudo. Uma mulher que possua três filhos e dois netos, possui como coisa natural, seis paixões! Uma por sua mãe onde ela passou 9 meses no ventre. Três paixões pelos filhos que passaram 9 meses, cada um, em seu ventre. Duas paixões pelos netos, filhos de seus filhos que passaram 9 meses em seu ventre. Disso, percebe-se a importância da estreita relação existente entre esse sentimento gerado pela maternidade, e a perpetuação das espécies dos animais superiores. Este sentimento é a base sobre a qual se formou toda a sociedade animal planetária, na humana em especial a unidade social que chamamos de “família” é insubstituível. Nenhum povo da terra foi, ou é formado por outra unidade primária! Que não seja a “unidade família”. Este fenômeno que é natural e existente na espécie humana, e que eu nomino de “paixão”, que é o exacerbado “amor” das mães pelos seus filhos, sendo recíproco entre as “fêmeas”, é a máquina e a ferramenta que perpetua no planeta as várias espécies animais, e em particular a humanidade. Naturalmente, que o crescimento de qualquer espécie animal, estará condicionada a disponibilidade de alimentos.  

ABORDAGENS HEURÍSTICAS
7* Este modelo de abordagem! Pode parecer estranho para pessoas que não se interessam e até mesmo, desconheçam a origem da vida, e nem possuam a menor ideia do que seja a vida! E como se processam as relações entre os seres vivos! E sobretudo, desconhece os relacionamentos necessários e vitais entre todas as diversas espécies, e não somente entre os humanos, mas também, entre todos os seres vivos, principalmente, conhecer a verdade da sua origem única. Desde quando, a vida seja um único e imenso organismo existente no planeta. Daí, adviria este imenso entrelaçamento entre os diversos sistemas. Lembrai-vos que a base comum de todos os seres vivos é o DNA, todos os seres vivos o possuem! Estou abrindo aqui, somente um “parêntese”, para alargar o entendimento sobre o que estou me referindo, e que versa sobre a interdependência existente entre todos os seres vivos! Vamos para o mundo das hipóteses! Se desaparecesse repentinamente uma única espécie, “pode-se até pensar”, sem nenhuma importância, como as abelhas, a metade dos humanos morreriam dentro de dois anos, se não fosse resolvido imediatamente pela ciência como fazer artificialmente a polinização na agricultura, a produção anual de 2,7 bilhões de toneladas de grãos do planeta, cai para zero. E ai, adeus viola e a humanidade juntos!   Se esta catástrofe durar por muito tempo, uns cinco anos, as disputas por comida, as guerras advindas disto, o canibalismo, as epidemias, as pandemias destruiriam por completo uma sociedade desnutrida e já sem uma adequada defesa orgânica, epidemias patológicas grassariam no que restasse da humanidade. Extintas as pequeninas abelhas, estaria marcada a data do fim da humanidade. Todos instintivamente sabem que no momento a duração de nossa vida representa somente uns poucos dias que passamos por aqui! E não venham me dizer que estais pensando que viver 36 mil dias represente alguma coisa diante da eternidade! Refiro-me ao tempo de existência do universo e do “sapiens”, tratado no início do marcador de leitura 1*. Sei que não estais pensando nisso! Entendam! Que aos homens não é dado tudo saber! Quanto mais ele descobre as coisas mais sutis! Com a aquisição de mais conhecimento! É que ele descobre que quanto mais sabe sobre estas coisas sutis do conhecimento ou da episteme! É que ele descobre assustado, que nada sabe. E de que Sócrates tinha a mais absoluta razão! Com a famosa frase: “Só sei que nada sei”. Somente comentando o assunto, (nada saber)!  Platão na sua apologia a Sócrates, refere-se ao assunto saber, com estes termos; [Aquele homem acredita saber alguma coisa, sem sabê-la, enquanto eu, como não sei nada, também estou certo de não saber]. Nos escritos de Platão com respeito a Sócrates, não há esta frase “Só sei que nada sei”, No entanto, a frase acima entre colchetes pode ser entendida como: “Só sei que nada sei”. E continua a discussão! Aqui, vos relembro a recomendação de Immanuel Kant: Ousai saber!

AOS MEUS LEITORES, AMIGOS E PARENTES CONQUISTENSES
8* Aos meus leitores, aos amigos e aos parentes, conquistenses, das numerosas famílias: Correia, Oliveira, Andrade, Melo, Feliciano, Dantas, Ignácio Pereira, Santos Silva, Oliveira Freitas, e outras, principalmente à grande família descendente do meu hexavô, Capitão-Mor João Gonçalves da Costa, fundador do Arraial da Conquista, nos idos de 1783, no Sertão da Ressaca. À vós outros, meus leitores, também peço humildemente que não se ofendam com meus posicionamentos, às vezes tão diferentes e estranhos no tocante à abordagem destes três importantíssimos afetos humanos! Todo problema que se relacione à humanidade, torna-se insolúvel, se a ele não for dada uma minuciosa e devida atenção. Fiquei chocado com tanta asneira dita a respeito, quando fiz uma pequena busca sobre o assunto em pauta. É só o que me permito falar. O conhecimento da sociedade brasileira, ora representada pelas gerações mais recentes, está indo para o fundo do poço da burrice. E o pior! Com o apoio das grandes estruturas de ensino. Sinceramente, não consigo entender qual a lógica de se abraçar a burrice em detrimento da força da razão e da beleza da sabedoria, sendo o que efetivamente tem conservado a sociedade, não a destruindo! Os exemplos estão aí, abertamente relatados pela história dos últimos dois séculos! Não dá para entender! O porquê da predileção pela burrice?

Edimilson Santos Silva Movér
Camaçari, 11/02/2019
77-99197 9768
                                                                     

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