quarta-feira, 1 de setembro de 2021

ANTITRATADO DA EVOLUÇÃO DA VIDA - ENSAIO (176)oks


DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR

Subsérie: O homem é relativamente recente no planeta, considerando que o planeta existe desde 4,543 bilhões de anos, como só aparecemos por aqui há 300 mil anos, então, só existimos desde 0.006604% do tempo de existência do planeta. Então, podemos deduzir que somos novíssimos nessa bolota de terra e água que chamamos de nosso planeta. E daí, me aparece algumas pessoas obtusas dizendo que já somos uma sociedade evoluída! Mesmo considerando que abandonamos o nomadismo desde 12 mil anos atrás, quando as mulheres inventaram a lavoura, adotando o sedentarismo assentando a bunda no crescente fértil, e depois em outros locais. Isso não nos diz que já sejamos uma sociedade evoluída! Mesmo considerando que construímos grandes Impérios, desde há mais de 3 mil anos. Isso não nos diz que já sejamos uma sociedade evoluída! Mesmo considerando que inventamos a escrita há 5.3 mil anos atrás. Isso não nos diz que já sejamos uma sociedade evoluída!  Mesmo considerando que começamos a montar um pacote de conhecimentos que chamamos de ciência desde o início do século XVI. Isso não nos diz que já sejamos uma sociedade evoluída! Mesmo considerando que já fomos à Lua, já temos aviões e automóveis, e conhecemos parte da física relativista e parte da física quântica, já temos a informática. Isso não nos diz que já sejamos uma sociedade evoluída! Então vamos nesse ensaio tentar avaliar em que grau está essa nossa evolução. Adianto que teremos seríssima dificuldade para determiná-lo.

 

 Ensaio adendo à obra 21

 

ANTITRATADO DA EVOLUÇÃO DA VIDA

 

Por Edimilson Santos Silva Movér

 

A PREEXISTÊNCIA DO CONHECIMENTO

Preâmbulo: Qualquer ser humano para iniciar a perceber, para iniciar a ter um rasgo, um vislumbre, pode-se dizer, um resquício de entendimento do que seja a “evolução da vida” dos seres inteligentes ou pensantes. Seres que são a priori o universo tomando conhecimento de si próprio, desde quando são feitos da mesma cepa de que é feito o universo! Pois, nenhum ser vivo veio de outro universo, isso, se existisse esse outro universo. Esse “qualquer ser humano” deverá primeiramente conhecer uma “verdade primária” e inquestionável existente no universo, para assim, começar a perceber a evolução da vida. Essa verdade nos diz que: Todo conhecimento que existiu, existir ou vier a existir no universo, e que for possível uma pessoa acumular durante toda sua existência, sobre qualquer área, seja este um fato abstrato ou um fenômeno material com foco no real platônico, ou tudo que for passível de entendimento pelo intelecto humano. A razão e a lógica, nos diz que todo conhecimento, absolutamente todo, já é preexistente no universo como parte da realidade existencial do próprio universo. Não discuto as diversas teorias do conhecimento que são somente as resultantes da apreensão de todo e qualquer ato cognitivo e inteligente do “Ser” pensante ou o que nominam de gnosiologia. Aparentemente, essa afirmativa da preexistência do conhecimento pode parecer uma parvoíce, uma idiotice. No entanto, é uma verdade e realidade fácil de se comprovar. Se utilizarmos o campo da lógica, uma coisa abstrata ou concreta desde quando existente, traz sua verdade e realidade existencial dentro de si mesma, numa forma que se exterioriza na forma passível de sofrer uma apreensão cognitiva que chamamos de “adquirir esse conhecimento”. Este, no entanto, só pode ser percebido por uma entidade inteligente, que aqui no planeta é representada pelo homem.  Apresentaremos aqui “duas provas” dessa assertiva, como “primeira prova”: É o caso dos 26 elementos transurânicos, que até hoje, ano de 2021 foram sintetizados pelos físicos e incluídos na tabela periódica, por isso, são chamados de sintéticos, indo do 93 até o elemento de número atômico 118, a “segunda prova”: Refere-se ao caso do até hoje, mais jovem membro da Royal Society, o matemático indiano Srinivāsa Rāmānujan, (1887-1920). Ao demonstrar para comunidade da área de matemática do Trinity College (Cambridge), portanto, para a ciência, que todas as equações da matemática pura e aplicada são preexistentes no universo, e podem ser elaboradas pelo intelecto humano, independentemente de sua utilização imediata. Essa afirmativa de sua utilização posterior, é fundamentada nas equações de Rāmānujan, que hoje no século XXI estão sendo utilizadas na construção da moderna informática. Também, essa afirmativa da preexistência do conhecimento e da preexistência das equações, não quer dizer que qualquer idiota, venha a sair por aí, descobrindo maravilhas e montando as mais complicadas equações da matemática pura.

 

INTRODUÇÃO: 

Essa singela introdução, nos fará entender melhor a direção dada a esse discurso sobre a (Evolução da Vida), tema deste ensaio. Esta pequena apreciação e pequeno “preâmbulo/estudo”, anterior sobre o “Ser” e o “ente”, entidades ontológicas estudadas pelos filósofos Edmund Gustav Albrecht Husserl, (1859-1938) mestre e criador do estudo da essência do “Ser” pensante. Ele fez o estudo desse “Ser” abordando-o como um fenômeno, e Martim Heidegger (1889-1976), que foi o seu aluno mais brilhante, e o continuador do desenvolvimento da fenomenologia. Heidegger nos seus estudos da essência da estrutura da consciência como fenômeno, essa “entidade” formadora das atividades inteligentes responsáveis pelas relações conscientes entres os seres pensantes e o mundo que os cerca. Heidegger nesses estudos nos faz ver que sem consciência nada mais seríamos que seres com o mesmo desenvolvimento dos nossos irmãos animais. Husserl seu mestre, dizia que: toda consciência é consciência de algo. Este “Algo”   com referência ao “Ser” seria sua própria essência que reconhece, analisa e interpreta o mundo que o cerca, com sua própria consciência agindo no mundo da percepção, nele, incluso seu corpo material, principalmente, seu próprio “Eu” existencial. Heidegger em sua abordagem filosófica, em linguagem mais técnica, diz em seu estudo a que nos referimos, que o homem seria um “Ser” que busca aquilo “que não é” ele via o homem como um projeto inacabado, com certeza se Heidegger tivesse ampliado a visão ou o estudo nessa área teria percebido que na realidade o homem é um projeto em evolução, fato, que não foi tratado ou focado na área da “fenomenologia”, Husserl nela se fundamentou para desenvolver a ideia do existencialismo”. Ora! Só existe algo se este for capaz de provocar um fenômeno perceptivo, foi esse existencialismo que depois se tornou a cereja do bolo de Sartre. Dentro do campo da filosofia tornou-se patente, no decorrer do século XX, no longo período de sua atuação, que nessa área nenhum filósofo superou Heidegger, naturalmente, à exceção de Husserl seu mestre. Os filósofos sem formação acadêmica, e que são chamados de filósofos de botequim, dizem com propriedade que: O homem é o cachorro que late insistentemente, mas em vão, na entrada do buraco onde está entocado o tatu. Este caso do buraco onde mora o tatu, refere-se ao ensaio nº 126 (Antitratado de Genealogia) de 30 de novembro de 2013 essa abordagem está na 1ª DECLARAÇÃO: em 3”ADG”. Observem que aqui trato somente do “filósofo Heidegger”, e não do “homem Heidegger”. Com respeito ao homem Heidegger!  Bem sabemos que existe a acusação que ele ao ser nomeado Reitor da Universidade de Friburgo, apoiou o Nacional-Socialismo de Hitler, isso em 1933, não estou justificando-o, mas, nessa data ele teria como prever qual o caminho que tomaria o III Reich na década seguinte? Um dos principais fenômenos da nossa existência, seria exatamente o risco que todos os humanos estão sujeitos ao tomarem decisões. Heidegger naturalmente sabia que ao aceitar a Reitoria da Universidade de Friburgo corria o risco de ter que apoiar a política do 1º Ministro. A história real, é que Heidegger entrou na Reitoria em 1933 e saiu logo em 1834. Aqui nesse curto texto abordaremos não somente a evolução da enteléquia ou espírito do “Ser” pensante, e de forma menos relevante trataremos também dos outros seres que ainda estão num grau menor na escala evolutiva. É uma presunção natural do homem “vulgar”, julgar, pois, o que o homem “vulgar” mais faz é “julgar erroneamente”, que no ambiente planetário em que a vida se desenvolveu, somente sua espécie evoluiu espiritualmente ou “entelequialmente” como quer a ciência. Esses mesmos comportamentos dos homens vulgares acontecem com os “sapiens” embevecidos com a nascente ciência, este embevecimento foi o que gerou e, fortaleceu o ateísmo nos filósofos que surgiram desde o início do iluminismo, e que se diziam Filósofos Iluministas. Outra grande idiotice imaginada pelos homens vaidosos e embevecidos com o nascente pacote de conhecimentos que foi chamado pela primeira vez de “ciência” em 1835 pelo historiador inglês, filósofo, teólogo, polímata e padre anglicano William Whewell, (1794-1866). Atualmente, como vemos o universo como uma teia de dúvidas, devido às milhares de perguntas sem respostas, que mais 3 (três) não farão diferença alguma, assim!

Adiante faço 3 (três) proposições afirmativas:

 

1a) Assertiva. (Todo conhecimento é preexistente): Todo conhecimento criado ou por criar, descoberto ou por descobrir, já é preexistente no universo. O conhecimento contido e referente à metafísica, claro que é imanente à consciência cognitiva ou “espírito” da subespécie, “homo sapiens sapiens”, mas, como disse acima: o conhecimento referente à ciência no que se referir à natureza, claro que é imanente e preexistente no universo. Em todas as ciências nas seguintes áreas: física, química, astronomia, eletromagnetismo, cosmologia, geologia, na biologia, e em tudo que se referir às quantificações. E incrível, como veremos adiante, também é preexistente na matemática. Todas as ciências nos demonstram, isso. Com prevalência para essa ciência, que tem interação com tudo no universo, isso nos é demonstrado de forma contundente, especialmente por Rāmānujan. Essa ciência que chamamos de “matemática pura e aplicada”, já contém já contém em sua essência as equações para todas as questões e soluções procuradas e pertinentes a todas essas ciências, isso até os fins dos tempos. No início do século XX surgiu a prova cabal e irrefutável dessa antiga afirmativa, na pessoa do matemático Srinivāsa Rāmānujan citado acima, que detalharemos na próxima assertiva.

 

TODA MATEMÁTICA É PREEXISTENTE

2a) Assertiva. (Reafirmamos que todas as equações da matemática são preexistentes): mais recentemente, surgiu esse exemplo na matemática pura e aplicada, o que nos comprovou essa antiga afirmativa dos matemáticos, o que nos trouxe agora, inclusive a melhor prova disso que é o que o indiano Srinivāsa Rāmānujan, fez com a matemática durante sua curta existência, ele nos dizia, e demonstrou para os outros membros da Royal Society que aquelas equações já se encontravam prontas, ele somente as apresentava. Aquele que quiser se inteirar da maravilha que o cérebro desse gênio fez na área da matemática pura e também da aplicada, pesquise sobre: Srinivāsa Rāmānujan. A grande idiotice a que me refiro no fim da “Introdução” é a crença de que a ciência cria alguma “coisa”! Quando na realidade tudo que a ciência criar, estará fundamentado em algo já preexistente, portanto, criado anteriormente pela própria natureza. Temos como exemplo o que nos demonstrou o matemático indiano Srinivāsa Rāmānujan, com suas equações sendo utilizadas hoje, no desenvolvimento da informática mais avançada do século (XXI).

 

 

3a) Assertiva. (Todos os elementos, inclusive os transurânicos são preexistentes): Um outro exemplo está nos elementos naturais em número de 92, existindo hoje, ano de 2021 mais 26 sintéticos cujo elemento de número atômico 118 é o último da tabela, o oganessônio. Nome em homenagem ao físico russo Yuri Tsolakovich Oganessian. O oganessônio foi descoberto em 2003 por um grupo de físicos russos e americanos do Instituto de Pesquisa Nuclear de Dubna na Rússia, e do Laboratório Nacional de Lawrence Livermore dos Estados Unidos. No entanto estes 26 elementos chamados de sintéticos são “feitos ou descobertos” pelos cientistas em laboratórios utilizando dois átomos naturais, eles na verdade não criam coisíssima nenhuma, somente conseguem sintetizá-los, em aceleradores de partículas. Estes novos elementos somente por terem vida brevíssima, não os encontramos na natureza, o primeiro elemento sintético foi o tecnécio de número atômico 43 que foi descoberto e sintetizado em 1937 por físicos italianos, ao bombardearem átomos de molibdênio com átomos de deutério, um isótopo pesado de hidrogênio num dos primeiros aceleradores de partículas, um primitivo cíclotron, lembrem-se que o elemento 43 é o elemento que tampou o buraco na tabela, esse elemento foi previsto por Dmitri Ivanovich Mendeleiev, (1834-1907), um gênio, e muito adiante dos físicos seus colegas de seu tempo, esse russo foi criador da tabela periódica no distante ano de 1869.

 

O QUE NOS LEVOU A EVOLUIR? NÓS NÃO SABEMOS,

MAS, EVOLUÍMOS...

1”AEDV”. Como evoluímos do “homo erectus” que éramos há 300 mil anos atrás, para o “homo sapiens sapiens” que somos hoje? Esta mudança representa nossa evolução espiritual e cognitiva dentro desse curtíssimo período de tempo de 300 mil anos. Pois, nossa origem como primatas se reporta à (milhões) de anos no passado. Descendemos do primata “Purgatorius”, que a paleoantropologia o identificou como o mais antigo primata, tendo existido há 70 (setenta) milhões de anos atrás, próximo ao fim do cretáceo, último período da Era Mesozoica. O fim do cretáceo ocorreu junto com o desaparecimento dos dinossauros há 65 (sessenta e cinco) milhões de anos. Nesse ensaio continuaremos a desenvolver um discurso sobre a fenomenologia husserliana, discurso que teve início no ensaio de número 175 com o título de “O Espírito”, ensaio ainda não publicado, onde tecemos algumas ilações filosóficas sobre a existência da essência dos falantes, como seres cognoscentes. Com foco no que os humanos comuns pensam sobre (o como e, o quanto), a vida tem evoluído. Tendo como auxílio, apoio e suporte, o que nos propõe sobre o mesmo assunto os dois expoentes da filosofia no século XX, Husserl e Heidegger. Embora o título desse ensaio, se refira à “evolução da vida”, veremos que nele tratamos unicamente da evolução da vida dos falantes. Iniciamos, por motivos óbvios, analisando seu conhecimento, pois, este, dentre todas suas diversas aquisições nesses 300 mil anos, com certeza é o que melhor representa sua evolução, que também é demonstrada diante de seus semelhantes por seu comportamento, óbvio, que este é um reflexo de seu conhecimento, embora este comportamento, devido ao livre arbítrio, possa ser modificado pelo homem conforme a contingência e a conveniência do momento.

 

UMA VERDADE REALMENTE IMPACTANTE

2”AEDV”. Observem bem, que aqui não estou me referindo aos filósofos, realmente filósofos, mas sim, àqueles que se dizem e, pensam que são filósofos. Também não me refiro ao povo de Da Vinci que nada mais são que uma manada de enchedores de latrinas e, conforme Schopenhauer uma cambada de idiotas, refiro-me sim, a grande parcela dos acadêmicos de todas as áreas, que devido a sua pouca inteligência, o que resulta no seu pouco entendimento do conhecimento que lhes foi ministrado, fato que os levam ao pensar obtuso, de que são “excelências” em suas áreas. Estas pessoas com aparente cultura, e são aos milhões, estão embevecidos com o pouco que a ciência, embora ainda de forma “imperfeita”, nos mostrou até hoje, claro, que existe a exceção dos filósofos e cientistas realmente dignos desses títulos.

 

O PENSAMENTO PODE SER FEITO DE MUITA COISA,

EMBORA, NÃO SAIBAMOS COM QUÊ...

3”AEDV”. Embora a cada século que vivamos e vemos passar, estes filósofos e cientistas realmente dignos desses títulos, sejam em número tão reduzido que podem ser contados nos dedos das mãos. Os filósofos que se dizem ateus, estes são mais numerosos e todos, sem exceção, são uns coitados e covardes, pois, procuram enganar até a eles mesmos. Estes são incapazes de fazer uma leitura aprofundada da essência de si próprios, só se veem superficialmente, pois, acreditam que são feitos de pura matéria, estes se dizem quarks, prótons, nêutrons, elétrons de que são compostos do que a física chama de léptons e hádrons, partículas leves e pesadas que formam a matéria de seus organismos. Se fossem realmente feitos de pura matéria como creem os ateus, não possuiriam enteléquia que é sua fábrica de pensamentos, portanto, não pensariam, salvo se seus pensamentos fossem feitos de areia, chorume dos lixões, madeira, cocô, água, urina, pedras, lajedos, ferro e chumbo. E o pior! Eles não vão acreditar, pensamento não é feito com alguma das forças ou energias fundamentais existente e reconhecidas pela física quântica como a força fraca, a força forte, a energia eletromagnética de James Clerk Maxwell, 1831-1879, e a gravitação, essa, fica descartada, pois nenhuma ciência física sabe de que seria feita a gravidade, sabemos reconhecer seus efeitos, mensurá-la e calculá-la. O certo é que a ciência não descobriu qual a energia que nos faz pensar. A melhor prova disso, acontece nas “Subestações Abaixadoras” de energia elétrica, “estações de todas as potências”, os seres humanos que operam essas subestações não têm seus pensamentos afetados quando há fortes dissipações de energia no ambiente nos pátios destas estações. Portanto, a energia elétrica não interfere com o sistema que gera nossos pensamentos ou raciocínios, donde deduz-se com lógica que a terceira força fundamental da física ou energia eletromagnética de Maxwell, como visto, e pelo que ocorre nas Estações Abaixadoras, não é a força ou energia que dinamiza e produz os nossos raciocínios ou pensamentos. A existência dos eletroencefalogramas, exames do cérebro em que se utiliza a eletricidade, cria a crença de que nossos pensamentos são processados com a eletricidade, o que não é uma verdade, conforme o arrazoado exposto acima. Podemos observar que um ser humano ao fazer um eletroencefalograma, também não sofre qualquer interferência no curso da elaboração de seus pensamentos, e como fica agora os oposicionistas do dualismo cartesiano? Continuo dizendo que os homens estão embevecidos com um pacote de conhecimentos que chamam de “ciência”, e que tem somente 500 (quinhentos) anos de existência. Daí, observar que em pleno século XXI o Iluminismo está mais ativo do que nunca. Não demora muito, e a ciência vai ser o “deus” de uma nova religião. Temos que perdoar por isso, aqueles que fazem parte da manada da iluminação, pois, nada mais são, que os homens dos três sábios.

      

OS SCHOLARS DE KIERKEGAARD

4”AEDV”. Esqueçamos por um momento estes obtusos, medíocres e falsos filósofos. E reportemo-nos agora, ao caso da nova teoria da Ressonância Mórfica do cientista, inglês, filósofo e biólogo Rupert Sheldrake. Seria ótimo se esses acadêmicos conseguissem compreendê-la, em toda sua completude, abrangência e profundidade, algo realmente difícil. Estes, somente por cursarem uma universidade, pensam que tudo sabem, quando na realidade, nenhum “sapiens” tem a oportunidade de tudo saber. Pois, todo conhecimento adquirido por um “sapiens”, haverá de ter sido adquirido ouvindo o que outro seu semelhante que chamamos de professor, lhes ensinou, ou lendo o que outro seu semelhante e escritor, registrou nos livros. Interessante, ninguém se dá conta que: Professores e escritores são da mesma cepa. Pois, os diversos conhecimentos criados por outrem, tornou-se tão vasto, que ambos “professores e escritores”, nada mais fazem que os levar a alunos e leitores. De forma que todo o conhecimento atual e geral dos “sapiens”, será sempre ensinado ou adquirido com origem pretérita, ninguém ensina ou escreve seu próprio conhecimento. Nesse raciocínio se fundamentou Sören Kierkegaard para afirmar que: Uma boa parte dos filósofos foram considerados “scholars” e endeusados prematuramente, como: Hegel, Schelling, Hans Cristian, Fichte e muitos outros. Podem dizer à vontade, que eu sou o melhor exemplo disso. A manada procede como uma ideologia muito em voga! Faz a cagada e joga a culpa em quem descobre e mostra a cagada.

 

A ESCASSEZ DE DIAS PARA APRENDER

E UM PROVÁVEL LONGO TEMPO PARA EXISTIR

 5”AEDV”. Agora vejamos porque não podemos saber tudo que o conhecimento humano, ou “episteme” acumulou ao longo dos séculos. A maior biblioteca do planeta possui em torno de 155 milhões de itens, em 400 línguas, com 37 milhões de livros, o restante são jornais, revistas, artigos, mapas e outros itens. Ora! Uma pessoa só vive 29.220 mil dias em oitenta anos, mesmo vivendo 100 anos, ele só utiliza como um eficiente leitor 80, pois, nos primeiros 10 anos ele está montando sua máquina de pensar, nos seus últimos 10 anos de vida, dos 90 aos 100, ele está desmontando sua máquina de pensar, por isso só lhes resta 80 anos para ler, mesmo lendo um livro por dia, ele só dispõe de tempo para ler 29.220 livros. Portanto, desta biblioteca ele não consegue ler quase nada. Lembrando, que ela é considerada a maior do mundo mesmo possuindo somente 37 milhões de livros, mas, temos que observar que esta biblioteca, embora seja a maior, não possui todos os diversos livros escritos em todas as línguas de todos os países do planeta. Um humano só consegue, mesmo lendo um livro por dia, em toda sua vida ler, 0,078973% destes 37 milhões de livros, ou seja 29.220 então é burrice alguém pensar que tudo sabe. Não nos esquecendo, que ninguém consegue ler um livro por dia, então o porcentual de leitura conseguida é muito menor e, muito maior seria a burrice de quem pensa que tudo sabe. O certo é que a subespécie “homo sapiens sapiens” ainda está no início de sua evolução espiritual e biológica. Mas, lembrem-se, estamos somente no começo dessas duas evoluções. Mesmo a contra gosto, os “sapiens” nominados de idiotas, por Schopenhauer devem saber que, como dito atrás, nossa evolução intelectiva se desenvolveu ao longo de somente 300 (trezentos) mil anos, e de acordo com o princípio copernicano do professor de Astrofísica e física gravitacional, da Universidade de Princeton em Nova Jersey- EUA Dr. John Richard Gott III, a espécie humana, (isto, se esta humanidade agir com inteligência mudando seu comportamento diante da biodiversidade do planeta), ainda permanecerá nessa bolota de terra e água, por mais 7.800.000 (sete milhões e oitocentos) mil anos. Tempo suficiente para evoluir e, deixar de se comportar como uma imensa manada, que nada mais faz que destruir o meio ambiente de que ela é dependente, lembrando a estes idiotas que se dizem filósofos e pensadores, que fora da biodiversidade, ou meio ambiente, a espécie humana não consegue sobreviver, por mais de 15 dias, pois toda a humanidade se alimenta do que é produzido pela biodiversidade. Para que os filósofos e pensadores de meia tigela, nem mesmo tentem me contradizer! Lembro-os de que atualmente, no ano de 2020 a humanidade lançou na atmosfera 41.000.000.000 (quarenta e um bilhões) de toneladas métricas de gás CO2 e nesse mesmo ano lançou nos oceanos do planeta 8.000.000 (oito) milhões de toneladas de plástico, e até hoje 31/08/2021 somente nesse ano já desertificou 7.971.656 (sete milhões e novecentos e setenta e um mil seiscentos e cinquenta e seis) hectares de terras. Já destruiu 3.454.727 (três milhões e quatrocentos e cinquenta e cinco mil e setecentos e vinte e sete) hectares de florestas. E lançou 6.505.139 (seis milhões quinhentos e cinco mil cento e trinta e nove) toneladas de substâncias tóxicas no meio ambiente. Que fique bem claro! Que os realmente inteligentes seres pensantes, e os verdadeiros filósofos, com todo o respeito que a eles dedico, com a mais absoluta certeza, não são aqui referidos.

 

A VERDADE CONTIDA NA TEORIA DA

RESSONÂNCIA MÓRFICA

6”AEDV”. Esse povo de Schopenhauer, acima em referência, são o que chamo de: Povo que pensa, que pensa. Não estou me referindo ao seu conhecimento científico adquirido nas universidades, esse todos aprendem, por ser coisa simples e fácil de compreender, sendo um conhecimento diminuto, e referente aos acontecimentos que ocorrem no micro e no macro universo em que vivemos, e na duração de nossa existência, sendo um conhecimento portanto, pequeno e simples. Na área das ciências humanas, mesmo quando se referir às ciências exatas, este conhecimento então, se torna sistematizado, metódico e normatizado, onde, ele torna-se, mais simples ainda. Sendo um conhecimento ainda diminuto porque a própria ciência, pouco sabe a respeito das exatas, uma prova dessa afirmativa, está na área da física, onde na MQ até hoje está incompleta a teoria do “Modelo Padrão” formulada em 1973 e, também a TOE Theory of Everthing, (teoria de tudo), não conseguiram nem mesmo completar a famosa GUT (Grand Unified Theory). Sem falar da Cosmologia, onde há tantas questões sem respostas, que a ciência nem a considera uma ciência. Aqui me refiro também aos abstratos questionamentos e suas conclusões, na área das ciências humanas, isto, quando se refere a paleoantropologia, pela falta absoluta de registros confiáveis, pois, a escrita com registros confiáveis do comportamento do homem, pouco ultrapassa os 4 mil anos (aC.), o que nos dificulta o acesso e fragiliza os dados que geram as “sapientias”, que nos fornecem os conhecimentos referentes ao nosso próprio passado existencial.  No entanto, qualquer pessoa com um “minimum minimorum” de entendimento, pode absorver a verdade desse passado mais primitivo de nossa formação como “Seres”, essa verdade está contida na teoria da Ressonância Mórfica, não sendo necessário, nem mesmo tanto conhecimento, bastando somente um pouco de “sapientia”. Pois, para uma pessoa tomar conhecimento e entender o contido e proposto na teoria criada e tornada pública em 1981 pelo biólogo e cientista inglês Rupert Sheldrake, basta que tenha capacidade cognitiva comum aos “sapiens” e suficiente inteligência para no mínimo entender suas proposições mais simples, o que já seria bastante para aclarar seu entendimento sobre a vida, ou inserir “razão” ao seu paradigma existencial. Esta proposição recebeu o nome de (Teoria da Ressonância Mórfica). Referindo-se às formas dos organismos vivos que são mantidas por ressonância, fato que é comum a todos os organismos existentes no universo, organismos vivos ou não! Vou repetir! Aqui, não me refiro especificamente ao conhecimento acadêmico das pessoas sobre essa teoria, pois, qualquer pessoa comum, conhecendo somente um mínimo da essência dessa ideia, passa a entender e a “saber” que todos os seres vivos possuem uma “enteléquia”, a que os mecanicistas chamam de “eu” cognitivo ou consciência. E que a ressonância das formas age diretamente sobre essa enteléquia, que com certeza seria inconsciente ao homem e a todos os organismos vivos, desde quanto, todos evoluem. Essa teoria do pensador e biólogo Sheldrake nos faz ver isso, que todos os organismos vivos ou não, existentes no universo evoluem. Quando analisamos uma sequoia gigante que pode ultrapassar os 100 cem metros de altura. Uma semente de sequoia gigante, (sequoiadendrum giganteum), possui 4 a 5mm de comprimento por 1mm de largura, esta semente, com o passar do tempo, se transforma numa árvore com mais de 95 metros de altura, naturalmente que a memória da sua forma não está contida nas fibras dessa semente, mas sim, na sua ressonância mórfica, como acontece com todas as sementes da flora planetária. Ressonância que é existente na própria natureza, conforme nos propõe a teoria sheldrakeana. A paleobotânica nos diz que a flora surgiu há 900 milhões de anos atrás, portanto 360 milhões de anos antes do fim do proterozoico, que ocorreu há 540 Milhões de anos, e início ao fanerozoico. Ora! Há 900 milhões de anos, toda vegetação no planeta, ou flora, primeiro iniciou a existir nos mares, somente posteriormente migrou para os continentes antigos e eram de pequeno porte, portanto os mais antigos vegetais que deram origem às futuras sequoias gigantes, que no princípio eram de porte pequeno, e lógico evoluíram e se transformaram nas gigantescas sequoias atuais com até 115 (cento e quinze) metros de altura, ocorre que com certeza sofreram evolução, através da ressonância mórfica, tornada pública pela primeira vez em 1981 pelo gênio Rupert Sheldrake. Estou a me referir a todos os organismos do nosso macro universo próximo e distante. Repetindo, estamos nos referindo a todos organismos vivos ou não, observem que este fato da evolução ser independente dos organismos terem ou não, uma enteléquia, o certo é que todos organismos evoluem. Isto é o que nos propõe e nos diz, a Ressonância Mórfica do Sheldrake, e nos propõe mais! Ela nos faz ver que todos os organismos existentes no universo, evoluem, galáxias, sistemas solares, planetas, inclusive os cristais, e claro, todos os organismos vivos da flora e da fauna planetária. As ciências dos homens, devido a vaidade e a presunção, não dessas ciências, mas, dos homens que se nominam cientistas, estes, quando se referem aos animais inferiores, ou como digo, “não pensantes”, mesmo que eles tenham sido observados como capazes de evoluir, os cientistas, pregam que eles evoluíram sem o auxílio de uma enteléquia. A verdade é que com suas enteléquias que não são reconhecidas pelos homens da ciência, esses animais evoluíram e estão presentes no planeta há milhões de anos, e, segundo a ciência, sem possuírem nenhuma espécie de entendimento ou consciência, já que não possuem conforme a mesma ciência, nem o menor sinal de uma enteléquia.  Enquanto pensarmos que somos únicos e “especiais”, e únicos no sentido de sermos únicos com entendimento, e que as outras espécies animais vivam como máquinas instintivas. Não conseguiremos entender a evolução da “Vida” como um todo. Principalmente no que se refere à evolução humana. Pobres seres humanos, ainda verão o lento decorrer de vários milhares, ou mesmo de vários milhões de anos, para finalmente compreenderem o que seja o imenso “Organismo Vida” existente no planeta Terra.

 

ENFOQUES METAFÍSICOS E CIENTÍFICOS

7”AEDV”. Todos os organismos vivos evoluem no decorrer do tempo, também sabemos que os diferentes organismos evoluam em graus diferenciados, principalmente com referência as diferentes espécies animais, e a relativamente rápida evolução da enteléquia do “ser” pensante ocorrida nos últimos 300 “trezentos” mil anos.  Estes insignificantes e ainda pouco evoluídos “seres” pensantes, refiro-me aos que vivem embevecidos com a ciência, pode-se perceber que atualmente há uma verdade diante dele, verdade esta, que ele prima por não reconhecer. Enquanto ele estiver embevecido com a nascente ciência, que mal dá os primeiros passos e, ainda está se iniciando, pois, só temos na realidade, 500 “quinhentos” anos de ciência. Enquanto prevalecer a “vaidade”, como parâmetro maior no seu comportamento como “ser” pensante. Este “Ser”, não poderá entender que sua ciência ainda está nos cueiros, ainda está mamando. Como disse, essa vaidade não seria de todos os homens de ciência, mas sim, daquele homem vaidoso que se nomina e pensa que é um cientista. Não faz mal lembrar que, a sabedoria é inimiga da vaidade, não existe, e nunca existirá um sábio vaidoso. Com certeza se um homem for vaidoso, ele não poderá ser um homem sábio, por oposição, se for um sábio não poderá ser um homem vaidoso. Por isso é que nos referimos aos homens vaidosos da área da ciência como “pseudoscientistas”, que por serem vaidosos nunca poderão atingir a condição de serem verdadeiros cientistas. Os verdadeiros e reais cientistas estão fora dessa questão. Não há como este “ente” vaidoso compreender que a evolução da essência do (Ser) ou espírito acontece independente de nosso querer. Certamente, pelo fato dele como vaidoso, só crer na ciência e desconsiderar a existência do espírito. Voltemos a fenomenologia heideggeriana. Este “Ser” nalguns momentos, não é referido pelos analistas como o “ente” a que se reporta Heidegger. Assim, aqueles que fazem a análise do (Ser) e do “ente”, embora não reconheçam o fato, são também os responsáveis pelos fenômenos da evolução da espécie humana. A interpretação do que seja o fenômeno da existência/consciência do “ser” ou “ente”, que foi proposta no estudo criado e chamado por Husserl de fenomenologia. Temos que observar que este estudo como outro qualquer semelhante, quando verdadeiro, para a espécie representa um degrau dessa mesma evolução espiritual do homem. Mas, ambos, continuam sob análise. Se não os entendermos como facetas de uma mesma entidade, que é o (“Ser” interior não material), e que noutros momentos e sob outra visão, este mesmo “ser/ente”, nós os nominamos de “Eu” material, noutros, de consciência, portanto imaterial. Aí então, fazemos a crucial pergunta a nós mesmos! Como poderíamos sob estes enfoques, sermos um (Ser) trino? Como um (Ser) sem nenhum vestígio de autoconhecimento, como o homem moderno, que por não buscar se autoconhecer, passa a não entender que este (Ser) e “ente” a que se reporta Heidegger, seria composto de: (1) o Ser imaterial, “eu”, ou espírito, também chamado pela ciência de enteléquia. (2) o (Ser) personalidade, ou “eu” heideggeriano ou entendimento, e (3) o (Ser) material, ou “ente” heideggeriano ou enteléquia, essa, ainda indefinida. Notadamente, estas questões estarão presentes quando tratarmos do (Ser) e do “ente” a que se reporta os estudos da fenomenologia. Sabemos que Martin Heidegger foi um filósofo estudioso dos fenômenos ontológicos, concebidos por seu mestre Edmond Husserl. Mestre e aluno discordaram em pontos relevantes da questão fenomenológica, nela, os princípios de Edmund Gustav Albrecth Husserl, (1859-1938) nalguns pontos diferiam e muito, dos princípios depois propostos por Heidegger sobre a fenomenologia com reflexos no existencialismo, sendo as proposições de seu aluno Heidegger, causa de alguns dos conflitos filosóficos entre os dois. Vejamos o que nos diz o professor Newton Zuben da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, sobre o assunto fenomenologia.

 

8”AEDV”. O professor Newton Aquiles von Zuben, Doutor em Filosofia pela “Université Catholique de Louvain, Belgique”, em (1970). Professor Titular (aposentado) da Unicamp, também, Professor da Faculdade de Filosofia da PUC de Campinas, ele nos faz ver que não há uma separação definida do “Ser” e do “ente” de Heidegger. Ele, Newton Zuben nos diz textualmente: - [... O ser é um conceito evidente. Não passível de definição, este “Ser” estaria, no entanto, incluído em todo enunciado a propósito de qualquer ente. E mesmo em qualquer comportamento humano, seja em relação ao próprio homem, seja em relação a outro ente, o que envolve certa compreensão do que seja o “Ser”). Se assim é, por que ainda nos inquirirmos sobre um significado que a todos é patente? Ora, para Heidegger, é exatamente essa compreensão imediata e “ordinária do ser” incluída em todo comportamento do homem em relação a si mesmo e em relação aos entes, o que suscita a necessidade de uma explicitação...]. - Aqui o professor Newton Zuben nos expõe a necessidade da separação do (Ser) e do “ente”, de Heidegger, quando dos diz: (a propósito de qualquer ente). O próprio Martin Heidegger nos diz que: - [... O fato de vivermos de imediato numa certa compreensão do ser e de, ao mesmo tempo, permanecer o sentido do ser envolvido de obscuridade, demonstra a necessidade fundamental de submeter a questão do (Ser) a uma repetição....-]. (HEIDEGGER. 1960, p. 4).

 

9”AEDV”. Eu entendo que: A questão do (Ser), e do “ente” heideggeriano continua em aberto para novas análises. O (Ser) de Martin Heidegger possui enteléquia, o “ente” de Heidegger também possui enteléquia, mas, não são os mesmos seres, só que esta última, ainda está indeterminada. Russerl considerou a obra de Heidegger, incorreta, devido ao fato de ter encontrado graves interpretações incorretas que utilizou em seus ensinos e métodos.

 

A INTERAÇÃO ENTRE O ESPÍRITO E O SISTEMA

NEURONAL DO HOMEM

10”AEDV”. Já perguntava Aristóteles (384-322 aC.), portanto, há vinte e quatro séculos: Que é uma entidade? Τι είναι η οντότητα; (Ti eínai i ontótita?), ou o “tì tò ón”. Este “ente” de Aristóteles seria a “coisa-em-si” de Kant? Ou o contínuo “vir a ser” de Hegel? O “ente” heideggeriano seria um contra ponto ao (Ser)? Contra ponto, no sentido do primeiro ser o espelho do segundo e vice-versa? Ou melhor! Essas entidades heideggerianas seriam indistintas entre si! Ou seriam distintas? Assim! Se indistintas seriam unas, se distintas múltiplas. Motivo pelo qual no homem ainda permanece não esclarecida como ocorre a relação entre o “Ser” imaterial abstrato ou “consciência cognitiva” e nosso sistema material concreto neuronal.

 

IMPOSSÍVEL NEGAR O PRÓPRIO “EU”

11”AEDV”. Eu, particularmente, mesmo conhecendo o aparato da visão fenomenológica russerliana, não faço distinção entre o “ente” e o (Ser). Mesmo porque, conforme Newton Zuben, um, está implícito no outro, em ambas direções. Possuindo um significado que a todos é patente. Sendo impossível negar a própria existência, senão, alguns pensadores a negariam.

 

O SER TRINO SÓ SE EXTERIORIZA

 COMO UM SER UNO

12”AEDV”. A única distinção que vejo possível, sensível e factível de se notar dentro desse campo, seria o fato do (Ser), enquanto entidade imaterial, se apresentar como um Ser uno, impessoal e indivisível, o que o identifica sobretudo como passivo ao que lhe é externo. Não se abrindo à análise, diante das mentes dos estudiosos, exatamente por ser passivo, assim, por mais que o tentem, não o tornam ativo, mantendo-se sempre como um (Ser) passivo. Repetindo, quando na condição de (Ser) uno imaterial, diante da análise de outro “eu” humano, ele torna-se impessoal, inominável e inalcançável. Você pode ter quantos doutorados e títulos puder e quiser, mas, o (Ser) trino não reage às tuas inquirições. Ninguém da área seria tão ingênuo, para tentar conseguir uma resposta ou “ação ativa” de uma entidade passiva, portanto inativa, diante da entidade perquiridora, ou o que chamamos no cotidiano de “eu”, exatamente porque as personalidades dos “sapiens” são criadas e, são de duração efêmera diante da eternidade do (Ser) espírito, incriado e imaterial. Na minha proposição, este (Ser) uno seria então um (Ser) imaterial, portanto, espiritual, sendo como disse, impessoal, inominável e inalcançável. Eis que, por isso, o (Ser) espiritual, numa análise mais profunda, assume os outros dois “seres”, passando a se comportar como um (Ser) trino, entidade e forma, em que ele realmente se torna, mas, se comportando e se exteriorizando somente como um (Ser) uno. O espírito absorve e responde pelas duas outras entidades, o (Ser) material, ou ente, e o (Ser) personalidade, ou “eu”. Este estado do (Ser), que se exterioriza, eu o entendo como a nossa enteléquia, a que se reporta a ciência.

  

TENTANDO ENTENDER O QUE SOMOS, O QUE NEM SEMPRE O FAZEMOS DE FORMA CORRETA

13”AEDV”.  O Ser trino, inclui (1) o Ser imaterial, “eu”, ou espírito, também chamado pela ciência de enteléquia. (2) o (Ser) personalidade, “eu” heideggeriano ou entendimento. E (3) o (Ser) material, ou ente heideggeriano ou enteléquia, essa, ainda indefinida. O (2) normalmente, é confundido pelas pessoas comuns, e nalguns momentos como nosso “eu” espiritual, ao demonstrar e externar suas qualidades bondosas. Enquanto o (3) noutros momentos, é confundido com nossa “personalidade”, ao demonstrar seus maus instintos, ou qualidades perversas. A questão da enteléquia do “ente” heideggeriano, até hoje continua indefinida, e sem resposta, sobre qual seria a maneira ou a forma adotada pelo espírito ao interagir com nossa consciência, para percebermos nosso pensar ou entendimento com origem nesse mesmo espírito, isso o “saber” que estuda a psique humana ou psicologia, assim, como continua desconhecido por nossa novíssima neurociência. Como se processa essas atividades no nosso campo neuronal? Na realidade, essa realidade, continua desconhecida por todas as áreas do conhecimento científico que estuda a consciência humana.

 

ANALISANDO O COMPORTAMENTO DOS “SAPIENS”,

 QUANTO A SEUS INSTINTOS PRIMITIVOS

14”AEDV”. Os comportamentos alheios “às suas vontades”, transparece nos seres ou indivíduos que nós temos como “loucos”, ou esquizofrênicos, estes, quando com uma esquizofrenia acentuada, sofrem a perda completa da personalidade formada, no entanto, a psiquiatria comprova que eles não perdem seu “eu” individual. A melhor prova disso, é que este seu “eu” remanescente, continua com um, ou vários territórios, também, este seu “eu” continua como um “eu” proprietário. Sendo raro os casos dos loucos sem essas duas qualidades, de território e propriedade, seu território pode ser a sombra de uma marquise ou de uma árvore, sua propriedade pode ser uns trapos ou uns papéis velhos dentro de um saco plástico. Sendo o que resta de sua psique como indivíduo, estas qualidades a que chamo de instintos primitivos, e que foram adquiridos há 2 milhões de anos, quando ainda “homo erectus”. São os processos que mais são visíveis nos loucos, somente nos casos de pronunciada catatonia, quando há um completo alheamento, e perdem completamente o reconhecimento do “eu”, é que não se nota nos loucos os instintos de território, propriedade e posse. O mesmo ocorre com as crianças de tenra idade, antes mesmo de formarem a personalidade, comprovadamente, elas já possuem um acentuado instinto de território, propriedade e posse, sendo fácil de notar em todas as crianças.

 

15”AEDV”. Tentar, sei que os homens monistas, sempre tentaram, tentam e, tentarão entender porque não há uma relação, nem mesmo de atrito, entre a sua personalidade ou seu “eu”, com o Espírito ou (Ser). Ora, povo monista da ciência e da filosofia! Isto ocorre exatamente para que não haja contato entre entes tão dispares, sendo por isso, que não acontece comunicação e, nem mesmo atrito entre estes entes, isto, unicamente porque o (Ser) espírito, torna-se passivo diante da personalidade, ou “eu”, um efêmero (Ser) montado por nossa enteléquia ou entendimento, dentro de nossa também, efêmera existência. Por esse mesmo motivo, os Vedas, e os modernos teosofista ou os brâmanes referidos pela Sociedade Teosófica de Adyar na Índia, separam as memórias, em Akáshica, a do espírito, e a Kármica que é a memória da personalidade do ser humano, ou do “eu” cognitivo, ou enteléquia, sendo essa, a memória a que temos acesso. Isto ocorre exatamente, pela impossibilidade do “eu” fazer a leitura conjunta dessas duas entidades, a personalidade ou “eu” cognitivo, e o Espírito ou a essência do (Ser). Para o “eu” cognitivo ou enteléquia existe essa indistinção. O homem sem entendimento, quando monista, seja cientista ou filósofo, torna-se incapaz de distinguir uma entidade da outra, então somente por isso, ele só as vê como uma única entidade. O que o leva a negar a existência do espírito. Desde quando, ele não pode negar a existência do próprio “eu”! Senão, o faria...

 

A INDISTINÇÃO DOS SERES

16”AEDV”. Estes atributos próprios dos “Seres” possuem sua origem, são oriundos e inerentes ao (Ser) Maior e Transcendental, a que nomino de “Inteligência Cósmica”. Já o (Ser) material ou “ente” mesmo com sua personalidade imaterial, sob o enfoque dualista resume-se somente a isso, em (personalidade e corpo material), que ele mesmo nomina de “eu”. Este “eu” personalidade é ativo, alcançável e factível de análise, “pelo menos em grupo” torna-se mais fácil analisa-lo, isto, enquanto “Ser” pulsante e vivo. Noutra visão ou abordagem! O “Ser” e o “ente” numa conceituação integral pode ser concebido, percebido e referido “trinamente” como: “ser” ou corpo material), (Ser) imaterial, ou “eu” espiritual) e ((Ser) personalidade, “eu”, enteléquia ou entendimento), donde advém sua indiscutível trindade, o que gera a sua indistinção. Como só é possível inquirir, um (Ser) por vez, no bloco, os três se tornam indistintos, e se o percebe como um “ser uno”. Ao se tentar analisá-lo como um (Ser) trino, os três seres tornam-se indivisíveis. Naturalmente só os perceberemos como um só conjunto, como um (Ser) integral e uno, no entanto são trinos, mas, sempre indistintos. 

 

O RECONHECIMENTO DO “EU”

17”AEDV”. Estando o (Ser), imaterial ou espírito, presente em nós, a priori e de forma necessária, como causa única de nossa consciência existencial! Torna-se de difícil análise se o procurarmos em nós, como (Ser) plural e imaterial, só o encontraremos como (Ser) uno. Tenhamos em mente que esta unicidade causal é inerente e necessária à própria evolução da enteléquia dos humanos! Enquanto nos julgarmos de forma pessoal, como seres especiais, mas, somente materiais, e o pior, como sendo os únicos capazes de evoluir e de tudo analisar, estaremos vendo a vida “vitae” com os olhos vesgos da estultícia. Quanto à diversidade das enteléquias! É fácil comprovar o fato de que o homem também, evolui espiritualmente, através de suas ações comportamentais, e de que ele não evolui somente biologicamente, mas, esta evolução espiritual ocorre através de atos e escolhas de sua enteléquia ou entendimento. Estas decisões, suas escolhas de comportamentos e hábitos, direcionam sua evolução biológica ao longo dos milênios, conforme nos faz ver a teoria do Sheldrake. Somente ao entender esse aspecto da existência consegui entender Sören Kierkegaard, quando disse que uma boa parte dos filósofos foram considerados “scholars” e endeusados prematuramente, como: Hegel, Schelling, Hans Cristian, Fichte e muitos outros.  estava certo, puseram muito fermento no bolo, antes do tempo, sempre haverá quem ponha. Entendamos, que todos os seres viventes evoluem por também possuírem uma enteléquia, ou seja, uma razão para tomarem decisões, enteléquia esta, ou razão, que os fazem viver com menos percalços. Em razão das imperfeições de nossos sentidos, dizemos que (a vida é “maia”), e não somente o universo. Eu sempre me perguntei, seria “maia” a vida e em separado o universo? Ou os dois concomitantemente! Ou a máquina que nos fornece as ferramentas com as quais fazemos a leitura da vida e do universo, é que nos mostraria estes organismos como sendo “maias”? Quanto à evolução dos “seres”, podemos, e devemos observar que existe diferentes graus de evolução nas diversas espécies, se isto for observado com perspicácia, veremos que cada espécie está sob uma dinâmica evolucionária diferente. O acúmulo evolutivo de especificidades biológicas, provocam os grandes saltos evolutivos em cada espécie animal. Modificando a morfologia das espécies, completamente a cada salto evolutivo, saltos que ocorrem no mínimo, a cada três ou cinco milhões de anos. Já no caso específico da espécie “homo”, quando analisamos os fósseis dos nichos/habitats dos seus antepassados, num passado muito remoto, veremos que os hábitos comportamentais do homem primitivo evoluíram, de hábitos instintivos, típicos dos animais, até chegar aos atos comprovadores de comportamentos elaborados e inteligentes, próprios, dos “sapiens” já falantes. O marco que separa o “homo sapiens” do hominídeo ou “homo erectus”, primeiro foi o reconhecimento do “eu”, a que chamo de “splenn”, que é a melancolia provocada pelo “espanto” do seu auto reconhecimento como (Ser). Neste caso em particular é o mesmo “espanto” dos filósofos pré-socráticos, naturalmente em épocas e existências bastante diferentes e distanciadas no tempo.

 

O DESENVOLVIMENTO DA FALA

18”AEDV”. Já o marco que separa o “homo sapiens” do “homo sapiens sapiens”, este sem dúvida, seria a aquisição da fala. Sem haver intensa interação entre os seres através de uma fala, mesmo ainda em formação, dificilmente o “sapiens” desenvolveria o raciocínio lógico, para tornar-se, “sapiens sapiens”. A este marco, eu denomino de “divinização do sapiens pelo verbo”, donde se origina o grande valor dado à palavra “verbo” por todas as religiões, em seus livros sagrados. Segundo a semiótica, de Charles Sanders Peirce, “1839-1914” o domínio da diferenciação dos signos sônicos pela mente foi o fator propiciador da modificação do aparelho fonador do “homo sapiens”. Com o uso constante da razão e da lógica, foi necessário menos de 300.000 (trezentos mil) anos, para transformá-lo num falante competente e de fala evoluída, agora já denominado de “homo sapiens sapiens”, isto é, o (Ser) que saboreia o saber e não mais somente o (Ser) que sabe. Esta transformação ocorreu durante o período de 288 mil anos. Tempo decorrido entre os 300 mil anos e os 12 mil anos atrás, quando este, iniciou a se transformar com a invenção da lavoura no homem sedentário moderno. Tem uma linha da antropologia que admite: várias datas para a aquisição da fala “elaborada”, porque as datas são as mais desencontradas possíveis. Quanto à essa fala elaborada, vou repetir no próximo marcador de leituras 19”AEDV”., um fato interessante e, pouco conhecido pelos estudiosos da fala humana, o certo é que ninguém se reporta ao fato, de que foram as mulheres que fizeram com que a fala humana passasse de uma fala rudimentar e simples para uma fala elaborada e complexa. O período em que a espécie inventou a fala, com certeza é desconhecido pela paleoantropologia, devido ao fato do seu aparelho fonador ser feito de cartilagens, sendo estas, de difícil, ou mesmo de impossível fossilização.

 

A ORIGEM DA FALA DOS HUMANOS ESTÁ ENVOLTA

NA BRUMA DOS TEMPOS, MESMO ASSIM, PODEMOS FAZER ALGUMAS ILAÇÕES

19”AEDV”. Há tempos analisando o problema da formação da fala desse animal, que erroneamente foi classificado taxonomicamente em 1735 de “homo sapiens sapiens”. No ano de 1996, antes da ocorrência dos “Insights”, eu trabalhava numa empresa de nome Fundipesca, onde o Diretor era um Padre Jesuíta de origem Basca, filho de Bilbao em Biscaia. Passei a saber que a língua Basca “Euskara”, única, sem derivação de nenhuma língua conhecida, era deveras interessante, me interessei pelo Basco e procurei entender suas peculiaridades. Através de uma conversa que tive com o Padre Francisco Javier Barturen López, ele me disse que eu devia procurar aprender o Batua, que na década de 1960, tinha sido criado já “padronizado”, como uma língua geral. Sendo este um modelo linguístico chamado de “Euskara Batua”, nos meus estudos descobri que se tratava de um modelo montado pela “Academia da Língua Basca”, para que essa língua “Euskara Batua, como língua geral, pudesse ser utilizada e entendida por todos os falantes do Euskara, nas diversas regiões do país Basco. Portanto, esse padrão foi criado para facilitar o uso do Basco por todos os grupos falantes da língua, isso em todas condições, de educação, na mídia, e também na literatura, principalmente em todas as regiões onde as falava o Euskara ou Basco, ora, eu pude perceber que se fora necessário criar um padrão! Entendi então, que o Basco era falado de várias formas, também descobri que havia além dessa versão, padronizada, no pequeno mundo do país Basco, de pouco mais de 7 mil km² onde se fala a língua Basca, existe outros cinco dialetos bascos, na Espanha, o biscaio, o alto navarrês, e o guipuscoano. Na França se fala o dialeto zuberroano e o navarrês-lapurdiano. Vendo algumas particularidades dessa língua que segundo os linguistas, foi formada há mais de 6.000 (seis mil) anos (aC.). Lembro-me que na época, década de 1980, eu estava envolvido com a elaboração dos programas de transformação das coordenadas geográficas em UTM e vice-versa, e não dei continuação aos estudos do Batua. Na época pensei! Se essas línguas tão isoladas e antigas já possuíam nuances próprias, que são naturais em todas as outras línguas, como: objeto direto, advérbios, sujeito, verbos, fonemas consonantais, o uso dos sons das vogais, que essas línguas consonantais utilizam, por aprendizado e memorização, mesmo não os possuindo na escrita, podendo na maioria das línguas encontrar o sintagma, cujo núcleo o identifica, a prosódia na acentuação vocabular, e outras lagartixas e etc., então vi que estas particularidades existiam na maioria das línguas vivas, e também nas mortas, como o latim e o osco, então deduz-se  que elas eram necessárias em todas as línguas!  Foi então que tive o insight de que as línguas possuíam mais conotação de conversação comum, que a conotação dos chamamentos e das nominações nas substantivações das “coisas”, então pude ver que era a conversação diária das mulheres que formava as “línguas elaboradas”, e não a conversação quase muda dos homens na sua labuta diária da caça, onde utilizavam mais os chamamentos e os gritos de alerta. Naquele momento eu me deparei com uma verdade ligada a um fato curioso sobre a fala. O “sapiens”, só se tornou sedentário por volta de 11 ou 12 mil anos atrás, até essa data com certeza ele era caçador/coletor e, também com certeza nômade. Durante o processo da formação da fala como resultado do uso da gestualidade, utilizando inicialmente os gritos de alerta, para avisar aos companheiros de jornada diária, da presença da caça e também dos predadores, incluindo sons diferenciados que identificassem e nominassem os diversos animais, eles os separavam por suas qualidades se de caça, ou se de predador, perigoso ou não! Logo no início da fala, o “sapiens” se viu premido a produzir e, conseguiu produzir uma diversidade de sons pelo seu sistema fonador para servir como denominação dos inúmeros produtos vegetais comestíveis e coletáveis, ou seja, a substantivação das coisas. Inclusive a produção de sons fônicos, no princípio onomatopaicos, nominando assim, quase tudo que produzisse algum som, e que estivesse em relação direta com sua existência e, principalmente as palavras de alertas sobre os predadores próximos ou distantes, que oferecessem riscos relacionados  com sua sobrevivência. Este modelo de fala primitiva, e nominação de poucos objetos, naturalmente, não atendia todas necessidades da comunicação, na realidade ela como fala de caçadores, não evoluía para uma fala, (completa, complexa e “elaborada”). Isto, logo no início pela simples ausência do raciocínio lógico, ainda em formação no ainda, primitivo “sapiens”. A fala elaborada e complexa dos humanos foi desenvolvida vagarosamente, com o passar dos milênios, mas, devemos observar bem, que a formação da fala elaborada da conversação do “sapiens”, não recebeu o contributo nem a ação dos machos dos diversos povos nômades, e óbvio caçadores e coletores. A fala “elaborada”, simplesmente, foi desenvolvida com a ação das fêmeas desses povos nômades, foram elas que criaram esse tipo de fala no “decorrer dos milênios”. Repetindo, isto foi feito unicamente, pelas mulheres dos povos ainda nômades. As primeiras potências gramaticais, com um vocabulário básico para as comunicações consistentes, terminantemente, foram somente as mulheres que contribuíram para o desenvolvimento das línguas, e isso ocorreu dentro dos longos milênios, longos 290 mil anos, isto, ocorreu enquanto a humanidade era nômade, caçadora e coletora, foram as mulheres que ao desenvolverem a conversação, ao mesmo tempo criaram por necessidade as interjeições, exclamações, verbos. Mas, somente depois de criadas as relações comerciais mais intensas entre as diversas sociedades agricultoras é que as diversas línguas adotaram os modernos (elementos de ligação), foram as mulheres usuárias dessas línguas, suas únicas criadoras, as responsáveis pelo desenvolvimento das línguas. É fácil perceber a verdade dessas afirmativas, seguindo o raciocínio que segue: no que se refere à língua “elaborada”, esta, foi construída na última fase de desenvolvimento dos “sapiens”, entre 100 e 12 mil anos (aC.). Após a invenção da lavoura, adveio o sedentarismo e, o consequente desenvolvimento do comércio entre os diversos povos lavradores, então todas as línguas existentes, absorveram os avanços já existentes nas línguas mais desenvolvidas primitivamente. Isto, foi facilitado com o comercio que surgiu entre os povos.  Foi grandemente facilitado pelo intercâmbio comercial que surgiu entre os povos agricultores. Foi depois dessa fase que as diversas línguas absorveram essas potências gramaticais citadas acima. Como disse, a criação da língua “elaborada”, com certeza foi elaborada pelas mulheres de, não de um só, mas, de vários dos povos ainda nômades, simplesmente porque todos os povos eram igualmente inteligentes e, portanto, estavam aptos a fazê-lo. Isto, devido as seguintes condições: Os povos enquanto nômades, eram todos, caçadores e coletores. Então seus procederes como povos, para manter sua sobrevivência, era inescapavelmente, procederes semelhantes e parecidos e, sobretudo, porque toda a subespécie “homo sapiens sapiens” já possuía 100 (cem) bilhões de neurônios. Nas pequenas comunidades, que nem tribos eram ainda, e que eu chamo de “povos”: Repetindo à exaustão: Os Machos em idade apropriada, e saudáveis, partiam para a caça e a coleta ao nascer do sol, e só retornavam ao pôr do sol, sendo que em alguns casos, quando os campos de caça e coleta eram mais distantes, só retornavam no outro dia, ou dias depois. Novamente chamamos vossa atenção para o fato de que suas armas de caça eram extremamente deficientes, e que as diversas espécies de animais caçados, se tornavam com o passar do tempo, extremamente arredias, ariscas e fugidias, fato provocado por uma contínua caça praticada por todos os povos das diversas regiões habitadas por esses humanos caçadores. O importante, é observar que esses primitivos caçadores, se viam obrigados a saírem para a caça e passarem o dia todo simplesmente “calados”, para não afugentar a caça, essa, maneira de caçar “calados”, durou por 290 mil anos, (os homens caçando calados e as mulheres fuxicando nos acampamentos), até a invenção da lavoura, foi esse o proceder dos “sapiens”. Rememoremos! Enquanto, as mulheres ficavam nos acampamentos conversando, o que durava enquanto os homens estivessem na caça. Nos acampamentos, as “benditas mulheres” gritavam e ralhavam com as crianças, alertavam para a proximidade dos predadores, fuxicavam umas das outras, utilizavam a fala para ensinar a criançada a se comportarem no acampamento, nas savanas e nas selvas, ouviam os conselhos dos “velhos”, e os retransmitiam amiúde aos jovens sob sub guarda, principalmente “fuxicavam” e tagarelavam, era o que elas mais sabiam fazer nesse ínterim, e assim, iam construindo a língua “elaborada”. Enquanto os homens continuavam nos campos, caçando e coletando, mas, calados. Portanto! “Benditas Mulheres”. Esqueçam o que a antropologia e a linguística, disse para vocês, porque ninguém sabe de nada, é tudo invencionice da vaidade dos homens, que dizem que tudo sabem, os homens em geral não sabem de nada, inclusive “eu”. As minúcias da história dos homens primitivos, se perdeu nas brumas das noites dos tempos. É tudo como o relatado aqui e agora, é pura invencionice minha. O que não deixa de ser uma vaidade do homem.

 

AS FASES EVOLUTIVAS DO “SAPIENS” QUANTO A FALA

20”AEDV”. A subespécie “homo sapiens sapiens”: Passou por quatro fases evolutivas entre os 300 mil anos e os dias de hoje, isto quanto á evolução da sua fala:

 

AS QUATRO FASES PRINCIPAIS

1ª) Entre 300 mil e 270 mil anos (aC.). Fase do reconhecimento do “Eu”.

 

2ª) Entre 270 mil e 100 mil anos (aC.). Fase da criação da fala primitiva, que seria uma espécie de comunicação com articulações fônicas, como, grunhidos e os primeiros gritos, e com o auxílio gestos feitos com as mãos e braços, ou seja, uma mistura de fala fônica, gestual e “signica”.

 

3ª) Entre 100 mil e 12 mil anos (aC.). Fase da construção pelas mulheres da fala elaborada, nesse período, elas também desenvolveram completamente o raciocínio lógico, a razão e a inteligência, que transmitiram por herança genética a todos seus filhos, a fêmeas e machos. Nessa fase à medida que se desenvolvia o raciocínio lógico, a razão e a inteligência, óbvio, nos homens e nas mulheres, também ocorria um fato curioso, foi nessa fase que somente as mulheres aprimoraram a fala, e desenvolveram o raciocínio com o largo uso da razão e da lógica, enquanto, os homens continuavam caçadores e coletores, com menores oportunidades para desenvolver a razão e a lógica, e mais difícil  ainda, era o homem ser o responsável pela criação e do uso da fala elaborada, devido à mudez utilizada pelos homens enquanto caçavam.

 

4ª) Entre 12 mil e os 6 mil anos (aC.). Fase do início do desenvolvimento da sociedade moderna, ocorrido depois que a “mulher inventou a lavoura” até os “dias de hoje”, ora, meu nobre e inteligente leitor, se conforme o relatado no marcador de leitura 8”AEDV”. Os homens eram caçadores e, dominavam pouco a razão e o raciocínio lógico, devido a sua comunicação e fala pouco desenvolvida. Portanto, foi a mulher com sua mente e sua fala mais desenvolvida que a (dos machos caçadores e coletores, e pouco falantes), inegavelmente, foi a mulher, mais apta e inteligente que inventou a lavoura, fora desse raciocínio e proposição, só encontrarás, a burrice e a vaidade dos machos. A Burrice dos “sapiens” machos é disfarçada e escamoteada, como sabedorias. Soltar rojões de metal para ir ao nosso satélite, não foi o maior feito da sabedoria dos machos, mas sim, entrar na intimidade da matéria e criar durante a guerra “fria”, e construir e estocar 17 (dezessete) mil bombas atômicas, que é a maior “Espada de Dâmocles”, jamais posta sobre a totalidade da sociedade humana. Pois, conforme a IAEA, somente a explosão de 500 destes artefatos, seria o suficiente para destruir completamente a humanidade. Então eu vos pergunto, os machos da espécie sendo praticantes dessas burrices inomináveis, são mais inteligentes ou são mais burros que as mulheres?

   

21”AEDV”. Uma parcela da sociedade humana atual, escolheu seu desastroso destino, provocando intencionalmente, a decadência das mulheres, que deixaram de serem as “matrizes” da sociedade. Ao deixarem de educar os filhos como cidadãos construtores da sociedade, seu papel passou a ser somente de reprodutoras, as mulheres dessa sociedade não mais educam seus filhos, que passaram a serem educados por seus pais guerreiros, observem bem, que em todas as espécies animais são as mães que criam e educam seus filhos quando ainda jovens. Mas, vemos fotos dessa sociedade onde meninos de doze anos estão armados com fuzis.     Esse costume, com o passar dos tempos, cria uma sociedade de guerreiros. Observem que na história dos povos, nenhuma sociedade de guerreiros sobreviveu dentro do tempo. Uma sociedade que defende sua pátria, é completamente diferente de uma sociedade guerreira, em que seus membros aprendem desde tenra idade a serem guerreiros. Uma sociedade com mentalidade guerreira tende inevitavelmente a ser esmagada por outros povos e desaparecer. Dentro dessa sociedade religiosa, onde o costume é a matriz da sociedade, que é a mulher, não possuir nenhum valor. Tudo isso, tem como causa a opressão dos machos sobre as mulheres. Este é o principal sinal do próximo fim de um povo. Qualquer pensador com a mente suficientemente evoluída percebe claramente e, de maneira fácil, o que está ocorrendo com o desenvolvimento de uma parcela da sociedade humana. A sociedade humana vem sendo montada através dos milênios, mas, a espécie humana não é especial dentre as diversas espécies animais, embora não saibamos porque, nós, quando ainda éramos a espécie “homo sapiens”, fomos agraciados com a experiência da cognição, o que nos levou ao pensamento consciente não instintivo, e nos transformou na subespécie “homo sapiens sapiens” ou seja, nos transformou em pensantes e falantes. O que nos permitiu “analisar” fatos e ocorrências e assim, tomar “decisões”. Esse poder de análise e de tomadas de decisões foram os principais fatores que nos permitiram desenvolver a inteligência. O que nos difere das outras espécies animais seria exatamente o acelerado desenvolvimento da consciência/inteligência, que controla nosso comportamento, levando-nos à evolução do espírito, ou “eu” não material, que a ciência nomina de enteléquia. Durante o desenrolar do desenvolvimento de todas as espécies animais, inclusive nos humanos, que por terem uma personalidade que se desenvolve na infância, por uma condicionante imposta pela própria natureza, as fêmeas dos humanos, por cuidarem dos filhos até o início da maturidade, são as responsáveis pela formação da personalidade e, óbvio, também pela evolução do comportamento dos filhos, portanto, das novas gerações da espécie, é o comportamento que direciona e acelera, ou não, a própria evolução constante e paulatina das gerações. Temos que observar que os machos da espécie “homo sapiens” ao assumir a formação da personalidade das novas gerações, criam os filhos propositadamente, por serem guerreiros, com personalidades guerreiras e destrutivas, isso é fácil de observar nas sociedades que as fêmeas perderam a prerrogativa de mães, e passaram a ser somente objetos ou máquinas de procriação, essas sociedades tendem a tornarem-se repudiadas e temidas pelos outros povos, e lógico, torna-se uma sociedade menos evoluídas que o normal, nelas prevalece a maldade como comportamento normal, as mulheres passam a ser cada vez mais, excluídas da decisões da sociedade, os filhos homens, somente educados por homens guerreiros, tornam-se guerreiros ferozes, praticando assassinatos normalmente, como se fossem soldados treinados para a guerra, sendo que atualmente, praticam atos de terrorismo como coisas banais e corriqueiras. Essas sociedades inevitavelmente, se autodestroem economicamente, tendendo a desaparecer dentro dos tempos como sociedade. Quando não são destruídas por seus inimigos. Nenhuma sociedade guerreira permaneceu no concerto das Nações. Releiam a história dos povos. Observe a história da única nação com mais de 4 quatro mil anos que permaneceu até hoje! Esta Nação foi a China, quando no início era constituída por três reinos ou povos, que num certo momento se transformaram em três Impérios, o Império do Meio, o Império do Ocidente e o Império do Oriente. Estes três Impérios, mais adiante se uniram, e resultaram num só povo. O povo mais antigo do planeta, se não tivessem se unido, teriam sido dominados e divididos pelos invasores, transformados em vários outros povos menores e desaparecido. Com o passar dos séculos construíram uma imensa muralha nos limites com os mais ferrenhos inimigos, nunca mais foram invadidos com eficiência, e permaneceram como um só povo até hoje. Como todos os antigos Impérios, e seus povos, que hoje são somente a (história de povos que já desapareceram), hoje, o que resta do antigo Império de Alexandre o Grande, está fadado a desaparecer, pela ação de um partido político. A Grécia que moldou a civilização ocidental, hoje está vivendo da esmola da UE União Europeia.  

 

A ENTELÉQUIA DOS SERES VIVOS, SE FORMA NO DECORRER DOS MILÊNIOS, SE DESENVOLVENDO COM O USO PERMANENTE DA RESSONÂNCIA MÓRFICA, À EXCEÇÃO DOS SAPIENS, POIS, OS SERES HUMANOS SÃO OS RESPONSÁVEIS PELA EVOLUÇÃO DA PRÓPRIA ENTELÉQUIA

 

22”AEDV”. Conforme os postulados da Ressonância Mórfica, todos os organismos vivos, evoluem com o simples ato de decidirem utilizar a ressonância das formas, ressonância natural a cada espécie, ato que decide sua própria evolução e existência. Não havendo como tomar uma decisão sem a posse de um entendimento fruto de uma enteléquia. Eis alguns exemplos adiante: Segundo a moderna teoria da ressonância mórfica, todo o universo evolui, incluindo todas as suas leis, e isto, em todos os sentidos. Ora, se todo o universo evolui! Por que, no âmbito da biologia, em termos abrangentes da “vitae”, somente o homem evoluiria? Todos os animais próximos do homem evoluíram, e é fácil comprovar este fato e, continuam a evoluir como enteléquias! Na realidade, toda a vida evoluiu. Veja o exemplo do lobo “canis lúpus”, compare o comportamento de um lobo selvagem e o de um cão doméstico “canis familiaris”, seu descendente direto, pois, o último é oriundo do primeiro! Outro animal também domesticado pelo homem é o “felis catus”, que assim como o “canis lupus”, estavam em graus de evolução distintas quando ainda não domesticados, o gato até hoje, ainda não possui o costume de viver em grandes grupos sociais, é fácil entender que a socialização é um grau evolutivo, o melhor exemplo vem do gênero “homo”. Mas, também nenhuma espécie que não viva em grandes bandos torna-se domesticável! Embora desconheçamos o comportamento de um “equus caballus” de 10 milhões de anos atrás, pelo porte deveria ser um animal extremamente arisco e arredio, possuía de 60cm a 90cm de altura, como seus descendentes atuais,  eram sem armas de defesa, como chifres e dentes caninos de porte, eles deviam possuir comportamento extremamente diferente de um equino atual. Todos os seres viventes decidem sua própria existência, ao decidir criam sua própria evolução biológica, resultado de cruzamentos, resultado de costumes, ambientes onde vivem, e principalmente da alimentação. Nenhum organismo vivo, vive sem praticar no mínimo, a defesa de sua atividade de viver ou existência. Todos no “mínimo, minimorum” procuram um ambiente que os permita viver, da bactéria à baleia azul. O que defendo é que todos os seres vivos, de variadas formas, independentemente de seu grau evolutivo decidem por sua existência nos diversos ambientes em que passa a viver, o que provoca mais evolução. Como exemplo, ao mudar seus hábitos alimentares, muda seu arcabouço da boca, principalmente a dentição, alterando completamente seu sistema digestivo, isto, sempre ao longo dos milhares de anos. Vamos a outro exemplo: Agora observe o tamanho de um megatério, “gênero Megatherium”, que passava de 5 metros de altura quando de pé, este, desapareceu há mais de dez mil anos,  deixando um descendente bem pequeno, conhecido hoje, como Preguiça", “espécie Bradypus variegatus”, com no máximo 90cm de altura, extremamente dócil, e veja seria possível esse tipo de comportamento no seu ancestral de até 6 toneladas de peso! Um animal desse porte, para alimentar tal massa corpórea, não poderia agir docilmente, era disputar a comida ou desaparecer como espécie, e foi o que terminou acontecendo num dado momento! A maioria dos animais de porte que não conseguisse disputar a alimentação, no mínimo, fazendo longas migrações, quando a comida escasseava ao seu redor, principalmente por alterações do clima! Simplesmente desapareciam. Nestes exemplos aqui citados, estão dois animais vegetarianos e um carnívoro, que, no passado, tiveram pesos ou massas corporais diferentes da massa dos seus atuais representantes, à exceção do nosso conhecido “canis lupus” que nunca possuiu porte avantajado. Todos os três evoluíram para a mansidão. No caso da Preguiça não dá para conceber um seu ancestral de até 6 toneladas, como um animal dócil, suas únicas armas de defesa, eram suas poderosas unhas para se defender dos predadores da época. A preguiça atual moldou sua defesa subindo nas altas árvores, como imaginar um animal de 6 toneladas no alto de uma árvore? Recentemente, encontraram imensos túneis e fósseis dos megatérios no interior dos mesmos. Dá para compreender onde vejo a evolução da “enteléquia” dos seres inferiores em relação ao gênero homo? Embora díspares, ambos evoluíram; pelo menos numa visão humana, foi isto que ocorreu. Bem sei que vão me lembrar do problema filosófico do empirismo de (Locke), (fins do sXVII), onde no “Ensaio Acerca do Entendimento Humano”, defende que o conhecimento vem das experiências, fruto dos sentidos. Recordem bem, que no empirismo, corpo e mente são uma coisa só! Portanto não há o dualismo “corpo e espírito”, o empirismo prega o monismo. E agora vem o seu contrário, onde mesmo não ultrapassando os   limites das premissas, o antigo método indutivo afirma que a ciência como “conhecimento”, é dependente dos dados da experiência, isto, conforme Aristóteles, (384-322 aC.)  meio do século IV (aC.). O que está concorde com a Teoria da Ressonância Mórfica do pensador inglês Rupert Sheldrake. Na indução prevalece o dualismo, corpo e espírito. Aqui nomino de “enteléquia dos animais”, a sua característica de, por conta própria tomarem decisões inteligentes as mais diversas, para continuarem existindo, nalguns momentos decisões cruciais e que demonstram extrema inteligência. E por favor, não me venham com essa conversa de “instinto”. Estou tratando de decisões e ações animais, às vezes, mais inteligentes que muitas ações humanas. Defendo ardorosamente, que o universo seja inteligente, senão não haveria espaço nesse universo para a existência do “homo sapiens sapiens”. Ou seja, não existiríamos, desde quando, no universo não existisse inteligência, Movér. Querer que somente sua espécie possua inteligência nesse imensurável universo. Nada mais seria que: burrice e vaidade dos homens. Vaidade e burrice numa escala imensurável. A Ressonância Mórfica, como disse, sendo uma teoria nos propõe que: - [... Átomos, moléculas, cristais, organelas, células, tecidos, órgãos, organismos, sociedades, ecossistemas, sistemas planetários, sistemas solares, galáxias, na verdade, a teoria abrange todos os sistemas organizados do universo.  Cada uma dessas entidades estaria associada a um campo mórfico específico. Aos leitores que se interessarem por esta teoria. Seria aconselhável buscarem um conteúdo mais abrangente dessa teoria nesse URL:

http://www.esalq.usp.br/lepse/imgs/conteudo_thumb/Resson-ncia-m-rfica.pdf

 

A PERCEPÇÃO DA EVOLUÇÃO DO ENTENDIMENTO OU ENTELÉQUIA DAS DIFERENTES ESPÉCIES ANIMAIS

23”AEDV”. Tudo me faz crer que a evolução da vida no universo, seria melhor observada no conjunto, pois a evolução no “conjunto” e nunca na “unidade”, torna-se mais evidente transparecendo, “in totum”, embora existam diversas etapas ou graus de evolução nos diferentes organismos existentes no universo, ou cosmos como gosto de nominá-lo. Mas, ela torna-se mais visível aqui na Terra nos conjuntos de organismos vivos, onde a evolução torna-se mais notável. A evolução torna-se mais evidente nos organismos vivos, principalmente nos que convivem com o homem, talvez, porque assim, tenhamos oportunidade de observá-los em diferentes etapas da sua existência ou idades, o que nos proporciona condições de comparar suas atitudes e comportamentos dentro do tempo. Lembrem-se do que foi dito sobre o “felis catus”, e o “canis lupus”.

 

A MEMÓRIA AKÁSHICA

24”AEDV”. Compreendida nossa enteléquia como energia, somos parte integrante do grande cosmos desde o seu princípio, pois, a energia surgiu junto com o universo. Esta energia da enteléquia, não tem relação com a terceira força fundamental, ou eletromagnetismo. Assim, não vejo problema nenhum em admitir que, quando da separação do corpo material e da energia, alma, espírito ou enteléquia, (que erroneamente chamamos de morte), a matéria retorne para a matéria de onde é oriunda, e a energia, alma, enteléquia, (Ser), ente, espírito, ou o que mais quiserdes e puderdes chamar, retorne para um único e imenso organismo de origem, a que chamo de “Grande Ser”, dali é oriunda toda a vida planetária dos animais falantes e não falantes, vida animada e inanimada, absolutamente tudo! E creio mais, como disse: quando da separação dos dois seres, material e imaterial, ou “morte”, a parte material retorne à sua origem, e a imaterial retorne também para a sua origem, que é o “Grande Ser”, e perderá sua individuação: a personalidade sendo formada por hábitos, costumes, crenças e o paradigma do “sapiens”, mas, construída pelo aprendizado ao longo da viva, na primeira infância e adolescência e no restante da existência, ela desaparecerá com a morte por se tornar inútil. A personalidade de todos os humanos, indistintamente, é formada durante sua existência, isto já foi comprovado cientificamente. Todos conhecem a história de Amala e Kamala de 1908 – se formos criados por lobos, lobos seremos, não falaremos nem mesmo sorriremos, se formos criados por macacos, de macacos herdaremos o comportamento e os hábitos, e assim, macacos seremos. Portanto a conservação da nossa personalidade não é relevante para o “evoluir” da humanidade, portanto ela se torna desprezível e inútil, sendo descartada. Na existência No entanto como o “Grande Ser” contém a memória de todos os seres vivos, animais e vegetais, os comportamentos individuais de todos modelos de vida e, de todas as suas existências, nas regressões podemos voltar às memórias dos animais mais evoluídos que chamamos de “humanos”, portanto, voltar a memória de todas nossas existências passadas, este fato é que confunde e ilude todos os estudiosos do assunto, pois, esta “memória” que os Teosofistas nominam de memória Akáshica, guarda toda nossas existências passadas,  e assim, como seres imateriais somos todos imortais. O Rupert Sheldrake, (1942-??) inteligentemente chegou a estes conceitos antes do ano de 1981 – ano em que tornou pública a sua teoria da (Ressonância Mórfica). Embora com a nossa morte, os nossos átomos não desapareçam, mas, como seres materiais vivos desapareçamos completamente. Desaparecemos até como memórias existenciais. Este fato de todos os seres, indistintamente, quanto ao seu reino e à sua espécie terem memória, nos leva a entender claramente como funciona a ressonância mórfica do genial inglês, este grande homem de visão, o filósofo e biólogo inglês Rupert Sheldrake. A vida é dinâmica, assim tudo muda, tudo evolui, inclusive os mais arraigados conceitos existenciais. Espero e creio que esta colocação esteja mais de acordo com a realidade universal holística da vida e mais de acordo com a teoria da ressonância mórfica, do próprio Sheldrake. Na realidade, a ideia que ora exponho sempre esteve comigo, no entanto faltava embasamento para a conservação do que chamávamos de memória akáshica, com a perda da personalidade adquirida durante a existência. O que ocorre é que nossa memória explícita não é parte integrante da nossa personalidade, na realidade a nossa memória implícita é parte integrante da nossa memória akáshica, a ressonância mórfica individuada também.

 

25”AEDV”. Podemos melhor entender o que denomino de “Grande Ser”, quando o olhamos como a inteligência que criou a ressonância mórfica planetária agindo sobre todos os seres vivos, com especial referência aos seres superiores e, principalmente quando nos referirmos aos falantes: A Ressonância Mórfica é ampla, imensa e está em toda superfície do planeta, em todos seus escaninhos. Onde houver um ser vivo, ali ela estará a ressonância mórfica daquele ser. A ressonância mórfica como memória dos seres vivos indistintamente de reino, pode ser entendida como a enteléquia das diversas espécies de não falantes, numa forma pouco compreendida pelos cientistas, assim, eles a chamam de instinto! Na realidade o que chamamos de instintos, são as ações das ressonâncias mórficas dos seres superiores e inferiores. Os únicos impedimentos para este entendimento, é a vaidade, o orgulho e a estultícia do “homo sapiens sapiens”, seja ele cientista ou não! 

 

26”AEDV”. A dificuldade para se observar a evolução do “ente” ou enteléquia fora da espécie “homo” é causada pela diferença dos diversos graus de aceleração da evolução entre as diversas formas de vida existentes na vida planetária, esta aceleração é independente do fator tempo. Se assim não o fosse, os estromatólitos, as células procariontes e, estas seriam as únicas espécies vivas dominantes no planeta, e tal, não se deu. O que ocorreu é que estes modelos de vida evoluíram e hoje fazem parte dos seres vivos atuais, é claro que as primeiras células eram modelos embrionários das células eucariontes existentes, nos organismos atuais! A vida se desenvolve numa escala “evolutiva” infinita, da simplicidade para a complexidade. Quanto mais complexa é a espécie, mais evoluída ela o é, e mais aceleradamente ela evolui. E, quanto mais evoluído for o ser dual, “imaterial e material, também mais evoluída será sua enteléquia. Uma espécie, quando próxima do ápice da evolução, desenvolve a telepatia e abandona a fala. Agora já se tratando de um (Ser) completamente evoluído, quando estiver no ápice da evolução ele abandona totalmente os cinco sentidos, tornando-se autônomo dentro da vida material planetária. Nesta fase, ele estará próximo dos anjos, mas ainda distante da “luz”. Quando sua enteléquia estiver no ápice de sua evolução, ele – (Ser) e “ente”, espírito e matéria – terá se tornado “luz”. A perfeição da sabedoria da Inteligência Criadora, atinge o infinito ao fazer com que as espécies menos evoluídas mais lentamente evoluam e as mais evoluídas mais rapidamente evoluam. Isto evita o embate entre as espécies, pois nunca haverá duas espécies disputando o ápice da evolução, e faz com que, espécie, após espécie, atinja a luz, uma espécie de cada vez, destarte eliminando completamente a disputa pela supremacia no evoluir.

 

27”AEDV”. Eis que, após a completa evolução do “homo sapiens sapiens”, outra espécie ocupará o nosso lugar no planeta. É de se esperar que esta subespécie “homo sapiens sapiens” não seja a primeira a evoluir até a luz.

 

28”AEDV”. Este é o meu entendimento do porquê, da vida em nosso planeta ter tantos reinos, e tantas espécies por cada reino! Tudo é uma questão de escala evolutiva, e nada mais.  A moderna taxonomia de 1998 de Cavalier e Smith considera 6 (seis) reinos: “Animalia” “Fungi”, “Plantae”, “Cromista”, Protazoa”, e “Bactéria” (não irei aos detalhes), Como: segundo Rupert Sheldrake a ressonância mórfica afeta até os minerais, o reino “Mineral” entrará no fim da fila.

 

29”AEDV”. Nos reinos “Animalia” “Fungi”, e “Plantae”, existe um imenso número de espécies com diferentes graus de evolução. Assim, tudo se explica numa pequena visão humana: Existe distintos graus de evolução da “vitae” no planeta, porque, todas as espécies terão (cada uma) a sua vez para chegar ao ápice da evolução. Movér.

 

30”AEDV”. Espero que estas singelas ilações sejam, no mínimo, compreendidas por pessoas de bom senso e com mais evolução espiritual. Fora desta escala evolutiva do espírito, só advirá: o escárnio, o vitupério e a incompreensão. O grande problema e grande retardador da evolução da vida dos “sapiens” são os infelizes seres da caverna de Platão, que, infelizmente, ao que se sabe, são representados pela absoluta maioria da humanidade atual. O alerta do mestre Stephen Hawking para que saíssemos do planeta, se prendia ao fato real de que nós, estamos destruindo sua biodiversidade, e sem esta, a humanidade entra em colapso.  Um pensador de minha terra nomina a maioria da humanidade de "manada". A sorte é que esta absoluta maioria de idiotas, não lerá meus escritos, Senão! A parte da história “churascosa” de Giordano Bruno se repetiria comigo.

 

31”AEDV”. O italiano Leonardo di Ser Piero da Vinci, (1452-1519). Dizia que uma absoluta maioria da humanidade era composta de enchedores de latrinas.  O alemão Arthur Schopenhauer, (1788-1860). Repetia, até com algum exagero, que uma grande maioria dos “sapiens” eram idiotas. O Russo Leon Tolstói, (1928-1910), concordava e apoiava os dois pensadores, quanto a essa questão, dos “sapiens” serem na maioria idiotas. Anteriormente, eu acreditava que pelo menos 0,5% a 1% da humanidade estava salva dessa condição de idiotas empedernidos. Atualmente, estou tendendo mais, para acreditar que 100% da sociedade de falantes, sejam todos idiotas, com exceção dos papagaios, quem encabeça a fila sou eu, por ter coragem de externar essa opinião. Vejamos friamente, estes fatos que a “nata” e a “essência”, dos homens, ditos inteligentes, fizeram e hoje ainda fazem no planeta, vejam, analisem, e depois não me digam nada, pensem e guardem calados só para vocês, o que vocês julgarem. Esta pergunta que segue sempre esteve presentes em minha mente. Se estes atos foram ou são praticados por “seres” ou “entes” inteligentes ou idiotas? Fora as escaramuças diárias praticadas por 288 mil anos, enquanto eram nômades. Os homens após adotar o sedentarismo: presumo, fizeram até hoje, 12 mil guerras, 1 “uma” por ano, no mínimo. Em comemoração e para coroamento dessas presumíveis 12 mil guerras, os homens nos séculos XIX e XX praticaram vários genocídios e fizeram 3 grandes guerras:

 

Alguns genocídios praticados contra os diversos povos e etnias foram os seguintes:

 

32”AEDV”. Trataremos somente de 5 cinco casos. Nos quais não citaremos os nomes dos protagonistas, isso, porque aqui estamos analisando a evolução da espécie humana, e não, a evolução de um povo em particular, e muito menos a burrice e a pequenez de um homem, ou a burrice e a pequenez de vários homens que governaram um país, por um período específico de tempo.

 

“A”. Massacre do Congo.

 Número de mortos: 20 milhões de pessoas.

 O responsável governou o seu país entre: 1865 até 1909. O genocídio ocorreu entre os anos de: 1877 E 1908.

 

“B”. Implantação do comunismo na URSS

Número de mortos: 20 (vinte) milhões de pessoas

O responsável governou seu país entre: 1926 a 1953

 

“C”.  Implantação do comunismo na República Popular da China

Número de mortos: 65 (sessenta e cinco) milhões de pessoas

O responsável governou seu país entre: 1949 a 1976

 

“D”. 1ª Guerra Mundial

Número de mortos: 20 (vinte) milhões de pessoas

Duração: 1914 a 1918

O responsável: Governos de diversos países do mundo

 

“E”. 2ª Guerra Mundial

Número de mortos: 65 (sessenta e cinco) milhões de pessoas

Duração: 1939 a 1945

O responsável: Governos de diversos países do mundo

 

Temos que considerar que foram pessoas humanas que praticaram estes horrores, não foram ETs, mas sim, pessoas que faziam parte da humanidade deste planeta, elas não vieram de fora. Faziam parte da mesma humanidade que continua aqui, portanto, meu medo, seria estes horrores se repetirem.

 

Quando me vem à mente estas verdades, mais, eu vejo o motivo de minha desesperança, aumentar, com a pouca evolução da raça humana.  E assim, mais, e mais nos aproximamos do “grand finale”.

 

33”AEDV”. No século XX, a que chamo de século dos horrores:

Independentemente das duas grandes guerras, houve uma 3ª guerra que foi chamada de Guerra Fria: Ela ocorreu entre 1949 e 1991, esta “Guerra Fria”, foi a pior de todas as guerras que os homens insensatos, chamados de “homo sapiens sapiens”, fizeram até hoje, durante os 42 anos que durou essa guerra fria não se disparou um só tiro de fuzil, portanto, não houve nenhuma morte, mas, os contendores fabricaram e fizeram um estoque de armas para destruir toda a vida no planeta. Com o cessar dessa guerra sem hostilidades, em 1991 os dois contendores e alguns de seus aliados, já tinham em estoque 17 mil bombas atômicas, mas temos que observar o seguinte: a IAEA - (International Atomic Energy Agency), nos informa o seguinte: Ao se detonar em torno de 500 artefatos nucleares num curto período de tempo, por exemplo, num ano, a radiação atômica, devido ao calor produzido pelas detonações, inevitavelmente subirá se distribuindo por toda a  alta atmosfera, transformando as gotículas das nuvens em radioativas, que inevitavelmente se precipitarão em forma de chuvas, que contaminarão todas as águas doces do planeta, todas as águas acumuladas nos grandes, médios e pequenos reservatórios, inclusive as dos rios, as chuvas radioativas que cairão sobre os continentes, por percolação contaminarão também todos os lençóis de águas subterrâneas. Todas as águas sendo contaminadas por radiação, ocasionarão doenças cancerígenas e a morte de todos os humanos que as beberem, isto, por todo o planeta. Nenhum local estará livre das águas radioativas, que contaminarão inclusive os animais, fornecedores de proteínas aos humanos, o que os contaminarão indiretamente, pois, os animais só encontrarão águas radioativas para beber. Os poucos humanos que escaparem do efeito direto das bombas, dentro de pouco tempo sofrerão os efeitos da fome generalizada, provocada pelas chuvas radioativas que cairão sobre os continentes, e óbvio sobre todos os terrenos ocupados com a agricultura no planeta, tornando-os impróprios para produzir alimentos, e o pior, estas terras tornar-se-ão impróprias para agricultura por vários anos. Sem falar nas doenças pandêmicas que se seguirão. Nem debaixo do solo, os homens estarão seguros e protegidos, desde quando, todas as águas subterrâneas também estarão contaminadas pela radioatividade, contaminando todos os lençóis aquíferos subterrâneos. Não devemos nos esquecer que em torno de 71% de todas as chuvas se precipitam sobre os oceanos, o que contaminará também toda a vida marinha.

 

Meus amados irmãos e leitores...

A evolução da vida está em franco desenvolvimento...

Sobre isso, não temos o que discutir...

Mas, sinto desapontá-los! Sobre a evolução dos “sapiens”!

Já que esta não pode regredir, no mínimo está estagnada. Naturalmente que a espécie está se desenvolvendo tecnologicamente, isso, é verdade e não discutimos. Mas, espiritualmente, mais nos parece que está regredindo, coisa que é tida como não factível de acontecer. Mas, basta somente fazer a leitura da história recente da humanidade nestes dois últimos séculos, o XIX e o XX.

Não sendo necessário dizer mais nada.

 

Edimilson Santos Silva Movér

Vitória da Conquista
15 de junho de 2009
Atualizado em 2015

Atualizada em Maiquinique-Ba, e 26/09/2021

 

Fone:

+55 77 9197-9768

 

Meu e-mail

moversol@yahoo.com.br

 

A URL de meu blog  

www.edimilsonmover.com

0 comentários:

Postar um comentário