sábado, 16 de março de 2019


  

DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR

Subsérie: Diversos temas em pauta: (1). Contos de ficção; (2). O abandono das cavernas pelos homens, ou Antropoespeleologia; (3). Espeleopoesia; (4). Odores do Passado; (5). Pinturas Rupestres; (6). A Grande Síntese; (7). Memória Akáshica; (8). Memória Cármica; (9). Evolução dos Espíritos; (10). Um Vislumbre do Que Somos; (11). A Teosofia com origem no pensamento Veda; (12). A beleza e a sabedoria contida no épico do do povo Indiano; o Mahabharata; (13). A beleza e a sabedoria contida no Livro Sagrado do povo Hebreu, o Velho Testamento.  

 

POR QUE NINGUÉM SE PERGUNTA!

 

POR QUE OS HOMENS ABANDONARAM AS CAVERNAS?

 

INDEPENDENTEMENTE DISSO, ELES NUNCA

 PARARAM DE DESENVOLVER SEU ESPÍRITO,

OU COMO QUER A CIÊNCIA, SEU INTELECTO.

 

1”PQOHAAC”. No entanto, a sabedoria do espírito ou intelecto do homem moderno, ao que vemos está estagnada desde o início do século XX, e ela não se ampliará tão cedo, enquanto ele não abandonar a caverna da burrice! A melhor prova disso são 41 (quarenta e um), bilhões de toneladas métricas de gás CO2 que estão lançando anualmente na atmosfera do planeta em que vivem, e de quebra, lançam 8 (oito) milhões de toneladas de plástico  nos oceanos do planeta. 

 (Pauvres clochards, vaniteux et idiots.(1)).

 

2”PQOHAAC”. Aqui nesse ensaio, só faço referência às cavernas localizadas na Europa, África, Ásia e Oceania e no “Colar de Ilhas do Pacífico”, num período de 25 mil anos para trás! Não trato das cavernas das Américas, porque estas foram utilizadas pelos povos asiáticos que vieram pelo estreito de Bering, e estes já tinham abandonado as cavernas há muito tempo. Os homens num longo período de 17 a 60 mil anos utilizaram as cavernas como abrigo e como ateliês de pintura! Naturalmente cada povo possui uma história pregressa diferente! Devido ao isolamento dos povos, todas as culturas primitivas eram diferentes. Pois, diferentes eram o meio ambiente em que viviam, suas armas de defesa e caça, sua alimentação, suas ferramentas, assim, diferentes foram e são as culturas e os costumes de cada povo, inclusive suas línguas! Não importa, se povos modernos ou antigos! A verdade é que suas culturas sempre serão diferentes. Este, mesmo sendo um sucinto ensaio na forma de um conto de ficção, essas verdades serão consideradas. Podem considerar como elucubrações de uma mente criativa e itinerante, percorrendo os diversos oceanos da episteme humana! Quando uma história se perde no meio da existência pregressa dos homens! É obrigação das mentes perscrutadoras e férteis dos historiadores, encontrá-las e apresentá-las como histórias. De preferência com origem nos estudos dos papeis perdidos nos fundos das gavetas do solo, onde estão guardados seus fósseis, e nesses, suas evidências antropológicas, evidências oriundas dos seus fósseis, utilizando sempre a lógica e a razão, por serem estas as únicas companheiras e irmãs inseparáveis da verdade! Estes estudiosos, se tentarem fazer a leitura histórica de nossos mais antigos antepassados, utilizando a vaidade, não encontrarão os liames da verdade histórica, principalmente, se não utilizarem somente a razão e a lógica em suas pesquisas!

 

3”PQOHAAC”. Em torno de 30 a 17 mil anos atrás, pequenos grupos de humanos que utilizavam as cavernas na Europa, as abandonaram completamente! Cito aqui as da Europa, por serem as mais estudadas pela paleoantropologia, naturalmente por serem as mais utilizadas pelos povos que primeiro povoaram a Europa. Eles as utilizavam conforme a região! Se a região fosse pobre de caça, elas eram utilizadas como abrigos temporários, se ao contrário, a região fosse rica e abundante de caça! Eram utilizadas como abrigos semipermanentes, mas, nunca como permanentes, pois, na época a humanidade ainda era formada por pequenos grupos de caçadores-coletores, tendo que migrar constantemente, sempre, em busca de novos campos de caça e coleta, nesses, quando os alimentos escasseavam, então partiam para novas regiões onde pudessem se possível caçar, principalmente coletar alimentos. Pois era impossível viver exclusivamente da caça devido às dificuldades de se caçar em certos períodos do ano. Estes grupos humanos, ao aumentarem muito em número de indivíduos, se morassem em locais ricos de caça, seria natural que continuassem morando nas mesmas cavernas por longos períodos, o que ocasionaria grande poluição por excesso de excrementos depositados nos arredores, e mesmo dentro das cavernas, que na época eram habitadas por nossos avoengos. Principalmente nas regiões onde ocorriam longos períodos de chuvas torrenciais. Que dificultava a saída constante para atender suas necessidades fisiológicas primárias. Sendo de se esperar que nessas cavernas, poluídas por dejetos, se desenvolvessem diversas cepas de bactérias extremamente nocivas ao organismo humano, ocasionando o abandono das acolhedoras e protetoras, mas, fedorentas cavernas! O efeito disso foi tão devastador para os diversos grupos humanos, que sem uma explicação para as doenças endêmicas, principalmente as de pele, onde as mães viam morrer seus filhos por doenças diversas, sem nada poder fazer para os salvar! Estas mães, ao longo do tempo criaram instintivamente em defesa da prole, várias lendas, considerando malditas as moradas nas benditas cavernas. Digo benditas! Sob a ótica do “fato”, de terem servido como abrigo por tanto tempo aos nossos antepassados, embora no fim, os homens tivessem sido obrigados a abandonar as cavernas, nessa época já com suas pinturas ainda intactas, representando a cultura e a história dos povos! Só temos a agradecer! Pois, assim ficaram preservadas as magnificas pinturas rupestres de nossos avoengos!

 

A CAVERNA DA PRATINHA EM SEABRA-BA NA

CHAPADA DIAMANTINA

4”PQOHAAC”. As deduções a seguir foram feitas quando me questionei no ano 2000 sobre o porquê, dos homens pintores terem abandonado as cavernas para sempre! Como eu sempre sonhei com cavernas, minha profissão e a curiosidade provocada por meus sonhos! Sempre era possível me levaram às proximidades e às vezes, ao interior das cavernas. De certa feita, no fim da década de 1960! Numa aventura aurífera, nos preparamos, eu e tio Bilu, para entrarmos na caverna da Pratinha, no município de Seabra na Bahia, só nos preparativos gastamos semanas, neles incluía: A confecção de uma balsa feita com uma câmara de ar de um trator 85, bem cheia,  e muita corda, remos de madeira feitos por tio Bilu, rolos de cordões, para marcar os possíveis labirintos existentes, e em que entrássemos nas profundezas do que nós chamávamos de “hidrocaverna”, levávamos alimentos enlatados, água em garrafas, lanternas, baterias de reserva, uma bomba para inflar a balsa, estojo de emergência para colar a câmara de ar, ferramentas, armas, pois, íamos entrar no desconhecido! E íamos entrar, navegando inicialmente o rio da Pratinha, o que viria depois, era desconhecido o que emergeria dessa caverna, que é muito conhecida na Bahia, no último momento o Dima e o Elomar nos impediram de entrar! Foi uma pena! Mas, o fizeram mais por cuidado com o seu pai e comigo, que por outra coisa! Ocasionando o fim da aventura! Ter navegado como primeiros espeleo-exploradores do rio subterrâneo da Pratinha, em Seabra-Bahia teria sido memorável!

 

HÁ UMA ÁUREA DE POESIA NAS CAVERNAS

5”PQOHAAC”. As cavernas sempre estiveram presentes em meus sonhos! Nunca consegui entender por que esta obsessão por cavernas. Creio que num passado remoto, eu já tenha sido um cavernícola empedernido, estalagmites e estalactites sempre me foram familiares. Criei até uma forma mnemônica bem simples para diferençá-las, “tites” de tetos, e “mites” de montes, as estalagmites quando novas se parecem com pequenos montes nos pisos das cavernas. Em torno de 1999 ou 2000, quando morava em Itacaré mantive uma conversa com um indiano, conversa esta, em que tratamos dos sonhos e das regressões, ele me fez ver que alguns sonhos se referem a coisas sem uma aparente lógica, e fora de nossa compreensão! Estes nunca são recorrentes, diferentemente dos meus sonhos com cavernas, que sempre foram e são recorrentes. Coisa de meses depois fiz a poesia do “Último Pintor Rupestre”, e a gravei num disquete num antigo computador, não encontrei mais o original manuscrito, me esqueci do disquete onde a gravei, ele estava entre minhas bagunças, meus trecos, que os escritores antigos chamavam de alfarrábios, e que chamo às vezes de minhas coisas, quando encontrei o disquete, o consegui ler na tela, mas não consegui imprimir a poesia, copiei os versos num papel e não dei atenção a data, coisa que faço com todas minhas poesias, eu sempre registro as datas. Coisa que os poetas não o fazem! Consegui uma explicação para este fato, ora, se os poetas não datam suas poesias! E eu as dato! Então eu não sou um poeta! Estou livre dessa pecha! Em 2009 encontrei a danada da cópia da poesia, utilizei esta data para datá-la! Vixe! Que bagunça “datal”. Quando fiz essa poesia, do “Último Pintor Rupestre”, a inspiração ou o motivo aventado foi outro, e foi numa saída astral, não me recordo bem, pelo pouco que consigo me lembrar, éramos um grupo grande havia muita gente, estávamos acuados numa grande caverna! Sei que sobrevivi, claro, estou aqui a relatar tal fato, (estou brincando com meus leitores), fato que já tratei noutro ensaio. Tudo está contido em minha memória akáshica. Eu não tinha como explicar para mim mesmo, como aqueles versos do pintor rupestre surgiram em minha mente! Eles ficaram em minha memória por um bom tempo, só algum tempo depois os escrevi e os passei para um computador, talvez até um pouco modificados! Tinha uns versos que falavam em uns animais pintados no teto! Senti a falta desses, e de outros versos, o do Girau a balançar, é um deles! Por diversas vezes me via nas cavernas, noutras lembranças fugíamos dos moradores das cavernas! E estas duas condições! Eu já as tinha percebido desde o tempo do serviço militar, minha mente se abriu a respeito do que somos, quando li pela primeira vez A Grande Síntese de Pietro Ubaldi, adiante trataremos desse assunto, vejamos antes a poesia do pintor rupestre...

 

 

A POESIA

 

O ÚLTIMO PINTOR RUPESTRE

(Sonhos que nunca entenderei!)

As perguntas do “eu”

 

De onde eu vim?

Isto, eu não sei,

Para onde eu vou?

Isto, eu jamais saberei.

 

Vim/de eras remotas/por trilhas ignotas/eu percorri,

Arrostando mundos/de velhas lembranças/ali andei,

Carcaças antigas/de meus ancestrais/eu sei que vi,

Cavernas antigas/escuras mal cheirosas/ali pintei.

 

Um couro antigo/como agasalho/a me proteger,  

Um estaleiro perigoso/desequilibrado/ali finquei,

Animais de bocas ferozes/escancaradas/ali notei,

O facho apagado/a escuridão/o medo de morrer.

 

Um ser acuado/um amigo ausente/a tinta na mão,

Um medo terrível/o roncar das feras/venha salvação!

O rugir na noite/o raiar do dia/já cansado e sozinho,

Um gritar lá fora/um sorrir cá dentro/era o vizinho.

 

Outros chegaram/expulsando as feras/e me salvando,

Deixei as pinturas/no coração da terra/alegre a sorrir,

Tintas da terra/e da casca do pau/as mãos sujando,

Saí da caverna/ainda vivo/e de novo/vi o sol luzir.

 

Pintar/ tetos e paredes/é escrever para o mundo,

Deixando o recado/nas pinturas/por aqui passamos!

Somos seres/inteligentes/só vivemos/por um segundo,

De onde viemos/para onde vamos/nisso nem pensamos.

 

No coração da terra/eu juro/que não pinto mais,

Nem que o tempo apague/eu só pinto cá fora,

Vou pintar os campos/as aves/todos os animais!

Saí da caverna/tinta na mão/e de lá fui embora.

 

D’où viens-je?

Ça, je ne sais pas,

Où est-ce que je vais?

Çela, je ne le saurai jamais.

 

Acima a cópia de uns versos em francês, que foram pintados por um turista numa parede de uma das cavernas na região de Les Eyzies, 180 km ao norte do sopé dos Pirireus, e posteriormente apagados pela manutenção.

 

Os copiei para imortalizar a intenção do turista desconhecido.

 

Por que os homens pintores, repentinamente abandonaram as cavernas em que moraram e pintaram?

 

Em Espanha: Altamira, El Castillo, Bustillo, Atxurra, La Pasiega e muitas outras principalmente na Cantábria. Em França: Lascaux, Chauvet, em (Les Eyzies Cave de Font-de-Gaume, Les Cumbarelles, Grotte du Grand Roc, Abri du Poisson), Montgnac, Niaux, Valon-Pont-d’Darc, é verdade que foram abandonadas para sempre, e que nalgumas não pintaram! Mas, ali, moraram.... Suas histórias estão ali guardadas para sempre! Foram nossos avôs! Nossos antepassados.


Vitória da Conquista, 10 de abril de 2009

Edimilson Santos Silva Movér

A GRANDE SÍNTESE

6”PQOHAAC”. Quando li a Grande Síntese de Pietro Ubaldi, embora, ainda muito jovem, eu já conhecia, não com profundidade, as ideias do grupo de Copenhague sobre a física quântica, embora o modelo padrão ainda não tivesse sido montado e proposto, pois, ainda faltava algumas partículas para dar solidez a teoria do Modelo Padrão, na época eu já absorvia algumas ideias sobre a física de Einstein, como disse, a Grande Síntese me abriu a mente, para fatos, na época,  pouco divulgados sobre o universo, e sobre a função da humanidade, principalmente sobre a existência da vida, de forma ampla, como o Pietro Ubaldi o fez! Só me faltava, na época interlocutores à altura da complexidade da essência dos pensamentos que eu lia na Grande Síntese. Mas o caminho estava aberto, na realidade, eu já tinha conseguido montar uma imagem da existência, com a leitura da Bíblia, embora, eu montasse uma imagem parcial e distorcida, mas, já conseguia enxergar o universo, quem me iniciou nessa jornada, na realidade foi um professor muito inteligente de nome Everardo Públio de Castro, por ele tenho eterna gratidão e admiração! Ele me chamou a atenção para a grandeza e a beleza do universo, assim, desde cedo me tornei um homem que busca. Mas, voltemos às cavernas.

 

ANTROPOESPELEOLOGIA

7”PQOHAAC”. Depois que tive uns oníricos entreveros com uns moradores das cavernas, me propus entender melhor a espeleologia, ou o estudo das cavernas! Isto, se deu há muito tempo atrás. Procurei primeiro entender a relação das cavernas com a recente história do homem na Europa, (30 a 60 mil anos atrás), época em ele adotou as cavernas da Europa, como ateliê de pintura, estas pinturas são consideradas geniais, e talvez, tenham adotado suas partes menos profundas, no sentido horizontal, como local de moradia, isto alternadamente, normalmente as partes mais profundas, (horizontal e vertical), não foram habitadas, principalmente,  pela ausência de luz, assim, somente as entradas, e foram habitadas por muitos milhares de anos, mas, nas salas mais profundas, por completa ausência de luz foram os locais em que o homem exercitou tão bem sua arte pictórica, não há uma explicação porque escolheram os ambientes escuros. Talvez por fetiche ou magia. Isto, os nossos avoengos, o fizeram em Altamira, Chauvet e Lascaux, e as da região de Les Eyzies, Abri Celler, e tantas em outras regiões, e o fizeram por muito tempo. Existem pinturas datadas pelo processo do “carbono 14”, de 17 até os 60 mil anos atrás. Embora, também existam pinturas menos importantes e menos numerosas e de variadas épocas em outras cavernas, por toda a Europa. Existem pinturas rupestres em todo o mundo! Todas proporcionadas pelas antigas migrações dos “sapiens” facilitadas pela ligação terrestre entre a África, a Europa e a Asia. Sendo a África o berço da humanidade, foi dali que se irradiaram os “sapiens”. As nossas irmãs bactérias os expulsaram das cavernas entre trinta mil e vinte mil anos atrás. O homem só ocupou por muito tempo as partes das entradas das cavernas, onde penetrava a luz do sol. As cavernas dentro das grandes florestas úmidas, pouco foram utilizadas. Primeiro, porque as cavernas são fixas, e os homens nômades, e segundo pelo motivo citado atrás, da poluição pelos dejetos, pois, ainda sem entendimento, não relacionavam uma coisa à outra. Interessante, o homem moderno se comporta como se desconhecesse o que seja “lógica”, Há mais de 150 anos os arqueólogos descobriram que os cérebros dos Neandertais possuíam de 1500 até 1700 cm³, portanto com possibilidade de serem mais aptos cerebralmente que os Cro-Magnons que possuíam somente 1400 cm³. Quando tomei conhecimento de que o Neanderthal, possuía um cérebro mais volumoso que o nosso, assim, com mais área externa nas dobraduras de seu córtex, portanto, óbvio com mais neurônios! Não entendi, porque eles desapareceram e nós, os Cro-Magnons não desaparecemos[EM1] ! Aventei a hipótese de serem mais mansos, mais dóceis e não afeitos à guerra! Portanto, talvez eles fossem pouco inclinados à violência, e assim, resta a hipótese do planeta ter perdido a oportunidade de ter uma sociedade mais humanizada, mais inteligente, mais mansa e menos animalizada que esta que está aí, imensa manada de descendente dos Cro-Magnons, que somos nós! Os Neanderthais foram talvez, suplantados em número ou pela ferocidade dos Cro-Magnons, então, funcionou a velha lei do mais forte, sobrevivendo o mais apto, no caso, o mais feroz! E aqui estamos nós, a destruir calmamente o planeta azul, com nossa bestialidade, brutalidade. Interessante! Interessante, bestialidade, brutalidade e ferocidade sempre foram sinônimos de burrice. Ficando a seguinte pergunta, sem resposta: Quando a humanidade tornar a biodiversidade incapaz de manter a vida no planeta, qual será o destino dessa mesma cambada de malucos? Que chamamos de humanidade?

 

ODORES DO PASSADO

8”PQOHAAC”. Nas regressões pude ver o quando uma caverna ocupada pode ter de odor! Ou o que chamamos aqui no nordeste do Brasil de “fedor arruinado”! Fedia mais que debaixo das saias das Damas da nobreza dos séculos XVI a XVIII. Quando terminava a regressão eu continuava sentindo o odor da caverna! Depois, eu me concentrava e o fedor desaparecia, mas já na rua eu continuava cheirando a manga da camisa! Para ver se eu não estava fedendo! Incrível! O que faz nossa mente é impressionante. No mesmo dia não, mas, no dia seguinte eu já sabia! Que à noite tinha sonho com caverna. Nunca entendi porque havia um intervalo de um dia após a regressão para sonhar com as cavernas. Nessa época eu era muito jovem, entre 22 e 25 anos, e morava num hotel à margem da Rio-Bahia, rodovia onde eu trabalhava. Foi nessa época que comecei a compreender com mais profundidade e lógica, de que nós não somos absolutamente, o que nós pensamos que somos. Passei a perceber que existiam coisas ou “percepções”, em nossa existência que cobriam um largo espaço de tempo que ultrapassava a duração de muitas vidas ou existências. Era como se as coisas se repetissem. Hoje eu vejo que o épico Mahabharata dos Vedas, está com razão novamente, com a proposição da moksha para se libertar do ciclo do tri-varga e do samsara, ou seja, das repetições das existências, e que os ocidentais espíritas chamam de reencarnações.

 

COMO PODEMOS ESTUDAR O PASSADO DO HOMEM

 COM FUNDAMENTO NA TEOSOFIA, GUARDADO NAS MEMÓRIAS AKÁSHICA E CÁRMICA?

9”PQOHAAC”. Esclareçamos inicialmente, o que se conceitua como memória Akáshica e memória Kármica: Recorramos à Teosofia que nos diz: “Aqui nessa transcrição”: “...[Registros Akáshicos (A palavra Akasha em Sânscrito significa “céu”, “espaço” ou “Éter”) é um termo usado por autores esotéricos na teosofia (e na Antroposofia) para descrever um compêndio de conhecimento místico codificado em planos existenciais não físicos. Nestes registros estão contidos todo o conhecimento da experiência humana e da história do Cosmos]...”. A Teosofia responde à nossa pergunta: “...[Como podemos acessar os Registros Akáshicos? Na transição do mundo físico para o não físico, cada alma tem a oportunidade de acessar os registros Akáshicos conscientemente para rever a vida que viveu. Em certo sentido, é como olhar para um holograma de toda a sua vida]...”. Vejamos agora o que a Teosofia nos diz sobre a memória Cármica: “também numa transcrição”: Para melhor entendermos o que seja a memória Cármica, o caminho é saber o que são os Skandhas. Mas, o que são os Skandhas? “...[São os atributos entre os quais está compreendida a memória. Todos morrem como a flor, deixando atrás de si apenas um débil aroma. Aqui está um trecho do Catecismo Buddhista de H. S. Olcott, que se refere precisamente a esse assunto: "O ancião recorda os incidentes de sua juventude, apesar de haver mudado física e mentalmente. Então por que não levamos conosco a recordação de nossas vidas passadas de um nascimento a outro? Porque a memória está incluída nos skandhas, e tendo trocado estes com a nova existência, a memória, a recordação da existência anterior particular, se desvanece. Sem dúvida deve sobreviver a recordação ou reflexo de todas as vidas passadas, porque quando o príncipe Siddharta se converteu em Buddha, a série completa de seus nascimentos anteriores lhe foi revelada. . ., e quem quer que chegue a alcançar o estado de Jnana, pode traçar deste modo, retrospectivamente, a linha de suas vidas". Isto prova que, enquanto as qualidades imperecíveis da personalidade, como o amor, a bondade, a caridade etc., unem-se ao Ego imortal, fotografando nele, se assim se pode dizer, uma imagem permanente do aspecto divino do homem que anteriormente existia, seus skandhas materiais (aqueles que geram os efeitos “kármicos” mais marcantes), são tão passageiros como a luz dos relâmpagos, e não podem influir no cérebro da nova personalidade, e não alteram, de nenhum modo, a identidade do Ego reencarnado. Isto quer dizer que aquilo que sobrevive é unicamente a memória da alma, sendo essa alma e o Ego um só, e nada sobra da personalidade?  Não por completo. Exceto no caso de que esta tenha sido a de um materialista absoluto, cuja natureza não tenha sido penetrada pelo menor raio espiritual, algo pertencente a cada personalidade deve sobreviver, já que deixa sua eterna pegada no eu permanente que se encarna, o Ego Espiritual. A personalidade com seus skandhas muda constantemente a cada novo nascimento. Como já dissemos antes, é tão somente o papel que representa o ator (o verdadeiro Ego), durante uma noite. Este é o motivo por que não nos lembramos de nossas vidas passadas no plano físico, embora o Ego real que as viveu as conheça todas]...”. A vida! Esta coisa em si! É muito mais simples do que pensam os filósofos, religiosos, pretensos teólogos, digo pretensos, pois, não conhecem a si mesmos, como poder conhecer a divindade? Portanto, são todos falsos teólogos, e nada mais nem menos que isso. Nos referindo agora aos psicólogos e principalmente, aos cientistas da moderna neurociência! Os que são chamados de gênios e sábios. Não são gênios e sábios somente por terem adquirido o conhecimento acumulado pelos homens, mas sim, por terem nascidos com espíritos diferenciados e evoluídos. Somente os gênios e sábios de espírito, compreendem a simplicidade da vida. Porque sem a evolução espiritual, mesmo se alcançar algum entendimento das coisas simples que a vida, às vezes nos expõe como coisas complexas, nunca as entenderemos como coisas simples se não tivermos evolução espiritual. É praticamente impossível alcançar este entendimento sem alcançar antes a evolução! Somente as pessoas gênios e sábias de espírito possuem estas condições naturais, sendo que os sábios criam essas condições, e nos gênios elas são inatas, e assim, alcançam e percebem estas nuances. Vi uma grande lógica na proposição de que somente pessoas especiais, conseguem atingir um estado de “splen” para fazer uma regressão profunda que abranja de uma só vez várias e múltiplas existências guardadas na nossa memória akashica! Para que não confundam a memória akashica com a memória kármica, ambas de um passado de várias vidas. Estas pessoas especiais, os chamei de pessoas possuidoras de espíritos sábios e gênios, por falta de uma definição melhor! Conheço expressões hindus substitutas! Mas, fugiriam ao entendimento da maioria dos ocidentais. Então, os chamei de gênios e de sábios, sempre são pessoas portadoras de espíritos evoluídos!  A separação existente entre as pessoas, é meio sutil e de difícil percepção e entendimento, isto eu sei que é!  Só pessoas com espíritos evoluídos conseguem ver esta separação facilmente! Todos se ofendem e dizem que sabem fazê-lo! Mas, dizê-lo, não é saber fazer! Pois algumas pessoas, minhas conhecidas e tidas como pessoas afeitas aos raciocínios complexos e elaborados, tidos como geniais tentaram e não conseguiram fazer uma regressão profunda, e aqui não estou me referindo a escolaridade! Alguns eram até brilhantes demais nessa área do conhecimento! Esta genialidade e sabedoria do espírito se relaciona ao grau de evolução do espírito de cada um, não ao seu grau de conhecimento adquirido durante seu atual existir e montagem de seu ego! Que naturalmente é parte integrante de sua personalidade, óbvio, formada durante este mesmo existir! Sendo que o limite a separar as pessoas dentro da mesma existência é a evolução do espírito, e não seu grau de evolução tecnológica em si! Eu nunca tinha percebido este fato, do limite, fiquei deslumbrado quando consegui perceber, isto se deu em Itacaré, no final do século XX, quem me fez ver isso, foi omeu amigo indiano. Por outro lado, sempre me perguntei! O que separa as diversas existências dentro da memória akáshica maior? Seria o nascimento e a morte? Na existência maior do espírito, isto é, na sua memória Akhásica, onde todas as ocorrências de todas as existências pretéritas atuais e futuras ficam guardadas. Ao entender isso, tive um pequeno vislumbre da verdade. Ela, a memória de cada existência, não está ligada aos seus títulos acadêmicos, ou aos conhecimentos adquiridos pela formação da personalidade, nem mesmos ao número dos seus dias de vida! Mas sim! Às suas ações e comportamentos perante os outros espíritos com os quais convive, direta ou indiretamente, isto é lei! Sendo por isso que as nossas más ações do passado, não se relacionam com cada memória kármica menor referente a cada existência, que também constitui e faz parte da memória akáshica maior! Quanta sabedoria nisso! Donde advém a dificuldade para numa regressão rever toda uma existência, ou todas as existências já vividas! Entendi que todas as vidas estão entrelaçadas nessa memória que a Teosofia chama de akáshica. A lógica e a consequência disso, é não podermos nas regressões, vivenciarmos ou recordarmos atos ou fatos que gerem sentimentos espúrios, rancores, raivas, ódios, sentimentos vingativos. Fatos narrados de acontecimentos como se fossem através das regressões, referentes a fatos que gerem ódio, são criações de pessoas mal-intencionadas e maldosas, estes fatos são parte da memória Kármica emotiva, ela registra cada dor, registros aos quais às vezes não compreendemos, pois são registros inconscientes da memória explícita! A memória Kármica, se refere as individualidades enquanto encarnadas. Já as maldades dos encarnados, simplesmente, não fazem parte dos registros Cármicos, mas sim da memória Akáshica. Não faz sentido registrá-los, para acessá-los a posteriori, pela memória Kármica, pois só causam mais maldades, na mesma encarnação e em reencarnações futuras. Os registros ou memória Akáshica diferentemente, compõe-se de tudo que ocorre com os espíritos em suas diversas encarnações, seria o registro geral dos espíritos. Estes registros podem ser lidos, algumas vezes na memória explícita. Portanto, os encarnados sob certas condições podem ter acesso a eles]...”. 

 

UM VISLUMBRE DO PROBLEMA QUE NOS AFETA,

 E O PORQUÊ DO PROBLEMA EM SI

10”PQOHAAC”. Incrível! Existe uma certa condição psicológica em que somos algo, como se fôssemos somente nossos pensamentos na forma expandida de nossa pequena memória implícita, e nada mais! E assim, a psicologia pôde constatar em ambiente de laboratório. Um ser humano, numa certa condição psicológica, onde: Você não sai de dentro de um ambiente, e percorre num minuto o mundo inteiro sem sair daquele ambiente, só posso dizer! Incrível. Você passa a se recordar de uma cidade onde nunca esteve antes, e que na maioria das vezes você não fica sabendo o nome, nem onde está localizada, quando acontece que você a vê num filme, ou a vê numa foto, é tudo igualzinho, nos mínimos detalhes, quando você vê o filme não percebe isso de imediato, só alguns momentos ou dias depois, no meu caso, eu só passei a perceber tais nuances depois! Então, fazemos a ligação, pelo menos foi o que algumas vezes ocorreu comigo. Como isso é possível? Que alguém possa fazer, o que chamei de “introspecção mental”, se recordando de detalhes, antes desconhecidos. Na física quântica ocorre as mesmas coisas de difícil explicação! Como explicar a “não localidade”! Severamente confirmada em laboratório pelos próprios oponentes da proposição da “não localidade”. Há muito tempo, discuti isso, com um médico que conheci através de Elomar e de tio Valter e o Dr. Cana Brasil, o mesmo Cana Brasil havia participado da “Sociedade Esotérica Cavaleiros do Astral”, ela foi fundada por ele, e o inesquecível Yolando Fonseca, juntamente com o saudoso Yolando Castro, Humberto Flores e outros. Eu já sabia que ele praticava regressões. Ele tinha o consultório próximo a residência do Yolando Fonseca, na Rua do Espinheiro, atual Francisco Santos. O Cana Brasil me disse de primeira, que só me responderia a pergunta se eu fizesse um teste! Antes que eu fizesse qualquer pergunta, como ele sabia que estava em minha mente, inquiri-lo? Ele me saiu com esta. Me disse que só poderia me responder se fizesse parte dessa sociedade, onde a pessoa teria que descobrir uma palavra mágica, palavra esta, que era impronunciável para os lábios e estava gravada com caracteres de fogo nas carnes do coração! Isto, descobri e respondi num relance que era o mantra universal Ohmmm! O som do universo. Fiquei intrigado, eu não tinha pedido para fazer parte de nada! O Cana Brasil era um “Ser” especial, muito especial mesmo. Ele tinha uns tiques interessantes! Discuti as regressões com ele e, também, com o Manfredo e com Ronaldo Pinto, a uns dez anos atrás tive a oportunidade de abordar o tema com o Vitor Hugo Médici! Mas, não consegui chegar a um consenso, com nenhum deles, isto, com relação as regressões! E foram e são todos os três, pessoas especiais, embora já no outro plano, o Manfredo e o Vitor, foram médiuns notáveis. O problema é que: Nós não somos o que pensamos que nós somos! Há tempos que comecei a ter uma pequena noção do que seja esta coisa simples, que nós tratamos como complexa, que chamamos de “vida”, e não vão acreditar! A primeira coisa que descobri, é que somos a “vida” se expressando na forma de entidades inteligentes, os tolos vão bradar! Isto todos sabem! Mas, só dizem que sabem, pois, na realidade não sabem! E assim, nada podem discorrer sobre o assunto! Não suportariam cinco minutos de escrutínio sobre o assunto “vida”! Isto, porque todos nós os humanos, na atual fase de evolução tendemos a ver e entender a vida como algo complexo. Isto, puramente por desconhecimento, o que gera soberba e vaidade! A realidade bate em nossa cara! E não vemos, olhem o mundo como ele é atualmente! Todo aquele que entender a sociedade humana como no ápice do desenvolvimento moral e espiritual não passa de um tolo! Ninguém, absolutamente ninguém escapa disso! Então ninguém sabe de nada! Não gostamos de pertencer a uma coisa tão simples o quanto a vida o é! E assim, tentamos vê-la, e fazê-la parecer tão complexa o quanto gostaríamos que ela fosse! Para assim, vaidosamente fazermos parte de uma coisa complexa e importante, isto, na visão dos néscios. A falta de humildade do homem, somada à sua grande vaidade! O faz ver as coisas mais simples! Como se fossem as coisas mais complexas! O problema reside na importância que nós nos damos, mas, nós não temos essa importância perante a existência que chamamos de “minha vida”! o que chamamos de minha casa, meu médico, meu carro, meu relógio, meu advogado, meu espírito, minha inteligência, minha pureza, minha consciência, se você é dono de tudo isso? Por que você enlouquece? Você adoece? Por que você suicida? por que você mata teu semelhante e vai acabar “teus dias” na prisão? por que? Por que tudo isso acontece?  E nós continuamos agindo como se fôssemos donos de tudo e de nós mesmos? Alguma coisa acontece! Pois, desses pequenos detalhes sem resposta, e que julgamos sem importância, que às vezes são demonstrados sem nosso querer, na verdade eles são gerados pelo primitivo instinto de propriedade do sapiens”, é aí que começam o grande problema da existência! Da vida em si.

 

11”PQOHAAC”. Pobres humanos feitos de: (grupos de células, feitas de moléculas, feitas de átomos, feitos de quarks e elétrons, que são feitos simplesmente de pura energia). E hoje, por serem pensantes e terem montado um pacote de conhecimentos que chamam de ciência, orgulhosamente se nominam de cientistas e de “homo sapiens sapiens”, e por pensarem que tudo sabem, negam veementemente a existência do "espírito".

 

Este marcador de leitura acima: 11”PQOHAAC”., encerrando este ensaio, justifica a expressão do pensador: (1)Pobres vagabundos, vaidosos e tolos), apensa logo no início desse ensaio no marcador de leitura 1”PQOHAAC.

 

 

Edimilson Santos Silva Movér

Camaçari-Bahia, 16/03/2019]

Revisão, Maiquinique-Ba, 20/07/2021

moversol@yahoo.com.br


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